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Módulo de Heresiologia e Seitas

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Módulo de Heresiologia

HERESIOLOGIA

INTRODUÇÃO:

No grego, aieresis, palavra que ocorre por nove vezes no Novo Testamento.
(At. 5. 17; 15. 5; 14; 26. 5; I or. 11. 19; Gl. 5. 20; II Pe. 2. 1). É desse vocábulo
grego que temos a transliteração portuguesa heresia.

O verbo grego, airéo, significa tirar, escolher. Portanto, aquilo que é tirado ou
escolhido, em sentido religioso ou político, é uma heresia. Um partido ou uma
seita. “Quando essa palavra aparece no novo testamento, não devemos,
contudo, pensar em heresia”.

Conforme esta palavra portuguesa é modernamente compreendida na


linguagem eclesiástica. Antes, seu sentido é escola, partido ou grupo de
pessoas que se separa de outras pessoas, por escolha própria.

Há três instâncias dessa palavra, referentes ao movimento cristão primitivo,


onde transparece a idéia é opróbrio. Assim, por ocasião do julgamento do
apóstolo Paulo diante de Félix, Tertulo acusou esse apóstolo de ser “... O
principal agitador da seita dos nazarenos” (At. 24. 5). Em sua replica Paulo
intitulou o cristianismo de “... o caminho, a que chamam seita...” (At. 24.14). E
os judeus de Roma, disseram a Paulo “... é corrente a respeito desta seita que
por toda parte é ela impugnada (At. 28. 22).

A palavra seita também é empregada para indicar partido dos Saduceus (At. 5.
17), e o partido dos fariseus (At. 15. 5; 26. 5). Em nossa versão portuguesa, o
vocábulo grego é também traduzido por partidos (I Cor. 11. 19; Gl. 5. 20; e por
heresias, I Pe. 2. 1).

Portanto, se no grego helenista o sentido da palavra envolvida era de doutrina


ou escola de pensamento, no vocabulário cristão esse vocábulo então adquiriu.
Desde bem cedo, o matiz pejorativo de doutrina que concorda com o ensino
ortodoxo da igreja cristã um uso similar ao que recebeu, em certos casos, a
palavra grega didachê, ensina doutrina, conforme se vê, por exemplo. (Ap. 2.
15), que fala sobre a doutrina dos Nicolaitas. Não sabemos dizer, com certeza
o que estava envolvido nessa falsa doutrina, a menos que interpretemos a
palavra Nicolaitas de acordo com raízes gregas que significam dominadores do
povo, prevista pelo apóstolo. (At. 20. 29-30; I Pe. 5. 2-3). Embora a opinião dos
evangélicos seja suspeita, talvez, seja melhor pensarmos na classe clerical, em
oposição aos leigos, um desenvolvimento extra bíblico que já estava bem
firmado no século III d. C. O ideal neotestamentário é o do sacerdócio de todos
os crentes (I Pe. 2. 9). Porem, não tardou muito a surgir um ministério falso,
baseado em idéias pagãs e judaicas, composto de sacerdotes, que formavam
uma classe a parte e superior ao corpo laico. O grande erro do Clero é que
seus membros julgam-se intermediários. Entre Deus e os homens.

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Indispensáveis a economia de Divina. Quando o ensino do novo testamento é a


igualdade de todos os crentes, que tem idênticos direitos de acesso a Deus,
por intermédio do Único Mediador, Jesus Cristo. Ele mesmo disse: Ninguem
vem ao Pai senão por Mim. (Jo. 14. 6).

A palavra senão mostra-nos que ficam eliminados todos os intermediários


secundários, sejam eles padres ou santos. E, Paulo confirma isso quando
escreve: “... Há um só mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus,
Homem...”

1. SEITAS HERÉTICAS.

A palavra portuguesa seitas vem de secta, de seguir. Portanto, designa algum


grupo de pessoas que segue alguma doutrina ou modo de vida específico. Um
uso comum desse termo e a designação de alguma seita herética.

Quase todos os cursos teológicos de origem fundamentalista dão


ensinamentos que tencionam identificar e combater os não cristãos ou seitas
cristãs heréticas. Alguns missionários têm chegado mesmo a dedicar suas
vidas a luta contra seitas, promovendo assim um negativismo caracterizado
pelos ataques cortantes e cláusticos diários. Isso é feito a interesse da defesa
da fé, o que não pode ser ou não o caso, dependendo de quão boa e completa
é a definição da fé que segue. Por outro lado a maior parte das seitas
heréticas, assim chamadas, é exclusiva. São entidades com freqüência
exclusivistas e hostis que desfecham seus ataques contra o Cristianismo
central como apostatado, ultrapassado ou inadequado. E assim, grupos que se
autodenominam cristãos dividem-se em campos hostis, empenhados em uma
batalha contínua.

1.1 – DENOMINAÇÕES QUE SÃO SEITAS.

Outro uso do termo seitas é aquele que designa qualquer subgrupo de


pessoas, dentro de alguma religião organizada, como foi o caso dos fariseus e
dos saduceus, que faziam parte do judaísmo. Nesse segundo sentido, as
denominações cristãs são seitas. Essa é uma aplicação justa do termo, pois,
na verdade e, não conforme imaginam, alguma exposição especial, ou melhor,
do cristianismo. Ajuda-nos a pensar mais corretamente quando nos lembramos
que todas as denominações não passam de seitas, pelo que nós não
deveríamos preocupar muito em participar da polêmica em que tentas pessoas
se deleitam, combatendo-se mutuamente. Embora essas seitas
denominacionais tenham suas vantagens e desvantagens, todas elas são
representações parciais da verdade bíblica apesar da arrogância que tão
frequentemente assinala certas seitas cristãs.

1.2 – A FRAGMENTAÇÃO E AS SEITAS.

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Todos nós sabemos da imensa fragmentação que tem tido lugar no


protestantismo. Na verdade daí tem resultado muitas seitas, quase todas da
variedade fundamentalista. Ainda que, para os grupos fragmentados, esse uso
da palavra seita seja digno de objeção até onde é possível ver, o vocábulo é
aplicável. Uma seita geralmente é um grupo sismático que se dividiu de algum
grupo maior, para então desenvolver-se em uma igreja organizada, até que,
finalmente, vem a ser uma denominação separada. A capacidade do
protestantismo de continuar subdividindo-se em seitas deixa a todos
boqueabertos. E também admira como cada um dos novos grupos assim
formados embala a ilusão de ser algo melhor que os outros. Esses grupos
encontram sua autoridade em alguma doutrina considerada melhor, com base
em uma suposta interpretação superior das Escrituras. E todos esses grupos,
de alguma maneira, não largam a regra das escrituras somente, quando a sua
fé prática, ao tempo em que conseguem salientar novos itens da fé que
usualmente consideram mais aproximados do cristianismo primitivo, e novas
práticas, as quais também emprestam uma aura de antiguidade. Mas o pior das
seitas cristãs é a atitude do cristianismo que mantém contra outros grupos
cristãos, sem falarmos no exclusivismo que caracteriza praticamente todas
essas divisões.

As diversas denominações cristãs não se notabilizam pela tolerância que


demonstram para com outras denominações. E o mesmo pode ser dito com
relação às seitas. Um nível acima da tolerância está à compreensão e um nível
acima do amor. No entanto, a maioria dos cristãos nem ao menos aprendeu
ainda a ter tolerância.

1. 3 – TIPOS DE RELIGIÕES.

Animista: Espíritos, desencarnados ou não, servem de base para as crenças e


os atos praticados pelo animismo. Fica entendida a proximidade do mundo dos
espíritos. Tais espíritos seriam bons ou maus, podendo ajudar ou prejudicar
ativamente aos seres humanos.

Legalista: O principal elemento religioso, nessas religiões, é algum código legal


que governa todos os aspectos da vida do indivíduo. Esse código geralmente é
concebido como divinamente inspirado; o bem é prometido àqueles que
obedecem, a salvação. É prometida a punição àqueles que desobedecem ao
código legal aceito.

Ritualista: Nessas religiões acredita-se que ritos e cerimônias agradam as


divindades (ou Deus), e que aqueles que observam tais coisas serão
beneficiados. Esses ritos, com frequência, simbolizam crenças importantes, ou
então costumes e expectações dos adoradores. As artes ocultas e as fés
primitivas operam com base em ritos e encantamentos, como se essas coisas
servissem para controlar os espíritos, fazendo-os atuar para bem das pessoas,
e para malefício dos inimigos dos adoradores.

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Sacramentista: Nessas religiões, os sacramentistas são tidos como meios de


transmissão da graça divina e da atuação do Espírito de Deus. Usualmente,
esse tipo de fé religiosa tem sacramentos que só pertencem ao grupo,
tornando-se assim meios de promover o exclusivismo. E usualmente essas
religiões pensam que sem o uso dos sacramentos, ministrados por indivíduo
devidamente autorizado, o Espírito de Deus não pode atuar.

Natural: A revelação divina ou rejeitada como base dessas religiões, ou então,


recebe uma posição meramente secundária. Para essas religiões, Deus ter-se-
ia manifestado na natureza, mostrando-se ativo nas faculdades racionais e
intuitivas do homem. Portanto, seriam dispensáveis a revelação divina e os
livros sagrados. E o que haveria nessa revelação e nesses livros sagrados
seriam noções recheados de erros, pelo que não serviriam como guias
fidedignos.

Racional: A razão humana, para essas religiões, é algo tão poderoso e


expansivo que, na religião, nada mais se faria mister do que um apelo à razão
bem treinada e disciplinada. Usualmente as pessoas que sustentam esse ponto
de vista dão muito valor à filosofia, onde a razão recebe a ênfase mais
proeminente.

Revelatória: Tais fés religiosas estariam fundamentadas principalmente sobre


supostas revelações da parte de deuses, não de Deus, ou do Espírito, de
espíritos desencarnados, ou de qualquer outro ser ou poder espiritual que dê
revelações, as quais acabam cristalizadas em livros sagrados. Em sua maioria,
as religiões pertencem a essa categoria.

Mística: Para tomarmos conhecimentos das coisas, contamos com a percepção


dos sentidos, com a razão, com a intuição e com as experiências místicas. A
maior parte das religiões frisa o misticismo, do qual a revelação é uma
subcategoria, no tocante a seu conhecimento. Mas nem todas as religiões, nem
religião natural, conforme citado no primeiro capítulo de Romanos, que dá a
entender devido ao próprio testemunho da natureza, sem contar com revelação
divina, o homem está obrigado, por própria consciência, a crer em certas
realidades. Alguns cristãos fazem objeções ao uso da palavra “religião”, como
se o cristianismo fosse tão distinto e superior às demais religiões do mundo
que esse vocábulo não pudesse ser apropriadamente aplicado à fé cristã.
Porem, assim fazendo, eles estão dando a sua própria definição ao termo, uma
definição inaceitável para os autores de dicionários e enciclopédias, conforme
se verifica nas discussões dos filósofos e dos teólogos.

1. BUDISMO.

Religião fundada na Índia pelo príncipe Siddhartha Gautama, dito Sakva Muni,
o Buda, no século VI a. C.

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Na Índia, curiosamente, a religião deixou de existir, depois de um


desenvolvimento que chegou ao apogeu no século V d.C. por volta do século
VII d.C. apenas em Bengala e na província natal do santo (atual Nepal) . mas
no resto do oriente, o budismo continuou a ter importante papel civilizador.

Buda não deixou sucessor designado. Amando o discípulo amado, seu primo e
fiel servidor de 25 anos, e Kacyapa, dito o grande (Mahakacyapa), procuraram
codificar a doutrina e orientar a comunidade, o primeiro numa linha de
conciliação e compromisso, o segundo com rigorismo e intransigência.

No século III d. C. já a religião estava dividida em 18 escolas. Posteriormente


estas escolas se fundiram por formar duas grandes ramificações: O pequeno
veículo (Hinayana), e o grande veículo (Mahayana).

Na Índia foi quase inteiramente absorvido pelo hinduísmo, apesar de ter aceito
elementos da religiosidade popular, como o culto das deusas da fertilidade, e
adotado, como auxiliares da meditação, os diagramas tânticos conhecidos
como Mandalas.

A partir do século XI empreendeu-se uma reforma doutrinária e moralizadora


que levou ao estabelecimento da seita Ge-luk-pa (caminho virtuoso), que tem
por chefe o Dalai Lama, tido como reencarnação do Bodhisattva da grande
Misericórdia, Avalokistesvara. Na teologia budista, Bodhisattva, é todo
indivíduo destinado a tornar-se Buda na sua vida presente ou em qualquer vida
futura.

1.1 – DOUTRINA BUDISTA.

As quatro verdades fundamentais do budismo foram expostas no sermão de


Benares que são:

1) A nobre verdade da dor.


2) A nobre verdade da causa da dor.
3) A nobre verdade da cessação da dor.
4) A nobre verdade do caminhamento, doença, velhice e morte.

O desejo é a causa da dor. A dor cessa com a renúncia ao desejo, o que se


consegue seguindo as nobres Oito Trilhas?

1) Visão correta, compreender as quatro verdades.


