Avaliação Ambiental da Fazenda Paraíso
Avaliação Ambiental da Fazenda Paraíso
MARÇO DE 2022
RELATÓRIO DE AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO AMBIENTAL –
RADA
1 - Identificação do Empreendedor
2 - Identificação do Empreendimento
Nome: Fazenda Paraíso, São Jerônimo, Barra, Saco da Barra, Areias e Buriti
Endereço: Rod. BR 040 Paracatu sentido Belo Horizonte por 80 Km, após o Rio da
Prata ir por 1,4 km virar a esquerda, km 12. Bairro Zona Rural
Município: João Pinheiro – MG CEP: 38.770-000
Endereço para correspondência: Avenida José Luiz Adjuto, 618. Bairro Centro
Município: Unaí – MG
CEP: 38.610-064
Telefone: (38) 3676-3612
3 - Responsável técnico:
2
4 - Caracterização do empreendimento
Descrição Valores %
Pasto 2039,5593 63,35
APP 72,3239 2,25
RL 646,0619 20,07
Cerrado 191,6889 5,95
Pivo - Lavoura 213,0567 6,62
Sede 0,8340 0,03
Curral 0,1115 0,00
Servidão 1,2962 0,04
Campo Úmido 16,8091 0,52
Campo 24,3538 0,76
Estrada/Corredores 13,3138 0,41
Total 3219,4091 100,00
3
4.2 – CARACTERIZAÇÃO, CONTROLE, TRATAMENTO E DISPOSIÇÃO FINAL
DAS EMISSÕES
4
[Link]. Efluentes líquidos da caixa separadora de sólidos, água e óleo.
5
4.2.4. Efluentes sólidos
[Link]. Pneus
6
Acondicionamento: em tambor de 200 litros.
Armazenamento: não.
Disposição intermediária: não.
Disposição final: área de lavoura.
7
Disposição intermediária: não há
Disposição final: aterro dentro do empreendimento.
8
No empreendimento existem as seguintes outorgas para a captação de água:
9
Localização: as áreas destinadas às lavouras mantém afastadas das áreas de
preservação permanente, preservação ambiental, veredas e reserva legal de acordo
com a legislação ambiental vigente.
Tipo de solo:
1– Latossolos
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Latossolo Vermelho-Amarelo distrófico típico A moderado textura
argilosa + Neossolo Quatzarenico Ortico típico A fraco/moderado;
ambos fase caatinga hipoxerófila, relevo plano (LVAd13).
Latossolo Vermelho-Amarelo distrófico típico A fraco/moderado textura
média + Neossolo Quatzarenico Ortico típico A fraco/moderado; ambos
fase campestre, relevo plano (LVAd13).
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natural. Ocorrem em relevo plano de várzea e devido ao nível elevado do lençol
freático, há necessidade de se fazer a drenagem do solo.
Gleissolos Háplico são solos minerais, hidromórficos, apresentando
horizontes A (mineral) ou H (orgânico), seguido de um horizonte de cor cinzento-
olivácea, esverdeado ou azulado, chamado horizonte glei, resultado de modificações
sofridas pelos óxidos de ferro existentes no solo (redução) em condições de
encharcamento durante o ano todo ou parte dele. O horizonte glei pode começar a
40 cm da superfície. São solos mal drenados, podendo apresentar textura bastante
variável ao longo do perfil. Podem apresentar tanto argila de baixa atividade, quanto
de alta atividade, são solos pobres ou ricos em bases ou com teores de alumínio
elevado. Como estão localizados em baixadas, próximas às drenagens, suas
características são influenciadas pela contribuição de partículas provenientes dos
solos das posições mais altas e da água de drenagem, uma vez que são formados
em áreas de recepção ou trânsito de produtos transportados.
No presente levantamento ocorre o solos Neossolo Flúvico Tb eutrófico típico
A moderado + Gleissolo Melânico distrófico/ Gleissolo Háplico distrófico típico A
moderado/proeminente; todos fase floresta subperenifólia e campestre, relevo plano
(Rube1).
A seguir demonstramos o mapa simplificado dos solos que ocorrem no
empreendimento.
Figura - Mapa simplificado dos solos que ocorrem no empreendimento Fazenda Paraíso, São
Jerônimo, Barra, Saco da Barra, Areias e Buriti
12
Declividade: relevo plano inclinado e suave ondulado.
13
b). Milho
Espécie: Zea mays L Nome Milho
vulgar:
Pré-plantio: Todo o processo de correção e adubação do solo é calculado com
base nas análises químicas e físicas. A última aplicação foi feita
com esparramadeira de calcário aplicando-se 0,5 t/ha de gesso
agrícola e 1,0 t/ha de calcário nas áreas de plantio direto. Nessas
áreas é feita uma dessecação das plantas daninhas verdadeiras e
remanescentes de culturas antes do plantio, e caso seja
necessário, o material dessecado é derrubado com triton ou com
roçadeira.
Plantio: O plantio ocorre no período das águas, normalmente nos meses de
outubro-novembro. Tem varias plantadeiras que são utilizadas de
acordo com a necessidade, aplicando-se o adubo por esta ocasião.
Utilizam-se 5 a 6 sementes/m colocadas a uma profundidade de 3-
5 cm, com espaçamento de 0,9 m entre linhas. Esse espaçamento
pode eventualmente ser reduzido com o lançamento de híbridos de
folhas mais eretas e atestado pelos órgãos de pesquisa. Utiliza-se
sempre semente híbrida de alta produtividade presente no mercado
e recomendada na ocasião de plantio.
Pós-plantio: Por essa ocasião são realizados os tratos culturais necessários à
cultura, de acordo com as recomendações do técnico responsável.
Normalmente são feitos controles de plantas daninhas, pragas e
doenças. A adubação de cobertura é feita 20 a 30 dias após a
emergência com 220 kg de uréia.
Colheita: È realizado com colheitadeiras.
Pós-Colheita: Parte do produto da colheita é transportado para secagem (se
necessário), armazenamento e comercialização na fazenda.
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c). Feijão
Espécie: Phaseolus vulgaris L Nome Feijão
vulgar:
Pré-plantio: Todo o processo de correção e adubação do solo é calculado com
base nas análises químicas e físicas. A última aplicação foi feita
com esparramadeira de calcário aplicando-se 0,5 t/ha de gesso
agrícola e 1,0 t/ha de calcário nas áreas de plantio direto. Nessas
áreas é feita uma dessecação das plantas daninhas verdadeiras e
remanescentes de culturas antes do plantio, e se necessário, o
material dessecado é derrubado com triton ou roçadeira.
Plantio: A semeadura ocorre em dois períodos: nas águas – outubro a
novembro e na seca - fevereiro até no máximo julho. Tem varias
plantadeiras que são utilizadas de acordo com a necessidade,
aplicando-se o adubo por esta ocasião. Utilizam-se 12 a
15 sementes/m colocadas a uma profundidade de 3-5 cm, com
espaçamento de 0,45 a 0,6 m entre linhas, dependendo da cultivar
utilizada. Utilizam-se sementes do grupo Carioca e outros,
normalmente a cultivar é escolhida de acordo com o preço
oferecido pelo mercado, resistência e tolerâncias às doenças e
produtividade.
