500 – Começou as buscas a respeito da saúde dos brasileiros, durante a monarquia a
saúde, variava de acordo com a classe social, tendo acesso a médicos e a medicações,
quanto mais rico, mais acesso tinha. Lembrando que, naquela época além de ser um
tempo de descobrimento; existiam a classe pobre, não denominada assim, além de
escravos que vieram de outros países trazendo doenças desconhecidas ao nosso país. E
eram os primeiros a sofrerem já que para eles não existiam uma forma de tratamento
adequado, a não ser por curandeiros, eram conhecidos por curar em meio a rezas, chá,
raízes e feitiçarias, e existiam naquele tempo as famosas “Santas Casas de Misericórdia”
e a população só tinha acesso a tratamento por conta de caridade/projeto de
religiosidade.
Algumas mudanças começaram a acontecer quando Dom Pedro I começou a conceder
uma melhor estrutura no governo, fazendo escolas se transformarem em faculdades e
criou uns órgãos para vistoriar a higiene da população. Ressalvo que, mesmo que a
intenção fosse boa, pouco se via na realidade, e o tão sonhado imperador somente fez
isso, não visando o bem-estar do povo, mas sim tentando melhorar como a monarquia
era vista diante de outros países.
República já trouxe outros meios, trazendo o tão sonhado fim a escravidão e por conta
disso trazendo imigrantes, operários, trabalhadores, mas o país tinha uma má fama. Em
1900 e 1920 foi um tempo de reformas urbanas e sanitárias, mas ainda assim seguia
refém de problemas sanitários e de epidemias, muito foi discutido para melhorar, mas as
propostas eram contrarias aos que os políticos e economistas queriam, era mais que
necessário que a população fosse mais saudável, para que assim a capacidade trabalhista
fosse melhor e que o pais fosse visto de uma boa maneira. Foi um período com revoltas,
onde um médico se sobressaiu, Oswaldo Cruz, ele conseguiu convencer o estado a
tornar a vacina contra a varíola obrigatória, trazendo assim uma importância ao cuidado,
mas não para todos já que a maioria vivia em moradias precárias. Nesta época houve
uma doença terrível, que dizimou mais de 300 mil brasileiros; a febre espanhola.
Em 1920 foi criado o CAPS – Garantia na velhice e na doença, porém não era acessível
a todos e o presidente da época: Getúlio Vargas, resolveu expandir essa garantia a
algumas profissões e trocou o nome; chamando de IAPS – Instituto de aposentadorias e
pensões, criou o ministério da educação e da saúde com o intuito de dar mais atenção
aos trabalhadores, querendo assim trazer mais uma atenção centralizada, focada em
tratamento, só que infelizmente os recursos administrados para a saúde foram
desviados, uma boa parte desses recursos foi para financiar a industrialização e por
conta disso a população continuava doente.
Houve outra mudança, a constituição de 1934, foi redigida para organizar um regime
democrático que assegurasse a nação; unidade, liberdade justiça e o bem-estar social e
econômico. Trazendo novos direitos, assistência medica e a licença gestante, até 1943
veio o CLT – Consolidação das leis do trabalho, criando benefício a saúde e um salário
mínimo, além de garantias trabalhistas, diante da Segunda guerra mundial, tudo
paralisou.
Foi criado o ministério da saúde em 1953, com a intenção de trazer mais saúde ao povo
brasileiro, sendo um enorme desafio! Este ministério, tinha como objetivo o
atendimento as zonas rurais já que na cidade o acesso a saúde era somente para os
trabalhadores e para quem tinha a carteira de trabalho assinada. O presidente desta
época estava mais preocupado com industrialização do que com a saúde pública.
Levando assim a ditadura, onde o governo militar assumiu e investiu em segurança ao
invés novamente da saúde, reduzindo as verbas, doenças como dengue, meningite,
malária se intensificaram trazendo epidemias e aumento da mortalidade.
1960 – Nasceu o INPS, uma junção dos órgãos previdenciários que funcionavam desde
1930, com o intuito de melhorar o atendimento médico e atenção primaria a saúde que
era de responsabilidade do município e os casos mais graves de esfera do governo e
federal, em 1970 havia um fundo composto por recurso de loteria esportiva em que
destinava uma parte de seu dinheiro a saúde, e ainda assim as verbas para a saúde era
somente de 1% do orçamento.
A piora da saúde, deu autonomia ao crescimento de grupos privados, levando assim aos
brasileiros uma remota de planos de vida/saúde, o que nos trouxe uma comercialização
e viramos uma mercadoria!
1986 - Aconteceu uma conferência nacional de recursos humanos para a saúde, que
ampliou os conceitos de saúde, propondo mudanças baseadas no direito universal a
saúde, querendo melhoria de vida, abrindo os olhos para o saneamento básico. Esta
conferência foi tão importante que serviu de base para a elaboração do capitulo de saúde
da constituição de 1988 e para criação do SUS – Sistema Único de Saúde, embora com
participação do setor privado, o SUS estabeleceu o princípio de um sistema de saúde
gratuito e de qualidade para os brasileiros.
União – Estado – Municípios, que estabeleceu programas importantes como o PSF –
Saúde da família, Profai de formação de enfermagem, Ret.-SUS escolas técnicas
profissionalizantes que até funcionam.
A luta por uma saúde digna continua, já que o SUS não recebe verbas suficientes e
ainda sofremos com a corrupção, trazendo assim reflexos diretos na qualidade de
atendimento à saúde, trazendo várias consequências para a população.
Aguardamos com esperança que o art. da constituição 196, seja efetuado de uma forma
clara e perfeita. “ Saúde é direito de todos e dever do estado. ”