2) Pensamento correto, livre de luxúria, má vontade, crueldade e mentira.
3) Palavra correta, sem falsidade, dureza, futilidade.
4) Ação correta, em ganha pão que a nenhum ser vivo prejudica.
5) Vida correta, em que ganha o pão e a nenhum ser vivo prejudica.
6) Esforça correto, para evitar os maus pensamentos e dominá-los, para
suscitar bons pensamentos e conservá-los.

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7) Atenção correta, que é a vigilância estrita e contínua a todos os estados do


corpo, dos sentimentos, da morte.
8) Concentração correta, num objeto único, de forma a atingir estados
especiais de consciência pela meditação profunda.

Purificação pela observância da vida, o discípulo se torna um arahat, liberta-se


da necessidade de renascer está pronto para o Nirvana, que é bem-aventurado
estado de vazio total, no qual há libertação completa dos desejos. Esse nirvana
não deve ser entendido negativamente. Apenas seu caráter positivo não se
pode expressar em termos de experiência finita, uma vez que sua realidade é
transcendente. O nirvana só se conhece pela via das oito trilhas.

2. CONFUCIONISMO.

A doutrina do confucionismo é composta de três fases; a saber: Racionalismo,


Idealismo e Empírico Crítico. Demonstram que o confucionismo evoluiu,
sobretudo a partir do século XI, mantendo-se, porém, fiel às idéias originais de
seu fundador no plano dos grandes conceitos éticos e sociais. As doutrinas
são:

1) Filosofia: uma das principais controvérsias do confucionismo centrou-se no


problema do princípio e da força material. Do século XII ao século XV
predominou o dualismo da escola Ch’eng-chu, que no século XVI foi
suplantado pelo monismo de Wang Yang-ming. Mais tarde, os pensadores
abandonaram essas duas tendências, passando a atribuir mais importância
à força material. Quando à doutrina do jen, sofreu longa evolução durante a
qual a sua concepção foi ampliada de modo a abranger o universo inteiro,
em acréscimo ao significado original confuciano de perfeição individual e
harmonia social. Essa doutrina evoluiu de modo variado e gradativo até o
início do século XX.
2) Ética: o homem de jen é o homem superior, pleno de humanidade,
sabedoria e coragem, as três virtudes universais, de Confúcio e seus
seguidores. Posteriormente, outras virtudes como retidão e fidelidade, foram
acrescentadas. Mas o ponto de partida de tudo isso é a piedade filial, a raiz
de toda a vida moral.
3) Instituições Sociais: De todas as instituições sociais, a família é a mais
importante, em parte porque representa o ambiente natural para a
educação moral e em parte porque funciona como ponte entre indivíduo e a
sociedade. Riqueza, honra, felicidade, prole numerosa e longevidade
constituem idéias da família, porém o maior de todos é o amor à virtude.
Existem cinco relações humanas na sociedade; entre pai e filho, em que
deve predominar a afeição; entre governantes e ministros, que se
caracterizará pela retidão; entre marido e mulher, em que existirá a
separação de funções; entre irmãos mais velhos e mais novos, que deve
buscar-se na ordem; e entre amigos. Cujo traço fundamental deve ser a boa

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fé. Para ajudar a realizar esses ideais, elaboraram-se doutrinas; a da


propriedade, que se refere às atitudes e expressões e aos detalhes da
etiqueta e das cerimônias, e a da retificação de nomes, segundo o qual
nenhum pai é digno desse nome se não age como tal e nenhum governante
merece o cargo se não desempenhar verdadeiramente sua função.
4) Política: o Estado é uma grande família chefiada por um benevolente e
devotado ao povo. Todo o território e todos os cidadãos pertencem ao
governante, mas o povo é mais importante do que o território e o
governante. O fracasso do soberano deve ser corrigido ou pela abdicação
ou pela deposição, mesmo revolucionária, e o poder será exercido por
pessoas educadas e virtuosas, capazes de administrar com base no
exemplo moral e jamais na força.
5) Educação: basicamente, os objetivos educacionais resumiam-se em
desenvolver a natureza do indivíduo e criar uma sociedade sã através da
investigação das coisas e do cultivo da vida pessoal. A educação escolar
era liberal, mas o confucionismo atribuía importante função pedagógica ao
lar e à comunidade.
6) Religião: A religião existe para proporcionar o aperfeiçoamento moral.
Embora tenha promovido os antigos rituais religiosos o confucionismo não
possui escritura, igreja, clero ou credo, não podendo, por isso, ser
considerada uma instituição religiosa. Sua teoria da imortalidade da alma
tem caráter puramente humanístico.
7) História: A lei moral opera não apenas na sociedade como também na
história. Os fatos históricos mostram claramente que o bem conduz à
felicidade, à prosperidade e à paz, e que o mal gera sofrimento e o caos.
Para Mêncio, a história é uma sequência de caos e ordem. Os seguidores
de Confúcio vêem a história como um desdobramento de três estágios:
época do Caos, época da Pequena Paz e é poça da grande harmonia.

2.1 – ISLAN.

Religião e civilização, assim aparece o Islan, quer encarado no curso de seu


desenvolvimento histórico, quer considerado através das características que
imprimiu a numerosas nações contemporâneas sujeitas a seu fluxo e que
representam mais de meio bilhão de indivíduos, da Indonésia ao Atlântico,
numa unidade profunda, que não exclui a diversidade.

A incontável unidade do Islan fez dele uma religião universal, capaz de receber
em seu âmbito os povos mais diversos de assimilar diferentes culturas. Esse
universalismo permitiu-lhe apresentar-se como um doto organizado e original
ante as religiões surgidas anteriormente.

O judaísmo, o hinduísmo, o budismo, o mazdeísmo, o cristianismo.

O Islan deve sua especificidade, antes de tudo, à unidade de sua fé, que,
reduziu a um mínimo de dogmas simples, não dá margem, como os mistérios

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cristãos, a dissidências doutrinais. Assenta, essencialmente, sobre a existência


de um Deus único, transcendente, criador do céu e da terra, onisciente e
onipotente.

A unidade mulçumana repousa, em segundo lugar, sobre a unidade de um


livro, o Alcorão, que é o bem comum dos crentes. Se no cristianismo o Verbo
se fez carne, pode-se dizer que no Islan o Verbo se fez livro.

O alcorão modelou literalmente a mentalidade mulçumana. Da língua árabe em


que foi escrito fez uma língua litúrgica. A oração mulçumana ritual, deve
obrigatoriamente ser proferida em árabe, para que a glória do Criador seja
celebrada nos quatro cantos do mundo mulçumano ao som das mesmas vozes
e das mesmas fórmulas.

O Islan é também um conjunto de práticas religiosas, uma moral a seguir. A


ética mulçumana afirma-se em cinco pilares: o testemunho da fé (shahada) só
uma divindade. Alá e Maomé são os seus profetas; a oração ritual (salat),
proferida cinco vezes por dia; o jejum do ramadã, um mês por ano; o
pagamento de dízimos (zakat), que assegura a manutenção dos pobres e dos
órfãos; a peregrinação a Meca, que todo mulçumano deverá realizar uma vez
na vida, se tiver recursos. São esses pilares, os alicerces de uma piedade
muçulmana feita antes de tudo de abandono a Deus (sentido exato da palavra
Islan), de ajuda mútua fraternalmente entre os crentes, de justiça e
hospitalidade.

A unidade na fé na prática religiosa é reforçada pala estrutura da organização


social mulçumana, defendida como uma teocracia laica igualitária. Teocracia
no sentido de que o alcorão, palavra de Deus, é considerado como a própria
constituição da cidade; seu conteúdo deve oferecer diretamente ao legislador
os maios de regular os problemas que se apresentam à autoridade do Estado;
o califa de poderes limitados, encarrega-se de aplicar a lei divina positiva, que
implica numa fusão completa entre o espiritual e o temporal. Essa teocracia é
laica, no sentido de que o Islan não é uma igreja e não aceita sacerdotes,
ninguém se vê encarregado de julgar o foro interior das criaturas, não existindo
um magistério espiritual propriamente dito, sob a forma de um corpo
constituído. Finalmente, é teocracia igualitária. Os mulçumanos são iguais aos
olhos da lei, com o direito e o dever de zelar pela boa aplicação das
determinações corânicas. Essa concepção da comunidade influi de tal sorte
sobre a alma mulçumana que os acontecimentos ocorridos em uma de suas
extremidades repercutem poderosamente no outro extremo.

O primeiro desses fatores e de ordem propriamente religiosa. O Islan insiste no


espectro pessoal da responsabilidade moral. O indivíduo responde por seus
atos. O sentido da comunidade, o sentido de que se pertence a um todo, une-
se como que dialeticamente à preocupação da criatura com o próprio destino e

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com suas obrigações. O crente tem consciência de estar em relação pessoal


com Deus, que lhe pedirá contas de seus atos.

Esses particularismos de origem étnica se fizeram acompanhar, às vezes, em


determinadas épocas, de reivindicações religiosas. O Xiismo dos persas contra
o Sunismo dos árabes, ismaelismo dos fatímidas, etc.

Quanto à arte do Islan, não foi difícil aos historiadores distinguir, em sua
configuração geral, diferentes escolas, que sobre um fundo comum, se
manifestam com características próprias.

No mundo mulçumano contemporâneo, a descolonização, ao cesso à


independência, o impacto mais ou menos poderosos do Ocidente e das
ideologias socialistas sobre as velhas estruturas produziram um duplo efeito;
de um lado os povos mulçumanos tomaram consciência mais viva de sua
integração no Islan e do que constitui, em profundidade, sua unidade de outro
lado, acentuaram-se os particularismos nacionais e culturais no interior de cada
comunidade islâmica constituída em Estado, com interesses específicos, nem
sempre coincidentes com os do pan-islamismo quimérico.

2.2 – XINTOÍSMO.

Tradição religiosa nacional do Japão, formada em época anterior ao budismo.


Tem origem chinesa e preservou-se como crença popular nas divindades
indígenas, em oposição é crença em Buda, de origem exótica. O termo xinta
significa caminho, ou via de deuses. Repousa em narrativas místicas, de
natureza puramente cosmoteogônica, registrada por Kojiki, no Nihongi
(Crônicas do Japão), que representam as mais antigas fontes literárias
xintoístas. Seus mitos fazem referencia a um caos primordial em que os
elementos se mesclam em massa amorfa e indistinta, como em um ovo. Os
deuses destes, o mundo visível, surgiram desse caos.

O advento dos deuses teve inicio com cinco grandes divindades: o Senhor
Augusto Centro do Céu, o Alto Gerador do Deus Prodigioso, o Divino Gerador
do Deus Prodigioso, o mais Velho Soberano do Cálamo, o Eternamente
Deitado no Céu.

O culto dos antepassados Kami desempenha papel proeminente no xintoísmo,


datados os ritos fúnebres do notável relevo. O elemento central do culto
mortuário é o Mitamaya, “casa augusta das almas”, pequeno cofre branco em
cujo interior se coloca a tábua Tamashiro, “marca das almas”, que tem inscrito
o nome do defunto, com sua idade e ano da morte. O mitamaya é considerado,
pela família, o altar dos antepassados, diante do qual se realizam as oferendas
devidas ás almas e aos Kami (espíritos). A relação entre o culto dos mortos e o
culto dos Kami manisfestam-se no Kashikodokoro, santuário do palácio
imperial de Tóquio.

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2.3 – ADVENTISTA DO SÉTIMO DIA.

Todas as seitas têm um fundador, cujos ensinos formam a base das crenças
da seita. Os livros e pregações de “William Miller” originaram as crenças e a
criação desta seita. Pois William Miller é o seu fundador. Ele nasceu nos
Estados Unidos em 1782.

William Miller era um fazendeiro, e apesar de não ter preparo teológico, era
estudioso da bíblia. O resultado a que chegou do seu estudo da bíblia levou-o a
admitir haver descoberto a data da segunda vinda de Jesus Cristo. isso se
tornou o assunto principal de sua mensagem.

Ele estabeleceu a data, o ano de 1843, para a vinda de Jesus. Fracassando


sua previsão, adiou a data até 22 de outubro de 1844.

William Miller disse o seguinte depois de 22 de outubro de 1844. Confesso meu


erro, e admito meu desapontamento, porem ainda creio que o dia do Senhor
está perto.

Os adeptos da pregação de William Miller ficaram grandemente decepcionados


e muito voltaram às suas igrejas, foi isso que resultou da predição de William
Miller.

O grupo de Milleristas, adeptos de Miller, teria desaparecidos se não fosse por


outros que explicavam o fracasso de William Miller. Sua explicação foi que
Jesus não voltou à terra mas entrou no santuário celeste onde se realiza o
julgamento investigativo, na opinião deles.

A pessoa que liderou o restante dos Milleristas foi a esposa de pregador da


mensagem de Miller. O nome dela é Ellen G. White. Era a profetisa do grupo.

Ellen G. White recebeu mais de 200 visões, incluindo as explicações porque


Jesus não voltou nas datas marcadas. Ela escreveu muitos livros e folhetos
propagando a mensagem dos Adventistas.

O próprio nome “Adventista” significa “Advento” ou “vinda”, portanto é a


doutrina essencial para a Seita. Outra dificuldade é saber quando começar a
contar os 2.300 tardes e manhãs, referente a anos e não dias, na interpretação
deles de Dn. 8. 14, este é um dos erros deles.

