1
UNIP - UNIVERSIDADE PAULISTA
LICENCIATURA EM PEDAGOGIA
INGRID CRISTINA MELO SOARES
ILMA NUNES DA PAIXÃO
SABRINA DOS SANTOS ALMEIDA
VALDIRENE RODRIGUES LOUZEIRO
A IMPORTÂNCIA DO INCENTIVO À LEITURA NO ENSINO
FUNDAMENTAL I
BELÉM-PA
2023
2
INGRID CRISTINA MELO SOARES
ILMA NUNES DA PAIXÃO
SABRINA DOS SANTOS ALMEIDA
VALDIRENE RODRIGUES LOUZEIRO
A IMPORTÂNCIA DO INCENTIVO À LEITURA NO ENSINO
FUNDAMENTAL I
Trabalho de Conclusão de
Curso apresentado para
obtenção de grau do Curso
de Licenciatura em
Pedagogia pela Universidade
PAULISTA – UNIP
Prof.ª Orientadora: Dra.
Sônia Passos
BELÉM-PA
2023
3
INGRID CRISTINA MELO SOARES
ILMA NUNES DA PAIXÃO
SABRINA DOS SANTOS ALMEIDA
VALDIRENE RODRIGUES LOUZEIRO
A IMPORTÂNCIA DO INCENTIVO À LEITURA NO ENSINO
FUNDAMENTAL I
Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado para obtenção de grau do
Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia pela Universidade PAULISTA –
Campus Belém.
FOLHA DE APROVAÇÃO
APROVADO EM:___ /____/_____
Nota final:______________
PROF.ª ORIETADORA SÔNIA PASSOS
_______________________________________
Examinador 1
_______________________________________
Examinador 2
_______________________________________
BELÉM- PARÁ
2023
4
O grupo dedica está monografia primeira a Deus e segundo a
nossas famílias e amigos que sempre estão nos apoiando
5
nesta jornada na nossa vida acadêmica, na conquista do título
de pedagogas.
AGRADECIMENTOS
Eu, Ilma Nunes da Paixão
A Deus, pela minha vida, e por me ajudar a ultrapassar os obstáculos
encontrados ao longo do curso. A minha mãe que sempre me ensinou a lutar pelos
meus objetivos e meu irmão que é o minha maior inspiração para a realização deste
trabalho.
Eu, Ingrid Cristina Melo Soares
Quero agradecer a Deus por ter me dado força e confiança para acreditar no
meu sonho e lutar por alcançar aquilo que acredito. não esqueço o papel que a
Universidade teve ao longo de todo meu percurso e por isso agradeço os recursos e
o apoio que sempre me ofereceu. A Dra. Sônia Passos , eu deixo uma palavra de
gratidão porque reconheço a paciência e o esforço que ela teve sem exceção. À
minha mãe Adriana e vó Ruth . a equipe composta por valdirene, ilma e Sabrina eu
quero gritar bem alto meu agradecimento porque nunca duvidaram das minhas
capacidades e tornaram possível a realização do meu grande objetivo. A todas as
pessoas que não mencionei eu quero deixar bem claro que não estão esquecidas:
se me tocaram de algum modo podem ter certeza que agradeço com toda
intensidade.
Eu, Sabrina dos Santos Almeida
Acredito que todo ser humano já nasce com sonhos e hoje de maneira
especial agradeço imensamente a Deus por me possibilitar o dom da vida e me dar
forças durante minha caminhada, me fazendo superar limites e enfrentar todas as
diversidades. Aos meus pais, os meus referenciais de vida, que me mostraram o
valor do trabalho e a importância das conquistas honestas. Valdemar e Igraci, sou
imensamente grata a Deus por ter sido fruto dessa união. Obrigada por me darem
coragem para lutar em busca dos meus ideais. Ao meu noivo Ramon, que sempre
me incentivou a persistir nesta caminhada e, por acreditar no meu potencial bem
mais do que eu. Obrigada por entender quando precisei estar ausente. Essa vitória é
6
nossa. Te amo! As minhas amigas do curso, Ilma, Ingrid e Valdirene, obrigada por
estarem comigo nessa jornada.
À minha orientadora, Drª Sônia Passos por todo apoio e por conduzir com
brilhantismo e simplicidade este trabalho. Por fim, agradeço a todos que de alguma
forma torceram comigo para a realização desse sonho.
Eu, Valdirene Rodrigues Louzeiro
Agradecemos primeiramente a Deus pela vida e por nos ajudar a ultrapassar
todos os obstáculos encontrados ao longo do curso. Aos nossos familiares e
amigos que estiveram ao nosso lado durante toda a nossa trajetória acadêmica
com paciência, carinho e compreensão. Aos professores, pelas correções e
ensinamentos que nos permitiram apresentar um melhor desempenho no meu
processo profissional.
7
RESUMO
A monografia intitulada A importância da leitura nos anos iniciais do ensino
fundamental I tem como objeto de pesquisa a importância da leitura como elemento
formativo; objetivo geral pesquisar a importância da leitura nos anos iniciais do
Ensino Fundamental I; objetivo específico entender as vantagens que a leitura
oferece para o aluno no processo de ensino e aprendizagem e todo seu
desenvolvimento; hipótese enfatizar a importância da leitura na formação de alunos
leitores, justifica-se a pesquisa por buscar valorizar a importância da leitura nos anos
iniciais do Ensino Fundamental I; metodologia de pesquisa utilizada foi o método
descritivo, na consulta de fontes bibliográficas, com o objetivo de refletir e analisar a
relevância da leitura nas séries iniciais do Ensino Fundamental I. Além de enfatizar a
importância do professor mediador da leitura, também valoriza a importância do
professor e da família no processo de novos leitores.
Palavras-chave: Leitura, Lúdico,Professor Mediador, Letramento e Família.
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SUMÁRIO
INTRODUÇÃO............................................................................................................9
CAPITULO I – FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA .......................................................13
1.1 – A importância do hábito de ler......................................................................13
1.2 – A família no processo de alfabetização........................................................15
1.3 – O lúdico no processo de aprendizagem.......................................................19
CAPITULO II – METODOLOGIA...............................................................................23
CAPITULO III – ANÁLISE DE DISCUSSÃO DE DADOS.........................................25
3.1 – Cantinho da leitura .........................................................................................25
3.2 – A formação do
leitor .......................................................................................28
3.3 – Estimulo a leitura por parte dos educadores..............................................30
CONCLUSÃO............................................................................................................32
REFERÊCIAS BIBLOGRÁFICAS.............................................................................33
ANEXO.......................................................................................................................35
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INTRODUÇÃO
A habilidade de leitura nos anos iniciais do Ensino Fundamental l deve
ser realizada de maneira diversificada, analisando cada dificuldade encontrada
pelo professor no ambiente escolar. Considerando esse contratempo no processo
de ensino-aprendizagem, este presente trabalho tem como finalidade apresentar
os desafios encontrados pelos educadores, desse nível de escolaridade,
relacionado à leitura.
