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Opistótono em Bovinos: Causas e Tratamento

resumo cadeira de ruminantes

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Rafaela Marek
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Sistema Digestório

Funções: motora, secretora, digestiva, absorção


Alterações: hipo/hipermotilidade, distensão, dor abdominal, desidratação e choque

Anormalidades de preensão, mastigação e deglutição: alterações bucais e dentárias,


obstrução, dor local, paralisia esofágica, divertículo esofágico.
Sialorréia e salivação excessiva: corpo estranho, incapacidade de deglutir, causas tóxicas.

Obstrução esofágica
Aguda: esôfago cervical, ansiedade e inquietação, sialorréia, timpanismo
Tratamento: sondagem, remoção manual, endoscopia e esofagotomia.

Doenças do pré estômago


Ciclo de contração primário, ciclo de contração secundário, ruminação (regurgitação,
remastigação, insalivação, deglutição)

Indigestão Simples
Ingestão de forragem mofada ou de baixa digestibilidade, ingestão excessiva de grãos e
concentrados.
Sinais Clínicos: hiporexia, moderada depressão e apatia, diminuição da motilidade ruminal,
timpanismo gasoso e diarreia.
Tratamento: retirada da causa, recuperação espontânea, agentes acidificantes ou
alcalinizantes, transfaunação.
Diagnósticos diferenciais: cetose, rpt, acidose latica ruminal aguda, ectopias abomasais,
indigestão vagal, atonia ruminal secundária.

Acidose Lática ruminal aguda


Ingestão de grande quantidade de carboidratos, alimentos altamente fermentáveis -
cenoura, batata, beterraba, derivados de cevada.
aumenta a produção de ácido lático
sinais: toxemia, desidratação, ataxia, inatividade e estase ruminal total, elevada taxa de
mortalidade, dor com espasmos, excessiva depressão, cabeça pendente, apático, anorexia
e adipsia, distensão abdominal, narinas secas ou com exsudato mucopurulento, ranger
dentes, diarreia, andar cambaleante, cegos, chocam-se, sem reflexo ocular, laminite.
Tratamentos: rumenotomia, cortar causa, exercícios vigorosos 2x dia, anti - histamínicos,
purgativo alcalino, antibiótico, hidratação.

Reticuloperitonite
Ingestão de pregos, arames, farpas de madeiras
animais com +2 anos
Sintomatologia: anorexia completa, dor abdominal, grunhidos, arqueamento do dorso, andar
traseiro.
Tratamento: conservador (imobilização por 10 a 14 dias, elevar os anteriores, antibióticos ou
sulfonamidas, imãs), remoção cirúrgica.

Indigestão Vagal
após reticuloperitonite traumática
Sintomatologia: distensão ruminal com hipermotilidade, distensão ruminal com atonia

Timpanismo Espumoso
Produção de espuma que apreende os gases normais da fermentação do rúmen impedindo
a eructação.
Consumo de leguminosas
Pastagens de trevo vermelho, branco e alfafa são as principais causadoras.
Sinais: distensão ruminal, deitar e levantar frequentemente, chutar abdômen e rolar,
defecação e micção frequentes, respirar pela boca, protrusão da língua, salivação e
extensão da cabeça.
Tratamento: Rumenotomia, sondagem ou trocarterizaçao, antiespumantes.

Deslocamento abomaso para esquerda


durante ou logo após o parto
apetite inconstante, reduzido volume fecal e cetose secundária.
doença multifatorial
vacas adultas
fêmeas entre 4 e 7 anos
Sintomas: inapetência, anorexia completa, baixa produção de leite, cetose
Local de ausculta: Tuberosidade coxal até o flanco
Omentopexia abre o lado direito e trata o lado esquerdo
Abomasopexia abre do lado que estiver deslocado

Torção abomasal
Sinais clínicos: anorexia, dor abdominal, taquicardia, ping, sons de chapinhar na água,
grave desidratação e choque, abomaso distendido e tenso pelo reto, sem cirurgia alta
fatalidade.

Deslocamento abomaso à direita


Abomasopexia abre do lado que estiver deslocado

Neonatologia

Distocia
Maior causa de morte neonatal
inatividade, fraqueza, retardo em levantar e mamar, baixa temperatura corporal, batimentos
cardíacos e movimentos respiratórios alterados.
Aumento da chance de distocia: Genético, infeccioso (vírus BVD - hipoplasia cerebelar,
defeitos oculares, prognatia, pelos encaracolados ou sem pelos, fenda palatina), nutricional
(deficiência mineral (I,Mg, Co) e vitamínica (A,D,E), tóxico (teratogenia alguns
benzimidazóis).

