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Controle do Custeio ABC em Serviços

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FACULDADE ANHANGUERA DE JACAREÍ

ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESA

Sabrina Mariana dos Santos Abreu

CONTROLE NA GESTÃO DO SISTEMA DE CUSTEIO

Jacareí – SP
2014
FACULDADE ANHANGUERA DE JACAREÍ

ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESA

Sabrina Mariana dos Santos Abreu

CONTROLE NA GESTÃO DO SISTEMA DE CUSTEIO

Este trabalho de conclusão de curso é


apresentado à faculdade Anhanguera de
Jacareí, como parte dos requisitos para
conclusão do curso de administração de
empresas.
Orientador: Prof. Christian Lemos

Jacareí – SP
2014
RESUMO
O presente trabalho foi desenvolvido como controle na gestão administrativa da organização,
através da aplicação do sistema de custeio ABC (Activity-Based Costing) para alcançar o sucesso
e os resultados positivos sobre seus indicadores. Este método é destacado devido a sua
viabilidade e eficiência no processo de gerenciamento de organizações industriais, motivando sua
expansão para outros setores, neste projeto o método será aplicado no setor de prestações de
serviços. Na busca de melhorar o custeio e fornecer mais uma ferramenta importante de gestão,
ao longo do trabalho, enfatizando a importância do entendimento do sistema de custeio ABC,
onde o estudo descreve o método na definição das atividades constitutivas em um processo de
utilização do custeio em uma empresa prestadora de serviço, onde será possível determinar todo o
planejamento e estratégias das futuras ações, contribuindo plenamente para o sucesso na tomada
de decisão.

Palavra chave: Custeio ABC, Activity-Based Costing, Gestão.


LISTA DE FIGURAS
1 Figura ..............................................................................................................................17
2 Figura................................................................................................................................18
3 Figura................................................................................................................................19
4 Figura................................................................................................................................22
LISTA DE TABELAS
1 - Tabela............................................................................................................................16
2 - Tabela............................................................................................................................16
3 - Tabela............................................................................................................................23
SUMÁRIO
RESUMO........................................................................................................................................................

LISTA DE FIGURAS.....................................................................................................................................

LISTA DE TABELAS ...................................................................................................................................

1 INTRODUÇÃO.............................................................................................................................
1.1 Objetivos......................................................................................................................................

1.1.1 Objetivos Gerais ...........................................................................................................................

1.1.2 Objetivos específicos....................................................................................................................

1.2 Justificativa................................................................................................................................................

2 - REVISÃO DA LITERATURA................................................................................................................

2.1 Terminologia em custos.............................................................................................................................

2.1.2 Conceito sobre Gastos...................................................................................................................

2.1.3 Custo dentro das Empresas...........................................................................................................

2.1.4 Custo direto e indiretos.................................................................................................................

2.1.5 Custo Fixo e Custos variáveis.......................................................................................................

2.1.6 Despesa.........................................................................................................................................

2.1.7 Perda e Prejuízo para as Organizações..........................................................................................

2.2 O ABC na sua definição.........................................................................................................................

2.2.1 Método do Custeio Baseado em Atividades..................................................................................

2.2.2 As Vantagens do Sistema ABC......................................................................................................


2.2.3 O ABC e o ABM...........................................................................................................................
2.3 O que são as atividades da empresa........................................................................................................
3.1 Metodologia de Trabalho de Campo ......................................................................................................

3.2 Local da Pesquisa ..................................................................................................................................

3.3 Publico Alvo...........................................................................................................................................

3.4 Desenvolvimento de Pesquisa................................................................................................................

3.5 Instrução de Coleta de Dados ................................................................................................................

3.6 Coleta de Dados .....................................................................................................................................

3.7 Cronograma de Elaboração e Orientação do Trabalho de Conclusão de Curso.....................................

4 ANÁLISE DOS DADOS E INFORMAÇÕES .........................................................................................


5 RESULTADOS E DISCUSSÕES...............................................................................................................
6 CONCLUSÃO E CONTRIBUIÇÕES .....................................................................................................
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA..............................................................................................................

1 INTRODUÇÃO
A contabilidade de custos começou a ser desenvolvida a partir da Revolução Industrial
com o surgimento das empresas industrializadas. Até então a contabilidade financeira, ou também
chamada de contabilidade geral, atendia a necessidade de algumas empresas predominantes nesta
época: as empresas comerciais. As empresas exigiam que seus gestores mantivessem uma
verificação mais detalhada no que diz respeito aos custos orçados comparados com o valor gasto
por cada departamento, isso levou à necessidade de reformular o sistema de determinação de
custos e exigiu maior eficiência na gestão delas. Essa é a razão pela qual as organizações

Para Nakagawa (2008) o método ABC “trata-se de uma


brasileiras estão descobrindo o ABC.

metodologia desenvolvida para facilitar a análise estratégica de custos relacionada com as

atividades que mais imputam o consumo de recursos de uma empresa”.

O ABC é utilizado para um grande número de propósitos, entretanto, cada empresa,


dependendo da sua necessidade atual de negócios, está desenvolvendo projetos focando em
diferentes níveis, no qual pode ter como principal característica a tomada de decisão, medidas de

De acordo com Baker (1998), um método de custeio ABC


desempenho e análise de processos

pode oferecer informações para a melhoria da qualidade e eficiência das atividades executadas,

focando mais nas empresas de prestação de serviços que na produção em geral. Isso porque os

custos da primeira são indiretos e fixos, têm um volume mínimo ou não possuem materiais

diretos e a maior parte de seu pessoal fornece suporte direto e indireto a produtos e a clientes

(KAPLAN & COOPER, 2010).

