Nº do Grupo: 8
Docente: José Manuel Brito Almas
Unidade Curricular: Contabilidade de Gestão I
Nomes Números
André Rodrigues Sampaio 30012973
Gonçalo Machado Gonçalves Ramalho Alves 30013208
Rodrigo Gonçalves Branco e Lopes Ferreira 30010695
Lisboa, (4 de janeiro 2025)
Índice
Sumário [Link] ........................................................................................................................ 3
Introdução .................................................................................................................................... 4
As origens da abordagem ABC ...................................................................................................... 5
Novo ambiente de negócios das empresas - ABC ......................................................................... 5
Sistema ABC – Estádios subjacentes ao Sistema ABC ................................................................... 6
As 5 etapas dos dois estádios do Sistema ABC ............................................................................. 6
Processos de repar.ção dos custos indiretos com suporte no Custeio Baseado nas [Link] . 7
Enquadramento do ABC/CBA – Custos indiretos – Produtos ........................................................ 7
Fases da implementação do ABC. Os cost pools e os cost drivers ................................................ 8
Processo de atribuição dos gastos diretos e indiretos aos objetos de custo conforme os
sistemas de imputação ................................................................................................................. 8
Comparação entre o Método das Secções Homogéneas e o ABC ................................................ 9
Tipos de [Link] na abordagem ABC...................................................................................... 10
Vantagens e principais dificuldades de implementação do ABC ................................................ 10
Alterações de contexto dos fatores de custos ............................................................................ 10
Exemplos de [Link] e indutores de custo ............................................................................. 11
Mudanças estruturais nos negócios ........................................................................................... 12
O método ABC para decisões estratégicas.................................................................................. 12
Exemplo de Estratégias no método ABC ..................................................................................... 12
Tipos de [Link] e gastos ....................................................................................................... 13
Caso Prá.co ................................................................................................................................ 14
Conclusão ................................................................................................................................... 17
Referências Bibliográficas ........................................................................................................... 18
2
Sumário Execu=vo
3
Introdução
O presente trabalho dá enfase há elevada complexidade dos ambientes organizacionais, que requer
ferramentas de gestão cada vez mais precisas para o controle e análise de custos.
Nesta circunstância, o sistema de custeio baseado em [Link] ([Link] Based [Link] - ABC) salienta
como uma [Link] inovadora, capaz de superar as limitações dos métodos tradicionais disponibiliza
uma visão mais detalhada sobre o consumo de recursos nas operações empresariais.
O principal foco deste trabalho é conhecer o sistema ABC, apresentando as suas origens, conceitos
fundamentais e etapas de implementação. Além disso, serão analisados as principais diferenças entre
o Método ABC e o Método das Secções Homogêneas, assim como as vantagens e desafios relacionados
ao uso dessa metodologia.
Por ú[Link], desenvolve-se como a aceitação por parte dos gestores e a adequação ao contexto
organizacional são cruciais para que o ABC traga beneecios reais às empresas.
4
Tema
As origens da abordagem ABC
Na década de 1920, adaptou o método de Custeio Tradicional. Este método, era muito capitalista, em
que consis.a em fabricar produtos em massa para fins [Link], [Link] mão de obra intensiva,
procurando sempre a maior rentabilidade da empresa.
Este método era usado a nivel universal naquela época e .nha como [Link] apropriar todos os
custos ao produto (fixo ou variável, direito ou indireto). Todavia, com mudanças em duas variáveis, com
o aumento dos custos indiretos na composição dos custos totais e o aumento da diversificação dos
produtos e processos, fez com que resultasse na redução progressiva do Custeio Tradicional para fins
gerenciais e no surgimento de técnicas inovadoras como o Custeio ABC. Isto é, para acompanhar o
mercado as organizações precisavam de inves.r em qualidade, tanto para os clientes internos
(funcionários) quanto para os clientes externos, os custos indiretos aumentaram signifi[Link] e
não podiam [Link] mais a serem tratados como antes no sistema tradicional, surge então a ideia do
Custeio ABC.
