Terapia Comportamental
Dialética (DBT)
TTPC
Prof. Sarah Izbicki
sarahizbicki@[Link]
Desenvolvida por Marsha Linehan para
tratamento de mulheres que apresentavam
comportamentos suicidas e de automutilação
(déc. 70)
Após tentativa de aplicação de terapia
comportamental clássica e de aplicação de terapia
de aceitação, identificou necessidade de
equilíbrio entre aceitação e mudança
Para manejar situações de impasse no processo
terapêutico, foram introduzidas estratégias de
intervenção baseadas na filosofia dialética
Em 1993, publicou Manuais de DBT e, após isso,
vários ensaios clínicos demonstraram a
efetividade deste tratamento
A DBT foi inicialmente identificada como padrão-
ouro para casos de TPB, mas tem sido estendida
para outros quadros clínicos (transtornos
alimentares, depressão maior etc.)
PRESSUPOSTOS FILOSÓFICOS
A DBT se baseia na filosofia dialética, que postula que
todo fenômeno (uma tese) contém, em si mesmo, sua
própria oposição (uma antítese), e que o desenrolar da
realidade ocorre por meio da síntese dos opostos.
Ex: Cliente tem vontade simultânea de morrer e de viver
SÍNTESE: construir uma vida que valha a pena ser vivida como
antagônica àquela insuportável, que precisa ser terminada
PRESSUPOSTOS FILOSÓFICOS
A visão de mundo dialética possui três características
definidoras
(1) A realidade é um todo interdependente
(2) A realidade é complexa e está em polaridade
(3) A realidade é um processo contínuo
PRESSUPOSTOS FILOSÓFICOS
A visão de mundo dialética possui três características
definidoras
(1) A realidade é um todo interdependente
Os diferentes fenômenos que
(2) A realidade é complexa e está em polaridade
compõem a realidade são interligados.
Para entender o que cliente faz no
(3) Amundo,
realidade é um processo
é necessário contínuo
entender o que o
mundo faz com ele
PRESSUPOSTOS FILOSÓFICOS
A visão de mundo dialética possui três características
definidoras
(1) A realidade é um todo interdependente
(2) A realidade é complexa e está em polaridade
(3) A realidade “verdades”
é um processo contínuo
contraditórias
podem coexistir
PRESSUPOSTOS FILOSÓFICOS
A visão de mundo dialética possui três características
definidoras
(1) A realidade Aérealidade
um todo interdependente
está
em constante
(2) A realidade é complexa e está em polaridade
transformação
(3) A realidade é um processo contínuo
PRESSUPOSTOS FILOSÓFICOS
Baseada na filosofia dialética, a DBT entende, em
relação ao cliente, que:
• Está sempre fazendo o melhor que pode, mas precisa se esforçar mais para mudar
• Quer viver uma vida que vale a pena ser vivida
• Pode não ter causado seu problema, mas é o responsável por resolvê-lo
• Sua vida é realmente insuportável
• Comportamento problema representa soluções mal adaptadas e não o problema em
si
• Engajar clientes resistentes é tarefa do terapeuta e não pré-requisito do cliente
• Cliente precisa emitir comportamentos efetivos em todos os contextos relevantes
• Se a intervenção falhar, a culpa não é do cliente
PRESSUPOSTOS FILOSÓFICOS
Baseada na filosofia dialética, a DBT entende, em
relação ao terapeuta e à terapia, que:
• A coisa mais relevante que pode fazer é ajudar o cliente a mudar
• Princípios do comportamento são universais – afetam terapeutas e clientes
• Relação terapêutica é uma relação entre iguais
• Clareza, precisão e compaixão são de extrema importância
• Terapeutas podem falhar
• Terapeutas precisam de suporte, especialmente quando atendem casos graves
MODELO BIOSSOCIAL
• Proposta criada por Linehan para explicar a
desregulação emocional global dos clientes com TPB,
mas atualmente também tem sido utilizado para
explicar a desregulação presente em outros trantonros
psiquiátricos.
• Ele postula que uma história de transação entre uma
vulnerabilidade biológica e um ambiente de
invalidação crônica pode criar e manter os padrões
comportamentais, cognitivos e emocionais presentes
em pessoas com desregulação emocional pervasiva
(Linehan, 1993a).