O sistema de custeio ABC proporciona melhor visualização dos custos por meio de

análise das atividades executadas na empresa e suas respectivas relações com os objetos de

custos. Através dele, os custos ficam visíveis e passam a serem alvos de programas para a

redução e aperfeiçoamento de processos, auxiliando assim, as organizações a se tornarem mais

lucrativas e eficientes e poder assinalar as causas que levam ao surgimento dos custos, o ABC
permite aos gerentes manter uma atuação mais seletiva e eficaz sobre o comportamento dos

custos da organização.

1.1 Objetivos

1.2 Objetivos Gerais

Aplicar o Custeio Baseado em Atividades em uma empresa prestadora de serviço no


segmento de tecnologia da informação e comunicação para apurar suas despesas, eliminando as
distorções causadas pelo método de apuração de custos utilizados anteriormente.

1.1.2 Objetivos Específicos

a) Analisar a maneira de apuração dos custos

b) Estudar os métodos de custo: Custeio Baseado em atividades na empresa.

c) Destacar os benefícios em relação à alocação de recursos na tomada de decisão.

d) Mensurar os custos de serviços.

1.2 Justificativa

A escolha do tema ocorreu pelo fato de trabalhar diretamente na área Administrativa e lidar
com custos da empresa, através disso procurei buscar de forma positiva o resultado esperado e também
analisar a importância do projeto para a gestão do negócio na Empresa. Ao aplicar o Custeio Baseado em
Atividades em uma empresa prestadora de serviço no segmento de tecnologia, foi possível obter controle
total das despesas, eliminando as distorções causadas por rateios arbitrários, isso se deve ao fato de
entender a importância da apuração dos custos no processo de gestão da organização para facilitar a
administração e a tomada de decisão dentro da mesma.

Pode se observar que o estudo tem um aspecto direto, uma vez que o conhecimento
na área facilita no desenvolvimento do projeto trabalhando as funções administrativas da
instituição com objetivo de estudo na área contábil-financeira.
2 REVISÃO LITERATURA
2.1 Terminologia em Custos

São observados os aspectos teóricos considerados essenciais para o desenvolvimento


do estudo sendo: terminologias de custos na qual é apresentada a diferença entre: gasto, custo,
despesa e perda, assim como a classificação dos custos diretos, indiretos, fixos e variáveis;
Custeio Baseado em Atividades e empresas prestadoras de serviço. Estes tópicos são
evidenciados devido a esse ser o segmento de atuação da empresa na qual é implantado o Custeio
Baseado em Atividades. "A obtenção do resultado passa a depender mais de uma boa gestão de
custos". Berto, Beulke (2006, p. 26).

2.1.2 Conceito sobre Gastos

"Valores monetários de todos os desembolsos e compromissos assumidos pela


empresa no desempenho das suas operações de produção de bens e serviços, de apoio a essas
operações, de venda ou de pós-venda" Bomfim e Passareli (2008, p.51). Esse conceito inclui
todos os serviços e bens recebidos como, por exemplo: compra de matéria prima, aquisição de
imobilizado, gastos com mão de obra, com pesquisa, com salários etc.

O seu processo final poderá ser classificado como custos ou despesas, dependendo do
processo de produção ou execução de serviço. Ainda para Bomfim e Passareli (2008.p.51) gastos,
sob a visão contábil são sacrifícios financeiros com nos quais a organização, uma pessoa ou um
governo, têm que arcar a fim de atingir seus objetivos, na ótica da Contabilidade, os custos e as
despesas entra na categoria de gasto.

2.1.3 Custo dentro das Empresas

Para uma melhor compreensão do que vem a ser custo, é necessário em um primeiro
momento distingui-lo de despesa, uma vez que todo o bem ou serviço gasto de maneira direta ou
indiretamente com o objetivo de gerar receitas é denominado de despesa, de modo geral poderia
existir uma confusão entre custo e despesa. Assim Martins (2009, p.25) define a despesa como:
“Bem ou serviço consumido direta ou indiretamente para a obtenção de receitas”, ou seja,
observa-seque nesta definição de despesa ocorre um evento posterior ao custo dado que neste
momento previamente existe um produto em condições de venda.
Dessa forma o custo, será um evento anterior à despesa, ou seja, é todo o consumo de
bem ou serviço com o objetivo de produzir outro bem ou serviço. Bornia (2009, p.39), chamando
de custo de fabricação define como sendo: “o valor dos insumos usados na fabricação dos
produtos da empresa”. Portanto o custo está intimamente ligado à produção da empresa ao passo
que a despesa está ligada direta ou indiretamente a geração de receitas.

2.1.4 Custo Direto e Indireto

É denominado custo direto os custos diretamente ligados a esse objeto, ele podem ser
identificados ao objeto de custeio, sem qualquer rateio. São considerados custos diretos a
matéria-prima consumida e a mão-de-obra dos operários, porém existem situações, que a mão-de-
obra pode ser um custo indireto. O salário do supervisor da produção corresponde a um custo
indireto, por exemplo. Os custos indiretos, por sua vez, também conhecidos como gastos gerais
de fabricação são aqueles incorridos dentro do processo de produção, mas que, para serem
apropriados aos produtos, nos obrigam ao uso de rateios. Estes são artifícios que usamos para
distribuir os custos que não conseguimos ver com objetividade e segurança a que produtos se
referem. Bornia (2009, p.44) apresenta a seguinte definição:
“Os custos indiretos não podem ser facilmente atribuídos às unidades,
necessitando de alocações para isso. [...] As alocações causam a maior
parte das dificuldades edeficiências dos sistemas de custos, pois não são
simples e podem ser feitas por vários critérios.”