Pós-plantio: Por essa ocasião são realizados os tratos culturais necessários à
cultura, de acordo com as recomendações do técnico responsável.
Normalmente são feitos controles de plantas daninhas, pragas,
doenças e adubações foliares. A adubação de cobertura é feita 20
a 30 dias após a emergência com 220 kg/ha de uréia, indicado para
atingir alto nível tecnológico. A adubação foliar é feita com L-6, MS
30 e MS florada.
Colheita: Todas as lavouras de feijão são dessecadas para a realização da
colheita. Após a colheita é realizada com recolhedouras de feijão
ou colheitadeiras adaptadas.
Pós-Colheita: Parte do produto da colheita é transportado para secagem (se
necessário), armazenamento e comercialização na fazenda.
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d). Sorgo
Espécie: Sorghum bicolor L. Nome Sorgo
Moench vulgar:
Pré-plantio: Como o sorgo é semeado após a colheita do feijão, já se beneficia
da correção e gessagem da cultura anterior. Com a realização da
dessecação para colheita do feijão, a semeadura do sorgo ocorre
com o terreno livre de plantas daninhas.
Plantio: O plantio ocorre normalmente em janeiro/fevereiro, após a colheita
do feijão das águas. A adubação de plantio é calculada pela análise
do solo. Tem varias plantadeiras que são utilizadas de acordo com
a necessidade, aplicando-se o adubo por esta ocasião. Utilizam-se
7 a 12 sementes/m colocadas a uma profundidade de 3-5 cm, com
espaçamento de 0,5 a 0,7 m entrelinhas. O híbrido é escolhido
dentre os mais promissores existentes no mercado na ocasião do
plantio.
Pós-plantio: Por essa ocasião são realizados os tratos culturais necessários à
cultura, de acordo com as recomendações do técnico responsável.
Normalmente são feitos controle de plantas daninhas e o controle
da lagarta do cartucho. A adubação de cobertura é feita 20 a 30
dias após a emergência com 100 kg/ha do adubo uréia.
Colheita: È realizado com colheitadeiras.
Pós-Colheita: Parte do produto da colheita é transportado para secagem (se
necessário), armazenamento e comercialização na fazenda.
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[Link]. Água, Fertilizantes e Corretivos.
Tabela 2 – Insumos utilizados nas culturas do empreendimento Fazenda Paraíso, São Jerônimo, Barra, Saco da Barra, Areias
e Buriti.
SOJA MILHO FEIJÃO SORGO
OBSEVAÇÃO
Produto Quantidade Produto Quantidade Produto Quantidade Produto Quantidade
Água
Água Variável Água Variável Água Variável Água Variável
(m³/mê[Link]) No feijão também são utilizados os
Fertilizante MAP 250 Kg MAP 250 kg MAP 250 kg MAP 100 Kg
(kg/ha) KCl 150 Kg KCl 150 kg KCl 150 kg KCl --- adubos foliares L6, MS 30, MS
Uréia 220 kg Uréia 220 kg Uréia 100 Kg Florada.
Corretivo Calcário 1,0 t Calcário 1,0 t
Gesso 0,5 t
(t/ha. ano) Gesso 0,5 t Gesso 0,5 t Gesso 0,5 t
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[Link]. Agrotóxicos
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Dissulfan CE Endosulfan 1,0 l/ha I 1
Nonil fenoxi poli (Etilenoxi) etanol + sal
Energic sódico do ácido dodecil benzeno 200 ml/100 l - 1 1
sulfônico
Flex Fomesafen 0,4 l/ha I 1 1 (2x)
Folicur 200 CE Tebuconazone 1,0 l/ha III
Fugutal Verde --- 1,5 kg/ha ---
Gallaxy 100 CE Novaluron 150 ml/ha 1
Garant Hidróxido de Cobre 1,5 kg/ha IV
Glifosato Nortox Glyphosate 2,0 l/ha IV 1
Glifosato Nortox Glyphosate 2,5 l/ha IV 1
Hostation Triazophos 1,0 l/ha I
Juno Propiconazole 0,4 l/ha III 1
Karate 50 CE Lambdacyhalotrin 60 ml/ha II 1
Kasumim --- 1,0 l/ha ---
Kocid --- 1,5 kg/ha ---
Manzate Mancozeb 1,5 kg/ha III
Manzate Mancozeb 1,0 kg/ha III
Match CE Lufenuron 200 ml/ha IV 1
Mertin 400 Trifenil hidróxido estanho 0,5 l/ha I 1
Metafós Methamidophos 0,8 l/ha I 1
Mix Mongan --- 1,5 l/ha ---
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Monceren Pencycuron 0,3 kg/ha
Nabrico Star --- 0,5 l/ha ---
Natur’l Óleo Óleo vegetal 0,5 l/100 l IV 1 1
Pívot Imazethapyr 0,6 l/ha IV 1
Pounce 384 CE Permetrina 65 ml/ha II 1
Radar Glyphosate 2,0 l/ha IV 1
Ronstar 250 BR Oxadiazon 4,0 l/ha II
Rovral Iprodione 1,0 l/ha IV
Sanson 40 SC Nicosulfuron 1,0 l/ha IV 1
Score Difenoconazole 0,5 l/ha I
Sialex Procimidone 1,0 kg/ha II
Temik Aldicarb 30 kg/ha I
Thiodan CE Endosulfan 0,5 l/ha II
Tifon Permethrin 0,1 l/ha III
Tracer Spinosad 80 ml/ha III 1
Legenda: (1) Pulverizador Terrestre de Barra; (1*) com adição de adjuvante; (2) Tambor de Tratamento; (3) Granuladeira (3*) Granuladeira acoplada a
semeadeira/adubadeira; (4) Via aérea; (6) Jato dirigido.
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[Link]. Produtos e sub-produtos gerados:
Produto Grãos
Destino Comercialização na fazenda ou outros comerciantes que
SOJA
ofereçam bons preços.
Sub-produto Não há geração de subprodutos por parte do proprietário.
Produto Grãos
Destino Comercialização na fazenda ou outros comerciantes que
MILHO
ofereçam bons preços.
Sub-produto Não há geração de subprodutos por parte do proprietário.
Produto Grãos
Destino Comercialização na fazenda ou outros comerciantes que
FEIJÃO
ofereçam bons preços.
Sub-produto Não há geração de subprodutos por parte do proprietário.
Produto Grãos
Destino Comercialização na fazenda ou outros comerciantes que
SORGO
ofereçam bons preços.
Sub-produto Não há geração de subprodutos por parte do proprietário.
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vegetação permanente, constituindo o tripé indissociável do sucesso agrícola: água
residente + solo permeável + vegetação diversificada.
A manutenção da permeabilidade do solo, mediante pastejo adequado ou
descanso, para que as plantas forrageiras possam recuperar-se, por exemplo, por meio da
vedação, além das práticas que aumentam o retorno de resíduos vegetais para a
superfície do solo, como a suspensão das queimadas, permite a reposição de água do
lençol freático e a manutenção da vazão das nascentes, bem como reduz o escoamento
superficial das águas.
