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Impactos da Obesidade na Saúde Pública

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IMPACTO DA OBESIDADE NA SAÚDE PUBLICA: REVISÃO NARRATIVA

AUTOR : CAROLINY MACEDO


DOS REIS

CAROLINY
MEDEIROS DE SOUZA

THAUANY MENDES
FERREIRA

RESUMO
Objetivo: descrever os impactos na saúde ocasionados pela obesidade ,
apresentar os impactos da obesidade nos apesctos fisicos , sociais e psicologicos
e demonstrar atuação das EDEnarrativa e qualitativa. Os dados foram coletados
através de duas etapas 1 etapa : trata-se de uma pesquisa do tipo descritiva,
desenvolvida de acordo com o protocolo internacional para pesquisas qualitativas
a 2 etapa :artigos cientificos sobre tematica foram acessados na base de dados do
Scielo , Medline,Google [Link]: Obesidade passa a se tornar uma
característica negativa, não por conta de sua aparência mas quando afeta sua
capacidade psicológica e funcional influenciando diretamente na qualidade de
vida. Resultado: A obesidade é uma das patologias nutricionais que mais tem
apresentado níveis de prevalência, tanto nos países desenvolvidos como nos
países em desenvolvimento, assumindo proporções epidêmicas, o que inclui o
Brasil.
Palavras-chaves: Obesidade , Saúde Publica , Impacto, Social .
Objective: to describe the health impacts caused by obesity, present the impacts of
obesity on physical, social and psychological aspects and demonstrate the
performance of narrative and qualitative ED. The data was collected through two
stages 1st stage: this is a descriptive research, developed in accordance with the
international protocol for qualitative research 2nd stage: scientific articles on the
topic were accessed in the Scielo, Medline, Google Scholar. Result: Obesity
becomes a negative characteristic, not because of its appearance but when it
affects its psychological and functional capacity, directly influencing quality of life.
Result: Obesity is one of the nutritional pathologies that has shown the highest
prevalence levels, both in developed and developing countries, assuming epidemic
proportions, which includes Brazil.
Key words: Obesity, Public Health, Social Impact.

1 INTRODUÇÃO
A obesidade é uma doença crônica multifatorial, caracterizada pelo
acúmulo de tecido adiposo no organismo, sendo fator de risco para o
desenvolvimento de doenças cardiovasculares, diabetes e problemas
respiratórios, além disso, traz um risco para a sociedade, sendo um problema de
saúde pública (TADDEI. et al. 2012; ENES E SLATER, 2010).
Segundo Enes e Slater (2010), o aumento da obesidade tem acontecido
cada vez mais em idades precoces ocasionando uma grande preocupação para
profissionais e pesquisadores de saúde. Na qual, sua principal causa se da por
fatores genéticos, metabólicos, ambiental e comportamental (OLIVEIRA, et al.
2009).
O aumento do Índice De Massa Corporal (IMC), tem um efeito negativo em
muitos aspectos da qualidade de vida, podendo levar à diminuição do bem estar
psíquico, dificuldades de integração social e baixa autoestima, levando a uma a
redução da capacidade funcional, que pode impactar na produtividade profissinal
negativamente (NAHAS. et al., 2008).
As Políticas Públicas em saúde são capazes de mudar a vida de uma
sociedade ou parte dela por meio de sistemas bem implantados, contudo, o
tratamento relacionado à obesidade pode ser classificado como: complexo e
multidisciplinar, pois não existe tratamento em longo prazo que não envolva a
mudança do estilo de vida (DIRETRIZES DA OBESIDADE 2009-2010).
É de suma importância verificar além de causas e tratamento a
importância do impacto da obesidade na sociedade, o que realmente vem sendo
feito para mudar a saúde das pessoas que possui obesidade. Portanto, o presente
trabalho tem como objetivo apresentar os impactos na saúde ocasionados pela
obesidade, analisando os estudos sobre prevalência, causas, tratamento,
consequências e politicas públicas e com isso apresentar os impactos na saúde
ocasionados pela obesidade, impactos da obesidade nos aspectos físicos, sociais
e psicológicos e demonstrar atuação das políticas públicas no manejo da
obesidade.
2 OBJETIVOS
Apresentar os impactos na saúde ocasionados pela obesidade, descrever
os impactos da obesidade nos aspectos físicos, sociais e psicológicos e
demonstrar atuação das políticas públicas no manejo da obesidade.

