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Regimento Interno do Loteamento Brisas do Vale

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Kayra Gleysa
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REGIMENTO INTERNO

REV. 02
Sumário
1. 41.1. INFORMAÇÕES PRELIMINARES
4
1.2. DESCRIÇÃO DO LOTEAMENTO 5
1.3. DO PROJETO 5
1.4. MARCOS DEMARCATÓRIOS 5
1.5. TERRAPLENAGEM 6
1.6. SERVIÇOS DE INFRAESTRUTURA GERAL 6
1.6.1. Pavimentação 6
1.6.2. Drenagem de Águas Pluviais 7
1.6.3. Sistema de Abastecimento de Água 7
1.6.4. Sistema de Coleta e Tratamento de Esgotos Sanitários 7
1.6.5. Fornecimento de Energia Elétrica e Iluminação Pública 7
1.6.6. Entrada de Telefone, TV a cabo e Internet 8
1.6.7. Paisagismo e arborização 8
1.6.8. Fechamentos Laterais 8
1.7. EQUIPAMENTOS INTERNOS AO LOTEAMENTO FECHADO 8
1.7.1. Portaria 8
1.7.2. Salão de Festas 9
1.7.3. Churrasqueira 9
1.7.4. Sanitários Externos 9
1.7.5. Playground 10
1.7.6. Quadras de Beach Tennis 10
1.7.7. Jardins de Contemplação 10
1.7.8. Pet Place 10
1.7.9. Gazebo 10
1.8. COMUNICAÇÃO 10
1.9. SEGURANÇA 11
1.10. SERVIÇOS PÚBLICOS 11

2. REGULAMENTO DE OBRAS - ASSOCIAÇÃO DOS MORADORES 12


2.1. IDENTIFICAÇÃO 12
2.2. DO OBJETO 12
2.3. DOS USOS 13
2.4. MARCOS DEMARCATÓRIOS 13
2.5. DIREITOS E DEVERES DOS ASSOCIADOS 14
2.6. DA SEGURANÇA 15
2.7. DO REMEMBRAMENTO 16
2.8. RESTRIÇÕES A OCUPAÇÃO DO LOTE - MOVIMENTO DE TERRA E INTERFERÊNCIA NA

2
VEGETAÇÃO EXISTENTE 17
2.9. RESTRIÇÕES A OCUPAÇÃO DO LOTE - RESTRIÇÕES DE CONSTRUÇÃO 19
2.10. DOS MUROS E AFASTAMENTOS DE DIVISAS 19
2.11. PROCESSO PARA DESENVOLVIMENTO E APROVAÇÃO DO PROJETO ARQUITETÔNICO 21
2.12. RESUMO ETAPAS DE APROVAÇÃO DO PROJETO PARA CONSTRUÇÃO 28
2.13. CONSIDERAÇÕES DIVERSAS SOBRE AS OBRAS 28
2.14. IMPLANTAÇÃO DO CANTEIRO DE OBRAS 29
2.15. ÁGUAS PLUVIAIS 32
2.16. ESPECIFICAÇÕES PARA IMPLANTAÇÃO DOS RAMAIS DOMICILIARES 32
2.16.1. Ramal de Eletricidade 32
2.16.2. Ramal de Telecomunicação 34
2.16.3. Ramal Hidráulico 34
2.17. OBRIGAÇÕES DO ASSOCIADO DURANTE AS OBRAS 35
2.18. PRAZOS PARA REGULARIZAÇÃO DAS PENDÊNCIAS 36
2.19. EXIGÊNCIAS AO ASSOCIADO PARA OCUPAÇ ÃO DA RESIDÊNCIA 36
2.20. PENALIDADES 37
2.21. DISPOSIÇÕES FINAIS 38

3
1. MEMORIAL DESCRITIVO DO EMPREENDIMENTO

1.1. INFORMAÇÕES PRELIMINARES

O presente memorial descritivo refere-se exclusivamente ao Loteamento Fechado


BRISAS DO VALE, fazendo parte do registro sobre matrícula nº 65.238 (denominado em
cartório como Reloteamento Pacaembu). O Loteamento possui uma área total de 118.918,81
m², localizado dentro do Bairro Parque Reserva do Vale, com acesso principal na Avenida do
Cerrado, a 1,5km do pórtico principal do bairro, situado no município de Valparaíso de Goiás-
GO.
O loteamento é constituído de 298 (duzentos e noventa e oito) lotes, para fim
residencial, cercado ao fundo por áreas verdes, possuindo áreas de Equipamentos de Uso
Comum para fins recreativos e de apoio dos moradores.

o Nome do Empreendimento: Loteamento Fechado BRISAS DO VALE.

o Proprietário: BRISAS DO VALE EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS SPE LTDA, inscrita


no CNPJ nº32.334.860/0001-58.

o Autor do Projeto e Responsável Técnico: A autora do Projeto de Arquitetura e


Urbanismo é a Arquiteta e Urbanista VIRNA CARVALHO DE SOUZA – CAU A199206 e o
Responsável Técnico é o Engenheiro Civil MARCOS EDUARDO FRANCO REGO – CREA
50.048/D-MG.

o Área do Loteamento: A área onde será implantado o loteamento BRISAS DO VALE é


de 118.918,81 m².

o Localização da Área: Parte de terras situado no Bairro RESERVA DO VALE,


Reloteamento de parte do antigo Garden City, Valparaíso de Goiás - GO.

o Distância de Brasília/DF: O loteamento BRISAS DO VALE está a uma distância de


aproximadamente 37Km (Trinta e Sete), de Brasília/DF.

4
o Acessos principais: O acesso principal se dá pela Avenida do Cerrado, a 1,5km do

pórtico principal do Bairro Reserva do Vale, no município de Valparaíso de Goiás-GO.

Este memorial descritivo tem por finalidade determinar as áreas de uso comum, de
lazer e serviço do loteamento, suas características principais e seus acabamentos.

1.2. DESCRIÇÃO DO LOTEAMENTO

A área onde se implantará o loteamento BRISAS DO VALE apresenta limites com áreas
verdes, avenida e lotes confrontantes do bairro Reserva do Vale. O acesso à área do
loteamento é feito a partir da Avenida Cerrado.
A área apresenta em sua extensão diferentes percentuais de aclividade e declividade,
bem como solo arenoso com silte pedregulhoso e argiloso.

1.3. DO PROJETO

O Projeto é de um loteamento fechado e monitorado, composto por 298 terrenos,


entre 200,00 a 383,65m², com infraestrutura composta por: água potável, coleta de esgoto
sanitário, rede de águas pluviais, asfalto e rede de iluminação pública, pórtico de acesso, salão
de festas com estacionamento, piscina adulto e infantil, churrasqueira, playground, gazebo,
horta comunitária, CrossFit, pet place e pista de caminhada.
Lazer em áreas públicas com Hub de Esportes: Quadra Polivalente, Quadra de Tênis,
Quadras de Beach Tennis, Equipamentos de ginástica, Espaço Zen e Jardins de contemplação.
As obras já executadas bem como as a executar obedecerão aos projetos e seus
respectivos detalhes, todos devidamente aprovados pela Prefeitura Municipal de Valparaíso
e seus órgãos competentes.

1.4. MARCOS DEMARCATÓRIOS

Os lotes foram demarcados para execução pelo PROPRIETÁRIO GRAN PACAEMBU LTDA., com
marcos nas dimensões de 5cm x 5cm x 30cm, ficando enterrado 20 cm. 6 IMPORTANTE: O

5
associado, ao adquirir o lote deverá conferir, via profissional indicado pela ASSOCIAÇÃO
GESTORA DO EMPREENDIMENTO, a posição dos marcos, tendo em vista que os mesmos estão
expostos a várias situações (rodas de veículos, escavações próximas, etc.), as quais,
eventualmente, poderão provocar seu deslocamento físico, ocorrências estas impossíveis de
serem fiscalizadas. Daí a necessidade de conferência quando da utilização definitiva.

1.5. TERRAPLENAGEM

Os serviços de terraplanagem foram executados de maneira que a intervenção foi a


mais adequada possível. Foram realizados diversos cortes e aterros devido a topografia
natural do terreno ter muitos aclives e declives. Todo material de movimentação de terra
utilizado foi do próprio terreno, ou seja, executando os cortes necessários de um lado e
aterrando de outro. Os demais cortes e aterros, em sua vasta maioria só serão necessários em
função das adequações aos futuros projetos arquitetônicos das residências.
O lote, por ocasião da sua utilização para construção, deverá o adquirente contratar
profissional qualificado para analisar, avaliar e fazer sondagens, compatibilizando o projeto de
fundações e de escoamento de águas pluviais, e todas as demais medidas pertinentes, de
forma a evitar prejuízos às construções em seu imóvel ou em imóveis de terceiros.

