0% acharam este documento útil (0 voto)
2 visualizações27 páginas

Derivadas de Funções: Conceitos e Aplicações

Pano analítico de didática de matemática
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
2 visualizações27 páginas

Derivadas de Funções: Conceitos e Aplicações

Pano analítico de didática de matemática
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

EXTENSÃO DE TETE

Faculdade de Ciências Exactas e Tecnológicas

Derivada de uma função


Licenciatura em Ensino de Matemática e Habilitações em Ensino de Física

Didáctica de Matemática 4.

Celina Luís Mateus


Chamo Domingos Manuel Azevedo
Damiao Adriano Ngays Santo
Daniel Alexandre Sopa
Eginoque Jone José Chale
João Joãozinho Djinja
Leonardo Jossias Aficene
Moises Lemecane Site

Tete
Novembro, 2024
Celina Luís Mateus
Chamo Domingos Manuel Azevedo
Damiao Adriano Ngays Santo
Daniel Alexandre Sopa
Eginoque Jone José Chale
João Joãozinho Djinja
Leonardo Jossias Aficene
Moises Lemecane Site

Derivada de uma função


Licenciatura em Ensino de Matemática e habilitações em ensino de Física

Trabalho a ser apresentado na disciplina


de Didactica de Matematica IV com o
requisito de avaliação sob orientação do
docente:
Docente. MSc. Felix Pita Duarte

Tete
Novembro, 2024
Índice
Introdução..........................................................................................................................................3
1. Objectivos......................................................................................................................................3
1.1. Geral............................................................................................................................................3
1.2. Específicos..................................................................................................................................3
1.3. Metodologias do Trabalho...........................................................................................................4
2. Derivada de uma função.................................................................................................................4
2.1. Definição.....................................................................................................................................4
2.2. Interpretação geométrica............................................................................................................5
2.3. Equação da recta tangente...........................................................................................................6
2.4. Derivadas laterais e continuidade de uma função........................................................................7
2.5. Derivadas e continuidade de uma função....................................................................................7
3. Regras de Derivação de funções.....................................................................................................8
3.1. Derivação de uma função do primeiro grau.................................................................................8
3.2. Derivada da soma de funções......................................................................................................8
1.5.3. Derivada da diferença de funções.............................................................................................9
3.3. Derivada do produto de funções..................................................................................................9
3.4. Derivada do quociente de duas funções.......................................................................................9
3.5. Derivada de uma função fx=xn , n ∈∈¿ ..................................................................................10
3.7. Derivada de uma função inversa................................................................................................11
3.8. Derivada de f ʼ x=nx ,n ∈∈¿...................................................................................................12
3.9. Derivada de uma função exponencial e da função logarítmica..................................................12
3.10. Derivada de uma função fx=ln (x).........................................................................................12
3.11. Derivada da função fx=log ax...............................................................................................12
3.12. Derivada da função fx=ax.....................................................................................................13
3.13. Derivada das funções trigonométricas.....................................................................................13
3.14. Derivada de funções trigonométricas inversas.........................................................................13
3.15. Derivação implícita.................................................................................................................13
4. A derivada no estudo da variação da função.................................................................................13
4.1. Extremos relativos da função....................................................................................................14
4.2. Sentido de concavidade e Pontos de inflexão............................................................................15
5. Aplicações práticas de derivadas..................................................................................................16
Parte 2:.............................................................................................................................................18
1. Metodologias de Ensino, Erros Comuns e Estratégias de Colmatação.........................................18
1.1. Metodologias de Ensino:...........................................................................................................18
Possíveis erros cometidos pelos alunos no estudo de derivadas de uma função:..............................18
1.2. Estratégias de Colmatação.........................................................................................................18
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.............................................................................................20
3

Introdução

A matemática está dividida em várias áreas de estudo, e neste trabalho estaremos a descrever a
área de Álgebra, especificamente na unidade temática sobre Cálculo diferencial. Com este
trabalho pretendemos conhecer as derivadas de uma função num contexto em que consigamos
conceituar as derivadas de uma função, interpretar geometricamente as derivadas, identificar
derivadas laterais e continuidade de uma função, derivar funções, aplicar a derivada ao estudo da
variação da função (pontos extremais, a monotonia, pontos de inflexão e o tipo de concavidade) e
aplicar derivadas na resolução de problemas práticos. Para fazer face a elaboração deste trabalho
o grupo recorreu ao método de revisão literária, de modo a enriquecer o conhecimento
explorando assim os dizeres de outros pensadores em relação ao tema em questão.