2.1 COMPREENDENDO A OBESIDADE NA ETIOLOGIA

Segundo Gahtan et al. (1997) o sobrepeso é referente ao aumento de


peso corporal em relação a estatura de algum padrão de peso aceitável ou
desejável,podendo assim, resultar no aumento de gordura corporal ou mesmo de
massa magra no indivíduo. OBS: referencia muito antiga, tem q tirar
Diferente a obesidade pode ser definida como acúmulo de todo tecido
gorduroso que pode ser localizado ou generalizado provocando um desiquilíbrio
nutricional associando ou não a distúrbios genéticos ou endócrinos metabólicos
(ASSOCIÇÃO BRASILEIRA PARA O ESTUDO DA OBESIDADE E DA
SINDROME METABOLICA, 2009).
Para Bouchard (2003) deve-se levar em conta uma importante diferença
entre sobrepeso e obesidade, sendo a principal diferença a maior concentração de
massa de gordura na obesidade, e o balanço energético positivo certamente é
mais pronunciado nesta condição. É valido que para autores como Pollack e
Wilmore(2000), Bouchard (2003) não há diferença clara entre sobrepeso e
obesidade quando analisado em relação às respostas técnicas aos alimentos
(BOUCHARD, 2003;POLLACK E WILMORE ,2000).
Considera-se que a obesidade é doença multifatorial sendo difícil
identificar os determinantes específicos de ganho de peso. Os estudos de
tendência temporal, associações ecológicas e estudos transversais revelam os
possíveis responsáveis pelo desenvolvimento da obesidade como o consumo de
gordura, açúcar, refrigerantes e bebidas acrescidas de açúcar, fast-food e grandes
proporções de alimentos preparado fora do domicilio (TADDEI et al., 2012).

2.1.2 PREVALÊNCIA DA OBESIDADE EM NIVEL NACIONAL


O aumento da prevalência de sobrepeso e obesidade tem acontecido em
idades cada vez mais precoces e vem ocasionando a preocupação de
pesquisadores e profissionais de saúde, ocasionando danos e agravos à saúde
provocada pelo excesso de peso, tais como hipertensão arterial, cardiopatia,
diabete,hiperlipidemia, dentre outras (ENES E SLATER, 2010).
A Organização Mundial De Saúde (OMS) observou que neste século a
obesidade tem uma prevalência igual ou superior a da desnutrição e das doenças
infecciosas, se não houver medidas drásticas para prevenir e tratar a obesidade
mais de 50% da população mundial será obesa em 2025 (OLIVEIRA et al.,
2009).O estudo realizado pela Vigilância de Fatores de Risco e de Proteção para
Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (VIGITEL) mostra que 52,5% dos
Brasileiros estão acima do peso (sobrepeso), e 17,9% da população está obesa,
sendo que o excesso de peso é maior no homem e a obesidade é maior na
mulher,tendo em vista que no excesso de peso a faixa etária é entre 35 a 64 anos.
Durante os últimos nove anos houve um aumento de 23% no excesso de peso,
diferente da obesidade que não cresceu (MINISTÉRIO DA SAÚDE, VIGITEL,
2014).
Na infância também vêm-se observando importante aumento na
prevalência da obesidade. No Brasil a prevalência de obesidade em menores de
cinco anos está variando de 2,5% entre as crianças de menor categoria
econômica de renda a 10,6% no grupo economicamente mais favorecido
(MOONTEIRO et al., 1995).
Claramente nota-se a interferência socioeconômica na prevalência de
sobrepeso e obesidade em crianças e adolescentes devido a disponibilidade de
alimentos e ao acesso à informação. Está evidente o aumento nas classes
favorecidas quando se fala em países em desenvolvimento ou subdesenvolvidos.
Já nos países desenvolvidos nos quais mesmo os indivíduos de baixa renda têm
acesso ao alimento, pode-se encontrar uma menor prevalência de obesidade
infantil, por conta do acesso a informação (SILVA et al., 2005).
Além das altas taxas, as figuras a seguir mostram a prevalência por excesso de
peso e obesidade no Brasil .
Figura 1 : Percentual de adultos com excesso de peso nas capitais do Brasil

Fonte:Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por


Inquérito Telefônico (Vigitel) do Ministério da Saúde de 2019
Figura 2: Percentual de adultos com obesidade a nivel nacional.

Fonte:Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por


Inquérito Telefônico (Vigitel) do Ministério da Saúde de 2019.

2.1.3 DIAGNÓSTICO E CLASSIFICAÇÃO DA OBESIDADE


Hoje em dia não é difícil reconhecer a obesidade ou até
mesmo o sobrepeso, existem vários tipos de diagnostico que
determinam os níveis de risco (ASSOCIÇÃO BRASILEIRA PARA O
ESTUDO DA OBESIDADE E DA SINDROME METABOLICA, 2009).