A proteção permanente da superfície do solo pela vegetação evita seu
sobreaquecimento e seu ressecamento, além de diminuir sua compactação superficial e
seu arrastamento por águas pluviais. A vegetação arbórea, estrategicamente disposta na
paisagem, atuando como bomba vaporizadora e hidrotermorreguladora, que consegue
bombear água do lençol freático, aumenta a umidade relativa do ar, reduz a temperatura
e, assim, aumenta o conforto animal e permite melhores condições de desenvolvimento
das pastagens, e conforme as espécies utilizadas, podem servir como fonte de alimento
no período seco do ano, além de fonte de nutrientes para as gramíneas forrageiras. O
estabelecimento dos sistemas silvo-pastoris tem esse objetivo.
Sua implementação é recomendável, em especial nas regiões com mais de dois
meses de seca. As árvores estabelecidas como quebra-ventos reduzem as perdas de
água residente. Todas essas práticas e as árvores protegendo os mananciais e os corpos
de água permitem maior disponibilidade de água para o estabelecimento rural, reduzindo a
necessidade de irrigação, de energia elétrica e de captação de água, além de valorizar a
terra e de aumentar a produtividade e a lucratividade. A sustentabilidade econômica passa
pela recuperação e pela conservação dos recursos naturais água-solo-biodiversidade, e
pela sustentabilidade ambiental, na qual está embutida a segurança social.
Considerando que a agricultura, em especial a pecuária extensiva, contribui para
a mudança climática, em conseqüência do desmatamento de extensas áreas, além de
constituir-se em produtora de gases de efeito estufa, causas da elevação da temperatura e
do agravamento de falta de água no período seco, ter-se-ia, com a suspensão das
queimadas, aumento da produtividade vegetal sob pastejo rotacionado e redução da idade
de abate (evitando que os animais percam peso no inverno), técnicas de impacto
ambiental positivo, já que permitem que ocorram menor produção de gases de efeito
estufa (gás carbônico pelas queimadas e gás metano pelos ruminantes) e maior seqüestro
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ou imobilização de gases de efeito estufa, pelas árvores em crescimento e pelo sistema
radicular das forrageiras nos ciclos de pastejo em que ocorre morte-renovação
consecutiva. Para a recuperação rápida do componente arbóreo, deve-se dar preferência
às leguminosas fixadoras de nitrogênio e de desenvolvimento mais rápido, sob as quais
podem-se estabelecer espécies nativas de maior valor econômico.
Evitando o acesso dos animais aos corpos de água, em especial em terrenos
amorrados, com estabelecimento de bebedouros, previne-se a formação de trilhas de
escoamento superficial de água e a formação de vossorocas, bem como a contaminação e
o assoreamento dos corpos de água, além da contaminação da água com coliformes
fecais e vermes, que podem reinfestar os animais, além de prejudicar a saúde das
populações ribeirinhas, ou encarecer o tratamento da água para abastecimento urbano a
jusante.
Assim, verifica-se que o atendimento aos princípios ecológicos, que aumentam a
produtividade, o valor da propriedade e a lucratividade, automaticamente coloca o
proprietário rural de acordo com a lei ambiental, evitando-se o pagamento de multas
ambientais.
[Link].2. Instalações
Os bovinos são animais gregários ou seja, vivem em grupos e isso parece ser tão
importante que os indivíduos isolados do rebanho tornam-se estressados. Na verdade,
embora a vida em grupo traga uma série de vantagens adaptativas (defesa contra
predadores, facilidade para encontrar o parceiro sexual, etc.), ela também traz o aumento
na competição por recursos, principalmente quando estes são escassos, resultando na
apresentação de interações agressivas entre os animais do mesmo grupo ou rebanho
(Paranhos da Costa e Nascimento Jr., 1986). Essa é uma questão muito importante na
vida social dos bovinos mantidos em sistemas intensivos de criação ou em condições
pouco apropriadas às suas necessidades sociais, mas não chega a preocupar muito
quando o sistema de criação é extensivo e os recursos importantes são de fácil acesso a
todos os animais.
Em condições naturais, essa agressividade é controlada, pois os bovinos
apresentam uma série de padrões de organização social, que definem como serão as
interações entre grupos e entre animais do mesmo grupo, contribuindo para minimizar os
23
efeitos negativos da competição. O conhecimento desses padrões é imprescindível para
que se possa manejar o gado adequadamente.
Aspecto importante está relacionado com o uso do espaço pelos animais. Os
animais não se dispersam ao acaso em seu ambiente. Essa falta de casualidade no uso
do espaço é relacionada com as estruturas física e biológica do ambiente, com o clima e
com o comportamento social (Arnold e Dudzinski, 1978).
Em rebanhos criados extensivamente e pouco manejados, os animais definem a
sua área de moradia, que é caracterizada pela área onde eles desenvolvem todas as suas
atividades, sendo, portanto, o seu espaço mais amplo. De maneira geral, essas áreas
apresentam dimensões variáveis, dependendo da disponibilidade dos recursos e da
pressão ambiental (clima, predadores, etc.). Essa área pode ser subdividida de acordo
com a sua utilização pelos animais em áreas de descanso (malhadouro) e de alimentação.
Um dado rebanho de bovinos pode ter mais de uma área de descanso, dependendo das
condições ecológicas prevalecentes, por exemplo, eles podem descansar em locais mais
ventilados se são muito incomodados pela presença de moscas, ou em locais sombreados
nas horas mais quentes do dia, ou ainda próximo das aguadas se o ambiente for muito
quente e seco. Em determinadas situações é difícil definir o porquê da escolha de
determinada área para descanso, como, por exemplo, quando se encontram áreas de
descanso sob torres de alta tensão.
Quando qualquer uma dessas áreas é defendida, surge o que se denomina
território, que pode ser de uso múltiplo, quando compreende toda a área de moradia, de
descanso que se restringe à área onde os animais acampam para descansar, e assim por
diante. Os bovinos não são animais essencialmente territoriais, portanto não é comum a
defesa de áreas de moradia, descanso ou qualquer outra.
A simples busca de sombra para se abrigar da radiação solar não caracteriza a
definição de uma área de descanso; para tanto, o animal deve usar a mesma área
regularmente.
Para cada um dos indivíduos do grupo há ainda a caracterização de um espaço
individual, representado pela área onde o animal se encontra ou se encontrará e, portanto,
se desloca com ele. Esse espaço compreende, aditivamente ao espaço físico que o
animal necessita para realizar os movimentos básicos, um espaço social, que caracteriza
a distância mínima que se estabelece entre um animal e os demais membros do grupo.
Além disso, existe também a distância de fuga, que é o máximo de aproximação que um
24
animal tolera a presença de um estranho ou do predador, antes de iniciar a fuga. Tais
comportamentos de espaçamento são ilustrados na Figura 1.
Figura 1 - Esquema ilustrativo do espaço individual e da distância de fuga nos bovinos (as
diferenças apresentadas no desenho representam a existência de diferenças individuais).
Fonte: Paranhos da Costa, M.J.R. (2000).
Há diferenças entre raças nas relações sociais que determinam a hierarquia; por
exemplo, o estudo de Le Neindre (1989) mostrou que novilhas Salers foram mais ativas
socialmente e dominaram as Holandesas, e os resultados de Wagnon et al. (1966)
indicaram que vacas da raça Aberdeen-Angus foram dominantes em relação às da raça
Hereford. Assim, como já apontado por Paranhos da Costa e Cromberg (1997), deve-se
ter cautela na formação de lotes, sob pena de se manter certos animais em constante
estresse social.
