0% acharam este documento útil (0 voto)
14 visualizações10 páginas

Planejamento e Avaliação da Aprendizagem

Enviado por

JOSE ADILSON
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
14 visualizações10 páginas

Planejamento e Avaliação da Aprendizagem

Enviado por

JOSE ADILSON
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

ÁREA CÓDIGO / VERSÃO

Diretoria Técnica DITEC 008 v.05


TÍTULO VIGÊNCIA A PARTIR DE

Planejamento de Ensino e Avaliação da Aprendizagem 07/07/2017

SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO 2

2. REFERENCIAIS GERAIS PARA PLANEJAMENTO DO ENSINO 3


E AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM

3. REFERENCIAIS ESPECÍFICOS PARA PLANEJAMENTO DO ENSINO E 3


AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM

4. PROCEDIMENTOS COMPLEMENTARES PARA PLANEJAMENTO DO ENSINO E


AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM 4

5. GLOSSÁRIO 8
6. REFERÊNCIAS NORMATIVAS 9
7. ANEXOS 9
8. CONTROLE DE REVISÕES 10

ELABORAÇÃO DATA APROVAÇÃO DATA

Gerência de Educação 07/07/2017 Diretoria Técnica 07/07/2017

DITEC 008 - Página 1 de 10


1. INTRODUÇÃO

Este documento apresenta as diretrizes que norteiam as ações de planejamento do ensino e


avaliação da aprendizagem para o desenvolvimento do processo educacional nas diferentes
modalidades de cursos que compõem a oferta formativa do SENAI-SP.

Ao docente, cabe planejar os processos de ensino e aprendizagem, tomando decisões didático-


pedagógicas que, consolidadas ao longo do período letivo, devem compor o Plano de Ensino de
um(a) componente/unidade curricular.

No entanto, cabe esclarecer que, considerando-se a dinâmica desses processos, as


características de cada turma de alunos e a reflexão que resulta da prática pedagógica, é
permitido ao docente, e bastante recomendável, planejar e replanejar o seu trabalho, ao longo
do desenvolvimento das aulas.

Assim, reiterando, as ações de planejamento, incluindo-se nelas a adoção ou elaboração de


estratégias, técnicas e ou instrumentos de avaliação, serão consideradas como um processo de
tomada de decisões para o trabalho docente, tendo em vista que os alunos desenvolvam as
competências explicitadas em um perfil de conclusão de curso.

Além disso, é oportuno esclarecer que cabe à coordenação do curso acompanhar e orientar os
processos de planejamento e de avaliação, viabilizando, as condições adequadas para que as
ações didático-pedagógicas possam ser interdisciplinares.

Finalmente, cabe explicitar que fica a critério da coordenação do curso, em conjunto com os
respectivos docentes, a adoção de um modelo para registro das ações de ensino e de
aprendizagem planejadas. No entanto, é essencial que o modelo adotado não sobreponha a
forma ao conteúdo, isto é, este não pode, de modo algum, inibir o registro de quaisquer
informações que, do ponto de vista de um docente, assegurem-lhe as condições mais
adequadas para desenvolver o seu trabalho. Ademais, é importante enfatizar que o plano de
ensino vale pelo que contém e não pelo seu aspecto formal.

DITEC 008 - Página 2 de 10


2. REFERENCIAIS GERAIS PARA PLANEJAMENTO DO ENSINO E AVALIAÇÃO DA
APRENDIZAGEM

De acordo com a modalidade da oferta formativa do SENAI-SP, para o planejamento do ensino


e a avaliação da aprendizagem devem ser considerados distintos referenciais gerais:

• Para cursos de formação continuada – a Proposta Pedagógica da Escola, os itinerários


de formação continuada com os respectivos planos de curso, o Caderno de Orientações
Gerais FIC e, para autorizações especiais, a respectiva Ficha de Produto.
• Para cursos de aprendizagem industrial técnica de nível médio e de qualificação
profissional na modalidade aprendizagem industrial – Proposta Pedagógica da Escola e
Plano de Curso;
• Para cursos superiores de nível tecnológico – Proposta Pedagógica da Escola e Projeto
de Curso.

