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Dinâmica da Agricultura no Brasil

Geografia

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O ESPAÇO RURAL

Agricultura brasileira
A Dinâmica da Agricultura
1. Agricultura no Brasil Industrial:
Antes de 1950, a indústria dependia da agricultura.
Após 1958 (Êxodo Rural), o campo passa a depender da cidade.
2. A relação de trabalho no campo.
a) Assalariado
b) Assalariado temporário - empreitada (peão de trecho, bóia-fria, Corumbá...)
c) Parceiro (Meeiro) - a produção é dividida ao meio
d) Arrendatário: aquele que aluga a terra.
3. A organização do espaço agrário
Mecanização do campo e a expropriação
Reforma Agrária
Posseiro e Grileiros
Posseiros são pessoas que ganharam o direito à posse da terra, mas não
possuem os documentos de posse desta, enquanto os grileiros são jagunços e
pistoleiros que são contratados pelos latifundiários para pressionarem os
posseiros a saírem das terras.
4. Sistemas Agrícolas: Conjunto de técnicas que o homem utiliza no solo,
para retirar as nossas necessidades. Terra (área) + trabalho (mão-de-obra
disponível) + capital = produção.
5. Tipos de Sistema Intensiva: uso de muito capital para investir em
técnicas, são comuns em países do Norte, o trabalho é qualificado, clima de
Zona Temperada, possui alta produtividade. Extensiva - a terra apresenta
baixa produtividade, é de subsistência, mão-de-obra familiar, baixo
investimento.
6. Reforma Agrária
É a redistribuição de terras improdutivas à indivíduos dispostos a nela
trabalharem, produzir recursos e se fixarem.
7. Existem dois tipos de terras improdutivas: terras devolutas - terras
improdutivas que pertencem somente ao governo e terras ociosas -
improdutivas que pertencem a particulares, porém com o índice de
produtividade zero ou muito baixo em proporcionalidade à extensão das terras.
8. Segmentos que estão envolvidos com a questão fundiária no país:
M.S.T (Movimento dos Sem Terra)- surge na década de 70 (no Rio Grande do
Sul). Atualmente vem deixando de ser um movimento exclusivamente social
com fins de reforma agrária para fazer incursões pelo meio político.
Latifundiários - proprietários de grandes extensões de terra. É importante
observar que, apesar apesar de uma grande parcela desses proprietários
verem a terra apenas como instrumento meramente especulativo, um latifúndio
não tem que ser necessariamente improdutivo.
Estado - Através do I.N.C.R.A (Instituto Nacional de Colonização e Reforma
Agrária), promove a redistribuição das terras entre os que verdadeiramente
merecem tê-la.
9. Os sistemas agrícolas

Os sistemas agrícolas podem ser classificados como intensivos ou extensivos.


Essa classificação está ao grau de capitalização e ao índice de produtividade.
As propriedades que, através da utilização de modernas técnicas de preparo
do solo, cultivo e colheita, apresentam altos índices de produtividades e
conseguem explorar a terra por um bom período, praticam agricultura intensiva.
Já as propriedades que utilizam a agricultura tradicional, apresentando baixos
índices de produtividade, praticam a agricultura extensiva.

a) A agricultura itinerante

Esse tipo de sistema agrícola é aplicado em regiões onde a agricultura é


descapitalizada. A produção é obtida em pequenas e medias propriedades ou
em parcelas de grande latifúndio, com utilizações de mão-de-obra familiar e
técnicas tradicionais. Por falta de recursos, não há preocupação com a
conservação do solo, as sementes são de qualidade inferior e não há
investimentos em fertilizantes, por isso, a rentabilidade e, as produções são
baixas. Depois de alguns anos de cultivo, há uma diminuição da fertilidade
natural do solo. Quando percebem que o rendimento está diminuindo, a família
desmata uma área próxima e pratica queimada para acelerar o plantio, dando
inicio a degradação acelerada de uma nova área, que em breve também será
abandonada. Daí o nome da agricultura itinerante.
Em algumas regiões do planeta, a agricultura de subsistência, itinerante e roça,
está voltadas as necessidades de consumo alimentar dos próprios agricultores.
Tal realidade ainda existe em boa parte dos países africanos, em regiões do
Sul e Sudeste Asiáticos e na América Latina, mas tem prevalecido hoje é uma
agricultura de subsistência voltada ao comercio urbano.
O agricultor e sua família cultivam um produto que será vendido na cidade mais
próxima, mas o dinheiro que recebem só será suficiente para garantir a
subsistência de cultivo e aumentar a produtividade.
Esse tipo de agricultura é comum em áreas distantes dos centros urbanos,
onde a terra é mais barata; predominam as pequenas propriedades, cultivadas
em parceria.
b) Agricultura de jardinagem
Essa expressão tem origem no Sul e no Sudeste da Ásia, onde há uma enorme
produção de arroz em planícies inundáveis, com a utilização de mão-de-obra.
Tal como a agricultura de subsistência, esse sistema é praticado em pequenas
e medias propriedades cultivadas pelo dono da terra e sua família. A diferença
é que nelas se obtém alta produtividade, através do selecionamento de
sementes, da utilização de fertilizantes e de técnicas de preservação do solo
que permitem a fixação da família na propriedade por tempo indeterminado.
Em países como as Filipinas, a Tailândia, devido a elevada densidade
demográfica, as famílias obtém áreas muitas vezes inferiores a um hectare e
as condições de vida são bem precárias.
Em países em que fizeram reforma agrária, Japão e Taiwan, após a
comercialização da produção e a realização de investimentos para a nova
safra, há um excedente de capital que permite melhor, a cada ano, as
condições de trabalho e a qualidade de vida da família. Na China, desde que
foram extintas as comunas populares, houve um significativo aumento da
produtividade. Devido a grande população, o excedente a modernização da
produção agrícola foi substituída pela utilização de enormes contingentes de
mão-de-obra. Em algumas províncias, porém, está havendo um processo de
modernização, impulsionando pela expansão de propriedades particulares e da
capitalização proporcionada pela abertura econômica a parti de 1978. Sua
produção é essencialmente voltada para abastecer o mercado interno.