Outro aspecto do comportamento social dos bovinos é a liderança, que muitas
vezes resulta na atividade sincronizada dos bovinos. Um rebanho de vacas se comporta
como uma unidade, na qual a maioria dos membros apresenta o mesmo comportamento
ao mesmo tempo. Há sempre um animal que inicia o deslocamento ou as mudanças de
atividade; quando ele é seguido pelos outros, trata-se do líder. Geralmente são as vacas
mais velhas que lideram os rebanhos, que não estão no topo da ordem de dominância.
Isto faz sentido se se considerar que a estrutura social dos bovinos é originalmente
matrilinear (Stricklin e Kautz-Scanavy, 1984).
Tal comportamento não envolve atividades agressivas, mas sua compreensão
pode ser muito útil para o manejo do gado nas pastagens, particularmente durante a
condução do rebanho para áreas de manejo.
Nas condições de sistemas intensivos de produção é muito comum a formação de
grandes grupos de animais, freqüentemente mantidos em alta densidade. A expectativa é
que nessas condições haja aumento da produtividade, mas não se pode esquecer que
também terá efeitos sobre a expressão do comportamento. Por exemplo, para os bovinos
em condições de alta densidade populacional, os animais não podem evitar a violação de
seu espaço individual, o que pode resultar em aumento de agressividade e estresse social
26
(Schake e Riggs, 1970; Arave et al., 1974; Hafez e Bouissou, 1975; Kondo et al., 1984).
Quando os grupos são muito grandes, os animais podem ter dificuldades em reconhecer
cada companheiro e em memorizar o "status" social de todos eles, e com isso também há
aumento na incidência das interações agressivas (Hurnik, 1982). Nessas condições os
animais ficam mais sujeitos a lesões, que podem prejudicar seu desenvolvimento e a
qualidade da carne.
Respeitando-se certos limites, desde que os grupos não sejam alterados em sua
constituição, principalmente com a introdução de animais novos, a ordem de dominância
se manterá relativamente estável ao longo do tempo, estabelecendo-se equilíbrio dinâmico
nas relações sociais entre os animais.
O tamanho do grupo e a densidade atuam de forma integrada na definição das
condições sociais. Se o espaço for considerável, pode ocorrer a diminuição da
agressividade mesmo com densidades altas, pois um dado animal teria condições de se
afastar do outro, diminuindo os encontros competitivos. Os resultados de Kondo et al.
(1989) mostraram que a média de distância entre bezerros (6 a 13 meses de idade) e
animais adultos (2 a 12 anos de idade) aumentou à medida que o grupo diminuiu de
tamanho; para os animais adultos isso se deu até um limite de aproximadamente 360 m2
por animal, quando a média de distância entre eles se manteve constante entre 10 - 12 m.
Não é claro qual o tamanho máximo que um grupo de bovinos deva ter. Rebanhos
com 150 animais são comuns, mas, por conveniência no manejo, talvez não devam
ultrapassar 100 animais por grupo. O que se deve ter em conta é que o tamanho ideal de
um grupo, para a manutenção da ordem social, é menor em condições de criação
intensiva do que em extensiva. Em rebanhos numerosos de gado de corte, não se sabe da
ocorrência de formação de um grupo dominante e outros subgrupos, com seus elementos
interagindo apenas entre si (Ewbank, 1969).
De qualquer forma, é importante enfatizar que é bom que o grupo seja estável em
sua composição. Qualquer alteração, principalmente com a entrada de outros animais, vai
alterar a hierarquia social previamente estabelecida, com influências na produção e no
bem-estar.
27
[Link].3. Alimentação
Creep feeding
O creep feeding é a suplementação alimentar para os bezerros durante a fase que
eles mamam nas vacas. A suplementação tem sido feita geralmente com concentrado em
cocho privativo, ao qual só os bezerros têm acesso. A estrutura para esse sistema de
alimentação exclusivo para os bezerros é bastante simples. Compõe-se basicamente de
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um pequeno cercado, onde ficam os cochos e aos quais apenas os bezerros têm acesso.
A vantagem dessa técnica é permitir a desmama de bezerros mais pesados e
proporcionar redução no tempo de abate dos animais.
Recomenda-se fornecer diariamente de 0,5 a 1,0% do peso vivo do bezerro em
concentrado. A média do consumo durante o período de fornecimento será de 0,6 a 1,2 kg
de concentrado/animal/dia. A sugestão dos teores de nutrientes é de 75 a 80% de NDT e
de 18 a 20% de proteína bruta. Como exemplo, a composição pode conter
aproximadamente 78% de milho, 20% de farelo de soja, 2% de calcário calcítico e 1% de
mistura mineral. É importante lembrar que a recomendação da composição e dos teores
de nutrientes do concentrado para diferentes propriedades pode variar em função da taxa
de ganho, da quantidade de leite produzida pelas mães e, principalmente, da quantidade
de forragem disponível e da qualidade da forragem, lembrando que os bezerros possuem
hábito de pastejo seletivo e que, portanto, na amostragem deve-se procurar colher
amostras representativas da forragem que está sendo pastejada.
O aumento no peso à desmama com a utilização desse sistema é variável. Os
fatores que influenciam a resposta são a quantidade e a qualidade do pasto, a produção
de leite das mães, o potencial genético do bezerro, o sexo, a idade dos bezerros à
desmama, o tempo de administração, o consumo e o tipo de suplemento. Alguns trabalhos
mostram variação de 13 a 40 kg.
Na maioria dos programas de cruzamento utilizam-se matrizes da raça Nelore,
cujos produtos ½ sangue europeu apresentam maiores exigências nutricionais. Quando
essas exigências são atendidas, os bezerros cruzados expressam o maior potencial de
ganho de peso que possuem, em comparação ao dos animais nelores puros. Para suprir
as deficiências, o emprego da suplementação pelo método creep feeding tem
proporcionado bons resultados no desempenho de bezerros ½ europeu + ½ Nelore , com
pesos à desmama acima dos 230 kg para os machos.
Creep grazing
O creep grazing pode ser empregado de duas formas. Uma opção é utilizar uma
área de pasto de acesso exclusivo dos bezerros. Outra alternativa é a utilização de
sistema rotacionado, em que os bezerros têm acesso ao pasto antes das vacas. O
objetivo é que os bezerros pastem as pontas tenras ou as partes mais nutritivas das
30
plantas, em vez dos colmos ou folhas velhas (senescentes), que serão usadas pelas
vacas no restante do pastejo.
Trabalho realizado nos Estados Unidos (Harvey & Burns, 1988) mostra aumento
significativo no ganho de peso vivo por hectare com a utilização do creep grazing em
milheto. Trabalhos com a utilização do creep grazing precisam ser realizados no Brasil
para verificar a viabilidade dessa técnica nas diferentes condições edafoclimáticas.
31
produtividade durante a vida. Novilhas com puberdade inerentemente precoce podem
acasalar a custo menor do que novilhas com idade inerentemente tardia à puberdade.
As novilhas devem manter-se crescendo durante todo o ano para que alta
porcentagem delas apresente ciclo estral e taxa de concepção normal. Períodos de
irregularidade na distribuição de alimentos ocasionam severos efeitos no retardamento da
concepção. Variações no consumo de alimento, com nível restrito durante a seca,
exercem influência negativa sobre a idade à puberdade e a idade à primeira fecundação.