1.6. SERVIÇOS DE INFRAESTRUTURA GERAL

As obras de infraestrutura geral – galerias de água pluviais, sistema de abastecimento


de água, pavimentação asfáltica, fornecimento de energia elétrica e iluminação pública,
entrada de telefone, TV a cabo e internet e fechamento lateral – serão entregues conforme o
descrito a seguir:

1.6.1. Pavimentação
As ruas do Loteamento BRISAS DO VALE foram executadas, segundo as Normas
Técnicas Brasileiras, empregando-se pavimento asfáltico à quente - CBUQ (variação de 3cm a
5cm de espessura, dependendo do local), de acordo com dimensionamento dos projetos e
boa técnica de execução, em função do tráfego previsto.

6
1.6.2. Drenagem de Águas Pluviais
Realizou-se a construção de valas ao longo das vias pavimentadas para onde escoam
as águas da chuva drenadas pelas sarjetas com destino às galerias pluviais feitas de TUBOS
PEAD da Marca Tigre, que transportam e drenam as águas até os córregos que circunda m o
empreendimento, tudo conforme previstos nos projetos contratados. Obras de escadas
hidráulicas, colchões drenantes e gabiões foram executadas para reduzir a velocidade e fazer
a ordenação das águas que chegam até os córregos.

1.6.3. Sistema de Abastecimento de Água


A operação, manutenção e cobrança do Sistema de Abastecimento de Água será de
responsabilidade da concessionária Saneago, e foi feito através de poços artesianos já
devidamente perfurados e homologados. A água será previamente tratada pela SANEAGO
para a distribuição no LOTEAMENTO.

1.6.4. Sistema de Coleta e Tratamento de Esgotos Sanitários


A operação, manutenção e cobrança do Sistema de Coleta e Tratamento de Esgoto
será da concessionária Saneago. O sistema conta com a coleta do esgoto “in natura” feita
através de rede coletora em tubos PVC devidamente homologados e vistoriados pela
concessionária. Após a coleta, e devido ao relevo do empreendimento, o esgoto recolhido é
bombeado através de Estações Elevatórias para uma Estação de Tratamento de Esgoto da
Saneago. Após o tratamento, a parte líquida é enviada para um córrego da região sem risco
algum de contaminação, pois segue os parâmetros definidos pelo Artigo 16 da Resolução Nº
430 do Conama (Conselho Nacional de Meio Ambiente), de 13 de maio de 2011.

1.6.5. Fornecimento de Energia Elétrica e Iluminação Pública


O Sistema é convencional e aprovado pela Enel Brasil S.A., empresa concessionária
operadora no Estado de Goiás. O sistema compõe cabeamento, materiais elétricos,
transformadores e equipamentos conforme projetos aprovados junto à própria ENEL, que,
após a vistoria final, energiza o sistema executado. Após este passo, toda rede de
infraestrutura elétrica será entregue à concessionária para operação, manutenção e cobrança
das tarifas de iluminação pública e privada.
Todas as lâmpadas utilizadas no sistema de Iluminação pública do empreendimento

7
serão LED (light-emitting diode em inglês ou diodo emissor de luz em tradução livre).

1.6.6. Entrada de Telefone, TV a cabo e Internet


Todas as ligações de telefone, TV a cabo, Internet ou qualquer outro tipo de ligação
a partir da via pública para a edificação, deverão ser executadas a partir de sistema
subterrâneo e é de responsabilidade da concessionária detentora da concessão dos serviços
na região, a partir da solicitação do comprador do lote.

1.6.7. Paisagismo e arborização


Todas as áreas de uso comuns do loteamento serão arborizadas conforme projeto de
paisagismo contratado pela Brisas do Vale SPE. A manutenção será da responsabilidade da
Associação de Moradores Gestora do Loteamento Fechado “BRISAS DO VALE”.

1.6.8. Fechamentos Laterais


O loteamento será fechado em seus limites junto aos lotes e áreas verdes do bairro
Reserva do Vale. Todos os fechamentos serão executados em muro de alvenaria e/ou gradil
metálico com altura de 2,20 m (dois metros e vinte centímetros) de altura. Será implantado
portaria de acesso com controle de entrada e saída de moradores e visitantes.

1.7. EQUIPAMENTOS INTERNOS AO LOTEAMENTO FECHADO

As obras de infraestrutura geral serão efetuadas pela VENDEDORA, nos termos e de


acordo com o descrito neste Memorial Descritivo. A gestão de todos os equipamentos
internos ao loteamento será feita pela Associação de moradores gestora do Loteamento
Fechado “BRISAS DO VALE”.

1.7.1. Portaria
Localizada de acordo com o projeto de arquitetura, será executada em alvenaria,
pintura interna em PVA, piso em cerâmica comercial, esquadrias em alumínio e vidro.
a) O Acesso de veículos pela portaria foi executado em pavimentação asfáltica e terá
portões automatizados feitos em metalon, sendo um portão de entrada exclusivo
para os moradores, outro para visitantes e outro de saída comum a ambos, tudo

8
conforme projeto de arquitetura. Já o portão de pedestre será entregue com
fechadura eletrônica, comandadas pela portaria.

1.7.2. Salão de Festas


Localizado de acordo com o projeto arquitetônico, o salão de festas e o sanitário, será
entregue em:
▪ Estrutura em concreto armado e alvenaria convencional;
▪ Estrutura de telhado em laje impermeabilizada ou com telhas sob platibanda e
calha;
▪ Externamente, as paredes do salão de festas terão acabamento em pintura
sobre emboço desempenado ou textura;
▪ Internamente, as paredes e teto receberão pintura PVA;
▪ As esquadrias serão de alumínio nas janelas e portas externas, já as portas dos
ambientes internos serão em madeira;
▪ Os peitoris de janelas e soleiras das portas serão em granito;
▪ Revestimento do piso será em porcelanato 40x40cm;
▪ Vidros serão lisos em 4mm;
▪ Banheiros com: cuba, bacia sanitária e metais;
▪ Cozinha : cuba INOX de embutir instalada em bancada de granito.

1.7.3. Churrasqueira
Localizada de acordo com o projeto arquitetônico, a churrasqueira será executada no
estilo quiosque, com:
▪ Estrutura em madeira;
▪ Estrutura de telhado em madeira e telha cerâmica;
▪ Internamente, as paredes receberão pintura PVA;
▪ Soleiras em granito;
▪ Revestimento de piso em cerâmica anti derrapante 40x40cm;
▪ Bancada em granito com cuba INOX de embutir.

1.7.4. Sanitários Externos


▪ Estrutura em concreto armado e alvenaria convencional;

9
▪ Serão usadas esquadrias de alumínio nas janelas e esquadrias de madeira nas
portas;
▪ Peitoril de janelas e soleiras em granito;
▪ Revestimento de piso em cerâmica 40x40cm;
▪ Vidros liso incolor de 4mm;

1.7.5. Playground
Localizado de acordo com o projeto urbanístico, o Playground será estruturado
conforme projeto de arquitetura específico.

1.7.6. Quadras de Beach Tennis


Será entregue uma quadra não coberta, com piso em areia, alambrado de tubos
metálicos e tela com 4,00m de altura no seu entorno.

1.7.7. Jardins de Contemplação


Os jardins serão entregues com vegetação adequada e seguirão aplicação adequada
para harmonização arquitetônica e urbanística e serão implantados conforme projeto
executivo.

1.7.8. Pet Place


O Pet Place será entregue cercado, com:
▪ Piso cimentado/gramado;
▪ Brinquedos para PET, conforme projeto arquitetônico.

1.7.9. Gazebo
O gazebo será executado em madeira, com pergolado em madeira, piso cimentado,
tudo conforme projeto arquitetônico.

1.8. COMUNICAÇÃO

Todas as casas deverão ser dotadas de comunicação direta com a portaria por
intermédio de sistema de interfone compatível com o utilizado pela Portaria e Administração

10
da Associação dos Moradores Brisas do Vale e que deverá ser implantado conforme
cronograma de obras do próprio proprietário do imóvel e seguindo as orientações e políticas
específica da própria associação de moradores.

1.9. SEGURANÇA

O empreendimento contará com monitoramento e segurança feita por empresa


terceirizada, contratada pelo Gestor de Loteamento do “BRISAS DO VALE”, com o objetivo de
controlar e vigiar o acesso de pessoas ao loteamento e será entregue com sistema de
segurança por câmeras com controle na portaria e conectada a uma central de
monitoramento, conforme dimensionamento feito em projeto por empresa especializada,
com câmeras a serem implantadas junto aos portões de entrada e saída, junto às divisas e
nas áreas comuns do Loteamento Fechado.

1.10. SERVIÇOS PÚBLICOS

O pedido e o prazo de ligação dos serviços públicos ou concessionários de serviços


públicos obedecerão ao previsto pelas respectivas concessionárias e empresas responsáveis.
As despesas de ligações dos serviços públicos ou concessionárias de serviços públicos é
encargo exclusivo dos COMPRADORES.

11
2. REGULAMENTO DE OBRAS - ASSOCIAÇÃO DOS MORADORES

2.1. IDENTIFICAÇÃO

O LOTEAMENTO FECHADO BRISAS DO VALE foi implantado em uma área total de


118.918,81m², situado no RESERVA DO VALE – BAIRRO PLANEJADO – Reloteamento
Pacaembu, município de Valparaíso de Goiás e é composto por 298 Lotes para fins
exclusivamente residenciais, além de áreas verdes, sistema viário e áreas de lazer para fins
recreativos dos Associados.