Avaliação do paciente com obesidade deve ser feita de


maneira integral e pelo outro lado a avaliação clínica de um paciente
obeso deve englobar itens específicos sendo necessária a
elaboração de uma história clinica completa incluindo anamnese
alimentar e um minucioso exame físico (BORGES, SANTOS, 2006).
Antigamente o padrão ouro para avaliar o peso, era a
pesagem dentro da água (peso submerso ou hidrostático
recentemente) diferente de hoje que são usadas técnicas de
imagens, tais como ressonância magnética, tomografia
computadorizada e absorciometria com raio x de dupla energia tem
sido alternativa, mais o custo e a falta dos equipamento necessário
impedem o uso dessas técnicas na pratica clínica (ASSOCIÇÃO
BRASILEIRA PARA O ESTUDO DA OBESIDADE E DA SINDROME
METABOLICA, 2009).

Existem outros tipos de medidas alternativas, como medida de


pregacutânea, ultrassonografia, análise de bioimpedância e
espectroscopia. São meios disponíveis e são relativamente baratos
(ASSOCIÇÃO BRASILEIRA PARA O ESTUDO DA OBESIDADE E
DA SINDROME METABOLICA, 2009).
As pregas cutâneas são utilizadas como indicador de obesidade, pois
existe relação entre gordura localizada e a gordura interna ou a
densidade corporal. Sua reprodutibilidade, entretanto, é uma limitação
como método diagnóstico(ASSOCIÇÃO BRASILEIRA PARA O
ESTUDO DA OBESIDADE E DA SINDROME METABÓLICA, 2009).
O IMC pode ser classificado como um indicador do
diagnóstico de sobrepeso e obesidade, ele pode ser definido pela
relação de peso/altura e é definido matematicamente pela equação
peso (kg)/altura (m)² (RICARDO, ARAUJO, 2002).
A bioimpedância se baseia na condução de uma corrente
elétrica de baixa intensidade através do corpo. A impedância varia de
acordo com o tecido que está sendo mensurado e, sendo a massa
magra um bom condutor de energia por possuir alta concentração de
água e eletrólitos e a massa gorda um mal condutor de energia,
pode-se dizer que a impedância é diretamente proporcional ao
percentual de gordura corporal (SANT’ANNA, PRIORE,
FRANCESCHINI, 2009).
Na aérea da saúde é desejável que use um diagnostico
simples e de baixo custo, reproduzível e confiável que tenha alta
sensibilidade e especificidade,minimizando ocorrência de
diagnósticos falsos positivos ou negativos (GIUGLIANO,MELO,
2004).
Considerando as características morfológicas, existem dois
tipos de obesidade: andróide e ginóide. A andróide é quando a
gordura se distribui no abdômen e está presente, sobretudo no sexo
masculino ([Link] al., 2009).
Diferente da obesidade andróide o tipo ginóide é quando a
gordura se distribui principalmente na metade inferior do corpo,
particularmente na região glútea e coxas característica do sexo
feminino (NATIONAL TASK FORCE, 2005; OMS, 2004).Além da
classificação de acordo com as características morfológicas o
sobrepeso e obesidade podem ser classificados através do IMC.
A tabela a seguir é classificada e adaptada pela Organização
Mundial da Saúde (OMS), ela se baseia em padrões internacionais
desenvolvidas para pessoas adultas descendentes
europeias.(ASSOCIÇÃO BRASILEIRA PARA O ESTUDO DA
OBESIDADE E DA SINDROME METABOLICA, 2009).

