Índice
1 Introdução 2
2 Objectivos 3
2.1 Objectivo Geral . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3
2.2 Objectivos Especı́ficos: . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3
3 Metodologias: 3
4 Derivadas Parciais 4
4.1 Interpretação Geométrica da Derivadas Parciais de uma Função de Duas
Variáveis . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
4.2 Regra da Cadeia para Funções de Duas ou Três Variáveis . . . . . . . . . . 5
4.3 Derivada direcional . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
4.4 Vector Gradiente . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8
5 Aplicação de derivadas para cálculo de máximos e mı́nimos de funcao
de dupla variável 9
5.1 Teste de segunda derivada . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9
1
1 Introdução
As derivadas são uma das ferramentas fundamentais no estudo do cálculo diferencial e
integral, fornecendo um meio de analisar como as funções mudam em relação às suas
variáveis. No entanto, muitas situações no mundo real envolvem funções de mais de uma
variável, como no caso de superfı́cies tridimensionais ou fenômenos que dependem de
múltiplos factores. Nesses casos, as derivadas parciais tornam-se essenciais, pois permi-
tem investigar como uma função muda em relação a uma única variável, mantendo as
outras constantes.
Além disso, as derivadas sucessivas e de ordem superior são usadas para analisar mu-
danças mais detalhadas e comportamentos mais complexos de funções. As derivadas de
ordem superior são particularmente úteis em áreas como optimização e séries de Taylor,
onde o comportamento de uma função ao longo de várias derivações fornece informações
cruciais sobre a sua curvatura e comportamento local.
Neste trabalho, abordaremos os conceitos de derivadas parciais, derivadas sucessivas e
derivadas de ordem superior, destacando sua importância em diversas aplicações ma-
temáticas e cientı́ficas.
2
2 Objectivos
2.1 Objectivo Geral
Explorar e compreender os conceitos fundamentais de derivadas parciais, derivadas su-
cessivas e derivadas de ordem superior, analisando suas aplicações teóricas e prácticas em
diferentes áreas da matemática e ciências.
2.2 Objectivos Especı́ficos:
• Definir e explicar o conceito de derivada parcial, identificando suas principais pro-
priedades e aplicações.
• Apresentar a noção de derivadas sucessivas, destacando sua utilidade no estudo de
funções com múltiplas variáveis.
• Discutir o conceito de derivadas de ordem superior, mostrando sua aplicação em
problemas práticos, como a otimização e o estudo de extremos de funções.
• Resolver problemas matemáticos que envolvem derivadas parciais, sucessivas e de
ordem superior, demonstrando suas abordagens e soluções
• Analisar exemplos de funções que requerem derivadas de ordens superiores, como
polinômios e séries de Taylor, para compreender a aplicação desses conceitos em
previsões e modelagens.
3 Metodologias:
• Revisão Bibliográfica:
Será realizada uma análise detalhada da literatura relacionada ao tema, com base
em livros de cálculo diferencial e integral, artigos acadêmicos e outros materiais
relevantes. A revisão incluirá a definição formal de derivadas parciais, sucessivas e
de ordem superior, suas propriedades e aplicações matemáticas. Este levantamento
teórico fornecerá a base conceitual para o desenvolvimento do trabalho.
• Desenvolvimento Teórico:
Com base na revisão bibliográfica, será feita a exposição detalhada dos conceitos
de derivadas parciais, sucessivas e de ordem superior. A apresentação será feita
de maneira clara e estruturada, utilizando exemplos ilustrativos e demonstrações
matemáticas. Serão discutidas as aplicações desses conceitos em diferentes áreas,
como fı́sica, economia e engenharia, para reforçar sua importância práctica.
• Resolução de Problemas:
Para consolidar o entendimento dos conceitos, serão propostos e resolvidos exercı́cios
prácticos envolvendo derivadas parciais, sucessivas e de ordem superior. Esses
exercı́cios incluirão a aplicação dos conceitos teóricos a problemas reais e matemáticos,
como optimização de funções e análise de comportamentos complexos de funções
multivariáveis. A resolução de problemas será acompanhada por explicações deta-
lhadas de cada etapa do processo.