Esta é uma das dificuldades deles, saber contar quando começou os 2.300
tardes e manhãs. Miller pregou que seriam cumpridos em 1843, e depois em
12844. A data que Le começou a contar foi de 456 a.C. para cumprir-se em
1844.

A purificação do Santuário referiu-se ao evento histórico, que foi exatamente a


purificação do templo em Jerusalem, e não a Segunda vinda de Jesus. No
capítulo 8 Daniel refere-se aos acontecimentos futuros a seu tempo. Ele viu em

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visão um carneiro que representava o império da Média e Pérsia (dois chifres),


o bode que tinha um chifre grande simbolizava a Grécia e seu rei Alexandre, o
Grande, que conquistou a Média e Pérsia. Depois dele vem quatro reinos, que
correspondem às divisões do reino de Alexandre por seus quatro generais.

O numero 2.300 representa exatamente o período profetizado foi de mais ou


menos três anos, ou seja 2.300 tardes e manhãs. (1.150 tardes e 1.150
manhãs). A purificação referece-se àquela feita pelos Macabeus em 165 a.C.

A purificação é claramente ao Santuário que está na terra e não no céu. Pois


se fosse ao céu não precisaria de purificação, pois já é purificado.

Os Adventistas não praticam todas as leis do VT, mas dão ênfase ao quarto
mandamento. Eles querem guardar apenas uma parte da lei. Em relação a isso
Paulo disse: “Maldito todo aquele que não permanece em todas as coisas
escritas no livro da lei, para praticá-las. (Gl.3. 10b). e Tiago disse que se
alguem tropeçar em só mandamento trona-se culpado de todos. (Tg. 2. 10).

2.4 – OS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ.

Uma das seitas que mais ataca as doutrinas básicas da fé cristã é a das
testemunhas de Jeová.

Charles Taze Russell é o seu fundador. Esta seita tem muita semelhança com
o adventista do sétimo dia. Os adventistas começaram com a mensagem de
William Miller. E os testemunhas de Jeová com a mensagens proclamada por
Charles Taze Russell.

Antes de fundar a seita testemunha de Jeová, Russell era adventista, portanto


ele preservou muitos dos erros dos adventistas.

Os testemunhas de Jeová negam muitas doutrinas das igrejas evangélicas.


Não é possível estudar todos os erros, mas vamos estudar os seguintes: erros
tirados dos adventistas. Determinar a data da vinda de Jesus, sono ou
mortalidade da lama, aniquilamento do ímpio. Outros alem destes são:
ressurreição espiritual de Jesus, negação da trindade, rejeição dos governos
civis.

Na obra literária que é a mais examinada por eles que é; “Seja Deus
verdadeiro” eles afirmam que Jesus purificou o templo em Jerusalem três anos
e meio após sua unção com o espírito de Deus para ser rei, e assim, três anos
e meio depois de ter recebido poder real no outono de 1914, compareceu ao
templo espiritual como mensageiro de Jeová, iniciando a purificação do
mesmo. Isso aconteceu, pois, na primavera de 1918 que marcou o início do
período de julgamento e inspeção dos seus seguidores gerados do espírito.

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Módulo de Heresiologia

Repetiram eles os mesmos erros dos adventistas ao dizerem que Jesus veio
purificar o templo em Jerusalem, algo sem sentido, sem nexo, sem razão de
ser, sem princípios teológicos, e sem nenhuma contextualização. Isto é uma
enganação é mentira.

A explicação que deram sobre a vinda de Jesus em 1914 é que a vinda não foi
visível porque Jesus entrou no Santuário Celestial. Outra besteira sem
tamanho; será que aquele Jesus que disse ao ladrão que morreu ao seu lado
ali naquela cruz, dizendo que “Hoje mesmo estarás comigo no paraíso” levou
1914 anos para entrar no Santuário. Somente os cegos surdos espirituais para
crer numa mensagem tão diabólica como esta, e tão sem sentido. Jesus não
voltou para purificar templo nenhum em Jerusalem, e nem revelou a ninguém
que estava entrando no Santuário Celestial para purificar, porque ele já era, é,
e continuará sempre e eternamente Santificado.

Russell ficou muito preocupado com a doutrina do inferno. Como Ellen White
dos adventistas, Russell rejeitou a doutrina do inferno.

Os testemunhas tem vários erros em relação á pessoa de Cristo. eles negam a


ressurreição do corpo de Jesus, dizendo que era uma ressurreição espiritual.
Esta doutrina é essencial para o cristianismo.

O apóstolo Paulo colocou a ressurreição de Cristo como doutrina essencial.


Dizia ele; “Se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa fé, e ainda permaneceis nos
vossos pecados”.

O livro das testemunhas “Seja Deus verdadeiro” diz: “Levantou-se este


primogênito dentre os mortos, não como criatura humana, mas como “um
espírito”. Era o propósito de Deus, contudo, que Jesus não estivesse só na sua
ressurreição espiritual, mas que outros estivessem com ele. Segundo eles, a
ressurreição não é corporal.

A respeito de Cristo ressuscitado eles dizem o seguinte: “Por quarenta dias


depois materializou-se, como anjos antes dele o fizeram, a fim de mostra-se
vivo aos seus discípulos. Em vez de falar em ressurreição eles falam na
materialização de Jesus por quarenta dias.

Compare o que diz as escrituras e o que diz os testemunha de Jeová.

“Levantou-se este primogênito dentre os mortos, não como criatura humana,


mas como espírito”. As escrituras diz: “Vede as minhas mãos e os meus pés,
que sou eu mesmo, apalpai-me e verificai, porque um espírito não tem carne e
ossos, como vedes que eu tenho”. (Lc. 24.39).

Em confronto com a posição evangélica vemos a posição dos testemunhas em


relação à natureza de Jesus. Eles dizem que ele era uma pessoa espiritual
assim como Deus é Espírito. Era um poderoso, porém não o todo poderoso

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Módulo de Heresiologia

com Jeová Deus... “Foi a primeira criação de Deus”. Eles crêem que Jesus foi
a primeira criação de Deus, mas não que ele era Deus.

Os testemunhas não podem fugir das escrituras. O que fizeram foi fugir e
publicar uma bíblia de acordo com suas idéias. A tradução da bíblia publicada
por eles mesmos, diz o seguinte: “Originalmente a palavra era, e a palavra
estava com Deus, e a palavra era deus”. Fizeram a mudança na palavra de
Deus.

A bíblia diz o seguinte sobre mudanças na palavra de Deus. “Se alguém lhes
fizer qualquer acréscimo, Deus lhe acrescentará os flagelos escritos neste livro;
e se alguém tirar qualquer coisa das palavras do livro desta profecia, Deus
tirará a sua parte da arvore da vida...” (Ap. 22.18-19)

Como acabamos de estudar os testemunhas de Jeová também negam a


existência da trindade. Negam a divindade de Jesus. Negam que o Espírito
Santo é uma Pessoa, dizem que Ele é apenas uma influência.

A bíblia apresenta o Espírito Santo desta maneira. “Então disse Pedro: Ananias
porque encheu Satanás teu coração, para que mentisses ao Espirito Santo...”
não mentiste aos homens, mas a Deus. (At. 5.4).

Os testemunhas de Jeová definem o Espirito Santo desta maneira. “Assim, o


espírito santo é uma força ativa invisível do todo-poderoso Deus que estimula
os seus servos a executar a sua vontade”.

Declaram eles terminantemente. Não há trindade. Eles rejeitam totalmente a


idéia de três pessoas em só Deus. E isto não é somente eles que fazem
publicamente esta rejeição. Muitas outras seitas, também rejeitam o Espirito
Santo como uma das pessoas da trindade Santa.

Os testemunhas de Jeová não se consideram cidadãos de nenhum pais.


Portanto, não acham que tenha obrigações com esta, como por exemplo: votar
e respeitar os seus governos. Eles se consideram não cidadãos de qualquer
país, mas somente do reino de Deus. Desde 1914 os testemunhas de Jeová
são ministros e embaixadores do reino estabelecido do Deus todo-poderoso.
Acreditam eles. Na opinião deles, não precisam saudar a bandeira nacional
porque não cidadãos brasileiros, mas do reino de Deus.

Dizem mais: O embaixador de uma potência estrangeira está isento às leis


deste mundo, como estrangeiro, de prestar lealdade ao governo da terra onde
reside. Não está obrigado a cumprir obrigações políticas de qualquer espécie,
portanto os testemunhas de Jeová não presta serviço militar a seu país.

Os testemunhas de Jeová dizem: outra razão pela qual eles se abstêm do


mundo é que o diabo é o seu governador invisível, e eles sabem que ser amigo

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Módulo de Heresiologia

do mundo significa incorrer na inimizade de Deus. Os testemunhas de Jeová


consideram que todos os outros governos do mundo são do diabo.

2.5 – OS SANTOS DOS ÚLTIMOS DIAS (MÓRMONS).

Esta seita tem dois nomes. Os Santos dos Últimos Dias, ou mormonismo.

O fundador dos mórmons foi Joseph Smith Filho, fazendeiro nascido nos
Estados Unidos em 1805. Com vinte anos alegava ter visões mais importante
foi trazer a mensagem das placas de ouro com ajuda do anjo Moroni. A
mensagem das placas é o conteúdo do livro de Mórmon que é considerado por
eles como revelação Divina. Através de outras visões outros livros foram
escritos por Joseph Smith. Doutrinas e Convênios, A pérola de Grande Valor.
Estes livros foram a base doutrinária dos mórmons. Em 1831 Smith recebeu
uma revelação de mudar-se, com todos os seus adeptos. No Estado de Missúri
foi considerado o lugar onde Cristo voltaria para estabelecer seu reino. Os
mórmons foram expulsos de Missúri por causa da falência de seus bancos e
mudaram-se para o estado visinho.

Joseph Smith e seu irmão foram assassinados na cadeia por uma multidão que
não aprovou a doutrina da poligamia, por ele posta em prática. Brigham Young
tomou a liderança do grupo e mudaram-se para o território de Utah. Ali
construíram seu templo e passaram a residir.

Os mórmons dizem que a bíblia não é o único livro inspirado por Deus, mas
que existem outros que lhes foram confiados e de idêntico valor. Através do
fundador, Joseph Smith Filho, outros livros são apresentados sendo também a
palavra de Deus. Estes livros são: O livro de Mórmon, Pérola de grande valor e
Doutrinas e convênios.

Assim como os Adventistas e as Testemunhas de Jeová, eles também têm


outros livros que são considerados como sua regra de fé e prática. O que as
escrituras condena literalmente. Pois o Espirito Santo dá dons e ministérios.
Podemos ser dotados de vários dons, inclusive ser escritores, só que isto não
dá o direito de acreditar que o Espirito Santo vá inspirar alguem para escrever
uma outra bíblia. Ou algo parecido.

Em outra citação da teologia dos mórmons, em revelação posteriores, instrui-se


aos líderes da igreja que se ajuntassem na parte ocidental de Missúri, e ficou
designado esse lugar como a terra santa indicada e consagrada para a
coligação dos santos... A localidade de independência foi chamada de “O lugar
central”. Indicou-se o local para o templo e aconselhou-se que os santos
comprassem terras ali, que eles o obtenham por herança eterna. Também se
consagrou a região circunvizinha para que ali se reunisse o povo de Deus.

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Módulo de Heresiologia

Outro erro dos mórmons, que nem mesmo a maioria deles na época não
aceitaram foi do homem poder casar-se com várias mulheres duma só vez. A
prática desta doutrina trouxe muitas dificuldades e perseguições.

Fugiram para um estado visinho (Illinois) e ali ficaram vários anos. Sua saída
de lá também foi resultado das suas próprias ações. Eles pregavam a prática
abertamente a poligamia. A palavra “Poligamia” significa, um com muitos, ou
“matrimônio plural”

Por causa de sua pregação, Joseph Smith foi preso em Illinois. Enquanto
estava preso, a multidão enfurecida atacou a cadeia e Joseph Smith foi
assassinado.

Com a morte de Joseph Smith, os mórmons ficaram sem chefe. Depois de


várias dificuldades outro surgiu, Brigham Young. Logo depois fugiram de Illinois
para Utah no oeste dos Estados Unidos, onde estabeleceram colônia nas
Montanhas Rochosas.

No livro Doutrina e Convênios, autoridade igual a bíblia para eles, diz o


seguinte: “Se qualquer homem casa-se com uma virgem e deseja casar-se
com outra, e a primeira consentir, e ele casar-se com a segunda, se são ambas
virgens e não tem compromisso com outro homem, então ele é justificado. Ele
não pode adulterar porque só pertencem a ele, e não a outro. E se ele tiver dez
virgens, por esta lei ele não adulterou porque as dez só pertencem a ele. Isto é
a doutrina do casamento plural.

Joseph Smith disse o seguinte: “A doutrina do casamento plural é celestial, é a


doutrina mais sagrada e importante revelada ao homem na terra, e sem
obediência àquele princípio nenhuma pessoa pode atingir a plenitude da
exaltação na glória celeste.

