Seção 1 ISSN 1677-7042 Nº 244, quinta-feira, 20 de dezembro de 2018
documentação, inclusive à representação sindical da categoria profissional predominante do [Link].2 As caldeiras que operam de forma contínua podem ser consideradas
estabelecimento, quando formalmente solicitado. com SIS quando todas as condições a seguir forem satisfeitas:
13.4.2 Instalação de caldeiras a vapor a) estiverem instaladas em estabelecimentos que possuam SPIE Certificado citado
[Link] A autoria do projeto de instalação de caldeiras a vapor, no que concerne no Anexo II;
ao atendimento desta NR, é de responsabilidade de PH, e deve obedecer aos aspectos de b) possuírem análise formal realizada por responsável técnico identificando os
segurança, saúde e meio ambiente previstos nas Normas Regulamentadoras, convenções e riscos que podem ser mitigados por funções instrumentadas de segurança e quantificando o
disposições legais aplicáveis. nível de integridade de segurança (SIL) requerido para mitigar cada um dos riscos
[Link] As caldeiras de qualquer estabelecimento devem ser instaladas em casa identificados, conforme normas internacionais;
de caldeiras ou em local específico para tal fim, denominado área de caldeiras. c) disponham de SIS em conformidade com os subitens [Link].3 a [Link].6;
[Link] Quando a caldeira for instalada em ambiente aberto, a área de caldeiras d) o SIS seja testado conforme estudo específico de confiabilidade das funções
deve satisfazer aos seguintes requisitos: instrumentadas de segurança;
a) estar afastada de, no mínimo, 3,0 m (três metros) de: e) exista parecer técnico do PH e do responsável técnico sobre o SIS
- outras instalações do estabelecimento; fundamentando a decisão de extensão de prazo;
- de depósitos de combustíveis, excetuando-se reservatórios para partida com até f) atender ao que consta no subitem [Link], quanto à qualidade da água;
2 000 L (dois mil litros) de capacidade; g) exista controle de deterioração dos materiais que compõem as principais
- do limite de propriedade de terceiros; partes da caldeira.
- do limite com as vias públicas; [Link].3 As caldeiras devem dispor de SIS com projeto baseado em estudo de
b) dispor de pelo menos 2 (duas) saídas amplas, permanentemente confiabilidade para este fim, que garanta execução segura da sequência de acendimento e o
desobstruídas, sinalizadas e dispostas em direções distintas; bloqueio automático dos combustíveis em casos de perda do controle de combustão ou da
c) dispor de acesso fácil e seguro, necessário à operação e à manutenção da geração de vapor.
caldeira, sendo que, para guarda-corpos vazados, os vãos devem ter dimensões que [Link].4 O proprietário deve comprovar, através de toda a documentação de
impeçam a queda de pessoas; projeto e de seu comissionamento, que o SIS da caldeira foi projetado, adquirido, instalado e
d) ter sistema de captação e lançamento dos gases e material particulado, testado adequadamente pelos responsáveis técnicos.
provenientes da combustão, para fora da área de operação atendendo às normas ambientais [Link].5 Alterações nas funções instrumentadas de segurança do SIS, sejam
vigentes; provisórias ou definitivas, devem ser registradas e aprovadas formalmente pelos
e) dispor de iluminação conforme normas oficiais vigentes; responsáveis técnicos.
f) ter sistema de iluminação de emergência caso opere à noite. [Link].6 O proprietário deve comprovar, através de registros, que o SIS da
[Link] Quando a caldeira estiver instalada em ambiente fechado, a casa de caldeira é mantido adequadamente de acordo com procedimentos específicos definidos pelo
caldeiras deve satisfazer os seguintes requisitos: fabricante ou seus responsáveis técnicos para a inspeção, testes e manutenção. Esses
a) constituir prédio separado, construído de material resistente ao fogo, podendo eventos devem ser executados e aprovados pelos responsáveis técnicos próprios ou
ter apenas uma parede adjacente a outras instalações do estabelecimento, porém com as contratados.
outras paredes afastadas de, no mínimo, 3,0 m (três metros) de outras instalações, do limite [Link] Os prazos de inspeção de segurança interna de caldeiras de categoria B
de propriedade de terceiros, do limite com as vias públicas e de depósitos de combustíveis, que operem de forma contínua, a partir da publicação desta NR, com Sistema de
excetuando-se reservatórios para partida com até 2.000 L (dois mil litros) de capacidade; Gerenciamento de Combustão - SGC podem ser estendidos para 30 (trinta) meses, se todas
b) dispor de pelo menos 2 (duas) saídas amplas, permanentemente as condições a seguir forem satisfeitas:
desobstruídas, sinalizadas e dispostas em direções distintas; a) as caldeiras devem dispor de SGC em conformidade com os subitens [Link].1
c) dispor de ventilação permanente com entradas de ar que não possam ser a [Link].7;
bloqueadas; b) o SGC deve ser comissionado conforme projeto das funções instrumentadas de
d) dispor de sensor para detecção de vazamento de gás quando se tratar de segurança, realizado pelo proprietário, com apoio do fabricante, com parecer formal de
caldeira a combustível gasoso; aceitação pelos responsáveis técnicos;
e) não ser utilizada para qualquer outra finalidade; c) existência de projeto técnico do fabricante aprovado por responsável técnico
f) dispor de acesso fácil e seguro, necessário à operação e à manutenção da sobre o SGC;
caldeira, sendo que, para guarda-corpos vazados, os vãos devem ter dimensões que d) existência de controle periódico de deterioração dos materiais que compõem
impeçam a queda de pessoas; as principais partes da caldeira, capaz de garantir a extensão do prazo;
g) ter sistema de captação e lançamento dos gases e material particulado, e) operação em automático, sem opção de operação em manual.