3
4 Derivadas Parciais
Não há muito mais a ser dito sobre derivadas, exceto explicar a noção de uma derivada
quando uma função tem várias variáveis independentes. Assim, sem mais demora, vamos
definir a derivada parcial de uma função com duas variáveis independentes. O caso de
variáveis independentes adicionais é idêntico, então não é necessário mais do que dois para
a definição.
Definição 4.1 (Derivadas Parciais). Para uma função com duas variáveis indepen-
dentes, uma derivada parcial é a derivada da função com respeito a apenas uma das duas
variáveis (a outra variável sendo mantida constante). Considere-se que f (x, y) é uma
função contı́nua (pelo menos de classe C 1 ) de x e y sobre um domı́nio Ω (Ω pode ser
um domı́nio de forma irregular, então vamos pular o esforço de fornecer uma descrição
detalhada). A derivada parcial de f com respeito a cada variável é dada por:
∂f (x, y) f (x + ∆x, y) − f (x, y)
= lim
∂x ∆x→0 ∆x
∂f (x, y) f (x, y + ∆y) − f (x, y)
= lim
∂y ∆y→0 ∆y
Resultados semelhantes valem para funções de três ou mais variáveis, e a extensão deve
ser razoavelmente transparente com base nos exemplos acima.
Regra para determinar derivada parcial de z = f (x, y)
1. Para achar fx , olhamos y Como uma constante e diferenciamos f (x, y) com relação
a x.
2. Para achar fy ), olhamosx como uma constante e diferenciamos f (x, y) com relação
a y.
Exemplo 4.1. Se f (x, y) = 4x5 + 2x3 y 4 − 3y 3 , determine fx (1, 2) e fy (2, 1)
Solução. Mantendo y como constante e diferenciado em relação a x,podemos ter que
fx (x, y) = 20x4 + 6x2 y 4
fx (1, 2) = 20 · 14 + 6 · 12 · 24
= 20 + 96
= 116 (1)
Mantendo x Como constante e diferenciando em relação a y, podemos ter
fy (x, y) = 24x2 y 3 − 9y 2
fy (2, 1) = 24 · 12 23 − 9 · 12
= 192−
183 (2)
4
4.1 Interpretação Geométrica da Derivadas Parciais de uma
Função de Duas Variáveis
Seja f : D ⊂ R2 → R diferenciável em ∀P (x0 , y0 ) ∈ D. Para y = y0 , f (x, y0 ) É uma
função de uma variável cujo gráfico é uma curva C1 , resultant da interseção da superficie
z = f (x, y) com o plano y = y0 . A inclinação ou coeficiente angular da recta tangente à
curva C1 no ponto P (x0 , y0 é dada por:
∂f
tan(α) = (x0 , y0 )
∂x
.
Analogamente, tem-se que a inclinação da recta tangente à curva C2 , resultando da in-
terseção da curva z = f (x, y) e do plano x = x0 è:
∂f
tan(β) = (x0 , y0 )
∂y
4.2 Regra da Cadeia para Funções de Duas ou Três Variáveis
Definição 4.2 (caso 1). Recordemos da Análise Matemática I, que uma função composta
é uma função cuja variável independente também é uma função. Quando uma função
depende de duas ou mais variáveis que também são funções, a Regra da Cadeia nos
permite determinar a derivada na forma a seguir:
d ∂f dx ∂f dy
f (x(t), y(t)) = +
dt ∂x dt ∂y dt
Observemos que, nesta definição, as derivadas de x(t) e y(t) não são derivadas parciais,
mas derivadas convencionais. Isso ocorre porque x(t) e y(t) são funções de uma única
variável, t. Portanto, a derivada convencional é a forma correta da derivada para essas
quantidades.