Uma palavra ao amado e amada que esta estudando teologia, e acabou de


conhecer uma das mais perversas e diabólica doutrina religiosa. Estes
que andam por ai, de camisas brancas, plaquetas no bolso com suas
identificações, uma pastinha na mão, não passam de porta vozes de
satanás. Cuidado. Vejam como foi o princípio desta seita, e o fim de seu
fundador. Cuidado, as aparência enganam e muito. Ninguém no meio
evangélico sai as ruas para evangelizar tão bem ornamentado como estes
mórmons, isto é arma do diabo. O reino do céu, ou celeste como dizem
eles, não foi, não é, e não esta sendo preparado só para homens safados.
O mesmo direito que tem os homens de ter mais de uma mulher e se
purificar, as mulheres também deveriam ter. Só que entre eles isto não é
uma verdade.

Outro erro dos mórmons: A natureza física de Deus. Os mórmons ensinam que
Deus tem corpo físico enquanto a bíblia ensina que Deus é Espírito.

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Módulo de Heresiologia

A evidência apresentada estabelece que o Pai é um Ser pessoal, de forma


determinada, com partes corporais e paixões espirituais... Sabemos, portanto
que o Pai, bem como o Filho, são em forma e estrutura, homens perfeitos.
Cada um deles possui um corpo tangível infinitamente puro e perfeito, revestido
de glória transcendente; não obstante é um corpo da carne e ossos.

Segundo a bíblia, a queda foi a entrada do pecado no mundo e não foi boa.
Deus disse a Adão. “Visto que atendeste a voz de tua mulher e comeste da
árvore que eu te ordenara não comesse. Maldita é a terra por tua causa... No
suor de teu rosto comerás o teu pão até que tornes à terra pois dela foste
formado, porque tu és pó e ao pó tornarás (Gn. 3. 17;19).

Os mórmons encaram a queda do homem como trazendo grandes benefícios


para a humanidade, mas a bíblia encara a queda como maldição.

O batismo pelos mortos: os mórmons pregam que o batismo mormônico é


essencial para salvação. Para dar a possibilidade de todos aqueles que nunca
ouviram falar dos mórmons e que já morreram, os mórmons batizam um outro
mórmon em nome da pessoa morta, dando assim possibilidade de salvação à
pessoa morta.

Eles se baseiam sua doutrina na primeira carta de Paulo aos Coríntios capítulo
15. 29, mesmo que a tradução de Almeida estiver certa dizendo “pelos mortos”
poderá significar, alem da explicação mórmônica. Neste capítulo Paulo fala da
importância da ressurreição, que é base da fé, (Vs. 14-16). Paulo continua o
argumento da importância da ressurreição. Ele Paulo não ensinou e nem
insinuou que se alguem morreu sem conhecer a verdade e um outro agora que
conhece se batizar em nome daquele salvara aquele que já esta morto.

Um outro erro gravíssimo dos mórmons, eles são racistas. Segundo seu livro,
um dos livros que eles dizem ser inspirados lemos: “Porque, eis que o Senhor
amaldiçoará a terra com muito calor, e sua esterilidade continuará para
sempre. E veio uma cor negra a todos os filhos de Canaã, de modo que foram
depreciados entre todos os povos. Do livro Pérola de Grande Valor. De Joseph
Smith.

Os mórmons tem muitos erros, é impossível estudar todos eles em uma só


disciplina, mas creio que com o que já foi apresentado é o bastante para o
aluno ficar afiado contra estas práticas religiosas. Não só eles mas também as
outras seitas até aqui estudadas e suas pseudo-s doutrinas. Ainda tem muito
mais para aprender com as demais seitas que vamos estudar.

3. ASTROLOGIA.

De todas as seitas estudadas há uma que tem uma influência sobre muitos
crentes e os próprios crentes nem reconhecem o fato. Todos os jornais e
revistas trazem “horóscopos” que dão previsão dos acontecimentos do dia.

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Módulo de Heresiologia

Quantas pessoas dentro das igrejas seguem esta heresia chamada


“Astrologia”. A astrologia de fato não tem templos, mas é uma religião que
muitos seguem.
A astrologia é uma das seitas mais antigas e existia mesmo antes do
tempo de Abraão.
Os astrólogos caldeus usavam os movimentos dos corpos celestes para fazer
um calendário, mas também para fazer previsões entre o que era propriamente
ciência e o que era Astrologia. A parte cientifica foi chamada “Astronomia” e
estuda os movimentos e natureza dos corpos celestes. A astrologia ficou com a
parte não científica na previsão do futuro.
O objetivo principal da astrologia foi fazer previsões, mas também usavam-na
para determinar remédios para curar doenças. Os vários planetas
representavam órgãos diferentes do corpo. A posição dos planetas
determinava o remédio para os órgãos do corpo.
A astrologia diz que a posição dos astros na hora do nascimento determina seu
caráter e pode fazer previsões exatas do que vai acontecer durante a vida.
Esta previsão é chamada “horóscopo”
Segue-se uma citação de um livro de astrologia. Homens argutos e de mente
indagadora e esclarecida buscavam interpretar no movimento fascinante e
regular dos corpos celestes, uma relação entre seu próprio mundo terrestre e
aquele outro, longínquo , misterioso, e aparentemente inacessível. De sua
conclusões surgiu uma filosofia milenar, ainda hoje viva e seguida, que
encontra número crescente de adeptos e entusiastas. A astrologia, o método
de predição dos destinos humanos e cósmicos, pelo exame da posição relativa
dos astros.
O que determina a vida, segundo a astrologia, são as posições dos astros, e o
caráter íntimo de cada pessoa é determinado pelo signo do zodíaco em que ela
nasceu. Eles dividem os céus em 12 signos, conforme a constelação
ascendentes no leste.
É óbvio que a criança sofrerá diversas influências. O meio ambiente,
hereditariedade, educação, condições econômicas, Etc. todas contribuindo
para a formação do caráter futuro. É evidente no entanto, que as pessoas
nascidas sob o mesmo signo do zodíaco possuem certas características
básicas diferentes das nascidas sob qualquer dos outros doze.
A astrologia não tem provas, mas afirma não só a influência dos astros na
formação do caráter, mas também na determinação dos eventos.
Outra dificuldade da astrologia é que as constelações estão tão distantes que
mesmo a luz que tem a maior velocidade no universo (300.000 km por
segundo) gasta centenas de anos para chegar a terra.
O profeta Isaias dirigiu sua palavra contra a nação de Israel entregue à idolatria
e astrologia. “Já estás cansada com a multidão das tuas consultas! Levantem-
se pois, agora, os que dissecam os céus e fitam nos astros, os que em cada

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Módulo de Heresiologia

lua nova te predizem o que há de vir sobre ti. Eis que serão como o restolho, o
fogo os queimará. (Is. 47. 13-14).
Temos visto que a astrologia é uma crença praticada quase universalmente.
Existe desde antes de Abraão até hoje. O que torna a astrologia quase
universal? A razão é que todos os homens querem uma orientação para a vida,
e a astrologia diz que oferece a orientação para viver melhor, porque prevê o
futuro.
Vamos analisar um trecho de um astrólogo para ver a motivação para seguir a
astrologia. “O homem dedicado à astrologia tem, portanto, uma posição
superior em relação ao comum, pois há para si oportunidade de conhecer o
próprio caráter e natureza bem como de seus semelhantes, ditando-se-lhes a
vida e procedimentos pelas normas astrais”.
Outro astrólogo disse: “É difícil para o homem comum conhecer-se bem. A
astrologia pode ensinar-lhe muito mais que qualquer escola de psicologia.
Tomando conhecimento de suas fraquezas, ele pode fazer o possível para
superá-las, tornando-se um membro mais útil à sociedade e mais agradável no
teatro com família e os amigos.
3.1 – O ESPIRITISMO.
Vamos estudar o espiritismo. Veremos sua história antiga e moderna,
especialmente os líderes nos tempos modernos. Dividimos espiritismo em duas
partes, o espiritismo Kardecista e Macumba. Macumba inclui Umbanda e
Quimbanda.
Sendo quase universal, encontramos as práticas do espiritismo entre quase
todos os povos, desde os primórdios da história. O espiritismo tem vários
nomes assim como ocultismo, magismo, feitiçaria.
No tempo do Velho Testamento havia muito contato entre o povo de Deus e os
assírios, babilônicos e egípcios. Todas estas nações seguiam práticas da
feitiçaria.
O povo de Deus no Velho Testamento estava cercado de nações que faziam
as práticas do espiritismo e feitiçaria. E uma das práticas por estes tanto
Assírios como Babilônicos mais usada era a prática de adivinhação.
No Novo Testamento também existia em grade escala as práticas do
espiritismo. Várias vezes Paulo enfrentou as práticas do espiritismo.
Mais tarde, na história da Idade média, o mundo ocidental estava grandemente
influenciado pela magia negra, feitiçaria e artes ocultas. Depois da Idade
Média, com o progresso da ciência, porém, perdeu alguma influência.
Nos impérios da antiguidade havia magos, ou feiticeiros, dando seus conselhos
aos reis e generais. Eles usavam as artes dos magos para revelar o futuro.
A HISTÓRIA DO ESPIRITISMO MODERNO: já estudamos o passado remoto
do espiritismo, agora vamos estudar sua face de modernidade. Esta seita não
tem um fundador apenas. São duas, fundadoras, as irmãs Fox. Fox = raposa.

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Módulo de Heresiologia

As duas irmãs nasceram na cidade de Hydesville, estado de Nova Iorque, nos


Estados Unidos da América do Norte.
Margaret e Kate Fox, através de contatos com um suposto espirito em sua
casa em Hydesville, tornaram-se médiuns. Mais tarde tornaram-se as médiuns
mais famosas do mundo.
A casa das irmãs Fox, tornou-se em grande centro de atração. Como médiuns
as irmãs Fox, Margaret e Kate, espalharam sua mensagem espírita durante
trinta anos, tendo mais sucesso nos E.U.A e na Inglaterra.
Depois de trinta anos como médiuns, as duas irmãs fundadoras mudaram de
Idea sobre o espiritismo. Margaret declarou. “Como uma das fundadoras do
espiritismo, encontro-me aqui, nesta noite, com o intuito de denunciá-lo como
absoluta falsidade”. Kate declarou. “Sou absolutamente contraria à experiência
que tenho tido”. A caracterização certa de sua mudança de opinião como
fundadoras do espiritismo moderno é. Rejeitaram o espiritismo, e o fim da vida
das duas fundadoras foi triste. Morreram presas ao álcool, naufragadas
espiritualmente. No fim de suas vidas, Margaret e Kate reconheceram o que
era o espiritismo.
OUTROS LÍDERES DO ESPIRITISMO. No espiritismo inglês, Conan Doyle é a
figura mais importante. Na França e no Brasil, a liderança veio através de Allan
Kardec. Conan Doyle foi o primeiro presidente da federação espírita mundial,
liderou o movimento tanto no seu país, Inglaterra como em todo mundo. Ele se
tronou o terceiro grande difundidor da doutrina espírita.
O quarto líder do espiritismo moderno foi o francês Hypólito Leon Denizard Du
Rivail. Mas tomou o nome de um poeta celta falecido, “Allan Kardec”.
Uma grande diferença entre o espiritismo inglês e francês é a rejeição da
reencarnação pelos espíritas da Inglaterra. Os espíritas franceses aceitam a
reencarnação, e os espíritas ingleses não aceitam.
No livro “O evangelho segundo o Espiritismo lemos”: “... reunimos nesta obra
os trechos que podem constituir, propriamente falando, um código de moral
universal...” Eles consideram sua obra como, uma codificação das leis morais
universais.
Allan Kardec começou a escrever a partir de 1857. No Brasil foi formada a
Federação Espírita do Brasil em 1873 com milhares de adeptos.
Hoje no Brasil o espiritismo conta com milhões de praticantes e interessados.
Há no Brasil os grupos locais, nacionais, que mantem relação com o
espiritismo internacional.
Uma das crenças básicas do espiritismo é a da comunicação com os mortos.
Esta doutrina foi promulgada pelos espíritas francês e não aceita pelos
espíritas ingleses.
A idéia de comunicar-se com os mortos não foi criada por Allan Kardec, mas
mesmo assim é uma das doutrinas básicas do espiritismo no Brasil.