Atualmente, são vários os meios pelo quais a leitura vem sendo
deixada de lado e sendo tratada como “por menor” de uma forma geral, a exemplo
disso, podemos citar: aparelho celular, televisão, jogos eletrônicos, detre outros,
os quais requerem pouquíssima concentração, nenhuma aptidão, e servem como
distração e criam um abismo entre os estudantes e os livros.
Não é à toa que hoje temos jovens que escrevem mal, encontram
dificuldades em relação à interpretação de texto e possuem pouco senso crítico
diante das informações que recebem, fazendo com que seu futuro seja em parte
comprometido, com poucas chances de entrar no mercado de trabalho, passar
com êxito em um bom concurso público e participar de processos seletivos para
entrar em universidade.
É preocupante, visto que a gênese do problema se encontra na
infância, periodo em que a criança pode ou nao desenvolver o hábito da leitura,
pois é nas páginas de um livro, que a criança encontra muito mais do que um
“amontoado de páginas” e sim a melhor maneira de trabalhar vocabulário,
imaginação, criatividade, escrita e sensibilidades. Ou seja, mais do que um prazer,
ela também é fonte de aprendizado e conhecimento. Segundo Gosztonyi (2012):
A leitura possibilita o surgimento de seres humanos mais críticos e mais
questionadores. Também nos capacita a atingir as necessidades
competitivas do mercado, possuir maior habilidade de diálogo e luta por
um ideal. Só poderemos entrar nesta direção se buscarmos o
conhecimento de forma contínua e exploratória. Quanto mais conhecemos,
mais nos motivamos a conhecer. (GOSZTONYI, 2012).
10
Nesse sentido, acredita-se que quanto mais a leitura for incentivada,
pessoas estarão aptas a serem mais conhecedoras do mundo. Logo, o incentivo à
leitura é algo que precisa ser levado em discussão, o qual deve ser observado
com bastante atenção.
Portanto, há uma necessidade de acompanhar esse desenvolvimento,
observando sempre o crescimento e a forma pela qual a leitura está sendo
conduzida ao longo dos anos e de como as pessoas estão tratando a sua
importância. Ainda é insuficiente a conscientização das pessoas para entender o
quanto é admirável e urgente a importância da leitura na educação, principalmente
nas crianças, já que é no Ensino Fundamental que se inicia processo de
alfabetização e letramento. Observa-se que a arte da leitura é um mecanismo
necessário para a formação do cidadão, que começa desde a sua infância,
passando por esse fator essencial que a leitura.
Hoje no mundo em que vivemos, a leitura está muito presente e a partir
do momento em que o aluno começa a desenvolver o processo de ler, desde
simples palavras, como um livro que lhe chame atenção, começa a encontrar- se
na sociedade em que vive. A partir do momento em que, qualquer espaço que a
criança olha, ela observa que sempre terá uma sílaba que possa juntar uma
palavra simples que possa ler, ou até mesmo uma frase na qual ela começa a
descobrir seu significado, iniciando dessa forma o reconhecimento do seu
contexto social.
Mas tal estímulo, só acontece quando essa vivência prática da leitura
ocorre dentro da sala de aula, com professores especializados na área, e com a
genialidade de sempre que puder modificar sua aula, buscando estratégias, para
desenvolver de maneira satisfatória a habilidade de leitura do aluno.
A temática desta pesquisa foi escolhida pela importância de se trabalhar
práticas que incentivem a leitura nos anos iniciais do Ensino Fundamental, que
devido aos avanços e inovações tecnológicas, as crianças têm apresentado
índices baixíssimos de leitura nos dias atuais, uma das causas é a falta de
incentivo à leitura, os livros são substituídos pelos televisores, vídeo games,
celulares e internet, e isso acaba prejudicando a aprendizagem, já que quem lê
menos tem mais dificuldade de aprender as coisas mais rapidamente do que os
demais. Além disso, há também a grande preocupação devido as dificuldades de
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escrita e de aprendizagem. Como afirma Coelho (2001, p.1):
O ensino da leitura requer habilidades e competências que os anos de
vida escolar tende a contribuir com o aluno no desenvolvimento
educacional. O professor, neste caso entra como interventor no ato de
motivar e levar o estudante ao hábito do ler e, de preferência com prazer.
(COELHO, 2001, p.1).
Uma pesquisa realizada no Brasil, divulgada pelo instituto Pró-livro em
parceria com o Ibope Inteligência no ano de 2012, revela que a parcela de leitores
tem diminuído ao longo do tempo, inclusive em crianças e adolescentes que estão
em período escolar. Será que esses alunos estão sendo motivados, pelas
instituições escolares e seus familiares a pratica a leitura?
Assim, a pergunta problema é: Quais as dificuldades que os alunos
poderão encontrar futuramente, caso não recebam o incentivo à leitura de forma
eficaz?
A partir dessa inquietação, surgiram as seguintes hipóteses norteadoras
deste estudo em questão:
• Por que grande parte dos estudantes da educação básica não tem o hábito, e
não gostam de praticar a leitura?
• Qual a importância da família no processo ensino aprendizagem da
alfabetização?
• Como a estratégica lúdica pode auxiliar a alfabetização no Ensino
Fundamental I?
Esse tema foi escolhido em razão de observarmos, no Estágio
Supervisionado, as dificuldades no processo de alfabetização das crianças do
Ensino Fundamental I. Pretende-se, portanto, que este estudo ajude os
educadores a criarem alternativas para trabalhar a leitura e a escrita de forma
lúdica e criativa para que as crianças se tornem cada vez mais alfabetizadas.
12
Atualmente as crianças, muitas vezes, não podem contar com o apoio e
o exemplo de seus familiares, que seriam seus primeiros incentivadores nessa
tarefa tão relevante para seu desenvolvimento intelectual e crítico, possivelmente
por esses familiares não terem tido oportunidades de esudar ou por falta de
tempo, dentre inúmeros outros fatores. Então, caberá à escola proporcionar esse
acesso, mas como fazer de maneira que não assuste esse aluno, pelo contrário
que o cative?
Por esse motivo é necessário adentrar no mundo dos jovens de modo a
disponibilizar o convívio com textos que façam sentido para eles e que os inspirem
a ler cada vez mais, sempre demonstrando como e onde essa prática poderá fazer
a diferença em seu dia a dia.
