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Competição de Escrita e Amores Adolescente

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gracsilv728
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Date: 2024/04/18

📷🎼 Collide ✨💌
✨🍒Aesthetic:
Title: ~5~

Eu andava pelas ruas da minha cidade cabis- baixa e chutando cada pedrinha que achava
no caminho com a minha mente repetindo a mes- ma coisa:

"...Você deveria se inscrever Daisy, tem talento!"

"você e a sua dupla vão poder escrever um livro, você vai realizar o seu sonho de se
tornar uma escritora!"

"O que você quer?


Você e eu na competição, por favor Bella..."

Essas palavras não saiam da minha cabeça. Pelo contrário continuavam rodando em
círculo- s como uma vitrola antiga que eu estava doida para jogar fora.

"Não vou participar dessa competição de jeito nenhum! Eu repetia pra mim mesma, mas
quan- to mais eu pensava no assunto, mais eu desco- bria não ser uma ideia tão ruim.

Eu provavelmente teria um treco e vomitaria no juri? Sim! eu sentiria vontade de sair corren-
do a cada segundo? Claro! Eu cometeria uma tentativa de assassinato contra o Dean na pri-
meira irritação? Óbvio!

Mas ainda assim, ser escritora é o meu sonho e eu tenho certeza que se a minha mãe
estives- se aqui ela estaria me mandando engolir a timi- dez e correr atrás dos meus sonhos.

Ela era o meu maior apoio e quando ela morreu, eu perdi o equilíbrio e cai.

Só de pensar em entrar na competição meu coração já batia mais rápido e um nervosismo


me inundava, eu não sabia o que fazer, oportuni- dades como essa não aparecem todo dia.

Suspirei cansada e sem ter onde ir já que as aulas acabaram e agora minha irmã estava
na escola e meu pai no trabalho, ou seja, a casa estava vazia e eu prefiro ficar na rua do que lá
sozinha.

Olhei para o lado quando algo luminoso e néon fluorescente apareceu no meu campo
de visão.

Era uma led enorme que dizia: "Open", bem na porta da cafeteria Mel's.
A cafeteria tinha vários carros lindos de cores vibrantes e variadas na frente e lá dentro tudo
era de tons pastéis rosa e azul.

Resolvi entrar no lugar encontrando vários bancos cheios de pessoas conversando rindo
e tomando milkshake, garçonetes deslizando de um lado para outro com seus patins, e música
animada vindo da caixa de som no canto da lo- ja.

Logo que entrei o sininho de cima da porta anunciou minha entrada e eu fui
maravi-
lhada pelo cheiro de hambúrguer e fritas, e tam- bém fiquei animada com a vibe do lugar.

Me sentei em um dos bancos em frente ao balcão, deixei a minha mochila na cadeira,


coloquei o meu caderno em cima do balcão e comecei a olhar ao redor.

Como já diz o ditado: "A arte imita a vida", e a coisa que mais me dá inspiração pra
escrever são as pessoas ao meu redor, naquele lugar co- m tantas pessoas interessantes e
com a ideia do concurso rodeando a minha mente eu resolvi escrever.

Peguei a minha linda caneta tinteiro com uma pena na ponta e comecei a escrever à
mão no meu caderno.

No entanto, antes que a ponta da caneta pudesse ao menos tocar a folha, eu


fui distraída pelo som do sininho na porta e olhei nessa direção encontrando Margot e Cia.

Elas entravam no café como entravam em qualquer lugar: Como se fossem as


donas, e essa atitude atraia olhares por onde elas passa- vam.

Corri pra colocar a minha cara dentro do caderno e me esconder pra que elas não
vie- ssem falar comigo e quase dei um sorriso since- ro quando meu plano deu certo e elas
nem per- ceberam que eu estava alí, só passaram reto e se sentaram numa mesa no fundo.

Olhei para o lugar onde elas se sentaram suspirando aliviada e não notei um certo par
de olhos escuros e penetrantes me olhando.

ー Vai continuar encarando elas como se fossem te morder à qualquer segundo, ou


fazer o seu pedido? ー ouvi a voz de Dean e olhei para cima encontrando o mesmo atrás do
balcão ves tindo o uniforme do lugar e me olhando debo- chado.