3. REFERENCIAIS ESPECÍFICOS PARA PLANEJAMENTO DO ENSINO E AVALIAÇÃO DA


APRENDIZAGEM

De acordo com a metodologia utilizada para o desenho curricular do curso, para o planejamento
do ensino e a avaliação da aprendizagem devem ser considerados os referenciais específicos,
conforme segue:

• Para cursos estruturados pela Metodologia SENAI-SP, deve ser utilizado como
referencial o documento Planejamento de Ensino e Avaliação do Rendimento
Escolar – PEARE, SENAI DR-SP;
• Para cursos estruturados pela Metodologia SENAI de Educação Profissional –
MSEP deve ser utilizado como referencial os documentos Norteador da Prática
Pedagógica, SENAI-DN e Metodologia SENAI de Educação Profissional, SENAI-
DN;
• Para os cursos estruturados pela Metodologia DACUM (Developing A Curriculum)
devem ser utilizadas as Guias de Aprendizagem DACUM;
• Para os Cursos de Formação Inicial e Continuada utilizar o Caderno de Orientações
FIC.

DITEC 008 - Página 3 de 10


4. PROCEDIMENTOS COMPLEMENTARES PARA PLANEJAMENTO DO ENSINO E
AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM

4.1. Planejamento da Prática Pedagógica

Ao planejar a prática pedagógica e elaborar seus planos de ensino, os docentes devem


atentar-se aos pressupostos estabelecidos na metodologia a partir da qual o curso foi
estruturado, considerando, entre outros aspectos, os seguintes:

• não é preciso aplicar a taxonomia de Bloom para indicar os níveis de desempenho ao


planejar suas aulas em cursos estruturados com base na metodologia SENAI de Educação
Profissional ou em outra metodologia que não tenha, como alicerce, a utilização deste
conceito;

• a avaliação das unidades curriculares de cursos estruturados na Metodologia SENAI de


Educação Profissional não deve ser realizada com base em objetivos de ensino, mas sim
tendo-se como referência os fundamentos e capacidades já definidos na estruturação do
currículo;

• no planejamento da situação de aprendizagem, a definição de instrumentos e técnicas


para a avaliação formativa pode estar indicada no passo “estabelecimento de estratégias
para o desenvolvimento da situação de aprendizagem e planejamento da intervenção
mediadora”, tendo em vista que a avaliação formativa ocorre durante o desenvolvimento
de cada estratégia. Por exemplo: preenchimento de lista de verificação, realização de
questionário, entre outros;

• para alguns cursos, a equipe da GED, juntamente com os docentes das escolas, poderão
elaborar propostas de situações de aprendizagem. Estas propostas poderão ou não ser
utilizadas pelo docente, com anuência da coordenação, pois é importante preservar,
também, a autonomia do docente e sua liberdade de refletir e criar suas próprias situações
de aprendizagem;

• o plano de ensino é um documento exclusivo do docente e está, constantemente, sujeito a


replanejamento ao longo de suas aulas. Sempre que houver necessidade de alteração ou

DITEC 008 - Página 4 de 10


adequações, o docente pode registrá-las em seu próprio plano, da maneira que julgar mais
conveniente, considerando o planejamento integrado e informando a mudança à
coordenação pedagógica, em momento oportuno.

4.2. Aplicação de técnicas e estratégias de ensino

• Quando da aplicação de SMO, o Método de Instrução Individual deve ser seguido em suas
quatro fases: Estudo da Tarefa, Demonstração, Execução da Tarefa e Avaliação. Cabe ao
docente, com base na documentação de apoio (quadro analítico, caderno de tarefas,
caderno de operações, caderno de informações tecnológicas etc.) elaborar seu
planejamento.

• Além disso, nesse caso, é importante ressaltar que essa série configura-se como uma
estratégia de ensino e aprendizagem que está inserida em algo maior, ou seja, uma
situação de aprendizagem, elaborada de acordo com os pressupostos do Norteador da
Prática Pedagógica.

• Quando a demonstração é aplicada apenas como uma estratégia de ensino, por exemplo,
para ensinar um processo ou uma operação isolada, não estando relacionada a uma SMO,
não há obrigatoriedade de se elaborar um plano de demonstração.

• Vale lembrar que a estratégia da demonstração é utilizada no SENAI em situações que


envolvam, principalmente, a aquisição de habilidades psicomotoras. Quando for este o
caso, a utilização de um documento que registre o planejamento desta estratégia (Plano
de Demonstração) garante que os aspectos relativos à preservação do equipamento, à
prevenção de acidentes, ao desperdício de material e, especialmente, à sequência de
execução do trabalho na técnica correta, entre outros, sejam devidamente observados.

4.3 Planejamento da avaliação

• A avaliação da aprendizagem é um processo que deve ser considerado em suas funções


diagnóstica, formativa e somativa.

DITEC 008 - Página 5 de 10


• A avaliação diagnóstica acontece em diversos momentos dos processos de ensino e
aprendizagem, como forma de determinar presença ou ausência de conhecimentos e de
desempenhos prévios e identificar interesses. Pode ser formalizada ou não, conforme
decisão do docente.