2.1.4 TRATAMENTO
O tratamento da obesidade pode ser classificado como complexo e
multidisciplinar pois não existe tratamento nenhum em longo prazo que não
envolva
a mudança de estilo de vida (ASSOCIÇÃO BRASILEIRA PARA O ESTUDO DA
OBESIDADE E DA SÍNDROME METABOLICA, 2009).
Existem várias opções de tratamento para obesidade e sobrepeso, quanto
maior o grau de excesso de peso maior a gravidade da doença (ASSOCIÇÃO
BRASILEIRA PARA O ESTUDO DA OBESIDADE E DA SÍNDROME
METABOLICA,
2009).
Certas promoções de regimes alimentares saudáveis e de atividades
físicas contribuem para a diminuição da obesidade. No modo geral uma
alimentaçãosaudável e a prática de exercício físico permitem melhora
considerável da qualidade
de vida (OLIVEIRA .et al. 2009). É necessário que no tratamento da obesidade o
valor do gasto energético seja maior que o consumo energético diário, faz pensar
que uma simples redução na quantidade de comida através da dieta alimentar
seja suficiente. Tem sido mostrado que através de uma mudança no estilo de vida
com aumento na quantidade de atividade física praticada e a reeducação
alimentar é o melhor tratamento (CIOLAC, GUIMARÃES, 2004).
Segundo Foreyt, Goodrik (apud FRANCISCHI et al., Abril 2000) Os fatores
cognitivos e emocionais estão associados ao aumento do consumo de alimentos.
A mudança de comportamento é usada no tratamento da obesidade o auto
monitoramento faz parte do programa de mudança comportamental e consiste em
auto observação dos fatos, sentimentos e pensamentos e atitudes que ocorrem
antes e durante e após as tentativas de se manter em comportamento prudente ao
alimentar-se e na pratica de exercício físico.
Além dos fatores de controle alimentar, de atividade física e
comportamental,ainda existe em alguns casos o uso de tratamento farmacológico.
O tratamento farmacológico nem sempre é a primeira opção terapêutica para
obesidade, antes desse deve compor o tratamento pautado numa abordagem
multidisciplinar. Dietoterapia associada à psicoterapia, por serem modalidades não
invasivas, devem ser sempre priorizadas. No entanto, quando transtornos
psiquiátricos como os transtornos fóbico-ansiosos, depressão atípica, síndrome do
comer noturno e/ou transtorno da compulsão alimentar periódica (TCAP) estão
presentes contribuindo para o ganho de peso, devemos considerar a fármaco
terapia (ARONNE, 2003).
Os medicamentos utilizados para obesidade são classificados como
simpaticomiméticos farmacologicamente associados a anfetaminas. Ambos
suprimem o apetite estimulando o centro de saciedade localizado no hipotálamo,
tendo como um dos principais efeitos colaterais o aumento da pressão arterial,
além de constipação intestinal, boca seca, cefaleia, insônia, vertigem e
nervosismo.
Outras drogas também utilizadas: Phentermine (Ionamin), Sibutramine
hydrochloridemonohydrate (MeridiaÆ), Orlistat (XenicalÆ) (COSTA. et al., 2009).
Considerando o tratamento citado, acima vem sendo discutido o papel da cirurgia
para o tratamento na obesidade pode ser considerado o último tratamento. São
candidatos as cirurgias bariátricas obesos mórbidos resistentes ao tratamento
clinico ou, grau III com doença concomitantes. As principais técnicas utilizadas
são as cirurgias restritivas gástricas: gastroplastias ou bandas
gástricas,disabsortivas e mistas (WAITZBERG, 2009).
A cirurgia bariátrica conhecida como gastroplastia ou cirurgia de redução
do estômago, é indicada para pessoas com obesidade mórbida ou obesidade e
grau III ou para pessoas que não consigam perder peso pelos métodos
tradicionais. Ela também é utilizada para o tratamento de pessoas obesas que
possui diabetes melitus tipo II, pelas doenças cardiovasculares e o IMC acima de
40 kg /m², ausência de causa endócrina e avaliação favorável das possibilidades
psíquicas de o indivídu o suportar as transformações radicais de comportamento
imposto pela cirurgia. Este procedimento pode resultar uma perda de 40% do peso
em um ano a partir da realização (MARCELINO, PATRICIO, 2011).
O período após a cirurgia pode ser considerado o mais difícil para o
operado é a fase que contem um desconforto de várias tentativas de adaptação a
nova dieta associado há uma grande expectativa, ansiedade e insegurança em
relação a situação (MARCELINO, PATRICIO, 2011).
O acompanhamento multidisciplinar no periódico pós-operatório da cirurgia
bariátrica tem um impacto na perda de peso com acompanhamento clínico do
paciente e apoio psicológico (CHARBEL. et al., 2009 )
Meses depois de realizada a cirurgia com a perda substancial de peso, os
indivíduos podem atingir uma melhoria nas morbidades como no caso de
disfunçãohormonal, taxa de glicose alterada e hipertensão podendo retornar
certas práticas, incluindo atividades de trabalho e encontro social. Podendo se
dizer que a principal repercussão foi pela autoestima e a satisfação consigo
próprio , por ter realizado uma cirurgia e perceber a perda de peso. Tudo isso
reflete na qualidade de vida dopaciente, familiares e amigos (MARCELINO,
PATRICIO, 2011).
Marcelino e Patricio, (2011), apontam que uma parcela de ex-obesos
mórbidos, depois de emagrecer com a cirurgia bariátrica desenvolve depressão,
bulimia, anorexia, dependência de álcool e outras drogas.

