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Estatísticas de Direito Administrativo para Concursos

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Aula 08

BIZU ESTRATÉGICO REGULAR DE DIREITO


ADMINISTRATIVO

ANÁLISE ESTATÍSTICA
Segue abaixo uma análise estatística dos assuntos mais exigidos pelas bancas Cebraspe, FCC

e FGV, no âmbito da disciplina de Direito Administrativo, tomando como base os concursos

realizados nos anos de 2020 a 2023:

Direito Administrativo
Assunto % de cobrança
Agentes Públicos
17%

Atos Administrativos 12%

Responsabilidade Civil do Estado


10%

Poderes Administrativos
9%

Improbidade Administrativa
9%
Aula 08
Resumos para Concursos Organização Administrativa 7%

Princípios da Administração Pública 7%

Com essa análise, podemos verificar quais são os temas mais exigidos pelas principais bancas

Autor: examinadoras e, por meio disso, focaremos nos principais pontos da disciplina em nossa

revisão!

08 de Dezembro de 2023

Resumos para Concursos


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3) Cargo x Emprego x Função


Agentes Públicos

1) Espécies de Agentes Públicos


Cargo publico Emprego público Função pública

Elaboram políticas públicas e dirigem a


função de confian ça ou
ocupado por empregado
Administra ção Pública. ocupado por servidor público contrataçã o tempor á ria de
Agentes POLÍTICOS público
Ex : Chefes do Executivo e membros do Legislativo
exceptional interesse público
todo emprego possui uma n ã o designa nem cargo, nem
todo cargo possui uma funçã o
função emprego
Desempenham atividades administrativas regra geral: provimento
Agentes regra geral : provimento mediante Em regra, nã o depende de
ADMINISTRATIVOS Ex: servidores públicos, empregados públicos e mediante pr évio concurso
agentes tempor ários prévio concurso p ú blico concurso público pr évio
público
regime jurídico celetista
Prestam serviços relevantes ao Estado
regime jurídico estatutá rio
Agentes Públicos
Agentes HONOR ÍFICOS regime jurídico especial
Ex: mesários e jurados [predominantemente de direito
( de direito público)
privado}
Particulares em colaboração com o Estado ocupado mediante nomeação ocupado mediante contratação ocupado mediante contrata ção
Agentes DELEGADOS seu vínculo com a Administra çã o
Ex: concession á rios de serv. publico, tabeli ães celebram "contrato de trabalho"
tem natureza contratual, mas
não há "contrato de trabalho" com o poder pú blico (vínculo
não celetista
Representam a Administra ção em ocasi ões (vínculo tem natureza legal) tem natureza contratual,
espec íficas trabalhista)
Agentes CREDENCIADOS (contrato de direito público)
Ex: artista que vai representar o Brasil em um
Congresso no exterior

2) Agentes de Fato 4) Regimes Jurídicos


praticam atos em situa ções excepcionais , em
colaboraçã o com o Poder Público, como se
fossem agentes de direito - O regime estatutário consiste no conjunto de regras jurídicas que disciplina a relação travada
Necessários
Ex: situa ções de emergência entre os servidores públicos (ocupantes de cargo público) e as pessoas jurídicas de direito

público (administração direta, autarquias e fundações de direito público).


Agentes de fato
desempenham atividade pública na presun ção
de que há legitimidade, embora tenha havido
alguma ilegalidade na sua investidura
Putativos - O regime celetista é aquele que dita as regras para os empregados públicos. Como estes

Ex : servidor que toma posse sem cumprir os agentes celebraram um contrato de trabalho com um ente público, seu vínculo terá natureza
requisitos do cargo (investidura irregular )
contratual. E, como todo contrato é arcado pela bilateralidade10, o regime celetista é

chamado de bilateral.

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5) Estabilidade 7) Concurso Público

- Segundo ensina Hely Lopes Meirelles, o concurso consiste no “meio técnico posto à
Cargo de provimento efetivo
disposição da Administração Pública para obter-se moralidade, eficiência e aperfeiçoamento
I
AQUISIÇÃO
o
Pré via aprovaçã o em concurso público
3 anos de efetivo exercício no cargo
Aprova çã o em avalia çã o ESpecial de desempenho
requisitos
cumulativos

do serviço público e, ao mesmo tempo, propiciar isonomia (igual oportunidade a todos os

sentença JUDICIAL transitada em Julgado interessados que atendam aos requisitos da lei).
processo ADMINISTRATIVO assegurada ampla defesa

* s j CF, art. 37, II - a investidura em cargo ou emprego público depende de aprova ção pr é via
insuficiência de desempenho, verificada
mediante avaliação PERI ódlea
ESTABILIDADE ; em concurso público de provas ou de provas e tí tulos, de acordo com a natureza e a
PERDA DO CARGO na forma de LEI COMPLEMENTAR j complexidade do cargo ou emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as nomea çõ es
assegurada ampla defesa | para cargo em comissã o declarado em lei de livre nomeaçã o e exonera çã o;
excesso de despesa com pessoal ( LRF)

nã o alcança empregados públicos ou comissionados - Prazo máximo: 2 anos, sendo possível estabelecer prazo inferior no edital.
OBS. ej 3 anos contados da entrada em EXERCÍ CIO
- O prazo deve ser contado da homologação do concurso.

- O prazo pode ser prorrogado uma vez.

6) Acumulação de Cargo, Emprego e Função

regra = vedada a acumula çã o


Regra geral Nã o tem direito

administração direta
administração indireta , inclusive subsidiárias e soc .

r alcance controladas pelo poder público


todas as esferas
Aprovado FORA
das vagas
, professor + professor Desist ência de
acumula çã o remunerada exceções professor + técnico/ cientifico - compotibilidode de hordrios
- respeito ao teto (em coda cargo) candidato aprovado
profis. de saúde + profis . saúde
i
dentro das vagas
cargos acumulá veis na ativa
Exceções
exceções cargos eletivos
preteriçã o na
na inatividade
cargos em comissão nomea çã o

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b) Atos individuais ou especiais: são aqueles que se dirigem a destinatários certos,


Atos Administrativos
determináveis. Tais atos produzem efeitos jurídicos no caso concreto.
8) Elementos dos Atos Administrativos
11) Atos Internos e Externos

^^ > a) Atos internos: são aqueles que se destinam a produzir efeitos no interior da

>^
Competência Quem pode praticar o ato
Administração Pública, alcançando seus órgãos e agentes.