2.1.5 Custo Fixo e Custos variáveis:

Custo fixo são os custos que acontecem independente da quantidade de serviços


prestados, como por exemplo, agua, energia elétrica, etc. Já o custo variável é o tipo de custeio
que considera como custo de produção do período apenas os custos incorridos. Os custos fixos,
pelo fato de existirem mesmo que não haja produção, não são consideradas como custo de
produção e sim como despesas, sendo encerrados diretamente contra o resultado do período. O
sistema de custeio variável fundamenta-se na separação dos gastos em gastos variáveis e fixos,
isto é, em gastos que oscilam proporcionalmente ao volume da produção/venda e gastos que se
mantêm estáveis perante volumes de serviços oscilantes dentro de certos limites. Neste sentido
Martins (2009, p. 50) descreve essa diferença desta forma:
“É de grande importância notar que a classificação em Fixos e Variáveis
leva em consideração a unidade de tempo, o valor total de custos com
um item nessa unidade de tempo e o volume de atividade. Não se trata,
como no caso da classificação de diretos e indiretos, de um
relacionamento com a unidade produzida.”

2.1.6 Despesa

Não possui relação com a produção de bens e serviços dentro da empresa, ou seja,
ocorre fora da área de produção de bens e serviços. A comissão do vendedor, por exemplo, é um
gasto que se classifica como uma despesa. Valor utilizado em bens e serviços relativos à
manutenção da atividade da empresa, bem como aos esforços para a obtenção de receitas através
da venda dos produtos. Exemplos: Materiais de escritório, Salários da administração.

As despesas são itens que reduzem o Patrimônio Líquido e que têm como
característica principal os sacrifícios no processo de obtenção de receitas.

Segundo Hendriksen (2010, p.33): “A contabilidade é vista como um conjuntode


princípios lógicos que:

1. Oferece uma compreensão melhor das práticas existentes a contadores,


investidores, administradores e estudantes.

2. Oferece um referencial conceitual para a avaliação de práticas contábeis existentes.

3. Orienta o desenvolvimento de novas práticas e novos procedimentos.

2.1.7 Perda e Prejuízo para as Organizações

Bem ou serviço consumidos de maneira anormal dentro da empresa. A perda não se


confunde com a despesa ou com o custo na organização, isso porque possui característica de
anormalidade, ela não pode ser classificada como um sacrifício feito com intenção de obter lucro.
Exemplos comuns: perdas com incêndios, deterioração de estoques, etc. Bornia (2009) afirma
que os desperdícios não só não adicionam valor aos produtos como também são desnecessários
ao trabalho efetivo, sendo que ocasionalmente até reduzem o valor destes produtos.

Para Brinson (2006, p.80), perdas e desperdícios são constituídos pelas atividades que
não agregam valor e que resultam em gastos de tempo, dinheiro, recursos sem lucro, além de
adicionarem custos desnecessários aos produtos. O material que sofre desgaste provoca uma
perda, portanto é denominado como prejuízo na empresa, é aquilo que no final do processo não
gera receita e o valor pago pelo equipamento pode ser considerado como prejuízo, pois só
aumenta o custo do produto ou serviço e não lhe acrescenta valor

2.2 O ABC na sua definição

O método de custeio ABC, segundo Player (2000): “... é uma metodologia que
mensura o custo e o desempenho de atividades, recursos e objeto de custo. Os recursos são
destinados às atividades que, por sua vez, são atribuídas aos objetos de custo, com base em seu
uso.”Através dos sistemas tradicionais como o de absorção, os custos indiretos são rateados para
os produtos ou serviços, o que pode provocar distorções e, como consequência, pode ocasionar
uma tomada de decisões equivocadas. Porém, com sistema ABC, de segundo Nakagawa (2008),
procura rastrear os custos das empresas para analisar e monitorar as rotas de utilização dos
recursos “diretamente identificáveis” com suas respectivas atividades e destas para os produtos
ou serviços da organização.

Ainda segundo Nakagawa (2008) o método ABC “trata-se de uma metodologia


desenvolvida para facilitar a análise estratégica de custos relacionada com as atividades que mais
imputam o consumo de recursos de uma empresa”. Este método de custeio tem como objetivo
básico detectar os custos "ocultos" existentes para produzir bens e serviços, dessa maneira auxilia
no descobrimento de custos reais dos produtos e processos, na análise mais concreta dos custos
de administração e na identificação de propostas mais competitivas em relação aos concorrentes.

2.2.1 Método do Custeio Baseado em Atividades

Na visão de Martins (2009), o ABC é um instrumento que inova a gestão de custos e


adquire grande importância na econômica de uma organização. A utilização de tecnologia está
cada vez maior e mais avançada para se fabricar bens e serviços e isso proporciona um aumento
na proporção de custos indiretos no processo produtivo das empresas. Esse aumento gera a
necessidade da criação de um método de custeio que se adéqua melhor a nossa realidade,
considerando que as alocações dos custos indiretos executados pelos métodos de custeio
tradicionais, principalmente o Custeio por Absorção, poderiam distorcer de maneira negativa o
custo de cada produto, gerando divergências nas informações para uma posterior análise da
administração.

O método ABC procura custear cada atividade atribuindo a cada uma delas os
recursos consumidos pela organização. Esse processo deve ser feito através de uma forma
criteriosa cuja ordem de prioridade é: alocação direta, rastreamento e rateio. Entretanto, pode
ocorrer que algumas atividades de suporte necessitem ser atribuídas para outras atividades. O
ABC é “um novo método de análise de custos, que busca ‘rastrear’ os gastos de uma empresa
para analisar e monitorar as diversas rotas de consumo dos recursos ‘diretamente identificáveis’
com suas atividades mais relevantes, e destas para os produtos e serviços” (NAKAGAWA, 2008,
p.29). Nesse caso, devem-se hierarquizar as atividades de tal forma que evite uma referência
cruzada, ou seja, evite que uma atividade que já distribuiu seus custos volte a receber parte dele
num mesmo projeto.