ー Dean?! Você trabalha? ー eu juro que a intenção não foi que saísse tipo: "Nossa
pensei que você era vagabundo!", mas quando eu per- cebi já era tarde demais pra refazer a
frase.
ー Pensou que eu fosse um desocupado, né? Mas sim eu trabalho aqui e em outros lugares,
como você deve perceber depois de hoje mais cedo, eu sou louco por dinheiro

ー Você queria que eu participasse da competição com você só por causa do prêmio
em dinheiro ー fingi que não estava notando o topete atraente do Dean, o maxilar definido, as
veias saltadas no seu braço forte e o cheiro in- crivelmente bom.

ー Na mosca! E por falar nisso já se decidiu? Não temos o resto do ano pra
escrever a história campeã

ー Na verdade eu ainda n...

ー Já começou a trabalhar Daisy? Vou ver o que você já escreveu ー ele pegou o meu
caderno.

ー Não toca no meu caderno! Ele é pessoal já te disse...

ー Olha só Bella, se nós vamos ser íntimos...

ー Só parceiros!

ー Mesma coisa! Você bem que podia deixar eu ver o que está escrito aí nesse seu
ca- derno secreto ー ele pegou o caderno e eu me apressei em pegar de volta.

ー Espera sentado! ー nós continuamos brigando pelo caderno até um homem


aparecer.

ー Uhum ー ele coçou a garganta. ーDean?

ー Sim, poderoso chefinho? ー Dean mudou de personalidade em questão de segundos e


o seu chefe o olhou com reprovação pelo apelido.

ー O que você está fazendo?! ー o homem perguntou indignado.

ー Anotando o pedido da cliente é claro! Ora bolas o que mais eu poderia estar
fazendo? ー gente que menino sonso!

ー Sério? Porque de onde eu estava vendo parecia que vocês estavam brigando igual
cão e gato! Pelo amor de deus, se não quer ser demi- tido volte ao trabalho e já sabe nada de
namori- co na hora do serviço!

ー Senhor, não é o que você está pensando ー não deu tempo de explicar já
que ele deu as costas e foi embora.
ー Dean você já sabe o que eu vou dizer...

ー Que a careca dele brilha? ー Dean disse simplesmente.

ー Não! Que eu... ainda tô pensando sobre a competição ー tentei não deixar
transparecer o quanto aquela ideia me assustava por alguma razão.

ー Pensa com carinho, mas agora faça o seu pedido antes que o meu chefe
venha aqui encher o saco de novo

ー Tá. Eu vou querer... ー olhei no menu. ー hambúrguer, fritas e um milkshake de


choco- late, por favor ー ele assentiu e se virou pra bus- car o meu pedido.

ー Espera Dean! ー me apressei em chamá- lo de volta.

ー Com saudades? ー ele perguntou atrevido como sempre.

ー Deus me livre. Eu só ia pedir pra você ficar de olho no meu caderno, preciso
ir no banheiro rapidinho

ー Quer que eu seja babá de um livro? Isso já não é um pouco demais... ー eu o olhei
com tédio e ele logo mudou de atitude.

ー Às suas ordens senhora, vou cuidar do caderno como um falcão ー me virei para ir
no banheiro ouvindo no caminho uma cliente recla- mando da comida, era algo tipo: "Tá
enganando o cliente?!" E aí ela jogou um hambúrguer na mesa.

É cada coisa...

⛓️🖤Pov _ Dean🖤⛓️
Peguei o pedido da Daisy e deixei em cima do balcão onde ela estava segundos antes,
notan- do com um suspiro frustrado Margot vindo na minha direção.

Tentei virar e ir atender outra pessoa o mais rápido que pude, mas não foi o suficiente e ela
me alcançou.

ー Oi Deanzinho! ー disse animada quase se jogando em cima da balcão.

ー Posso anotar o seu pedido? ー nunca me ouvi com tanta preguiça no tom de voz.