É evidente o fato de que não basta apenas ser capaz de ler, se a
pessoa não entender do que se trata o texto, não saber o que o autor está dizendo
e ficar cheio de dúvidas, ou pior, entender de forma equivocada. A melhor maneira
de amenizar essa questão é o ato da leitura de forma habitual. É esse hábito que
irá enriquecer o seu conhecimento prévio, o qual facilitará posteriores
interpretações, inferências e será fundamental para melhorar sua escrita e
oralidade; o que trará um acréscimo positivo em todos os setores de sua vida.
Para prosseguir, este trabalho está dividido em sete partes. A primeira
parte a introdução, na qual estão as informações mais relevantes da pesquisa, em
seguida apresentamos as metodologias utilizadas para que este trabalho encontre
o melhor caminho científico, que irá permitir chegar ao fim de uma forma mais
organizada.
A terceira parte inicia com o capítulo I trazendo a fundamentação
teórica, ou seja, a base de orientação para a análise e interpretação dos dados
coletados nesta pesquisa, uma vez que estes devem ser interpretados à luz do
referencial teórico já existente. Após o referencial teórico, seguimos com análise e
discussão de dados, importante para a qualidade e rigor de um trabalho científico.
É um momento em que relacionamos a prática com a teoria.
Portanto, este trabalho tem por objetivo geral “refletir sobre a
importância do incentivo à leitura na formação do aluno nos anos iniciais do
Ensino Fundamental I”, mostrando como o professor deve planejar a prática
13
docente capaz de aproximar o aluno ao mundo da leitura, ao acesso aos diversos
gêneros de textos, ter noção clara sobre quais compromissos tem com o aluno no
que diz respeito às questões da leitura e da aprendizagem como um todo. E como
objetivo especifico: observar os profissionais da educação básica quanto á pratica
da leitura e da escrita em sala de aula; Analisar a pratica docente dos professores
em relação a leitura e a escrita; Refletir sobre a importancia do incentivo a leitura
no ensino fundamental I.
14
CAPÍTULO I - FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
1.1. A IMPORTÂNCIA DO HÁBITO DE LER
Comunicar se é uma necessidade do ser humano fazendo parte da sua
vida desde o início da sua existência, e por isso sempre houve uma busca por
instrumentos que facilitassem a comunicação. Inicialmente houve a criação de
símbolos e sinais gráficos, que depois se tornaram letras.
É importante destacar que para se chegar até a forma de escrita
utilizada atualmente, houve diversas modificações e evolução ao longo do tempo,
tudo isso com o objetivo de criar um sistema de linguagem verbal e não-verbal que
permitisse a comunicação, o registro e a troca de informações.
Um fator primordial para o processo de comunicação é a leitura, e por
isso as histórias e os livros precisam ser apresentados às crianças desde cedo,
enaltecendo que mesmo que elas ainda não saibam decodificar os símbolos e
códigos, ou seja, ainda não sejam alfabetizadas, elas já possuem a capacidade de
interpretar imagens e usar a imaginação para criar sua própria história.
É importante extrapolar alguns entendimentos relacionados ao inicial
aprendizado da leitura. A mais importante é a que de ler é meramente decifrar,
transformar letras em sons, tornando o ato de compreender somente consequência
natural dessa ação. Com esta compreensão equivocada os educandários vêm
lançando ampla quantidade de “leitores” bons em decifrar qualquer escrito, porém
com espantosas dificuldades para entender o que arriscam ler.
Hoje em dia nas escolas é observado que a leitura é feita para atender
certas tarefas escolares e poucos estudantes estabelecem como um modo de
entretenimento e tendo como consequência, o distanciamento cada vez maior do
leitor por não fazer uma relação com suas necessidades e com o seu cotidiano.
O profissional que compõe a instituição de ensino parece não ter
percebido que o aprendizado e a leitura se tornaram condição indispensável para o
acesso a diversos conhecimentos, fazendo assim da leitura uma ferramenta de
15
libertação, levando em consideração a diversidade textual que o aluno se depara
fora da escola e na escola.
É comum a prática de ler livros, contos, histórias dentre tantos outros
recursos literários, por alguns minutos em sala de aula de maneira metódica,
fazendo com que o aluno a considere como uma atividade que não promova um
encantamento, apenas sendo vista como proposta de ensino – aprendizagem.
É necessário valorizar o trabalho com a diversidade de gêneros
textuais, compreendendo sua importância para a formação do gosto pela leitura
nos alunos e alunas, tornando-os leitores críticos, além do mais é preciso que o
professor considere os hábitos e gostos que os alunos possuem para determinado
gênero e é respeitando tal interesse que o professor facilita a aprendizagem.
Paulo Freire (2001), afirmava que aprender a ler e a escrever é
aprender a ler o mundo, compreender o seu contexto em uma relação dinâmica
vinculando linguagem e realidade.
Atualmente não é o bastante saber ler, é necessário que o leitor seja
um ser crítico que consiga ler e compreender as diversas formas com que a leitura
se apresenta e saiba ler nas entrelinhas que busque um desenvolvimento
considerável a partir da prática da leitura, pois esta é a única forma do mesmo
acompanhar os avanços da sociedade moderna atual, assim não se torna um
analfabeto funcional e não se perde no mundo das letras, sendo apenas um mero
reprodutor de código. E se existe essa necessidade, onde possamos acompanhar
o aluno e seus avanços a escola deve ser o local para a socialização desse saber.
É de extrema importância que o educando saia do Ensino Fundamental
I, para as séries mais avançadas, dominando as habilidades básicas de leitura.
Mas, para que haja essas habilidades é necessário e indispensável que a leitura
se torne um “gosto” para que, assim, conduza o indivíduo a um processo
constante de aprendizagem por meio da leitura.
Nesse mesmo sentido, é imprescindível que os profissionais de
educação possuem uma responsabilidade imersa, quando o assunto é ensino da
leitura, pois eles que são os indivíduos, na qual, estão, mas aptos a levar outras
pessoas ao “mundo da leitura”, ou seja, direcionando o indivíduo para vários tipos
16
de textos.
De um modo geral, na teoria, muitos enfatizam que a leitura é um ato
prazeroso e instigante. Mas é importante frisar que, na prática, é um tanto diferente,
pois para muitos ler um livro é um verdadeiro suplício, certamente por não
possuírem o hábito de ler. É fundamental o acompanhamento da família à criança,
principalmente, quando esta estiver em processo de iniciação à leitura, para que ela
sinta o apreço e o envolvimento das pessoas que a cercam nessa atividade.
A decisão de não ler não é característica da modernidade, mas sim uma
cultura arraigada desde os primórdios da história do Brasil, pois, em nosso país, a
leitura sempre fez parte da vida de poucas pessoas. Ler sempre foi privilégio
somente daquelas pessoas que eram consideradas “ricas”, ou seja, que possuem
um patamar social mais elevado na sociedade.