A taxa de fertilidade de novilhas cobertas em seu primeiro cio é menor do que a
obtida no terceiro estro e, conseqüentemente, seria ideal que as novilhas atingissem a
puberdade cerca de dois meses antes da estação de monta. Isto evitaria que novilhas
concebam ao final da estação de monta e, conseqüentemente, tenham ainda menores
possibilidades de conceber durante a estação de monta seguinte como primíparas.
A utilização de pastagens melhoradas, com espécies de maior qualidade e
adequada disponibilidade, é uma garantia para índices reprodutivos altos e consistentes
entre os anos, especialmente para vacas jovens, sendo fundamental em sistemas
intensivos de pecuária.
Embora a fase de recria seja menos complexa do que a fase de cria, ela requer
muita atenção do produtor, pois os requerimentos nutricionais do animal em crescimento
estão constantemente mudando, em função de alterações na composição de seu corpo. À
medida que a idade do animal vai avançando, reduz-se a taxa de formação de ossos e
proteína, com aumento acentuado na deposição de gordura. Do início dessa fase até a
puberdade, o monitoramento do ganho de peso diário é fundamental, não devendo
ultrapassar a média de 900 gramas por dia. Este procedimento evita a má formação da
glândula mamária (acúmulo de gordura e menor quantidade de tecido secretor de leite)
resultando em menor produção de leite para o bezerro e, conseqüentemente, menor
desempenho de sua progênie.
A idade à primeira cobrição determinará a alimentação das novilhas nessa fase.
Idades à primeira cobrição mais precoces (15 - 16 meses) exigirão planos mais elevados
de alimentação do que aqueles para idades mais avançadas para a primeira cobrição (24 -
26 meses).
Embora a idade cronológica da novilha seja importante, geralmente a puberdade
ou a idade ao primeiro cio para a maioria das raças européias ou cruzamentos é reflexo da
idade fisiológica (tamanho ou peso). Desse modo, o plano de alimentação a ser adotado
32
para as novilhas cruzadas será aquele que, de forma mais econômica, permita que elas
atinjam o peso para cobrição o mais cedo possível. O peso vivo para cobrição das
novilhas varia de acordo com a raça ou o grupo genético e também com o nível de
alimentação que poderá ser fornecido após a cobrição, mas tem sido sugerido de modo
geral o peso de 300 kg para as fêmeas cruzadas e de 280 kg para as fêmeas da raça
Nelore.
35
[Link].6. Pastagem
As forrageiras mais comuns e que podem ser utilizadas sob manejo extensivo são:
capim-braquiária, capim-braquiarão, capim-colonião, capim-tanzânia, capim-tobiatã,
capim-mombaça, capim-coastcross, capim-estrela e capim-tifton.
O produtor deve dar preferência às pastagens adaptadas à sua região, que
apresentem condição de responder mais rapidamente às adubações e não estejam em
processo de degradação.
Gênero Brachiaria
Teve papel extremamente importante no Brasil, pois viabilizou a pecuária de corte
nos solos ácidos e de baixa fertilidade, predominantes na região dos Cerrados, e constitui
ainda hoje a base das pastagens cultivadas brasileiras. Além disso, propiciou o
desenvolvimento de expressiva indústria de semente, colocando o Brasil como o maior
exportador desse insumo para o mundo tropical (Valle et al., 2000).
Gênero Panicum
O Panicum maximum Jacq. é uma das espécies de plantas forrageiras mais
importantes para a produção de bovinos nas regiões de clima tropical e subtropical, sendo
a cultivar Colonião a mais difundida e de introdução mais antiga no Brasil. A demanda por
sementes dessa cultivar vem diminuindo, em virtude de lançamentos de novas cultivares
mais produtivas. O uso e o interesse por plantas pertencentes ao gênero Panicum têm
crescido nos últimos anos, provavelmente em virtude de seu grande potencial de produção
de matéria seca por unidade de área, ampla adaptabilidade, boa qualidade de forragem e
facilidade de estabelecimento.
Dessa forma, já foram lançados no Brasil, por diversas instituições de pesquisa,
várias outras cultivares de Panicum maximum, tais como: Tobiatã, Vencedor, Centenário,
Centauro, Aruana, Tanzânia, Mombaça e Massai.
As cultivares de Panicum maximum Jacq. disponíveis comercialmente são
basicamente adaptadas a solos profundos, bem drenados e de boa fertilidade. O cultivo
dessas espécies em solos que não satisfazem essas condições e que não recebem
adequado suprimento de nitrogênio, tem levado freqüentemente à má formação, ou, mais
comumente, à baixa persistência sob pastejo, com conseqüente perda da capacidade
36
produtiva e necessidade de medidas corretivas de recuperação em curto prazo (Herling et
al., 2000).
Gênero Cynodon
O gênero Cynodon se apresenta como mais um recurso forrageiro para as regiões
tropicais e subtropicais. Existem duas espécies principais: C. dactylon (L.) Pers. (capim-
bermuda), e Cynodon nlemfuensis Vanderyst var. nlemfuensis (capim-estrela). No grupo
das bermudas, vários híbridos estão disponíveis: Coastcross, Florakirk, Tifton 44, Tifton 68
e Tifton 85. No grupo das estrelas estão disponíveis as cultivares: Florico, Florona e Ona.
No Brasil, as áreas de pastagens com o gênero Cynodon são pouco representativas em
relação às áreas com os gêneros Panicum e Brachiaria. Além disso, as informações sobre
Cynodon no Brasil são escassas e estão mais relacionadas com a cultivar Coastcross
(Vilela & Alvim, 1998). Esta espécie, nas condições brasileiras, tem apresentado, sob
adubação, elevada produção de forragem de boa qualidade, sendo usada tanto na forma
de pastejo como na forma de feno.
Com relação aos novos híbridos lançados nos Estados Unidos, eles chegaram ao
Brasil recentemente e não foram ou ainda estão em fase de avaliação nos Centros de
Pesquisa (Vilela & Alvim, 1998).
[Link].6.1. Estande
37
[Link].6.2. Implantação da pastagem
Pastejo rotacionado
Com a elevada produção de forragem obtida sob adubação intensiva, o sistema de
pastejo rotacionado, que se caracteriza pela mudança periódica e freqüente dos animais
de um piquete para outro dentro da mesma pastagem, é o mais indicado, por garantir
maior uniformidade e melhor eficiência de pastejo e maior controle do estoque de
forragem. Esse sistema facilita, assim, a determinação da oferta de forragem ótima, que é
definida em termos de quilogramas de matéria seca de forragem ofertada por dia por 100
kg de peso vivo (% PV). Essa avaliação é importante, pois não são desejáveis nem o
excesso de animais em relação à forragem disponível (superpastejo), porque interfere na
produção animal e prejudica a rebrota das plantas, nem a falta de animais (subpastejo),
porque propicia perdas de forragem.
O pastejo rotacionado é também indicado, independentemente da intensificação,
para espécies forrageiras de hábito de crescimento ereto, tais como as cultivares de
Panicum maximum e a Brachiaria brizantha cv. Marandu (Penati et al., 1999).