provenientes da combustão, para fora da área de operação, atendendo às normas [Link].1 O proprietário deve comunicar ao Órgão Regional do Ministério do
ambientais vigentes; Trabalho e ao sindicato dos trabalhadores da categoria predominante do estabelecimento,
h) dispor de iluminação conforme normas oficiais vigentes e ter sistema de até 30 (trinta) dias após o comissionamento da caldeira, o enquadramento com SGC.
iluminação de emergência. [Link].2 As novas caldeiras categoria B com queima de combustíveis líquidos ou
[Link] Quando o estabelecimento não puder atender ao disposto nos subitens gasosos devem dispor de SGC definido no projeto pelo fabricante para este fim, que garanta
[Link] e [Link], deve ser elaborado projeto alternativo de instalação, com medidas a execução segura da sequência de acendimento e o bloqueio automático dos combustíveis
complementares de segurança, que permitam a atenuação dos riscos, comunicando em casos de perda do controle de combustão ou da geração de vapor, prevendo as seguintes
previamente a representação sindical dos trabalhadores predominante do funções de segurança:
estabelecimento. a) proteção de nível baixo de água;
[Link] As caldeiras classificadas na categoria A devem possuir painel de b) sequenciamento de purga e acendimento;
instrumentos instalados em sala de controle, construída segundo o que estabelecem as c) teste de estanqueidade de válvulas de bloqueio de combustível;
Normas Regulamentadoras aplicáveis. d) proteção de pressão alta ou baixa do combustível líquido ou gasoso;
13.4.3 Segurança na operação de caldeiras e) proteção de falha de chama.
[Link] Toda caldeira deve possuir manual de operação atualizado, em língua [Link].3 As novas caldeiras categoria B com queima de combustíveis sólidos
portuguesa, em local de fácil acesso aos operadores, contendo no mínimo: devem dispor de SGC definido no projeto pelo fabricante para este fim, que garanta o
a) procedimentos de partidas e paradas; controle automático do nível de água e da geração de vapor.
b) procedimentos e parâmetros operacionais de rotina; [Link].4 As novas caldeiras categoria B independente do combustível queimado
c) procedimentos para situações de emergência; devem possuir:
d) procedimentos gerais de segurança, saúde e de preservação do meio a) redundância de válvula de segurança;
ambiente. b) descarga de fundo automática visando a redução de incrustações;
[Link] Os instrumentos e controles de caldeiras devem ser mantidos calibrados c) redundância de sistemas de segurança nos painéis de comando;
e em boas condições operacionais. d) gerenciador com o registro dos alarmes ativos e inativos.
[Link].1 A inibição provisória dos instrumentos e controles é permitida, desde [Link].5 O proprietário deve comprovar, através de toda a documentação de
que mantida a segurança operacional, e que esteja prevista nos procedimentos formais de projeto e de comissionamento, que o SGC da nova caldeira categoria B foi projetado,
operação e manutenção, ou com justificativa formalmente documentada, com prévia análise adquirido, instalado e testado adequadamente pelos responsáveis técnicos.
técnica e respectivas medidas de contingência para mitigação dos riscos elaborada pelo [Link].6 O proprietário deve comprovar, através de registros, que o SGC da
responsável técnico do processo, com anuência do PH. caldeira categoria B é mantido adequadamente de acordo com procedimentos específicos
[Link] A qualidade da água deve ser controlada e tratamentos devem ser definidos pelo fabricante para a inspeção, testes e manutenção. Esses eventos devem ser
implementados, quando necessários, para compatibilizar suas propriedades físico-químicas executados e aprovados pelos responsáveis técnicos próprios ou contratados e devem ser
com os parâmetros de operação da caldeira definidos pelo fabricante. anotados no Registro de Segurança.
[Link] Toda caldeira a vapor deve estar obrigatoriamente sob operação e [Link].7 Alterações nas funções instrumentadas de segurança do SGC, sejam
controle de operador de caldeira. provisórias ou definitivas, devem ser registradas e aprovadas formalmente pelos
[Link] É considerado operador de caldeira aquele que satisfizer o disposto no responsáveis técnicos.
item "A" do Anexo I desta NR. [Link] No máximo, ao completar 25 (vinte e cinco) anos de uso, na sua inspeção
13.4.4 Inspeção de segurança de caldeiras. subsequente, as caldeiras devem ser submetidas a uma avaliação de integridade com maior
[Link] As caldeiras devem ser submetidas a inspeções de segurança inicial, abrangência para determinar a sua vida remanescente e novos prazos máximos para
periódica e extraordinária. inspeção, caso ainda estejam em condições de uso.