ー Pra que tanta pressa? ー ela riu ー O que eu quero pedir mesmo não tá no cardápio ー
ela sorriu maliciosa colocando a mão no meu bra- ço.

ー Margot, se você puder reunir o mínimo de dignidade e respeito por mim que você tiver e
ir dar em cima de qualquer outro cara eu agrade- ceria ー tirei a mão dela do meu braço.

ー Você fica um gato de uniforme! ー ela respondeu como se não tivesse ouvido nada
do que eu acabei de dizer.

ー Já que você não vai pedir eu vou ir trabalhar, adeus!

ー Espera, esse caderno é seu? Não pensei que você gostasse dessas poesias melosas e
ruins
... ー ela folheou o caderno enquanto tomava um gole do milkshake.

Aí que ódio dessa garota, será que ela não percebe como é inconveniente e
insuportável?

ー Esse caderno não é meu e muito menos seu pra ficar folheando ー peguei o caderno com
uma raiva e força que não foram intencionais e ela deve ter percebido o quanto o caderno era
importante já que parecia estar montando um plano malvado que me faria odiar ela ainda ma-
is, se isso é possível.

ー Esse caderno é da Daisy? Eu vi ela sentada aqui. Dean me diz a verdade o que
tem entre você e aquela menina?

ー Nada Margot! Eu é que deveria estar perguntando o que tem no seu cérebro!

ー Eu vi vocês dois na biblioteca hoje mais cedo, e mais do que isso vi a forma
como você olha pra ela, não adianta esconder Dean me diz o que você viu nela que não viu em
mim?

ー Você tá maluca ou o que? ー olhei na direção do banheiro me perguntando


porque a Daisy estava demorando tanto e acabei vendo uma das amigas da Margot mantendo
ela lá den tro.

Já estava indo lá pra salvar a Daisy quando Margot falou a coisa mais sem noção do
plane- ta Terra, e logo depois fez algo pior ainda.

ー Você não pode namorar com ela!

ー E se eu quiser qual é o problema? ー num ato rápido ela pegou a bebida e despejou tudo
sobre o caderno.
ー Margot o que você fez? ー perguntei chocado com a infantilidade dessa garota.

ー Oops! ー ela disse inocente com um sorriso e Daisy chegou bem na hora.

ー Aí não! ー ela disse assustada e veio correndo arrancando o caderno da minha


mão e notando que agora todo estava manchado des- de as páginas até a capa.

Não deu pra salvar nem uma poesia.

ー Dean eu te disse pra ter cuidado! A esquisitinha ama o caderno dela! ー Margot
disse em repreensão.

ー Você fez isso? Porque? ー Daisy perguntou olhando pra mim com os olhos marejados e
me- u coração se quebrou.

ー Eu n... ー já ia me explicar quando fui cortado por Margot.

ー Eu disse pra ele tomar mais cuidado , mas você sabe como é o Dean, quando vê
algo que gosta não presta atenção em mais nada! ー
Em um segundo todos da cafeteria pararam pa- ra nos olhar deixando no passado as risadas e
o clima amigável.

ー Não acredito que ela vai chorar por causa de um caderno! ー uma das amigas da Margot
disse se aproximando.

ー Além de esquisitona é infantil também!

ー O que foi? Seu pai não tem dinheiro para comprar outro? ー senti vontade de fazer cada
um daquele lugar pagar por falar essas bestei- ras e depois disso abraçar a Daisy, eu sabia que
esse caderno era especial pra ela.

Eu estava fazendo de tudo pra reunir o meu auto-controle e não voar na garganta
de todos que falaram aquelas idiotices, não queria piorar a situação.

Mas quando uma lágrima rolou na bochecha da Daisy foi o suficiente para eu
jogar tudo pro alto.

Dei um soco na cara do muleke que falou do pai dela e que estava rindo horrores,
colocando Daisy atrás de mim e a protegendo da confusão enquanto fazia o idiota pagar.

O seu rosto foi para trás com o baque e o nariz começou a sangrar, todos que estavam
no lugar foram embora e Margot agora me olhava assustada.
O cara veio pra cima de mim de novo e agarrou minha camisa pela gola.

