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Crescimento de 2,1% na América Latina em 2024

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18/05/24, 13:04 Comunicado As economias da América Latina e do Caribe crescerão 2,1% em 2024 num contexto de incerteza global | Comis…

AGENDA 2030 75 ANIVERSÁRIO ESPAÑOL ENGLISH PORTUGUÊS

As economias da América Latina e do Caribe


crescerão 2,1% em 2024 num contexto de
incerteza global

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Desenvolvimento econômico

9 DE MAIO DE 2024 | COMUNICADO DE IMPRENSA

A CEPAL atualizou suas projeções de crescimento econômico


para os países da região.

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe


(CEPAL) fez uma sutil revisão indicando aumento da projeção
de crescimento das economias da região em 2024. De acordo
com novas estimativas divulgadas hoje, a agência das Nações
Unidas prevê que a região crescerá em média de 2,1% este ano,
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18/05/24, 13:04 Comunicado As economias da América Latina e do Caribe crescerão 2,1% em 2024 num contexto de incerteza global | Comis…

tendo a América do Sul crescendo 1,6%, a América Central e o


México 2,7% e o Caribe (excluindo a Guiana) 2,8%.

O ritmo de crescimento esperado para a região em 2024


permanece lento, tal qual observado nos últimos anos. A
Comissão da ONU aponta que o grande desafio, portanto, é
como avançar para um crescimento que seja mais elevado,
dinâmico e inclusivo.

A região enfrenta um cenário internacional complexo,


caracterizado por um crescimento da atividade econômica e do
comércio global abaixo de suas médias históricas, juntamente
com elevadas taxas de juros em países desenvolvidos,
resultando em altos custos de financiamento para os países
emergentes, incluindo os da região.

No âmbito interno, a tendência à redução da inflação tem dado


espaço para os bancos centrais de vários países
implementarem diminuições em suas taxas de juros de
políticas, das quais se poderia esperar um impacto favorável na
atividade econômica.

Ao longo de 2024, os mercados globais serão marcados por


diversos fatores de risco, como indica a CEPAL. As crescentes
tensões geopolíticas leverão o mundo a uma forte
reorganização das cadeias de valor. Além disso, existe o risco
de que os aumentos dos preços das matérias-primas possam
atrasar os cortes das taxas de juros por parte dos principais
bancos centrais, com efeitos negativos no crescimento
econômico global. Somado a isso, se as taxas de juros
permanecerem elevadas por mais tempo, aumentar-se-ão
ainda mais as vulnerabilidades pela carga da dívida em várias
economias emergentes e em desenvolvimento e também a
vulnerabilidade do setor financeiro nos países desenvolvidos.

Assim como indicado pela CEPAL em ocasiões anteriores, o


baixo crescimento esperado em 2024 não é apenas um

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problema temporário, mas reflete a queda na taxa de


crescimento tendencial do PIB regional. A região enfrenta uma
crise de desenvolvimento caracterizada por três armadilhas
que se reforçam mutuamente: armadilha do baixo
crescimento; armadilha da elevada desigualdade e baixa
mobilidade social; e armadilha da baixa capacidade
institucional e ineficiência de governança. Estas armadilhas
condicionam e limitam a implementação da Agenda 2030 das
Nações Unidas e, portanto, o desenvolvimento social inclusivo.

Para impulsionar o crescimento, a CEPAL tem insistido que a


região deva aumentar a sua produtividade e aumentar o
investimento em capital físico e humano. Para tanto, a região
precisa não apenas investir mais, mas também melhor. Isto
passa pela adoção de novas tecnologias, pela promoção de
iniciativas de cluster e de boas práticas empresariais, pela
promoção de melhorias profundas no processo de acumulação
de capital e pelo aproveitamento adequado do capital social e
ambiental das economias.

A CEPAL também identificou um portfólio de pelo menos 15


setores impulsionadores ou dinamizadores para um
crescimento mais sustentável e inclusivo. É necessário que a
região invista em diversas áreas que são críticas para
incrementar a produtividade, tais quais infraestrutura,
telecomunicações, digitalização, pesquisa e desenvolvimento,
assim como realizar melhorias significativas nos programas de
saúde e adaptar os sistemas educacionais para responder às
mudanças que a digitalização e a automação trarão para os
mercados de trabalho.

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