O sistema ABC, segundo Kaplan e Cooper (2008), também permite que os gestores
tenham conhecimento de como a empresa projeta e envia os seus produtos, facilitando a
visualização das atividades que geram maiores ou menores custos, termo este não adequado, mas
utilizado com frequência para designar as atividades de apoio à comercialização. Portanto, o ABC
vem agregar mais informações numa tomada de decisão, sem descartar os números dos sistemas
tradicionais de custeio, pelo contrário, ele vem complementar a análise, apoiando nas decisões
organizacionais através da sua metodologia de custeio, mensurando os custos reais dos produtos e
serviços.

Segundo Bornia (2009), a alocação dos custos às atividades deve representar da forma
mais fiel possível à realidade. Utilizando os dados contábeis, que devem estar perfeitamente
registrados, o ABC apresenta resultados que permitem análises mais profundas e precisas,
atribuindo de maneira mais criteriosa os gastos indiretos aos produtos e serviços gerados na
empresa, e também permitindo um controle mais efetivo dos gastos por processo, dando melhor
suporte às decisões gerenciais e estratégicas.

2.2.2 As Vantagens do Sistema ABC

Como o ABC é uma ferramenta voltada para o lado gerencial, pode agregar conceitos
utilizados em sua gestão econômica, como custo de oportunidade, custo de reposição e outros
mais (MARTINS, 2009). O sistema ABC apropria os custos indiretos, às atividades e os custos
das atividades aos produtos, apresentando assim resultados confiáveis e gerando informações
valiosas para controle dos custos, servindo de base sólida para o processo de decisão gerencial e
proporcionando um custeio coerente, incorpora aos produtos ou serviços da empresa,
informações que o sistema de contabilidade moderno deve proporcionar.
As vantagens apresentadas pelo método ABC são as seguintes:

1 - Com os atributos revelados pela análise das atividades, permite identificação de


detalhes importantes que antes estavam escondidos;
2 - Com a utilização da contabilidade estratégica de custo gerencial demonstra uma
melhor visão de negócios, processos e atividades, que são de interesse direto e imediato para a
competitividade da empresa;
3 - Permite uma melhoria nas decisões gerências, pois se deixam de ter produtos "sub
custeados" ou "supercusteados";
4 - Permite ações de melhoria contínua das tarefas para a redução de custos indiretos;
5 - Facilita a determinação de custos que agregam ou não valor ao produto;
6 - É capaz de identificar e apresentar soluções aos possíveis gargalos;
7 - Inova o critério de rateio, principalmente aos custos indiretos, evitando as
distorções encontradas nos métodos tradicionais.
Kaplan e Cooper (2008) enfatiza o ABC como uma ferramenta importante para
destacar as prioridades de lucro da empresa, “o ABC auxilia a gerência a visualizar oportunidades
lucrativas para a empresa”. A própria estrutura baseada em atividades permite aos gerentes
focalizar as atividades que causam maiores impactos nos custos e possibilita, através de esforços
de melhoria, reduzir os efeitos destas atividades no custo do produto.

Em outro artigo Kaplan e Cooper (2008) destacam a ideia de que “o ABC cria
informações mais apuradas que permitem ao gerenciamento lançar foco em processos e produtos
com maior possibilidade de aumentar lucros e facilita as decisões sobre projeto do produto,
preço, marketing, mix de produção além de encorajar medidas de melhoria contínua”.

2.2.3 O ABC e o ABM

Recursos: São classificados como insumos econômicos aplicados ou utilizados para a


realização de uma atividade dentro da empresa Salários, aluguel, energia elétrica, despesas de
compra e venda de materiais, são alguns exemplos de recursos. De acordo com Brimson (2006),
recursos são os elementos de produção (mão-de-obra, tecnologia, viagens, etc) empregados para
realizar uma atividade.

As Atividades: para Brimson (2006), são os tipos de processos que consomem os


recursos substanciais que geram uma produção. Uma atividade pode ser descrita através do modo
como uma empresa emprega seu tempo e recursos para alcançar os objetivos empresariais. A
principal característica de uma atividade é transformar recursos (matéria-prima, mão-de-obra e
tecnologia) em produção (produtos/serviços). De acordo com Martins (2009), uma atividade é
composta por um conjunto de tarefas (sequência de operações) essenciais ao seu desempenho.
Uma atividade, normalmente deve ser apresentada na forma de um verbo no infinito. Exemplo:
comprar materiais, negociar fornecedores, receber mercadorias, controlar produção, cortar
matéria-prima, montar produto, despachar produto, etc. Os direcionadores de atividade segundo
Martins (2009), identificam a maneira com que os produtos e serviços consomem as atividades e
serve para custear os objetos de custos, ou seja, indica a relação entre a atividade e os objetos de
custos. Com a quantidade ou percentual de direcionador de cada atividade é denominado fator de
consumo de atividade. Como exemplo, se número de “setup” é o direcionador de atividade
adotado, então a quantidade de “setup” é o fator de consumo da atividade (PAMPLONA, 2007).

Nakagawa (2008) define como a forma utilizada para rastrear e indicar as atividades
necessárias na fabricação de um produto ou execução de um serviço. As análises dos
direcionadores de são essenciais para o processo de melhoria contínua. Objetos de Custos: são
classificados como a razão pela qual as atividades são realizadas. Um bom exemplo é um produto
ou um objeto de custo, pois para que ele seja fabricado, vendido e distribuído é necessária a
realização de farias atividades que só são executadas com o objetivo de oferecer esse produto
para o consumidor.

Segundo Pamplona (2007), os objetos de custos são tanto produtos, como serviços,
lotes de produtos, linhas de produtos ou serviços, peças, clientes, tipos de clientes ou outros
objetos que se deseja custear de acordo com interesse da administração. Portanto, no método de
custeio ABC a atribuição dos custos indiretos e de apoio são concluídos em dois estágios. O
primeiro estágio, denominado de “custeio das atividades”, os custos são voltados às atividades.
No segundo estágio, denominado de “custeio dos objetos”, os custos das atividades são atribuídos
aos produtos, serviços e clientes.