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Módulo de Heresiologia

Estas comunicações vem através de médiuns. Que revela estas mensagens. A


bíblia é contra consultar os mortos e não é prova de que haja comunicação
com os mortos. A única prova da verdade desta doutrina é: as comunicações
recebidas dos mortos, comunicação com seres não vistos poderiam ser
comunicação com demônios.
Uma passagem muito usada pelo espiritismo é o encontro de Saul com
médium de Em-Dor (I Sm. 28. 1-25). “Perguntou ele: Como é sua figura?
Respondeu ela: Vem subindo um ancião e está envolto numa capa.
Entendendo Saul que era Samuel. Inclinou-se com rosto em terra e se prostou.
Samuel disse a Saul; porque me inquietas-te fazendo-me subir? (I Sm. 28. 14-
15). O que foi que Saul viu? Nada. Quem ele ouviu? O demônio. E a médium
como discípula do diabo. (Não se deixe enganar com estas explicações com
respeito a este fato. Porque Deus que ao longo da vida de Samuel, o deu poder
e autoridades sobre a morte e sobre os demônios não poderia e nem permitiria
que o teu servo fosse usado por uma médium para enganar Saul. Vejam o que
diz as escrituras: “esta ordenado aos homens morrer uma só vez, vindo depois
disso o juízo” (Hb. 9. 27).
A crença da reencarnação segundo Allan Kardec foi expressa assim. “Nascer,
morrer, renascer ainda e progredir sem cessar, tal é a lei” a reencarnação é, o
processo pelo qual o espírita se aperfeiçoa renascendo numa série de corpos.
Allan Kardec tenta basear sua doutrina na bíblia. A seguinte passagem tem
sido muito usada. “Se alguém não nascer de novo não pode ver o reino de
Deus”. (Jo. 3.3). Kardec fez uma pequena modificação do versículo no livros
“Evangelho Segundo o Espiritismo”. “Não pode ver o reino de Deus, senão
aquele que renasceu de novo”. Alem da ordem das frases a modificação
principal está no fato de mudar a palavra nascer para renascer.
Segundo esta doutrina, a cada reencarnação a lama se aperfeiçoa. O
aperfeiçoamento é através de sofrimentos e boas obras. Em cada
reencarnação a alma progredirá de acordo com seu sofrimento e boas obras.
Mas as escrituras diz: “Pois é pela graça que sois salvos, por meio da fé, e isto
não vem de vós é dom de Deus, não das obras, para que ninguém se glorie.
(Ef. 2. 8-9).
A segunda divisão do espiritismo no Brasil a macumba. Na doutrina do
espiritismo a macumba acrescenta outras idéias, a do feiticismo. A macumba é
composta de espiritismo Kadercista e de Fetichismo.
O fetichismo, que cultua os objetos inanimados que tem relação com espíritos,
veio da África para o Brasil através dos negros africanos trazidos como
escravos.
Outra influencia que teve efeito no fetichismo dos negros africanos depois da
sua chegada foi a da religião principal no Brasil naquela época, o catolicismo.
A influência católica se deu principalmente através dos santos. Muitos dos
deuses dos africanos eram semelhantes aos santos da igreja católica Romana.
A distinção entre o Kardecismo e Macumba não reside na doutrina. Os dois
aceitam comunicação com os mortos como doutrina principal. Enquanto o

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Módulo de Heresiologia

Kadercista invoca um morto, a Umbanda invoca o espírito de deus dos


africanos ou índios.
A ala Kardecista não usa magia, mas a Macumba faz uso dela. No novo
testamento também encontramos “Mas opunha-se-lhes a Elimas, o mágico,
procurando afastar da fé o proconsul (At. 13.8).
A macumba é condenada pela bíblia porque é considerada como abominação.
Na prática da Umbanda e Quimbanda há pouca diferença. Um autor de
Umbanda diz: “Do ponto de vista que se poderá chamar técnico, as magias da
Umbanda e Quimbanda são muitos semelhantes e consistem na manipulação
de animais.
O apóstolo Paulo descreve o que é a feitiçaria na vida do homem quando fala
ao mágico Elimas. “Ó filho do diabo, cheio de todo engano e de toda malícia,
inimigo de toda justiça, não cessarás de reverter os retos caminhos do Senhor”.
(At. 13. 10).
A Quimbanda invoca os espíritos para fazer mal contra os outros. Mas mesmo
que a Umbanda os invoque para fazer o bem, esta invocação é condenada por
Deus.
No espiritismo há experiências como: clarividência, psicometria, cura,
ectoplasmas, telepatia, materialização.
3.2 – GNOSTICISMO.
O gnosticismo foi uma das Seitas que mais ganhou poder após o período
apostólico. Os ensinos do gnosticismo penetraram na igreja e causaram muitas
dificuldades. O nome Gnosticismo vem da palavra yvwois (gnosis) que significa
“conhecimento”. O Gnosticismo ensinou um conhecimento mais elevado que o
conhecimento em Cristo. seu conhecimento era esotérico (secreto) que só eles
poderiam revelar. Uma segunda doutrina do Gnosticismo é a da existência de
seres intermediários entre Deus e este mundo, e eram considerados um tipo de
anjo. Cristo era um destes anjos que entrou na vida do homem chamado Jesus
no momento do batismo e saiu antes da crucificação. A terceira doutrina é a de
dividir tudo em matéria ou espírito. Tudo da matéria é mau, e do espírito, bom.
a quarta doutrina é o resultado da terceira, ou a prática da terceira. Assumiram-
se duas posições opostas. Se a matéria é má então deve-se evitar todo contato
ou desprezar tudo que é material; esta atitude é chamada ascetismo. A
segunda posição em relação com a matéria é chamada libertinagem, o que a
pessoa faz no corpo (que é matéria) não tem importância, não tem efeito no
espírito. De um lado o Gnosticismo era ascético e de outro libertino. De um
lado guardava dias especiais, não comia ou bebia certas cousas e de outro
lado alguns buscavam tudo que era dissoluto. As duas posições em relação
com a matéria estão erradas.
3.3 – OS SADUCEUS.
Os Saduceus encontram-se várias vezes no Novo Testamento. Nos três
primeiros evangelhos e Atos. Todos eram sacerdotes da tribo de Levi. Os
saduceus eram uma seita judaica que segui uma linha política e uma linha

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Módulo de Heresiologia

religiosa. Como partido político gozavam do apoio dos romanos, que


conquistaram e dominavam os judeus. Como partido religioso aceitaram só os
livros da bíblia que Moisés escreveu, negaram a ressurreição do corpo, a
existência de anjos e espíritos.
Os saduceus receberam o apoio dos romanos e tiveram mais autoridade entre
os judeus. Na posição religiosa também tiveram grandes divergências.
3.4 – OS FARISEUS.
Os fariseus eram outra seita dos judeus. Os fariseus não concordavam com os
saduceus. Os fariseus não gostavam de ter nenhuma relação com os romanos.
Eles aceitavam os livros do Velho Testamento. Eles queriam guardar todos os
aspectos da Lei como dízimo, guarda do sábado, jejum, tradições dos anciãos.
Quem deu muita importância a guarda de lei foi a seita dos fariseus.
O grupo dos saduceus e dos fariseus, faziam parte do Sinédrio. Eles divergiam
em muitos assuntos religiosos, mas eram membros do grupo que julgava no
sinédrio. O Sinédrio dirigiu a nação judaica, e havia saduceus e fariseus como
membros. O Senhor Jesus e Estevão foram condenados pelo Sinédrio. Os
apóstolos também foram presos (Lc.22.66-71; At. 6. 8-15; 5.17;18.
3.5 - OS JUDAIZANTES.
Os judaizantes são uma terceira seita dos judeus. Mas estes são judeus que
uniram à igreja. Aceitaram a Cristo e tornaram-se membros da igreja. Mas os
judaizantes causaram muitas dificuldades na igreja. Eles insistiram que todos
os cristãos precisavam guardar todas as leis dos judeus. Como as festas, a
circuncisão, jejum, não comer com os que são judeus. Até mesmo Pedro
colocou-se uma vez ao lado dos judaizantes. Quem se opôs a Pedro foi Paulo.
(Gl. 2. 11-21).
4. TABERNÁCULO DA FÉ.
Tabernáculo da fé. Seita esta criada por: William Marrion Branham, que nasceu
nos Estados unidos em 1909, de uma família pobre. Ainda jovem uniu-se aos
missionários Batistas o logo foi ordenado pastor. Desde criança Branham
recebeu visões, e as suas visões se multiplicaram no seu trabalho. Além de
pregar suas visões pregou também que há sete dispensações da igreja, e que
agora a igreja está na última, da qual ele, Branham, é o profeta. Branham
morreu em 1965, mas a seita continua, dando ênfase à pessoa de Branham e
uma profecia sobre a vinda de Jesus Cristo, em 1977.
Ele considerou-se um profeta. Uma visão importante aconteceu enquanto
batizava os seus convertidos num rio. Branham ouviu, segundo ele relata, a
voz de Deus dizer, ”Como João Batista foi o precursor da primeira vinda de
Cristo, assim sua mensagem é o precursor da segunda vinda de Cristo.
Afirmou que suas visões tinham base na bíblia! Branham e seus seguidores
proclamam que as visões recebidas têm sua base na bíblia para levar pessoas
a aceitá-las. Um segundo método é o uso de milagres. Para convencer os seus
seguidores proclamam que os seus milagres comprovavam sua pregação.

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Módulo de Heresiologia

Branham disse que um anjo afirmou que ele foi enviado por Deus com o dom
de curar o povo deste mundo. E disse: Se tu fores sincero e conseguires que o
povo creia em ti, nada resistirá a tua oração, nem mesmo o câncer.
Uma das doutrinas importantes na bíblia é a segunda vinda de Jesus Cristo.
Este é o dia em que os crentes hão de receber o cumprimento de todas as
promessas de Deus, incluindo a ressurreição do corpo. Segundo as escrituras
ninguém sabe quando Jesus voltará. Jesus disse: “Portanto, vigiai, porque não
sabeis em que dia vem o vosso Senhor” (Mt. 24. 42).
Segundo a bíblia ninguém sabe, como este incrédulo e enganador, criador
desta seita, se atreveu em profetizar que Jesus Cristo voltaria em 1977? Agora
vamos ler as palavras de William Branham a respeito da segunda vinda de
Jesus. “A era de Laodicéia começou por volta da entrada do século vinte,
talvez em 1906. Por quanto tempo ela se estenderá? Como servo de Deus que
tem uma infinidade de visões, nenhuma das quais jamais falhou, deixem-me
predizer, (eu não disse profetizar, mas predizer), que esta era terminará por
volta de 1977. Me perdoam uma referência pessoal aqui, baseio esta predição
em sete visões principais e contínuas que me vieram em um domingo de
manhã em junho de 1933.
Outro grande erro dos seguidores do tabernáculo da fé, e de seus líderes é a
negação da trindade. Eles rejeitam a trindade. Acreditam eles que tudo deve
ser feito apenas em nome de Jesus. Que o Pai e o Espirito Santo são apenas
nomes. Estão terminantemente errados, quanto a esta interpretação. Por quê?
O próprio Senhor Jesus disse: para batizar em nome do Pai, do Filho e do
Espirito Santo. Não existem três deuses, mas um só Deus em três pessoas
distintas. (Ef. 4. 4-6). No texto citado vemos que se refere não apenas a
nomes ou títulos. E sim pessoas.
E esta história de dividir o mundo em sete dispensações. É coisa de gente sem
nenhum conhecimento teológico. Podemos afirmar que este Sr. Branham é um
dos piores e mais enganoso de todos os fundadores de seitas. Ele não tem
fundamentos nem teológicos e nem científicos. Os seus seguidores são uns
pobres cegos, mudos e surdos.
A exegética do texto em que o apóstolo Pedro responde aos judeus no dia do
pentecostes que para serem salvos teriam que se arrepender e serem
batizados em o nome de Jesus. Não quer dizer que Pedro estava criando uma
nova doutrina batismal. Ele estava afirmando que sem o arrependimento e sem
o batismo que se faz em nome de Jesus e... Não há salvação. Pois tudo o que
os cristãos fazem, seja batismo, seja fé, seja graça, seja confissão. Se faz em
nome de Jesus.
4.1 – CIÊNCIA CRISTÃ.
A primeira igreja desta seita foi estabelecida na cidade de Boston. O nome
desta é: Primeira Igreja de Cristo Cientista. Começou com uma conferência
intitulada a ciência da felicidade. No panfleto e jornais de divulgações estava
escrito, venha assistir à conferência pública, na primeira igreja de Cristo
cientista, em Boston, Massachusetts, EUA. E no Brasil no auditório da

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Módulo de Heresiologia

academia paulista de letras, largo do Arouche. Com estes anúncios e com


convidados especiais, esta seita foi instalada em várias partes do mundo.
Sua fundadora Srª Mary Baker Eddy.
Poderia ter escrito muitas coisas, mas uma razão importante, é que os crentes
devem ser preparados quando encontrar adeptos desta seita. A seita “Ciência
Cristã” como já disse foi fundada por uma mulher que o seu nome já citamos
acima. Mary Baker Eddy, Ela nasceu nos Estados Unidos no ano de 1821. Era
uma criança nervosa que deu bastante trabalho aos seus pais. Era uma pessoa
sempre doente que procurava tratar de seu problema de saúde. Casou-se três
vezes, dois de seus maridos morreram, e um divorciou-se dela por causa do
seu temperamento insuportável. De seu primeiro casamento nasceu um filho
do qual ela tinha um desgosto tremendo. Da idade de seis aos trinta e quatro
anos, seu filho ficou sem ver a mãe, Srª Eddy, pois ela não o amava. Em 1862,
ela estabeleceu contato com Sr. P.P. Quimby, que afirmava efetuar curas pela
mente. Os ensinos dele foram adotados por Srª. Eddy, e depois incluídos no
seu livro “Ciência e Saúde com Chave às Escrituras”.
Este livro é sua obra prima, que ela mesma declara inspirada por Deus, como a
bíblia. Ela vendeu muitos livros e a seita gozou de um crescimento
impressionante. Fundou a Igreja-Mãe, em 1883. Apesar de negar a existência
da morte, ela morreu em 1910. A seita continua a espalhar-se pelo mundo.
Na América do Sul há igrejas ou organizações nos países: Argentina, Brasil,
Chile, Guiné, Peru, Uruguai, Venezuela. Em quase todos os grandes centros
do Brasil há igrejas desta seita, as vezes não se percebe sua existência. Pois
alem de igrejas eles criam Salas de leituras onde distribuem sua literatura, e
fazem reuniões.
Existem muitos erros nesta seita. Mas um dos graves erros é o Panteísmo.
Esta idéia filosófica chamada “panteísmo” significa: Pan- Tudo, Tei- Deus. Isso
significa que Deus é tudo. O mais interessante sobre esta crença são duas
conclusões que eles tiram desta doutrina. A matéria não existe! Se tudo é Deus
e Deus é tudo então a matéria não existe e nem o mal porque Deus é Espírito e
Bom.
Em relação com o pecado e o mal Srª. Eddy disse o seguinte: “A ciência da
mente elimina todo mal. Deus, a verdade, não é o Pai do erro. Pecado, doença,
e morte classificam-se como efeitos do erro.
É só corrigir nossa idéia, a salvação para Ciência é apenas não acreditar na
existência do pecado.
O sacrifício de Jesus é sem importância, se o pecado é apenas uma idéia
errada. A Srª Eddy disse: “Um sacrifício, por maior que seja, não é suficiente
para pagar a dívida do pecado. A expiação exige uma auto-imolação constante
por parte do pecador. Que ira de Deus caísse sobre seu filho amado, não está
de acordo com a natureza divina.
Tal teoria foi feita pelos homens. A expiação é um problema difícil para a
teologia, mas sua explicação científica é: que o sofrimento é um erro dos