MODELO BIOSSOCIAL
VULNERABILIDADE BIOLÓGICA
• Alta sensibilidade a estímulos: o indivíduo reage a
gatilhos emocionais de baixo limiar
• Alta reatividade: indivíduo experiencia e expressa as
emoções de maneira extremamente intensa
• Retorno lento à linha de base: experiência emocional
dura bastante tempo
Pode ser genética e/ou produto de experiências
traumáticas que afetam desenvolvimento e
funcionamento do cérebro
MODELO BIOSSOCIAL
AMBIENTE DE INVALIDAÇÃO
O indivíduo que expressa seus eventos privados é
submetido a punições ou extinções
• Julgado como inapropriado, errado, patológico
• Minimizado, debochado, não levada a sério
• Ignorado, negligenciado
Exs.: “Não tem por que você se sentir assim”; “Engole esse choro ou vou te
dar um motivo de verdade para você chorar”; “Se você realmente
quisesse, você conseguiria”.
MODELO BIOSSOCIAL
AMBIENTE DE INVALIDAÇÃO
Consequências deste ambiente:
• Discriminação de eventos privados fica prejudicada →
sensibilidade a S públicos aumenta (prejuízo no Self)
• O próprio sentir torna-se aversivo → fuga/ esquiva de
reações emocionais
• Ambiente social só reage a expressões intensas de
emoção → possibilidade de escalonamento
• Falha na aprendizagem de resolução de problemas
MODELO BIOSSOCIAL
DESREGULAÇÃO EMOCIONAL
Desregulação
• Maior suscetibilidade a experimentar emoções de forma emocional pervasiva:
intensa
inabilidade de regular
• Dificuldade de inibir comportamentos impulsivos associados emoções em uma
a emoções intensas
ampla gama de
• Dificuldade de reduzir ativação fisiológica envolvida no situações, sendo um
episódio emocional
padrão geral que
• Dificuldade em agir de acordo com os próprios objetivos e pode levar a suicídio,
valores quando tal ação é diferente da inclinação
autolesão e abuso de
comportamental evocada pela mesma situação que eliciou a
emoção substâncias
• Dificuldade de foco de atenção em algo que não seja o
evento desencadeador da emoção
INTERVENÇÕES NA DBT
Cinco funções do tratamento:
Aprimorar Auxiliar
Melhorar
capacidades do Garantir reestruturação Favorecer
motivação para
cliente. Aquisição generalização do ambiente motivação e
permanecer no
e fortalecimento para ambiente cotidiano para competência da
tratamento e
de novos natural benefício do equipe
efetuar mudança
repertórios progresso
INTERVENÇÕES NA DBT
Cada uma dessas funções é abordada por
um ou mais modos de intervenção:
Treinamento de
Consultoria por Reunião de
Psicoterapia habilidades
telefone Tratamentos consultoria (para
individual (grupos, semanal
(eventual, poucos auxiliares terapeutas,
(semanal) por 2h e meia, 24
minutos) 2h/semana)
semanas)
Psicoterapia individual (semanal)
(1) garantir que todas as funções da intervenção estão sendo
atendidas;
(2) elaborar a formulação do caso;
É o núcleo (3) promover a motivação do cliente em se engajar nos
organizador de todo diferentes modos de intervenção;
(4) modificar os comportamentos-problema;
o trabalho. O (5) ensinar os repertórios necessários que ainda não foram
terapeuta assume praticados no treino de habilidades;
as seguintes (6) desenvolver estratégias de generalização;
(7) oferecer consultoria por telefone;
responsabilidades: (8) realizar tratamentos auxiliares (ou encaminhar para outro
profissional que possa fazê-los);
(9) auxiliar o cliente a modificar seu próprio ambiente
INTERVENÇÕES NA DBT
Cada uma dessas funções é abordada por
um ou mais modos de intervenção:
Treinamento de
Consultoria por Reunião de
Psicoterapia habilidades
telefone Tratamentos consultoria (para
individual (grupos, semanal
(eventual, poucos auxiliares terapeutas,
(semanal) por 2h e meia, 24
minutos) 2h/semana)
semanas)
Treinamento de habilidades (grupos,
semanal por 2h e meia, 24 semanas)
Objetivo de desenvolver e praticar repertórios comportamentais voltados ao enfrentamento e à resolução das
dificuldades vividas pelos clientes
Similar a uma aula, em que o terapeuta-professor ensina novos comportamentos e prescreve como lição de casa
exercitá-los ao longo da semana
Quatro conjuntos de habilidades são ensinados:
• Mindfulness: processo intencional de observar, descrever e participar de uma única atividade no
momento presente e sem julgamento
• Efetividade interpessoal: assertividade
• Regulação emocional: reconhecimento/nomeação das emoções; diminuição de fatores de vulnerabilidade
(sono, alimentação, doenças físicas, exercícios físicos); acumular emoções positivas e construir maestria;
antecipar situações difíceis; checar fatos; fazer análise funcional
• Tolerância ao mal estar extremo: envolve tanto técnicas emergenciais de sobrevivência a crises (STOP, TIP)
quanto aceitação da realidade (como forma de reduzir sofrimento para, depois, pensar em alternativas)
INTERVENÇÕES NA DBT
Cada uma dessas funções é abordada por
um ou mais modos de intervenção:
Treinamento de
Consultoria por Reunião de
Psicoterapia habilidades
telefone Tratamentos consultoria (para
individual (grupos, semanal
(eventual, poucos auxiliares terapeutas,
(semanal) por 2h e meia, 24
minutos) 2h/semana)
semanas)
Consultoria por telefone (eventual,
poucos minutos)
Cabe ao terapeuta analisar se a quantidade e o tempo de duração das ligações estão
ultrapassando seus limites pessoais e profissionais
Utilizada para:
(1) intervir em situações de crise (por exemplo, quando o cliente
está inclinado a se matar, se cortar, purgar, etc.);
(2) implementar habilidades treinadas em uma situação nova ou
difícil (generalização);
(3) fortalecer algum ganho terapêutico;
(4) fomentar a relação terapêutica
INTERVENÇÕES NA DBT
Cada uma dessas funções é abordada por
um ou mais modos de intervenção:
Treinamento de
Consultoria por Reunião de
Psicoterapia habilidades
telefone Tratamentos consultoria (para
individual (grupos, semanal
(eventual, poucos auxiliares terapeutas,
(semanal) por 2h e meia, 24
minutos) 2h/semana)
semanas)
Tratamentos auxiliares
Tratamentos que não estão inclusos nos procedimentos da DBT, como exposição
prolongada em casos de TEPT
Podem ser feitos pelo próprio terapeuta ou por algum profissional para quem o
terapeuta encaminha
INTERVENÇÕES NA DBT
Cada uma dessas funções é abordada por
um ou mais modos de intervenção:
Treinamento de
Consultoria por Reunião de
Psicoterapia habilidades
telefone Tratamentos consultoria (para
individual (grupos, semanal
(eventual, poucos auxiliares terapeutas,
(semanal) por 2h e meia, 24
minutos) 2h/semana)
semanas)
Reunião de consultoria (para
terapeutas, 2h/semana)
Componente voltado para cuidar da competência técnica e da motivação dos
terapeutas
Os membros da equipe usam, entre si, as estratégias que empregam com seus clientes
(validação, análise em cadeia, ensaio comportamental, etc.) e assumem uma postura
dialética de resolução de conflitos.
ESTÁGIOS DO
TRATAMENTO
A DBT usa uma hierarquia de comportamentos para
determinar a ordem da intervenção. Esta estrutura serve a
vários propósitos terapêuticos:
(1) diminui a probabilidade de o terapeuta se perder em meio aos
diversos problemas do cliente
(2) possibilita que o tratamento foque nos problemas mais graves em
vez de responder apenas à “crise da semana”
(3) impede que o humor atual do cliente determine a agenda da
sessão
(4) favorece a resolução dos problemas de forma mais efetiva em vez
de apenas afugentá-los provisoriamente
A construção da hierarquia é feita por
meio da tradução das queixas do cliente
em comportamentos-problema, que são
categorizados em diferentes estágios, e
da tradução de seus objetivos em
comportamentos-alvo.
Pré-tratamento + quatro estágios
• Varia entre duas e quatro sessões
• O terapeuta deve:
(1) fortalecer a motivação do cliente em se manter
PRÉ- vivo;
TRATAMENTO (2) desenvolver uma boa relação terapêutica;
(3) apresentar informações psicoeducativas;
(4) explicar o funcionamento da DBT;
(5) obter comprometimento do cliente em seguir o
plano de tratamento por um ano;
(6) selecionar os comportamentos-problema,
categorizando-os nos Estágios 1, 2, 3 e 4
• Foco em:
1.1 Comportamentos que colocam a vida em risco
Ações suicidas, autolesão, ideação suicida
1.2 Comportamentos que interferem na terapia
ESTÁGIO 1 Atrasar ou faltar nas sessões, não implementar as
soluções fora da sessão etc.
