FAHESP - Faculdade de Ciências Humanas, Exatas e da Saúde do Piauí.
IESVAP - Instituto de Educação Superior do Vale do Parnaíba LTDA.
Curso: Medicina
Disciplina/Módulo: Tic’s
Professora: Ana Rachel
Período: 5º
Nome: João Siqueira de Morais Filho
Lordose, cifose e escoliose
Quais as diferenças entre lordose, cifose e escoliose? Sempre são patológicas?
Fonte: Internet
A coluna tem curvaturas fisiológicas, como lordose cervical, cifose dorsal,
lordose lombar e cifose sacrococcígea, que são críticas para a postura vertical e a
marcha humana. Curvaturas patológicas de importância clínica foram consideradas
escoliose no plano frontal e hipercifose no plano sagital.
Fonte: Internet
Lordose, cifose e escoliose são curvaturas anormais da coluna vertebral que
podem levar a diferentes problemas de saúde. Lordose é a curvatura normal da
coluna vertebral e refere-se a uma curvatura acentuada para dentro da parte inferior
das costas. A cifose é uma curvatura acentuada para fora, geralmente na área do
peito, que pode levar a uma postura arredondada. A escoliose é uma curvatura
lateral da coluna vertebral que pode ocorrer em qualquer parte da coluna e pode
fazer com que a coluna gire, resultando em deformidade do tórax. (SILVA, 2016;
FONSECA, 2010)
Fonte: Internet
Essas curvaturas podem ser decorrentes de causas congênitas, como
deformidades da coluna vertebral, ou podem ser adquiridas ao longo da vida devido
a fatores como má postura, traumas ou doenças degenerativas da coluna vertebral.
Assim, essas condições nem sempre são patológicas, mas podem ser consideradas
patológicas quando causam sintomas significativos ou levam a complicações como
dor, limitação de movimento ou deformidades estéticas. (SILVA, 2016; FONSECA,
2010)
O diagnóstico da curvatura da coluna geralmente é feito por meio de um
exame físico, radiografias e outros exames de imagem, como tomografia
computadorizada ou ressonância magnética. O tratamento depende da gravidade da
condição e pode variar de medidas conservadoras, como fisioterapia e exercícios,
até cirurgia para corrigir a deformidade. (BRASIL, 2019)
Lordose Cifose Escoliose
Pode ser congênita
Pode ser congênita Pode ser congênita ou
ou adquirida devido
ou adquirida adquirida devido a
a fatores como má
devido a fatores fatores como má
postura,
Causas como má postura, postura, desequilíbrios
envelhecimento ou
trauma ou doenças musculares ou
doenças
degenerativas da doenças
degenerativas da
coluna vertebral. neuromusculares.
coluna vertebral.
Pode causar dor Pode causar dor nas
Geralmente
nas costas, fadiga costas, desvio lateral
assintomática, mas
muscular, postura da coluna vertebral,
pode causar dor
Sintomas arredondada e rotação da coluna
lombar e limitação
dificuldade para vertebral e
de movimento em
respirar em casos deformidade estética
casos graves.
graves. em casos graves.
Medidas Medidas
Tratamento depende
conservadoras, conservadoras,
da gravidade da
como fisioterapia e como fisioterapia e
condição. Fisioterapia
exercícios, são exercícios, são
e exercícios são
Tratamento geralmente geralmente
geralmente eficazes,
eficazes. Cirurgia eficazes. Em casos
mas a cirurgia pode
pode ser graves, a cirurgia
ser necessária em
necessária em pode ser
casos graves.
casos graves. necessária.
Fonte: SILVA, 2016; FONSECA, 2010; BRASIL, 2019
As curvaturas fisiológicas nas regiões do pescoço (lordose cervical), tórax
(cifose torácica), lombar (lordose lombar) e pélvica (cifose sacral) são consideradas
normais por serem a adaptação natural do corpo às posturas adotadas em
diferentes fases Resultados do desenvolvimento motor, incluindo os períodos
embrionário e de nascimento.
A escoliose é considerada um desvio patológico da coluna para os lados
(direito ou esquerdo), correlacionado com a rotação dos corpos vertebrais na parte
convexa da curva. Essa rotação provoca uma proeminência denominada gibosidade
(ou giba) que produz as deformidades próprias da doença num dos lados do tórax.
Referências Bibliográficas:
SILVA, M. R.; SILVA, A. A. B.; LUCAS, D. D. O. Escoliose idiopática do adolescente:
revisão de literatura. Fisioterapia em Movimento, Curitiba, v. 29, n. 4, p. 861-869,
out./dez. 2016.
FONSECA, M.; GONÇALVES, M. As escolioses. Revista Portuguesa de Ortopedia e
Traumatologia, Porto, v. 18, n. 4, p. 257-264, 2010.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de
Ações Programáticas e Estratégicas. Diretrizes de Atenção à Pessoa com Dor
Crônica no Sistema Único de Saúde / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à
Saúde, Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas. – Brasília: Ministério
da Saúde, 2019. (Série A. Normas e Manuais Técnicos).