Personagem: Zarak, o Lorde dos mortos
Idade atual: Indefinida, embora aparente estar morto há eras
Afiliado: Nenhuma organização. Isolado, erra pela Ilha das Sombras
Personalidade: Frio, silencioso, metódico. Possui uma raiva latente contra tudo o que vive.
Gostos: Ritualística proibida, profanação de cadáveres e experimentos com feitiçaria antiga.
História base:
Thalon era, em vida, um nobre mago de uma antiga ilha banhada pelas águas sombrias. Suas
obsessões foram crescendo ao longo dos anos, e ele se tornou um pesquisador dos mistérios da
morte, desprezando o próprio reino e buscando poder ao custo da vida dos outros. Determinado a
compreender o segredo da imortalidade, ele explorou magias proibidas até encontrar uma solução
terrível: rituais que prometiam preservar sua consciência, ainda que o condenassem a vagar
eternamente em um corpo desfigurado e sem vida.
Sua aparência hoje reflete essa corrupção. Sem pele, sem órgãos pulsantes, ele é uma figura
esquelética, adornada apenas por um manto negro que parece se fundir às sombras. O vazio de seus
olhos brilha com um poder sombrio, e runas sinistras estão gravadas em seus ossos, marcando a
maldição que o prende à Ilha das Sombras. Cada runa foi esculpida por ele mesmo, e cada uma
absorveu a alma de um espírito que ousou desafiá-lo.
Thalon governou sua ilha por um tempo, mas com o avanço da névoa e das forças amaldiçoadas, ele
se viu dominado por criaturas mais poderosas e foi forçado a recuar para os locais mais sombrios e
secretos. A Ilha das Sombras se tornou seu lar, mas o lugar o contaminou com uma escuridão ainda
maior. A cada ano que passava, Thalon se tornava menos humano, e o ódio por sua própria existência
o corroía.
Com o passar dos séculos, a Ilha das Sombras trouxe um novo propósito a Thalon. Ele começou a
estudar os segredos da névoa, manipulando os mortos para encontrar uma forma de canalizar o poder
da ilha para além das suas fronteiras. Porém, essa tarefa provou-se impossível, pois a névoa possuía
uma força que apenas aqueles realmente amaldiçoados poderiam controlar. Thalon precisaria de algo
mais poderoso para alcançar seu objetivo de quebrar as limitações de sua maldição.
Por fim, determinado a explorar as terras distantes, ele passou a vagar com um exército de mortos,
buscando um novo foco para seus rituais. Quando rumores de uma relíquia escondida em Shurima
chegaram aos seus ouvidos por meio de uma alma cativa, Thalon sabia que havia encontrado sua nova
esperança. Ele, então, partiu em direção às areias de Shurima, deixando para trás a Ilha das Sombras e
levando consigo uma ameaça que o deserto dourado jamais conheceu.