Na aurora do trabalho, conceituaremos a derivada, em seguida a interpretação geométrica,


Equação da recta tangente, Derivadas laterais e continuidade de uma função, Regras de
Derivação de funções, derivada no estudo da variação da função, Extremos relativos da função,
Sentido de concavidade e Pontos de inflexão e no final estaremos a debruçar sobre Aplicações
práticas de derivadas.

1. Objectivos

1.1. Geral

 Conhecer as derivadas de uma função

1.2. Específicos

 Conceituar as derivadas de uma função


 Interpretar geometricamente a derivada
 Identificar derivadas laterais e continuidade de uma função
 Derivar funções
 Aplicar a derivada ao estudo da variação da função (pontos extremais, a monotonia,
pontos de inflexão e o tipo de concavidade)
 Aplicar derivadas na resolução de problemas práticos
4

1.3. Metodologias do Trabalho

Para fazer face a elaboração deste trabalho o grupo recorreu ao método de revisão literária.

2. Derivada de uma função

2.1. Definição

Seja, f uma função de domínio Df e X 0 um ponto de seu domínio. Chama-se derivada de f no


ponto de abscissa X 0 ao limite (se existe) do quociente do seu acréscimo ∆ y pelo acréscimo ∆ x
da variável independente quando ∆ x tende para zero. Isto é:

¿
fʼ ( x )= lim f ¿ ¿ ¿
∆x →0

∆ x−¿ é o acréscimo ou incremento da variável independente;


∆ y −¿ é o acréscimo ou incremento da função
∆y
−¿é a razão incremental;
∆x
fʼ ( x )−¿exprime a forma como a função varia no instante x 0

Existem outras formas de representação de derivadas:


 yʼ ;
df

dx

Diz-se que uma função f é derivável no ponto x 0 do seu domínio se e só se possui derivada finita
em x 0.

A derivada da função no ponto x=a pode ser calculado assim:

f ( x )−f (a)
fʼ ( a )=lim .
x →a x−a

Exemplo: vamos calcular a derivada da função f ( x )=2 x 2−x +5 no ponto x=1


5

(2.1¿¿ 2−1+5)
f ( 1 ) =lim (2 x ¿¿ 2−x+5)− ¿¿
x→ 1 x−1
2
2 x −x −1
f ( 1 ) =lim
x→ 1 x−1

1
2( x−1)(x + )
2
f ( 1 ) =lim =2 x +1=2.1+1=3
x→ 1 x−1

2.2. Interpretação geométrica

Considerando a curva C que representa parte do gráfico de uma função y=f (x ) e P um ponto
dessa curva com coordenadas (x ¿ ¿ 0 , f (x 0 ))¿

 Considera um ponto A ( x , f ( x )) que se desloca livremente sobre a curva;


 A recta secante AP aproxima-se cada vez mais da tangente t quanto mais x se aproxima
de x 0;

O declive da recta tangente é a taxa de variação média no ponto ( (x ¿ ¿ 0 , f (x 0 )). ¿ Isto é:


f ( x )−f (x 0 )
m= lim
x→ x0 x−x 0
6

O declive da recta tangente à curva tangente no ponto ( (x ¿ ¿ 0 , f (x 0 ))¿ é igual a derivada da


função nesse ponto.

2.3. Equação da recta tangente

Já sabemos que y= y 0+ m(x−x 0) é a equação da recta que passa pelo ponto ( x 0 , y 0 ¿e tem declive
m.

Como m=fʼ(x 0 ), podemos escrever que: y= y 0+ m ( x−x 0 ) ↔ y= y 0 + fʼ(x 0)(x −x 0)

Alguns exemplos de rectas tangentes a pontos:

A tangente ao gráfico de uma função real de variável real num ponto pode intersectar o gráfico
noutros pontos.