3. OBESIDADE E POLÍTICAS PÚBLICAS


No contexto da Saúde Pública, a obesidade além de figurar como uma
doença integrante do grupo das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT),
destaca-se como um dos principais determinantes para outras doenças desse
grupo, a exemplo do diabetes mellitus (DM) e das doenças cardiovasculares
(DCV), responsáveis por elevadas taxas de morbidade e de mortalidade em todo o
mundo, atingindo populações cada vez mais jovens, com prejuízos sociais
parcialmente mensuráveis (COSTA; BRITO;LESSA, 2014).
Os acordes entre as estratégias individuais podem ser complementadas
por políticas públicas que são essenciais para influenciar fatores ambientais e
sócio- culturais que afetam as escolhas individuais. Com isso existem muitas
questões envolvidas no controle e na prevenção do ganho do peso indesejado. É
importante criar soluções no sistema alimentar e no ambiente físico – por exemplo,
estimular o consumo de frutas, verduras e produtos ricos em fibras e desestimular
o consumo de doces e açúcar. Em relação ao ambiente físico, deve-se oferecer
oportunidade para a prática de atividade física, como facilidades recreativas
(praças, parques,centros recreativos) e opções de transportes (calçadas, ciclo
vias, transportespúblicos) (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2006).
Uma revisão sobre prevenção de obesidade concluiu que as estratégias
baseadas em educação são muito menos eficientes do que aquelas baseadas em
abordagens legislativas, mudanças ambientais ou instrumentos fiscais. Algumas
práticas alimentares podem ser definidas como o hábito e o modo dos indivíduos
consumirem alimentos, influenciados, sobretudo, pela cultura e pelas condições de
vida. Ao se tornarem habituais, essas práticas resultam em comportamentos que
tanto podem contribuir para manter a saúde e o bem-estar como para
desencadear problemas de saúde (COSTA; BRITO; LESSA, 2014).
O Ministério da Saúde tem priorizado certas políticas públicas voltadas
para a situação alimentar e nutricional da população Brasileira para evitar a
[Link] delas foi a Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN),
que prevê outras ações, além da promoção de alimentação saudável com enfoque
no resgate de hábitos e práticas alimentares regionais, contribuindo para o
consumo de alimentos locais de baixo custo e elevado valor nutritivo. A PNAN
também incentiva o consumo de alimentos variados, desde os primeiros anos de
vida até a idade adulta e a velhice (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2006).
Diferente do programa nacional de alimentação e nutrição - PNAN o
programa nacional de alimentação escolar - PNAE tem como um espaço propício
para desenvolver atividades de promoção da saúde, produção de conhecimentos
e de aprendizagem na escola. Atendendo aos requisitos expostos anteriormente, o
programa nacional de alimentação escolar -PNAE poderia utilizar o espaço
educativo em que se constitui no sentido de provocar o diálogo com a comunidade
escolar sobre os fatores que influenciam suas práticas alimentares diárias,
possibilitando questioná-las e modificá-las, por meio da discussão de temas como:
fatores condicionantes e determinantes de práticas alimentares, crenças e tabus;
cuidados de higiene pessoal e ambiental; fatores que influem na produção, na
distribuição e acesso aos alimentos; cuidados no preparo e conservação de
alimentos e propostas para uma dieta de melhor qualidade, tudo o que foi citado
pode estar associado a pratica de atividade física, que é o que mostra o próximo
programa(COSTA, RIBEIRO, OTERO, 2001).
A academia da Saúde é uma estratégia para induzir o aumento da prática
da atividade física na população. A iniciativa prevê a implantação de pólos com
infraestrutura, equipamentos e profissionais qualificados para a orientação de
práticas corporais, atividades físicas e lazer com o objetivo de contribuir para a
promoção da saúde e produção do cuidado e de modos de vida saudáveis da
população (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2011).
As doenças cardiovasculares são um grave problema de saúde pública e
representam a primeira causa de morte no País. Com base nos dados, o