2.2. DO OBJETO

Artigo 1º - O presente regulamento disciplina o uso e ocupação do solo, a aprovação


de projetos arquitetônicos e a construção das casas dos Associados junto à Comissão de
Análise Prévia e Aprovação de Projetos (COAP), que, juntamente com a ASSOCIAÇÃO BRISAS
DO VALE e ASSOCIAÇÃO RESERVA DO VALE, definiu as diretrizes a serem seguidas, com as
seguintes finalidades:
a) Proteger os Associados contra o uso indevido e danoso dos imóveis, a fim de
evitar a desvalorização a propriedade e desconforto dos moradores;
b) Assegurar o uso apropriado da propriedade;
c) Estimular a construção com técnicas modernas e de agradável arquitetura,
evitando aparências antiestéticas e desagradáveis à vista e à função da
propriedade;
d) Estimular o desenvolvimento tecnológico e promover uma proteção ao meio
ambiente, com um desenvolvimento harmonioso e não poluidor, de forma a
permitir o bem-estar geral dos moradores, bem como da vizinhança;
e) Estimular a conservação do paisagismo e da natureza, implementando ações que

a cada dia venham torná-lo mais agradável.


§ 1º - Estas normas são complementares, não excluindo o cumprimento das
legislações federal, estadual e municipal.
§ 2º - As disposições do presente regulamento aplicam-se indistintamente a todos os
lotes e devem ser cumpridas por todos os Associados, locatários e visitantes.

12
§ 3º - É responsabilidade do Associado informar aos projetistas, empreiteiros e a
todos os demais envolvidos na execução das obras sobre as disposições contidas neste
regulamento.
§ 4º - O Associado responde pelas infrações às presentes disposições, ainda que
cometidas por seus contratados, sujeitando-se ao cumprimento das penalidades previstas
neste regulamento.

2.3. DOS USOS

Artigo 2º - Somente será permitida a construção de uma unidade familiar por lote,
observadas as restrições destas Diretrizes e as normas aplicadas pela Municipalidade e sem
prejuízo do caráter exclusivamente residencial dessas edificações. (Multa C)
Artigo 3º - Não é permitida a construção e tampouco a transformação da edificação
residencial em multifamiliar, edificações para fins comerciais, industriais e de escritórios, de
forma a nunca se exercerem nelas atividades como as de comércio, indústria, todo e qualquer
estabelecimento de ensino ou que se preste a ministração de aulas complementares de
reforço, hospital, clínica, consultório, ateliê para prestação de serviços, lan houses, templos,
cinema, teatro, hotel, motel, pensão, clubes e associações recreativas, etc. (Multa C)
Artigo 4º - É permitida a criação de animais domésticos, desde que não interfiram nas
relações de vizinhança, e que permaneçam restritos aos limites do lote do Associado. (Multa
C)
Artigo 5º - Não serão permitidas a construção de dependências destinadas à criação
de animais tais como galinheiro e afins.

2.4. MARCOS DEMARCATÓRIOS

Artigo 6º - Os Lotes serão demarcados pelo Associado por ocasião do início das obras.
Os marcos deverão ter dimensões de 5cm x 5cm x 30cm, ficando enterrado 20cm. Estes
serviços só poderão ser executados por profissional indicado pela Comissão de Análise Prévia
e Aprovação de Projetos (COAP).
Parágrafo único: O Associado, ao adquirir o lote, o receberá demarcado. No entanto,
por ocasião do início de suas obras, este deverá contratar os serviços de um profissional

13
indicado ou credenciado pela COAP para a devida conferência. Isso se faz necessário para
evitar erros, pois os mesmos estão expostos a várias situações (rodas de veículos, obras,
escavações próximas, etc.) que, eventualmente, podem provocar seu deslocamento físico. O
Associado deverá sempre de forma antecipada avaliar suas confrontações e limites de terreno
validados através projeto de arquitetura que deverá ter sido submetido a COAP e assim
aprovado, se responsabilizando por qualquer ocupação ilegal e inadequada, sobre pena de
multa (Multa C) e demolição de construções fora do liberado.

2.5. DIREITOS E DEVERES DOS ASSOCIADOS

Artigo 7º - São direitos dos Associados:


a) Assegurar, gozar e dispor da respectiva unidade de acordo com a sua destinação,
desde que não prejudiquem a segurança e a qualidade do Loteamento Fechado
BRISAS DO VALE, não causem danos ou incômodos aos demais associados ou
ocupantes nem infrinjam normas legais e os artigos deste Regimento;
b) Pedir esclarecimentos à Associação, podendo examinar seus livros, documentos
e arquivos. Para tanto, ele deve entrar com pedido por escrito à Associação,
colocando suas razões para o exame, cuja resposta não ultrapassará o prazo de
10 (dez) dias;
c) Comunicar à Associação qualquer irregularidade observada.

Artigo 8º - Além das obrigações previstas por lei e pelas normas deste Regimento, são
deveres dos Associados e demais frequentadores:
a) Preservar o respeito às pessoas, zelando pela propriedade e não a utilizar ou
permitir o uso para fins diversos daqueles que se destinam;
b) Manter a ordem e a boa reputação do Loteamento Fechado BRISAS DO VALE e
não permitir atos ou atividades que possam comprometer o nível do
empreendimento;
c) Quitar suas contribuições destinadas ao custeio das despesas, ordinárias e
extraordinárias, dentro do prazo estabelecido;
d) Contratar serviços de reparo, por sua conta, mas mediante a indicação e
supervisão da COAP, para danos causados, seja por moradores, seus locatários ou

14
visitantes de sua unidade ao empreendimento;
e) Construir de acordo com as normas deste Regimento, seguindo projeto aprovado
previamente pela COAP, criada pela ASSOCIAÇÃO RESERVA DO VALE para fins de
aprovação dos projetos arquitetônicos e fiscalização e liberação das obras para
habitação pelo Associado;
f) Aprovar junto à COAP obras de reforma que vierem a objetivar ou causar
ampliação da área construída de edificação;
g) Consentir desde já a inspeção pela COAP das obras e reformas sempre que esta

julgar necessário, mesmo que sem prévio aviso ao Associado.

2.6. DA SEGURANÇA

Artigo 9º - O Loteamento Fechado BRISAS DO VALE conta com portaria para vigilância
com funcionamento durante 24 horas por dia, sendo responsável pela identificação e registro
de todas as pessoas que entrarem e saírem do Loteamento. Portanto, somente será permitida
a entrada de moradores, associados, trabalhadores de obras, empregados domésticos e
outros congêneres caso estejam cadastrados na Administração e estejam portando sua senha
eletrônica individual;
Artigo 10º - Afim de permitir a entrada de prestadores de serviços e funcionários, o
Associado deverá enviar o nome completo e RG e/ou CPF e número telefônico de contato de
cada pessoa com ao menos 24 horas de antecedência;
Parágrafo Único: Revistas nos veículos de prestadores de serviços e funcionários
podem ser solicitadas na entrada e saída do Empreendimento.
Artigo 11º - Funcionários de obra, fornecedores e prestadores de serviço, além de
caminhões de carga e outras entregas tais como areia, concreto e outros insumos, somente
terão acesso permitido ao Empreendimento de segunda-feira à sexta-feira, entre as 7:00 e
17:00 horas, e aos sábados das 8:00 as 13:00 horas. Obras também serão limitadas a estes
horários. Tais serviços não serão autorizados aos sábados após as 13:00 horas, nem aos
domingos e feriados;
Artigo 12º - A entrada para a entrega de materiais somente será permitida se as
cargas estiverem cobertas com lona e devidamente presas ao veículo, evitando
transbordamento;

15
Artigo 13º - Caso o prestador de serviço seja reincidente em infrações, sua entrada
poderá́ ser proibida;

2.7. DO REMEMBRAMENTO

Artigo 14º - Poderão ser unidos ou recompostos dois ou mais lotes que sejam
contíguos, de modo a formar um novo lote. Todas as normas desse regimento continuarão a
ser aplicadas para os novos lotes resultantes do remembramento ou desmembramento;
Artigo 15º - Os novos lotes devem seguir as seguintes restrições:
a) Frente mínima de um lote para casos de lotes contíguos por divisa lateral: 20,00
(vinte)
b) A área mínima do lote não poderá́ ser inferior à 400,00 (quatrocentos) metros
quadrados;
c) Para os lotes contíguos por divisa lateral, haverá obrigatoriamente que se manter
a profundidade padrão da quadra em que estão situados, podendo a sua
recomposição ser feita unicamente por testada de frente do terreno;
d) Para lotes contíguos por divisa de fundos, só será permitida a sua união para
obtenção de um único lote, com duas frentes, sendo cada uma com mínimo de
10,00 (dez) metros. As duas frentes deverão obedecer ao recuo frontal mínimo
de 3,0 m (três) metros, bem como os demais recuos laterais, para quem optar
acesso por apenas uma frente a fachada posterior não deverá em hipótese
alguma ter fechamento com muro, aderir soluções alternativas de fechamento
como: alambrado, barreira natural com plantas, árvores ornamentais, jardim
vertical, e afins.
e) Nos novos lotes resultantes somente será permitido a construção de uma única
unidade residencial;
f) As edificações residenciais nos terrenos remembrados deverão ter área
construída mínima de 100,00m², nos padrões e tipos de construções aprovados
pela COAP.
Artigo 16º - Não será permitido, sob nenhuma hipótese, a abertura de vielas, ruas,
praças ou passagens de pedestres, quando do remembramento ou desmembramento dos
lotes.