Exemplo: vamos provar que a equação da recta tangente ao gráfico da função f ( x )=x 2−1 no
ponto ( 1 ,1 ) é y=2 x−1
2
(x ¿¿ 2−1)−(1 −1)
Como por definição: m=lim ¿
x →1 x−1
2
(x ¿¿ 2−1)−(1 −1)
Então: m=lim =lim x +1=2 ¿
x →1 x−1 x →1

A equação da tangente é dada por: y=1+2 ( x−1 ) =1+ 2 x−2

y=2 x−1
7

2.4. Derivadas laterais e continuidade de uma função

Uma função é derivável num ponto x=a se e só se é derivável à esquerda e à direita do mesmo
ponto e as derivadas laterais são iguais: fʼ¿ .

Exemplos: considera a função real de variável real assim definida:

{
2
f ( x )= 3 x −1 , se x←2
2 ax +5 , se x>−2

Vamos determinar o valor a de modo que a função seja diferencial para x=−2

Primeiro, calcula-se as derivadas laterais:

( 3 x 2−1 ) −[ 3. (−2 )−1 ] 3 x 2−1−11


 lim = lim =−12
x→−2 x +2 x→−2 x +2

 fʼ¿

A função tem derivada no ponto x=−2 se e só se fʼ¿ .

Logo, 2 a=−12↔ a=−6.

Exemplo 2: consideremos a função f ( x )=| x|.

Como sabemos f ( x )= {
x , se x ≥ 0
−x , se x <0

Vamos calcular a derivada de f ( x ) no ponto x=0

 fʼ¿
 fʼ¿

A função não é derivável no ponto x=0 porque neste ponto as derivadas laterais são
diferentes.

2.5. Derivadas e continuidade de uma função

Teorema
8

Seja a função f : A → R e x 0 ∈ A . Se f é derivável em x 0 , então f é continua em x 0 .

Demonstração:

f ( x )−f ( x 0 )
Notemos que: f ( x )−f ( x 0 )= .(x−x 0 )
x− x0

f ( x )−f ( x 0 )
Então: lim ( f ( x )−f ( x 0 ) ) =lim . lim ( x−x 0 )=fʼ(¿ x 0 ).0=0 ¿, e, portanto:
x →0 x → x0 x−x 0 x →0

lim f ( x )=f ( x 0 ) e, por definição, f é continua no ponto x 0.


x →0

Nota: o reciproco deste Teorema é falso, isto e, existe funções contínuas em x 0 e não deriváveis
em x 0.

3. Regras de Derivação de funções

3.1. Derivação de uma função do primeiro grau

Sendo f ( x )=ax+ b ; a , b ∈ IR , por definição temos que:


a ( x + ∆ x ) +b−(ax +b) a∆ x
fʼ ( x )= lim =lim fʼ ( x )=a
∆x →0 ∆x ∆→0 ∆ x

Logo:

( ax +b ) ʼ=a
3.2. Derivada da soma de funções

Seja f e g , duas funções deriváveis no ponto x .

( f + g ) ( x+ ∆ x )−(f + g)(x)
Por definição: ( f +g ) ʼ= lim
∆x →0 ∆x

f ( x+ ∆ x )+ g ( x +∆ x )−f ( x )−g(x )
( f +g ) ʼ= lim
∆x →0 ∆x

f ( x +∆ x )−f (x ) g ( x+ ∆ x )−g(x )
lim +¿ lim ¿
∆ x→ 0 ∆x ∆ x →0 ∆x

Logo: ( f +g ) ʼ=¿ f ʼ ( x )+ g ʼ ( x)
9

A derivada da soma é igual a soma das derivadas.

Exemplos: f ( x )=x 2 +3 → fʼ ( x )=2 x+ 0=2 x

1.5.3. Derivada da diferença de funções

A derivação da diferença é análoga da soma.

( f −g ) ʼ=¿ f ʼ ( x )−gʼ ( x )

A derivada da diferença é igual a diferença das derivadas.

Exemplos: f ( x )=−x2−3→ fʼ ( x )=−2 x +0=−2 x

3.3. Derivada do produto de funções

Seja f e g duas funções deriváveis no ponto x .

( f . g ) ʼ=f ʼ ( x ) . g ( x ) + f ( x ) . g ʼ (x)

A derivada do produto é igual ao produto da derivada de f por g mais o produto


f pela derivada de g.

Caso particular ( af ) ʼ=afʼ , ∀ a ∈ IR

Exemplos:

f ( x )=(x ¿¿ 2+1) ( x 3 +2 x ) → fʼ ( x )=2 x ( x 3 +2 x )+(x ¿¿ 2+1) ( 3 x 2 +2 )=5 x 4 + 9 x 2 +2 ¿ ¿

3.4. Derivada do quociente de duas funções

Seja f e g duas funções deriváveis no ponto x , tal que g(x )≠ 0.