Ministério da Saúde está lançando o movimento pratique saúde, desenvolvido em
módulos com temas prioritários para a saúde da população e informações sobre
riscos e
complicações de doenças crônicas, como evitá-las ou retardá-las. O desafio é
incorporar na rotina dos serviços de saúde, nas comunidades e, sobretudo na vida
de cada cidadão, a prática de hábitos saudáveis de vida que é um dos principais
objetivos da próxima política (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2005).
A publicação da Política Nacional de Promoção da Saúde estabelece um
compromisso da atual gestão do Ministério da Saúde e na ampliação e
qualificaçãodas ações de promoção da saúde nos serviços e na gestão do SUS.
Isso porque,
cuidar da vida de modo a reduzir a vulnerabilidade ao adoecimento, incapacidade
física, sofrimento crônico e morte prematura de indivíduos, tornou-se mais e mais
importante nas últimas décadas. Com esta política o Ministério Da Saúde, assume
o desafio de propor uma política transversal, integrada e inter setorial, que faça
dialogar as diversas áreas do setor sanitário, os outros setores do governo, os
setores privados e não governamental e a sociedade, compondo redes de
compromisso e corresponsabilidade quanto à qualidade de vida da população em
que todos sejam partícipes no cuidado com a saúde (POLÍTICA NACIONAL DE
PROMOÇÃO DA SAÚDE, 2006).
Já no Programa Peso Saudável, a Iniciativa pretende incentivar a adoção
de hábitos saudáveis para evitar obesidade e sobrepeso entre os trabalhadores. O
programa é realizado pela Coordenação Geral de Alimentação e Nutrição do
Departamento de Atenção Básica (CGAN/DAB) em parceria com a Coordenação
de Atenção à Saúde do Servidor (CAS). Entre os materiais a serem utilizados
durante a campanha de mobilização estão: software interativo para o
monitoramento do peso; balanças para pesagem no ambiente de trabalho;
cartazes; cartão de peso; folder de divulgação do programa; e Guia Alimentar de
bolso (MINISTÉRIO DASAÚDE, 2012).
Com relação à alimentação saudável tem-se o Programa Nacional para a
Promoção da Alimentação Saudável (PNPAS) que tem como finalidade melhorar o
estado nutricional da população, incentivando a disponibilidade física e econômica
dos alimentos constituintes de um padrão alimentar e criar as condições para que
a população os valorize, aprecie e consuma, integrando-os nas suas rotinas
diárias.
Um consumo alimentar adequado e a consequente melhoria do estado
nutricional dos cidadãos têm um impacto direto na prevenção e controle das
doenças mais prevalentes a nível nacional (cardiovasculares, oncológicas,
diabetes, obesidade), mas também deve permitir, simultaneamente, o crescimento
e a competitividadeeconômica do país em outros setores como os ligados à
agricultura, ambiente,turismo, emprego ou qualificação profissional (MINISTÉRIO
DA SAÚDE, 2012).
O Programa ABESO foi criado com dois objetivos principais. Primeiro, levar as
técnicas de educação para a prevenção da obesidade aos profissionais de
saúde,não só aos endocrinologistas médicos em geral, como também aos
psicólogos,nutricionistas e professores de Educação Física. O segundo objetivo é
alertar a população sobre riscos e cuidados com a doença (ASSOCIAÇÃO
BRASILEIRA PARA O ESTUDO DA OBESIDADE E DA SINDROME
METABOLICA, 2012).
Em âmbito estadual encontra-se a APOAC - Associação dos Portadores
de Obesidade do Estado do Acre “APOAC” que foi fundada em 24 de agosto de
2002 devido às dificuldades no mau atendimento médico prestado as pessoas
portadoras da doença. Atualmente contém cerca de pessoas obesas cadastradas
podendo até
o final do ano triplicar o número de sócios, daí o grande problema e a
preocupação da diretoria é de dar suporte a esses sócios que 90% são obesos, ou
seja, que estão acima do peso. O objetivo é dar assistência e tratamento as
pessoas que já têm a obesidade generalizada até encaminhá-las à uma cirurgia
de redução de estômago, trazer a cirurgia de obesidade para o nosso estado,
diminuindo o auto custo da mesma, prestar esclarecimento à sociedade através de
seminários, palestras educativas nas escolas, alertando os nossos jovens e
adolescente sobre os males que causam a obesidade e doenças relacionadas.