2y 2
Exemplo 4.2. Seja z = , x = cos(t), y = sin(t). Usando a regra da cadeira,
x2 + y 2
dz
determine .
dt
5
Solução: Pela regra da cadeia sabemos que
dz ∂z dx ∂z dy
= · + ·
dt ∂x dt ∂y dt
Encontremos as derivadas parciais de z
4 cos(t) sin2 (t)
∂z 4xy 2 ∂z
= − ⇒ = − 2 = −4 cos(t) sin2 (t)
∂x (x2 + y 2 )2 ∂x
2
2
cos (t) + sin (t)
2 2 2
∂z 4y(x + y ) − 2y (2y) 4x2 y ∂z 4 cos2 (t) sin(t)
= = ⇒ = 2 = 4 cos2 (t) sin(t)
(x2 + y 2 )2 (x2 + y 2 )2
∂y ∂y 2 2
cos (t) + sin (t)
Donde também podemos ter as derivadas de x(t) e y(t)
dx dy
= − sin(t) e = cos(t)
dt dt
Daı́ que
dz
= −4 cos(t) sin2 (t) · (− sin(t)) + 4 sin2 (t) cos(t) · cos(t)
dt
= 4 cos(t) sin3 (t) + 4 cos(t)3 sin(t)
= 4 sin(t) cos(t)[sin2 (t) + cos2 (t)]
= 2[2 sin(t) cos(t)]
= 2 sin(2t) ✓ (3)
Definição 4.3 (Regra da Cadeia (caso 2)). Suponha-se z = f (x, y) seja uma função dife-
renciável de x e y, onde x = g(s, t) e y = h(s, t) são funções diferenciáveis de s e t. Então
∂z ∂z ∂x ∂z ∂y ∂z ∂z ∂x ∂z ∂y
= · + · e = · + ·
∂s ∂x ∂s ∂y ∂s ∂t ∂x ∂t ∂y ∂t
∂z
Exemplo 4.3. Dada a função z = x2 + y 2 , onde x = s + t e y = s − t, determine e
∂s
∂z
.
∂t
Solução:
∂z ∂z ∂x ∂z ∂y
(i) = · + ·
∂s ∂x ∂s ∂y ∂s
∂z ∂(x2 + y 2 ) ∂x ∂(s + t)
Onde = = 2x = 2(s + t) e = = 1 por outro lado
∂x ∂x ∂s ∂s
∂z ∂(x2 + y 2 ) ∂y ∂(s − t)
= = 2y = 2(s − t) e = = 1 Substituindo vamos ter que
∂y ∂y ∂s ∂s
∂z
= 2(s + t) · 1 + 2(s − t) · 1 = 2(s + t + s − t) = 4s
∂ξ
∂z ∂z ∂x ∂z ∂y
(ii) = · + ·
∂t ∂x ∂t ∂y ∂t
∂z ∂(x2 + y 2 ) ∂x ∂(s + t)
Onde = = 2x = 2(s + t) e = = 1, por outro lado
∂x ∂x ∂t ∂t
6
∂z ∂y ∂(s − t)
= = = −1, Substituindo vamos ter que
∂y ∂t ∂t
∂z
= 2(s + t) · 1 + 2(s − t) · (−1) = 2(s + t − s + t) = 4t
∂t
Definição 4.4 (Regra da cadeia(visão geral)). Suponha-se que u seja uma função
diferenciável de n variáveis x1 , x2 , ·, xn onde cada xj é uma função diferenciável de m
variáveis t1 , t2 , ·, tm e
∂u ∂x1 ∂u ∂x2 ∂u ∂xn
· + · + ··· + · , Para cada i = 1, 2, · · · , m
∂x1 ∂ti ∂x2 ∂ti ∂xn ∂ti
4.3 Derivada direcional
Teorema 4.1. Se f é uma função diferenciável em x e y, então f tem derivada direcional
na direcção e sentido de qualquer versor u = ⟨a, b⟩ e
Du f (x, y) = fx (x, y) · a + fy (x, y) · b
Nota: se o versor u forma um ângulo θ com o eixo x positivo, então pode-se escrever
u = ⟨cos(θ), sin(θ)⟩, pelo que a fórmula do Teorema 4.1 pode ser escrita como
Du f (x, y) = fx (x, y) · cos(θ) + fy (x, y) · sin(θ)
Exemplo 4.4. Determine a derivada da função z = x2 + y 2 no ponto M (2, 3) segundo a
orientação do vector ⃗l faz 60◦ com o eixo Ox.