( fg ) ʼ ( x )= fʼ ( x ) . g ( xg)−f(x )( x ) . gʼ (x ), com g(x )≠ 0


2

( fg ) ʼ ( x )= f ʼ ( x ) . g ( xg)−f(x)( x ) . g ʼ( x )
2
10

x
2
( x 2) ʼ .2−x 2 .2 ʼ 2 x .2−x 2 .0 4 x−0 4 x
Ex1: f ( x )= → fʼ ( x )= 2
= = = =x
2 2 4 4 4

2
x 2+ 1 ( 2 x ) ( x+1 ) −(x +1)(1) x2 +2 x−1
Ex2: f ( x )= → fʼ ( x )= =
x +1 ( x +1 )2 ( x+1 )2

Seja f e g duas funções deriváveis no ponto x , tal que g(x )≠ 0.

()
f
g
ʼ ( x )=
fʼ ( x ) . g ( x )−f ( x ) . gʼ (x )
2
g (x )
, com g(x )≠ 0

( fg ) ʼ ( x )= f ʼ ( x ) . g ( xg)−f(x)( x ) . g ʼ( x )
2

Exemplos:
2
x 2+ 1 ( 2 x ) ( x+1 ) −(x +1)(1) x2 +2 x−1
f ( x )= → fʼ ( x )= =
x +1 ( x +1 )2 ( x+1 )2

3.5. Derivada de uma função f ( x )=x n , n ∈∈¿

Em geral: ( x n ) ʼ=n . x n−1 . xʼ .

Se xʼ=1

( x n ) ʼ=n . x n−1 . xʼ

( x n ) ʼ=n . x n−1 . x ʼ

Exemplos:
2−1
(x ¿¿ 2)ʼ=2 x =2 x ¿
11

3.6. Derivada de uma função composta

Seja y=h ( x ) ,uma função composta de duas funções f ( x ) e g(x ), isto é , h ( x )=f [ g ( x) ] e
suponhamos que f ( x ) tem derivada finita num ponto x 0 e que g(x ) tem derivada finita no ponto
correspondente f (x 0). Vamos ver que também h( x) admite derivada finita em x 0.

h ʼ ( x 0 ) =f ʼ [ g( x) ] . g ʼ (x)

Exemplos:

y=¿

yʼ=3 ¿(3 x 2−5 x+2 ¿ ʼ

yʼ=3 ¿(6 x−5 ¿

yʼ=¿ )(3 x 2−5 x+2 ¿ ¿2

3.7. Derivada de uma função inversa

A derivada de uma função inversa duma dada função f monótona e contínua é igual ao inverso da
derivada da função dada num mesmo ponto.

( f −1 ) = 1
ʼ

f ʼ( x)

Exemplos:

Calculemos a derivada da função inversa f −1 ( x )=2 x

1 1
¿ =
(2 x ) 2
ʼ
12

3.8. Derivada de f ʼ ( x )=√n x , n ∈∈¿

Como essa função é monótona e contínua, podemos aplicar a regra de derivação para função
1
inversa: ( √ x ) ʼ=
n

n √ x n−1
n

1
( √n x ) ʼ=
n √ x n−1
n

Exemplos:

2 ʼ
(3¿ ( 2 x−5 ) )
1 1
√¿ ¿ = =3
3 √ ( 2 x−5 )
3 2−1
√2 x−5

3.9. Derivada de uma função exponencial e da função logarítmica

e(
x0 +∆ x )
−e x 0

Pela definição da derivada temos: fʼ ( x 0 ) = lim


∆ x→ 0 ∆x

e( ) (e ∆ x −1) ( x )
x0
(e ∆ x −1) ( x )
fʼ ( x 0 ) = lim =e lim 0
=e 0

∆ x→ 0 ∆x ∆ x→ 0 ∆x

( x0 )
Isto é: fʼ ( x 0 ) =e

Em geral: x
(e )ʼ=x . e
ʼ x

3.10. Derivada de uma função f ( x )=ln (x )


lnʼ ( x )=
x

Com x >0
13

3.11. Derivada da função f ( x )=log a x


(log¿ ¿ a x)ʼ ¿=
x ln a

3.12. Derivada da função f ( x )=a x

( a x ) ʼ=xʼ . a x . lna

3.13. Derivada das funções trigonométricas

Aplicando a definição da derivada num, vamos deduzir as formulas de derivação de funções


seno, cosseno, tangente e co-tangente.