O modelo de custo ABC custeia cada atividade atribuindo a elas os recursos


utilizados pela organização através dos direcionadores de recursos. Esta maneira de atribuição
deve ser feita através de uma forma criteriosa cuja ordem de prioridade é: alocação direta,
rastreamento e rateio. De acordo com Kaplan e Cooper (2008:249), “o ABC, desde sua origem,
voltou-se para o serviço, e não para a produção”.
Os direcionadores de Recursos, Martins (2009), define direcionadores de recursos
como um dos elementos que determina a ocorrência de uma atividade. As atividades exigem
recursos para serem realizadas, dessa forma pode-se deduzir que o direcionador é a verdadeira
causa dos custos. Através dele se identifica a maneira como as atividades consomem recursos e
são custeadas, ou seja, compara a relação entre os recursos gastos e as atividades.

Direcionadores de recursos ou de primeiro estágio: Martins (2009) descreve os


direcionadores de recursos como um fator que determina a ocorrência de uma atividade. As
atividades exigem recursos para que sejam realizadas, deduz-se que o direcionador são as
verdadeiras causas dos custos. Ele identifica a maneira como as atividades consomem recursos e
servem para custeá-las, ou seja, demonstra a relação entre os recursos gastos e as atividades.

Ainda de acordo com Martins (2009) através desse indicador gerenciamos os custos
diretos de cada atendimento, o sistema de custeio ABC pode ser aplicado a empresas de qualquer
porte ou natureza, principalmente as empresas de serviços, podendo ser especialmente
recomendado àquelas que apresentam um montante significativo de custos indiretos, acordando
com os valores podem ser agregados de uma maneira positiva aos custos da empresa para que
dessa maneira seja facilitado a apuração de todos os valores agregados as faturas.

A tabela descreve alguns direcionadores típicos de recursos

CATEGORIA DE DIRECIONADORES DE
CUSTO RECURSOS

De ocupação
(impostos prediais, Área (metros quadrado)

aluguel,
arrendamentos)

Setor de pessoal Número de empregados

Segurança e limpeza Área (metros quadrado)


Manutenção N° de maquinas no programa, N°
preventiva de

quebras,Registros nos cartões de


tempo

Reparo de máquinas Registros nos cartões de tempo,

Designação de trabalhadores

Ferramentaria N° de ferramentas

Utilidades Medições

Armazenagem N° de recebimentos e remessas

Engenharia Ordem de trabalho,Mudança de


Industrial rota,

levantamentos

Engenharia de Defeitos, Especificações de


qualidade processos,

Plano de testes.

Tabela - Direcionadores de recursos Fonte: Pamplona (2007)

Direcionadores de atividade ou de segundo estágio:Para Martins (2009), identifica a


maneira como os produtos/serviços consomem atividades e serve para custear os objetos de
custos, ou seja, indica a relação entre a atividade e os objetos de custos. A tabela mostra alguns
direcionadores de atividades:
ATIVIDADES DIRECIONADORES DE ATIVIDADES

Comprar materiais Número de pedidos

Controlar produção Número de lotes

Efetuar
pagamentos Número de faturas ou cheques emitidos

Emitir faturas Número de faturas

Movimentar
materiais Número de requisições

Preparar máquinas Tempo de setup ou número de setup

Fazer acabamento Tempo de acabamento

Montar produto Tempo de montagem

Despachar
produtos Apontamento de tempo

Visitar clientes Tempo de visita

Tabela - Direcionadores de Atividades

Fonte: baseado em Martins (2009)

A quantidade ou percentual para cada direcionador de atividade é conhecido como


fator de consumo de atividade. Por exemplo, se o número de “setup” é o direcionador de
atividade adotado, concluímos que a quantidade de “setup” é o fator de consumo da atividade
(PAMPLONA, 2007).

De acordo com Nakagawa (2008), é o mecanismo utilizado para rastrear e indicar as


atividades necessárias para a fabricação de um produto ou execução de um serviço. As análises
dos direcionadores de segundo estágio são essenciais para o processo de melhoria contínua.
Segundo Pamplona (2007), os objetos de custos podem ser tanto produtos, como serviços, lotes
de produtos, linhas de produtos ou serviços, peças, clientes, tipos de clientes ou outros objetos
que se queira custear de acordo com interesse da administração.

No método de custeio ABC as atribuições de custos indiretos e de apoio são feitos em


dois estágios. No primeiro estágio, denominado de “custeio das atividades”, os custos são
direcionados às atividades. No segundo estágio, denominado de “custeio dos objetos”, os custos
das atividades são atribuídos aos produtos, serviços e clientes.

No primeiro estágio é destacado como a atribuição dos custos às atividades é feita


através dos direcionadores de custos de primeiro estágio. Para essa etapa deve seguir os seguintes
passos:

a) Especificação das atividades


b) Rastreamento dos custos
c) Identificação e seleção dos direcionadores de recursos
d) Atribuição dos custos às atividades

Já no segundo estágio, é realizado o custeio dos objetos de custos, de acordo com seu
consumo das atividades, através dos direcionadores de atividades. Para essa etapa, alguns passos
devem ser seguidos:

a) Definir os objetos de custos


b) Formar grupos de custos de atividades
c) Selecionar os direcionadores de atividades
d) Cálculo dos custos dos objetos de custos

O ABC é conhecido, de acordo com Player (2000), como uma metodologia que mede
o custo e o desempenho das atividades, recursos e objetos de custos. Ele responde à seguinte
pergunta: “Quanto custa às coisas?” Por sua vez o ABM, é definido como uma disciplina que é
focada na gestão de atividades como o caminho para a melhoria do valor recebido pelo cliente e
dos lucros alcançados com o fornecimento desse valor. Ele emprega uma visão de processo e se
preocupa com os fatores que fazem com que os custos existam. Na figura mostra como o ABM
utiliza algumas das informações do ABC e, conforme Pamplona (2007), é dividida em duas
partes onde cada uma mostra como interage em relação ao ABM. A primeira parte, indica o ponto
de vista da atribuição de custos, que é usada para tomada de decisões: como apreçamento,
produtos, etc. Já na segunda parte, que se trata do ponto de vista do processo, ajuda na
identificação de oportunidades de melhorias e as forma de obtê-las.