Finalidade
2 Para quê
> b) Atos externos: são todos aqueles que alcançam os administrados, os contratantes ou,
em alguns casos, os próprios servidores, provendo sobre os seus direitos, obrigações,
negócios ou conduta perante a Administração. Esses atos devem ser publicados

> Forma
2 meio de exteriorização do
ato
> oficialmente, dado o interesse público no seu conhecimento.

> Motivo
2 Causa da prática do ato
>) 12) Atos de Império, de Gestão e de Expediente
a) Atos de império: são aqueles praticados com todas as prerrogativas e privilégios de

^ Objeto

9) Atributos ou Características dos Atos Administrativos


Conteúdo do ato autoridade e impostos de maneira unilateral e coercitivamente ao particular,
independentemente de autorização judicial.
b) Atos de gestão: Os atos de gestão são aqueles praticados em situação de igualdade
com os particulares, para a conservação e desenvolvimento do patrimônio público e
para a gestão de seus serviços.
c) Atos de expediente: são atos internos da Administração Pública que se destinam a dar
> Presunçã o de legitimidade andamentos aos processos e papéis que se realizam no interior das repartições
> I mperatividade públicas. Caracterizam-se pela ausência de conteúdo decisório.
> Autoexecutoriedade
> Tipicidade 13) Atos Vinculados e Discricionários
a) Ato vinculado: é aquele praticado sem margem de liberdade de decisão, uma vez que
a lei determinou, o único comportamento possível a ser obrigatoriamente adotado é
Imperatividade sempre aquele em que se configure a situação objetiva prevista na lei.
Somente em
alguns b) Ato discricionário: ocorre quando a lei deixa uma margem de liberdade para que o
Autoexecutorieda
de agente público faça a valoração do motivo e a escolha do objeto, conforme o seu juízo
Atributos de conveniência e oportunidade.
Presunção de
Presentes em legitimidade
todos os atos 14) Atos Simples, Complexos e Compostos
Tipicidade
a) Ato simples: é que aquele que resulta da manifestação de vontade de um único órgão,
seja ele unipessoal ou colegiado. Não importa o número de agentes que participa do
- Classificação dos Atos Administrativos conforme Hely Lopes Meirelles:
ato, mas sim que se trate de uma vontade unitária.
b) Ato complexo: é aquele que necessita da conjugação de vontade de dois ou mais
10) Atos Gerais e Individuais diferentes órgãos ou autoridades. Apesar da conjugação de vontades, trata-se de ato
a) Atos gerais ou normativos: são aqueles que não possuem destinatários determinados. único.
Eles apresentam hipóteses genéricas de aplicação, que alcançará todos os sujeitos que c) Ato composto: é aquele produzido pela manifestação de vontade de apenas um órgão
nelas se enquadrarem. da Administração, mas que depende de outro ato que o aprove para produzir seus

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efeitos jurídicos (condição de exequibilidade). Assim, no ato composto teremos dois


atos: o principal e o acessório ou instrumental.
Revogação do ato

mas Inconveniente ou v , atuação


15) Atos Válidos, Nulos, Anuláveis e Inexistentes Ato v álido
inoportuno
ou
' discricionária
a) Ato válido: é aquele praticado com observância de todos os requisitos legais, relativos
Manutenção do ato
*
v
à competência, à forma, à finalidade, ao motivo e ao objeto.
b) Ato nulo: é aquele que sofre de vício insanável em algum dos seus requisitos de
validade, não sendo possível, portanto, a sua correção.
 Em síntese, são irrevogáveis os seguintes atos:
c) Ato anulável: é aquele que apresenta algum vício sanável, ou seja, que é passível de
convalidação pela própria Administração, desde que não seja lesivo ao patrimônio
nã o há mérito administrativo a
público nem cause prejuízos a terceiros. Vinculados
ser revisto
d) Ato inexistente: é aquele que possui apenas aparência de manifestação de vontade da
Administração, mas não chega a se aperfeiçoar como ato administrativo. Consumados já exauriram seus efeitos

r
Geraram direito
16) Extinção dos Atos Administrativos garantia constitucional
Atos nã o adquirido
 O processo de desfazimento de um ato irá variar a depender da situação:
revogáveis Integram pr ática de ato subsequente
procedimento impede a revogação
Sob reapreciação de exauriu-se a competência da
ANULAÇAO O ato praticado e inválido
autoridade superior autoridade que praticou o ato
Meros atos nã o contêm manifestação de
O ato é válido, mas Inconveniente ou
REVOGAÇÃO administrativos vontade
inoportuno
Desfaz?mento dos
Benefici ário do ato deixa de cumprir os
atos CASSAÇÃO
administrativos
requisitos necessários  Anulação: é o desfazimento do ato administrativo em virtude de ilegalidade. A anulação
de atos administrativos inválidos opera efeitos retroativos (ex tunc). Como
Surgimento de novo ato com efeitos
CONTRAPOSIÇÃO
contrapostos a outro já praticado regra geral, o ato é retirado do mundo jurídico desde o momento em que foi praticado,
de modo que são desconsiderados os efeitos produzidos pelo ato.
superveniênda de norma jurídica que
CADUCIDADE torna inadmissível situação anterior, na
qual o ato foi praticado I  Cassação: é o desfazimento de um ato válido em virtude de descumprimento pelo
beneficiário das condições que deveria manter, ou seja, ocorre quando o administrado
comete alguma falta. Funciona, na verdade, como uma sanção contra o administrado por
 Revogação: é a supressão de um ato administrativo válido e discricionário por motivo de
descumprir alguma condição necessária para usufruir de um benefício.
interesse público superveniente, que o tornou inconveniente ou inoportuno. Trata-se,
portanto, da extinção de um ato administrativo por conveniência e oportunidade da  Contraposição: consiste no surgimento de um novo ato com efeitos contrapostos a outro
Administração. já praticado.