 ( Sen x ) ʼ=cos x 1
 ( Tg x ) ʼ= 2
cos x

 ( cos x ) ʼ=−Sen x −1
 ( Cotg x ) ʼ= 2
Sen x

3.14. Derivada de funções trigonométricas inversas.

1
A derivada de funções trigonométricas inversas obtém-se a partir da formula: ( f ( y ) ) ʼ=
−1
.
fʼ(x )

1 1
 ( arcsen x ) ʼ=  ( arctg x ) ʼ=
√ 1−x 2
1+ x
2

−1 −1
 ( arccos x ) ʼ=  ( arcotg x ) ʼ=
√ 1−x 2
1+ x
2

3.15. Derivação implícita

Dada uma equação com duas incógnitas x e y , podemos sempre escrevê-la sob a forma:
14

f (x , y )=0 , em que f (x , y ) indica uma função de duas funções x e y , diz-se que a equação
considerada define y como função implícita de x . No cálculo de uma função implícita
necessitamos de indicar a variável em relação a qual se faz a diferenciação ( x 2− y 2 , significa que
a diferenciação é feita em relação x .

4. A derivada no estudo da variação da função


Observamos o gráfico

x ¿−∞ ; 0 ¿ ¿ 0 ;+ ∞¿

f Negativa Positiva

 Se a derivada de fʼ é nula em todos os pontos do intervalo, então f é constante nesse


intervalo.

4.1. Extremos relativos da função


Observe os gráficos abaixo.
15

Sendo a um ponto de f , f (a) diz-se que é um máximo relativo de f se e só se existe pelo menos
uma vizinhança de a tal que f ( x ) ≤ f ( a ) , ∀ x ;

No ponto x=a , fʼ ( a )=0 .

Sendo a ponto do domínio de f , f (a) diz-se que é um mínimo relativo de f , se e so se existe pelo
menos uma vizinhança de a tal que f ( x ) ≥ f ( a ) , ∀ x ;

No ponto x=a , fʼ ( a )=0 .

4.2. Sentido de concavidade e Pontos de inflexão

 O gráfico de uma função tem a concavidade virada para cima se a segunda derivada é
positiva;
 Se fʼʼ>0 então é côncavo para cima;
 O gráfico de uma função tem a concavidade virada para baixo se a segunda derivada é
negativa
 Se fʼʼ<0 então é côncavo para baixo.
16

5. Aplicações práticas de derivadas

O cálculo de derivadas aplica-se a variadíssimas questões concretas de geometria, de física, etc,


com grande interesse prático.

Exemplos: dentre os triângulos retângulos cuja a hipotenusa mede 6cm, vamos determinar os que
tenham área máxima.

Representando por X e Y a medida dos catetos do dito triângulo, a sua área será dada por:

x. y
A= , mas pelo Teorema de Pitágoras, têm-se x 2+ y 2=62.
2

Vamos, pois, resolver o sistema:

{
x. y
A=
2
x + y =62
2 2

x 2+ y 2=36 → y=√ 36−x 2


2

1
Logo, A= . x . √36−x
2 2
2
2
18−x
Calculando a primeira derivada em relação à x : Aʼ= 2
√ 36−x2
Anulando a primeira derivada: 18−x2 =0 → x= √ 18 → x=3 √ 2

Organizando a tabela para o estudo:

x 0< √ 18 √ 18 x > √ 18

fʼ(x) + 0 -

f (x) √ 18


X max= √ 18; Y max =√ 36−x 2= 36−( √ 18 ) = √ 18.
2

Os triângulos rectângulos de área máxima são isósceles.


17

Conclusão

Feito o trabalho, o grupo observou a tamanha importância das derivadas, e sua aplicação prática
em várias áreas de conhecimento, como por exemplo na área de Física, geométrica entre outros,
pois elas representam a taxa de variação de uma função em relação a uma variável e fornecem
informações sobre o comportamento e a inclinação de uma curva de um determinado ponto.