A causa disso é que vivemos em uma sociedade capitalista na qual tem
acesso a melhores condições de leitura, ou educação, em se tratando que uma
grande parte da população, apenas quem possui mais condições materiais,
conseguirá ter acesso a uma educação considerada de qualidade e com melhores
chances de destaque na sociedade. Frisando que tal situação é determinada por
uma sociedade extremamente capitalista.
Em outras palavras, expondo essa realidade de forma mais dura e
preocupante, tem acesso a uma melhor educação quem pode pagar por ela. Em
suma, se ler, era privilégio 5 de poucos nos séculos iniciais de nossa história, em
pleno século XXI. Basta observarmos a realidade da população brasileira em
todas as regiões e perceber que as pessoas que poucos recursos possuem
economicamente falando, dificilmente será uma pessoa letrada.
1.2 A FAMÍLIA NO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO
Pesquisas destacam a importância da família e da escola no processo
de construção do hábito de ler. Acredita-se que se pais e professores investirem na
formação de leitores ainda nos primeiros anos de vida da criança, haverá maior
sucesso não só no desenvolvimento do hábito de ler, como também no
17
aprimoramento de aspectos sociais, cognitivos linguísticos e criativos
indispensáveis ao cidadão apto a ocupar seu espaço na sociedade.
É na família que a criança tem o primeiro contato com a leitura, contato
esse que se lhe é apresentado de forma prazerosa, reforça os laços de afetividade
com o familiar e com o hábito de ler.
Se a família introduz seu filho num ambiente rico em leitura, contando
histórias, oferecendo livros para serem manuseados, levando-os a bibliotecas e
livrarias, é possível dizer que estas crianças pertencem a uma classe privilegiada
social e intelectual, que sabem da importância da leitura para seu
desenvolvimento no processo de ensino aprendizagem e para sua formação,
como leitor.
Paulo Freire (2011) nos mostra que “há diferença entre hábitos de
leitura e ato de ler. O hábito concentra-se apenas na repetição mecânica, e nesse
caso a repetição dos sinais sem nenhum tipo de interpretação”. O ato de ler está
ancorado no exercício, articulação do pensar, agir e do modo de escolha.
Neste sentido, a família como espaço de orientação, construção da
identidade de um indivíduo deve promover o ato de ler para que, ao ser
incorporado nas mediações domésticas, construa o gosto pela leitura.
O leitor que teve contato com a leitura desde cedo dentro de sua casa é
diferenciado ao saber reconhecer os signos com maior facilidade. “O contato com
materiais de leitura diversos desde a infância constitui um fator muito importante
para que, quando adulto, o indivíduo alcance maiores níveis de alfabetismo; por
outro lado, essa correlação não pode ser tomada de maneira absoluta.” (GALVÃO,
2003, p. 130).
A experiência adquirida pela leitura torna as pessoas mais
conhecedoras do próprio mundo e faz com que tenham dele uma visão crítica.
Se num primeiro momento de sua existência a criança aprende e se situa
no mundo através da atribuição de significados a pessoas, objetos e
situações presentes no seu ambiente familiar, então podemos inferir que
esse mesmo ambiente deve ser potencialmente significativo em termos
18
de livros, leitores e leitura. (SILVA, 1988, p. 56).
A família também é a primeira instituição educadora, e assume o papel
de orientar, tendo os primeiros norteadores de aprendizagem de forma
espontânea, e por esse motivo a interação com a escola é de extrema
importância, pois auxiliará no desenvolvimento social, intelectual e pessoal, tudo
isso de forma sadia. Esse entrosamento familiar auxiliará nesse novo processo de
descoberta estimulando, por exemplo, a leitura, as cores etc.
Ademais dos princípios previstos na Constituição Federal, a Lei de
Diretrizes e Bases (LDB) deixa esclarecido que educar é exercício da família,
cabendo ao Estado, simbolizado pela escola, complementá-la. Assim sendo
previsível, é atribuição da família o desenvolvimento de seus filhos para a vida,
portando-os a construção de seus primeiros deveres diante da sociedade, na qual
está introduzido.
Art. 2°. A instrução, encargo da família e do Estado, motivada nos
fundamentos de liberdade e nas ideologias de solidariedade humana, tem
por intuito o pleno progresso do educando, sua capacitação para a atividade
da cidadania e sua competência para o trabalho (BRASIL, 1996
Logo, a família não pode omitir-se de sua obrigação na alfabetização e
letramento dos educandos, deixando todo o comprometimento unicamente à
escola, no qual a criança está enquadrada. Por isso, a Instituição de ensino é a
referência primordial incluída no ensinamento inicial da criança, não sendo
negacionista em sua função participativa e estimuladora.
Na maioria das vezes, a leitura chega durante a infância, através das
histórias infantis. Em sua dissertação de Mestrado em Educação, Soares (2016)
ressalta: “posso afirmar que sou também resultado das histórias, dos livros, dos
objetos amados que os mediadores que encontrei em minha vida, até aqui, me
apresentaram” (SOARES, 2016, p.15).
A formação do leitor inicia-se em seio familiar e se processa em longo
prazo. Esse leitor deve ser compreendido como sendo aquele que estabelece uma
relação aprofundada com a linguagem e suas significações.
Freire (1992) esclarece que há distinção entre “hábitos de leitura” e “ato
19
de ler”. O hábito da leitura, segundo o autor, “concentra-se apenas na repetição
mecânica, isto é, a repetição dos sinais sem nenhum tipo de interpretação. Já o
ato de ler está sustentado no exercício, na articulação do pensar, agir e do modo
de escolha”.
Dessa forma, a família, que funciona como referência para a orientação
e construção da identidade de um indivíduo, deve promover o ato de ler para que,
ao ser incorporado às mediações domésticas, construa o gosto pela leitura.
A promoção do ato de ler deve ser realizada também no âmbito familiar,
visto que essa responsabilidade não pode ser delegada somente à escola, mas a
todos os sujeitos e espaços mediadores de leitura, cuja parceria é fundamental.
Ademais, a escola também é um elo importante nesse processo,
devendo estar junto com a família na formação de leitores. Podemos entender
que, na família, as práticas de letramento literário são muito significativas na
formação de leitores.
As crianças moradoras de localidades rurais necessitam um olhar
especial, pela dificuldade de acesso a materiais diversos de leitura. Soares (2016)
afirma que é exequível a construção projetos de fomento à leitura em escola no
campo, destacando que “A escola deve aproveitar esta motivação e incentivar a
leitura entre os alunos, desde pequenos, para que o ato de ler se torne uma
prática constante e prazerosa” (SOARES, 2016, p. 3).