16
2.8. RESTRIÇÕES A OCUPAÇÃO DO LOTE - MOVIMENTO DE TERRA E INTERFERÊNCIA NA
VEGETAÇÃO EXISTENTE

Artigo 17º - A construção de muros de arrimo, de divisa ou qualquer fechamento,


bem como qualquer movimento de terra no lote, somente será permitido após a aprovação
prévia do projeto arquitetônico pela COAP. E deverá estar construído dentro dos limites do
próprio imóvel.
Artigo 18º - Na apresentação do projeto, deverá constar na planta de locação o
volume de movimentação de terras necessária para a construção;
§ 1º - Não serão permitidas qualquer obra de terraplanagem e/ou desaterro sem o
consentimento da COAP;
§ 2º - A operação de máquinas para movimentação de terra deve ser realizada
observando as normas de segurança e supervisionada pelo Associado ou responsável pela
obra. (Multa C)
§ 3º - A entrada destas máquinas deverá ser expressamente autorizada pela COAP;
para tanto, o Associado interessado deverá solicitar formalmente tal autorização, com
antecedência mínima de 24 horas. (Multa B)
§ 4º - Danos no leito carroçável, guias, gramados, árvores, sarjetas, meio-fio e outros,
decorrentes da operação de máquina, caminhões e/ou qualquer outro serviço contratado,
serão de responsabilidade do Associado proprietário do lote, sendo que os consertos e as
reposições necessárias deverão ser efetuados em até 05 dias úteis. Caso o associado não
apresente defesa ou tome providências após este prazo, a Associação MIRANTE DO VALE
efetuará os consertos e reposições, e cobrará do associado responsável todas as despesas
relativas às reparações dos danos, acrescidos da respectiva multa. (Multa C)
§ 5º - Serviços de movimentação de terra que impliquem no comprometimento da
segurança das casas e obras vizinhas, integridade de lotes, sistema viário, sistema de águas ou
qualquer evento danoso, poderão ter a sua execução suspensa pela COAP, não cabendo a esta
qualquer ônus decorrente desta medida.

17
§ 6º - Os custos decorrentes dos serviços de remoção de terra indiscriminadamente
espalhada nas vias públicas, nos lotes ou área verdes, serão cobrados do Associado
proprietário do lote que deu causa, acrescidos de multa. (Multa C)
Artigo 19º - Após a execução dos serviços de terraplanagem, deverá ser executada
a contenção de terra.
Artigo 20º - Toda e qualquer retirada de vegetação natural do terreno não poderá ́
ser feita sem a anuência prévia da COAP e sem o devido licenciamento ambiental exigido pela
Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Agricultura. No caso da necessidade de retirada de
árvore para implantação de construções, é obrigatório o replantio pelo associado,
obedecendo a proporção mínima de duas para uma, sendo que as espécies e a localização de
plantio serão definidas em conjunto com a administração.
Artigo 21º - A topografia da faixa do passeio público deverá ser mantida no seu
padrão original. A pavimentação do acesso de veículos deve concordar em nível com a calçada
e em hipótese nenhuma deve criar obstáculos;
Artigo 22º - Não poderá ser feito no terreno qualquer aterro que ultrapasse 1,00m
(um metro) da altura do solo natural do terreno (Imperativo estabelecer como “nível 0” o
ponto médio do alinhamento frontal do terreno);
Artigo 23º - A movimentação de terra da obra é item avaliado pela COAP quando da
aprovação do projeto de arquitetura, devendo:
a) Nos 3,00 metros (três) iniciais do lote, a topografia original do terreno deverá ser
mantida, salvo nos casos em que, após análise da COAP, seja permitida a
movimentação para acesso de veículos, devido às condições específicas de
topografia;
b) Deverá ser feita movimentação de terra para regularizar o terreno, adequando-o
com os lotes vizinhos e com o recuo frontal, que deve ser mantido com a
topografia original;
c) Rampas de acesso ao subsolo ou acesso de pedestres à unidade residencial
devem respeitar a distância mínima da divisa de 1,00 metro a partir do
alinhamento frontal do lote. Caso o acesso de veículos seja feito no recuo, este
deverá estar adequado ao terreno natural. Sendo assim, para garagens laterais
com acessos laterais sobre afastamento, assegurando assim que o recuo não seja
descaracterizado;

18
d) Para esta regularização, os taludes de acertos de movimentações de terra, de

aterros ou cortes devem respeitar a distância mínima da divisa de 1,00 metro,


com a adoção da proporção mínima de 1:1,50 (altura: largura), conforme desenho
abaixo (FIGURA 01):

Figura SEQ Figura \* ARABIC 1- Corte esquemático mostrando proporção dos


taludes.

2.9. RESTRIÇÕES A OCUPAÇÃO DO LOTE - RESTRIÇÕES DE CONSTRUÇÃO

Artigo 24º - As edificações devem seguir os seguintes índices urbanísticos:


a) Coeficiente de aproveitamento (área total de edificação em relação à área do
terreno) de 1,0 vez;
b) Taxa máxima de ocupação (área térrea da edificação em relação à área do
terreno) de 60%;
c) Taxa mínima de permeabilização (área mínima permeável total do terreno) de
20%;
d) Gabarito da edificação de 7,50 (sete vírgula cinquenta) metros, contando com o

máximo de 2 (dois) pavimentos; sendo contado pelo pé-esquerdo, limitado do


piso inferior interno até a última laje superior do lado externo, não incluído caixas
d’água e cobertura, porém está limitada ao acréscimo máximo de 1,50m.
Parágrafo Único: As edificações deverão ter área construída mínima de 100,00m2,
nos padrões e tipos de construções permitidos pela Associação BRISAS DO VALE.

19
2.10. DOS MUROS E AFASTAMENTOS DE DIVISAS

Artigo 25º - A construção obedecerá aos recuos mínimos obrigatórios, medidos em


relação ao alinhamento do lote com a calçada, com lotes vizinhos ou término de servidão. Os
recuos mínimos obrigatórios são:
a) Recuo frontal: 3 metros (três), a partir do alinhamento com a calçada/divisa do
lote para a construção e no mínimo 1,5 metros para o alinhamento do muro;
b) Recuos laterais: 1,50 metros (Um metro e meio);
c) Recuo de fundo: 2,00 metros (dois metros), a partir do alinhamento de fundo,

salvo exceções em que o lote tenha menos de 20m (vinte metros) metros de
extensão e se enquadre no Artº 62-E, da lei complementar Nº 090.
§ 1º - No pavimento térreo, uma das laterais do lote poderá ser edificada, podendo
ser construído na divisa, respeitado o recuo frontal e dos fundos, desde que não possua
abertura lateral; (Multa C)
§ 2º - No caso do pavimento superior, somente será permitida a construção na divisa ou com
o afastamento, preferencialmente do lado esquerdo do lote, observador do lote para a rua.

§ 3º - A faixa de recuo frontal somente poderá ser usada como jardim, não sendo
permitido qualquer elemento arquitetônico, exceto equipamentos de interesse paisagístico
como espelhos d'água, fontes, estátuas, bancos de jardins, pérgolas bem como a instalação
de pisos intertravados de concreto nos locais onde for ocorrer o acesso a garagem. (Multa C).
§ 4º - Somente é permitida a construção de muros de divisa lateral com altura
máxima de 2,20m e até o limite de 50% (cinquenta por cento) do afastamento frontal, que é
de 3,00 (três) metros. Também é permitido a construção de muro ou gradil nos fundos com
altura máxima de 2,20m (dois metros e vinte) em relação ao meio fio. (Multa C).
§ 5º - Não é permitido a construção de muros ou fechamentos em qualquer material
tanto na frente do lote bem como nas laterais até o limite de 50% (cinquenta por cento) do
afastamento frontal.
§ 6º - Todo muro deverá ser revestido externamente mesmo quando não houver
edificação no lote vizinho. (Multa C)
§ 7º - Os muros podem ser construídos no eixo do limite do terreno, ou seja, estará
metade sobre um lote e metade sobre o terreno do vizinho, desde que em comum acordo
entre as partes e que, em nenhuma das laterais, a construção cole na divisa. No caso de se

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construir avançando sobre o recuo lateral, todos os muros deverão estar integralmente
dentro do lote, em todas as dimensões. (Multa C)
§ 8º - A calçada sugerida deverá ter padrão definido com as seguintes dimensões:
0,50m (cinquenta centímetros) referente a rampa de acesso com meio-fio incluso, 1,20m (um
metro e vinte centímetros) de largura de pista calçada(faixa livre), sendo completado por faixa
de grama de 0,80m (oitenta centímetros), conforme projeto previamente aprovado pela
COAP. (FIGURA 02):