Na efetivação do trabalho o grupo obteve vários conhecimentos, a destacar: conceito da derivada,


interpretação geométrica de derivadas, Equação da recta tangente, Derivadas laterais e
continuidade de uma função, Regras de Derivação de funções, derivada no estudo da variação da
função, Extremos relativos da função, Sentido de concavidade, pontos de inflexão e aplicação
práticas de derivadas.
18

Parte 2:
1. Metodologias de Ensino, Erros Comuns e Estratégias de Colmatação
1.1. Metodologias de Ensino:

Como metodologia de ensino dos tópicos tratados na parte 1, podemos destacar a abordagem
gradual que deve começar com a interpretação geométrica da derivada como inclinação da reta
tangente. Também pode se usar exemplos concretos e problemas práticos para demonstrar a
aplicação das derivadas na vida real e a visualização gráfica é fundamental para a compreensão
intuitiva do conceito. A manipulação algébrica das regras de derivação deve ser praticada
extensivamente através de exercícios variados, desde problemas simples até problemas mais
complexos que exigem a combinação de várias regras. Análise de casos especiais e situações que
fogem do padrão, para desenvolver a capacidade de raciocínio dos alunos.

Possíveis erros cometidos pelos alunos no estudo de derivadas de uma função:

No tratamento de derivadas de funções geram uma série de dificuldades comuns por parte dos
alunos, possíveis erros cometidos pelos alunos no estudo de derivadas de uma função, incluem:

 Dificuldade em compreender o conceito de limite: Muitos alunos têm dificuldades em


entender o conceito de limite, fundamental para a definição formal da derivada.
 Aplicação incorreta das regras de derivação: Erros comuns incluem a aplicação
incorreta da regra da cadeia, da regra do produto ou da regra do quociente.
df
 Problemas com a notação: A confusão entre a notação de Leibniz e a notação de
dx
Lagrange (f ¿¿ ʼ( x))¿ pode gerar dificuldades.
 Falta de prática na resolução de exercícios, o que pode resultar em dificuldades em aplicar
os conceitos de derivada em diferentes situações.
 Dificuldade em identificar os pontos críticos, como mínimos, máximos e pontos de
inflexão.

1.2. Estratégias de Colmatação.

Estratégias de colmatação desses erros incluem:


19

 Reforçar o conceito de limite: reforçar à compreensão do conceito de limite, com


exemplos e exercícios práticos.
 Exercícios graduais: Começar com exercícios simples e gradualmente aumentar a
complexidade, focando em uma regra de derivação por vez antes de combinar regras.
 Uso de recursos visuais: Utilizar gráficos, ou outras formas para ilustrar os conceitos.
 Problemas contextualizados: Apresentar problemas aplicados que demonstrem a
utilidade das derivadas em diferentes áreas.
 Motivação constante: Fornecer motivações regular aos alunos sobre seus erros,
incentivando a autocorreção e a compreensão dos conceitos.
 Trabalho em grupo: Promover a discussão em sala de aula e o trabalho em grupo, para
incentivar a troca de ideias e o entendimento coletivo dos tópicos abordados.
20

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ANTON, Howard. Cálculo: Um Novo Horizonte, Vol. 1. 6ª edição. Porto Alegre: Bokmann,
2.000.

FLEMMING, Diva Marilia; GONÇALVES, Mirian Buss; Cálculo A. 5ª edição. São Paulo:
Makron Books, 1992.

GUIDORIZZI, Hamilton Luis. Um Curso de Cálculo Vol. 1. 1ª edição. São Paulo: Edgard
Blücher, 1.973.

LEITHOLD, Louis. O Cálculo com Geometria Analítica Vol. I. 3ª edição. São Paulo: Harbra,
1.990.

PISKOUNOV, N. Cálculo Diferencial e Integral Vol. 1 e 2. 2ª edição. São Paulo: Lopes da Silva,
1.990.

STEWART, James. Cálculo. 5ª edição. São Paulo: Pioneira, 2.005.

SWOKOWSKI, E. W. Cálculo com Geometria Analítica Vol. 1 e 2. 2ª edição. São Paulo:


Makron Books, 1.995.