Hipóxia
Processo de nascimento: taquipneia transitória
Imaturidade pulmonar: taquipnéia prolongada, podendo levar a parada
Tingimento por mecônio: sofrimento fetal
Fazer reanimação e caso necessário entrar com tratamento de suporte

Hipotermia
frio + vento
comum 5 primeiros dias
Tratamento: glicose 20% intraperitoneal - 10ml/kg, aquecer, 100 a 200ml de colostro via
sonda orogástrica
Onfalites
neonato fraco
ingestão deficiente de colostro
pouca higiene
superlotação
parte externa do umbigo: 1 a 5 dias idade, edema, dor à palpação, obstrução ou drenagem
de conteúdo purulento
limpeza do local, atb sistêmico e aine
iodo 5%
pode levar a cistite, abscesso hepático, artrite séptica, pneumonia, enterite, meningite,
septicemia, onfaloarterite

Diarreia
50% mortalidade em terneiros
parasitária, viral, bacteriana, nutricional
leva à morte por: acidemia, septicemia, hipercalemia, hipoglicemia, hipotermia, desidratação
Sinais clínicos: baixo escore de fezes, odor fétido,fezes com muco, coágulos de leite não
digeridos, estrias de sangue, fibrina ou tecidos necrosados. Em casos mais graves: apatia,
diminuição reflexo sucção, anorexia, perda de peso, desidratação.
Tratamento: reposição eletrolítica, correção do equilíbrio ácido-básico, suporte nutricional,
eliminação do agente, reposição de flora intestinal, fluidoterapia, terapia ATB.

Pneumonia
danos pulmonares temporários ou permanentes
falha na transferência de imunidade passiva
superlotação
instalações mal ventiladas e com alta umidade
Sinais clínicos: corrimento nasal, tosse, hipertermia, dispneia/taquipneia, apatia.

Falha na transferência de imunidade passiva


quantidade de ingestão insuficiente, tempo de ingestão maior que 24hs após nascimento,
colostro de baixa qualidade

Sistema Respiratório
A tosse não pode ser induzida em bovinos adultos

Exame
avaliação narinas
coloração mucosas
sons respiratórios
Complexo Respiratório Bovino - Febre do transporte
broncopneumonia

segunda principal causa de morte de terneiros


Sinais clínicos: taquipnéia, febre, descarga nasal mucopurulenta, sons pulmonares
anormais, DART (depressão, perda de apetite, mudanças de padrão respiratório e elevação
da temperatura).

Tratamento das broncopneumonias


Antimicrobianos: florfenicol. ceftiofur, enro, tilosina
Antiinflamatórios: meloxicam, flunixin meglumine
mucolíticos: bromexina

Vacinação
Inforce 3: intranasal, BRSV+IBR+PI36 1ml cada narina pode ser aplicada a partir de 1 dia
de vida, dose única
Vacina respiratória/reprodutiva: BRSV + IBR + PI3 + BVD +M. haemolytica + P. multocida a
partir dos 3 meses dose e reforço anual

Tuberculose
Zoonose
sem vacina
abate
crônica
transmissão aerógena ou entérica
Sinais Clínicos: disfagia e ruídos respiratórios, linfadenomegalia, emagrecimento
progressivo, tosse crônica, dispnéia
Diagnóstico: tuberculinização intradérmica (somente mv habilitados), teste da prega caudal,
teste cervical simples, teste cervical comparativo.
Tuberculinização: todos animais acima de 6 meses TCS e TCC
TPC: bovinos de corte acima de 6 meses, qualquer reação é positivo
Falso negativo: animais dessensibilizados pela tuberculina a menos de 60 dias, casos
recentes com menos de 6 semanas de infecção ou casos avançados.
Controle: P do lado direito da cara

Pneumonia Verminótica
Dictiocaulose - verme do pulmão
Transmissão pela ingestão de L3 na pastagem
Sinais clínicos: respiração superficial, rápida, taquipneia, dispneia, taquicardia, tosse seca,
descarga nasal, sons pulmonares anormais.
Diagnóstico: L1 nas fezes e lavado traqueal
Tratamento: levamisole e benzimidazóis, avermectinas
Sem vacina

Pneumonia aspirativa
passagem inadequada da sonda, falsa via por alimento ou aleitamento ou líquido ruminal
Sinais: tosse, taquipneia, taquicardia, dispneia, sons respiratórios anormais.
Tratamento (suporte): AINE, antimicrobianos - largo espectro

Pneumonia embólica
sequela de tromboembolismo da veia cava caudal; múltiplos abscessos e pneumonia
supurativa crônica; hipertensão pulmonar; dispneia, taquipneia, taquicardia, anemia
Sem tratamento efetivo

Oestrose
falso torneio
larva da mosca entra pela cavidade nasal e seios paranasais
tratamento: closantel, avermectinas

