PROJETO TÉCNICO DE RECOMPOSIÇÃO DA FLORA
PTRF
PROJETO
TÉCNICO DE
RECOMPOSIÇÃO
DA FLORA
Julho de 2024
Rua Livio Froes Otoni, nº 68 A. Centro, Almenara – MG. CEP: 39.900-000
Tel: (33) 3721-2414. Email: pauloleaoagro@[Link]
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INFORMAÇÕES GERAIS
1. IDENTIFICAÇÃO DA PROPRIEDADE:
Nome: Fazenda Barrinha
Área total da propriedade: 13,7830 ha
Município: Almenara - MG
Área total do Projeto: 0,25 hectares
Roteiro de localização da propriedade: Partindo da cidade de
Almenara-MG sentido ao distrito de Pedra Grande km virando a direita na
ponte de nova, percorre-se por aproximadamente Km sentido a
comunidade Prata até chegar na propriedade.
2. IDENTIFICAÇÃO DO REQUERENTE:
Nome: Juvenir Sousa Neves
Cpf: 041.544.476-45
Endereço: Comunidade Barrinha, nº S/N Zona Rural
Cep: 39900-000
Município: Almenara-MG
3. SOLICITANTE:
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS – Almenara
– Juizado Especial, em resposta ao PROCESSO Nº 5002990-
82.2023.8.13.0017.
4. IDENTIFICAÇÃO DO RESPONSÁVEL TÉCNICO:
Nome: Paulo Leão de Almeida
Endereço: Rua Lívio Froes Otoni, Nº 68, Centro
Cep: 39900-000
Município: Almenara-MG
Fone: (33) 3721-2414 Cel: (33)99812-5763
E-mail: pauloleaoagro@[Link]
Título Profissional: Engenheiro Agrônomo
Registro no CREA-MG: 251254/D
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5. IDENTIFICAÇÃO DA ÁREA
Memorial da área do PTRF.
Inicia-se a descrição deste perímetro no vértice P1, definido pelas coordenadas E
305.729,000 m e N 8.238.360,000 m com azimute 29° 44' 41,57'' e distância de 16,12 m até
o vértice P2, definido pelas coordenadas E 305.737,000 m e N 8.238.374,000 m com azimute
119° 44' 41,57'' e distância de 16,12 m até o vértice P3, definido pelas coordenadas E
305.751,000 m e N 8.238.366,000 m com azimute 31° 15' 49,43'' e distância de 32,76 m até
o vértice P4, definido pelas coordenadas E 305.768,000 m e N 8.238.394,000 m com azimute
105° 15' 18,43'' e distância de 22,80 m até o vértice P5, definido pelas coordenadas E
305.790,000 m e N 8.238.388,000 m com azimute 166° 30' 15,36'' e distância de 25,71 m
até o vértice P6, definido pelas coordenadas E 305.796,000 m e N 8.238.363,000 m com
azimute 211° 42' 05,15'' e distância de 39,96 m até o vértice P7, definido pelas coordenadas
E 305.775,000 m e N 8.238.329,000 m com azimute 303° 58' 35,56'' e distância de 55,47 m
até o vértice P1, encerrando este perímetro.
Todas as coordenadas aqui descritas estão georreferenciadas ao Sistema Geodésico
Brasileiro, a partir, de coordenadas N m e E m, e encontram-se representadas no Sistema U T
M, referenciadas ao Meridiano Central nº 39°00', fuso -24, tendo como datum o WGS-84.
Todos os azimutes e distâncias, área e perímetro foram calculados no plano de projeção U T
M.
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6. INTRODUÇÃO:
“Segundo a resolução Conama Nº001 de janeiro de 1986, o impacto ambiental é
definido como qualquer alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas do meio
ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades
humanas que, direta ou indiretamente, afetam a saúde, a segurança e o bem-estar da
população; as atividades sociais e econômicas; a biota; as condições estéticas e sanitárias do
meio ambiente; e a qualidade dos recursos ambientais".
7. OBJETIVO GERAL:
O presente PTRF - Projeto Técnico de Reconstituição de Flora, tem como objetivo
apresentar tomando como base a legislação ambiental em vigor projeto para recomposição da
área (0,25 hectares) imposta pelo Ministério Público.
8. CARACTERIZAÇÃO AMBIENTAL:
Para a caracterização ambiental da área do Projeto Técnico de Reconstituição de Flora
foram levantados dados primários do local e dados secundários. Os dados primários foram
levantados através da visita ao local a ser recuperado e os dados secundários foram levantados
através de pesquisas bibliografias.