A figura acima mostra como o ABM utiliza as informações do ABC

Fonte: Turney (2010)

Segundo Kaplan (2010), o método de custeio ABC permitiu que os custos indiretos e
de apoio fossem direcionados primeiro as atividades e processos e logo depois aos objetos de
custos, desenvolvendo um quadro mais nítido dos aspectos econômicos da empresa. Esse quadro
levou de uma forma natural ao ABM que é um conjunto de medidas interligadas que só podem
ser tomadas com base nas informações geradas pelo ABC. O ABM permite que a empresa atinja
seus objetivos com menor numero de recursos, ou seja, alcance os mesmos resultados com um
custo total menor. O ABM chaga aos seus objetivos por meio de duas aplicações
complementares: o ABM operacional e o ABM estratégico apresentado na figura.

Figura Utilização do ABM para aprimoramentos operacionais e decisões estratégicas - Fonte: Kaplan
(2010)

Em síntese, o custo baseado em atividade permite que a empresa defina seus custos
em termos de atividades e processo (porque, onde e como os custos estão sendo incorridos). Esse
gerenciamento baseado nas atividades, de posse desses dados, aponta as oportunidades para
melhoria do processo, utilizando principalmente a técnica de análise de valores.

2.3 O que são as atividades da empresa?


Como as atividades descrevem a maneira como uma organização utiliza seu tempo e
recursos para cumprir sua missão, objetivos e metas, pode ser definida, de maneira adequada,
como um processo que combina pessoas, tecnologias, materiais, métodos e seu ambiente, tendo
como objetivo a produção de produtos e serviços, sendo assim, a atividade não se refere apenas a
processos de manufaturas, mas também a produção de projetos, serviços, entre outros. Brimson
(2006) descreve a atividade como “uma combinação de pessoas, tecnologia, matérias-primas,
métodos e ambiente que geram determinado produto ou serviço”. Para realizar seus processos, as
empresas consomem recursos mão-de-obra, matérias-primas, máquinas etc. Já Nakagawa (2008)
apresenta atividade como:
“(...) um processo que combina, de forma adequada, pessoas, tecnologias, materiais, métodos e seu
ambiente, tendo como objetivo a produção de produtos. Em sentido mais amplo, entretanto a atividade não se refere
apenas a processos de manufatura, mas também à produção de projetos, serviços etc., bem como às inúmeras ações
de suporte a esses processos”.

De acordo com Martins (2009), a atividade é composta por um conjunto de tarefas


(sequência de operações) necessárias ao seu desempenho. As atividades são necessárias para a
concretização de um processo, que é uma cadeia de atividades, correlatas e inter-relacionadas,
que se estende desde os fornecedores até os clientes, com o objetivo de fornecer um produto ou
serviço. As atividades podem ou não representar valores na visão do cliente, aquelas em que
representam valor são as que contribuem para o produto final em termos de serviço, qualidade e
custo e aquelas que não representam valor são as que o cliente não percebe.

(MARTINS, 2009). De acordo com Vanderbeck (2009, p. 210) um serviço é um


benefício intangível, como consultoria, projeto, cuidados pessoais, transporte e entretenimento.
Ele não tem propriedades físicas e é consumido no ato em do fornecimento. Não pode ser
armazenado, e, portanto não é colocado em estoque. É importante para gestores saber que o custo
de fornecer um serviço para propósitos como licitações para contratos, e decidir quais serviços
devem ser enfatizados e quais devem ser desenfaixados na sua linha de ofertas.

Devido à importância de serviços na economia atual, Vanderbeck (2009, p.211)


esclarece que todos os assuntos diretamente relacionados com custos não devem mais ser
ignorados. Pela primeira vez as unidades operacionais compreendem e, portanto, podem
controlar, o seu nível de absorção de custos, por intermédio da avaliação das suas próprias
atividades. Além disso, os parâmetros decorrentes de cada alocação servem como instrumentos
orçamentários, como método de comunicação entre os prestadores e os recebedores da atividade
e como método de avaliação do desempenho numa época de melhoria contínua mensurável.
(HENDRIKSEN, 2010, p.31-32).

3 METODOLOGIA
3.1 Metodologia do Trabalho de Campo

Para a realização deste projeto foi utilizados literaturas ligadas a custeio baseado em
atividade, estrutura do trabalho, terminologia em custos, também foi utilizado pesquisa em sites e
artigos contendo informações sobre os conceitos de cada item que engloba o método ABC.
Estudos também foram realizados para a elaboração de textos e conclusões do trabalho de acordo
com o conhecimento adquirido ao longo do curso.

Com o conhecimento adquirido pode se ampliar a visão e a importância das ações que
são necessárias diariamente na organização para que o objetivo maior fosse alcançado: o
aprendizado, a capacitação, as metas propostas e o reconhecimento dos profissionais.

l Orientação de Professores

l Pesquisa na Web
l Pesquisa de Campo
l Pesquisa em Livros

3.2 Local da Pesquisa

A pesquisa foi realizada na Pacheco & Abreu Informática Ltda-ME, setor econômico
de prestação de serviço no ramo da informática, nome fantasia [Link].