Novo ambiente de negócios das empresas - ABC
Anos mais tarde, na década de 1980 surgiu o Custeio Baseado em [Link] ou Método ABC
desenvolvida pelos professores Roben Kaplan e Robin Cooper e que veio dessepultar as empresas em
serem desafiadas a lidar com uma nova abordagem na contabilidade de custos.
O método ABC é um método de controlo de gestão que fornece informações contabilí[Link] essenciais
para avaliar o posicionamento compe..vo da empresa e que têm como principal [Link] de que os
produtos consomem [Link] e as [Link] consomem recursos. Uma [Link] é uma unidade que
realiza tarefas, consumindo recursos (inputs) para gerar resultados (outputs). O ABC é um sistema de
custeio que proporciona uma melhor afetação dos recursos consumidos aos produtos, por se focalizar
na análise das [Link] executadas pela estrutura da empresa.
O sistema de custeio baseado em [Link] procura, igualmente, amenizar as distorções provocadas
pelo uso do rateio arbitrário dos custos indiretos, necessários aos sistemas tratados anteriormente,
que são os sistemas mais comuns, os sistemas tradicionais que são vistos como tendo um modo muito
arcaico de atribuição dos recursos de suporte aos produtos, .picamente baseado em avaliações de
base unitária.
5
O método em causa: [Link] a necessidade de olhar para as verdadeiras causas dos custos e em
detrimento das consequências (os custos imputados aos produtos são uma consequência do nível da
eficiência no desempenho das [Link]).
Sistema ABC – Estádios subjacentes ao Sistema ABC
Existem dois estádios no Método ABC, o Estádio de Determinação dos Custos das [Link] e o Estádio
de Atribuição dos Custos aos Produtos.
O primeiro estádio têm como principal [Link] determinar o custo dos recursos que são [Link] por
cada [Link] primária (relacionadas à produção) ou secundária (indiretas, mas essenciais para o
funcionamento da organização) e deduzir como os recursos são consumidos pelas [Link], dando
um custo as [Link] [Link]. Em suma, este estádio descreve as [Link] realizadas dentro da
organização.
O segundo estádio têm como finalidade a atribuição dos custos das [Link] principais aos objetos
de custeio através dos cost drivers, possibilita determinar com mais rigor o custo de cada produto ou
serviço, refl[Link] de forma mais realista o consumo de recursos em relação à produção.
As 5 etapas dos dois estádios do Sistema ABC
As 5 etapas dos dois estádios do Sistema ABC são as seguintes. Primeiro, é necessário definir as
[Link] que compõem o processo a ser analisado. Nesta etapa inicial, iden.fica-se e definem-se as
[Link] realizadas pelos recursos indiretos dentro da organização. O [Link] é estabelecer uma
definição comum das [Link] para toda a organização. Em seguida, determina-se os custos dos
recursos usados no processo. Aqui, a organização conhece os custos oriundos das [Link], sendo
definidos e calculados os montantes que cada [Link] está a gastar. Isto inclui os custos diretos e
indiretos, fixos ou variáveis, relacionados com as [Link]. Posteriormente, procede-se à definição
dos direcionadores de custo (Cost Drivers). Cada [Link] é associada a um ou mais direcionadores de
custos, que são os fatores que influenciam o consumo de recursos. Devem ser feitas perguntas como:
Quem são os clientes, produtos e serviços? A organização está a ser remunerada adequadamente para
a execução das [Link]? Estas perguntas devem ser respondidas nesta fase. A quarta etapa é a
atribuição dos custos às [Link] com base nos Cost Drivers. Após iden.ficar os direcionadores de
custos, os custos das [Link] são alocados aos produtos ou serviços de acordo com a [Link] de
Cost Drivers que cada produto ou serviço consome. Finalmente, determina-se o custo do processo para
cada produto ou serviço. Esta ú[Link] etapa consiste em [Link] os custos das [Link] aos produtos
ou serviços finais, refl[Link] o custo real de produção ou prestação de serviços. Isto ajuda a determinar
o custo unitário mais exato e a margem de lucro real de cada produto ou serviço.