A formação do leitor inicia-se em seio familiar e se processa em longo
prazo. Esse leitor deve ser compreendido como sendo aquele que estabelece uma
relação aprofundada com a linguagem e suas significações.
Freire (1992) esclarece que há distinção entre “hábitos de leitura” e “ato
de ler”. O hábito da leitura, segundo o autor, “concentra-se apenas na repetição
mecânica, isto é, a repetição dos sinais sem nenhum tipo de interpretação. Já o
ato de ler está sustentado no exercício, na articulação do pensar, agir e do modo
de escolha”.
Dessa forma, a família, que funciona como referência para a orientação
e construção da identidade de um indivíduo, deve promover o ato de ler para que,
ao ser incorporado às mediações domésticas, construa o gosto pela leitura.
A promoção do ato de ler deve ser realizada também no âmbito familiar,
visto que essa responsabilidade não pode ser delegada somente à escola, mas a
20
todos os sujeitos e espaços mediadores de leitura, cuja parceria é fundamental.
Ademais, a escola também é um elo importante nesse processo,
devendo estar junto com a família na formação de leitores. Podemos entender
que, na família, as práticas de letramento literário são muito significativas na
formação de leitores.
As crianças moradoras de localidades rurais necessitam um olhar
especial, pela dificuldade de acesso a materiais diversos de leitura. Soares (2016)
afirma que é exequível a construção projetos de fomento à leitura em escola no
campo, destacando que “A escola deve aproveitar esta motivação e incentivar a
leitura entre os alunos, desde pequenos, para que o ato de ler se torne uma
prática constante e prazerosa” (SOARES, 2016, p. 3).
A leitura ajuda a formar pessoas com mais convicção em seus pontos
de vista, capazes de diferenciar as ideias boas e ruins ao seu redor. Pensando
assim, formar leitores é também, formar cidadãos pensantes, formadores de
opiniões que poderão participar ativamente da sociedade de forma atuante,
ajudando no progresso do ser humano, para isso é primordial que a família seja o
pilar, possuindo é claro o auxílio da escola e professores. Devemos lembrar,
também, que o incentivo à leitura pode começar a partir de atividades artísticas,
músicas, histórias, contos, entre outros modos.
A leitura desempenha múltiplas funções na vida social do ser humano,
seja no trabalho, na escola, no lazer ou em casa. É possível dizer que sua prática
em casa está ligada ao lazer, enquanto em outros ambientes formais e
estruturalmente rígidos, ela representa meio de acesso à informação e formação
de uma nova visão de mundo.
1.2 O LÚDICO NO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO
Os anos iniciais é a etapa na vida do aluno quando ele está sendo
inserido no processo de alfabetização e o lúdico traz esse aprendizado de forma
divertida e prazerosa. É quando ele é inserido no contexto da leitura e da escrita,
irá aprender o alfabeto e com ele como escrever e ler, e desenvolver outras
habilidades, “pode-se concluir da discussão a respeito do conceito de
alfabetização, que essa não é uma habilidade, é um conjunto de habilidades o que
a caracteriza como um fenômeno de natureza complexa e multifacetada”
21
(SOARES, 2003, p.18).
Por isso a alfabetização deve ser entendida como um processo e
segundo a autora são várias habilidades que serão desenvolvidas e não são
simples ou fáceis como muitos podem imaginar.
Através do lúdico, profissionais da Educação podem tornar
alfabetização algo menos rígida, fazendo com que as crianças tenham prazer em
aprender e isso deve acontecer a partir de atividades envolvendo jogos, músicas e
contos.
Diariamente o professor deve usar a ludicidade para contribuir com
alfabetização isso pode ser feito ao transformar histórias e jogos em
ferramentas como por exemplo jogos tradicionais como forca jogo da
memória com figuras de animais e seus nomes amarelinha contendo os
números entre tantos outros jogos e podem beneficiar e estimular o
cérebro ao desejo de aprender. (SOARES, 2004, p.22).
Soares (2010, p. 8) ressalta que “alfabetizar implica que a criança
aprenda a codificar e a decodificar, pois é um sistema inventado, diferente da língua
oral que o ser humano já nasce programado para falar”. Mas a associação de
alfabetização com o letramento é possível e necessária quando se orienta a criança.
Através de materiais reais, como livros de literatura infantil, as propagandas,
folhetos, qualquer material que seja do interesse da criança. “Aí se faz o letramento,
o contato com a história, a literatura, o poema, o professor pode tirar uma palavra,
uma frase, para trabalhar sistematicamente em sequência, explicitando, as relações
fonema grafema”.
Segundo Freire (2002, p. 17), o educador deve ser um inventor e um
reinventor constante dos meios e dos caminhos, que facilitem mais e mais a
problematização do objeto a ser desvelado e apreendido pelos alunos.
A ludicidade é entendida como uma ferramenta pedagógica que tem
como principal objetivo aperfeiçoar o processo educativo e torná-lo algo mais
prazeroso e motivador. O lúdico pode apresentar-se de várias formas, seja através
de jogos, brincadeiras, músicas e dança, que podem ajudar o indivíduo a
desenvolver habilidades tanto no âmbito educacional como no social. Uma vez
que esta pesquisa se direcionou as contribuições oferecidas pelo lúdico no
22
processo de alfabetização infantil, é importante delimitar o campo de discussão
que está sendo proposto.
De acordo com Biazotto, (2014), Vygotsky (1998) “A essência do
brinquedo é a criação de uma nova relação entre o campo do significado e o
campo da percepção visual, ou seja, entre situações no pensamento e situações
reais”. Nesse sentido, essas relações irão contribuir com atividade lúdica da
criança, sendo importantes indicadores do desenvolvimento da mesma,
oportunizando sua forma de encarar o mundo e suas ações futuras.
Muitas brincadeiras até hoje fazem parte da minha vida, como por
exemplo: o Dominó, Jogo da Memória, Jogo da Dama, e as tradicionais
brincadeiras de rua como Pega Bandeira, Dherre, Derrama Areia, Pica latinha,
Boca de forno, Macaquinha ou Amarelinha. Em relação às brincadeiras de rua
tradicionais, vale a pena descrever a forma de brincar de algumas delas que
guardo na memória.