 Caducidade: é a forma de extinção do ato administrativo em decorrência de invalidade ou


ilegalidade superveniente. Assim, a caducidade ocorre quando uma legislação nova – ou
seja, que surgiu após a prática do ato – torna-o inválido.

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 Convalidação:
Responsabilidade Civil do Estado
Vício sanável
18) Responsabilidade Subjetiva
Ausência de lesão ao interesse
Convalidação público
- Teoria da Culpa Administrativa
Ausência de prejuízo a terceiros
o Por essa teoria, a culpa é do serviço e não do agente.

o Por essa teoria, a culpa é do serviço e não do agente.


quanto à exceto
COMPETÊNCIA competência
pessoa
VÍCIO exdusiva o Aplica-se em três situações
SANÁVEL
FORMA exceto se forma  O serviço não existiu ou não funcionou, quando deveria funcionar;
exigida em lei
 O serviço funcionou mal; ou

 O serviço atrasou.
17) Espécies de Atos Administrativos
- Teoria da Culpa Civil

 A responsabilidade do Estado depende da comprovação de dolo ou, pelo

> Normativo veicula regras gerais e abstratas


> menos, culpa na conduta do agente estatal.

> Ordinatório

Negociai
I emana do poder hierárquico

autoriza o particular a exercer uma


atividade ou a usar um bem público
>) 03
>
Irresponsabilidade
do Estado
•"o Estado não comete erros"

> Enunciativo
> contém declaração da Administra çã o quanto
a um fato ou situação
> XI
3
Responsabilidade •baseada na culpa comum
com culpa
comum
•Estado responde somente se o particular demonstrar
que o agente público agiu com culpa

> >
l/l

2 impõe penalidades a agentes públicos ou C


Punitivo O
Q.
particulares l/l Culpa •Estado responde se houver falha na
OJ prestação do serviço público
administrativa

19) Responsabilidade Objetiva

- Teoria do Risco Administrativo

Aqui está um assunto relevante, inclusive cobrado no último certame do INSS (2022). Por isso,

preste bastante atenção!

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o Basta a relação entre o comportamento estatal e o dano sofrido pelo


Friso quo, neste caso, a responsabilidade do Estado depende apenas dos seguintes
administrado para que surja a responsabilidade civil do Estado, desde que o elementos:

particular não tenha concorrido para o dano. 1} dano

o Exige a presença de três requisitos para gerar a responsabilidade do Estado: 2} existência da conduta estatal

 Dano; 3} nexo de causalidade entre a conduta estatal e o dano

 Conduta Administrativa – fato do serviço; e


21) Abrangência
 Nexo Causal

- Teoria do Risco Integral Ato lícito OU


ilícito
 Não admite causas excludentes da responsabilidade civil da administração. Aqui, Vítima pode ser
Agente público
o Estado funciona como um segurador universal, que deverá suportar os danos atuando nessa usuário ou não do
condição serviço
sofridos por terceiros em qualquer hipótese.

PJ de direito público Regresso contra o


Risco
•basta
atuaçã o
a ocorrência de dano decorrente da
estatal e PJ de direito
Responsab. responsável
administrativo •admite exdudentes (ex: culpa exclusiva da
vitima, caso fortuito e for ç a maior ) privado prestadora objetiva do (apenas se houver dolo ou
culpa)
Q)
JZf de serviços públicos Estado
O
i/t
•nao admite exdudentes CF, art. 37, §6°
£Z •aplicá vel a :
O Risco integral * acidentes nucleares
Q
wi
. •danos ambientais
<U terrorismo e guerras contra aeronaves
brasileiras

20) Modalidade de Responsabilidade Civil Adotada do Brasil – Ação do Estado 22) Excludentes e Atenuantes de Responsabilidade (Teoria do Risco Administrativo)

CF, art. 37, § b - As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras Exdudentes Atenuantes
de servi ços públicos responder ão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade,
causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de - caso fortuito
dolo ou culpa.
- for ç a maior
- culpa concorrente
- culpa exclusiva da vítima

i - culpa de terceiros

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- Decretos de execução ou regulamentares: dar fiel execução às leis; não há inovação no


ordenamento jurídico; competência exclusiva do chefe do executivo.
Poderes Administrativos
- Decretos autônomos: atos primários com força de lei; competência privativa do chefe do
23) Poder Vinculado executivo para legislar sobre: a organização e funcionamento da administração federal, quando
não implicar aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos e sobre extinção
 É previsto em LEI. O administrador possui mínima ou nenhuma liberdade de atuação. de funções ou cargos públicos, quando vagos (art. 84, IV da CF).

28) Poder de Polícia


24) Poder Discricionário
 Consiste na atividade da administração pública que, limitando ou disciplinando direito,
 Regido pelos critérios de conveniência e oportunidade, o chamado mérito administrativo.
interesse ou liberdade, regula a prática de ato ou abstenção de fato, em razão de interesse
A discricionariedade é referente aos motivos e aos objetos dos atos administrativos. A
público concernente à segurança, à higiene, à ordem, aos costumes, à disciplina da
possibilidade de revogação dos atos administrativos encontra fundamentação no poder
produção e do mercado, ao exercício de atividades econômicas dependentes de
discricionário. Ademais, ele encontra limites na razoabilidade e na proporcionalidade.
concessão ou autorização do Poder Público, à tranquilidade pública ou ao respeito à
propriedade e aos direitos individuais ou coletivos. (art. 78 CTN). Possui caráter normativo,
autônomo e preventivo. Em regra, o poder de polícia é discricionário, porém há exceções,
25) Poder Hierárquico
nos quais os atos serão vinculados, sendo um exemplo a concessão de licença.
 Pressupõe a existência de subordinação no âmbito da mesma pessoa jurídica; visto que
não há hierarquia entre pessoas jurídicas distintas. Os servidores não obedecerão às ordens
manifestamente ilegais; o poder hierárquico possibilita a delegação (regra) e avocação 29) Ciclo de Polícia
(exceção - somente possível dentro da mesma pessoa jurídica) de competências.
 É composto de 4 fases/etapas:

26) Poder Disciplinar 1) Ordem de Polícia: está presente em todos os atos;

 Responsável pela possibilidade de punir servidores públicos e particulares com vínculo 2) Consentimento de Polícia: delegável às pessoas jurídicas de direito privado que façam parte
jurídico específico com a administração. Em relação ao DEVER de punir, não há da administração indireta;
discricionariedade, ela se refere única e exclusivamente a gradação da penalidade. Todos
3) Fiscalização de Polícia: delegável às pessoas jurídicas de direito privado que façam parte da
os atos oriundos do poder disciplinar devem ser motivados, devendo haver a garantia do administração indireta;
contraditório e da ampla defesa quando da aplicação da sanção.
4) Sanção de Polícia: está presente em todos os atos;

27) Poder Regulamentar ATENÇÃO: Conforme o entendimento do STJ, o exercício do poder de polícia não pode ser
delegado a entidades privadas.
 É exclusivo do chefe do Poder Executivo, que poderá editar atos normativos, quais sejam:
Prescrição: 5 anos.

- Decretos de Execução ou Regulamentares e Decretos Autônomos, dotados de generalidade e


abstração.

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| CF, art. 37, § 45 Os atos de improbidade administrativa importar ã o a suspensão dos j


30) Abuso de Poder I direitos políticos, a perda da funçã o pública, a indisponibilidade dos bense o ressarcimento j
í ao er ário, na forma e gradaçã o previstas em lei, sem prejuízo da ação penal cab í vel
,

Aqui está um assunto relevante, inclusive cobrado no último certame do INSS (2022). Por isso,
 Com fundamento no referido dispositivo constitucional, em 1992 foi editada a Lei 8.429,
preste bastante atenção! conhecida como Lei de Improbidade Administrativa – ou LIA, profundamente alterada
no ano de 2021.

ABUSO DE PODER Ressarcimento ao er ário


EXCESSO DE PODER DESVIO DE PODER
Indisponibilidade dos bens
Ocorre quando o agente age fora da Ocorre quando o agente age dentro da sua
atos de
sua competência. competência, mas a finalidade é contrária. Suspensã o dos direitos
Improbidade importar ão políticos
administrativa ==1c92db==

Perda da função pública


Improbidade Administrativa sem prejuízo da ação penal
cabível
31) Disposições Gerais

 Trata-se de ação judicial de natureza cível.


 A Lei de Improbidade Administrativa, aplicável a ilícitos praticados em todas as esferas da
 Abrange particulares e todas as espécies de agentes públicos.
nossa federação, foi alterada em outubro de 2021, pela Lei 14.230.
 O Supremo Tribunal Federal já decidiu que a Lei de Improbidade Administrativa se aplica
aos agentes políticos.

OQUE
MUDOU?
TOME
De modo geral, as 5 principais mudanças para fins de prova são as seguintes: NOTA!
1) fim da improbidade na modalidade culposa (que antes era possível para os atos
causadores de prejuízo ao erário ) Os agentes polí ticos, com exceçã o do presidente da República, encontram- se sujeitos a um
duplo regime sancionatório, e se submetem tanto à responsabiliza çã o civil pelos atos de
2 ) redução para 3 categorias de atos de improbidade ( com a revoga çã o do art . 10- A, que improbidade administrativa quanto à responsabiliza ção polít í co-adminí strativa por crimes
tratava da concessão de benef ícios indevidos do ISSQN ) de responsabilidade.

3 ) alterações diversas nas san ções aplicáveis, a exemplo da ampliaçã o dos prazos para a
suspensão dos direitos pol íticos, da redução nos valores das multas e da redução das
sanções para a viola ção a princípio  Os sujeitos passivos dos atos de improbidade administrativa consistem justamente nas
vítimas diretas destes atos, ou seja, aqueles que podem ser diretamente lesados pelas
4 ) unificaçã o e amplia ção do prazo prescricional (todos os agentes passam a se submeter condutas ilícitas.
ao prazo único de 8 anos)

5 ) diversas mudan ças na a ção judicial por improbidade ( que, entre outras modificações,
passa a ser da compet ência exclusiva do Ministério Público )

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Nesse sentido , o art . Io, §§ 5° a 7o, da LIA prevê os seguintes sujeitos passivos:
Agente público
Direta e indireta (sentido amplo)
O
>
(0
equiparado a agente público, convénio, contrato de repasse ou ajuste
pela celebração de equivalente
Qualquer dos Poderes o
Administra çã o publica .-e
. a; INDUZIDO à prática do
3
O l/l ato de improbidade
> desde que
da União, dos Estados, dos Particular
tn tenha
í/i
Municípios e do Distrito Federal CONCORRIDO
to dolosamente para o ato
CL
LO
O
que receba subvenção, benefício ou
<L> incentivo, fiscal ou creditíeio, de OQUE
entes públicos
LO MUDOU?
entidade privada -a
para cuja criação ou custeio o er ário Dentro deste tópico, foram três as mudanç as promovidas pela Lei 14.230:
haja concorrido ou concorra no seu
património ou receita atual 1) Exclusã o da possibilidade de o terceiro ser considerado sujeito ativo pelo fato de ter se
beneficiado (exige-se que tenha induzido ou concorrido) - art. 3 ?.
ressarcimento de prejuízos é /imitado à repercuss ã o do ilícito
sobre a contribuição dos cofres pú blicos 2 ) Mencionou - se, expressa mente, sua contribuição dolosa para o ato de improbidade - art .
3? .