1.3 Comportamentos que comprometem a
qualidade de vida
Abuso de drogas, compulsão alimentar etc.
1.4 Déficits comportamentais severos
• Foco em:
1.1 TEPT
1.2 Sinais e sintomas de outros transtornos
ESTÁGIO 2 psiquiátricos
1.3 Desregulação emocional exacerbada, esquiva
experiencial, outras dificuldades relacionadas a
sentimentos intensos de culpa, vergonha, raiva
etc.
• Foco em melhorar a qualidade geral de vida,
trabalhando com o cliente para:
• Alcançar objetivos de vida,
• Melhorar os relacionamentos (familiares,
ESTÁGIO 3 amorosos, amigáveis),
• Desenvolver satisfação profissional
• Cuidar da saúde
• Aumentar a autoestima
• Construir autorrespeito
• Para clientes que se sentem desconectados de algo
maior
• Objetivo de levar o cliente de uma sensação de
incompletude para uma sensação de conexão com o
ESTÁGIO 4 todo
Obs: não há evidências empíricas da eficácia deste
estágio
ESTRATÉGIAS DE
INTERVENÇÃO
As estratégias da DBT são divididas em 3 paradigmas, os
quais possuem um conjunto próprio de intervenções
PARADIGMAS
Aceitação Mudança Dialética
Comunicação Comunicação
Análise em cadeia
recíproca irreverente
INTERVEÑÇÕES
Soluções
Estratégias de Análise de dialéticas para
validação soluções solucionar
entraves
As estratégias da DBT são divididas em 3 paradigmas, os
quais possuem um conjunto próprio de intervenções
PARADIGMAS
Aceitação Mudança Dialética
Comunicação Comunicação
Análise em cadeia
recíproca irreverente
INTERVEÑÇÕES
Soluções
Estratégias de Análise de dialéticas para
validação soluções solucionar
entraves
Comunicação recíproca
• Ser acolhedor, cuidadoso, empático,
caloroso, sensível
O terapeuta • Ser responsivo ao relato do cliente
deve: • Analisar objetivamente problema trazido
pelo cliente e possíveis soluções
• Fazer autorrevelação, quando pertinente
As estratégias da DBT são divididas em 3 paradigmas, os
quais possuem um conjunto próprio de intervenções
PARADIGMAS
Aceitação Mudança Dialética
Comunicação Comunicação
Análise em cadeia
recíproca irreverente
INTERVEÑÇÕES
Soluções
Estratégias de Análise de dialéticas para
validação soluções solucionar
entraves
Estratégias de validação
É a comunicação
Validar não significa
explícita de que a forma
concordar com o cliente, É fundamental saber o
como a pessoa se
aprovar seu que validar, o que não
comporta, pensa e sente
comportamento ou validar e como validar
é coerente, relevante e
transmitir pena.
justificável.
Estratégias de validação
O que o terapeuta deve validar
(1) a importância do problema
(2) a dificuldade em resolver a situação
(3) a dor emocional
(4) a sensação de estar fora do controle
(5) o objetivo último do cliente, ainda que não a maneira (ex:
querer livrar-se de uma angústia extrema é válido, ainda que
cortar-se para consegui-lo não seja).
Estratégias de validação Revelar de modo empático e
Parafrasear cuidadoso suas inferências
Prestar acerca de sentimentos,
atenção pensamentos e
Como validar comportamentos
Nível 1. Escutar e observar Esclarecer que o cliente
Nível 2. Reflexão precisa sente, pensa e se comporta
da forma que os faz devido à
Nível 3. Articulação do não verbalizado sua biologia e à sua história
Nível 4. Validação via histórico causal de interação com o mundo,
Nível 5. Validação via momento causal atual descontruindo a noção de
“anormalidade”
Nível 6. Genuinidade radical
Se colocar em posição de igualdade, agindo de forma Idem ao anterior, mas em
espontânea e autêntica, demonstrando respeito por ele; relação às circunstâncias atuais
comunicar que acredita que o paciente é capaz de mudar
As estratégias da DBT são divididas em 3 paradigmas, os
quais possuem um conjunto próprio de intervenções
PARADIGMAS
Aceitação Mudança Dialética
Comunicação Comunicação
Análise em cadeia
recíproca irreverente
INTERVEÑÇÕES
Soluções
Estratégias de Análise de dialéticas para
validação soluções solucionar
entraves
Análise em cadeia
Deve-se analisar uma única
ocorrência de um
Tipo de análise funcional que
Permite a identificação de comportamento-problema e
visa identificar os eventos que
cada elemento problemático não de um padrão
ocorreram antes e depois da
da cadeia e qual parte dela comportamental (este será
emissão do comportamento-
requer intervenção. inferido após diversas análises
problema
em cadeia de um mesmo
comportamento).