• A avaliação formativa deve ser enfatizada pelo docente, pois aponta a condição de
aprendizagem do aluno, seus progressos, possíveis desvios ou seu distanciamento da
capacidade proposta, e, sobretudo, indica possibilidades de melhoria da ação docente, a
tempo de interferir no processo para que sejam alcançados resultados satisfatórios.

• No processo de avaliação formativa, que ocorre durante a aprendizagem dos alunos,


orientados e conduzidos quanto à execução das atividades, não é possível estabelecer
referenciais seguros quanto ao grau de autonomia alcançado. Desse modo, esses
referenciais não devem ser considerados para o estabelecimento de desempenho final.

• A situação de avaliação na função somativa deve prever a resolução, de forma autônoma,


de desafios que permitam ao docente avaliar o aluno quanto à apropriação dos
fundamentos e ou capacidades explicitados na unidade curricular.

• As situações de aprendizagem propostas a partir de desafios, nas modalidades situação-


problema e ou estudo de caso, devem ser avaliadas nas funções formativa e somativa.
Isto quer dizer que, ao longo do desenvolvimento de fundamentos e ou capacidades e da
solução do primeiro desafio, o aluno é avaliado formativamente. O segundo desafio será
resolvido em situação de avaliação somativa, considerando-se os mesmos fundamentos
técnicos e científicos e as mesmas capacidades, tendo em vista observar-se o grau de
autonomia alcançado pelo aluno. Vale lembrar que a tabela de critérios de avaliação deve
ser o referencial utilizado tanto para a avaliação formativa quanto para a avaliação
somativa.

• Em alguns casos, excepcionalmente, não é possível a solução do segundo desafio que


constitui a avaliação na função somativa por diferentes motivos como: a escassez de
tempo, a falta de recursos, entre outros. Neste caso, o docente pode propor uma única
situação desafiadora a ser avaliada nas duas funções: formativa e somativa. Quando esta

DITEC 008 - Página 6 de 10


estratégia, que não deve ser recorrente, for adotada, é necessária a anuência da
coordenação pedagógica.

• Para a avaliação de fundamentos técnicos e científicos e capacidades técnicas, sociais,


organizativas e metodológicas, no âmbito de uma situação de aprendizagem, não há
quantidade mínima e máxima de critérios de avaliação. Isso significa que o docente define
um ou vários, considerando a relevância e a suficiência para verificação do alcance de
cada um deles.

• Ao definir critérios de avaliação para fundamentos ou capacidades convencionou-se,


metodologicamente, que a redação deve ser feita utilizando-se substantivo, para indicar o
desempenho a ser avaliado. Por exemplo: “Substituição de componentes, de acordo com o
circuito”. No entanto, são aceitáveis as formas verbais no infinitivo ou no pretérito perfeito.
Por exemplo: “Substituir componentes, de acordo com o circuito” ou “Substituiu os
componentes de acordo com o circuito”.

• Como nem sempre os critérios desejáveis numa situação de aprendizagem podem tornar-
se críticos nas seguintes, na mesma unidade curricular ou em outras, deve prevalecer a
análise criteriosa das implicações desse fato na aprendizagem do aluno. Nesse caso, as
possíveis perdas podem comprometer a consolidação de um fundamento e ou capacidade
e, consequentemente, o desenvolvimento do currículo e do perfil profissional. Assim,
devem ser discutidas, pelo docente com a coordenação pedagógica, as soluções a serem
adotadas no tempo restante para formação do aluno. No entanto, se o fundamento e ou a
capacidade não forem retomados em uma nova situação de aprendizagem, é necessário
que a maioria dos critérios de avaliação a eles relacionados sejam críticos.

• A Tabela de Níveis de Desempenho só será utilizada ao final do período avaliativo. Para


isso, todos os critérios de avaliação críticos e desejáveis de todas as situações de
aprendizagem desenvolvidas, na unidade curricular, no período avaliativo, devem ser
considerados na construção dessa tabela.

DITEC 008 - Página 7 de 10


Unidade Curricular

Situação de Aprendizagem 1 Situação-problema / Estudo


Situação de Aprendizagem 2
de Caso
Situação de Aprendizagem ...
... (Última)

Situação de Aprendizagem 1 Situação de Aprendizagem 2 ... Situação de Aprendizagem ... (Última)

‘ Formativa
Avaliação Avaliação
Formativa
Avaliação
Formativa
Tabela de
Níveis de
Avaliação Somativa Avaliação Somativa Avaliação Somativa Desempenho

Tabela de Critérios Tabela de Critérios Tabela de Critérios

Nota

• A Tabela de Níveis de Desempenho passa a ser utilizada para a atribuição de notas ao


final do período avaliativo. Deve assim, ter tantos níveis quanto forem necessários,
considerando-se a quantidade dos critérios desejáveis e dos críticos. Assim, não há
padronização de quantidade de níveis de desempenho, nem mesmo um número ideal
deles. Ou seja, podem ocorrer variações a critério do docente. Enfatiza-se que os critérios
críticos são sempre o mínimo a ser alcançado para prosseguimento ou conclusão do
curso.