3 ) A partir da inserção do parágrafo único ao art. 2? da UA, o legislador equiparou a agente


OQUE público o particular que celebra convénio a administra ção pública, ou instrumento
equivalente . Portanto, ele igualmente sujeita-se às san ções por improbidade, como
MUDOU? detalharemos adiante .
1) A partir da Lei 14.230, nã o há mais diferença acerca do percentual de contribuição do 32) Atos de Improbidade
poder público para a constituição do património ou da receita das entidades privadas.
Havendo qualquer contribuiçã o do poder público, independentemente do percentual, ser á
indistinta mente alcanç ado pela UA. Antedormente, havia uma diferenciação entre mais de  Entre os artigos 9º a 10 da Lei 8.429/1992, o legislador definiu três categorias de atos
50% e menos de 50% de contribuiçã o do poder público, o que perdeu a relevâ ncia. Entã o, de improbidade administrativa, a saber:
agora, o percentual de contribuição do poder público não mais interessa, neste aspecto.

2 ) Com a alteração da Lei 14.230, não mais se incluem expressamente, como sujeitos
passivos, as empresas incorporadas ao património público. Importam enriquecimento ilícito
(art. 92)

 Sujeitos ativos são aquelas pessoas que podem praticar atos de improbidade previstos
na LIA e, assim, estarão sujeitas às suas penalidades. Atos de Improbidade Causam prejuízo ao erá rio (art. 10)

Atentam contra os princípios da


Administração Pública (art. 11)

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Prejuízo ao erário
Enriquecimento ilícito
• facilitar
ou concorrer por qualquer forma para a indevida incorporação
ao património particular de bens ou valores públicos
•receber, para si ou para outrem, comissão, percentagem, gratificação ou
presente de quem tenha interesse na atividade exercida pelo agente púlico •permitir ou concorrer para que pessoa privada utilize bens ou valores
públicos sem a observância das formalidades legais aplicáveis
•perceber vantagem económica para facilitar a aquisição ou locação por
preço superior ao valor de mercado •doar, ainda que de fins educativos ou assistências, bens ou valores
•perceber vantagem económica para facilitar a alienação, o fornecimento ou públicos, sem observância das formalidades legais aplicáveis
locação de bem público por preço inferior ao valor de mercado •permitir ou facilitar a alienação, permuta ou locação de bem público ou a
• utilizar em proveito próprio, em obra ou serviço particular, qualquer bem prestação de serviço por ente público por preço inferior ao de mercado
móvel do poder público, bem como o trabalho de servidores públicos ou •permitir ou facilitar a aquisição, permuta ou locação de bem ou serviço
terceirizados por elas contratados
por preço superior ao de mercado
•receber vantagem económica de qualquer natureza, direta ou indireta,
•realizar operação financeira sem observância das normas legais ou
para tolerar prática de qualquer atividade ilídta, como jogos de azar,
narcotráfico e contrabando
aceitar garantia insuficiente ou inidônea

• receber vantagem económica para fazer declaração falsa sobre qualquer


•conceder benefício administrativo ou fiscal sem a observância das
dado técnico de obra pública ou serviços contratados pelo poder público, formalidades aplicáveis
como medição, quantidade, peso, medida e qualidade • frustrar a licitude de processo licitatório ou de processo seletivo para
celebração de parcerias com entidades sem fins lucrativos, ou dispensá-
los indevidamente, acarretando perda patrimonial efetiva
Enriquecimento ilícito •ordenar ou permitir a realização de despesas não autorizadas em lei ou
regulamento
• adquirir, para
si ou para outrem, bens cujo valor seja desproporcional à
• agir ilicitamente na arrecadação de tributo ou renda, bem como no que
evolução do património do agente público ou à sua renda, assegurada a
demonstração da licitude da origem dessa evolução, pelo agente diz respeito à conservação do património público
•aceitar emprego ou exercer consultoria para pessoa de quem tenha
interesse na atividade exercida pelo agente púlico
•perceber vantagem económica para intermediar a liberação de verba Prejuízo ao erário
pública
•receber vantagem económica para omitir ato de ofício a que esteja •permitir, facilitar ou concorrer para que terceiro se enriqueça
obrigado ilicitamente
•incorporar ao seu património bens ou valores do património público •permitir que se utilize, em obra ou serviço particular, maquinário de
•usar, em proveito próprio, bens ou valores do património público entidades públicas ou o trabalho de servidor público ou terceiros
contratados

(
.
ft ®;''-
RESUMINDO
•celebrar contrato de rateio de consórcio público sem suficiente e
prévia dotação orçamentária, ou sem observar as formalidades
previstas na lei
• agir para a configuração de ilícito na celebração, na fiscalização e na
análise das prestações de contas de parcerias firmadas pela
administração pública com entidades privada
atos de improbidade que causam prejuízo ao erário •facilitar a incorporação, ao património particular de valores públicos
transferidos a entidades privadas mediante parceria, sem a
observância das formalidades aplicá veis
dolo + dano efetivo e comprovado • conceder, aplicar ou manter benefício financeiro ou tributário que
contrarie as regras referentes ao Imposto Sobre Serviços de Qualquer
Natureza (ISSQN)

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— [ Violação de Princípio da Administração 0.0


OQUE
• revelar fatoou circunstância de que tem ciência em razão das
atribuições e que deva permanecer em segredo, propiciando MUDOU?
beneficiamento por informação privilegiada ou colocando em risco a
segurança da sociedade e do Estado
1) Tem- se entendido que este rol de hipóteses teria deixado de ser exemplificativo,
• negar publicidade aos atos oficiais, exceto em razão de sua passando a ser taxativo, em virtude da exclusã o da palavra "notadamente '' no caput do
imprescindibilidade para a segurança da sociedade e do Estado ou de art . 11:
outras hipóteses instituídas em lei