9. CARACTERIZAÇÃO CLIMÁTICA:
A região do Baixo Jequitinhonha caracteriza-se como área de transição ecogeográfica:
do Sudeste para o Nordeste Brasileiro, onde uma parcela significativa que corresponde ao
Bioma Caatinga entra em contato ecossistêmico com a Mata Atlântica. A região é marcada
por áreas descontínuas de Floresta Ombrófila Aberta, Caatinga e Biomas resultantes dos
contatos entre estes dois (Rezende [Link]., 2008). Segundo dados cedidos pelo CPTEC, a região
de Almenara apresenta temperatura média anual de 25,1°C e precipitação volumétrica anual
de 800 - 1200 mm. De acordo com a Classificação Climática de Köppen (WIKIPÉDIA,
2009), o clima predominante da região é tropical, semi-úmido e notadamente sazonal, com
verão chuvoso e inverno seco.
10. CARACTERIZAÇÃO EDÁFICA:
O relevo característico da área de intervenção é ondulado a forte ondulado. Do ponto
de vista geológico estas áreas são de domínio de rochas pré-cambrianas. O solo característico
da área é predominantemente de textura silto-argilosa (Ribeiro et al., 1999).
Morfologicamente, a região apresenta-se em um domínio de região ondulado a forte
ondulado, embora o trecho esteja inserido em uma microrregião com características
nitidamente montanhosas, constituindo o ciclo “Sul Americano” (Campos, [Link]., 2001).
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11. CARACTERIZAÇÃO HÍDRICA:
Na propriedade não apresenta ocorrência de curso d’água, sendo a principal fonte
decorrente de nascentes caracterizando sua utilização para consumo humano e dos animais
por captação de água por gravidade.
A região do JQ3 é composta por inúmeras nascentes e córregos que deságuam no
corpo hídrico principal. O local do PTRF apresenta nas proximidades nascentes e córregos
que deságuam no Rio Jequitinhonha (IGAM, 2017).
12. INVENTÁRIO DA FLORA
Flora
A localidade apresenta Fitofisionomia de Floresta Estacional Decidual:
Tabela 1: Lista das espécies comumente encontradas. (Fonte: ICMBio)
Vinhatico Plathymenia foliolosa
Braquiária Brachiaria decumbens
Samambaia Pteridium esculentum
Cansanção Cnidosculus pubescens
Malva Malva sylvestris L.
Jitirana Ipomoea cairica
Côco catolé Syagrus cearensis
Faveira Parkia paraensis
Ipê amarelo Handroanthus albus
Juazeiro Zizyphus joazeiro Mart.
Jurema Mimosa tenuiflora
Leiteiro Peschiera fuchsiaefolia (DC) Miers
Catanudo Cedrelinga cateniformis
Carne de vaca Pterogyne nitens Tul.
Folheiro Pterygota brasiliensis
Unha-de-Gato Acacia langsdorfii Benth
Entre outras que se fazem presentes.
13. INVENTÁRIO DA FAUNA
Fauna
Tabela 2: lista das espécies faunísticas comumente encontradas (Fonte:
ICMBio)
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Anu-preto Crotophaga ani
Alma-de-gato Piaya cayana
Bem-te-vi Pitangus sulphuratus
Canário Sicalis flaveola brasiliensis
Cascavel Crotalus durissus
Tatu-peba Euphractus sexcintus
Coral-verdadeira Micrurus frontalis
Inhambu Crypturellus tataupa
Jararacuçu Bothrops jararacussu
Jararaca Bothrops jararaca
Jibóia Boa constrictor
João-de-barro Furnarius rufus
Juriti Leptotila verreauxi
Perdiz Rhynchotus rufescens
Rolinha fogo-apagou Scardafella squammata
Sabiá-laranjeira Turdus rufiventris
Saruê Didelphis albiventris
Sapo cururu Bufo spp
Seriema Cariama cristata
Entre outras que se fazem presentes.
14. PTRF - Projeto Técnico de Reconstituição de Flora
14.1 JUSTIFICATIVA DA LOCAÇÃO DA PTRF
A área em questão trata-se de uma pequena propriedade rural situada na comunidade
Barrinha, município de Almenara-MG, com predominância da Agricultura Familiar, onde se
produz de tudo um pouco, desde hortaliças, frutíferas, culturas anuais, criação de pequenos e
grandes animais, dentre outras atividades que complementam a renda familiar. Boa parte da
propriedade se encontra coberta por Samambaia, planta de característica invasora, sendo
frequentemente encontrada em solos ácidos e de baixa fertilidade. A reserva Legal de forma
averbada assim como consta no CAR (Cadastro Ambiental Rural) se encontra coberta por
árvores nativas com tipologia vegetal apresentando semelhança fisionômica de Floresta
Estacional Semidecidual, carcterizadas como vegetação primária ou secundária, em estádio
médio e grande porte.