Maedi-Visna
pneumonia progressiva ovina
transmissão por aerossóis ou ingestão de colostro com linfócitos contaminados
Sinais clínicos: incubação 2 a 4 anos; afebril; dificuldade respiratória; poliartrite e mastite
Diagnóstico: sorologia (não tem no RS); necropsia.
sem tratamento e sem vacina

Pneumonias em pequenos ruminantes


corrimento nasal, tosse e padrão respiratório

- Pneumonia por aspiração


O tratamento pode ser feito com antibióticos lactâmicos por 7 dias associado com
AINES.
- Pneumonia Fúngica
Itraconazol, fluconazol e anfotericina B
- Adenocarcinoma Pulmonar Ovino
câncer de pulmão, contagioso, causado por retrovírus

Doenças Metabólicas
Período periparto/lactação; práticas de manejo

Hipocalcemia
Nível baixo de cálcio
Pode ocorrer no pré parto; 48h pós parto até 10 dias pós parto
Sinais clínicos:
1- permanecer em estação; hipersensibilidade e excitabilidade; tremores de cabeça e
orelha; espasmos leves; ataxia; vocalização e respiração com a boca aberta
2- decúbito esternal; depressão; anorexia; hipertermia; taquicardia; atonia ruminal e
intestinal; pupilas dilatadas; posição de auto auscultação
3- decúbito lateral e coma; flacidez muscular completa; timpanismo grave e opistótono.
Tratamento: Gluconato cálcio (20mg/kg) IV
Dieta aniônica 3 a 5 semanas antes do parto.

Hipomagnesemia
afeta machos e fêmeas
dieta com baixa concentração de magnésio
Sinais Clínicos: anorexia; afastam-se do rebanho; hiperexcitabilidade/agressividade;
fasciculação muscular; tremores de cabeça e pescoço; cambaleio/marcha incoordenada;
decúbito; estímulos podem causar convulsão.
Tratamento: soluções de borogluconato de cálcio associado a fosfato de magnésio (evitar
soluções que contenham potássio). 2 a 3 g de mg por via endovenosa lenta (10 min);
Injeção subcutânea de 200 a 400 ml de solução de sulfato de magnésio a 25 %
- Em bezerros:
afeta bezerros de 2 a 4 meses; dieta com baixa concentração de Mg; forragem de baixa
qualidade; diarreia e ingestão de cama.
Sinais: hiperestesia; apreensão/agitação; tremores musculares; convulsão/opistótono;
protusão e retração dos globos oculares.
Tratamento: Suplemento alimentar de Mg; injeção de Mg (100ml sulfato de Mg 10%)

Toxemia da prenhez
cetose
últimas 2 a 4 semanas de gestação
balanço energético negativo
Sinais Clínicos: separação do rebanho; inapetência/depressão/decúbito; tremores
musculares; incoordenação; sinais neurológicos
Tratamento: parto; glicose 250-500ml 10% IV; transfaunação; propilenoglicol (15 a 20ml
BID)

Acetonemia
elevação anormal na concentração de corpos cetônicos nos tecidos e fluidos corporais; produção de
corpos cetônicos
Sinais clínicos: diminuição na produção leiteira; perda gradual do apetite; fezes secas e endurecidas;
diminuição
da motilidade ruminal; hálito cetônico; sinais nervosos
detectados na urina, plasma e leite
fita colorimétrica
tratamento: glicose; propilenoglicol; suporte; corticoide.

Síndrome da vaca caída


Sobrecarga por carboidratos, parto distócico, mastite aguda, vaca atolada, sequela da febre do leite
sinais clínicos: permanecem alertas; apetite normal ou pouco reduzido; água normal; funções vitais
normais; algumas tentam levantar
Patologia clinica: elevação CK e AST; mioglobinuria; hemograma inflamatorio (aumento FB e neutropenia)
Tratamento: terapia de suporte (trcar decubito, agua, alimento, cama, abrigo); fluidoterapia; corticoide
(dea 0,04mg/kg); elevação assistida

Enfermidades da Pele
Dermatofilose
bacteriana superficial com exsudato e formação de costa
Dermatophilus congolensis
Umidade ou pequenos traumas
cernelha, garupa e arco costal

Raspado de pele
tratamento: penicilina 20000 UL/kg IM SID 5 dias
Oxitetraciclina LA 20mg/kg 3 aplicações
clorexidina até a cura

Dermatofitoses (Tinhas)
tecido de queratinização
Microsporum e Trichophyton spp
incubação 1 a 6 semanas
mais em jovens
é zoonose
multifocal e não tem prurido
alopecia, formação de escamas e crostas
lesões: cabeça, pescoço, escápula e região lateral do torax
cultura fúngica
tratamento: pulverizaçÕes e banhos com tiabendazol a 5% 1x por semana por 1 mês
solução de sulfato de cobra 1 a 3%
aplicar iodopovidona degermante nas lesoes
penicilina 20000 Ul/kg durante 7 dias
isolar animais infectados
nao compartilhar utensilios
limpeza do ambiente