A Pacheco & Abreu, fundada em 2007 é uma empresa que oferece aos seus clientes
soluções completa de serviços nas áreas de prestações de serviços relacionadas à serviços de
escritórios e afins.

Sua fundação é fruto da união da capacidade administrativa e técnica de seus sócios,


que buscam através da comunicação e transparência de gestão, incutirem seus colaboradores os
valores da excelência do atendimento ao cliente e a valorização de nossas parceiras, exercendo
plenamente em todas as ações os valores organizacionais da empresa.
- Nº. de Funcionários: 05
- Tempo de Existência: 07 anos
- Missão da Empresa: “Atender às necessidades de nossos clientes em todo o ciclo de
vida de um projeto: especificação, assistência e suporte”.

- Visão da Empresa: “Ser reconhecida com uma empresa comprometida com o cliente
e seu projeto, através da excelência no atendimento, envolvendo os aspectos humanos e
técnicos”.

- Valores da Empresa: “Clientes, Colaboradores e Fornecedores são equânimes na


formação da empresa e da sociedade que estamos inseridos”.

3.3 Publico Alvo

A empresa é baseada numa relação de confiança entre fornecedor e cliente, oferecendo


soluções que atendam as necessidades dos clientes em geral, sendo pessoas físicas, jurídicas,
crianças, jovens e adultos com a melhor relação custo-benefício.

Para isso a Pacheco & Abreu investe em treinamento e aperfeiçoamento contínuo e


estabelece parcerias estratégicas, ampliando suas soluções e agregando valor e qualidade aos seus
projetos.

Baseado nesta filosofia para fazer disto uma realidade, assume uma estratégia de
diferenciação baseada na qualidade e na geração de valor aos negócios dos clientes.

Suas estratégias estão voltadas para a execução, parcerias com clientes referências,
eficiência operacional como alavanca para a prestação do melhor serviço ao menor custo
possível. Incrementando o valor do grupo e da taxa de retorno sobre o capital investido.

Organograma

GERENCIA

Administração
Analista
Fiscal
Analista de
Custos
Contador

Fonte: [Link]

3.3 Desenvolvimento da Pesquisa

Esta pesquisa teve a finalidade de analisar como a empresa Pacheco & Abreu
implantou o sistema de ABC para um melhor funcionamento, agilidade e precisão nas emissões
de relatórios.
Cervo e Bervian (2002, p. 65) afirmam “a pesquisa bibliográfica procura explicar um
problema a partir de referências teóricas publicadas em documentos”.
Segundo Andrade (2003, p. 126) explica que “a pesquisa bibliográfica tanto pode ser
um trabalho independente como constituir-se no passo inicial de outra pesquisa”.
Na pesquisa bibliográfica segundo Oliveira (2004, p. 119) “tem por finalidade
conhecer as diferentes formas de contribuição científica que se realizaram sobre determinado
assunto ou fenômeno”.
Andrade (2003, p. 124) menciona que “a pesquisa exploratória permite facilitar a
delimitação de um tema de trabalho, definir os objetivos ou formular as hipóteses de uma
pesquisa ou descobrir novo tipo de enfoque para o trabalho que se tem em mente”.
Oliveira (2004, p.134) destaca que “é a ênfase dada à descoberta de práticas ou
iretrizes que precisam modificar-se e na elaboração de alternativas que possam ser substituídas”.
Foi preciso realizar um levantamento detalhado, para obter informações com a
intenção de analisar o processo explorando existente na empresa, portanto trata-se de uma
pesquisa descritiva. Cervo e Bervian (2002, p. 66) enfatizam que “a pesquisa descritiva procura
descobrir, com a precisão possível, a freqüência com que um fenômeno ocorre, sua relação e
conexão com outros, sua natureza e características”. No entanto Oliveira (2004, p. 128) relata que
“pesquisa descritiva não há a interferência do investigador, que apenas procura descobrir, com o
necessário cuidado, a freqüência com que o fenômeno acontece”.
Andrade (2003, p. 124) defende a idéia que “uma das características da pesquisa
descritiva é a técnica padronizada da coleta de dados, realizada principalmente através de
questionários e da observação sistemática”. Na mesma obra, o referido autor afirma que neste
tipo de pesquisa, “os fatos são observados, registrados, analisados, classificados e interpretados,
sem que o pesquisador interfira neles”.
Quanto ao método de pesquisa foi realizado um estudo de casos que segundo Marconi
e Lakatos (2004, p. 274) “refere-se ao levantamento com mais profundidade de determinado caso
ou grupo humano sob todos os aspectos”.
Triviños (1987, p.133) explica que o estudo de casos “é uma categoria de pesquisa
cujo objeto é uma unidade que se analisa profundamente”.
Quanto à abordagem do problema trata-se de uma pesquisa qualitativa que
“preocupase em analisar e interpretar aspectos mais profundos, descrevendo a complexidade do
comportamento humano” (MARCONI E LAKATOS, 2004).
Richardson (1999, p. 90) descreve que a pesquisa qualitativa “pode ser caracterizada
como a tentativa de uma compreensão detalhada dos significados e características situacionais
apresentadas pelos entrevistados, em lugar da produção de medidas quantitativas de
características ou comportamentos”.

3.5 Instrumento de Coleta de Dados

Guiada por um questionário, foi realizada uma análise de conteúdo e uma


interpretação detalhada dos dados, que possibilitaram obter informações do processo seletivo e
assim compreender os fatores detectados através de livros relacionados ao tema abordado neste
estudo.

3.6 Coleta de Dados


A coleta de dados foi através de entrevista, com perguntas abertas, informações que
possibilitaram entender os procedimentos utilizados pela empresa para contratar profissionais na
área de educação.
3.7 Cronograma de Elaboração e Orientação do Trabalho de Conclusão de Curso I

F M A
ATIVIDADE evereiro arço bril

1.

