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Guia Prático de Construção de Roteiro

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08/01/25, 03:22 Construção de Um Roteiro | PDF | Roteiro

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Construção de Um Roteiro
Enviado por Cristiano Nascimento Oliveira em Oct 17, 2022 Título aprimorado por IA

Trata-se do momento de tornar concreta aquela faísca de inspiração para transformá-la num filme. Uma ideia por si só não é
suficiente, para começar o processo de um roteiro, você precisa de … Descrição completa

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CONSTRUÇÃO DE UM ROTEIRO
Prof.: Cristiano Oliveira

1. Fundamente a sua ideia

Trata-se do momento de tornar concreta aquela faísca de inspiração para transformá-la num filme. Uma ideia por si só não é
suficiente, para começar o processo de um roteiro, você precisa de uma história, com personagens bem desenvolvidos e um conflito, e
mais importante que isso, você precisa de referê[Link] isso o processo de pesquisa é essencial para desenvolver sua ideia. Cada
roteirista terá seu próprio processo, mas pesquisar sobre o tema que se deseja retratar é uma importante etapa para dar estofo à
 Salvar
história. deem
Essa pesquisa pode ser feita de várias formas; observe pessoas 1na rua 2 suas vidas; converse com Pesquisar
quem no conhecer
possa documento 
Incorporar Compartilhar
sobre o tema; procure livros, peças e filmes sobre o assunto. Conheça e reflita sobre o que já foi feito e questione o que você pode
acrescentar de novo. Qual a sua visão? Qual a melhor abordagem ou linguagem para você?
Além disso é esse o momento de definir dois fatores que vão ditar o rumo que a história vai seguir, o seu gênero (drama, comédia,
suspense?) e o seu público-alvo, ou seja, é necessário decidir para quem se está escrevendo, quem pretende atingir. Por fim, também é
importante ter em mente a viabilidade de tirar o projeto do papel. De onde virá o financiamento? Será inscrito em algum edital ou lei
de incentivo? Quais são os critérios dos mesmos? O filme está de acordo com a realidade de seu orçamento?

2. Defina o conflito

Um dos principais passos para escrever um roteiro é definir seu conflito, uma vez que a história vai se desenvolver em função dele. O
conflito é um elemento básico da dramaturgia, segundo o roteirista Robert McKee: “em uma história, nada se move para frente se não
for através de conflito”. Na dramaturgia clássica, o conflito é gerado a partir da necessidade do personagem, quando ele não consegue
cumprir seus objetivos. Nesse sentido, o conflito geralmente vai contra o protagonista, como algo que ele precisa superar.
Quando se trata de roteiro, existem diferentes tipos de conflito. Entre eles:

- Conflito Interno = entre o personagem e ele mesmo;

- Conflito Externo = entre o personagem e outro elemento do filme.

No caso do conflito externo, ele pode ser de caráter pessoal (entre o protagonista e outros personagens) ou extrapessoal (entre o
protagonista e algum elemento não humano, como uma empresa ou força da natureza). As tramas mais complexas costumam abrigar
mais de um conflito e vemos um bom trabalho de roteiro quando podemos observar uma resolução concomitante para os conflitos
internos e externos da personagem. Todo roteiro tem um conflito essencial que deve poder ser resumido em uma única frase, sendo
essa a PREMISSA do filme.

3. Construa os personagens

Syd Field, famoso teórico de roteiro, diz que personagem é ação e que não existe personagem sem história, nem história sem
personagem. Eles são elementos essenciais do seu filme, então desenvolva personagens consistentes dentro da curva dramática.
Quanto mais complexo um personagem for, mais camadas e nuances tiver, mais real ele irá parecer. Vá a fundo no seu personagem,
defina seu perfil minuciosamente. Qual a sua religião? Sua cor preferida? Como foi a sua infância? Quais são seus medos? Mesmo
que algumas dessas informações não apareçam diretamente no roteiro, elas são importantes para dar consistência ao personagem.
Nesse momento você vai perceber a importância de uma pesquisa bem feita. Um bom perfil de personagem, além de te ajudar a
determinar certas ações ou falas, faz com que outras pessoas da equipe - desde os atores até a direção de arte - tenham uma boa e
concreta base para trabalhar.