Artigo 26º - Todos os recuos são medidos entre o alinhamento do limite do lote e o
limite externo da alvenaria;
Parágrafo Único - Poderá ser instalado portão na garagem, desde que esteja fora do
afastamento frontal e não seja superior a 05 (cinco) metros de largura. (Multa C)
Artigo 27º - É permitida a locação da piscina sobre o recuo lateral ou de fundo até no
máximo 0,50m (cinquenta centímetros) da divisa do lote, obedecendo às condições
estabelecidas sobre arrimos;
Artigo 28º - A projeção do telhado e/ou das sacadas e jardineiras poderão avançar
sobre os recuos até no máximo 1,00m (um metro);
Artigo 29º - O acesso de veículos na parte frontal do lote fica limitado a 3,50m (Três
metros e cinquenta centímetros) de largura máxima, o restante devendo ser mantido como

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jardim.
Artigo 30º - Os lotes de esquina deverão obedecer ao recuo somente na divisa
considerada frontal, que é aquela definida no memorial descritivo devidamente
registrado(certidão de matrícula), sendo que este recuo poderá somente ser utilizado como
jardim;
Artigo 31º - É permitida a execução de pérgolas dentro das medidas dos recuos
laterais e de fundo, desde que seja construída em madeira ou similar, com piso permeável,
altura máxima de 2,20m (dois metros e vinte centímetros).

2.11. PROCESSO PARA DESENVOLVIMENTO E APROVAÇÃO DO PROJETO ARQUITETÔNICO

Artigo 32º - O Associado que desejar construir sua unidade residencial deverá ter seu
projeto arquitetônico aprovado pela COAP que verificará a observância das diretrizes da
ASSOCIAÇÃO RESERVA DO VALE, este procedimento será feito totalmente online através do
sistema APROVA DIGITAL, pelo link, previamente cedido pela Comissão Interna de Aprovação
de Projetos - COAP.
Artigo 33º - Preliminarmente devem ser observadas as seguintes diretrizes:
a) O perfil natural do terreno tem que ser mantido na faixa de passeio público junto
às divisas laterais do lote.
b) Quando existirem taludes, eles deverão obedecer a proporção mínima de 1:1,5
(altura: largura).
c) No projeto, as medidas dos beirais representarão a cobertura acabada, incluindo
calhas e rufos.
d) Quaisquer alterações realizadas no passeio público deverão ser restauradas ao
seu estado original.
e) Apresentar sondagem com mínimo de 02 furos perfurados, feito por empresa
especializada e com a Responsabilidade Técnica registrada junto ao CREA -GO;
f) Constar quadro de esquadrias das janelas e portas, com suas devidas
especificações de dimensão, quantidade e tipo.
g) Constar quadro de áreas.
h) Constar terreno, pavimento térreo (edificação principal, edícula e total do
pavimento térreo), pavimento superior, pavimento subsolo, área total

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construída, piscina, ocupação e área permeável.
i) Memoriais de cálculo.
j) É permitida a construção de muros de divisa lateral até o limite de 50% do
afastamento frontal. Também é permitido a construção de muro nos fundos com
altura máxima de 2,20m (dois metros e vinte) em relação ao meio fio. (Multa C).
k) Não é permitida a construção de muros ou fechamentos em qualquer material
tanto na frente do lote bem como nas laterais até o limite de 50% do afastamento
frontal.
Artigo 34º - O processo para desenvolvimento do projeto arquitetônico consistirá em
3 etapas principais:

I. LEVANTAMENTO PLANIALTIMÉTRICO DO TERRENO (ESCALA MÍNIMA DE


1:100)
a) Desenhar o terreno com todas as suas dimensões e área total, raios e
desenvolvimentos de todas as linhas curvas, inclusive dos chanfros de esquina.
b) Demonstrar as curvas de nível de metro a metro.
c) Indicar os níveis de todos os pontos de encontro das linhas-divisas do terreno.
d) Desenhar o passeio público indicando o limite do terreno e o nome das ruas
confrontantes ao terreno.
e) Estabelecer como “nível 0” a rua .
f) Indicar os imóveis confrontantes (lote, rua, área de lazer, etc.).
g) Desenhar tudo o que existe no passeio público, tais como: poste de iluminação,
árvores, etc.
h) Indicar o Norte Magnético.

II. PROJETO ARQUITETÔNICO COM MEMORIAIS DE CÁLCULO DAS ÁREAS


CONSTRUÍDA E PERMEÁVEL

▪ PLANTA DE SITUAÇÃO (escala mínima de 1:100):


a) O terreno a ser construído deverá ser desenhado na quadra a que pertence, com
todas as suas características, tais como: número, dimensões, área, raios,
desenvolvimentos, tudo conforme a descrição constante do Contrato de Compra

23
e Venda ou Escritura Pública.
b) Desenhar a(s) rua(s) frontal(is) com seu(s) respectivo(s) nome(s), bem como o(s)
passeio(s) público(s), cotando-o(s) de conformidade com as dimensões
constantes da planta do loteamento.
c) Desenhar todos os lotes confrontantes com seus respectivos números.
d) Caso o terreno construído seja resultante da soma de dois lotes, inicialmente
deverá ser realizado o remembramento dos mesmos, junto à Prefeitura
Municipal, com a entrega desse documento à COAP.
e) Indicar o Norte Magnético.

▪ PLANTA DO PAVIMENTO TÉRREO E LOCAÇÃO (escala mínima de 1:100)


a) Desenhar o terreno com todas as suas dimensões e raios conforme planta oficial
de documento de propriedade.
b) Desenhar no projeto de arquitetura os mesmos níveis indicados no levantamento
planialtimétrico, inclusive o “nível 0”.
c) Desenhar o passeio público com sua respectiva largura e desenho conforme
planta oficial e anexo estipulado pela COAP.
d) Anotar junto à linha do passeio público os seguintes dizeres: “Toda a faixa do
passeio público terá o seu perfil natural intocado”.
e) Indicar o(s) nome(s) do(s) logradouro(s) confrontante(s) bem como da porventura
existente área pública.
f) Indicar o que existe no passeio público frontal ao terreno, como: poste de
iluminação pública, árvores, tudo conforme levantamento planialtimétrico.
g) A planta baixa do térreo deverá ser toda cotada tanto interna quanto
externamente, trazendo todas as cotas parciais e totais, bem como a amarração
da obra em relação às divisas do terreno (recuos frontal, lateral e de fundo)
segundo uma perpendicular em relação a elas e em centímetros.
h) Determinar todos os níveis projetados, tanto internos (da construção) quanto
externos (do terreno).
i) Desenhar a projeção do beiral do telhado, bem como do pavimento superior e
cotá-lo em relação à divisa do terreno perpendicularmente.
j) Desenhar todas as linhas correspondentes aos cortes.

24
k) Desenhar, com suas respectivas cotas, os acessos de automóveis, de pedestres e
pisos externos, juntamente com a especificação do tipo de revestimento de cada
um, se permeável ou impermeável.
l) Desenhar taludes, jardins, muretas (altura), rampas (cotas e inclinações) e
elementos arquitetônicos com suas dimensões.
m) Indicar e especificar os muros de arrimo (quando existentes) cotando-os em
relação ao perfil natural do terreno (PNT).
n) Indicar e especificar alturas de muros ou qualquer outro fechamento especial.
Caso não haja qualquer fechamento, anotar: “Sem fechamento”.
o) Indicar e cotar a localização de medidores de água, energia, telefone, TV a cabo,
placa de endereço e caixa de correspondência localizados dentro do recuo
frontal, junto ao alinhamento do lote e casa de gás no recuo lateral (altura
máxima de 2,20m), conforme especificado mais adiante na (FIGURA 03).
p) Desenhar piscina e projeção da casa de máquinas, cotando seus afastamentos das
divisas do terreno. Dimensionar a casa de máquinas com profundidade máxima
de 1,50m, enterrada e com acesso por alçapão.
q) A piscina pode invadir os recuos laterais e de fundos, até́ no máximo 0,50m
(cinquenta centímetros) da divisa do lote, desde que não obstrua a servidão para
passagem de águas pluviais.
r) Havendo cascata, esta pode se localizar nos recuos laterais e de fundos, todavia
sem ultrapassar a altura dos muros.
s) Fica vedada a construção de duchas nos recuos.
t) Havendo espelho d’água frontal, o máximo que ele poderá avançar sobre o recuo
frontal será 1,50m.
u) Indicar a lateral escolhida para passagem de tubulações de águas pluviais e
esgoto, inclusive para atender ao vizinho de fundos, caso isto se faça necessário
pela declividade do terreno.
v) Indicar o Norte Magnético.
w) Indicar o nome do pavimento (subsolo, térreo ou pavimento superior) e sua
escala.
x) Cotar o perímetro externo da edificação em coincidência com as cotas indicadas
no Memorial de Cálculo de áreas.

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y) Indicar função e área útil de todos os ambientes.