O número de piquetes de cada pastagem será função do período de descanso
(PD) e do período de ocupação (PO), que pode ser obtido pela equação: Número de
piquetes = (PD/PO) + 1. O período de ocupação deve ser de curta duração, de um a três
dias, para garantir melhor rebrota das plantas e facilitar o controle da lotação da
pastagem. O período de descanso varia conforme a espécie forrageira, para obter melhor
equilíbrio entre produção e qualidade da forragem.
[Link].7. Saúde
41
Atualmente, com a facilidade de transporte, tornou-se muito intensa a
movimentação de animais de uma região para outra. Com isto, houve grande
disseminação de doenças entre os bovinos, principalmente as doenças viróticas. Para
controle dessas doenças, utilizam-se as vacinações como forma preventiva. No Brasil,
existem vacinas obrigatórias por lei, como é o caso da vacina contra a febre aftosa e, mais
recentemente, a da brucelose em alguns Estados. Outras tornam-se obrigatórias não por
lei, mas pelo fato de que sem elas fica quase impossível a criação de bovinos em certas
regiões, a exemplo da vacinação contra a raiva bovina e o carbúnculo sintomático.
Para obter sucesso na pecuária de corte, faz-se necessário elaborar um
calendário profilático, esquematizando as épocas de vacinações. Há vacinas que são
aplicadas no rebanho todo, outras são aplicadas somente em certas categorias de
animais, selecionando idade e até mesmo o sexo, como é o caso das vacinações contra o
carbúnculo sintomático e a brucelose. Uma das práticas para bom manejo sanitário na
pecuária de corte é a implantação de uma estação de monta, para concentrar os
nascimentos dos bezerros na mesma época do ano. O manejo profilático inicia-se com a
cura do umbigo do bezerro, para evitar a onfalite (inflamação do umbigo). Em seguida, é
recomendável a aplicação de l mL de avermectina, para evitar as miíases (bicheiras por
larvas de moscas).
As doenças e as vacinações mais comuns na pecuária de corte são:
Febre aftosa: É uma doença aguda que acomete os animais fissípedes (que têm
os cascos partidos), extremamente contagiosa e causada por um vírus. É caracterizada
por febre alta e feridas na boca e nos cascos. Essa doença é de grande interesse para o
Brasil, por ser um fator limitante na exportação de carne para outros países onde ela já foi
erradicada. Atualmente, a vacina é oleosa, que dá imunidade mais duradoura. É uma
vacina de caráter obrigatório e feita em todo rebanho, independentemente de idade. O seu
calendário é determinado pela secretaria de agricultura de cada Estado.
Brucelose: É uma doença bacteriana, que interfere na reprodução, provocando
aborto. Essa doença, além do prejuízo econômico, pode ser transmitida ao homem. A
vacinação contra ela está se tornando obrigatória em vários Estados brasileiros. Ela é feita
em dose única e somente em fêmeas de 3 a 8 meses de idade. É recomendável que se
faça um teste de soro aglutinação anualmente em todos os animais em idade reprodutiva.
Tuberculose: Embora a tuberculose em bovinos de corte tenha menor incidência
do que no gado de leite, ela não deixa de ser preocupante. Foi criado recentemente um
42
programa nacional para erradicação da brucelose e da tuberculose no rebanho bovino
brasileiro. Considerando que a vacinação contra a tuberculose é de pouca eficácia, faz-se
o controle dessa doença em bovinos por meio do teste de tuberculinização. Em bovinos de
corte, o teste é feito com a aplicação de tuberculina PPD bovina em animais de idade igual
ou superior a seis semanas de vida. A aplicação é feita na prega caudal, fazendo-se a
leitura 72 horas após. Os animais positivos são eliminados do rebanho. Animais reagentes
positivos deverão ser isolados de todo o rebanho e sacrificados no prazo máximo de 30
dias após o diagnóstico, em estabelecimento sob serviço de inspeção oficial, indicado pelo
serviço de defesa oficial federal e estadual. Na impossibilidade de sacrifício em
estabelecimento sob serviço de inspeção oficial, indicado pelo serviço de defesa oficial
federal e estadual, os animais serão destruídos no estabelecimento de criação, sob
fiscalização direta da unidade local do serviço de defesa oficial, respeitando
procedimentos estabelecidos pelo Departamento de Defesa Animal.
Raiva bovina: É uma doença causada por um vírus e transmitida por morcegos
hematófagos. A vacinação contra essa doença só é feita em regiões onde existem
colônias permanentes de morcegos sugadores de sangue. A vacinação se torna
obrigatória quando aparecem focos esporádicos da doença em certas regiões. A aplicação
da vacina é anual e feita em todo o rebanho, independentemente de idade.
Clostridiose: Das clostridioses que acometem os bovinos, a mais importante no
Brasil é o carbúnculo sintomático. É uma doença típica de animais jovens (até 2 anos).
Para sua prevenção, utilizam-se as vacinas polivalentes, isto é, que dão imunidade
também contra outros tipos de clostrídios. Quando se utiliza a vacina polivalente, a
aplicação é feita no pré-parto, ao nascimento, à desmama e aos 12 meses de idade. Nos
animais adultos ela é aplicada uma vez ao ano.
Botulismo: É causada por uma toxina de uma espécie de Clostridium e que ataca
o sistema nervoso dos animais. Essa toxina pode estar presente na medula de ossos de
carcaças nas pastagens, em águas estagnadas e em cama de aves. A vacinação contra
essa doença é feita quando ocorrem surtos na região. É uma vacina aplicada somente em
animais acima de um ano de idade. De uma forma geral, recomenda-se o uso de duas
doses iniciais com 4 a 6 semanas de intervalo e a seguir uma dose anual em todo o
rebanho.
Leptospirose: É uma doença de distribuição mundial, sendo mais freqüente em
áreas de clima quente e úmido. Essa doença é uma zoonose, isto é, pode ser transmitida
43
ao homem. No bovino, a importância da doença é mais de ordem econômica, por
influenciar o potencial reprodutivo do rebanho. No homem, porém, ela pode ser fatal. Essa
doença nos bovinos pode ser controlada por vacinação, sendo a primeira dose aplicada
entre 4 a 6 meses de idade, com reforço quatro semanas após. Todo o rebanho deve ser
vacinado semestralmente.
Salmonelose: Essa doença, também chamada de paratifo, é mais comum em
animais jovens. Ela provoca enterite (inflamação intestinal), acompanhada de diarréia,
febre alta, descoordenação nervosa e morte em 24 a 48 horas. Embora os animais
doentes respondam bem ao tratamento com antibióticos, a doença pode ser evitada com
vacinação. A vacina é aplicada na vaca no pré-parto (8o mês de gestação) e no bezerro
entre 15 e 30 dias após o nascimento.
Pasteurelose: É uma doença infecciosa aguda, que causa febre, perda do apetite,
diarréia sanguinolenta e prostração. Os animais enfermos respondem bem ao tratamento
com sulfas. Essa doença pode ser evitada por vacinação, que é feita juntamente com a do
paratifo (vacina polivalente). Sua aplicação se faz também no pré-parto e no bezerro entre
15 e 30 dias de vida.
IBR, BVD, PI3 e BRSV: São viroses comumente associadas com doenças
respiratórias e perdas reprodutivas em bovinos. A prevenção contra essas doenças é feita
com vacinas polivalentes, ou seja, existem vacinas para todas elas em conjunto. A
vacinação é feita aos três meses de idade, com reforço 30 dias após, com revacinação
anual em dose única.
