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Inovação na Gestão Escolar e Práticas

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GESTÃO ESCOLAR

LÍGIA DIAS
AULA 11
GESTÃO E INOVAÇÃO
PRÁTICAS INOVADORAS

“Embora a gestão seja formalmente investida em cargos como os de


direção e coordenação, os processos e funções escolares de gestão são
compartilhados entre as diferentes instâncias que operam o currículo e
seus dispositivos de apoio, dentro e fora da escola.
No modelo democrático e participativo demarcado na LDB, as escolas
precisam desenvolver diferentes canais de participação e instrumentos de
responsabilidade, de modo que o currículo e seus processos sejam
garantidos em todos os níveis, inclusive os comunitários”(MONTEIRO et.
al, 2013, p.222) .
PRÁTICAS INOVADORAS

“(...) a inovação em gestão da educação pública pode também ser


entendida como uma relação que se estabelece entre sistema de ensino,
escolas, comunidades escolar e local e sociedade nacional e internacional,
enquanto o gestor é um ‘mediador entre atores e suas representações em
escalas de poder e formas organizacionais, eticamente deter- minadas e
estrategicamente orientadas à promoção do desenvolvimento de
indivíduos, grupos e coletividade dentro de marcos culturais e
identitários’”. (SOUZA, 2006 apud FISHER, 2002, p. 57)
PRÁTICAS INOVADORAS

Os processos de inovação em educação não subsistem dependendo


apenas do entusiasmo e dos esforços dos educadores atuando de forma
isolada. Experiências inovadoras precisam ganhar apoio da coletividade
escolar e, amadurecendo, ser integradas à dinâmica dos seus Projetos
Pedagógicos. Se bem-sucedidas, podem se disseminar e passar a constituir
as políticas de rede de ensino ”(MONTEIRO et. al, 2013, p.223).
PRÁTICAS INOVADORAS

Metodologias inovadoras vivem surgindo para serem aplicadas em sala de


aulas, colocando os professores em aprendizagem contínua. Estão sempre
estudando, pesquisando afinal o que mais ouvem é que o mundo é
dinâmico e os jovens de hoje em dia são outros (obviamente), portanto é
preciso atualização.
Os gestores acompanham essa movimentação, muitas vezes, nos
bastidores, outras propondo a implantação desses novos métodos, mas
não de maneira sistêmicas.
PRÁTICAS INOVADORAS

“[...] para que experiências inovadoras façam o trajeto das práticas


individuais até a disseminação e replicabilidade em rede, produzindo
crescentes resultados e ganhos de qualidade, precisam crescer em
consistência pedagógica, ganhar raízes sociais e sustentabilidade prática
[...] exige ambientes de trabalho e estudo também novos, desafiando os
gestores escolares, também eles, a inovarem em suas práticas,
aprendendo a descentralizar sua gestão, mobilizar suas comunidades
escolares e liderar sua busca confiante e entusiasmada pelas inovações de
que precisam (MONTEIRO [Link], 2013, p.223)
PRÁTICAS INOVADORAS

Fonte: Monteiro [Link], 2013


PRÁTICAS INOVADORAS

Os fatores que devem ser observados pelo gestor são talvez mais
abrangentes que os educadores, sendo assim o desafio de inovação seja
maior. Sabendo disso sua dedicação e formação são mais exigidas. Como
lembram Monteiro e Mota “Bem entendida a sua missão de mobilização e
liderança, o gestor deve ser o primeiro a compreender e incorporar o
espírito de inovação, consciente da necessidade e das condições em que
precisa se dar seu processo metódico de construção pela via da Formação
Continuada”(2013).
PRÁTICAS INOVADORAS

Marilene Fogaça alerta para esta necessidade de inovação:


“O que podemos ressaltar é que a ausência de uma visão gerencial
inovadora, associada a pouca valorização do capital humano, é uma
realidade em muitas das instituições educacionais, o que ocasiona falta de
processos de qualidade, mal atendimento ao cliente, acomodação dos
profissionais e até falta de perspectiva futura nos alunos, algo que pode
até mesmo causar evasão escolar”.
PRÁTICAS INOVADORAS

Ela continua:
“Ao se pensar em uma escola que atenda às solicitações do sistema
educacional atual, é preciso, segundo uma visão holística, repensar não só
o projeto pedagógico e o corpo docente, mas também o lado gerencial
responsável por promover o desenvolvimento organizacional, capacitação
do educador, missão, valores e premissas implementadoras que
satisfaçam seus clientes internos, sejam eles alunos, familiares ou outros
colaboradores”.
PRÁTICAS INOVADORAS

Pausa para vídeo:


[Link]
PRÁTICAS INOVADORAS

No quadro atual de nossa educação escolar, inovação deve ter seu sentido
muito bem definido e delineado. Não se trata da busca efêmera do novo,
dado que a educação já experimentou muitos modismos, e, ademais,
precisamos ter sempre um recurso crítico preventivo contra a
característica típica da sociedade contemporânea de buscar, criar e
consumir o novo em velocidade cada vez maior (MARTÍN-BARBERO, 2008
apud MONTEIRO [Link], 2013).
PRÁTICAS INOVADORAS

Segundo Souza (2006, p. 10): “A produção da inovação supõe a criação de


novas respostas ou novas alternativas de solução a partir da análise e
diagnóstico de uma dada situação, que permitem o levantamento e
experimentação de alternativas de enfrentamento da questão ou do
desafio que é posto num dado tempo e num dado lugar, sob condições
históricas dadas.”
PRÁTICAS INOVADORAS

Monteiro e Mota apontam que a inovação responder a estes três


desafios específicos:
• Trazer uma perspectiva cidadã e inclusiva para os currículos escolares.
• Construir conceitos e instrumentos pedagógicos que integrem
organicamente os diferentes campos de conhecimento que se agregam
nos currículos.
• A partir desses pressupostos, gerar novas práticas curriculares
funcionais e sustentáveis diante do contexto diversificado e adverso
das redes de ensino.
PRÁTICAS INOVADORAS

Partindo deste pressuposto traremos para análise algumas escolas que são
classificadas como inovadoras, pois propõem um currículo inovador, têm a
pretensão de serem inclusivas e geram novas práticas.
Contudo, as trazemos para que possamos refletir:
Apesar de serem inovadoras, o que impedem de outras escolas seguirem
os mesmos caminhos? Elas atendem a todas as demandas sociais,
preparando os alunos para os vestibulares, por exemplo? Os professores
saem do ensino superior preparados para suprirem esta demanda?
PRÁTICAS INOVADORAS

Escolas inovadoras – Projeto Âncora:


[Link]
PRÁTICAS INOVADORAS

Escolas inovadoras – Elvira Brandão:


[Link]
PRÁTICAS INOVADORAS

Escolas inovadoras - Escola da Serra:


[Link]
PRÁTICAS INOVADORAS

Escolas inovadoras – Escola Nave Recife:


[Link]
PRÁTICAS INOVADORAS

O currículo (como observamos nestes vídeos) representa o ponto de


encontro entre os objetivos, intenções e metas da atividade escolar e
constitui-se como instrumento de uma educação inclusiva na medida em
que se torna efetivamente caminho que leva às aprendizagens essenciais
para a formação de sujeitos autônomos e cidadãos, capazes e em
condições equilibradas de oportunidades para participar das diferentes
dimensões da vida social, cultural, econômica e política (MONTEIRO [Link],
2013, p.225).
PRÁTICAS INOVADORAS

Fica claro que estas escolas são inovadoras, pois elas incluem todos os
participantes no processo de ensino-aprendizagem. Existe um
protagonismo evidente, uma força motriz transformadora.
Como afirma Monteiro e Mota (2013) “a perspectiva da função das
aprendizagens escolares ganha novos significados, orientando-se para a
mobilização e o comprometimento do sujeito-cidadão em formação para
com as questões significativas de sua realidade imediata e a transformação
– para melhor – de suas condições de vida individual e coletiva.
CONSIDERAÇÕES FINAIS

O tipo de inovação buscada em Educação hoje, portanto, fica mais bem


delineada na medida em que se determina uma orientação cidadã para o
currículo, fundada em princípios de inclusão, autonomia, participação e
protagonismo (MONTEIRO, 2013). O gestor tem por obrigação incentivar e
possibilitar estas transformações, “(...) uma inovação é sempre localizada
no tempo e no espaço e precisa ser estudada, pesquisada, monitorada, ter
avaliados seu percurso, resultados e impactos [...] antes de se efetuar
generalizações ou transposições para outros ambientes e contextos”
(SOUZA, 2006, p. 8).
REFERÊNCIAS

MONTEIRO, Eduardo; MOTTA, Artur. Gestão escolar : perspectivas, desafios e função


social; organização Andrea Ramal. - 1. ed. - Rio de Janeiro: LTC, 2013
SOUZA, M.G.G. inovação em gestão da educação pública: questões conceituais.
Ministério da Educação – Secretaria de Educação Básica – Instituto Nacional de Estudos
e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira – Inep/Pradime – Laboratório de Experiências
Inovadoras em Gestão Educacional: Produto 01. Julho de 2006.

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