• frustrar o caráter concorrencial de concurso público, de chamamento Como era? Como ficou após a Lei 14.230/ 2021?
ou de procedimento licitatório, em ofensa à imparcialidade, com Art. 11. Constitui ato de improbidade
Art 11. Constitui ato de improbidade
vistas à obtenção de benefício administrativa que atenta contra os princípios
administrativa que atenta contra os princípios
da administraçã o pública a ação ou omissio
• deixar de prestar contas quando esteja obrigado a fazê-lo, desde da administraçã o pública qualquer açã o ou
dolosa que viole os deveres de honestidade,
que disponha das condições para isso, com vistas a ocultar omissio que viole os deveres de honestidade,
irregularidades de imparcialidade e de legalidade,
imparcialidade, legalidade, e lealdade às
caracterí zada por uma das seguintes
•revelar
ou permitir que chegue ao conhecimento de terceiro, antes instituições, e notadamente:
condutas:
da respectiva divulgação oficial, teor de medida política ou
económica capaz de afetar o preço de mercadoria, bem ou serviço
2 ) Além disso, o dever de "lealdade à s instituições", que era mencionado na redação
•descumprir as normas relativas à celebração, fiscalização e aprovação
de contas de parcerias firmadas pela administração pública com anterior do art. 11, caput, foi excluído, passando a constar, expressamente, apenas os
entidades privadas deveres de honestidade, imparcialidade e de legalidade :

•nepotismo (nomear cônjuge/companheiro ou parente de até 3° grau para


cargo em comissão/de confiança ou para função gratificada) Como era? Como ficou após a Lei 14.230/2021?
Art. 11. Constitui ato de improbidade
•promover enaltecimento do agente público e personalização de atos, Art. 11. Constitui ato de improbidade
administrativa que atenta contra os princípios
de programas, de obras, de serviços ou de campanhas dos órgãos administrativa que atenta contra os princí pios
da administração pública a ação ou omissão
públicos (CF, art 37, §1°) da administração pública qualquer açã o ou
dolosa que viole os deveres de honestidade,
missão que viole os deveres de honestidade,
de imparcialidade e de legalidade,
imparcialidade, legalidade, e lealdade às
caracter í zada por uma das seguintes
instituições, e notadamente:
condutas:

3 ) 0 legislador ainda deixou claro que s ó é ato de improbidade aquela conduta relevante
juridicamente, isto é, se o ato que lesar de maneira significativa o bem jur ídico tutelado
pela lei de improbidade ( art. 11, §4?), o que parece significar a aplicaçã o do princípio da
insignificâ ncia aos atos de improbidade violadores de princ ípio. Em outras palavras, além
de for mal mente se enquadrar no rol do art . 11, para a aplicação de san çã o é necessá rio
que, materialmente, a conduta seja reprov á vel de modo significativo .

Então, por exemplo, se o agente público revelou fato de que teve ciência em razão do cargo
e que deveria permanecer em segredo ( art. 11, III), mas o " segredo " divulgado não tinha
importância para a Administra ção, em tese seria possível que o agente n ão sofra as sanções
da lei de improbidade.

4) Outra altera ção digna de nota é que a caracterizaçã o do ato de improbidade, nesta
categoria, requer a demonstraçã o objetiva da pr ática de ilegalidade no exercício da fun ção
pública, com a indicaçã o da norma jurídica violada (art . 11, § 3 ? ). Ou seja, em nome da
segurança jur ídica, em uma ação judicial por improbidade, deve- se indicar claramente qual
a norma jurídica violada pelo acusado de violar princípio da Administra ção pública.

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..
V
BIZU
. 34) Da Prescrição

concurso
público
OQUE
frustrar o car á ter sem perda MUDOU?
concorrencial de patrimonial
efetiva
Neste ponto, a reforma promovida pela Lei 14.230 facilitou a vida do concurseiro, pois,
licitação au
anteriormente, a Lei previa três prazos distintos, a depender da situa çã o espec ífica .
chamamento com perda Portanto, houve uma unifica ção dos prazos, que passam a ser todos de 8 anos. Em síntese:
patrimonial
efetiva Como era? Como ficou após a Lei 14.230/2021?
- 5 anos após o término do exercício de
mandato, de cargo em comissão ou de função
33) Das Penas de confiança

Nesse sentido , a Lei de Improbidade Administrativa (LIA) prevê sanções de 3 naturezas2 : - prazo prescricional previsto em lei
especifica, nos casos de exercício de cargo 8 anos para todos os casos, contados da
- ocorrência do fato
>
efetivo ou emprego .
suspensã o dos direitos políticos • sua cassação, para infrações permanentes
- 5 anos da data da apresentação á da
prestação de contas final no caso de
perda da função pública e proibição de contratar com o poder entidades privadas que recebam benefício do
público e de receber benefícios fiscais/creditícios poder público ou nas quais o poder público
participe com menos de 50%

ressarcimento ao erário, multa civil e perda dos bens e valores


acrescidos ilicitamente ao património

Organização Administrativa
RESUMINDO
35) Centralização e Descentralização

Comparando as sanções aplic áveis em cada categoria, chegamos ao seguinte quadro:  Centralização administrativa: ocorre quando o Estado presta os serviços por meio de seus
órgãos e agentes integrantes da Administração direta, ou seja, que compõem as pessoas
Enriquecimento ilícito Prejuízo ao erário Violação a princípio
políticas. Dessa forma, os serviços são prestados pelos órgãos despersonalizados
Perda dos bens acrescidos
Perda dos bens acrescidos
integrantes da própria entidade política.
ilicitamente (se ocorrer esta
ilicitamente
circunstância)
ressarcimento integral do dano (se houver dano efetivo)  Contudo, a entidade política pode optar por transferir a terceiro a competência para
perda da função pública perda da função pública determinada atividade administrativa, caso em que teremos a descentralização.
suspensão dos direitos políticos suspensão dos direitos
de até 14 anos políticos de até 12 anos  Descentralização administrativa: ocorre quando o Estado não executa o serviço por meio
multa civil igual ao acréscimo multa civil igual ao dano ao multa civil de até 24 vezes a de sua Administração direta. Envolve, portanto, duas pessoas distintas: o Estado – União,
patrimonial erário remuneração do agente
estados, Distrito Federal e municípios – e a pessoa que executará o serviço, uma vez que
proibição de contratar com Poder proibição de contratar com o proibição de contratar com o
Público ou receber benefícios por Poder Público ou receber Poder Público ou receber recebeu essa atribuição do Estado.
até 14 anos benefícios por até 12 anos benefícios por até 4 anos