VUMA, J. Pedro; WATCHAVE, Ângelo Dias: Pré-universitário, matemática 12, Longman


Moçambique 2010.
21
22

Escola Secundária de Chimadzi Objetivos específicos: ao final desta aula o aluno deve ser capaz de Duração da aula: 45min

Data: 07.11.2024  Identificar as regras de resolução de derivada do produto e Classe: 12ª; Turma B1; Período:
do quociente de duas funções; Manhã

Disciplina: Matemática  Calcular a derivada do produto e do quociente de duas Tipo de aula: TCN
funções;

U.T: Cálculo diferencial  Valorizar as regras de resolução de derivada do produto e do Número de alunos: 37
quociente de duas funções
Nome do professor: Grupo 4

Tema: Derivada do produto e do


quociente de duas funções

Actividades
Função
Meios
Tempo

Métodos Conteúdos
Didática Professor Aluno

Responde a Saúda; Apresenta Quadro; Giz;


Sudação; Correção do TPC; saudação; Orienta a Apagador,
Introdução e Elaboração a
05ʹ Recapitulação da aula passada correção, a resolução do TPC, caderno do
Motivação conjunta
e Apresentação do novo tema recapitulação e recapitula, escuta e aluno,
apresenta o novo participa esferográfica.
tema.
23

Tema: Derivada do produto e do Passa o tema;


quociente de duas funções pergunta aos
alunos
Ver resumo no anexo o conceito de Quadro; Giz;
limite Apagador,
de uma função; Anota o tema; caderno do
Apresenta as
Mediação e Elaboração Escuta, participa e aluno,
propriedades,
25ʹ Assimilação conjunta apresenta as esferográfica,
resolve expressões
envolvendo possíveis devidas. indicador,
limites; livro
Explica dando do ano.
exemplos e
clarifica as
possíveis duvidas
dos alunos.

Exercícios
Quadro; Giz;
Elaboração Escuta; Executa e
1. Calcula a derivada das seguintes Passa o exercício, Apagador,
Domínio e conjunta participa na
funções: orienta a resolução caderno do
10ʹ consolidação Trabalho correção.
e a correção. aluno,
independent a) f ( x )=( x 2+ 1)( x 3 +2 x) Anota o resumo
Faz um resumo esferográfica
1
b) f ( x )= 2
x + x+1

05ʹ Controle e Trabalho Passa o TPC e Passa o TPC, Quadro; Giz;


Assimilação independente TPC orienta a resolução escuta a orientação Apagador,
e faz controle de e marca presença caderno do
1. Determine a segunda de cada presença
aluno,
função:
24

x +1
a) y= esferográfica
x−1
b) y=(3 x 2+ x )(1+ x+ x3 )

ANEXO 1:

Resumo

Derivada do produto de funções

Seja f e g duas funções deriváveis no ponto x .

( f . g ) ʼ=f ʼ ( x ) . g ( x ) + f ( x ) . g ʼ (x)

A derivada do produto é igual ao produto da derivada de f por g mais o produto f pela derivada de g.

Caso particular ( af ) ʼ=afʼ , ∀ a ∈ IR

Exemplos:

f ( x )=(x ¿¿ 2+4) x → fʼ ( x )=( x2 + 4 ) ʼ . x + ( x 2+ 4 ) . xʼ=2 x . x + ( x 2+ 4 ) .1=2 x2 + x 2 +4=3 x 2+ 4 ¿

f ( x )=(x ¿¿ 2+1) ( x 3 +2 x ) → fʼ ( x )=2 x ( x 3 +2 x )+(x ¿¿ 2+1) ( 3 x 2 +2 )=5 x 4 + 9 x 2 +2 ¿ ¿

1.5.5. Derivada do quociente de duas funções


25

Seja f e g duas funções deriváveis no ponto x , tal que g(x )≠ 0.

( fg ) ʼ ( x )= fʼ ( x ) . g ( xg)−f(x )( x ) . gʼ (x ), com g(x )≠ 0


2

( fg ) ʼ ( x )= f ʼ ( x ) . g ( xg)−f(x)( x ) . g ʼ( x )
2

x
2
( x 2) ʼ .2−x 2 .2 ʼ 2 x .2−x 2 .0 4 x−0 4 x
Ex1: f ( x )= → fʼ ( x )= 2
= = = =x
2 2 4 4 4

2
x 2+ 1 ( 2 x ) ( x+1 ) −(x +1)(1) x2 +2 x−1
Ex2: f ( x )= → fʼ ( x )= =
x +1 ( x +1 )2 ( x+1 )2

Você também pode gostar