▪ PLANTA DO PAVIMENTO SUPERIOR (ESCALA MÍNIMA DE 1:100)


a) Desenhar todo o terreno com suas medidas e raios.
b) Desenhar e cotar a locação da planta do pavimento superior no terreno, com
cotas internas e externas.
c) Indicar níveis do pavimento superior.
d) Indicar e cotar os recuos e afastamentos da projeção do beiral e da construção
até a divisa do lote.
e) Indicar os cortes.
f) Indicar projeção do alçapão de acesso ao forro (máx. 0,80 x 0,80m).
g) Indicar o nome do pavimento e sua escala.
h) Indicar função e área útil de todos os ambientes.
i) Indicar o Norte Magnético.

▪ PLANTA DE COBERTURA (ESCALA MÍNIMA DE 1:100)


a) Desenhar todo o terreno com suas medidas e raios.
b) Desenhar e cotar a locação da planta de cobertura no terreno, especificando as
inclinações do telhado, rufos, dutos, chaminés, calhas e outros elementos que
venham a fazer parte da cobertura.
c) Indicar e cotar os recuos e afastamentos da projeção do beiral.
d) Locar, cotar e especificar o volume da caixa d’água.
e) Indicar o nome da planta e sua escala.
f) Indicar o Norte Magnético.
g) A cobertura deverá respeitar o escoamento de chuva em no mínimo 2 águas e

não poderá usar em sua estrutura, telha de fibrocimento, exceto se isolada


visualmente por platibandas e aprovado pela COAP.

▪ CORTES LONGITUDINAIS E TRANSVERSAIS (ESCALA MÍNIMA DE 1:100)


a) Usar como referência o nível “0” do ponto médio da guia fronteira ao lote.
b) Indicar a linha natural do terreno e cotar os aterros. Cotar o pé́-direito de piso a
piso de cada pavimento.

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c) Indicar função e área útil de cada ambiente.
d) Indicar a localização e volume da caixa d’água, discriminando “Espaço inabitável,
acesso único por alçapão”.
e) Indicar e cotar os muros e fechamentos de divisa.
f) Cotar altura da cobertura em relação à face superior da laje de cobertura.
g) Indicar e cotar a piscina em relação ao recuo e afastamentos.
h) Indicar via de passeio público e recuo frontal.
i) É obrigatório fazer um dos cortes no sentido longitudinal do lote, passando pelo
nível mais baixo, cortando inclusive a guia fronteira.
j) Passar corte na garagem mostrando sua altura quando esta estiver utilizando a
divisa, mostrando seu ponto mais alto em relação à construção.
k) Passar corte na edícula ou construções menores e cotar.
l) Cotar a edificação com sua altura total.

▪ FACHADAS (apresentadas na escala mínima de 1:100)


Apresentar todas as fachadas: frontal, posterior e laterais.

▪ MEMORIAL DE CÁLCULO DE ÁREA CONSTRUÍDA


Deve constar tabela com nome dos pavimentos e área construída de cada um.

▪ MEMORIAL DE CÁLCULO DE ÁREA PERMEÁVEL


Deve constar no desenho a metragem quadrada de cada área permeável presente no
terreno e uma tabela de cálculo indicativa dessas áreas.

III. DOCUMENTOS NECESSÁRIOS PARA APROVAÇÃO DE PROJETOS

O processo de aprovação será totalmente online pelo site do APROVA DIGITAL


através do link [Link] onde será anexado
preliminarmente a seguinte documentação:
a) Contrato de compra e venda registrado no cartório de registro de imóveis de
Valparaiso- GO;
b) Certidão Negativa de Débito atualizada;

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c) Documento de Identificação com foto;
d) Quadro de Áreas;
e) Projeto Arquitetônico
f) RRT de Projeto Arquitetônico
g) Levantamento Planialtimétrico;
h) ART ou RRT de Levantamento Planialtimétrico;
i) Laudo de Sondagem, com mínimo de 02 furos perfurados, feito por empresa
especializada e com a Responsabilidade Técnica registrada junto aos devidos
conselhos;
j) Taxa de Análise - COAP. (Para a aprovação do projeto pela COAP, será cobrado
uma taxa de um salário mínimo);
k) No caso de mudança ou alteração de projeto será cobrada uma taxa de 50% do
salário mínimo, a ser paga no ato do pedido. Alterações que envolvam mais de
50% da área construída serão consideradas novo projeto, devendo pagar a taxa
completa;
l) Comprovação de quitação do lote ou pagamento mínimo de 3 parcelas, além da
comprovação de adimplência dos pagamentos se estiver em prazo superior ao
pagamento das parcela.
Artigo 35º - Concluídas as correções e complementos exigidos, para segunda análise
serão entregues três cópias do projeto arquitetônico, juntamente com o material original que
constem todas as observações preliminares com vistas a correções. Após aprovado pela COAP,
esta reterá uma via e entregará duas vias ao Associado, que encaminhará o projeto para
aprovação junto à Prefeitura Municipal de Valparaíso.

IV. LIBERAÇÃO PARA INÍCIO DAS OBRAS


Artigo 36º - Serão necessários os seguintes documentos:
a) Apresentação de ART do autor do projeto e execução do responsável técnico pela
obra (CREA-GO ou CAU).
b) 01 (uma) cópia do Alvará de Execução de obras fornecido pela Prefeitura.
c) 01 (uma) cópia do projeto completo aprovado pela Prefeitura.
d) Comprovação de adimplência.

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2.12. RESUMO ETAPAS DE APROVAÇÃO DO PROJETO PARA CONSTRUÇÃO

1 🡪 ANÁLISE pela COAP (documentação);

2 🡪 ANÁLISE FINAL pela COAP (projeto);

3 🡪 ANÁLISE E APROVAÇÃO pela Prefeitura Municipal de Valparaíso;

4 🡪 Liberação Para Início das Obras pela COAP.

2.13. CONSIDERAÇÕES DIVERSAS SOBRE AS OBRAS

Artigo 37º - É de responsabilidade do Associado construir as edificações de acordo


com projeto aprovado pela COAP e pela Prefeitura Municipal de Valparaíso de Goiás, sendo
que a construção somente poderá ser iniciada após a apresentação do alvará de construção
(Infração D).
Artigo 38º - As restrições do regimento são complementares, sendo que prevalecem
após o cumprimento das legislações federais, estaduais e municipais, em relação ao uso do
solo e à aprovação de projetos.
Artigo 39º - Todas as modificações ou acréscimos na construção, antes de serem
encaminhados ao poder público municipal, deverão ter seus projetos apresentados à COAP,
que verificará a obediência ao afastamento, recuos e divisas, localização de faixas de servidão
para passagem de infraestrutura, taxa de ocupação, índice de aproveitamento do solo;
Artigo 40º - Os padrões de construção deverão seguir orientação técnica no projeto
e a execução sempre deverá ter o acompanhamento de profissionais devidamente habilitados
pelo CREA-GO ou CAU-GO;

2.14. IMPLANTAÇÃO DO CANTEIRO DE OBRAS

Artigo 41º - A implantação do canteiro de obras só será permitida com o alvará de


construção e liberação pela COAP;

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Artigo 42º - Antes do início da obra, o canteiro deverá ser isolado com tapume. Esse
serviço poderá ser feito após sondagem, levantamento planialtimétrico e terraplanagem.
Somente após a execução do tapume nos limites do terreno a construção do barracão de
obras poderá ser iniciada as obras da nova residência.
Artigo 43º O tapume que isola a obra deve ter altura mínima de 1,80m (um metro e
oitenta centímetros), em Madeirite ou Telha galvanizada sendo ambas pintadas na cor verde
escuro, e se manter em boas condições até o final da obra, onde devem ser inseridas placa de
Responsabilidade Técnica e dos prestadores de serviço.
§1° O portão da obra deve ser mantido permanentemente fechado;
§2° Ao alocar o portão de acesso na obra, além de não ocupar a área da calçada,
deverá ser respeitado o afastamento de 1,00m (um metro) do perímetro de qualquer caixa de
inspeção existente no passeio público fronteiriço ao lote, objetivando evitar o trâns ito de
veículos pesados sobre ela, o que pode vir a danificá-las.
§3° O tapume e o barracão da obra só poderão ultrapassar os limites dos lotes em
1,5 metros em relação à calçada, que deverá ter no mínimo 1,0 metros de largura.
§4° Todos os tapumes, barracões e portões da obra devem ser pintados de verde
escuro e conservados em bom estado durante todo o andamento da obra.
§5° Tapumes de obra só poderão ser retirados durante a fase de acabamento da
construção, quando a mesma já estiver com pintura externa executada, esquadrias colocadas
e sem materiais e restos de obra na área externa.
§6° Tapumes não podem ser mantidos após a finalização da construção.
Artigo 44º - Durante a obra, será permitida a construção de um barracão provisório
para depósito de materiais de construção ou a instalação de um container. Portas e janelas do
barracão devem estar voltadas para a área interna do lote. Esse barracão deverá ser demolido
se a obra não for iniciada dentro de um prazo de 60 (sessenta) dias a contar da data de
expedição do alvará de liberação. No caso de paralisação da obra, a COAP poderá tomar as
medidas para demolição do barracão, retirada do tapume ou quaisquer outras intervenções
que se fizerem necessárias para manter o sossego, segurança e bem estar dos moradores
(Infração B);
Artigo 45º - O barracão de obras, ou container, deverá ter banheiro para uso dos
funcionários da obra, cujo esgoto terá que ser ligado à rede coletora de esgoto, não sendo
admitida fossa em hipótese alguma.

