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Habeas Corpus: Pedido Liminar em Campina Grande

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Marcelo Queiroz
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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR DA 2ª

VARA CRIMINAL DE CAMPINA GRANDE

Com Pedido Liminar


CAUSÍDICO, advogado, inscrito na OAB/PB sob o n.º
14682, com escritório profissional endereço na nota de
rodapé, onde recebe intimações, vem com o devido
respeito e acatamento a douta presença de Vossa
Excelência, com fundamento no artigo 5º,
incisos LVII e LXVIII ambos da Constituição Federal,
artigo 647 e seguintes do Código de Processo Penal e
artigo 7º da Convenção Americana sobre Direitos
Humanos – Pacto de San José da Costa Rica (1969) –
aprovado pelo governo brasileiro através do Decreto
Legislativo nº 678/92, nos termos do art. 5º, §
2º da Constituição Federal, impetrar a presente ordem
de:

HABEAS CORPUS COM PEDIDO LIMINAR

em favor de MARCELO QUEIROZ OLIVEIRA , filho


de Oneide Sobral Queiroz, brasileira, divorciaa,
servidora publica, inscrito no CPF/PB sob o nº
05659259464, RG 306353-9, residente e domiciliado
na cidade de Campina Grande-PB, Avenida Presidente
Getulio Vargas n 287, que se encontra atualmente
em liberdade, porém, vem sofrendo violenta coação
em sua liberdade, por ato ilegal e abusivo da
Autoridade Coatora, o Juiz de direito Dr. SERGIO
MOURA MARTINS, da 2ª Vara criminal, pelos
motivos de fato e de direito.
O Magistrado fundamentou a necessidade de
decretação da prisão preventiva do Paciente visando a
conveniência da instrução criminal e da garantia de
aplicação da lei penal, porque inexiste nos autos
comprovação de residência fixa nesta
comarca e labor lícito antes da
segregação, (CONFORME DECISÃO EM
ANEXO), não sendo, por isso, inapropriado recear que,
em liberdade, o mesmo poderá se homiziar para
impedir a aplicação da lei penal ou ser estimulado à
prática de delitos idênticos, como se nota, ele não
especificou quais fatos justificam estas garantias,
logo, sem razão.
A par disso, a defesa protocolou pedido de
REVOGAÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA, com o
fundamento de que o decreto prisional do Paciente
deve ser caçado, pois o mesmo não respeitou o direito
do Paciente e nem mesmo as garantias
constitucionais. Contudo, reconheceu que o Paciente é
dotado dos predicados pessoais que alega, logo, por
este requisito merece sim a responder o processo em
liberdade.
Como se nota, a não decretação da prisão do Paciente
faz jus e licitica, pois o mesmo comprovou possuir
residência fixa, emprego lícito, e passa por tratamento
psicoterapêutico então a defesa informou que o
mesmo é empregado publico na INFRAERO, afastado,
mediante laudo medico, atestado por medico
competente.
Ademais, destacamos que as investigações em nada
apontam para que o Paciente cometeu esse ou outro
crime, isso porque não há nem de longe prova do
comissi delicti.
Indubitavelmente, em face a análise probatória, a
única conclusão a que se tem por ora, é de que não há
nenhuma necessidade de prisão, sendo direito do
Paciente de estar acobertado pelo manto do
contramandado de prisão, pois razão não assiste, nem
há base legal para prisão, sendo que ausentes todos os
requisitos da prisão preventiva, conforme
demostraremos:
Como é do conhecimento de todos, para a concessão
da prisão preventiva, exige-se a comprovação plena e
imediata de elementos que possam conduzir à
conclusão de que o Paciente preenche os todos os
requisitos da segregação cautelar, e no caso sob
judicie, destacamos que não se verifica provas da
existência do crime ou de qualquer outro ato que
comprove cabalmente o ato criminoso. Essa afirmação
se dá, devido a obrigatoriedade de encontrar no
inquérito prova inconteste da existência do crime, ou
seja, indícios mínimos de provas da materialidade
delitiva, não devendo está ser confundida com indícios
mínimos de autoria.
Qualquer espécie de prisão antes do édito
condenatório tem natureza de medida cautelar,
somente sendo admissível tal restrição de liberdade se
devidamente justificada a medida extrema.

No presente caso, a liberdade do Paciente em


momento algum afetou ou afetará a garantia da ordem
pública, razões pelas quais não se deve invocar tal
fundamento, pois não há fatos que serviriam de arrimo
para decretar a prisão preventiva, não se verificando
tal necessidade, ficando assim totalmente descabida,
desproporcional e até mesmo ilegal a decretação da
prisão preventiva. É sabido por todos que a liberdade
não pode ser tirada com base apenas na gravidade da
ação delituosa ora imputada, e ainda alegar que as
evidencias, a periculosidade social e o desvio de
personalidade do Paciente por si só colocam em risco
a ordem pública, uma afirmação desta é a total
banalização das garantias constitucionais, ademais,
corrobora uma explícita confusão entre direito e
moral, onde aquele no que diz respeito a legislação
penal sobressai a este.

Ademais, há que se lembrar que toda espécie de


custódia provisória é a exceção. O direito do Paciente
de responder ao processo em liberdade é a regra,
inclusive recentemente confirmado pelo Supremo
Tribunal Federal.

No presente processo, o Paciente não representa


perigo algum à sociedade, a ordem econômica, nem a
ordem pública e nem mesmo pode prejudicar a
instrução criminal ou dificultar a aplicação da lei
penal, nem tão pouco há elementos mínimos de
autoria ou prova da materialidade, pois é sabido que
tais requisitos não podem ser presumidos, mas sim
claramente comprovados.

Caso Vossa Excelência julgue necessário, requer a


expedição de ofício, a fim de que a Autoridade Coatora
acima preste as informações de estilo e, após o
recebimento destas e do respeitável parecer da douta
Procuradoria de Justiça, conceda a ordem de HABEAS
CORPUS DEFINITIVA, ratificando a disposição
constitucional da presunção de inocência, expedindo-
se, consequentemente o competente e
necessário CONTRAMANDADO DE PRISÃO em
favor do ora Paciente ,MARCELO QUEIROZ
OLIVEIRA, para que ele responda todo o processo em
liberdade, até trânsito o em julgado do processo.

DR. Jonas Augusto OAB: PB/ 14682

Dr. Adalberto Ferreira Souza(Juiz de direito)

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