O proprietário, o Sr. Juvenir fez a retirada da vegetação constituída exclusivamente
por samambaia em uma área de 0,25 hectares para a plantação de uma pequena lavoura de
café, que posteriormente virá a ajudar na renda da família.
Nos termos do Novo Código Florestal (Lei n. 12.651/12), o proprietário ou possuidor
de imóvel com passivo ambiental, ou seja, com danos ambientais, está obrigado a promover a
reparação da área, ainda que a degradação tenha ocorrido em momento anterior e/ou por
responsabilidade de outra pessoa.
O Novo Código Florestal Brasileira em seu Art 54, diz que, para cumprimento da
manutenção da área de reserva legal nos imóveis a que se refere o inciso V do art. 3º
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(Agricultores Familiares com menos de 4 módulos fiscais), poderão ser computados os
plantios de árvores frutíferas, ornamentais ou industriais, compostos por espécies exóticas,
cultivadas em sistema intercalar ou em consórcio com espécies nativas da região em sistemas
agroflorestais.
Obedecendo a legislação vigente, e ainda como citado anteriormente, este projeto visa
promover o enriquecimento local da vegetação por meio de estratégias de recuperação como
plantio de enriquecimento da área adotando o SAFs (Sistema Agroflorestais) e promovendo
medidas concretas para melhoria das condições ambientais da referida área da propriedade.
Será feita a recomposição da área com espécies nativas em meio aos pés de café que já
existem no local, otimizando assim o uso da terra, conciliando a preservação ambiental com a
produção de alimentos, conservando o solo e diminuindo a pressão pelo uso da terra para a
produção agrícola.
15. PRÁTICAS PARA RECUPERAÇÃO DA ÁREA
15.1 Reconstituição da Flora
Entre as técnicas mais importantes para a recuperação de ecossistemas florestais
degradados, podem ser citadas: a revegetação, que seleciona espécies dos três grupos
ecológicos; a escolha de espaçamento e arranjo, a condução da regeneração natural e os
plantios de enriquecimento (BARBOSA, 2006), ainda, atualmente são utilizadas SAFs
(sistemas agroflorestais).
Safs para recuperação ambiental são sistemas produtivos que podem se basear na
sucessão ecológica, análogos aos ecossistemas naturais, em que árvores exóticas ou nativas
são consorciadas com culturas agrícolas, trepadeiras, arbustivas, de acordo com um arranjo
espacial e temporal pré estabelecido, com alta diversidade de espécies e interações entre elas.
Cafeeiros são naturalmente parte de florestas, se concentrando no sub-bosque, ou seja,
são habituados a pouca incidência solar. Do ponto de vista de produção, o sombreamento de
até 30% não reduz a produção de café, enquanto em cultivos a pleno sol, como acontece na
monocultura, as plantas de café podem ser estressadas excessivamente, gerando uma redução
de sua capacidade de produção. Além do mais, o sombreamento uniformiza a maturação do
café, agregando qualidade ao produto final e viabilizando a produção orgânica.
Serão plantadas mudas de espécies florestais nativas, com espaçamento definido em
meio as plantas de café existentes no local para garantir a revegetação da área, com boa
cobertura do solo e manter a plena harmonia entre as espécies presentes na Safs, buscando
sempre a preservação do meio ambiente em recuperação.
No primeiro e segundo ano serão feitas novas avaliações da área que permanecerá
fechada, para estabelecer novas ações a serem realizadas se caso a regeneração natural não se
mostrar eficaz, devendo assim estabelecer um enriquecimento com plantios de sementes de
espécies nativas para contribuir com o fechamento total da área.
15.2 Combate a formigas cortadeiras
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Será utilizada isca formicida granulada e MIP (Micro Porta Isca) de acordo com a
intensidade da ocorrência dos formigueiros no combate inicial e também nos repasses futuros,
na dosagem de 10 g de isca por m² de terra solta do formigueiro.