• Os níveis de desempenho que compõem a Tabela de Níveis de Desempenho podem ser


apresentados por meio da descrição de critérios desejáveis e críticos ou pela quantidade
de critérios desejáveis e críticos.

5. GLOSSÁRIO

• Competência profissional
Capacidade de mobilizar, articular e colocar em ação valores, conhecimentos e
habilidades necessários para o desempenho eficiente e eficaz de atividades requeridas
pela natureza do trabalho.

• Plano de curso
Documento que explicita a organização curricular de um curso, contextualizado com as
competências requeridas pelo mundo do trabalho.

DITEC 008 - Página 8 de 10


• Plano de ensino
Documento que consolida as decisões docentes referentes aos processos de ensino e
aprendizagem, no âmbito de uma unidade curricular. Assim, apresenta uma proposta de
sistematização da ação docente, de acordo com a metodologia a ser aplicada para o
desenvolvimento do curso.

• Unidade curricular
Unidade pedagógica que compõe o currículo e é constituída, numa visão interdisciplinar,
por conjuntos coerentes e significativos de conhecimentos, habilidades e atitudes
profissionais, é independente em termos formativos e de avaliação.

6. REFERÊNCIAS

• DITEC 001 – Proposta Educacional;


• Metodologias SENAI de Educação Profissional- SENAI-DN, com as considerações feitas
no arquivo localizado na intranet em: [Link]
• Regimento Comum das Unidades Escolares SENAI;
• Planejamento de Ensino e Avaliação do Rendimento Escolar – PEARE – SENAI-SP;
• Norteador da Prática Pedagógica – SENAI-DN.
• Série Metódica Ocupacional SMO – O ensino profissional para o aprender fazendo –
SENAI-SP editora.

7. ANEXOS

• Anexo I – Planejamento de Ensino e Avaliação do Rendimento Escolar – PEARE –


SENAI-SP;
• Anexo II – Norteador da Prática Pedagógica – SENAI-DN.
• Anexo III – Metodologias SENAI de Educação Profissional- SENAI-DN, com as
considerações feitas no arquivo localizado na intranet em:
[Link]

DITEC 008 - Página 9 de 10


8. CONTROLE DE REVISÕES

VERSÃO DATA NATUREZA DA ALTERAÇÃO


01 03/01/2007 Adequação ao Sistema de Gestão da Qualidade
Alteração do Título do Procedimento
Alteração do conteúdo do procedimento, tendo em vista a
incorporação das diretrizes para planejamento de ensino e avaliação
da aprendizagem em cursos estruturados com base em
competências.
02 03/10/2007 Inclusão dos Anexos:
I – Planejamento de Ensino e Avaliação do Rendimento Escolar –
PEARE – SENAI-SP, 2002
II – Norteador da Prática Pedagógica – SENAI-DN, 2006
Pág. 02 – de: um componente curricular para: um(a)
componente/unidade curricular;
03 03/05/2012
Pág. 03 – alterados os referenciais gerais para planejamento e
avaliação de cursos de formação continuada
Excluídas as referências aos Elementos Curriculares, que não mais
se aplicam a todos os cursos.
04 21/11/2016 Inserção do Parágrafo “Procedimentos complementares para
planejamento do ensino e avaliação da aprendizagem”
(DANIELA FALCÃO)
Alteração no item 1.“Introdução” (5º parágrafo)
Alteração no item 2. “Referenciais gerais para planejamento do
ensino e avaliação da aprendizagem”, inserindo o Caderno de
Orientações Gerais FIC e adequando o nome da Aprendizagem
Industrial Técnica de Nível Médio;
Alteração no item 3. “Referenciais específicos para planejamento do
05 07/07/2017 ensino e avaliação da aprendizagem”, tratando as particularidades
da metodologia DACUM;
Alteração no item 4.1 – “Planejamento da Prática Pedagógica”;
Alteração no item 4.3 – “Planejamento da Avaliação, no que tange
ao período avaliativo”;
Alteração do item 6. “Referências” e do seu conteúdo.
(Fabrício Fonseca)

DITEC 008 - Página 10 de 10

Você também pode gostar