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Pressão de Perfusão Cerebral: Manejo e Importância

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FAHESP - Faculdade de Ciências Humanas, Exatas e da Saúde do Piauí.

IESVAP - Instituto de Educação Superior do Vale do Parnaíba LTDA.


Curso: Medicina
Disciplina/Módulo: Tic’s
Professora: Ana Rachel
Período: 5º
Nome: João Siqueira de Morais Filho
Pressão de Perfusão Cerebral (PPC)

A pressão de perfusão cerebral (PPC) é calculada subtraindo-se a pressão


intracraniana (PIC) da pressão arterial média (PAM), ou seja, PPC=PAM-PIC. A CPP
é uma medida importante da perfusão cerebral porque fornece uma estimativa da
pressão sanguínea que realmente chega ao cérebro após o ajuste para a resistência
cerebrovascular. Deve-se enfatizar que a PPC deve ser mantida dentro de uma faixa
de valores adequada para garantir a perfusão cerebral adequada e prevenir lesões
cerebrais isquêmicas ou hemorrágicas. (MAKARYUS, 2023; GOMEZ, 2021)
São considerados como valores normais ou desejáveis, valores de PIC
menores que 10 mm Hg (tolerada até 20 mm Hg), pressão de perfusão cerebral (PPC)
acima de 70 mm Hg e a pressão arterial média (PAM) entre 70 e 110 mm Hg.
PPC (mmHg) Classificação

> 60 Normal

50 - 59 Hipoperfusão cerebral moderada

30 - 49 Hipoperfusão cerebral grave

< 30 Isquemia cerebral crítica, risco de morte cerebral

Fonte: SOUSA, 2014; LIMA, 2016


A pressão intracraniana elevada pode ser causada por uma variedade de
condições, como hemorragia cerebral, edema cerebral, traumatismo craniano, etc.
Esta é uma emergência médica que requer ação imediata para prevenir danos
cerebrais irreversíveis. As medidas imediatas devem incluir: monitorização contínua
da pressão intracraniana, manutenção das vias aéreas permeáveis e oxigenação
adequada, controle da pressão arterial e da glicose, redução da atividade cerebral
(por sedação ou indução do coma), controle da hiperventilação e tratamento
específico da causa subjacente. (GOMES, 2014; RAGHUNATHAN, 2016)
O tratamento da pressão intracraniana elevada é baseado na causa subjacente
e inclui medidas como cirurgia de descompressão craniana ou o uso de medicamentos
para reduzir a inflamação e o inchaço cerebral, como corticosteroides ou diuréticos.
Em todos os casos, é importante monitorar continuamente o paciente para avaliar a
eficácia do tratamento e identificar sinais de deterioração neurológica. (CARNEY,
2017; HEMPHILL, 2015)
As intervenções imediatas para controlar a PIC elevada incluem sedação,
ventilação controlada e monitoramento contínuo da PIC. A hiperventilação controlada
pode ser usada para reduzir agudamente a pressão intracraniana, mas o uso
prolongado deve ser evitado porque pode levar a hipocapnia e vasoconstrição
cerebral. A hipotermia é outra intervenção que pode ser usada em casos selecionados
para reduzir a inflamação cerebral e o metabolismo. Além disso, prevenir
complicações como infecção, úlceras de pressão e trombose venosa profunda é
fundamental para garantir uma recuperação ideal. (CARNEY, 2017; HEMPHILL, 2015;
MCCORMICK, 2018)
A pressão intracraniana elevada é uma complicação grave que pode ocorrer
em diversas condições, como traumatismo craniano, hemorragia cerebral, edema
cerebral, etc. O diagnóstico precoce e o manejo adequado são fundamentais para
reduzir a morbidade e a mortalidade associadas a essa condição. Além disso, a
prevenção de fatores de risco como hipertensão, tabagismo e abuso de álcool também
é importante para reduzir a incidência de aumento da pressão intracraniana.
(CARNEY, 2017; HEMPHILL, 2015)

Fonte: Internet
PPC Manejo

< 60 Elevar a pressão arterial sistêmica, otimizar a oferta de oxigênio,


mmHg descompressão cirúrgica

60-70 Aumentar a oferta de oxigênio, reduzir a pressão intracraniana,


mmHg manter a normotermia

> 70 Manter a homeostasia, manter a pressão arterial dentro dos limites


mmHg normais
Fonte: SOUSA, 2014; LIMA, 2016
Referências Bibliográficas:
MAKARYUS, Rany A. et al. Cerebral perfusion pressure. StatPearls [Internet].
Treasure Island (FL): StatPearls Publishing, 2022 Jan-. Available from:
[Link] Accessed on May 08, 2023. G
GOMEZ, David et al. Monitoring cerebral perfusion: a review of techniques. Journal
of neurosurgical anesthesiology, v. 33, n. 2, p. 223-231, Apr. 2021. Available from:
[Link] doi: 10.1097/ANA.0000000000000709.
GOMES, Weslei Martinelli et al. Traumatismo cranioencefálico grave: manejo e
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[Link]
507X2014000200120&lng=en&nrm=iso. Epub Apr 22, 2014. doi: 10.5935/0103-
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CARNEY, N. et al. Guidelines for the management of severe traumatic brain injury,
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MCCORMICK, P. W. et al. Clinical practice guidelines for the management of
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SOUSA, R. M. C. et al. Manejo da pressão intracraniana em paciente neurocrítico
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LIMA, F. M. C. et al. Influência da pressão arterial e da pressão de perfusão cerebral
sobre o prognóstico em pacientes com traumatismo cranioencefálico grave. Revista
Brasileira de Terapia Intensiva, v. 28, n. 4, p. 413-420, 2016.

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