15.3 Isolamento total da área em questão
A área em questão já se encontra isolada, com cerca de arame farpado e estacas estacas
de madeira branca em toda a sua extremidade, e assim permanecerá sem nenhuma outra
intervenção ambiental, nem entrada de animais, passando por acompanhamento profissional
por no mínimo de 2 (dois) anos e no Maximo 5 (cinco) anos, para garantir a recomposição da
vegetação nativa.
15.4 Coveamento e Adubação
As espécies serão plantadas com espaçamento determinado intercaladas com espécies
frutíferas e culturas anuais com intuito de criar uma maior homogeneidade no processo de
recuperação atendendo os critérios da SAFs. Com o objetivo de enriquecimento, pois já
existem algumas espécies arbustivas na área.
As covas apresentarão as seguintes dimensões: 40x40x50 cm, e a adubação será
realizada utilizando esterco de curral curtido 10 litros/cova.
15.5 Plantio de árvores
Serão plantadas mudas de árvores de espécie nativas com espaçamento definido,
seguindo as recomendações agronômicas:
- Plantar espécies nativas com ocorrência em matas ciliares da região;
- Plantar espécies atrativas a fauna;
16. CRONOGRAMA DE AÇÕES:
16.1 IMPLANTAÇÃO, MANUTENÇAO/ MONITORAMENTO:
IMPLANTAÇÃO TRATOS CULTURAIS
ITEM ATIVIDADES
OUT NOV DEZ JAN 1º ANO 2º ANO
1 CERCAMENTO DA ÁREA X
2 COMBATE A FORMIGAS X X X X X
3 MONITORAMENTO X X X X X
4 MANUTENÇÃO X X
5 COVEAMENTO X X X X
6 PLANTIO / ADUBAÇÃO X X X X
OBS: Itens 5 e 6 no 1° e 2º ano somente serão realizados se for necessário após avaliações
anuais.
17. ANÁLISE DOS IMPACTOS AMBIENTAIS
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É importante salientar que toda atividade que gere modificação no meio, em qualquer
que seja a área, necessita de um planejamento adequado, orientador das atividades
impactantes, e das medidas de controle ambiental durante as fases de implantação, operação e
reabilitação das áreas degradadas.
É de fundamental importância que o produtor tenha consciência que ele é o
responsável pelo passivo ambiental gerado e assim terá de tomar providências técnicas
sempre que for necessário.
A implantação do PTRF deverá ser feita dentro de normas técnicas de utilização e
preservação de solo. Como não houve supressão de vegetação de grande porte, será realizada
a recomposição na faixa exigida pela Legislação Estadual.
18. BIBLIOGRAFIA:
[Link], L. M. (Coord.). Manual para recuperação de áreas degradadas do estado
de São Paulo: matas ciliares do interrior paulista. São Paulo: Instituto de Botânica,
2006. 128p.
b. BERTONI, José. Conservação de Solo/ José Bertoni e Francisco Lombardi Neto.
Livroceres, 1985. 392p.
[Link], H. H.; SÉRGIO, F. C.; GARRIDO, M. A. O. Recomposição da vegetação
ciliar integrada à conservação de microbacia. Revista do Instituto Florestal, n.21,
p.1-22, 2001.
d. LORENZI, Harri, 1949 - Árvores brasileiras: Manual de Identificação r Cultivo de
Plantas Arbóreas do Brasil. Vol. 1 e 2 .
[Link], Harri, 1949 - Manual de identificação e controle de plantas daninhas.
f. THIBAU, C. E., Produção Sustentada em Florestas.
g. CARVALHO, J. C. de M., A conservação da Natureza e Recursos Naturais na
Amazônia Brasileira.
h. [Link], Instituto Estadual de Florestas de Minas Gerais, Legislação
Ambiental vigente no Estado de Minas Gerais.
19. ANOTAÇÃO DE RESPONSABILIDADE TÉCNICA.
ART Nº: MG20243197483
20. RESPONSÁVEL TÉCNICO
______________________________________________
Engenheiro Agrônomo: Paulo Leão de Almeida
CREA-MG: 251254/D
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21. ANEXO FOTOGRÁFICO
Figura 1: Plantio de café em meio a samambaia que irá compor o SAF plantadas pelo proprietário.
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Figura 2: Planta característica da região conhecida como Samambaia em regeneração natural.
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Figura 3: Área com pés de café em curva de nível que irá compor o SAF.
Figura 4: Área no entorno do PTRF coberta por samambaia em seu estado natural de conservação.
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Figura 4: Plantio do café em meio a samambaia onde serão plantadas árvores nativas com espaçamento
definido.
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