Análise em cadeia
1. Descrever topografia,
frequência, intensidade e
duração do comportamento
Análise em cadeia
2. Identificar o estímulo que acionou a
sequência de eventos que levou ao
comportamento-problema.
Análise em cadeia
3. Identificar ações, pensamentos, sensações somáticas e
emoções do cliente e/ou eventos no ambiente que levaram o
evento desencadeante a produzir o comportamento
Análise em cadeia
5. Identificar condições do indivíduo que aumentam o poder
evocativo do evento desencadeante (dores, doenças, privação de
sono, efeitos de drogas, ressaca, fome, má nutrição, etc.)
Análise em cadeia
6. Descrever as consequências positivas e negativas produzidas
pelo comportamento-problema, especificando se são de curto,
médio ou longo prazo; fazer hipóteses funcionais
As estratégias da DBT são divididas em 3 paradigmas, os
quais possuem um conjunto próprio de intervenções
PARADIGMAS
Aceitação Mudança Dialética
Comunicação Comunicação
Análise em cadeia
recíproca irreverente
INTERVEÑÇÕES
Soluções
Estratégias de Análise de dialéticas para
validação soluções solucionar
entraves
Análise de soluções
É o planejamento e a implementação da intervenção. Consiste em:
(1) Selecionar o elemento da análise em cadeia que precisa ser modificado
(2) Gerar procedimentos específicos para o elemento selecionado (o cliente deve participar
da criação das possíveis soluções e, gradualmente, passar a elaborá-las por conta própria)
(3) Utilizar estratégias de orientação (explicitar a função da solução, explicar como ela
contribui para atingir determinado objetivo, fornecer as informações teóricas relevantes,
especificar as ações a serem realizadas e descrever os possíveis efeitos colaterais)
(4) Convidar o cliente a escolher entre as diferentes soluções levantadas
(5) Avaliar a eficácia provável da solução, analisando seus obstáculos e possíveis resultados
(6) Implementar a solução em sessão, avaliar a experiência do cliente, dar feedback positivo,
refinar a implementação da solução e valorizar a tentativa a despeito de sua efetividade.
As soluções utilizadas pela DBT se baseiam em procedimentos de intervenção originados nas terapias
comportamentais e cognitivo-comportamentais, sobretudo nas técnicas de controle de estímulos, exposição,
modificação cognitiva, manejo de contingências e desenvolvimento de repertório comportamental
Análise de soluções
As soluções utilizadas pela DBT se baseiam em procedimentos de intervenção
originados nas terapias comportamentais e cognitivo-comportamentais,
sobretudo nas técnicas de controle de estímulos, exposição, modificação
cognitiva, manejo de contingências e desenvolvimento de repertório
comportamental
Mudar intensidade/duração/frequência de exposição a
um estímulo, alterar a atenção dada a um estímulo (ou
aspecto do estímulo), aprimorar a
discriminação/contextualização do estímulo
Análise de soluções
As soluções utilizadas pela DBT se baseiam em procedimentos de intervenção
originados nas terapias comportamentais e cognitivo-comportamentais,
sobretudo nas técnicas de controle de estímulos, exposição, modificação
cognitiva, manejo de contingências e desenvolvimento de repertório
comportamental
Informal: apresentar o estímulo que elicia a emoção, de
forma gradual, e fazer o paciente experienciar a emoção
sem apresentar comportamentos maladaptativos de
fuga/esquiva (com manifestações de raiva ou auto-
invalidação, por exemplo)
Formal: quando há TEPT – falar sobre o trauma até que
isso não produza mais as emoções
Análise de soluções
As soluções utilizadas pela DBT se baseiam em procedimentos de intervenção
originados nas terapias comportamentais e cognitivo-comportamentais,
sobretudo nas técnicas de controle de estímulos, exposição, modificação
cognitiva, manejo de contingências e desenvolvimento de repertório
comportamental
Ensinar conceito de contingência (relação se-então),
questionamento socrático, mudar estilo do pensamento
(substituir julgamentos por descrições precisas, por
exemplo)
Análise de soluções