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competência para o exercício das atividades administrativas do Estado de forma


o via Lei
centralizada.
* (03Jn por outorga ou
a entidades da Administração Indireta
03 transfere a titularidade e a execução  A Administração Pública Indireta é composta pelas entidades administrativas, que
*
N serviços _ regra: prazo indeterminado possuem personalidade jurídica própria e são responsáveis por executar atividades
03 ex.: INSS, Dnit, Petrobras
administrativas de forma descentralizada.
via Ato ou Contrato
C 38) Autarquias
0) por delegação ou
A particulares
u
(/> transfere apenas a execução do  De acordo com José dos Santos Carvalho Filho, pode-se conceituar a autarquia como a
<D colaboração regra: prazo determinado “pessoa jurídica de direito público, integrante da Administração Indireta, criada por lei
O ex.: serviço público de telefonia fixa
para desempenhar funções que, despidas de caráter econômico, sejam próprias e típicas
do Estado”.

36) Concentração e Desconcentração  Diogo de Figueiredo Moreira Neto destaca três elementos essenciais das autarquias:

 A descentralização pressupõe a existência de, no mínimo, duas pessoas distintas: uma que instituição por lei

transfere a competência e a outra que recebe. Não há relação hierárquica entre as pessoas
personalidade de direito
Autarquias
jurídicas. público
autonomia para prosseguir necessariamente, hão de ser
 A desconcentração ocorre dentro uma única pessoa jurídica, constituindo uma técnica os fins a ela cometidos fins próprios do Estado
administrativa de distribuição interna de competências. Existe relação hierárquica.

Em razão da matéria  Características das autarquias:


.
(Sa úde, Educação, Previdência, etc )
Desconcentraçâo
pessoa jurídica de direito público (segue regime de direito público)
Por hierarquia serviço público personificado (prestação de serviços típicos do Estado) -
• Mesma pessoa jurídica
.
(ministério, superintendência, delegacia, etc ) nã o exploram ativ. económica
Hierarquia ( controle hierárquico) criação e extinção mediante lei especifica
Técnica administrativa Territorial ou geográfica
.2
D segue regime único de pessoal (predominantemente estatuário)
Dá origem aos órgã os públicos .
(Norte, Sul, Nordeste, etc )
E
03 responsabilidade civil é objetiva
D bens públicos (imprescritibilidade, impenhorabilidade e inalienabilidade)
 O inverso dessa técnica administrativa é a concentração, isto é, a situação em que a pessoa < goza de imunidade tributária
jurídica integrante da Administração Pública extingue seus órgãos até então existentes,
reunindo em um número menor de unidades as respectivas competências. juízo competente será a justiça federal para as autarquias federais

goza de privilégios processuais

37) Administração Direta e Indireta  As autarquias agem como se fossem a própria Administração Pública central e, portanto,
gozam das mesmas prerrogativas e restrições que informam o regime jurídico-
 A Administração Pública Direta é o conjunto de órgãos que integram as pessoas políticas
administrativo. Ademais, como possuem personalidade jurídica própria, os seus direitos e
ou federativas (União, estados, Distrito Federal e municípios), aos quais foi atribuída a
obrigações são firmados em seu próprio nome.

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 Os conselhos regionais e federais de fiscalização de profissão, com exceção da OAB, são  As empresas públicas e sociedades de economia mista podem explorar atividade
autarquias federais. econômica ou prestar serviço público.

 O órgão da administração direta exerce sobre a autarquia o denominado controle  Os bens das empresas públicas e sociedades de economia mista são bens privados.
finalístico – também conhecido como tutela administrativa ou supervisão (normalmente Porém, no caso das prestadoras de serviço público, os bens diretamente relacionados à
chamada de “supervisão ministerial” em decorrência da vinculação com os ministérios). prestação do serviço gozam dos mesmos atributos dos bens públicos.

 O controle finalístico tem como o objetivo de verificação do enquadramento da instituição  Vejamos agora as três diferenças entre as empresas públicas e sociedades de economia
no programa geral do Governo e de seu acompanhamento para garantir o atingimento mista:
das finalidades da entidade controlada
Dimensões Empresa Pública Sociedade de Economia Mista
ídica
Forma Jur Qualquer forma admitida em Somente sociedade anónima (S/A) ,
 As autarquias sob regime especial são entidades que recebem características próprias do
direito
ordenamento jurídico, em geral com o objetivo de outorgar-lhes maior autonomia em Capital Totalmente público. .
Admite capital público e privado
relação ao ente instituidor. Atualmente, o exemplo mais comum são as agências Foro (entidades Em regra, tramitam na Justiça Em regra, tramitam na justiç a
reguladoras. federais) Federal. estadual.

 As autarquias possuem algumas prerrogativas em função da natureza da atividade


desempenhada. Vejamos:
1. imunidade tributária recíproca;
2. impenhorabilidade de seus bens e de suas rendas;
3. imprescritibilidade de seus bens;
4. prescrição quinquenal;
5. créditos sujeitos à execução fiscal;
6. principais situações processuais específicas.

39) Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista

 As empresas estatais dividem-se em empresas públicas e sociedades de economia mista.