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Artigo 46º - Caso alguma construção demande a utilização de outro terreno
desocupado como apoio, para depósito de materiais e equipamentos, isso só será permitido
mediante autorização por escrito do associado proprietário deste outro terreno, antes de sua
utilização. Quando a obra for finalizada, este lote de apoio deverá ser devolvido nas mesmas
condições iniciais, no terreno natural, livre de entulhos, masseiras, restos de materiais de
construção ou qualquer outro tipo de lixo. (Infração D).
Artigo 47º - Caso a construção não seja iniciada em até 60 (sessenta) dias, a contar
da data de expedição do alvará de liberação, o Associado deverá arcar com a retirada dos
materiais de obra e detritos, aterrar as escavações, reunir todos os materiais remanescentes
e trancá-los em um dos cômodos da obra. Neste caso, deverá ser instalado um tapume com
altura mínima de 1,80m (um metro e oitenta) em todo o perímetro do lote da construção
(Infração B);
Artigo 48º - Não é permitido o depósito e a colocação de materiais e entulhos de obra
fora dos limites do tapume ou fora das caçambas próprias sendo terminantemente proibido
seu depósito nas vias públicas (Infração D);
Artigo 49º - Todo o entulho deve ser colocado em caçambas próprias, sendo
permitido seu depósito no recuo frontal, mas nunca na calçada. A remoção e destinação de
entulhos são de responsabilidade do proprietário do terreno ou do responsável pela obra, não
podendo ser depositados em áreas internas do loteamento, mesmo que se trate de lotes
vagos do mesmo proprietário. Este entulho não poderá́ ser despejado nas cercanias do
RESERVA DO VALE – BAIRRO ‘PLANEJADO, devendo ser destinado para locais próprios
(Infração D).
Artigo 50º - Deve ser providenciado a limpeza, ao final de cada dia de trabalho, de
possíveis sujeiras da obra nos espaços públicos do loteamento durante todas as etapas,
incluindo a terraplanagem. Caso seja necessário a lavagem da pista, a administração p oderá
contratar um caminhão pipa para o serviço, ficando a cargo do Associado o seu pagamento. A
infraestrutura (pavimentação, caixas de inspeção e tampas, postes de iluminação, cancelas,
etc.) e o paisagismo não podem ser danificados, sendo que, caso ocorra eventuais danos, o
Associado será o responsável pelos custos da manutenção/recuperação, cujo serviço poderá
ser contratado pela Associação, cujo valor será acrescido de multa (Infração B).
Artigo 51º - O acesso ao lote deve ser feito unicamente pelo alinhamento frontal do
terreno, não sendo permitido o acesso por lotes vizinhos, áreas verdes, áreas públicas ou

31
equipamentos (Infração D);
Artigo 52º - A obra não deve comprometer a perfeita conservação da faixa do passeio
e dos terrenos vizinhos, sendo que, caso ocorra danos ou estragos, o proprietário deve arcar
com a imediata correção (Infração B);
Artigo 53º - O Associado deverá manter a piscina, estando concluída ou não, limpa e
tratada, de acordo com o código sanitário. Caso contrário, o Associado será́ notificado por
escrito para que, no prazo de 05 (cinco) dias, seja providenciada a limpeza e tratamento da
mesma e na reincidência, e se concluída ou com vala aberta, deverá estar totalmente
sinalizada e isolada por tela ou fitas zebradas para evitar riscos de acidente (Infração D).
Artigo 54º - É expressamente proibido o acesso de caminhões com mais de dois eixos
(Infração B).
Artigo 55º - É expressamente proibido o acesso de veículos de tração animal (Infração
A).
Artigo 56º - Só será permitida a entrada de insumos e equipamentos para construção
em obras já aprovadas pela COAP. (Infração B).
Artigo 57º - É proibido o preparo de concreto, massas, armações de ferro e outras
atividades relacionadas à construção em ruas, calçadas, terrenos vizinhos usados sem
autorização do proprietário e devidamente vedado ou outros espaços comuns do
Empreendimento. (Infração C).
Artigo 58º - É expressamente proibida a queima de entulho e sobra de materiais.
(Infração D).
§ 1º- Escavações e recipientes deverão ser protegidos para evitar o acúmulo de água
e focos de contaminação de larvas de mosquitos. (Multa B)
§ 2º - É proibida a colocação de entulhos de obras em lixeiras públicas. (Multa B)
§ 3º - É expressamente proibido o trânsito de veículos e máquinas sobre as áreas
verdes e áreas comuns do Loteamento Fechado BRISAS DO VALE.
§ 4º - É expressamente proibido a permanência de veículos de qualquer natureza nas
áreas comuns do Loteamento após o horário permitido para execução das obras.
Artigo 59º - É proibida qualquer interferência na disposição dos equipamentos de
trânsito tais como cones, cavaletes e outros itens sem a expressa autorização da Associação.
(Infração B).

32
2.15. ÁGUAS PLUVIAIS

Artigo 60º - É obrigatório a execução de captação de águas pluviais do terreno, sendo


permitido descargas das águas diretamente nas vias (Infração D).
Artigo 61º - A execução de caixas ou poços de infiltração no terreno é proibida,
obrigando-se a lançar as águas pluviais diretamente na sarjeta, (Infração D).
Artigo 62º - Todo e qualquer Associado proprietário de lote será obrigado a dar
servidão gratuita para passagem de águas pluviais, na faixa de recuo e/ou afastamento lateral
e fundos, desde que devidamente canalizada. O eixo da rede deve distanciar-se a, pelo menos,
0,50m (cinquenta centímetros) das divisas do lote. O usuário se responsabiliza por toda
servidão e qualquer despesa inerente a este serviço, bem como a sua manutenção. No caso
de necessidade de faixa de servidão de água e esgoto passando por terrenos vizinhos, a
administração deverá ser consultada para orientações (Infração B).

2.16. ESPECIFICAÇÕES PARA IMPLANTAÇÃO DOS RAMAIS DOMICILIARES

2.16.1. Ramal de Eletricidade


Artigo 63º - Tanto a mureta de medição quanto a Caixa Padrão EQUATORIAL devem
ser executadas conforme padrão já determinado. Sendo assim, a parede de serviço (padrão
de energia e medidor de água) deverá ter uma altura de 2,20m (dois metros e vinte
centímetros), e largura de 1,50m ( um metro e cinquenta centímetros), pintado na cor cinza
médio, seguindo locação adequada ao croqui abaixo (Figura 03):

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S
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Artigo 64º - Deverá ser executada a ligação entre a mureta de medição e a caixa de
passagem do passeio público, conforme especificação abaixo: (Infração B).
a) Abrir valeta com profundidade mínima de 60 cm.
b) Instalar dois dutos corrugados de 50 mm, da marca Kanaflex ou similar,
interligando a mureta e a caixa de passagem no passeio público.
c) Após a instalação dos dutos, a parede da caixa de passagem deverá ser
recuperada dos danos causados com o serviço.
d) A tubulação acima deverá ser envolvida por concreto antes do reaterro da valeta.
e) Os cabos para alimentação da residência deverão ter um metro de folga dentro
da caixa de passagem e serem instalados nos dutos, tudo em conformidade com
o projeto elétrico da residência.

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f) Concluídos estes serviços, o proprietário deverá solicitar uma vistoria junto à
Administração;
g) Recebendo a aprovação da Associação, a ligação domiciliar deverá ser solicitada

junto a EQUATORIALL;
Parágrafo Único: A instalação elétrica, telefonia, campainha e similares serão
obrigatoriamente subterrâneas, desde o poste da rua até os pontos de entrada e até a
edificação principal. (Multa C)

2.16.2. Ramal de Telecomunicação


Artigo 65º - Se necessário, deverá ser construída caixa de passagem Padrão Telefonia
em conformidade com a prestadora de serviços de telefonia local. A interligação entre a caixa
de passagem existente no passeio e a edificação deve seguir as seguintes exigências: (Infração
B).
a) Abrir valeta com profundidade mínima de 60cm.
b) Interligar a mureta com a caixa de passagem de Telecomunicações com dois
dutos corrugados de 30mm, no mínimo, da marca Kanaflex ou similar, colocados
dentro da vala acima e com a guia já instalada.
c) Após a instalação dos dutos, a parede da caixa de passagem de Telecomunicações
deverá ser recuperada dos danos causados pelo serviço.
d) A tubulação acima deverá ser envolvida por concreto antes do reaterro da valeta.
e) Concluídos estes serviços, o proprietário deverá solicitar uma vistoria junto à
COAP.
f) Recebendo a aprovação da COAP, a ligação domiciliar deverá ser solicitada junto
a concessionária;
g) Dutos adicionais, para utilização de futuros equipamentos como TV a cabo,

automação ou similares deverão ser instalados em conformidade com o projeto


próprio.
Parágrafo Único: As instalações elétrica, telefonia, campainha e similares serão
obrigatoriamente subterrâneas, desde o poste da rua até os pontos de entrada e até a
edificação principal. (Multa C)

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2.16.3. Ramal Hidráulico
Artigo 66º - Tanto a mureta de medição quanto a Caixa Padrão EQUATORIAL devem
ser executadas conforme padrão já determinado. Sendo assim, a parede de serviço (padrão
de energia e medidor de água) deverá ter uma altura de 2,20m (dois metros e vinte
centímetros), e largura de 1,50m ( um metro e cinquenta centímetros), pintado na cor cinza
médio, seguindo locação adequada ao croqui acima (Figura 03):
a) Instalar o kit cavalete, deixando um registro de emergência junto à mureta de
medição, posicionado entre o kit cavalete e a rede interna da residência;
b) Concluídos estes serviços, o Associado deverá solicitar uma vistoria junto à
Administração;
c) Recebendo a aprovação da COAP, a ligação domiciliar deverá ser solicitada.