As soluções utilizadas pela DBT se baseiam em procedimentos de intervenção
originados nas terapias comportamentais e cognitivo-comportamentais,
sobretudo nas técnicas de controle de estímulos, exposição, modificação
cognitiva, manejo de contingências e desenvolvimento de repertório
comportamental
Auxiliar o paciente a produzir consequências diferentes
em seu ambiente (com role playing, por exemplo)
Análise de soluções
As soluções utilizadas pela DBT se baseiam em procedimentos de intervenção
originados nas terapias comportamentais e cognitivo-comportamentais,
sobretudo nas técnicas de controle de estímulos, exposição, modificação
cognitiva, manejo de contingências e desenvolvimento de repertório
comportamental
No treino de habilidades: mindfulness, tolerância ao
estresse, regulação emocional e efetividade interpessoal
Análise de soluções Para que todas estas intervenções possam ocorrer, podem ser
necessárias estratégias de comprometimento, que visam motivar o
cliente para aderir a um procedimento específico ou comprometer-se
com o plano de trabalho como um todo
Advogado do diabo: argumentar a
Prós e contras: falar vantagens e Pé na porta: Fazer uma solicitação
favor da manutenção do
desvantagens de mudar seu pouco custosa; após consentimento
comportamento-problema para que
comportamento-problema ou de a esta solicitação, o terapeuta faz
o cliente se sinta compelido a
mantê-lo uma solicitação mais custosa
argumentar a favor da mudança
Conectar comprometimentos atuais
com anteriores: Relembrar um Modelagem: o terapeuta aumenta
Porta na cara: Fazer uma solicitação
episódio da história de vida do gradualmente o comprometimento
extremamente custosa, a ser negada;
cliente no qual ele se comprometeu do cliente reforçando pequenas e
em seguida, fazer uma solicitação
a mudar e foi bem-sucedido e a sucessivas evoluções na direção
menos custosa
vincular com a possibilidade de desejada
mudança no contexto atual
As estratégias da DBT são divididas em 3 paradigmas, os
quais possuem um conjunto próprio de intervenções
PARADIGMAS
Aceitação Mudança Dialética
Comunicação Comunicação
Análise em cadeia
recíproca irreverente
INTERVEÑÇÕES
Soluções
Estratégias de Análise de dialéticas para
validação soluções solucionar
entraves
Comunicação irreverente
Geralmente utilizada em situações de impasse no processo terapêutico
É um meio inesperado e pouco convencional de responder ao cliente
Envolve humor excêntrico, confrontar, alternar o tom e a intensidade da voz,
dizer explicitamente o que muitos não teriam coragem de dizer, entre outros
Tem por objetivo pegar o cliente de surpresa e, assim, promover mudanças
em seus pensamentos, sentimentos e comportamentos
Deve-se distinguir a comunicação irreverente de sarcasmo ou julgamento e
estudar cuidadosamente como funciona esse estilo a partir dos vários
exemplos que podem ser encontrados na literatura de DBT.
As estratégias da DBT são divididas em 3 paradigmas, os
quais possuem um conjunto próprio de intervenções
PARADIGMAS
Aceitação Mudança Dialética
Comunicação Comunicação
Análise em cadeia
recíproca irreverente
INTERVEÑÇÕES
Soluções
Estratégias de Análise de dialéticas para
validação soluções solucionar
entraves
Soluções dialéticas para solucionar entraves
Metáfora
Entrar no paradoxo
Advogado do diabo
Estender ou alongar
Fazer dos limões uma limonada
• Usar algo que o • Mostrar o valor • Aumentar a • Enfatizar as • Argumentar a
cliente entende e de determinada importância ou contradições favor da
equivale a algo adversidade levar às últimas presentes no manutenção do
que ainda não como uma consequências comportamento comportamento-
entende muito oportunidade uma do cliente problema
bem (e.g., para aprender comunicação do
“aprender novos comportamento cliente (e.g.,
comportamentos novos ou “essa terapia não
é como andar de exercitar as está funcionando
bicicleta; você só habilidades porque você
consegue aprendidas demora muito
tentando”) para retornar
minhas ligações”
→ “já que a
terapia não está
te ajudando,
você quer ser
encaminhado
para outro
psicólogo?”)