6
Processos de repar=ção dos custos indiretos com suporte no Custeio Baseado nas
A=vidades
De acordo com Kaplan o sistema de custeio ABC dá ênfase aos custos indiretos, redefinindo todo o
sistema de cálculo, atribuição e controlo dos chamados custos indiretos.
Uma das caracterí[Link] do ABC é o processo de afetação dos custos indiretos aos produtos, serviços
clientes ou outros objetos que são designadas como “outputs”. Os custos indiretos não podem ser
associados a um produto específico e não são proporcionais ao volume de produção de cada um dos
produtos, como pressupõem os modelos tradicionais de apuramento de custos.
Com isto, os custos indiretos são agrupados em centros de custos, que representam as [Link]
principais da organização, e usam como elemento de imputação os Cost Drivers que medem a
[Link] de trabalho [Link] em determinada [Link], e conseguem persuadir o desempenho
das [Link] e os consumos dos recursos.
Figura 1: Repar-ção dos Custos Indiretos
Enquadramento do ABC/CBA – Custos indiretos – Produtos
Os custos indiretos representam os custos que não podem ser atribuídos diretamente a um produto
ou serviço específico são organizados em pools de [Link] para serem alocados de forma mais
precisa.
Assim, os custos são [Link] pelos centros de custos (cost pools) que são: as encomendas e receção
de materiais, preparação de equipamentos, montagem, inspeção e testes e a supervisão, que por sua
vez os atribui aos produtos através dos indutores de custos (cost drivers) que são os fatores que
7
influenciam o custo de cada [Link] e servem como base para a alocação dos custos às [Link] e,
posteriormente, aos produtos, ou seja, são definidos como aquelas [Link] que determinam o custo
das [Link].
Por fim, após a repar.ção dos custos por [Link] e com base nos indutores de custo, os custos são
finalmente alocados aos produtos (outputs). Isto permite calcular o custo total de cada produto com
maior precisão, considerando tanto os custos diretos quanto os indiretos.
Figura 2: Repar-ção dos Custos Indiretos para os Cost Pools e para os Cost Drivers
Fases da implementação do ABC. Os cost pools e os cost drivers
É o método mais preciso para designar os custos indiretos. Temos 3 fases de implementação, nos quais
são: Os .pos de [Link], ou seja, as [Link] de produção, organização do processo de produção,
[Link] relacionadas ao pós-venda e pesquisa e desenvolvimento. A afetação dos custos a cada
[Link], iden.ficam-se os cost pools, geradores de recursos [Link], e determinam-se os cost
drivers que relacionam causa e efeito. E com base no nível de [Link]ção dos cost pools que são
atribuídos os custos indiretos por cada um dos segmentos de custo.
Processo de atribuição dos gastos diretos e indiretos aos objetos de custo conforme os
sistemas de imputação
Os custos diretos deixam de ter um peso tão signifi[Link] na estrutura de custos da organização e são
atribuídos diretamente aos objetos de custo, como produtos A, B e C. Como, por exemplo, as matérias
diretas e a mão de obra direta.
8
Os custos indiretos passam a ter um peso essencial na estrutura de custos da maior parte das
organizações e não podem ser atribuídas aos objetos de custo. E para isso [Link]-se um sistema de
custeio.
São dois sistemas, o Sistema Custeio Tradicional, que é baseado no volume ou na organização. E o
Sistema de Custeio por [Link] que designa os custos indiretos com base na [Link] que designa
esses custos.
Os custos indiretos são finalmente designados aos objetos de custo usando critérios específicos, como
CIA, que se refere aos custos indiretos para o objeto de custo A; CIB, correspondendo aos custos
indiretos para o objeto de custo B; e CIC, [Link] aos custos indiretos para o objeto de custo C.