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Módulo de Heresiologia

sentidos pecaminosos que a verdade destrói, e que eventualmente pecado e


sofrimento cairão aos pés do amor sempre eterno.
4.2 – ORDEM ROSACRUZ (a. m. o. r. c.)
Esta seita tem vários nomes: Ordem Rosacruz, e Amorc. O seu fundador foi;
Chistian Rosenkreuz. Há uma semelhança muito grande entre o nome do
fundador e o nome da seita.
Chistian Rosenkreuz viveu no século XIII. Este homem queria explicar o
mistério da vida e do ser, do ponto de vista científico, harmonizando-o com a
religião. Mas o próprio fundador disse que seus ensinos foram proclamados
pelos egípcios 5000 anos antes de Cristo. o apóstolo moderno da Ordem
Rosacruz é Max Heíndel.
A ordem Rosacruz afirma que muitos homens famosos eram “rosacruzes”.
Entre estes, incluem-se: Isaac Newton, René Descartes, Benjamin Franklin,
Francis Bacon, e Claude Debussy. Nenhum desses homens disse que
pertencia a Ordem Rosacruz. A razão de incluir estes homens como membros
da ordem Rosacruz é porque engrandecem o nome da seita.
A sede internacional, Templo Supremo Internacional Rosacruz, fica em San
José, Califórnia, nos Estados Unidos. No Brasil há a grande loja, em Curitiba
Paraná responsável pelo trabalho no país. Em outras cidades há capítulos. Há
também o que é chamado de “Loja no Lar” em que os adeptos estudam em
suas casas.
A maneira desta seita se manter é por meio de uma taxa de registro mensal.
Num pequeno montante, são donativos, por parte dos Membros, para o fundo
geral de operações da Ordem, para fazer face às despesas de expansão,
fundo para construção, atividades humanitárias, no país e no exterior, e
donativos a muitas expedições, métodos de pesquisas e investigações
científicas.
Segundo eles, não é uma religião. Os membros seguem a orientação da seita,
expressam sua devoção, sustentam, e crêem nos seus ensinos. Se não é uma
religião, pelo menos é um substituto.
Ciência e Saúde com Chave às Escrituras é o nome do livro da Srª Eddy, ela
usou as escrituras como ponto de partida para promover suas próprias idéias, e
não as idéias bíblicas. “As declarações desses antigos investigadores são
surpreendentes, mesmo para o mundo científico contemporâneo. As verdades
eternas que revelaram os fatos, as leis da natureza, até então desconhecidas,
faziam deles ‘senhores’ do medo e livres dos elementos incertos das chamadas
fortuna ou sorte.
Esse surpreendente conhecimento que as fraternidades secretas têm
preservado está disponível hoje, aos buscadores de poder pessoal e do
domínio da vida.
Uma analogia da do apóstolo da modernidade da seita. “Mas na noite mais
longa e mais escura o sol se volta em seu caminho de ascensão, a luz do
Cristo nasce novamente na terra e todo o mundo se regozija. Nos termos de

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Módulo de Heresiologia

nossa analogia, entretanto, o Cristo, ao nascer sobre a terra, morre para o céu.
Da mesma forma que o espírito livre é, por ocasião de seu nascimento,
encaixado final e firmemente no véu de carne que o prende com grilhões
durante toda a vida, assim o Espírito de Cristo é preso e embaraçado cada vez
que ele nasce na terra.
4.3 – TEOSOFIA.
O nome da seita Teosofia. Significa Teo=Deus, Sofia= sabedoria, ou seja
sabedoria de Deus. Sua fundadora Helena Blavatsky, que nasceu na Rússia
em 1831. Era bisneta de uma princesa russa. Quando tinha 16 anos casou-se
com um general czarista de 70 anos. Depois de três meses o abandonou foi
para o Egito. No Egito exerceu a função de médium. Por causa das fraudes
praticadas, ela precisou fugir da polícia, e imigrou para os Estados Unidos. Em
1875 fundou a Sociedade Teosófica. Ela escreveu muitos livros para espalhar
suas idéias no mundo todo. O livro mais importante é “A doutrina Secreta”. Em
1885 foi acusada de fraude e falsificação pela Sociedade de Pesquisas
Psíquicas. Ela também teve pelo menos um filho natural. Ela morreu em 1891.
Os erros da teosofia são os mesmos que várias outras tem. Como Revelações
alem da bíblia, Panteísmo, Rejeição do sacrifício de Jesus, Afirmação de suas
mensagens por meio de curas. E ainda eles acrescentam a reencarnação.
Doutrina Espírita, defendida por Allan Kardec.
4.4 - AS FUNÇÕES DAS SEITAS.
Em geral o povo de Deus encara o surgimento de várias seitas como um fator
negativo na história da igreja de Jesus Cristo.
As seitas são sinais da vinda de Cristo, as seitas forçam a igreja a definir sua
posição, e as seitas revelam realidades negligenciadas pela igreja.
Segundo o que disse Pedro, devemos esperar o aparecimento de muitas seitas
(I Pe. 2. 1-3).
Isso mesmo é um sinal da vinda de Jesus Cristo. a segunda função das seitas
é forçar a igreja a definir sua posição. Às vezes a igreja não tem definida sua
posição quanto a certas doutrinas, mesmo que estejam patentes nas
escrituras.
As seitas fornecem informações úteis para a igreja. A terceira função das seitas
é revelar a realidade negligenciadas pela igreja, e isso aplica-se primeiramente
na doutrina da igreja. Quando a igreja não dá margem para as seitas entrarem.
Hoje encontram-se muitas seitas que falam sobre a vinda de Jesus. Em geral
erradamente.
4.5 – SOB O SOL DE SATÃ.
AFINAL, “Terra de Santa Cruz” ou caldeirão de “brasas” infernais? A luta entre
o céu e o Demo acompanha a história do Brasil desde as origens, até no
embate entre suas diferentes denominações. A América portuguesa participa
do moderno mundo ocidental, onde o diabo ocupa cada vez mais o centro da
cena e a caça às bruxas se torna quase corriqueira. Bruxaria, feitiçaria e artes

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Módulo de Heresiologia

mágicas se difundem na Colônia, misturando as raízes européias com as


indígenas e as africanas.
E se muitos, como diz Gregório de Matos, freqüentam calundus e fazem
feitiços “por passatempo, por costume, ou por estilo”, outros recorrem a suas
práticas para “amansar senhores” ou curar doenças.
Feiticeiros, curandeiros, médicos e boticários receitam e aplicam urina de gato,
banha e miúdos de porco, ervas, partes de cães negros e morcegos.
E a Igreja? Dispara inquéritos, processos e condenações. Mas alguns
religiosos não hesitam em recorrer, quando necessário, às chamadas “artes
diabólicas”.
Assim nasceu a bruxaria: para pregar o bem, cristãos convenciam seu
rebanho da existência do mal, o demônio estava solto e a mulher era perigosa.
O cristianismo surgiu com a proposta de ser uma religião universal, mas o
mundo tinha particularidades, sobretudo religiosas. Para levar a Boa-Nova a
todos os homens, os cristãos precisavam se impor sobre seus oponentes.
Assim foi construída a Igreja, primeiro apartando-se do judaísmo, o mais
incômodo adversário pela inquietante proximidade. Eliminados os judeus
“assassinos de Cristo”, os heterodoxos foram os seguintes a ser calados
perseguidos.
Teólogos e eruditos medievais converteram a mulher em bruxa, o
suprassumo da traição e da maldade.
Ao longo do período medieval, a igreja era atormentada pelas seitas de
“adoradores do diabo”, e por isso as perseguiu. Com rigor cada vez maior,
chegou à caça às bruxas da Europa moderna, a combinação trágica e eficaz
entre a alteridade e a erudição.
A construção de uma mitologia satânica implicou um monumental esforço de
reconhecimento do demônio, de suas formas e possibilidades de atuação.
Também era preciso identificar seus agentes, ou seja, aqueles que, embora
inseridos no rebanho dos fiéis, tramavam secretamente a sua perdição. Entre
estes estavam Teólogos e eruditos medievais a converter em bruxas, o
suprassumo da traição da mulher em forma de satã, enfim, o feminino em toda
a sua existência.
A doutrina cristã apresentava como a submissão feminina a própria criação o
homem não foi criado por causa da mulher, ela nesta posição automaticamente
submissa.
O continente convivia com as guerras, o Cisma do Papado, a existência de um
papa em Avignon e outro em Roma, cada um deles se proclamando o
verdadeiro, e a súbita ruptura do mundo tradicional, que eram terríveis
novidades certamente causadas por Satã e seus representantes, fossem
feiticeiros, adivinhos ou judeus. Havia um imaginário frenético de um mundo
em mudança, onde os homens assistiam perplexos à traição do costumeiro, ou
seja, da pacífica continuidade que deveria levar o mundo de sempre à bem-

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Módulo de Heresiologia

aventurança de Jerusalém Celeste. Eles se perguntavam “chorando e


gemendo neste vale de lágrimas”, por que os diabos agora se apoderam de
tudo e de todos, destruindo o rebanho cristão, com a misteriosa permissão de
Deus?
Deste modo, a partir do século XIV, o medo do fim do mundo e da danação
eterna é intensificado e difundido na Europa de forma jamais vista. Mas esta
angústia em relação ao mal produziria efervescência sem a ação dos
pregadores mendicantes, especialmente franciscanos e dominicanos.
Conclamando todos ao arrependimento e à penitência, eles evocaram os
horrores dos castigos eternos para obter a cura espiritual da cristandade.
Os esforços da pregação, em vez de tranqüilizar as consciências, acabaram
impondo, através do diabo, um rígido código ético e moral a partir do final do
século XV. Resultado: todos os fatos da vida coletiva foram justificados pela
sombria e inescapável mediação do Maligno.
A humanidade era atormentada pela cólera divina, e pelo medo de Satã,
estreitamente associado á espera do fim dos tempos no senso comum. O
martelo das bruxas, o “Manual de Caças as Bruxas”, assim o enuncia: “Em
meio às calamidades de um século que desmorona, o mundo em seu ocaso
desce para seu declínio e a malícia dos homens aumenta”. E Satã “Sabe em
sua raiva que tem pouco tempo”.
Assim, foi no início dos Tempos Modernos, e não na Idade Média, que o diabo
e seus seguidores ocuparam o cenário principal do imaginário europeu. A era
das reformas, o período das dissidências religiosas na cristandade que deus
origem ao Protestantismo, correspondeu ao aumento máximo da repressão à
bruxaria. A presença do diabo era necessária para justificar a árduo e
ininterrupto esforço missionário, ao mesmo tempo em que a existência de um
Satã todo-poderoso servia de fundamento para toda sorte de medidas
repressivas e de violências, transformadas em luta contra o diabo, seus
agentes e suas armadilhas.
Esse é o momento do “triunfo de Satã”. Herdando os conceitos e as imagens
modeladas pelas consciências medievais, o início da modernidade emprestou
ao demônio uma coerência e uma difusão jamais alcançadas. O medo
desmesurado e onipresente do demônio estava associado, na mentalidade
popular, à espera do fim do mundo. A luta religiosa conferiu ao diabo o seu
estatuto de grandiosidade: ele é o grande rebelde. As reformas confirmaram
seu direito de existir em toda a sua potência, em toda Sua Majestade. E as
perseguições, os processos inquisitoriais, acabaram materializando as ilusões,
por que não dizer decepções? E os medos de uma cristandade que se sentia
permanentemente ameaçada pelo mal.
5 – PACTOS DIABÓLICOS.
As terras dos pagãos eram consideradas domínio de Satanás. Esta era a visão
que a igreja tinha das religiões nativas na época do Descobrimento. Os
sacerdotes dessas crenças eram rotulados de feiticeiros, agentes do diabo.
Frei Vicente do Salvador (1564-1635), nosso primeiro historiador, dizia que o
próprio nome do Brasil simbolizava as brasas do fogo do inferno, e o padre