Estudos demonstram que através de atividades lúdicas, o educando
explora muito mais a sua criatividade, melhora sua conduta no processo de
ensino-aprendizagem e sua autoestima. O jogo ao ocorrer em situações sem
pressão, em atmosfera de familiaridade, segurança emocional e ausência de
tensão ou perigo, proporciona condições para aprendizagem das normas sociais
em situação de menor risco. “O jogar é uma atividade recreativa que favorece o
comportamento do estudante em ser espontâneo. Enquanto ele brinca,
demonstram características do seu perfil, modos de agir e pensar de forma
natural.” (Peixoto & Venturini, 2021, p. 4)
Diversas pesquisas já foram feitas com o objetivo de aprofundar os
estudos dos jogos e das brincadeiras como recursos para a aprendizagem da
leitura. Por meio delas, percebe-se que, embora nas escolas de educação infantil e
fundamental, as crianças sejam expostas a um rico universo linguístico, tais como
canções, versos, trava-línguas, poesias, contos etc., observa-se que, na maioria
das vezes, a escola trabalha a leitura apenas como decodificação das palavras
isoladamente, sendo que existem diversas possibilidades de se ensinar a ler.
A utilização de recursos lúdicos é importante para a aprendizagem da
Língua Portuguesa e, como consequência, para a aprendizagem das demais
disciplinas, pois favorece a relação de interdisciplinaridade, isto é, a integração
das outras disciplinas, contribuindo para o rendimento do aluno na aprendizagem.
23
Por meio dos jogos, os alunos podem brincar de maneira espontânea,
levantar hipóteses, desenvolver a criatividade, melhorar sua aprendizagem e
consequentemente sua autoestima. Ensinar e aprender a ler de forma prazerosa,
visando o desenvolvimento da aprendizagem do aluno de maneira criativa, tendo
como oportunidade de despertar o interesse no aprender como um momento
especial, proporcionando o crescimento humano por meio das atividades
diferenciadas.
24
CAPITULO II- METODOLOGIA
Foi realizdo uma pesquisa bibliografica, pricipalmente para conhecer
melhor o objetivo melhor o objeto de pesquisa e os trabalhos já desenvolvidos na
aréa. Por isso optamos pela realização deste tipo de pesquisa, a qual nos ajudará na
contrução da fundamentação teórica acerca da temática em análise.
A importância desse tipo de pesquisa é percebida na afirmação de
Fonseca (2002) no qual ele cita que, qualquer trabalho científico começa com uma
pequisa bibliográfica, que possibilita ao pesquisador compreender o que foi
estudado sobre o assunto. No entanto, algumas pesquisas cientifica baseiam-se
apenas na pesquisa bibliograficas, buscando referencias teoricas publicadas para
reunir informações ou conhecimento prévio sobre as questões para as quais se
busca respostas ( FONSECA, 2002).
Para tal, durante o estudo, procurou-se realizar uma ampla revisão da
literatura na qual buscou-se artigos científicos, teses e dissertações para embasar a
questão norteadora com o problema em questão e alcançar os objetivos alencados,
e para isso, foram feitas pesquisas nas bases de dados: Sites, livros, relatório e
artigos. Também foi baseado nos principais autores de baseamento teórico que
contribuíram com o trabalho são; Soares (2016), Paulo Freire (2001).
No primeiro capítulo, discutiu-se, inicialmente, sobre a importância do
hábito de ler e depois apontou-se que a leitua ajuda a crier um bom vocabulário,
ajuda na comuicação e na escrita das palavras corretamente. No segundo capítulo,
a família no processo de alfabetização, discutiu-se como a família exerce um papel
fundamental ao incentivar os filhos para adotarem a leitura como parte de sua
formaçã. No terceiro capítulo, destaca-se o lúdico no processo de alfabetização, de
como através do lúdico, profissionais da Educação podem tornar alfabetização algo
menos rígida, fazendo com que as crianças tenham prazer em aprender e isso deve
acontecer a partir de atividades envolvendo jogos, músicas e contos. Os dados
foram sintetizados, analisados e discutidos, fazendo um mapeamento dos
resultados em virtude dos objetivos específicos. Ao pesquisar o tema escolhido,
25
buscou-se as seguintes palavras-chaves: Leitura, Lúdico, Professor mediador,
Letramento e Família.
Este estudo além de fazer a pesquisa bibliografica documental realizamos
a pesquisa de campo de caráter qualitativo. Utilizou-se como coleta de dados a
observação dos professores e alunos durante o estágio supervisionado. Vale aqui
resaltar que para Bogdan e Biklen (1994), “o objetivo da pesquisa qualitativa é
compreender os fenômenos de forma diferente e produzir novos saberes a partir
dessas compreensões”.
26
CAPITULO III- ANALISE DE DISCUSSÃO DE DADOS
Ao iniciar as observações em loco, relacionadas a disciplina estágio
supervisionado, componente do currículo do curso de licenciatura em pedagogia.
Estivemos presentes na Escola Municipal de Belém Ciro das Chagas Pimenta,
localizada no distrito de Icoaraci, na cidade de Belém do Pará, em uma turma de
primeiro ano do nível fundamental. Da observação do estágio foram emergidas três
categorias: 1) cantinho da leitura 2) a formação do leitor 3) estímulo a leitura por
parte dos educadores.
3.1 Cantinho da leitura
A turma observada era composta por vinte aluno na faixa etária de seis e
sete anos de idade no turno da manhã. Esta turma tinha dois professores que
ministravam as disciplinas, no entanto somente um foi observada sua prática
pedagógica em relação à leitura.
Na sala de aula existia um espaço reservado e nomeado “cantinho da
leitura” pequeno espaço destinado à leitura e organizados de modo a possibilitar
diferentes práticas de uso do livro, no qual havia cadeirinhas, os livrinhos ficavam
armazenados em uma prateleira colorida, a decoração deste espaço com figuras
coloridas.
Imagem 1 - Cantinho da leitura
Imagem 1- cantinho da leitura 1
27
As atividades neste espaço eram desenvolvidas uma vez na semana com
contação de histórias como estratégica pedagógica além de realizar perguntas para
as crianças relacionadas à história contada e deixava livre para que as crianças
pudessem escolher, folhear e ler os livros infantis.
Imagem 2 - Cantinho da leitura 2
As atividades desenvolvidas pelo professor neste cantinho da leitura,
percebemos estar relacionada com os autores escolhidos para fundamentar
teoricamente esta pesquisa. Quando realizava algumas relações das histórias
contadas com situações vivenciadas pelos alunos na escola e pelas narrativas
apresentadas por eles, conforme Ferreiro (2011):
Quando procuramos compreender o desenvolvimento da leitura e
escrita, do ponto de vista dos processos de apropriação de um objeto
socialmente, constituído (e não do ponto de vista da aquisição de uma
28
técnica de transição), buscamos ver se havia modos de organização
relativamente estáveis que se sucediam em certa ordem (FERREIRO,
2011, p. 10).