Combate a ectoparasitos e endoparasitos: Os principais ectoparasitos de
bovinos no Brasil são os carrapatos, os bernes e a mosca-dos-chifres. Só é recomendável
combater esses parasitos quando as infestações forem altas. Isso ocorre mais nos meses
de verão. Eles podem ser combatidos com produtos cujas vias de aplicação podem ser:
pulverização, "pour-on" (sobre o dorso do animal), em banheiros de aspersão ou imersão
e injetáveis. Quanto aos parasitos internos (vermes em geral), a preocupação maior é com
os animais jovens, visto que os animais adultos são mais resistentes. Portanto, o combate
à verminose deve estar mais voltado aos animais com menos de três anos. A melhor
época para everminação deve abranger o período das secas.
44
Calendário profilático para bovinos de corte
Febre aftosa: É feita em todo rebanho, sendo o calendário de aplicação
determinado pela secretaria de agricultura de cada Estado.
Brucelose: A vacina é aplicada somente em fêmeas de 3 a 4 meses de idade,
acompanhada da marcação com um V seguido do último número do ano de nascimento,
no lado esquerdo da cara. Deve-se fazer teste de soro aglutinação em todos os animais
em idade reprodutiva uma vez ao ano.
Tuberculose: Fazer o teste de tuberculinização com PPD bovino na prega caudal,
seguindo orientação do PNCEBT (Programa Nacional de Controle e Erradicação da
Brucelose e da Tuberculose).
Raiva bovina: Vacinar todo rebanho, nas regiões endêmicas uma vez por ano, E
nas regiões livres, somente quando determinada pelas secretarias de agricultura.
Clostridioses:
- Pré-parto
- Nascimento
- Desmama
- Aos 12 meses
- Todo o rebanho uma vez por ano
Botulismo: Proceder vacinações quando ocorrer surto da doença. De uma forma
geral, recomenda-se o uso de 2 doses iniciais, com 4 a 6 semanas de intervalo e a seguir
uma dose anual em todo o rebanho.
Leptospirose: Vacinar os animais de 4 a 6 meses de idade, com reforço quatro
semanas após. Vacinação em todo rebanho semestralmente.
Salmonelose e pasteurelose: Vacas pré-parto (8o mês de gestação) e bezerros de
15 a 30 dias de vida.
IBR, BVD, PI3 e BRSV: Vacinar aos 3 meses de idade, com reforço 30 dias após.
Revacinação anual com dose única.
Combate a carrapatos, bernes e mosca-dos-chifres: Combate conforme a
necessidade.
Everminação:
- Ao nascimento, 1ml de avermectina
- Em maio e julho, todos os animais até 24 meses
- Em outubro, todo o rebanho.
45
[Link].8. Mercado e comercialização
Abate e comercialização
A concentração geográfica, a proporção de machos e de fêmeas em oferta e as
formas de compra e venda de animais são as principais características do abate e da
comercialização no País. A maior concentração do abate e do comércio se dá no centro-
sul brasileiro (cerca de 76% do total), sendo o maior mercado consumidor o Estado de
São Paulo (Estado com maior renda per capita do País), onde se encontra o maior número
de estabelecimentos de abate do Brasil, muitos deles operando hoje com capacidade
ociosa. Nas últimas décadas, têm se verificado deslocamentos de frigoríficos para as
regiões de maior produção de gado de corte, caindo com isto a importância da capacidade
46
instalada de abate do Estado de São Paulo, notabilizando-se hoje por concentrar mais
estabelecimentos de desossa e de distribuição.
A taxa geral de abate no Brasil em 1992 foi de 19,6% e em 2001 de 22,6%
(Anualpec, 2002).
Os preços são formados nas regiões de comercialização e as decisões dos
produtores de compra e venda se baseiam nas cotações ali praticadas. No Estado de São
Paulo, destacam-se as praças de Araçatuba, Marília, Bauru, São José do Rio Preto,
Barretos e Presidente Prudente; no Estado de Mato Grosso do Sul, as praças de Três
Lagoas e Campo Grande; no Estado do Mato Grosso, a praça de Barra do Garça; no
Paraná, as praças de Londrina e Maringá; em Goiás, a praça de Goiânia; e em Minas
Gerais, a praça de Uberaba.
Os ganhos de produtividade e o aumento da produção somente se viabilizarão mediante a
utilização econômica eficiente de técnicas intensivas de produção, como, por exemplo,
adubação e manejo intensivo de pastagens de gramíneas de alta produção de massa,
possibilitando elevada carga animal por hectare, estação de monta (reprodução)
concentrada e bem definida, visando à obtenção de taxas elevadas de natalidade e
desmame, cruzamentos industriais para exploração da heterose e produção de novilho
precoce com excelente qualidade de carcaça, compatível com a demanda internacional,
principalmente, União Européia, EUA, Extremo Oriente, Oriente Médio e outros mercados,
representando, segundo a ABIEC, no ano de 2000, respectivamente 53,0%; 11,79%;
15,34% e 19,84% das nossas exportações de carne bovina.
47
[Link]. Posto de Abastecimento
Tipo: Uso:
Atividades diversas como arraste das plantadeiras para o
plantio; transporte de materiais dentro da propriedade;
Tratores:
pulverização, aplicação de calcário, gesso e adubo de
cobertura.
Plantadeiras: Plantio de todas as culturas da propriedade.
Pulverizador: Aplicação de dessecantes e outros herbicidas e inseticidas.
Colheitadeiras: Colheita mecanizada das culturas da soja, milho e sorgo.
Distribuidor de
Distribuição do adubo de cobertura (uréia) nas culturas.
uréia
Distribuidor de
Aplicação do calcário e gesso agrícola na propriedade.
calcário
Máquina
Batedora de Trilhar o feijão
feijão
Recolhedor de
Recolhimento do feijão
feijão
Patrola Concerto das estradas
Pá mecânica Serviços Gerais.
Caminhão Transporte de produtos agrícolas e insumos.
48
Caminhão
Lubrificação das máquinas e equipamentos agrícolas.
Melosa
Máquina de
Tratamento de Fazer tratamento na semente para o plantio.
sementes
a) Grãos
Na fazenda existe um sistema para armazenamento e limpeza.
b) Palhas dos cereais:
A palha dos cereais colhidos fica distribuída na lavoura, uma vez que a colheita é
mecanizada e a colheitadeira é dotada de picador de palha.
49
[Link]. Manutenção dos equipamentos:
[Link]. Emissões:
Produtos Descartes
O lixo doméstico é recolhido, separado o que se pode ser reciclado e
os lixos orgânicos são depositado em uma vala, afastada das
Lixo
residências e os que podem ser reciclados são levados a uma
doméstico
empresa em João Pinheiro ou Paracatu para fazer a reciclagem do
material.
Óleos Todo óleo recolhido tem sido armazenado em tambores.
lubrificantes Posteriormente é destinado para um agente recolhedor.
Recolhido tem sido armazenado em tambores. Posteriormente é
Filtros
destinado para um agente recolhedor.
Pneus São devolvidos por ocasião da compra de novos.