EP e SEM - características comuns


Cria ção autorizada em lei especifica (CF, 37, XIX)
Personalidade jurídica de direito privado
Exigência de concurso público para contratação de pessoal
Pessoal é regido pela CLT (empregados públicos)
Empregados não detém estabilidade no emprego
Não sujeitas aos tetos constitucionais de remuneração, exceto se
receber recursos or çamentários para pagamento de despesas de
pessoal ou de custeio em geral
Sujeitas ao controle exercido pelos Tribunais de Contas

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41) Princípios Expressos


Princípios da Administração Pública
Administração deve agir segundo a LEI

40) Aspectos gerais diferente dos particulares (tudo se permite, se nào


houver proibição legal)
lei em sentido amplo
B* medidas provisórias
LEGALIDADE exceções estado de defesa
estado de sítio
princ. da juridicidade

seguir o ordenamento jurídico como um todo

atuação deve ter como fim o interesse público


espécie de NORMA JURÍDICA proibidas perseguições ou favoritismos
I princ. MNALIDADt e ISONOMIA
ausência de subjetividade
Princ ípios expressos na CF
possuem for ça cogente publicidade oficial não constar nomes, símbolos ou
IMPESSOALIDADE vedação à PROMOÇÃO imagens que caracterizem promoção pessoal
PfcSSOAL dos agentes

. .
ÉTICA HONESTIDADE, PROBIDADE LEALDADE, BOA -

maior grau de abstra çã o moralidade administrativa t noção de moral do agente


todos os Poderes e esferas da administração direta e
indireta
nomeações para CC
objeto
designações para FC
MORALIDADE
parentesco até 3o grau da autoridade nomeante
aplicam- se a um conjunto amplo de situa ções
Princ ípios - • vedação ao nepotismo (SV 13) [ abrange nepotismo cruzado
nào exige edição de lei formal
aspectos gerais nomeação decorrente de concurso público
exceções cargo político (desde que não tenha se baseado
conflito entre dois ou mais princípios apenas no parentesco)

método da ponderaçã o
atos da Administração devem ser TRANSPARENTES

c ômputo dos prazos


permite produção de efeitos externos
nã o há hierarquia ou prevalência de um sobre viabiliza o controle da conduta dos administradores
os outro
segurança da sociedade e do Estado
exceções (sigilo)
PUBLICIDADE defesa da intimidade ou interesse social
condição de EFICÁCIA dos atos administrativos
.
EXPRESSOS (CF, art 37, caput) x IMPLÍCITOS Publicidade Publicação
*
Princ í pios expressos na CF
PRESTEZA, PERFEIÇÃO e RENDIMENETO funcional
busca de RESULTADOS, PRODUTIVIDADE e redução de
desperdícios
CELERIDADE, QUALIDADE da presta ção dos serviç os
conduta do agente público
dimensões:
i organização da Administração
EFICI Ê NCIA
avalia ção das pol. públicas

Aqui está um assunto relevante, inclusive cobrado no último certame da Receita Federal (2022).

Por isso, preste bastante atenção! Veja a jurisprudência cobrada nesse certame, acerca do

princípio da publicidade:

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De acordo com o princípio da publicidade, esta é a regra, sendo o sigilo a exceção. Assim, já 42) Princípios Implícitos

deciciu o STJ:
PRERROGATIVAS à Administração
(...) 4. No regime de transparência brasileiro, vige o Princípio da Máxima Divulgação: a
8
(superioridade / verticalidade)

interesse público é definido em LEI


publicidade é regra, e o sigilo, exceção, sem subterfúgios, anacronismos jurídicos ou meias- Supremacia do interesse público

medidas. É dever do Estado demonstrar razões consistentes para negar a publicidade ativa e LIMITES á atuaçã o estatal
NÃ O
dispon ível
vedada renúncia a poderes
ainda mais fortes para rejeitar o atendimento ao dever de transparência passiva. (...). Indisponibilidade do interesse público

[STJ, REsp n. 1.857.098/MS.] Necessidade, Adequação e Proporcionalidade da


restrição imposta ao particular

proibição de excessos
Ou seja, no regime de transparência brasileiro, vige o princípio da máxima divulgação sendo
I

j aspecto SUBSTANTIVO do devido processo legal

controle de LEGALIDADE e LEGITIMIDADE do ato


que a publicidade é regra, e o sigilo, exceção, sem subterfúgios, anacronismos jurídicos ou
Razoabilidade e proporcionalidade
Princ í pios IMPLÍ CITOS y (não é de m érito)

meias-medidas. serviços públicos não podem parar


NÃ O
I
interrompa / dificuldade de greve, encampaçã o e restrição da
exceptio non adimpleti contractus
Continuidade dos serviços públicos

FUNDAMENTOS de fato e de direito que levaram a


uma decisão

Motivação

fundamento da desCENtralização administrativa

Especialidade

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estabilidade das relações jurídicas


vedada aplicação retroativa de nova interpretação ) a
Segurança jur í dica
no caso de riscos graves para a coletividade,
devem ser adotadas medidas preventivas

.
segur jurídica sob o ponto de vista do
atuação dos vários órgãos deve ser harmonizada
administrado (subjetivo)
internamente
proibidos comportamentos contraditórios evitar o conflito da atuação de uma agência
por parte da Administração j Confian ça legítima com a de outra
Coer ência administrativa

atos da Administração se
presumem verdadeiros e legais toda ação estatal está sujeita a ser
controlada
presunção relativa \ Princí pios IMPLÍ CITOS
inversão do ónus da prova / Presun çã o de legalidade, legitimidade e Sindicabilidade
veracidade Princ í pios IMPLÍ CITOS

ação estatal tem caráter subsidiário


em processos judiciais ou administrativos apenas para as demandas que não puderem ser
atendidas pela própria comunidade
Contradit ório e da ampla defesa
Subsí dí ariedade

administração exerce sobre os próprios atos r impede que penalidades aplicadas a uma pessoa
anula os ilegais e revoga atos inconvenientes ou inoportunos \ alcancem terceiros
proíbe aplicação de restrições a uma gestão, por
mediante provocação ou de ofício j Autotutela irregularidades praticadas em outra
Instranscendência

verificar a observância do princípio da especialidade

controle finalístico
Tutela (ou controle)

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