Comparação entre o Método das Secções Homogéneas e o ABC
O método das secções homogéneas baseia-se em dois estádios para efeitos de apuramento dos custos
dos produtos.
A entrada de custos nas secções, a par.r dos recursos consumidos representa a Alocação dos recursos
nas secções.
A saída dos custos das secções, que são transferidos para os [Link] de custeio representa a
Imputação dos custos das secções.
O Sistema ABC [Link]-se superiormente do método das secções homogéneas pelas seguintes
razões, os custos industriais no método ABC podem ser de natureza industrial e não industrial, já nas
secções homogéneas só podem ser de natureza industrial. As bases de imputação [Link] no ABC,
cost drivers são mais complexos do que as [Link] no método das secções homogéneas, ou seja, nas
secções homogéneas é mais simples devido à relação causa efeito entre o consumo e os objetos de
custeio. As secções são [Link]ídas por [Link] na abordagem ABC. Permite que sejam [Link]ídos
pools de custos mais homogéneos do que os que seria possível iden.ficar usando o método das
secções homogéneas.
Figura 3: Alocação dos recursos e Imputação dos custos
9
Tipos de a=vidades na abordagem ABC
Cooper iden.ficou 4 .pos de [Link] num sistema ABC.
As [Link] ligadas ao volume de Outputs (unit-level [Link]), significa que os recursos são
consumidos e usados sempre que uma unidade adicional de output é produzida ou vendida.
As [Link] ligadas ao número de lotes (batch-level [Link]), os recursos necessários para realizar
este .po de [Link] são independentes do número de unidades fabricadas no lote de produção, ou
seja, os custos destas [Link] alteram com o número de lotes.
As [Link] ligadas às linhas de produtos (produt-sustaining [Link]), os custos associados a este
nível são deslocados em relação a cada produto, independente do número de unidades ou de lotes
produzidas.
As [Link] apoiantes do negócio (facility-sustaining [Link]), incluídas nesta categoria as
[Link] que dão suporte ao funcionamento geral da produção do negócio ou da empresa, como por
exemplo, a gestão de ediecios, a limpeza e a segurança.
Vantagens e principais dificuldades de implementação do ABC
As vantagens da implementação do Sistema ABC são diversas como a melhoria das decisões, ou seja,
melhor qualidade nas informações de custos de produção ou serviço; Iden.ficação e solução de
problemas, o que significa que facilita a análise detalhada de processos e [Link]; Informações mais
fidedignas, ou seja, o método ABC gera dados mais precisos e confiáveis, informações mais verdadeiras;
atende aos Princípios Fundamentais de Contabilidade, sendo uma ferramenta eficaz como sistema de
contabilidade de gestão.
As dificuldades da implementação do Sistema ABC são fraca informação disponível na organização
para quan.ficar os Cost Drivers, a falta de dados confiáveis dificulta a atribuição precisa dos custos; As
[Link] nem sempre são facilmente iden.ficáveis, ou seja, o facto de se estenderem para lá das
fronteiras de departamentos dificulta a sua iden.ficação; Obriga a revisões periódicas das [Link] e
dos Cost Drivers, como forma de garan.r a qualidade de informação gerada; Dificuldade na integração
das informações entre departamentos e informações de diecil leitura, ou seja, as informações buscadas
podem não estar totalmente fidedignas.
Alterações de contexto dos fatores de custos
No método ABC as alterações de contexto nos fatores de custos podem ocorrer devido a diversos
fatores internos e externos que afetam as [Link], recursos e processos organizacionais.
10
An#gamente Atualmente
Orientação da empresa As empresas eram focadas no O foco mudou para o mercado.
produto.
Mercado Alvo As operações eram voltadas A compe#ção é global.
para mercados locais.
Fixação de preços Os preços eram definidos A concorrência dita o preço.
como margem sobre preço
custo.
Gama de produto As empresas #nham uma A gama de produtos é vasta.
linha de produtos reduzida na
época atual.