Solução:
Queremos D⃗lf (2, 3), encontremos inicialmente as derivadas parciais de primeira ordem da
função z = x2 + y 2 :
∂z ∂z
fx (x, y) = = 2x e fy (x, y) = = 2y
∂x ∂y
Agora Encontremos essas derivadas exactamente no ponto M (2, 3)
fx (2, 3) = 2 · 2 = 4 e fy (2, 3) = 2 · 3 = 6
Daı́ que
D⃗lf (2, 3) = fx (2, 3) cos(60◦ ) + fy (2, 3) sin(60◦ )
√
1 3
=4· +6·
2√ 2
=2+3 3
Exemplo 4.5. Encontre a derivada da funço z = x2 + y 2 no ponto M (1, 2), na direcço
indicada pelo vector ⃗v = 3⃗i + 4⃗j.
Solução:
As derivadas da função z = x2 + y 2 foram feitas no exercı́cio 1, agora vamos simplesmente
substituir no novo ponto M dado
fx (1, 2) = 2 · 1 = 2 e fy (1, 2) = 2 · 2 = 4
7
√ √
Vejamos que |⃗v | = 32 + 42 = 25 = 5 ̸= 1, o que significa que ⃗v não é unitário, e pelo
Teorema 4.1 o vector director precisa ser unitário, assim sendo vamos achar um vector
u com mesma direcção e sentido de ⃗v que seja unitário, tal
vector vamos chamar de versor
1 1 3 4
de ⃗v . Então, o versor de ⃗v é u = · ⃗v = (3, 4) = , . Pelo que
|⃗v | 5 5 5
D⃗v f (1, 2) = Du f (1, 2)
3 4
= fx (1, 2) · + fy (1, 2) ·
5 5
3 4
=2· +4·
5 5
22
=
5
4.4 Vector Gradiente
Definição 4.5. Se f é uma função de duas variáveis x e y, o gradiente de f é uma
função vectorial ∇f definida por
∂f ∂f ∂f ∂f
∇f (x, y) = ⟨ , ⟩ = ⃗i + ⃗j
∂x ∂y ∂x ∂y
Exemplo 4.6. Achar e construir o gradiente da função z = x2 y no ponto P (1, 1).
Solução:
Achando as derivadas parciais
∂f ∂f
fx (x, y) = = 2xy e fy (x, y) = = x2
∂x ∂y
Substituindo o ponto P (1, 1)
fx (1, 1) = 2 · 1 · 1 = 2 e fy (1, 1) = 12 = 1
Pelo que
∇f (1, 1) = fx (1, 1)⃗i + fy (x, y)⃗j (4)
= 2⃗i + ⃗j (5)
Construção do vector:
1)
f (1,
∇
(1, 1)
x
8
5 Aplicação de derivadas para cálculo de máximos e
mı́nimos de funcao de dupla variável
5.1 Teste de segunda derivada
Suponha-se que as segundas derivadas de f sejam Contı́nuas em uma bola aberta com
centro em (x0 , y0 ), e suponha-se que fx (x0 , y0 ) = 0 e fy (x0 , y0 ). Seja
D = D(x0 , y0 ) = fxx · fyy − (fxy )2
a) Se D > 0 e fxx (x0 , y0 ) > 0, então f (x0 , y0 ) é um mı́nimo local;
b) Se D > 0 e fxx (x0 , y0 ) < 0, então f (x0 , y0 ) é um máximo local;
c) Se D < 0, então f (x0 , y0 ) não é um mı́nimo local e nem máximo local.
Exemplo 5.1. Investigue se tem extremos, a função de duas variáveis seguinte z =
(x − 1)2 + 2y 2
Solução:
Inicialmente vamos localizar as derivadas parciais
zx = 2(x − 1), zy = 2y
Igualando a zero as derivadas parciais
2(x − 1) = 0 e 2y = 0
Obtemos x = 1 e y = 0, então podemos ter o ponto (x0 , y0 ) = (1, 0).
Agora Encontremos as derivadas parciais de segunda ordem e D(x, y)
fxx = 2, fxy = 0 e fyy = 2
D(x, y) = 2 · 2 − 02 = 4
Como D(1, 0) = 4 > 0 e fxx (1, 0) = 2 > 0, então o ponto f (1, 0) = (1 − 1)2 + 2 · 02 = 0 é
um mı́nimo local.
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Referências
[1] Stewart, J. Cálculo, Volume 2. 7ª ed., Cengage Learning, 2013.
[2] Adams, R. A., Essex, C. Calculus: A Complete Course. 9ª ed., Pearson Education,
2018.
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