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Módulo de Heresiologia

Anchieta relatava em 1560. “Há certos demônios aqui, a que os índios chamam
Curupira, que os atacam muitas vezes no mato, dando-lhes açoites e ferindo-
os bastante”. Em meados do século XVII, um nobre cavaleiro da Bahia
denunciava à Inquisição portuguesa. “Aqui há tanta quantidade de negros e
negras feiticeiros que não se pode particularizar”. E nas Minas Gerais, no
século XVIII, um morador de Vila Rica desabafava. Estas minas estão bastante
infectadas do Demônio!”
Durante todo o período colonial, os feiticeiros, calunduzeiros e curandeiros
eram perseguidos pela justiça do bispo, da inquisição e do rei, podendo ser
presos, açoitados, multados e até degredados para a África. Apesar da
legislação tão repressiva, diversos tipos de feitiçaria e “pactos diabólicos” eram
praticados por todas as pessoas sociais e grupos étnicos, mesclando, rituais
europeus medievais com ameríndias e africanas.
Há noticias de vários sacerdotes de diversas capitanias que abrigavam
famosos feiticeiros em sua escravaria. Em Minas Gerais o padre Manoel
Fagundes, tinha um escravo, Antonio, muito procurado para dar “remédio para
amansar senhores e não castigar os cativos”; na capela Bom Jesus do Furquim
1781, toda vizinhança sabia que o escravo congo Domingos era renomado
bruxo, sendo conhecido por três sacerdotes: padres Machado, vilas Boas e
Albano da Silva, que nunca o delataram aos Comissários do Santo Ofício.
A presença de feiticeiros nas propriedades das ordens religiosas também era
uma grave negligência canônica, já que essas congregações deviam primar
pelas virtudes e pela estrita vigilância contra heresias.
O caso mais comprometedor de envolvimento clerical com bruxaria remete-nos
à Bahia, entre 1730 e 1740. Para exorcizar uma enferma, o carmelita calçado
Frei Luiz de Nazaré ordenou que matassem um porco. Com a banha, fez
ungüento para passar na barriga da doente e mandou que os miúdos do
animal, depois de cozidos, fossem depositados numa encruzilhada, tarde da
noite.
Usava erva-espinheira, erva-de-são-Caetano, carvão e bolo-armênio para
lavagem das enfermas. Assim, os rituais de matriz africana chegaram a
penetrar até no mais recôndito dos conventos de religiosas enclausuradas.
5.1 – IGREJA CATÓLICA ROMANA.
Religião dos cristãos que reconhece o Papa como autoridade máxima e aceita
os dogmas como verdades irrefutáveis e básicas. A igreja católica é
denominacionalmente chamada igreja católica romana, pelo fato de sua sede
administrava mundial ser em Roma, na Itália. E de ter o Papa como o seu
supremo pastor.
Um dos grandes erros da igreja está em afirmar que a igreja é fundamentada
na vida do apóstolo Pedro, sendo este seu primeiro Papa. Isto não pode ser
verdade, uma vez que desde o princípio os Bispos e Papas não podem ser
casados. E Pedro foi casado (Mt.8. 14-17), para ser Papa o pretendente
precisa ser uma pessoa culta, e Pedro era iletrado (Inculto).

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Módulo de Heresiologia

Outro erro da igreja católica é a venda de indulgência, algo que desde o


princípio os seus líderes; Padres, Bispos e Papas fazem, sem nenhum
preconceito. (Apesar de hoje nos nossos dias termos muitas igrejas pseudas
cristã, ou evangélicas, fazendo o mesmo, vendendo bênçãos, algo que Deus
abomina).
Outro erro inconcebível é o fato deles exigirem de seus pastores (Padres e
Líderes) que estes vivem solteiros, fazendo voto de castidade. O apóstolo
Paulo disse que “Se alguem não sabe governar a sua própria casa, como
cuidará da igreja de Deus? É necessário, pois que o Bispo seja irrepreensível,
marido de uma só mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para
ensinar... (I Tm. 3. 2;5). O apóstolo Paulo ainda acrescenta que: “Tais coisas,
com efeito tem aparência de sabedoria, como culto de si mesmo, e de falsa
humildade, e de rigor ascético; todavia, não tem valor algum contra a
sensualidade”. (Cl. 2. 23).
O apóstolo ainda continua dizendo que: “Irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo
o que é respeitável, tudo o que é justo tudo o que é puro, tudo o que é amável,
tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja
isto o que ocupe o vosso pensamento. (Fl. 4.80. Não é por acaso que as
escrituras traz estes conselho. Porque todos; homens e mulheres em sã
consciência tem desejos fisiológicos. Isto é: desejos sexuais. Não que todos
tem que se relacionar o tempo todo, ou não consegue viver sem sexo. Mas a
verdade bíblia é, não é bom que o homem esteja só, e quem disse isto não foi
nenhum profeta, apóstolo ou pastor. Foi o próprio criador dos seres humanos.
Os conselhos sagrados acima citados é para que saibamos administrar os
nossos pensamentos, e sentimentos, assim diz a palavra de Deus “...por causa
da impureza, cada um tenha a sua própria esposa, e cada uma, o seu próprio
marido. O marido conceda à esposa o que lhe é devido, e também,
semelhantemente, a esposa, ao marido( I Cor. 7. 2-3).
Se Deus disse que não é bom que o homem esteja só, o que pensam estes
religiosos que acreditam na castidade e abstinência sexual? O que possamos
afirmar é que lês estão contradizendo as escrituras, e tentando a santidade
com clausura, só que não adianta enclausurar o corpo e não refrear os desejos
libidinosos. Por que Jesus disse; que se olhar para uma mulher com desejo já
réu, e é culpado, como se estivesse com esta praticado o ato sexual.
A dádiva da primeira noiva apresenta o casamento antes da queda e assim
provê o fundamento para as leis contra o adultério, um modelo para o
casamento, a base para o governo no lar e na igreja; bem como um tipo do
relacionamento entre Cristo e a sua igreja. O foco em Gênesis 1. 26; e 27, é na
sua sexualidade como homem e mulher, aqui o seu relacionamento social
como marido e esposa. (Ex. 20.14; Hb. 13.4; I Cor. 11. 3-12; I Tm. 2. 12-13; Ef.
5. 22-32).
Corpo e alma, macho e fêmea: cada ser humano é dotado de um corpo
material animado por um eu pessoal imaterial. O uso bíblico desses termos
leva-nos a dizer que temos e somos tanto corpo, quanto alma e espirito. (desta
forma devemos entender que temos desejos, uns pelos outros, e isto é desejos
sexuais. Não é uma apelação, nem apologia ao sexo desordenado, mas o texto

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Módulo de Heresiologia

citado acima Gn. 1. 26-27, e mui especialmente o versículo 28, é um apelo a


sexualidade. Pois como poderia encher a terra, ser fecundos, e multiplicar sem
relacionamentos sexuais?
O que Paulo disse: “Caso, porém, não se dominem que se casem, porque é
melhor casar do que viver abrasado. (I Cor. 7.9). se os líderes desta igreja
levassem a sério a recomendação bíblica não teria a mídia tantas reportagens
denunciando estes homens que escondem atrás de uma vestimenta diferente,
de uma religiosidade incomum, mas nos bastidores da santa sé, fazem sexo
com crianças, meninos e meninas.
São uns verdadeiros pedófilos, destruidores de vidas, destruidores de sonhos,
daqueles por acreditarem na santidade destes, deixam ser usados para matar
a fome sexual destes instrumentos de Satanás, dentro das igrejas.
Por que não cumprem as escrituras, e buscam legalmente ter as suas
esposas? Querem ter deleites, mas não querem ter responsabilidades sociais
com mulheres e filhos. Quer ter prazer, mas não quer pagar o devido para ter
este prazer. (Ez. 24.26). É por isso que erram tanto, eles são homens como
todos os demais homens. Tem desejos como todos os demais têm. Caem em
pecados e destroem vidas e famílias, quando na verdade os líderes e pastores
são chamados para apascentar as ovelhas e não fazer filhas nelas e comer as
carnes destas.
Perspectiva Católica Romana: Se o amor no Cristo que parte ainda é
contraditada por egoísmo, amor próprio, impaciência, maledicência, tal cristão
não pode ver Deus face a face, pois Ele é três vezes Santo e na sua presença
não podem subsistir a mínima sombra de pecado.
Daí a necessidade de purificação póstuma que não se fez pelo fogo nem em
lugar algum, mas que é um estado póstumo em que se arrepende radicalmente
se sua leviandade e detesta cabalmente as suas más tendências. Más
tendências que, apesar dos nossos esforços, ainda ficam latentes na alma
durante o decorrer desta vida terrestre.
Verdade é que Jesus Cristo nos adquiriu a salvação, mas Ele não dispensa de
procurar apropriá-la a nós, ajudados pela sua graça. Por isso muitos ansiaram
pelo dia de seu encontro final com Cristo.
A morte segue-se o juízo particular. Este não consiste em avaliar o bem e o
mal que tivemos feito para daí se deduzir a sentença do juiz divino, Não. Cada
um de nós já vai julgado ou com sua sentença lavrada mediante a opção por
Deus ou contra Deus realizado durante esta vida. No juízo particular, o senhor
Deus projeta sua luz sobre a alma do falecido para que veja como a clareza do
próprio Deus, os valores e desvalores da sua caminhada terrestre.
Terá então, como nunca, uma visão nítida do que tenha sido a sua passagem
pela terra. Em conseqüência, ele mesmo há de querer colher os frutos da
semeadura efetuada enquanto peregrino. Não será necessário que Deus
profira alguma sentença e envie a alma para o seu destino.
A morte na é um fim (declara os católicos), mas sim um truncamento, mas a
consumação do nosso batismo. Este implicava morrer com Cristo para o

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Módulo de Heresiologia

pecado e o velho homem e ressurgir para uma vida nova. (Como morrer para o
pecado, como matar o homem velho, e como nascer um homem novo, se no
batismo deles o batizando é ainda criança?).
Segundo eles: a vivência do batismo, realizado no cotidiano da nossa
peregrinação terrestre, se tornará plena quando nossa alma deixar os últimos
resquícios do velho homem ou do corpo de pecado, para assumir, na
ressurreição final, um corpo configurado ao corpo de Cristo. Em outras
palavras: a morte não é a etapa final de um processo que começa no batismo e
se prolonga por todos os dias da nossa vida na terra. (Rm. 6. 1-23; Fl. 3. 20).
Diz a doutrina católica: A sorte póstuma poderá também ser o inferno, bem
documentado no evangelho. Não se trata de tanque de enxofre formigante com
diabinhos e tridente, mas sim de um estado de frustração radical, pois o
réprobo, após deixar este mundo, vê claramente que Deus, o primeiro Bem, e o
primeiro Amor, mas que de voluntariamente se afastou desse único valor que
ninguém pode perder. O inferno se compatibiliza perfeitamente com o amor de
Deus ou mesmo decorrer do fato de que Deus continua a amar o pecador e
não pode deixar de amá-lo.
Sendo que o pecador conscientemente lhe disse não. Não é possível definir
quem se acha em tal estado, pois Deus sabe o que acontece ao pior dos
pecadores na hora da morte.
No fim dos tempos o Senhor Jesus há de voltar, dessa vez como Juiz dos vivos
e dos mortos. Ele, que veio a primeira vez como Palavra encarnada que os
homens quiseram sufocar, virá para rematar a história e manifestar-se como
Senhor absoluto nesse Momento que é chamado Parousia.
Ocorrerá então ressurreição da carne, de modo que alma da cada ser humano
será reunida a matéria. O homem não e um anjo encarnado por causa de suas
culpas, mas é, por natureza. Psicossomático. A ressurreição da carne supõe
uma visão otimista em relação à matéria, criatura de Deus, ao passo que a
reencarnação não coaduna com os princípios cristãos. (II Tm. 2. 11; Mt. 25. 31-
46; Hb. 9. 27).
Eis, em síntese, o que a teologia católica professa a respeito dos últimos
acontecimentos. São de importância capital para o cristão, pois como Diziam
os antigos romanos: “in omnibus”.
Respice “finem” (em tudo o que fizeres, olha para o fim); é do fim que procede
a luz para as etapas intermediárias da caminhada. Maranatha.
Um erro gravíssimo da igreja católica é o incentivo e a confirmação aos seus
adeptos a adoração a imagens de esculturas. Isto é: a outros deuses. E antes
de Deus dar os mandamentos, Ele disse: “Não terás outros deuses diante de
mim. Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que
há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra.
Não te encurvarás a elas nem as servirás;...” (Ex. 20.4;5). Em Isaias 42. 8, Ele
disse; Eu sou o Senhor; este é o meu nome! A minha glória a outrem não a
darei, nem o meu louvor às imagens de esculturas. No Salmo 115 o salmista
declara que o nosso Deus está nos céus, e faz tudo o que lhe agrada. E que os