Ectima contagioso
Prapoxvirus
pode transmitir o virus para o humano (zoonose)
afeta ovinos e caprinos jovens
pápulas e pústulas; crostas em comissuras bucais; pode ter lesoes no ubere
vacinação dos cordeiros 1 dose na segunda semana de vida e reforço
na 6 semana

Papilomatose
Papilomavírus
verrugas
trasmissão por
contato direto e tb
vetores mecânicos
cirurgia, criocirurgia
vacinação

Fotossensibilização
sinais: anorexia, polidipsia, hipertermia, inquietação, prurido, animais procuram sombra,
eritema, lesões cutâneas.

Sinais hepatogenea: ictericia, bilirrubinemia, bilirrubinuria e edema de barbela


ovinos: edema de cabeça e orelhas
diagnostico: presença de filoeritrina no soro
sanguineo e urina
tratamento: tratar lesoes com unguento/sprays,
animais na sombra, antibioticos, repelentes,
corticoides, glicose, retirar a causa

Clínica de reprodução

Mumificação fetal
morte fetal permanece no CL

Maceração fetal
aborto incompleto com abertura da cérvix
Brucelose

Zoonose
transmissão: mucosa oro-nasal; restos placentarios, secreções uterinas, abortos, leite
contaminado
contaminação do pasto e água

PNCEBT
Medidas compulsórias: vacinação de bezerras bovinas e bubalinas entre os 3 e 8m; exames
negativos para transito e eventos
Medidas voluntárias: certificação de propriedades
Vacinação: medico cadastrado e pode cadastrar auxiliares;
Vacinas:
B19: cepa viva, femeas 3-8 meses dose unica; reage no AAT; testa depois de 24 meses;
marca ano do lado ESQUERDO da cara

RB51: cega rugosa, não induz anticorpos aglutinantes; todas as fêmeas a partir de 3 meses
dose única; não reage no AAT; testa após os 8 meses; marca V do lado E da cara

Vacinação proibida em machos

Diagnóstico:

ANIMAIS POSITIVOS MARCA O P DO LADO DIREITO DA CARA E VAI PARA ABATE


Teste do anel em leite
utilizado para monitorar estabelecimentos, se positivo submete a sorologia individual

Diarreia viral Bovina


virus cruza a barreira placentaria: infertilidade temporária, mortalidade embrionaria, aborto,
mumificação, natimortalidade ou nascimento de bezerros fracos.
Forma de transmissão: saliva, secreções nasais e oculares, urina, fezes, semen, placenta,
sangue, fomites
Controle: eliminação dos animais; vacinação 2x ao ano bovinos de leite e 1 x ao ano antes
da monta bovinos de corte

Rinotraqueíte infecciosa bovina


BoHV 1.1 - abortos e problemas respiratórios
BoHV 1.2 - vulvovaginite e balonopostite

Patogenia: infecção por via aerea e replicação nas mucosas; DNA permenece nos gânglios
para sempre; stress ou aplicação de glicocorticoides reativa.
Vacinação 2x ao ano bovinos de leite e 1x ao ano bovinos de corte

Leptospirose
Zoonose
Leptospira
Sinais clinicos: retençao de placenta, abortos e natimortos
transmissão: urina, descarga uterina pos abortamento, feto ou placenta infectada,
corrimentos vaginais e semen
Tratamento: diihidroestreptomicina 12mg/kg IM TID 3d e estreptomicina 25mg/kg dose unica
controle vacinaçao e impedir/limitar acesso dos animais a areas alagadiças

Neosporose
Neospora caninum
abortamento no terço médio, infertilidade, mumificação, nascimento de bezerros natimortos
e/ou doentes
hospedeiro definitivo é o cão
HI- bovinos, caprinos, ovinos, cervos e equinos.

Transmissão horizontal: cao ingerindo visceras de bovinos


contaminados
Transmissão vertical: congênita; principal forma de transmissão
em bovinos
Não tem tratamento
Campilobacteriose e tricomonose
infectocontagiosas de transmissão venérea
repetição de cio, morte embrionária, abortos
controle: teste e descarte de touros mais velhos; coleta de esmegma ou lavado prepucial
tratamento campilobacterisose: repouso sexual por 3 cios
touros: estreptomicina, penicilina via parental e local; combinação vacina +
diidroestreptomicina; infusão de 5g de estreptomicina no prepúcio/5 dias; massagem
vigorosa

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