As embalagens vazias de defensivos, após sofrerem a tríplice
Embalagens
lavagem e serem perfuradas no fundo, são levados e armazenados e
vazias de
posteriormente entregues no posto de recebimento de embalagens
agrotóxicos
de agrotóxicos.
Efluentes Nas residências e alojamento as águas servidas são conduzidas
domésticos para uma fossa séptica e depois para a vala de infiltração.
Embalagens Ficam armazenadas em uma sala destinada a este fim.
graxas e
lubrificantes
50
Segue em anexo os resultados das análises de solos.
51
Forma de verificação: análises químicas e físicas. São analisados os seguintes elementos
químicos: pH H2O, pH CaCl2O, P meh-1, K+, S-SO4=, Ca2+, Mg2+, Al3+, H+Al, M.O., SB, t, T, V, m. E
quanto a textura são analisados: Areia Total, Silte e Argila.
Forma de verificação: com vistoria nas estradas internas da propriedade, nos locais onde
necessitam fazer algum reparo com cascalho e foi feito bacias de contenção onde é retido
a água da enxurrada para infiltração.
52
Forma: Os empregados e proprietários vão às áreas destinadas a reserva legal e APP,
periodicamente, verificar se há invasão com gado dos vizinhos, evitar riscos de incêndios,
erosões, ataques intensos de formigas, cupins migrantes das lavouras.
Período: Periodicamente.
Período: Periodicamente.
53
5.2.8. Plano de conservação de água e solo
54
55
Fonte: Jéssica de Pádua, 2020.
56
Fonte: Jéssica de Pádua, 2021.
[Link]. Conservação da Água
57
Figura 3- Horímetros e hidrômetros utilizados para a realização dos monitoramentos.
58
[Link]. Uso racional de fertilizantes, corretivos agrotóxicos
59
Figura 5- Armazenamento de embalagens vazias em 2020.
60
[Link]. Sistema de controle das águas pluviais e erosão
61
Figura 8- Caixa separadora de água e óleo.
62
Fonte: Jéssica de Pádua, 2021.
63
[Link]. Monitoramento ambiental
64
65
66
Fonte: Jéssica de Pádua, 2021.
6 – CONCLUSÃO
67
GOVERNO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
SEMAD-Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável
A Superintendência Regional de Meio Ambiente Noroeste de Minas certifica que o empreendimento solicitado,
pertencente ao cadastro da pessoa JOAO RANULFO PEREIRA, CPF nº 015.269.468-40, com responsabilidade
administrativa vinculada ao endereço Fazenda Paraíso, São Jerônimo, Barra, Saco da Barra, Areias e Buriti
número/km S/N Bairro Zona Rural Cep 38770-000 João Pinheiro - MG, possui atividade não passível de
licenciamento ambiental pelo Estado de Minas Gerais – conforme informações prestadas por RAFAEL ZAVAGLIA
CARBONELL, CPF nº 06707344625, as quais instruíram o seu requerimento.
Denominação do empreendimento para fins do licenciamento: Espolio de João Ranulfo Pereira e Outro Fazenda
Paraíso, São Jerônimo, Barra, Saco da Barra, Areias e Buriti
Esta certidão não exime o requerente de obter junto aos órgãos ambientais competentes as demais autorizações
porventura necessárias, tais como a outorga para direito de uso de recursos hídricos, a autorização para
intervenção em área de preservação permanente e para a supressão de vegetação, bem como de possíveis
anuências relativas às unidades de conservação.
Salienta-se ainda que caso o empreendimento se situe em zona rural, a obrigação de inscrição no Cadastro
Ambiental Rural – CAR – é imprescindível para o efetivo cumprimento das obrigações ambientais e, por
consequência, dos próprios comandos legais.
Certificado emitido eletronicamente, no dia 24/03/2022 às 16:48 h, nos termos do art. 1º e art. 2º do Decreto
Estadual nº 47.222/2017 e do art. 6º, §4º, do Decreto Estadual nº 47.441/2018, com base nas informações
prestadas em seu requerimento.
1. Responsável Técnico
JORGE FERNANDO MORAES CARBONELL
Título profissional: ENGENHEIRO AGRÔNOMO RNP: 0703452533
Registro: DF0000004569D MG
2. Dados do Contrato
Contratante: Espólio de João Ranulfo Pereira CPF/CNPJ: 015.269.468-40
FAZENDA Paraíso, São Jerônimo, Barra, Saco da Barra, Areias e Buriti Nº: S/N
Complemento: Bairro: Zona Rural
Cidade: JOÃO PINHEIRO UF: MG CEP: 38770000
3. Dados da Obra/Serviço
FAZENDA Paraíso, São Jerônimo, Barra, Saco da Barra, Areias e Buriti Nº: S/N
Complemento: Bairro: Zona Rural
Cidade: JOÃO PINHEIRO UF: MG CEP: 38770000
Data de Início: 18/05/2022 Previsão de término: 30/12/2032 Coordenadas Geográficas: 0, 0
Finalidade: AMBIENTAL Código: Não Especificado
Proprietário: Espólio de João Ranulfo Pereira CPF/CNPJ: 015.269.468-40
4. Atividade Técnica
8 - Consultoria Quantidade Unidade
80 - Projeto > MEIO AMBIENTE > CONTROLE E MONITORAMENTO AMBIENTAL > #7.1.2 - DE 2,00 un
MONITORAMENTO AMBIENTAL
80 - Projeto > TOPOGRAFIA > LEVANTAMENTOS TOPOGRÁFICOS BÁSICOS > DE 1,00 un
LEVANTAMENTO TOPOGRÁFICO > #[Link] - PLANIALTIMÉTRICO
80 - Projeto > MEIO AMBIENTE > DIAGNÓSTICO E CARACTERIZAÇÃO AMBIENTAL > DE 1,00 un
DIAGNÓSTICO E CARACTERIZAÇÃO AMBIENTAL > #[Link] - DIAGNÓSTICO AMBIENTAL
Após a conclusão das atividades técnicas o profissional deve proceder a baixa desta ART
5. Observações
Relatório de cumprimento de condicionantes, planta topográfica, RADA - Relatório de Avaliação de Desempenho Ambiental e Cadastro Ambiental
Rural - CAR
6. Declarações
- A Resolução n° 1.094/17 instituiu o Livro de Ordem de obras e serviços que será obrigatório para a emissão de Certidão de Acervo Técnico - CAT
aos responsáveis pela execução e fiscalização de obras iniciadas a partir de 1º de janeiro de 2018. (Res. 1.094, Confea) .
7. Entidade de Classe
SMEA - Sociedade Mineira de Engenheiros Agrônomos
8. Assinaturas
Declaro serem verdadeiras as informações acima JORGE FERNANDO MORAES CARBONELL - CPF: 210.785.560-91
9. Informações
* A ART é válida somente quando quitada, mediante apresentação do comprovante do pagamento ou conferência no site do Crea.
10. Valor
Valor da ART: R$ 88,78 Registrada em: 23/05/2022 Valor pago: R$ 88,78 Nosso Número: 8598772051
A autenticidade desta ART pode ser verificada em: [Link] com a chave: 57Z3W
Impresso em: 24/05/2022 às 08:37:37 por: , ip: [Link]
[Link] crea-mg@[Link]
CREA-MG
Conselho Regional de Engenharia
Tel: 0312732 Fax: e Agronomia de Minas Gerais