c) As empresas agrícolas
São as responsáveis pelo desenvolvimento do sistema agrícola dos países
desenvolvidos. Nesses sistemas, a produção é obtida em medias e grandes
propriedades altamente capitalizadas. A produtividade é bem alta devido ao
selecionamento de sementes, uso intensivo de fertilizantes, elevado de
mecanização no preparo do solo, no plantio e na colheita, utilização de silos de
armazenagem, sistemático de todas as etapas da produção e comercialização
por técnicas. Funciona como uma empresa e sua produção são voltadas ao
abastecimento tanto do mercado interno como o externo. Nas regiões onde se
implantou esse sistema agrícola, há uma tendência a concentração de terras.

d) Plantation
É a propriedade monocultura, com produção de gêneros tropicais, voltadas
para a exportação. Esse sistema agrícola foi amplamente utilizado durante a
colonização européia na América.
Na atualidade, esse sistema persiste em várias regiões do mundo
subdesenvolvido, utilizando, além de mão-de-obra assalariada, trabalho semi-
escravo ou escravo, que não envolve pagamento de salário. Trabalha em troca
de moradia e alimentação. No Brasil, encontramos plantation em várias partes
de territórios, com destaque para as áreas onde se cultivam café e cana-de-
açúcar.
Próximo das platations sempre se instalam pequenas e medias propriedades
policulturas, cuja produção alimentar abastecer os centros urbanos próximos.

e) Cinturão Verde e Bacias leiteiras


Ao redor dos centros urbanos, pratica a agricultura e pecuária intensiva para
atender as necessidades de consumo da população local. Nessas áreas,
produzem-se hortifrutigranjeiros e cria-se gado para a produção de leite e
laticínios em pequenas e medias propriedades, com predomínio da utilização
de mão-de-obra familiar. Após a comercialização da produção, o excedente
obtido é aplicado na modernização das técnicas.

f) A agropecuária em países desenvolvidos

A agricultura e a pecuária, no geral, são praticados de forma intensiva, com


grande utilização de agrotóxicos, fertilizantes, técnicas aprimoradas de
correção e conservação dos solos e elevados índices de mecanização
agrícola. Por isso, a mão-de-obra no setor primária da economia é bem
pequena.
Nesses países, além do enorme índice de produtividade, obtém-se um enorme
volume de produção que abastece o mercado interno e é responsável por
grande parcela do volume de produtos agropecuárias que circulam o mercado
mundial. Uma quebra na safra de qualquer produto cultivado nos Estados
Unidos ou na Europa tem reflexos imediatos no comércios mundial e na
cotação dos produtos agrícolas.

g) Agropecuária em países subdesenvolvidos

Tanto nos países subdesenvolvidos cuja base da economia é rural , como nas
regiões pobres dos países subdesenvolvidos que se industrializaram, há um
amplo predomínio da agricultura de subsistência, que ocupa os piores solos, e
do sistema de plantation, área de solos melhores. Essa situação é uma
herança histórica do período em que esses países foram colônias.
O setor primário constitui a base da economia nesses países. O percentual da
população economicamente ativa que trabalha no setor primário é sempre
superior a 25%, ou até muito mais, como a Etiópia, 77% da população ativa é
agrícola. É comum vigorar uma política agrícola que priorize a produção
voltada ao abastecimento do mercado externo, mais lucrativo.

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