A autora destaca que a leitura e a escrita aproximam o cidadão a
compreender o processo de constituição do mundo como um todo e não de forma
isolada como atividade desconectada da realidade. Afirma ainda que o processo
educacional precisa estar adequado e aceito pelo aluno de forma espontânea, este
processo não deve ser desenvolvido de forma tradicional sem motivação. Deve-se
levar em consideração as ideias que as crianças trazem e colocar em prática no
processo educacional como forma de incentivar.
Penso que minha maior contribuição em trinta anos de pesquisa básica
foi demonstrar que as crianças pensam sobre a escrita, foi dar voz ao
ignorado nesse processo. Quando eu comecei a pesquisar sobre tudo
isso, a coisa se reduzia a saber qual era o método adequado para
ensinar, qual era a idade adequada. E o que a criança pensava [...] na
verdade, não pensava nada e era melhor que não pensasse, para não
se equivocar. Aprendi que os pensamentos das crianças incomodam
porque é difícil levá-los em conta e fazer algo com eles. Mas as
crianças vão continuar pensando, felizmente. Claro que se pode
ensinar que é melhor não pensar e a tarefa delas é apenas repetir.
Mas isso é fazer um pecado intelectual para toda a vida. [...] Agora
tenho que seguir lutando para que se levem em consideração o que
pensam (FERREIRO, 2013, 1‟30” -2‟54”).
Emília Ferreiro (2011), em seus escritos, despertou um olhar para a
criança como um sujeito curioso, que pensa sobre o mundo, cria, constrói hipóteses
e aprende em um mundo em constante evolução e isso remete em repensar o
currículo e práticas pedagógicas.
O material didático é fundamental no desenvolvimento e incentivo do
processo de leitura, assim, é necessário que o professor desperte no aluno o amor
pela leitura, que tem como objetivo principal a formação de futuros cidadãos
conscientes da sua importância no contexto da sociedade.
29
Partindo das abordagens de Paulo Freire (2011), podemos destacar
através da análise e referência bibliográfica, percebemos a relevância de se praticar
a leitura de textos em sala de aula. Segundo Freire, é necessário educar o cidadão
para a sua convivência de mundo e sociedade, pois, é neste meio que haverá
convivência e prática de atitudes.
Em linhas gerais, as imagens 1 e 2 apresentam atividades que a escola
desenvolve semanalmente envolvendo leituras com atividades lúdicas e a utilização
de materiais diversificados que envolvem as crianças de forma harmoniosa. São
momentos de prazer que as crianças têm como oportunidade única.
Com estas leituras, entendemos que é a partir do conhecimento e da
leitura que desenvolvemos uma visão mais crítica de mundo. Freire (2011, p.19)
afirma que “a leitura do mundo precede a leitura da palavra”.
De alguma maneira, porém, podemos ir mais longe e dizer que a
leitura da palavra não é apenas precedida pela leitura do mundo, mas
por uma certa forma de “escrevê-lo” ou de “reescrevê-lo”, quer dizer,
de transformá-lo através de nossa prática consciente. Este
movimento dinâmico é um dos aspectos centrais, para mim, do
processo de alfabetização. Daí que sempre tenha insistido em que as
palavras com que organizar o programa da alfabetização deveriam vir
do universo vocabular dos grupos populares, expressando a sua real
linguagem, os seus anseios, as suas inquietações, as suas
reivindicações, os seus sonhos. Deveriam vir carregadas da
significação de sua experiência existencial e não da experiência do
educador. A pesquisa do que chamava universo vocabular nos dava
assim as palavras do Povo, grávidas de mundo. Elas nos vinham
através da leitura do mundo que os grupos populares faziam. Depois,
voltavam a eles, inseridas no que chamava e chamo de codificações,
que são representações da realidade (FREIRE, 2011, p. 13).
3.2 A formação do leitor
A leitura não começa na escola. Pode até começar em casa, porém em
um contexto diferente das palavras e livros. As primeiras leituras são leituras de
30
mundo. Desde o nascimento o bebê sente o cheiro da mãe, vê a luz, começam as
interações com o ambiente. Desde já o bebê está aprendendo a ler a partir
de seu contexto.
Ao se falar em leitura imagina-se grandes obras, textos, ou ainda jornais,
revistas. Porém a leitura vai além da escrita. Ler é conferir sentido às coisas.
Segundo Martins (2006) tem-se três tipos de leitura. A leitura sensorial, a emocional
e a racional. A leitura sensorial abarca os sentidos, o lúdico, à descoberta do que
mais agrada aos sentidos. A leitura emocional é a leitura que trabalha as emoções e
sentimentos. Muitas leituras despertam estes sentimentos, levam o imaginário longe,
traz um processo de identificação com o próprio ser. E a leitura racional está ligada
ao processamento de informações. Tal como outras leituras, esta depende da
experiência individual, de outras leituras, de outras experiências. A leitura racional
possibilita a atribuição de significado, não se limitando somente ao texto, mas
iniciando uma decodificação, apreendendo outras dimensões e significados.
Segundo Colomer (2007), atualmente mostra-se preocupação com a
formação do leitor. Os motivos são vários, como não ter uma população largamente
alfabetizada, tratar como se o objetivo fosse utópico como se as crianças que
deveriam alcançar no futuro uma sociedade alfabetizada em sua totalidade, ou
porque a cultura social é contraria as condições favoráveis à leitura.
Ainda conforme Colomer (2007), no início do processo de leitura as
crianças se mostram estimuladas, porém por volta de 9 (nove) anos já expressam
que não gostam de ler. Muitas situações como esta se dão por alguma deficiência
na aprendizagem escolar, ou textos não adequados à faixa etária, que desestimulam
o prazer pela leitura. Há um tempo a família estimulava a leitura e bastava levar
livros aos leitores. E foi assim por muito tempo até que não foram observadas novas
maneiras de estabelecer este contato dos livros com os novos leitores.
A criança precisa ser estimulada à leitura de textos literários. A criança
estimulada desenvolve além do que se considera um uso disciplinar da literatura,
como a comunicação, a escrita e reescrita de textos, reconhecimento de gêneros
literários, desenvolve a compreensão de suas experiências vividas como criança,
convívio com momentos alegres e divertidos, momentos de deveres e obrigações e
31
momentos de frustrações, medo, sentimento de perda, convivência
familiar, entre outros.
Assim, de acordo com Freire (2011), a realização da leitura crítica,
enquanto cidadãos, tornam responsáveis pela reescrita do mundo, pelas mudanças
que nele decorrem a partir da transformação da consciência de todos. O autor, afirma
que a escrita do mundo seria então o reflexo do entendimento que os educandos
fazem do mundo de acordo com suas experiências e realidade em que se encontram
inseridos.
Desta forma, a prática pedagógica observada do professor, está de acordo
com as concepções Freirianas e Ferreiro, pois, envolve, brincando, com o mundo
deles.
