Amostragem
• A amostragem é o conjunto de operações destinadas à
obtenção de uma amostra representativa de uma dada
população ou universo.
• Uma amostra é considerada representativa quando as
propriedades do universo (teor dos diversos elementos,
constituintes mineralógicos, massa específica, distribuição
granulométrica, etc.), estimadas com base nessa amostra,
inserem uma variabilidade estatisticamente aceitável.
• Para garantir a qualidade da avaliação, o procedimento de
amostragem deve ser acurado e preciso, garantindo a
representatividade.
Conceituação
• Amostra: é uma quantidade representativa que se deseja
amostrar.
• Incremento: é uma quantidade modular de material retirada
do todo que se deseja amostrar, para composição de uma
amostra
• Lote: é uma quantidade finita de material separada para uma
utilização especifica
• Amostra primária ou global: é a quantidade de material
resultante da etapa de amostragem propriamente dita
• Amostra final: é uma quantidade de material, resultante das
etapas de preparação da amostra primária, que possui massa
e granulometria adequadas para ensaios (químicos, físicos,
mineralógicos, etc)
Amostragem de materiais
particulados – Teoria de Pierre Gy
M=m.l.f.h.d3/Sa2
• M=massa em gramas
• m=fator de composição mineralógica, em g/cm3
• l=fator de liberação
• f=fator de forma de partículas
• d=diâmetro da maior partícula, 90 a 95% passante (cm)
• Sa=estimativa do erro total de amostragem, expresso como
desvio padrão
Erro de amostragem
• O erro total de amostragem é o somatório do erro de
amostragem propriamente dita (Eap) e do erro de preparação
da amostra primária (Ep) para obtenção da amostra final.
Ea= Eap + Ep
• Erro de amostragem propriamente dita (Eap) é o somatório de
sete erros independentes do processo de seleção da amostra
primária, e provenientes, principalmente, da variabilidade do
material que está sendo amostrado
Erros de Amostragem
• EF - Erro fundamental: resulta da heterogeneidade de constituição
do material
• ES - Erro de segregação: resultada da distribuição localizada da
heterogeneidade
• EP - Erro de extração: resulta da forma de extração da amostra
• EI1 - Erro de integração: resulta da grande variação que se pode ter
da distribuição da heterogeneidade da amostra
• ED - Erro de ponderação: resulta da não uniformidade da densidade
na taxa do fluxo de material a ser amostrado
• EC – Erro de delimitação: resulta da forma incorreta de delimitar os
incrementos em termos de seus volumes
• EI3 – Erro de periodicidade: resulta da variação periódica da
qualidade do material amostrado
Erros de Operação (Preparação)
O erro de preparação é o somatório de cinco erros
independentes, provenientes das operações de redução da
granulometria, homogeneização e quarteamento a que a
amostra primária é submetida.
• EZ1 - Perda de partículas durante a amostragem
• EZ2 – Contaminação
• EZ3 - Alteração da característica a ser determinada da
amostra
• EZ4 - Erros não intencionais (misturar amostras diferentes)
• EZ5 - Erros intencionais (ajuste de peso)
Precisão e Exatidão
• A representatividade de uma amostra ocorre quando existe a
combinação da acuracidade e da reprodutividade.
• A acuracidade pode ser entendida como sendo a minimização do erro
sistemático da amostragem. A reprodutividade ou precisão é a medida da
dispersão dos resultados de qualidade obtidos para um mesmo lote.
Técnicas de Amostragem
• Amostragem por incremento
• Amostragem por quarteamento
Quarteamento
• Lotes manuseaveis
– Lote estacionário com incremento em movimento
– cone quarteamento, pazada alternada
– Lote em movimento com aparelho estacionário –
divisor de rifles, divisor setorial rotativo
– Lote e aparelho em movimento – divisor setorial
Industrial
Amostragem em correia transportadora
Industrial
Amostragem em correia transportadora
Amostragem de polpa
Laboratório
Laboratório
Estágios iniciais
• Homogeneização
• Secagem
• Fragmentação
Pilha Longa
Pilha cônica
Pilha cônica
Quarteador Jones
• Esse equipamento é constituído por uma serie
de calhas inclinadas, ora para um lado ora
para outro. As calhas devem ser de aço
inoxidável, com inclinação > 45º e não deve
possuir ângulos vivos. O número de calhas
deve ser par e todas devem ter a mesma
largura, maior que 2d+5mm (diâmetro da
maior partícula)
Quarteador Jones
Quarteador Jones
Mesa homogeneizadora/divisora
• Este equipamento consiste de uma calha
vibratória, de vazão e altura de descarga
variáveis, que descreve trajetória circular,
sobre uma mesa, sendo alimentada por um
silo e acionada por um motovariador. A
amostra alimentada no silo deve estar seca
Carrossel
Quarteador de polpa
• O quarteador de polpa é constituído por duas
parte principais: um alimentador e um disco
giratório contendo um número par de
recipientes. O alimentador deve possuir um
agitador para manter o material
homogeneizado e uma válvula de descarga
para manter a vazão de polpa constante aos
recipientes contidos no disco giratório.
Quarteador de polpa
Procedimento para a Prática 1
O procedimento para obtenção das duas amostras, objetivo da prática, consiste
em:
• Formação de uma pilha alongada inicial
• Formação de duas pilhas cônicas a partir da pilha alongada
• Divisões sucessivas do material de uma das pilhas cônicas, através de
divisores de Rifles (divisores de grande porte e de bancada) até se obter 2
amostras de cerca de 5 kg
• Continuar a divisão sucessiva com um das amostras do item c até se obter
cerca de 100 g para a análise granulométrica.
Anotar após cada etapa de divisão o peso das duas amostras obtidas. Construir
gráfico mostrando a variação percentual entre os pesos obtidos e teóricos, em
função de cada etapa de divisão. Indique as prováveis causas de erros para as
diferenças encontradas.
Referências Bibliográficas
• Apostila Aula Práticas de Tratamento de
Minérios UFMG
• Tratamento de Minérios – Práticas
Laboratoriais CETEM