4. METODOLOGIA
O presente artigo, trata-se de uma revisão de literatura do tipo narrativa. A
revisão da literatura é o processo de busca, análise e descrição de
um corpo do conhecimento em busca de resposta a uma pergunta
específica. “Literatura” cobre todo o material relevante que é escrito sobre
um tema: livros, artigos de periódicos, artigos de jornais, registros históricos,
relatórios governamentais, teses e dissertações e outros tipos.
(ROTHER, Edna: 2007).
Revisão narrativa não utiliza critérios explícitos e sistemáticos para a
busca e análise crítica da literatura. A busca pelos estudos não precisa esgotar as
fontes de informações. Não aplica estratégias de busca sofisticadas e exaustivas.
A seleção dos estudos e a interpretação das informações podem estar sujeitas à
subjetividade dos autores. É adequadapara a fundamentação teórica de artigos,
dissertações, teses, trabalhos de conclusão de cursos. (ROTHER, Edna: 2007)

4.2 ETAPAS DA BUSCA DE DADOS


1ª ETAPA- FONTES
OBS: metodologia é em sequencia, não divido por tópicos
A seguir estão descritas as fontes que forneceram as resposta adequadas à
solução do problema proposto.
a) Foram utilizados livros divididos em: livros clínicos de nutrição,endocrinologia e
saúde pública que abordaram a temática, em idioma português disponível na
biblioteca da Universidade federal do Acre –
UFAC.
b) Artigos científicos sobre a temática foram acessados na base de dados do
Scielo, Medline, Google Acadêmico. Além das bases de dados foi utilizadosite do
Abeso, Portal de Saúde e Ministério da Saúde, foram utilizados vários artigos,
disponíveis online em texto completo. Os seguintes descritores foram aplicados:
obesidade, impactos da obesidade, políticas públicas e obesidade.
Para a seleção das fontes, foram considerados como critério de inclusão as
bibliografias que abordaram a obesidade e consequentemente a temática, e foram
excluídas aquelas que não atenderam a temática.

2ª Etapa - Coleta de Dados


A coleta de dados seguiu a seguinte premissa:
a) Leitura exploratória de todo o material selecionado (leitura rápida que
objetiva verificar se a obra consultada é de interesse do trabalho);
b) Leitura seletiva (leitura mais aprofundada das partes que realmente
interessam).

3ª Etapa - Análise e Interpretação dos Resultados


Nesta etapa foi realizada uma leitura analítica com finalidade de ordenar e
sumariar as informações contidas nas fontes de forma que estas possibilitassem a
obtenção de resposta ao problema de pesquisa.
4ª Etapa- Coleta de dados quantitativos e documentação direta .