Nesta escola havia também a biblioteca, mas, ainda assim, o cantinho da
leitura estava presente no espaço da sala de aula e da rotina infantil e todas as
crianças podiam utilizar esse espaço em dia específico. A biblioteca era utilizada de
forma agendada em datas e horários específicos pela bibliotecária que desenvolvia
atividades de leituras, contação de histórias de forma lúdica com a utilização de
fantoches, imagens e brinquedos.
Em geral as atividades desenvolvidas estimulavam o gosto pela leitura e a
vontade de ler, ampliar o vocabulário das crianças, reflexões vivenciar fantasias e o
mais importante, desenvolvia relação com a responsabilidade de um ser que poderá
transformar a realidade.
Diante do exposto, podemos encontrar algumas semelhanças entre as
ideias de Emília Ferreiro (2011) e Paulo Freire (2011) em relação ao
desenvolvimento do processo de leitura. Os autores concordam que o processo de
leitura e escrita é o principal ponto na constituição do conhecimento e que é a partir
deste, que o aluno desenvolve sua visão de mundo. Assim, o principal processo da
educação é desenvolvido a partir da leitura, no entanto só será possível com o
empenho do professor que deve desenvolver uma metodologia para os alunos
apresentem interesse pelo que está lendo.
3.3. Estímulo a leitura por parte dos educadores
32
Meirelles (2010) afirma, para que se sinta prazer pela leitura é
fundamental ao educador estimular que os estudantes dividam suas ideias e escutar
suas opiniões acerca do texto. Além de considerar opiniões que se diferem e aceitar
gostos pessoais, pois ao impor interpretação ou ignorar opiniões desestimulará
o hábito leitor.
De acordo com BRASIL (2006) ler por prazer é uma das finalidades da
leitura que nos torna leitores e nos estimula a buscar novos textos. A escola deve
vincular a leitura e o prazer no espaço de formação de leitores. Sendo assim, cabe
ao professor fazer a integração entre ensino de estratégias de leitura e
preocupações com a formação do leitor, por isso a necessidade em conduzir os
estudantes, suprir seus desejos e dar autonomia, possibilitando o
acesso a textos que atendam também a gostos pessoais.
Nesse processo algumas práticas do professor auxiliam o estudante a
compreender de forma mais apropriada o processo de leitura. Tais como orientar o
educando quando este encontrar alguma dificuldade de leitura, fazer a leitura
atentamente junto ao estudante, mostrar informações, questões, incentivando assim,
o gosto pela leitura, e a tornando mais interessante. Assim o professor, “precisará
torná-los confiantes, condição para poderem se desafiar a “aprender fazendo”. Uma
prática de leitura que não desperte e cultive o desejo de ler não é uma prática
pedagógica eficiente.” (BRASIL, 1997, p.43)
Assim, a criança não será apenas um receptor do texto, mas ele irá
construir e desenvolver outros sentidos para o texto junto aos outros estudantes,
para que a leitura seja aproveitada.
Percebemos neste contexto escolar um trabalho intensificado para o
incentivo à leitura, com metodologias em sintonia com a educação libertadora. É
importante que o professor não utilize apenas o livro didático mais se utilize de
materiais como revistas, jornais e outros como forma de facilitar a interação do aluno
com a leitura. quando procuramos compreender o desenvolvimento da leitura, do
ponto de vista do processo social e não do ponto de vista de uma técnica de isolada
de estudar conteúdos criamos um laço afetivo entre os alunos e os livros.
33
CONCLUSÃO
A leitura deve ser estimulada na vida das crianças desde cedo, mostrando
a elas livros e imagens coloridas, despertando assim, um mundo de fantasia e
imaginação.
A partir dos estudos realizados sobre o incentivo à leitura nos anos iniciais
do ensino fundamental I, conclui que o professor antes mesmo de iniciar sua prática
pedagógica, deve compreender que quanto mais cedo o aluno entrar em contato
com o mundo da leitura, melhor será sua aprendizagem no processo educacional,
pois o debate sobre esse tema exige o despertar da consciência com habilidade,
coragem, dedicação e compromisso. É necessário transformar nossas salas de aula
em espaços de vida, de construção de conhecimento, alegria e esperança.
Entretanto o sucesso na aprendizagem dos alunos depende dos
procedimentos metodológicos utilizados pelo professor durante o processo
educativo. É necessário saber organizar o espaço de sala de aula para que torne um
ambiente vivo e dinâmico, pois diferentes atividades requerem diferentes
necessidades e diferentes arrumações. Pode-se desenvolver o trabalho com leitura
em diferentes espaços a exemplo: pátio, jardim, quadra e outros lugares. Nesta
sugestiva, a criatividade de novos métodos é precondição para a formação do hábito
de leitura, além disso, a motivação é ponto fundamental para aproxima o leitor do
livro.
É preciso fazer do livro um instrumento que liga o mundo da experiência
individual ao mundo da palavra, assim conseguiremos dar os primeiros "passos"
para a formação dos leitores sensíveis, capazes de elaborar pensamentos
autônomos e críticos e para formular os seus próprios valores de modo o poder
decidir por si mesmo, como agir nas diferentes circunstâncias da vida. Portanto o
professor deve conscientizar-se do seu papel como educador e constantemente
procurar ser um facilitador da aprendizagem dos seus educandos, não propondo
métodos de uma forma errônea e até cansativa ao ponto de desestimular os alunos
pela prática da leitura, o professor responsável de ensinar alunos dos anos iniciais.
do ensino fundamental, deve ser trabalhar sempre de forma dinâmica com o objetivo
de propor aos alunos os conhecimentos em torno do mundo.
34
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[Link]
[Link]
36
A - CARTA DE ACEITE DE ORIENTAÇÃO
CARTA DE ACEITE DE ORIENTAÇÃO
Eu, Sônia da Costa Passos, na qualidade da UNIP Belém- Unidade Nazaré, declara
por meio desta que aceito orientar o trabalho de conclusão de curso com o tema
intitulado: A importância do incentivo à leitura no ensino fundamental I, a ser
desenvolvido pelos orientandos(s): Ingrid Cristina Melo Soares, Ilma Nunes da
Paixão, Sabrina dos Santos Almeida, Valdirene Rodrigues Louzeiro
Belém – PA, 29 de NOVEMBRO de 2023
________________________________________
37
SÔNIA DA COSTA PASSOS
Roteiro para a Observação:
1. Local Escolhido
Escola Municipal Ciro das Chagas Pimenta
2. Público-alvo
Alunos e professores do Ensino Fundamental I
3. Horário
Manhã:
4. Descrição do Ambiente
5. Atividades de leituras desenvolvidas
6. Materiais utilizados