[Link] A inspeção de segurança inicial deve ser feita em caldeiras novas, antes [Link] As válvulas de segurança de caldeiras devem ser desmontadas,
da entrada em funcionamento, no local definitivo de instalação, devendo compreender inspecionadas e calibradas com prazo adequado a sua manutenção, porém, não superior ao
exame interno, seguido de teste de estanqueidade e exame externo. previsto para a inspeção de segurança periódica das caldeiras por elas protegidos, de acordo
[Link] As caldeiras devem obrigatoriamente ser submetidas a Teste com os subitens [Link] e [Link].
Hidrostático - TH em sua fase de fabricação, com comprovação por meio de laudo assinado [Link].1 As válvulas de segurança soldadas devem ser testadas no campo, com
por PH, e ter o valor da pressão de teste afixado em sua placa de identificação. uma frequência compatível com o histórico operacional das mesmas, sendo estabelecidos
[Link].1 Na falta de comprovação documental de que o Teste Hidrostático - TH como limites máximos para essas atividades os períodos de inspeção estabelecidos nos
tenha sido realizado na fase de fabricação, se aplicará o disposto a seguir: subitens [Link] e [Link].
a) para as caldeiras fabricadas ou importadas a partir da vigência da Portaria do [Link].2 As caldeiras com SIS, conforme subitem [Link].2, devem ter as
MTE n.º 594, de 28 de abril de 2014, o TH deve ser feito durante a inspeção de segurança válvulas de segurança testadas na pressão de abertura a cada 12 (doze) meses;
inicial; [Link] As válvulas de segurança instaladas em caldeiras de categoria B devem
b) para as caldeiras em operação antes da vigência da Portaria do MTE n.º 594, ser testadas periodicamente conforme segue:
de 28 de abril de 2014, a execução do TH fica a critério do PH e, caso seja necessária, deve a) pelo menos 1 (uma) vez por mês, mediante acionamento manual da alavanca
ser executada até a próxima inspeção de segurança periódica interna. durante a operação de caldeiras sem tratamento de água conforme o subitem [Link],
[Link] A inspeção de segurança periódica, constituída por exames interno e exceto para aquelas que vaporizem fluido térmico;
externo, deve ser executada nos seguintes prazos máximos: b) as caldeiras que operem com água tratada devem ter a alavanca acionada
a) 12 (doze) meses para caldeiras das categorias A e B; manualmente quando condições anormais forem detectadas.
b) 15 (quinze) meses para caldeiras de recuperação de álcalis de qualquer [Link] Adicionalmente aos testes prescritos nos subitens [Link] e [Link],
categoria; as válvulas de segurança instaladas em caldeiras podem ser submetidas a testes de
c) 24 (vinte e quatro) meses para caldeiras da categoria A, desde que aos 12 acumulação, a critério do PH.
(doze) meses sejam testadas as pressões de abertura das válvulas de segurança. [Link] A inspeção de segurança extraordinária deve ser feita nas seguintes
[Link] Estabelecimentos que possuam SPIE, conforme estabelecido no Anexo II, oportunidades:
podem estender seus períodos entre inspeções de segurança, respeitando os seguintes a) sempre que a caldeira for danificada por acidente ou outra ocorrência capaz de
prazos máximos: comprometer sua segurança;
a) 24 (vinte e quatro) meses para as caldeiras de recuperação de álcalis; b) quando a caldeira for submetida à alteração ou reparo importante capaz de
b) 24 (vinte e quatro) meses para as caldeiras da categoria B; alterar suas condições de segurança;
c) 30 (trinta) meses para caldeiras da categoria A. c) antes de a caldeira ser recolocada em funcionamento, quando permanecer
[Link] O prazo de inspeção de segurança interna de caldeiras categoria A que inativa por mais de 6 (seis) meses;
atendam ao item [Link].2 pode ser de até 48 (quarenta e oito) meses desde que d) quando houver mudança de local de instalação da caldeira.
disponham de barreira de proteção implementada por meio de Sistema Instrumentado de [Link] A inspeção de segurança deve ser executada sob a responsabilidade
Segurança - SIS definido por estudos de confiabilidade, auditados por Organismo de técnica de PH.
Certificação de SPIE. [Link] Imediatamente após a inspeção da caldeira, deve ser anotada no seu
[Link].1 O empregador deve comunicar formalmente à representação sindical Registro de Segurança a sua condição operacional, e, em até 60 (sessenta) dias, deve ser
da categoria profissional predominante do estabelecimento a implementação dos novos emitido o relatório, que passa a fazer parte da sua documentação, podendo este prazo ser
prazos de inspeção de segurança destas caldeiras. estendido para 90 (noventa) dias em caso de parada geral de manutenção.
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