5. DISCUSSÃO
A obesidade é definida como o acúmulo anormal ou excessivo de gordura
corporal que apresenta risco a saúde do indivíduo, e seus índices populacionais
crescem a cada ano de maneira global (MALLMANN, 2012). O aumento da
prevalência de sobrepeso e obesidade tem acontecido em idades cada vez mais
precoces e vem ocasionando a preocupação de pesquisadores e profissionais de
saúde ocasionando danos e agravos à saúde provocada pelo excesso de peso
(ENES E SLATER, 2010).
Nas últimas décadas a obesidade é considerada um problema de saúde
pública, segundo a prevalência, nota-se um crescimento em quase todo o
mundo,sendo considerada uma epidemia global. A Organização Mundial da Saúde
(OMS) estima que, em 2005 havia aproximadamente 1,6 bilhões de adultos com
sobrepeso e pelo menos 400 milhões de adultos eram obesos em todo o mundo.
Portanto, é um problema complexo e exige estratégias preventivas na tentativa de
controlar e tratar essa doença e suas complicações (SANTOS, NUNES,
TAVARES, 2009).
De acordo com Enes e Slater (2010) a obesidade tem sido descrita como
um importante problema de saúde pública da atualidade e vem ganhando
destaque no cenário epidemiológico mundial, onde, sua prevalência teve um
aumento significativo nas últimas décadas em todo o mundo, inclusive nos países
em desenvolvimento, como o Brasil, onde anteriormente predominava os
problemas relacionados à desnutrição.
A modernização é um fator que explica o crescimento acelerado da
obesidade na população, onde tem provocado mais oferta de alimentos aliada à
melhoria das formas de trabalho, devido à mecanização e à automação das
atividades (OBS: confusa). O modo de viver foi alterado pela economia do gasto
energético no trabalho e nas atividades de vida diária, associada à maior oferta de
alimentos. Outros fatores que podem ser associados ao ganho excessivo de peso
são as mudanças em alguns momentos da vida (ex.: casamento, viuvez,
separação),determinadas situações de violência, fatores psicológicos (como o
estresse, a ansiedade, a depressão e a compulsão alimentar), alguns
tratamentosmedicamentosos (psicofármacos e corticoides), a suspensão do hábito
de fumar, o consumo excessivo de álcool e a redução drástica de atividade física
(SANTOS,NUNES, TAVARES, 2009).
Além de todas as implicações e impactos físicos, a obesidade influencia
em outros aspectos do ser humano como, redução da qualidade de vida,
alterações no convívio social, dificuldades em suas funcionalidades e atividades
de vida diárias. Outro ponto que merece destaque é a alteração da imagem
corporal provocada pelo aumento de peso, produzindo uma diminuição da
autoimagem e desvalorização no seu autoconceito psicológico. Tendo como
consequência, o surgimento de sintomas depressivos, ansiosos, diminuição da
sensação de bem-estar e aumento da sensação de inadequação social
relacionado com consequente degradação do desempenho. (BROWNE et
al.,1997)
Os maiores problemas sociais encontrados pelos obesos são o
preconceito e a discriminação, seja no trabalho e na sociedade geral, além dos
impactos nos relacionamentos interpessoais (KOLOTKIN et al., 2006). Obesidade
passa a se tornar uma característica negativa, não por conta de sua aparência,
mas quando afeta sua capacidade psicológica e funcional influenciando
diretamente na qualidade de vida. Entretanto, é no aspecto psicológico que se
inicia um distúrbio, por meio de depressão, nervosismo, ansiedade e assim pode
acarretar ao individuo um sedentarismo. Devido aos distúrbios, o indivíduo
encontra no alimento uma forma de saciar suas ansiedades e desejos não
realizados. Critica-se uma pessoa com obesidade por não tentar emagrecer, mas
não se leva em consideração suas condições sociais, psicológicas e físicas.
O preconceito tem raízes profundas que vem da infancia, na qual, são
vistas como preguiçosas, sujas, burras, mentirosas e feias, também, têm influencia
em alguns tipos de trabalho, são descritos como menos qualificados gerando
problemas emocionais e interpessoais, que impacta nas chances de serem
admitidos em escolas de prestígio ou em profissões mais atraentes (SANTOS,
NUNES,TAVARES, 2009).
A obesidade além de ter impactos físicos, sócio econômico e psicológico,
há sobre a pessoa obesa a discriminação por conta da sua imagem corporal, o
que os leva a ter sua autoestima abalada e pensar que não pode realizar certas
atividades por conta de seu corpo. Hoje já são estudados métodos de prevenção,
mas por faltade acesso ou por não ter como se locomover em casos extremos,
não ter um apoio familiar, e por fim, ver que existem vários modos e programas
implantados pelos órgãos de promoção a saúde que não dão resultado algum ou
que não são acompanhados corretamente, essas pessoas acabam desistindo ou
até mesmo nem começam tratamento algum.
Qual a importância realmente de um obeso pra sociedade? Qual é o impacto
que um obeso causa na sociedade? Ou na verdade não seria o contrário? Qual o
impacto que a sociedade causa na obesidade?
A iniciativa de melhorar de vida e ter
hábitos saudáveis com certeza deve partir da pessoa com obesidade, mas a
sociedade tem um papel muito importante neste processo que seria incentivando o
mesmo a cuidar da própria saúde, a fim de elevar sua autoestima e dar o retorno à
sociedade através da melhora em termos físicos. Pois um adulto obeso pode
construir uma família obesa, por conta de hábitos alimentares inadequados e
transmitidos de geração a geração.
Nesta pesquisa podemos constatar a diversidade de artigos sobre
obesidade de forma geral. Nota-se a dificuldade em encontrar artigos relacionados
as políticaspúblicas voltadas para o assunto, a critério de regulação e avaliação
dessas políticas, e seria de grande utilidade por ser uma questão de nível social e
epidemioló[Link] em vista que poderia ter uma avaliação quanto aos
programas, mostrando seus resultados, podendo até reduzir a taxa de sobrepeso
e obesidade no país.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A obesidade é uma das patologias nutricionais que mais tem apresentado
níveis de prevalência, tanto nos países desenvolvidos como nos países em
desenvolvimento, assumindo proporções epidêmicas, o que inclui o Brasil.
A partir da análise dos artigos abordados nesse trabalho, pode-se
observar que, para a prevenção do aumento da população obesa no Brasil, é
fundamental que seja feito um acompanhamento nutricional rígido desde a
infância, pois é através dessa fase que podemos começar a combater a
obesidade. Os artigos mostram que a principal maneira de prevenir a obesidade é
passar as instruções desde a infância, podendo assim evitar a obesidade no
futuro, pois os hábitos alimentares adquiridos na infância tem a maior
possibilidade de se manter na vida adulta.
O alto risco que a obesidade representa para a saúde, as medidas de
prevenção e controle da obesidade devem ser consideradas como prioridade em
relação à saúde pública e políticas públicas, com ênfase em alimentação
saudável, atividade física regular, mudanças de hábitos e estilo de vida.
Entretanto, espera-se que a presente revisão, venha contribuir para
profissionais de saúde e que sirva de subsídios para pesquisas futuras, com o
intuito de identificar as causas dos problemas encontrados visando melhorar a
proposta para prevenção na obesidade. Além dos programas que existem que se
possam ter pesquisas e estudos para avaliar e regular os programas propostos
pelo Ministério da Saúde e diretrizes, assim, fazendo uma promoção da saúde,
digna de tantos programas citados nesta revisão. Amostra desta revisão de
literatura teve como foco descrever, fazer uma narrativa sobre a obesidade, seus
impactos e a relação das políticas públicas nessa temática .
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