ー Defendendo a namoradinha Dean? Pensando bem vocês dois se merecem, um


or- fão delinquente e uma pobretona esquisita... ー outro soco o fez cair no chão e eu só
consegui parar quando as mãozinhas de Daisy agarraram os lados da minha camisa me
impedindo de ir a frente.

Segurei a mão dela tentando fazer ela parar de tremer e limpei uma lágrima dos seus
olhos.

Eu queria reconfortar ela e me explicar, mas não tive tempo.

ー O que está acontecendo aqui? ー o meu chefe perguntou se aproximando da


confusão.

ー Eu posso explicar senhor... ー tentei falar mas fui interrompido.

ー Eu sabia que daria problema contratar um delinquente como você, mas senti pena da
sua história e deixei, agora vejo que não é nada mais do que o que dizem sobre você: Um
criminoso sem família, um órfão que não merece o chão que pisa! Você está demitido e não
tem permis- são de entrar aqui nunca mais!

Ouvir aquelas palavras doeu mais do que uma facada, porque eu sempre soube dos
rumores sobre mim mas sempre tentei ser diferente dis- so e ser visto pelas pessoas como um
garoto normal, agora percebo que não importa o quan- to eu tente e o quanto a vida tenha sido
injusta comigo, eu sempre serei só mais um delinquen- te que não merece amor e nem uma
segunda chance.

Nem os meus pais me amaram, quem sou eu pra desejar que outras pessoas o façam?

Daisy saiu correndo e eu quis mais do que tudo ir atrás dela.

ー Onde pensa que vai? ー o idiota segurou meu braço.

ー Não precisa falar duas vezes porquê eu mesmo me demito! E pode ter certeza que eu
nunca mais vou pisar aqui ー disse com tanto ódio que nem eu mesmo me reconheci, e fui
embora com pressa.

Sai escutando o barulho do sininho irritante da porta e olhei de um lado para outro na rua
procurando por Daisy.

Sai correndo ao ouvir um som distante de choro e a encontrei ajoelhada na calçada


tentan do consertar o caderno.
ー Daisy! Que bom que eu te achei, eu só queria dizer que eu... eu sinto muito!Eu juro que eu
não sou uma pessoa violenta, mas lá dentro eu não consegui me controlar e agi
impulsivamente...

ー Eu não me importo com quem bateu ou apanhou, o que eu realmente quero saber é
por que você fez isso Dean? ー perguntou me mos- trando o caderno. ー Você sabia do quanto
isso era importante pra mim e se distraiu com a sua namorada justo quando eu pedi pra você
cuidar, e se você só estiver aqui pedindo desculpas porque quer que eu participe da
competição saiba que se eu já não queria participar antes e agora não quero ter que ficar à um
metro de pessoas como você

ー Eu não me preocupo com você só por causa do competição e eu consigo outro caderno pra
você...

ー Você consegue? O que você consegue? Trazer a minha mãe de volta?


Foi ela quem me deu o presente que você destruiu, era a última lembrança que eu tinha dela
então me diz Dean como você vai conseguir isso de volta? ー ela começou a chorar mais ainda
e eu me senti mais quebrado do que nunca.

Eu sabia mais do que bem a dor de perder a mãe, tinha sentido isso na pele pelos
últimos 12 anos, a saudade dela e a culpa por ela não estar mais aqui me corroiam por dentro
todos os dias e eu nunca pensei que a Daisy pudesse entender.

Mas ela entende, e logo quando eu percebi que talvez nós dois sejamos mais parecidos
do que aparentamos, eu fiz o que sei fazer de me- lhor: Destruí tudo e agora ela me vê como
todas as outras pessoas me vêem: Um idiota sem em- patia que estraga tudo o que toca.

Sem dizer mais uma palavra Daisy virou de costas e foi embora, e eu a deixei ir, se
insistisse em continuar tendo uma amizade com ela aca- baria estragando tudo em algum
momento do futuro como eu sempre faço, então é melhor de- ixar ela pensar que eu não me
importo, mesmo que eu me importe e muito.