Tecnologia de Fabrico As tecnologias eram fracas e A tecnologia é muito avançada.
dependiam de mão de obra
intensiva.
Ciclo de Vida O ciclo de vida era grande. Curto.
Fatores base de custo O foco era nos custos de MOD. Os custos são mais associados a
custos
Indiretos.
Exigência do cliente As exigências eram reduzidas. São muito exigidos.
Tecnologia de Informação A Tecnologia de informação Muito forte.
era muito
Fraca.
Custo de tecnologia de Elevado. Reduzida.
informação
Figura 4: Alterações no tempo dos fatores de custos
Exemplos de a=vidades e indutores de custo
Indutores de custo são avaliações quan#ta#vas de output de uma a#vidade e são a principal inovação
do modelo ABC. Para cada a#vidade deverá exis#r um indutor de custo apropriado O Sistema ABC pode
conter três #pos de indutores de custo, nos quais são, transac#on drivers, dura#on drivers e intensity
ou direct charging drivers.
Para cada centro poderemos ter a#vidades e indutores de custos.
Na planificação temos como a#vidades, desenho de planos, especificações e controlo de qualidade das
máquinas e os indutores de custo correspondem ao Nº de produtos a produzir, Nº de novos produtos
e Nº de máquinas.
Na produção, prepara-se as ordens de fabrico e as máquinas e u#liza-se essas mesmas máquinas. Como
indutores de custo, Nº de ordens de fabricação, u#lização das máquinas e horas máquina.
11
No armazém é feito o transporte dos produtos, que é correspondido ao Nº de produtos terminados.
Mudanças estruturais nos negócios
Podemos fazer a comparação entre as décadas de 1960 e 1990.
Quanto ao Marke#ng em 1960´s era focado na produção e em 1990´s passa a ser centrado no cliente.
O preço em 1960´s era focado na produção e em 1990´s passa a ser centrado no cliente. No product-
mix, em 1960´s #nha uma gama de produtos limitada e em 1990´s o mix de produtos era ampliado. O
uso da tecnologia em 1960´s era fraca, já no ano de 1990 a dependência da tecnologia era alta. A
importância dos custos em 1960 era enfocada nos custos de Mão de Obra Direta (MOD), e em 1990
recai sobre os custos de Mão de Obra Indireta (MOI). O ciclo de vida dos produtos mudou de 1960 para
1990, antes era longo, passado 30 anos, passou a ser curto. Quanto à exigência do cliente, em 1960
era fraca, ou seja, os consumidores aceitavam produtos sem grande problema, já em 1990 a exigência
do cliente já era elevada, os consumidores passaram a exigir mais. Por úl#mo, a tecnologia de
informação em 1960 era considerada irrelevante para os negócios, e em 1990 torna-se estratégico, o
que despenha um papel crucial no planejamento das empresas ABC para decisões estratégicas.
O método ABC para decisões estratégicas
No Método ABC encontram-se duas decisões estratégicas. Estas decisões são fundamentais para
melhorar a precisão das informações de custos e apoiar uma gestão mais eficiente.
Os gastos são calculados com mais precisão - decisões com consequência no LP exigem mais confiança
na qualidade de informação, ou seja, decisões estratégicas dependem de dados financeiros confiáveis
e detalhadas.
Os gastos ABC indicam “o gasto variável a longo prazo” - o decisor está consciente de que o sistema
ABC calcula o gasto total, o que significa que o Sistema ABC não foca apenas nos custos diretos, mas
também nos custos indiretos.
Exemplo de Estratégias no Método ABC
No método ABC há várias estratégias em ter em conta como o pricing que é a definição do preço
mediante estratégias, ou seja, é o processo de determinar o preço de venda de um produto ou serviço.
Dentro do pricing, existem duas componentes essenciais para ter uma análise mais detalhada sobre a
rentabilidade dos custos mais adequada, como por exemplo os custos diretos (matérias-primas, mão
12
de obra) e indiretos (despesas gerais, marke#ng, logís#ca), ajuda também a iden#ficar os custos reais
para decisões mais precisas.