4. Desenhe a curva dramática

A curva dramática é o elemento da dramaturgia responsável por nos deixar ansiosos, tensos, ou emocionados na poltrona do cinema.
Ela nada mais é do que um modelo de desenvolvimento da situação dramática. Na curva dramática clássica, a história parte de um
ponto inicial equilibrado, que apresenta a situação ao espectador em seu estado de repouso . Por algum motivo, há uma ruptura do

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conforto
Títulos inicial, o que promove um aumento da tensão e intensidade na medida que a narrativa se desenvolve. Durante essa etapa, o
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protagonista parte para a busca de um novo equilíbrio, essa busca é representada pelo crescimento da curva. Sendo assim, enquanto
há a complicação, a curva dramática sobe até seu cume, onde acontece o ponto clímax do filme, quando o conflito alcança seu grau
máximo e desencadeia a resolução e relaxamento, momentos em que a curva dramática desce até alcançar um novo equilíbrio na
conclusão. Ou seja, a curva dramática é basicamente a variação de intensidade do filme em relação ao seu tempo de narrativa, e está
intimamente ligada ao arco de desenvolvimento da personagem.

5. Escreva o Argumento

O argumento é o estágio em que a história começa a tomar forma de fato. Ele é uma ferramenta de trabalho do roteirista para o
desenvolvimento (e venda) do roteiro, e pode ser interpretado como estando para o roteiro assim como um esboço está para uma
pintura. Um argumento é mais detalhado do que uma sinopse e também mais dramático, já que deve inspirar no leitor os sentimentos,
emoções e reviravoltas do roteiro. Além disso, é o momento de apresentar todos os personagens importantes para o enredo.

Todo argumento deve ser escrito em prosa, com discurso direto, e no tempo presente, mantendo os atos do roteiro. É a descrição
imagética de como será o filme, um texto corrido que conta de forma simples a história. Deve ter uma leitura agradável e engajadora
que mostre o tom do roteiro. Por essas características, o argumento é muitas vezes utilizado como apresentação de um roteiro ou como
ferramenta para sua venda.

6. Faça a Escaleta

Após descrever a história no argumento, é hora de estruturá-la com a escaleta. A escaleta é a estrutura, o esqueleto do roteiro, como
que o “resumo” de cada cena para demonstrar como a história irá se desenvolver. A escaleta é uma ferramenta de construção do
roteiro para auxiliar o roteirista a montar a ordem das cenas no filme, assim acertando seu ritmo. Não existe necessariamente um
formato padrão, o habitual é incluir um cabeçalho com a indicação da cena e uma breve descrição da situação e a ação do
personagem. Cada roteirista pode variar em seu nível de detalhamento na hora de fazer a sua escaleta, mas o importante é que ela
explicite qual é a ação do personagem naquela cena. Uma escaleta bem escrita, ajuda a visualizar importância de cada cena, seu ritmo,
qual sua função dentro da macroestrutura, e a definir o arco dramático dos personagens e subtramas.

7. Escreva o Roteiro

Com o argumento escrito e a escaleta feita, é hora de se concentrar nos diálogos e montar o roteiro. É nesse momento que o roteirista
tem a oportunidade de adicionar descrições e detalhes à história, ligando uma cena a outra ou incluindo certos direcionamentos para
os outros departamentos, como a Direção, a Direção de Arte, ou até mesmo a Montagem.

Existem alguns padrões de formatação para a escrita de um roteiro profissional, e é importante segui-los se você quer que seu roteiro
tenha credibilidade no mercado. O formato mais comumente visto é chamado “Master Scenes”, sua formatação permite que cada
página corresponda a um minuto de filme rodado, o que permite que o roteirista tenha noção do tempo do filme enquanto o escreve.
Mas é claro que isso é apenas uma aproximação e sua veracidade vai depender do conteúdo de cada página.

Diversos manuais de formatação de roteiro estão disponíveis na internet, mas também existem softwares que automaticamente
padronizam seu roteiro corretamente. O mais usado por roteiristas profissionais é o Final Draft, mas, você pode começar com
softwares mais simples. Como o Celtx ou o Story Writer, da Amazon, ambos com versões gratuitas.

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