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Internação Psiquiátrica: Indicações e Proibições

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FAHESP - Faculdade de Ciências Humanas, Exatas e da Saúde do Piauí.

IESVAP - Instituto de Educação Superior do Vale do Parnaíba LTDA.


Curso: Medicina
Disciplina/Módulo: Tic’s
Professora: Ana Rachel
Período: 5º
Nome: João Siqueira de Morais Filho
Internação hospitalar

Quando está indicado a internação de paciente psiquiátrico? E quais situações esta


prática é vedada?
A Lei nº 10.216/2001,4 estabelece que a internação por doença mental se
divide em: voluntária, ou seja, com o consentimento do paciente; involuntária,
realizada sem o seu consentimento, com indicação médica suficiente, porém, deve
ser realizada de forma documentada no prontuário e comunicado ao Ministério
Público; enfim, obrigatório se decidido pelo Judiciário. Atualmente, a internação por
abuso de substâncias psicoativas é tratada em regime próprio.
Atualmente, os casos graves requerem internação psiquiátrica quando
esgotados os recursos extra-hospitalares para tratamento ou manejo do problema,
sendo proibida a internação em instituições com características manicomiais, ou seja,
aquelas que não oferecem atenção integral à pessoa com transtorno mental •
Transtornos mentais, incluindo cuidados médicos, sociais, psicológicos, vocacionais,
de lazer e outros serviços. (CARDOSO, 2011)
Nos termos do artigo 4º das Leis nº 1 e nº 3. 10.216/01, quando a pessoa com
doença mental perde a capacidade de autogestão, ou seja, perde a autodeterminação,
muitas vezes representando uma ameaça para si mesma (por exemplo, risco de
suicídio) ou para a sociedade, é indicada a internação. Alguns extremos são: ataques
de pânico, psicose, depressão, distúrbios alimentares. A detenção de caráter de asilo
é proibida.
Condições que pode justificar intervenção involuntária e transtornos que
ocorrem mais frequentemente
Fonte: CARDOSO, 2011
A internação só pode ser autorizada mediante apresentação de relatório
médico pessoal detalhado descrevendo os prováveis motivos da internação. É
fundamental que este relatório esteja atualizado e descreva o estado de saúde do
candidato à vaga de internação. Além do laudo, é necessário fornecer uma avaliação
interdisciplinar descrevendo os tratamentos utilizados até o momento para o manejo
do caso, geralmente emitido pelo CAPS do município de residência do paciente,
quando o município presta esse serviço.
Um caso grave refere-se a um transtorno mental com pelo menos uma das
seguintes condições: risco de autoagressão, risco de agressão heterossexual, risco
de agressão à ordem pública, risco de exposição social, comprometimento grave da
capacidade de autocuidado. (CARDOSO, 2011)
A internação é vedada quando é de natureza asilar, conforme artigo 4º, parágrafo 1º
ao 3º da Lei n. 10.216/01, segue:
“Art. 4o A internação, em qualquer de suas modalidades, só será indicada quando os
recursos extra-hospitalares se mostrarem insuficientes.
§ 1o O tratamento visará, como finalidade permanente, a reinserção social do
paciente em seu meio.
§ 2o O tratamento em regime de internação será estruturado de forma a
oferecer assistência integral à pessoa portadora de transtornos mentais,
incluindo serviços médicos, de assistência social, psicológicos, ocupacionais,
de lazer, e outros.
§ 3o É vedada a internação de pacientes portadores de transtornos mentais em
instituições com características asilares, ou seja, aquelas desprovidas dos
recursos mencionados no
§ 2o e que não assegurem aos pacientes os direitos enumerados no parágrafo
único do art. 2o.”
Fluxo de internação psiquiátrica em situações que não configuram urgência ou
emergência

Fonte: Lei nº 10.216, 2001

Referências Bibliográficas:
CARDOSO, Lucilene. Internação psiquiátrica e a manutenção do tratamento extra-
hospitalar. Scielo, 2011. Disponível em: [Link]
62342011000100012.
LEI Nº 10.216, DE 6 DE ABRIL DE 2001 , Lei da Reforma P
siquiátrica; Lei Paulo Delgado; DiárioOficial da União - Seção 1 - Eletrônico -
9/4/2001, Página 2 (Publicação Original);

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