Outro exemplo de estratégia é a produção-mix quando uma empresa têm maior procura do que
capacidade, os gestores devem determinar qual produto a produzir em um determinado período. A
decisão da produção-mix a produzir geralmente tende a maximizar o lucro e determina como as
restrições de recursos serão u#lizadas para maximizar o desempenho da produção.
Tipos de a=vidades e gastos
No Custeio Baseado em A#vidades (ABC), as a#vidades e os gastos são estruturados e analisados para
des#nar estes custos aos produtos ou serviços.
A#vidade de logís#ca está relacionada à movimentação e gestão de materiais dentro da cadeia
produ#va. São essenciais para garan#r que as matérias-primas necessárias cheguem ao local certo, no
momento certo. Dentro da a#vidade logís#ca existem custos logís#cos que são os custos de planear
implementar e controlar todo inventario de entrada de produtos em armazém, como a saída desses
mesmo produtos, com isto, existe um grande custo associado a questão logís#ca como: manutenção,
transporte, stocks, armazenamento, compra, distribuição, entre outros.
A#vidade de Controlo Operacional estas a#vidades salientam a coordenação de recursos e processos
para garan#r que a oferta sa#sfaz a procura. Temos vários exemplos como a aquisição de bens e
serviços, a compra que é uma simples gestão de pedidos e negociações com os respe#vos fornecedores
e o planeamento de materiais e produção organização dos inventários para garan#r que não falte
matérias necessárias à sua produção.
A#vidades de Controlo de Qualidade avalia como os produtos ou serviços correspondem aos padrões
de qualidade e especificações definidas pela organização. O obje#vo é apoiar a produção que seja
consistente e que os itens estejam em conformidade com as expecta#vas dos clientes. Neste controlo
de qualidade existe funções relacionadas, o controlo de qualidade que avalia os produtos em diferentes
etapas para detetar algum efeito nega#vo que permaneça no produto e a receção dos respe#vos
produtos, ou seja, na verificação dos materiais recebidos.
Mudanças de Estado de A#vidade estão relacionadas à transição de uma fase da produção ou operação
para outra. Elas lidam com ajustes, atualizações e transições dentro do processo produ#vo. Têm como
funções relacionadas o pessoal afeto à produção Funcionários envolvidos na operação de máquinas ou
na execução de tarefas específicas e as ro#nas de manutenção que garantem que equipamentos
estejam prontos e funcionais para a próxima etapa.
13
Caso Prá=co
Enunciado
A Alfa é responsável fabricação, produção e comercialização dos produtos A e B. Que apresenta os
seguintes dados referentes a tabela seguinte:
A B Total
Quan#dades
8.000 13.000 21.000
produzidas
Horas de
3 4 7
MOD/unidade
Horas
5 3 8
Máquina/unidade
Nº preparações para
14 50 64
a fabricação
Ordens de
20 70 90
encomenda
GGF indiretos:
GGF indiretos: 700,000 €
Relacionados com a#vidade das máquinas 500,000€
Relacionados com a a#vidade de preparação
70,000 €
para fabricação
Relacionados com a a#vidade de gestão de
130,000 €
encomendas
Resolução
1. No sistema de custeio tradicional, uKlizando a taxa horária da MOD como base de imputação.
Taxa horária de MOD = Quan#dade Produzida x Horas de MOD/Unidade
Produto A = 8.000 x 3 = 24.000
Produto B = 13.000 x 4 = 52.000
Total: 24.000 + 52.000 = 76.000
Imputação = GGF indiretos / Taxa horária de MOD
= 700.000 / 76.000
= 9,21
14
Produto A = 24.000 x 9,21 = 221.040
Produto B = 52.000 x 9,21 = 478.920
Pelo Método Tradicional:
A B
GGI 221.040 478.920
UP 8.000 13.000
CIPAu 27.63 36.84
A B Total
Maquinação 40.000 65.000 105.000
Fabricação 14 50 64
Encomendas 20 70 90
Cálculos Auxiliares:
Maquinação: Unidade Produzida x Horas Máquina/unidade
Produto A – 8.000 x 5 = 40.000
Produto B – 13.000 x 3 = 65.000
No Método Tradicional calculamos estes valores para uKlização no Método ABC:
Maquinação - 500.000 / 105.000 = 4,762
Fabricação – 70.000 / 64 = 1,093.75
Encomendas – 130.000 / 90 = 1,444.44
Pelo Método ABC:
Produto A: Maquinação - 4,762 x 40.000 = 190.480
Fabricação - 1,093.75 x 14 = 15,312.5
Encomendas - 1,444.44 x 20 = 28,888.8
Produto B: Maquinação - 4,762 x 65.000 = 309.53
Fabricação - 1,093.75 x 50 = 54,687.5
Encomendas – 1,444.44 x 70 = 101,110.8
15
A B Total
Maquinação 190.480 309.53 500.000
Fabricação 15.312,5 54.687,5 70.000
Encomendas 28.888,8 101.110,8 130.000
CIPA 234.681,3 465.328,3 700.000
UP 8.000 13.000
CIPAu 29.3351625 35.79448462
Comparação do Método Tradicional com o Método ABC
CIPAu A B
Tradicional 27.63 36.84
ABC 29.34 35.79
(1,71) 1,05
16
Conclusão
Em suma, com este trabalho verificamos que o Método ABC é uma ferramenta da Contabilidade de
Gestão que permite não só apurar os custos, mas também rever os próprios processos de a#vidades
pra#cados pela empresa, ou seja, permite também dominar os custos.
O método ABC traz grandes vantagens uma vez que faz uma análise crí#ca das a#vidades, o que dá a
possibilidade de eliminar as que não geram valor acrescentado à organização. Proporciona ainda uma
valorização da informação para a gestão em termos de segmentação dessa mesma informação, com
uma imputação de custos mais racional dando uma maior possibilidade de avaliação dos mesmos.
17
Referências Bibliográficas
Bistream. (13 de 12 de 2024). Rcaap. Ob#do de
hsps://[Link]/bitstream/10400.26/29185/1/Andr%C3%A9_Torres.pdf
Bitsream. (10 de 12 de 2024). Ubibliorum. Ob#do de
hsps://[Link]/bitstream/10400.6/2901/1/Analise%20do%20Metodo%20ABC%20
Aplicado%20a%20Logis#ca%20de%[Link]
Bitstream. (18 de 12 de 2024). Recipp. Ob#do de
hsps://[Link]/bitstream/10400.22/16271/1/DM_AnaCarvalho_MMADE_2019.pdf
Fonseca, I. M. (13 de 12 de 2024). Ob#do de
file:///C:/Users/andre/Downloads/Aplicacao_do_sistema_de_custeio_ABC_na_analise_de_re
ntabilidade_de_clientes_Um_estudo_de_caso.pdf
nuvens, E. (5 de 12 de 2024). Ob#do de
hsps://[Link]/anais/ar#cle/download/2722/2722/2722?utm_source=ch
[Link]
OCC. (15 de 12 de 2024). Ob#do de
hsps://[Link]/fotos/downloads/files/1174303219_52a58.pdf
Repositorio. (14 de 12 de 2024). Bistream. Ob#do de
hsps://[Link]/bitstream/10400.21/13303/1/Dissertaa%CC%81%E2%88%86o%20a
tualizada%20final%20-%20Modelo%[Link]
Sousa, A. (27 de 12 de 2024). Bitstream. Ob#do de
hsps://[Link]/bitstream/10400.22/2060/1/DM_%20%C3%81lvaroSousa_2013.pdf
Treasy. (12 de 12 de 2024). Ob#do de hsps://[Link]/blog/custeio-abc/
Wikipedia. (17 de 12 de 2025). Ob#do de
hsps://[Link]/wiki/Custeio_baseado_em_a#vidades
18