Tema, dos Objetivos e da


2.

da Revisão da Literatura e
3. Desenvolvim
ento da Análise
4.
dos Dados
Revisão
Geral incluindo:
5.
Introdução
Formatação
do conteúdo
6.
no padrão
Apresentaçã
o do conteúdo
7.
para a pré-
Ajustes P

R
finais e Entrega Final
Tabela 01 – Cronograma de elaboração do trabalho de Conclusão de Curso

Fonte: Adaptado de Material disponibilizado pela AESA

4 ANÁLISE DA SITUAÇÃO ATUAL


Durante o período de estágio pude acompanhar o desenvolvimento da empresa, que
passa por um processo de crescimento continuo e observar o andamento dos projetos para a
execução dos serviços prestados, através disso foi possível acompanhara conclusão dos processos
de melhoria e o esforço para desenvolver ferramentas de gestão que possa aumentar a qualidade
dos serviços e poder ter maior satisfação por parte dos clientes.

O contato direto com os clientes e fornecedores permitiu a compreensão de seus


limitadores, isso também é um foco muito importante na empresa que trabalha para o
crescimento, pois são elas as ferramentas mais importantes para a entrega dos resultados
esperados.

A empresa utiliza o método de custo ABC, tema desse trabalho que é muito utilizado
principalmente para verificar os custos e a lucratividade obtida em cada serviço prestado e com
isso tem buscado resultados eficazes para o progresso, por isso a importância da analise de custos
obtidos para sua gestão, sabendo usar o planejamento, estratégias e a competitividade como
forma positiva para que se possam alcançar os resultados esperados.

5 RESULTADOS E DISCUÇÕES
Com esse trabalho pude ver a importância que o Controle de custos exerce diante de
seus operadores e como é importante conhecer o conceito de ABC, para apurar custos dentro da
empresa, pois através dessa ferramenta que se pode traçar estratégias, planos de ação e buscar os
resultados esperados mutuamente pelos colaboradores e pela Organização.

E na segunda etapa do estágio pude entender de uma forma mais clara o quanto é
importante o controle de custos para auxiliar na Gestão de negócios e implantação de recursos
para que possa desenvolver melhor a equipe e os resultados.
Aprendi e agreguei muito mais conhecimento no trabalho que desempenho,
diretamente com as pessoas que trouxeram situações que realmente tive que resolver de uma
forma concreta e ao mesmo tempo satisfatória usando de tudo que aprendi até hoje na faculdade e
acabei me aprofundando mais com esse trabalho.

A Empresa Pacheco & Abreu também me deu todo o respaldo necessário para o
desenvolvimento desse trabalho disponibilizando exemplos de como diariamente o custeio ABC é
aplicado em todas as suas formas na hora de prestar um serviço e hoje posso dizer que realmente
quero atuar intensamente nessa área para melhorar sempre em busca do que se espera toda
Empresa e para o desenvolvimento e o crescimento continuo da área em que atuo.

6 CONCLUSÃO E CONTRIBUIÇÕES
Um estudo mais aprofundado sobre Custos nas Organizações visando uma apuração
mais detalhada da implementação do sistema ABC, na busca de resultados dos indicadores
associados ao setor onde será implantado. Através desse estudo buscar melhorias não só para
entrega de resultados mas também para um melhor desenvolvimento dentro da empresa através
de um plano mais elaborado.

E o real destaque da importância do modelo ABC como também um Gestor de


negócios. Afinal a Apuração de custos faz parte do sucesso da Empresa.

Através da realização desse trabalho pude concluir que em relação ao sistema aplicado
nas empresas comerciais e prestadoras de serviço, a contabilidade e os custos são essenciais para
uma melhor gestão e uma maior lucratividade da empresa, a utilização do método ABC vem
sendo eficaz para apuração dos custos unitários, totais e para tomada de decisão em relação à
margem de lucratividade de produtos ou serviços vendidos, visando uma estratégia de preços
mais competitiva, o que torna essa forma de Contabilidade de Custos uma importante ferramenta
de Gestão Empresarial. Todas as empresas comerciais, que se utilizam destas informações no
intuito de aperfeiçoarem suas rotinas de trabalho, ponderam ter suporte nas tomadas de decisões e
acompanharem a evolução dos resultados operacionais da empresa, mantendo a lucratividade,
competitividade e ficando sempre bem posicionada frente à concorrência.
O exemplo utilizado neste trabalho comprovou que o ABC pode ser uma ferramenta
para controle eficaz por parte dos gestores, bastando apenas, a implantação de um sistema de
informações adequado referente aos custos, pois assim pode ser visto como um método de fácil
utilização e que ajuda as empresas de prestação de serviço ter maior visibilidade de lucros gerada
através da analise dos custos utilizados. Dessa forma fica evidente que o ABC possibilita uma
alocação mais adequada das despesas relacionadas aos departamentos em estudo, diminuindo
assim a distorção causada por outros métodos também utilizados. Destaca-se também a
possibilidade de oferecer informações mais eficazes, a fim de se manter o controle interno, bem
como para se tomar decisões mais concretas, de modo a melhorar sua posição no mercado e
conquistar de forma mais significativa seu espaço e fidelizar seus clientes.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

BORNIA, Antonio Cezar. Análise gerencial de custos em empresas modernas. Porto Alegre:
Bookman, 2009.

HENDRIKSEN, E. S. e VAN BREDA, M. F. Teoria da Contabilidade. São Paulo: [Link],


2010.

KAPLAN, Robert, Dos custos à performance. Revista HSM Management, Mar/Abr., 2010.

MARTINS, Eliseu. Contabilidade de Custos. 9. ed. São Paulo: Atlas, 2009.

VANDERBECK, Edward J.; NAGY, Charles F. Contabilidade de Custos. 11ª Edição. São
Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2009.

TURNEY, P.B. Activity-Based Management. Management [Link].2010

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