Mesmo sentindo uma dor no meu peito dizendo que eu não quero deixa-la ir, eu deixei porque
ela vai ficar melhor sem mim.

🌿🌼Pov _ Daisy🌼🌿
Cheguei em casa chorando e acabada, pela primeira vez no dia ficando feliz por
não ter ninguém em casa, assim minha família não veri- a o meu estado deplorável.

Entrei no meu quarto, e fui correndo até a escrivaninha colocar o meu caderno lá e
tentar dar um jeito nele, mas logo percebi que nada funcionava e acabei jogando ele no fundo
de uma caixa no sótão finalmente aceitando que as lembranças boas e a conexão que ele me
fazia sentir com a minha mãe se foram pra sempre.

E tudo por causa do idiota do Dean.

Todos na escola falam sobre como ele é um garoto problemático e sem coração ou
qualquer tipo de sentimento, que não tem família e mora num abrigo para menores infratores.

O motivo dele morar lá ninguém sabe, existem diversas versões dessa história, e
sinceramente o Dean parece até folclore ou uma lenda antiga que ninguém sabe contar do jeito
certo.

Mas eu não me importo, já me fiz de idiota por tempo o suficiente e até cogitei a ideia de ser
a dupla dele, primeiramente porque é uma oportu- nidade ótima pra mim, mas no fundo eu
sabia que o fato de que o Dean parecia desesperado por dinheiro e talvez estivesse passando
por uma situação difícil também foi um fator que me fez querer enfrentar o medo de palco.

Eu me importava com ele...só um pouquinho.

Mas à partir de hoje chega de Dean, eu não vou mais falar com ele, andar com ele e se
possível respirar o mesmo ar que ele.

Tomara que ele e aquela cobra manca da Margot tenham muitos filhinhos cobra e sejam
felizes pra sempre na terra do pé fedido.

Tá esse xingamento acima foi muito ruim e viajado mas você entendeu a ideia.

E a pior parte disso tudo é que eu realmente pensei que tivesse algo além dentro do Dean
do que só confusão, eu pensei que no fundo os ru- mores fossem mentira e ele fosse uma boa
pes- soa.

Suspirei olhando melhor pelo meu quarto e só aí notando uma carta em cima da
minha cama.

Peguei o envelope simples que continha uma nota do meu pai em cima dizendo que quando
a carta chegou eu estava na escola e por isso ele deixou aqui.

Aí meu deus.

AI MEU DEUS!

O ANTÔNIO RESPONDEU A MINHA CARTA!


Gente, que surto é esse? Eu achei que ele fosse ler a carta e pensar que eu era uma
doida varrida ou algo assim e nunca responder, mas ele respondeu.

O garoto que eu gosto me respondeu! (Grito adolescente dramático.)

Abri a carta com o maior cuidado do mundo já pretendendo guardar ela super bem
diferente do meu caderno.

Eu comecei a ler e me surpreendi, eu confesso que nunca nem por um milhão de anos eu
pen- sei que o Antônio pudesse ser um bom escritor, mas cara, aquela carta foi tão bem escrita
que parecia que eu estava sentindo a dor dele nas palavras.

Eu nunca pensei que ele pudesse passar por tanta coisa e me lembrando da forma como
ele sorri todos os dias, eu não pude deixar de me sentir orgulhosa dele por não desistir.

A poesia dele foi curta e direta, mas carrega tanta emoção que te toca na alma.

Se eu já era apaixonada por ele, então agora está comprovado que é possível se
apaixonar já amando a pessoa.

Na verdade aquela carta nem parecia o Antônio, parecia outra pessoa, mas que
bom que eu o estou conhecendo melhor.

De repente o meu dia péssimo já não estava tão péssimo assim enquanto eu sorria como
se não estivesse chorando 5 minutos antes e pula- va na minha cama com um sorriso bobo e
bo- chechas coradas.

Ele não sabia como estava fazendo bem pra mim, mas eu faria questão de o deixar saber
en- quanto escrevia outra carta pra ele e agradecia a Deus em mente por estar apaixonada por
um garoto bom e gentil, super diferente do idiota do Dean.

Compartilhado por meu diário.


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