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ídolos não serve para nada. Versos 3 a 8. Também o profeta Jeremias disse:
que os ídolos são como espantalhos num pepinal... Da mesma madeira que o
artesão fabrica um ídolo (deus) com o resto desta se cozinha carne para
comer... Também o profeta disse que o homem embruteceu, e não tem
conhecimento; da sua imagem de escultura envergonha-se todo fundidor. Suas
imagens fundidas são mentiras, não há espírito nelas. (Jr. 10. 3- 14).
O apóstolo Paulo disse que: os ídolos nada são no mundo, e que não há outro
Deus, senão um só. Mesmo que alguns se acham deuses, todavia para nós há
um só Deus, e Pai, de quem é tudo e para quem nós vivemos (I Cor, 8. 4-6).
Ele Paulo ainda diz: que a idolatria é o culto de demônios. (I Cor. 10. 14-21).
5.2 – CRISTIANISMO.
Movimento, doutrina e instituição originário das pregações de Jesus Cristo e
seus discípulos. Foi entre as numerosas seitas messiânicas desenvolvidas no
mundo judeu, no início da era cristã, que se operou o reagrupamento dos
discípulos de Jesus de Nazaré, primitivamente reunidos entre os discípulos de
João Batista. Contestada pelos fariseus, rejeitada pelos saduceus, a
comunidade dos cristãos (designação derivada do lat. Christus, “Cristo”, este
do Gr. Kristós, ‘ungido, Cristo’, foi aceita no seio do judaísmo até cerca de 65,
data em que se consumou uma ruptura inevitável entre as duas facções
religiosas. Os discípulos de Jesus mantinham a convicção, Inadmissível para o
judaísmo, de que seu messias (Jesus Cristo) era o que havia sido anunciado
pelos profetas de Israel, embora não se identificasse com imagem que dele
faziam os judeus contemporâneos.
Repudiada em lugar de origem, a seita dos cristãos difundiu-se pelo mundo do
paganismo. No ano 61 já se encontrava em Roma. Depois das perseguições
imperiais abriu-se o mundo romano à nova religião, daí passando aos
bárbaros, firmado sobre tudo no Ocidente. Apartir da idade média, alcança a
área eslava.
Não cessa de enviar missionários as mais distantes regiões, para a Ásia e para
a América Latina, no século XVI; para as duas Américas, no século XVII; para a
África, no século XIX.
A seita nascida no judaísmo tornou-se a religião de maior amplitude de todas
as conhecidas, universalismo que ela própria se atribuiu desde suas origens.
Esse universalismo explica a importância de que o cristianismo se reveste, do
ponto de vista de sua influência tanto nos domínios da cultura da vida social e
da política, como nos da moral.
A revelação cristã. Aos olhos dos historiadores latinos cujo testemunho chegou
até nós (Suetônio, Tácito, Plínio Jovem), o cristianismo era considerado como
uma das numerosas religiões vindas dos confins do império, da qual Jesus de
Nazaré, denominado o Cristo, fora o fundador.
A maior parte das religiões se atribuem uma origem divina e apóiam essa
afirmativa numa revelação recebida por homens privilegiados. Para os cristãos,
Jesus foi, desde o início, muito mais que um intermédio divino, encarregado de
uma mensagem, e, em virtude dessa mensagem, tornando a iniciativa da

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fundação de uma nova religião. Jesus não admitiu continuidade com as


religiões do paganismo. Apresenta-se como o consubstanciador das
promessas da religião judaica, e porque esta pretendia ser depositária da
derradeira e única iniciativa divina no sentido de inserir na história humana as
definitivas intenções do Criador. Tal posição em que o cristianismo se coloca
reduz, o judaísmo a um movimento religioso de preparação de sua própria
missão na terra.
O cristianismo reconhece Jesus como o próprio Deus, com presença na
história, manifestando suas últimas vontades em favor dos homens e tornando
nas mãos a causa do mundo que Le próprio criou. A importância de Jesus não
advém, fundamentalmente, de seus ensinamentos religiosos, mas de sua
pessoa,introdutora do absoluto divino na história da humanidade. O relativo à
doutrina do destino último do homem: morte, ressurreição e juízo final, e do
mundo, estado futuro, central no vocabulário cristão, designa essa plenitude
divina da presença de Jesus na história, tanto quanto seus títulos de Senhor,
Filho de Deus, Messias, Salvador, Juiz dos vivos e dos Mortos.
Não deixa de ser espantosos que os primeiros discípulos de Jesus de Nazaré,
e particularmente os apóstolos por Ele escolhidos e que iriam formar o núcleo
da comunidade cristã tenham crido no Mestre de forma tão incondicional.
Seu passado judeu os conduzia a isso, mas não sem fazer surgir no espírito de
cada um graves objeções. Foi necessária a experiência do Espirito Santo
prometido por Jesus na solenidade de Pentecostes, para firmá-los em sua nova
fé e fazer deles testemunhas, fundadores, com Jesus, do movimento cristão.
A igreja cristã. Ou hoje conhecida igreja evangélica, com os seus milhares de
nomes e co-dinomes espalhados por todo o mundo, é uma conseqüência do
que o próprio Jesus plantou.
Ele semeou uma boa, e inigualável semente. O seu próprio corpo, que as
escrituras nos afirma categoricamente, que não foi com Prata ou ouro que
fomos comprados, mas com o precioso sangue de Cristo Jesus. (I Pe. 1. 18-20)
A igreja cristã nasceu do esforça e investimento feito pelo próprio Senhor
Jesus, antes da descida do Espirito Santo, que veio exatamente sobre esta que
já existia, a igreja primitiva, pois os 120 irmãos que ficaram reunidos esperando
a promessa que Jesus fez, e receberam poder ao descer sobre eles o Espirito
Santo no dia de pentecostes, são os primeiros irmãos da igreja mãe, a igreja
primitiva. A igreja cristã não é uma criação do Espirito Santo, e sim, do próprio
Cristo. por isso somos chamados de: “Cristãos”. O Espirito Santo prometido por
Jesus, e que realmente veio 10 dias após a sua ascenção, veio para cuidar, dar
dons e ministérios esta que já era uma realidade. A igreja cristã. Isto é: o
cristianismo.
5.3 - Admissão no Cristianismo: Converter-se na pessoa de Jesus,
identificado como o Senhor, era o primeiro passo para alguem se fazer cristão;
o rito do batismo sancionava essa conversão. Convertendo-se, os crentes
tomavam consciência de que entravam na fase final da história do mundo, nos
tempos messiânicos; de que haviam conseguido uma renovação de vida,
encontrando a salvação, de que estavam em poder da última verdade sobre a

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condição humana e tudo em conseqüência da decisiva intervenção de Deus


em Jesus Cristo.
Deus era Pai e Salvador. O cristianismo não se apresenta apenas como nova
religião, mas como um vasto movimento profético, portador e revelador das
derradeiras intenções de Deus no mundo.
As primeiras comunidades cristãs tiveram consciência muito viva da
originalidade do Evangelho. Deus era diferente do que até então se imaginara.
Seu poder de amor, não de denominação. Não era o Deus de uma nação nem
de um grupo de homens escolhidos, mas Deus de todos.
A oração cristã traduz a novidade da espécie de dependência em que o
homem deve considerar-se em relação a Deus. Dependência acima de tudo
filial.
O homem já não é apenas o assistido da divindade, mas seu colaborador e
filho. Sua fraqueza deixa de ser insuportável, pois se sente querido de Deus,
que põe nele suas esperanças e participa de seus ideais.
Dificultosa para os crentes, muitos deles com tendência a dar ênfase ao
aspecto religioso do evangelho em detrimento de sua exigência antropológica,
outros insistindo sobre essa exigência, de maneira unilateral, a ponto de
reduzirem o cristianismo a uma ideologia revolucionária ou a uma moral,
diminuindo-lhe a dimensão religiosa.
5.4 – A DOUTRINA CRISTÃ.
O cristianismo não é uma religião do livro sagrado. Jesus nada escreveu nem
incitou os apóstolos a fazê-lo. A primeira geração cristã não teve livros
próprios. Foi a partir de 70 e 95 que se redigiram as narrativas evangélicas,
precedidas pelas cartas de Paulo (entre 56 e 63). Mas, finalmente, quatro
narrativas foram reconhecidas como autênticas na comunidade cristã. Os
quatros evangelistas ao escrever os quatro evangelhos tinham como intenção
dotar as comunidades cristãs de seus arquivos evangélicos, que lhes
servissem como livros litúrgicos, a fim de fixar de modo estável a memória das
origens.
A passagem do Cristo pela terra é relatada nesses livros, de maneira a
apresentar, em conjunto, história e doutrina, mas sem diminuir a dimensão
narrativa dos livros, o que significa que os evangelhos deixem de ser doutrinal.
São narrativas que já dão testemunho de uma reflexão da fé sobre a vinda do
Cristo ao mundo, de uma elaboração de seus ensinamentos.
A leitura dos latos concernentes a Jesus é leitura da Palavra de Deus e deve
suscitar uma confissão de fé precisa.
Na doutrina cristã impõe-se, fundamentalmente, o que se refere ao Cristo, em
sua plena condição divina e em sua plena condição humana. Tal é a doutrina
da encarnação. Sem romper com o monoteísmo judaico, o ministério de Jesus
Cristo deixa entrever que esse monoteísmo se estrutura numa comunidade de
existência divina. O Pai, o Filho, o Espirito Santo animador.

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No que se refere à vida eterna, destino a que Jesus Cristo leva os homens a
doutrina é firme e sóbria. Trata-se de uma recomposição do mundo e da
história de cada homem num espaço divino, no encalço do Cristo ressuscitado.
O Reino de Deus realizado.
Enquanto não chega esse momento, os cristãos são convocados para se
constituírem em Igreja, a Assembléia do Cristo. É no seio dessa igreja que o
Espírito do Cristo realiza sua obra de desenvolvimento e inspiração evangélica.
Nas igrejas cristãs, codificando costumes e regras de comportamento,
desenvolveu-se com o tempo, uma legislação ‘canônica’, que complementa a
estrutura pastoral (também chamada hierárquica) e a estrutura de cada
comunidade.
Quando a esta última estrutura, observe que, desde as origens, e por vontade
expressa de Jesus, a comunidade celebrou o batismo como sacramento de
entrada no cristianismo, e a eucaristia (ou fração de pão) como sacramento
plenário da vida na igreja.
5.5 – O CRISTIANISMO A COMUNIDADE DE CRISTO NA TERRA.
Durante quase dois milênios de existência, o cristianismo foi sacudido por
numerosas crises e rupturas internas. Sua situação presente, nesse particular,
é de gravidade sem precedentes, quase revolucionária.
Para os cristãos a esperança se apóia na origem divina de seu movimento e de
sua comunidade. Vivem da convicção de que, se as civilizações são morais, a
obra de Jesus Cristo atravessará os séculos até o final da história, para,
mediante uma derradeira mutação cuja iniciativa partirá de Deus, alcançar seu
futuro absoluto.
Jesus Cristo é: o fundador da igreja cristã. O autor e consumador de nossa fé,
o cabeça da igreja. A pedra fundamental em que a igreja esta fundamentada.
Sem Cristo não há cristianismo. É para Ele, por meio dEle, e por amor dEle,
que nós povo de Deus, igreja evangélica somos chamados cristãos, filhos de
Deus. Cristo em primeiro lugar, em tudo Cristo Senhor absoluto em tudo.
Cristianismo não quer dizer: uma denominação religiosa, mas uma assembléia
dos santos, morado do Espírito Santo. Casa, lavoura, edifício, propriedade
peculiar do Senhor Jesus Cristo.
CONCLUSÃO.
Um alerta ao amado aluno, você que acabou de estudar esta matéria, pode
apartir de agora detectar com mais facilidade, o que é uma igreja
genuinamente Cristã. E o que é uma seita.
Algumas diferenças entre igreja e seita. Uma igreja verdadeiramente cristã,
presa o verdadeiro amor. Respeita o indivíduo, ama o pecador, não tem
espírito de juiz, não esta preso único e exclusivamente ao nome, a idade, e ao
modo desta. Não tem uma crença nos princípios doutrinários desta, mas nos
evangelhos de nosso Senhor Jesus Cristo.

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Para o verdadeiro cristão o que mais importa não é a igreja, nem as suas
doutrinas, mas Cristo Jesus.
As seitas: prezam as suas doutrinas, os seus princípios religiosos, e as suas
teses denominacionais. Mais do qualquer ensinamentos das escrituras.
Qualquer denominação que presa as leis de outro País, (por exemplo Israel)
mais do que a do seu País, o Brasil, é uma seita e não é uma igreja. Defende
a bandeira, as saudações, os costumes e trejeitos de Israel, não é igreja é uma
seita. Qualquer uma que incita os seus adeptos a desconsiderar e até odiar os
membros de outras agremiações religiosas, não é uma igreja é uma seita.
Todas estas agremiações religiosas que ensina e propaga entre os seus que
somente eles (da seita tal) é que são salvos, e se saírem do meio deles já
estão condenados. Não é igreja, e sim uma seita.
As seitas acreditam, e ensinam que os seus princípios religiosos, são a única
forma de salvação. Enganem e são enganados. Salvação somente por Jesus
Cristo através do seu evangelho. (Jo. 5. 39; At. 4. 12).
Quem não ama, não respeita, não compreende, não é amigo e nem irmão do
próximo, pode ser tudo. Menos um cristão. Você estudante, você que ama o
verdadeiro cristianismo. Cuidado!

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