FAHESP - Faculdade de Ciências Humanas, Exatas e da Saúde do Piauí.
IESVAP - Instituto de Educação Superior do Vale do Parnaíba LTDA.
Curso: Medicina
Disciplina/Módulo: Tic’s
Professora: Ana Rachel
Período: 5º
Nome: João Siqueira de Morais Filho
Alzheimer
Porque a Doença de Alzheimer acomete mais algumas pessoas (Ex. Síndrome de
Down)? Como é a cronologia dos sintomas?
A doença de Alzheimer é uma doença neurodegenerativa que afeta
principalmente adultos mais velhos, mas também pode afetar pessoas mais jovens,
como aqueles com síndrome de Down. Isso porque a síndrome de Down está
associada a uma cópia extra do cromossomo 21, que contém o gene responsável
pela produção da proteína precursora do amiloide, que se acumula no cérebro e leva
à formação de placas amilóides, condição conhecida como mal de Alzheimer. Uma
das características da doença de Haimer. Além disso, a síndrome de Down tem sido
associada à diminuição da expressão do gene APP-BP1, que ajuda a quebrar o
amilóide. Esses fatores aumentam a propensão para desenvolver a doença de
Alzheimer em pessoas com síndrome de Down em comparação com a população
em geral. (Handen, 2012; Head, 2016)
A formação da placa amilóide é um processo complexo que envolve a
clivagem anormal da proteína precursora amilóide (APP) pela β-secretase e γ-
secretase. Isso leva à formação de peptídeos Aβ, que tendem a se acumular no
espaço extracelular, formando placas amilóides. A formação dos emaranhados
neurofibrilares se deve à hiperfosforilação da proteína tau, ocasionando seu acúmulo
anormal nos neurônios, afetando sua função e levando à morte celular. (Blennow,
2019)
Os sintomas da doença de Alzheimer pioram com o tempo, embora a taxa de
progressão da doença varie. Os estágios são separados em três categorias: doença
de Alzheimer leve, doença de Alzheimer moderada e doença de Alzheimer grave
(Sherva, 2016).
A cronologia dos sintomas da doença de Alzheimer, variam de acordo com o
pciente, mas geralmente se desenvolvem lentamente ao longo de vários anos. Os
primeiros sintomas podem incluir perda de memória de curto prazo, dificuldade em
realizar tarefas diárias, desorientação no tempo e no espaço e problemas de
linguagem. À medida que a doença progride, os sintomas podem incluir alterações
de humor e comportamento, perda de memória mais grave, dificuldade em
reconhecer rostos familiares, problemas de julgamento e tomada de decisões e
dificuldade em realizar tarefas simples, como vestir-se ou tomar banho. Nos estágios
finais da doença, os indivíduos podem perder a capacidade de se comunicar e exigir
cuidados em tempo integral. (Associação Brasileira de Alzheimer, 2021)
Existem três estágios principais da progressão da doença de Alzheimer:
inicial, intermediário e tardio. Os sintomas iniciais são leves e podem ser facilmente
confundidos com o envelhecimento normal. No estágio intermediário, os sintomas
tornam-se mais pronunciados e começam a afetar as atividades diárias da pessoa.
Em estágios avançados, o paciente torna-se totalmente dependente do cuidador,
apresentando dificuldade para se comunicar e realizar atividades básicas como
comer e vestir. (Blennow, 2019)
Nos estágios iniciais da doença de Alzheimer, uma pessoa pode funcionar de
forma independente. Ele ou ela ainda pode dirigir, trabalhar e socializar. Apesar
disso, a pessoa pode sentir como se tivesse perda de memória, como esquecer a
localização de palavras familiares ou objetos do cotidiano. Os sintomas podem não
ser muito óbvios nesta fase, mas a família e amigos próximos irão notá-los e os
médicos poderão usar certas ferramentas de diagnóstico para identificá-los. (Wolk,
2016)
O estágio intermediário da doença de Alzheimer é geralmente o estágio mais
longo e pode durar muitos anos. Os pacientes de Alzheimer exigirão níveis mais
elevados de cuidados à medida que a doença progride. No estágio intermediário da
doença de Alzheimer, os sintomas de demência são mais evidentes. A pessoa pode
balbuciar suas palavras, ficar frustrada ou com raiva e se comportar de forma
inesperada, como se recusar a tomar banho. Danos às células nervosas do cérebro
também podem dificultar a expressão de pensamentos e a realização de tarefas
cotidianas sem assistência. (Sherva, 2016)
Nos estágios finais da doença, os sintomas de demência são graves. O
indivíduo perde a capacidade de responder ao ambiente, manter uma conversa e,
finalmente, controlar o movimento. Eles ainda podem falar palavras ou frases, mas
têm dificuldade em transmitir dor. À medida que a memória e as habilidades
cognitivas continuam a se deteriorar, podem ocorrer mudanças significativas de
personalidade e o indivíduo exigirá cuidados extensivos. Nesta fase, os indivíduos
podem. (Wolk, 2016)
Referências Bibliográficas:
Handen, B. L., Cohen, A. D., & Channamalappa, U. (2012). The prevalence of
dementia in Down syndrome. Journal of American Academy of Child and Adolescent
Psychiatry, 51(3), 261–268. [Link]
Head, E., Powell, D., Gold, B. T., & Schmitt, F. A. (2016). Alzheimer's disease in
Down syndrome. European Journal of Neurology, 23(6), 1024–1031.
[Link]
Associação Brasileira de Alzheimer. (2021). O que é a doença de Alzheimer.
[Link]
Blennow, K., Dubois, B., Fagan, A. M., Lewczuk, P., de Leon, M. J., & Hampel, H.
(2019). Clinical utility of cerebrospinal fluid biomarkers in the diagnosis of early
Alzheimer's disease. Alzheimer's & Dementia, 15(3), 345-359.
WOLK, David A.; DICKERSON, Bradford C. Características clínicas e diagnóstico da
doença de Alzheimer. UpToDate, Waltham, MA , 2016.
SHERVA, Rick; KOWALL, Neil W.; RABY, Benjamin A. Genética da doença de
Alzheimer. UpToDate, Waltham, MA , 2016.