Artigo 67º - A solicitação da abertura do ramal de água e esgoto deve ser solicitada à
COAP. A ligação do hidrômetro e do ramal de esgoto deverá ser executada pelo proprietário
do lote, assim como a montagem do quadro elétrico e a execução da mureta de energia
(Infração A).
Artigo 68º - O fornecimento de água para os procedimentos de início de obra é de
responsabilidade do Associado (Infração A).
Artigo 69º - A instalação sanitária do canteiro de obras deverá estar ligada ao ramal
de esgoto aberto para a obra, sendo que fossas são terminantemente proibidas. (Infração D).

2.17. OBRIGAÇÕES DO ASSOCIADO DURANTE AS OBRAS

Artigo 70º - É expressamente proibido fixar letreiros e anúncios de qualquer natureza


nos terrenos e nas edificações. Reserva-se à Associação o direito de retirar toda e qualquer
placa de anúncio ou de venda nos respectivos terrenos. (Infração B).
Artigo 71º - Manter permanentemente, no canteiro de obras, o projeto aprovado
pela COAP, até a finalização da obra. (Infração B).
Artigo 72º - Manter todo e qualquer tipo de reservatório d’água devidamente
tampado, bem como esvaziar, ao final de cada expediente, tambores e latas d’água. (Infração
D).
Artigo 73º - Exibir, por escrito, autorização, quando concedida, para a utilização do
lote vizinho como canteiro de obras, o qual deverá também ser fechado com tapume.

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(Infração B).
Artigo 74º - Exigir das concreteiras a proteção das áreas públicas, colocando areia
abaixo da bomba de lançamento, no momento de fornecimento do concreto usinado.
(Infração B).
Artigo 75º - Recuperar todo e qualquer dano causado à via por conta de sua obra.
(Infração B).

2.18. PRAZOS PARA REGULARIZAÇÃO DAS PENDÊNCIAS

Artigo 76º - O prazo para o atendimento de adequação e regularização da obra,


solicitadas pela Associação, serão os seguintes, de acordo com o serviço:
▪ Adequação de irregularidade de projeto: 10 (dez) dias úteis.
▪ Adequação de terraplanagem, desaterro ou retirada de árvore não autorizada
previamente: 5 (cinco) dias úteis.
▪ Adequação em nível ou obstáculo entre acesso e a calçada: 5 (cinco) dias
úteis.
▪ Adequação de edificações, acessos e subdivisões irregulares de lotes: 5 (cinco)
dias úteis.
▪ Adequação de canteiro de obra irregular, contêiner, tapume e outros
procedimentos iniciais de obra irregulares: 5 (cinco) dias úteis.
▪ Adequação de acesso irregular à obra: 5 (cinco) dias úteis.
▪ Regularização de lixo, entulho ou materiais expostos: 5 (cinco) dias úteis.
▪ Correção de danos à calçada e à infraestrutura do loteamento: 5 (cinco) dias
úteis.
▪ Adequação às pendências de obras paradas: 5 (cinco) dias úteis.
▪ Liberação de lote de apoio não autorizado para uso: 5 (cinco) dias úteis.
▪ Regularização de pendências com águas pluviais: 5 (cinco) dias úteis.
▪ Adequação de muro ou cerceamento irregular: 5 (cinco) dias úteis.
▪ Prazo para limpeza e/ou tratamento da água da piscina: 5 (cinco) dias úteis.
▪ Adequação do paisagismo irregular: 5 (cinco) dias úteis.
▪ Adequação do uso de água “by pass”: 5 (cinco) dias úteis.
Prazos para outros serviços serão estipulados pela Associação conforme cada

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situação.
2.19. EXIGÊNCIAS AO ASSOCIADO PARA OCUPAÇÃO DA RESIDÊNCIA

Artigo 77º - Solicitar junto à Associação um laudo de vistoria técnica final da obra.
(Infração B).
Artigo 78º - Após a liberação da vistoria final pela COAP e a emissão da “Carta de
baixa e Habite-se” pela Prefeitura Municipal de Valparaiso, o Associado deverá comunicar à
Associação a mudança, com no mínimo 5 (cinco) dias úteis de antecedência. As muda nças
poderão ser feitas de segunda a sexta-feira, das 8:00 às 18:00 horas. (Infração B).
Artigo 79º - É obrigatório estar adimplente com a ASSOCIAÇÃO para solicitar a
mudança. (Infração B).
Artigo 80º - É obrigatório estar com as esquadrias da casa (portas e janelas)
devidamente instaladas e concluídas, inclusive com os vidros assentados. (Infração D).
Artigo 81º - É obrigatório estar com o acesso de veículos e de pedestres devidamente
concluídos. (Infração D).
Artigo 82º - É obrigatório estar com o recuo frontal completamente gramado.
(Infração B).
Artigo 83º - É obrigatório estar com todo o acabamento externo da residência
devidamente concluído de forma a não comprometer o aspecto estético do loteamento.
(Infração B).
Artigo 84º - É obrigatório ter retirado todo material, equipamento e entulho de obra
dos recuos da casa. (Infração C).
Artigo 85º - É obrigatório restaurar qualquer dano que tenha sido feito pela obra ao
espaço público. (Infração B).
Artigo 86º - É obrigatório ter desocupado o lote vizinho, se utilizado como apoio da
obra, e recuperado toda a sua característica original. (Infração A).
Artigo 87º - Após a vistoria da obra feita pela COAP, será entregue ao proprietário
uma notificação com pendências a serem resolvidas, se necessário, ou a Autorização Definitiva
para Mudança.

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2.20. PENALIDADES

Artigo 88º - Quando for detectada alguma irregularidade, a Associação MIRANTE DO


VALE fará uma notificação ao Associado, com prazo para solução da pendência. Após esse
período, e o não atendimento da infração, o proprietário sofrerá uma segunda notificação
com o mesmo período de resposta ou resolução da pendência, caso não haja resposta, a
mesma tornará automaticamente multa de acordo com a infração antes estabelecida, e no
caso de danos será contratada empresa para a resolução e terá os custos pagos pelo
proprietário somados ao valor da multa.(Infração D).
Artigo 89º - Os valores correspondentes às multas serão fixadas de acordo com os
itens abaixo, sendo que:
1. Para a obra, referente ao descumprimento dos artigos das Restrições
Urbanísticas, a irregularidade deverá ser sanada (demolições, construções e outros) no prazo
de 15 (quinze) dias a contar da data da notificação, sendo que a partir desta data, a obra estará
sujeita a multa e embargo.
2. Para os demais artigos: No caso de descumprimento das normas estará sujeito
à advertência na primeira infração, e no caso de reincidência na advertência descrita na
notificação a título de penalidade será cobrada uma multa:
A. Para infrações de “A” 50% (cinquenta por cento ) do salário mínimo;
B. Para infrações de “B” 70% (Setenta por cento) do salário mínimo;
C. Para infrações de “C” 100% (Cem por cento) do salário mínimo;
D. Para infrações de “D” 200% (Duzentos por cento) do salário mínimo.

2.21. DISPOSIÇÕES FINAIS

Artigo 90º - O cumprimento das disposições previstas neste regulamento será exigido
pela ASSOCIAÇÃO BRISAS DO VALE ou por qualquer Associado.
Artigo 91º - As normas previstas neste regulamento retratam as necessidades de
regulamentação existentes por ocasião de sua elaboração, podendo, no entanto, serem
modificadas ou acrescidas a qualquer momento pela Assembleia Geral especialmente
convocada para este fim, desde que novos fatos ou necessidades as prejudiquem.

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Artigo 92º - Os casos omissos serão avaliados e decididos pelo Conselho Deliberativo.
Artigo 93º - A falta de expressa aceitação de todas as normas implica no impedimento
da aprovação do projeto e consequentemente do início da construção.
Este documento compõe as exigências técnicas, legais e operacionais do loteamento
fechado Brisas do Vale e será incorporado e validado pela Associação de Moradores do próprio
Loteamento conforme normas e legislação brasileira.

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