Fundamentos da Ética na Filosofia
Fundamentos da Ética na Filosofia
org/wiki/%C3%89tica
Ética
Ética (do grego antigo: ethos "caráter", "costume") é o conjunto
de padrões e valores morais de um grupo ou indivíduo.[1][2]
Contudo, em Filosofia, a ética, filosofia ética (do grego ἠθική
[φιλοσοφία]) ou filosofia moral (do latim mos, mores) é a
disciplina filosófica que estuda os fundamentos da ação moral, Ilustração do dilema do bonde, um
procurando justificar a moralidade de uma ação e distinguir as dilema ético.
ações morais das ações imorais e amorais. A Ética procura
responder a várias questões de âmbito moral, sendo as principais:
Como devemos viver? ou Como devemos agir?.[3]
Etimologia
Ethos (ἦθος, ἔθος; pl.: ethe, ἤθη; ethea, ἤθεα) é uma palavra grega originalmente significando "lugar
acostumado" (como em ἤθεα ἵππων "os hábitats dos cavalos", Ilíada 6.511, 15.268),[4] principalmente
na forma com a letra eta, ἦθος, passando a denotar a forma usual de agir e ser, o caráter, a
"disposição nobre"; essa forma também é utilizada para se referir ao ser íntimo dos animais. Platão
usa ambos os termos (ἦθη καὶ ἔθη) como interconectados e complementares no sentido de "caráter e
hábitos de vida", como em A República.[5] Ethos forma a raiz de ethikos (ἠθικός), significando
"moralidade, demostrando caráter moral".[6]
Desenvolvimento
Na filosofia clássica, a ética não se resumia apenas aos hábitos ou costumes socialmente definidos e
comuns, mas buscava a fundamentação teórica para encontrar o melhor modo de viver e conviver,
isto é, a busca do melhor estilo de vida, tanto na vida privada quanto em público. A ética incluía a
maioria dos campos de conhecimento que não eram abrangidos na física, metafísica, estética, na
lógica, na dialética e nem na retórica. Assim, a ética abrangia os campos que atualmente são
denominados antropologia, psicologia, sociologia, economia, pedagogia, às vezes política, e até
mesmo educação física e dietética,[carece de fontes?] em suma, campos direta ou indiretamente ligados
ao que influi na maneira de viver ou estilo de vida. Um exemplo desta visão clássica da ética pode ser
encontrado na obra Ética, de Spinoza. Os filósofos tendem a dividir teorias éticas em três áreas:
metaética, ética normativa e ética aplicada.
1 of 15 04/01/2025, 23:04
Ética – Wikipédia, a enciclopédia livre [Link]
▪ Ética das virtudes, sobre as teorias éticas normativas que enfatizam virtudes da mente, caráter e
senso de honestidade e bondade passíveis de se adquirir ou desenvolvimento;
▪ Ética Moral, trata-se de uma reflexão sobre o valor das ações sociais consideradas tanto no
âmbito coletivo como no âmbito individual.
Termo
Em seu sentido mais abrangente, o termo "ética" implicaria um exame dos hábitos da espécie
humana e do seu caráter em geral, e envolveria até mesmo uma descrição ou história dos hábitos
humanos em sociedades específicas e em diferentes épocas. Um campo de estudos assim seria
obviamente muito vasto para poder ser investigado por qualquer ciência ou filosofia particular. Além
disso, porções desse campo já são ocupadas pela história, pela antropologia e por algumas ciências
naturais particulares (como, por exemplo, a fisiologia, a anatomia e a biologia), se considerarmos que
o pensamento e a realização artística são hábitos humanos normais e elementos de seu caráter. No
entanto, a ética, propriamente dita, restringe-se ao campo particular do caráter e da conduta humana
à medida que esses estão relacionados a certos princípios – comumente chamados de "princípios
morais". As pessoas geralmente caracterizam a própria conduta e a de outras pessoas empregando
adjetivos como "bom", "mau", "certo" e "errado". A ética investiga justamente o significado e escopo
desses adjetivos tanto em relação à conduta humana como em seu sentido fundamental e absoluto.
[11]
Outras definições
2 of 15 04/01/2025, 23:04
Ética – Wikipédia, a enciclopédia livre [Link]
Já houve quem definisse a ética como a "ciência da conduta". Essa definição é imprecisa por várias
razões. As ciências são descritivas ou experimentais, mas uma descrição exaustiva de quais ações ou
quais finalidades são ou foram chamadas, no presente e no passado, de "boas" ou "más" encontra-se
obviamente além das capacidades humanas. E os experimentos em questões morais (sem considerar
as consequências práticas inconvenientes que provavelmente propiciariam) são inúteis para os
propósitos da ética, pois a consciência moral seria instantaneamente chamada para a elaboração do
experimento e para fornecer o tema de que trata o experimento. A ética é uma filosofia, não uma
ciência. A filosofia é um processo de reflexão sobre os pressupostos subjacentes ao pensamento
irrefletido. Na lógica e na metafísica ela investiga, respectivamente, os próprios processos de
raciocínio e as concepções de causa, substância, espaço e tempo que a consciência científica ordinária
não tematiza nem critica. No campo da ética, a filosofia investiga a consciência moral, que desde
sempre pronuncia juízos morais sem hesitação, e reivindica autoridade para submeter a críticas
contínuas as instituições e formas de vida social que ela mesma ajudou a criar.[11]
Ela se ocupa dessas questões justamente porque cada indivíduo que deseja agir corretamente é
constantemente chamado a responder questões como, por exemplo, "Que ação particular atenderá os
critérios de justiça sob tais e tais circunstâncias?" ou "Que grau de ignorância permitirá que esta
pessoa particular, nesse caso particular, exima-se de responsabilidade?" A consciência moral tenta
obter um conhecimento tão completo quanto possível das circunstâncias em que a ação considerada
deverá ser executada, do caráter dos indivíduos que poderão ser afetados, e das consequências (à
medida que possam ser previstas) que a ação produzirá, para então, em virtude de sua própria
capacidade de discriminação moral, pronunciar um juízo.[11]
O problema recorrente da consciência moral, "O que devo fazer?", é um problema que recebe uma
resposta mais clara e definitiva à medida que os indivíduos se tornam mais aptos a aplicar, no curso
de suas experiências morais, aqueles princípios da consciência moral que, desde o princípio, já eram
aplicados naquelas experiências. Entretanto, há um sentido em que se pode dizer que a filosofia
moral tem origem em dificuldades inerentes à natureza da própria moralidade, embora permaneça
verdade que as questões que a ética procura responder não são questões com as quais a própria
consciência moral jamais tenha se confrontado.[11]
O fato de que os seres humanos dão respostas diferentes a problemas morais que pareçam
semelhantes ou mesmo o simples fato de que as pessoas desconsideram, quando agem imoralmente,
os preceitos e princípios implícitos da consciência moral produzirão certamente, cedo ou tarde, o
desejo de, por um lado, justificar a ação imoral e pôr em dúvida a autoridade da consciência moral e a
validade de seus princípios; ou de, por outro lado, justificar juízos morais particulares, seja por uma
análise dos princípios morais envolvidos no juízo e por uma demonstração de sua aceitação
universal, seja por alguma tentativa de provar que se chega ao juízo moral particular por um processo
de inferência a partir de alguma concepção universal do Supremo Bem ou do Fim Último do qual se
podem deduzir todos os deveres ou virtudes particulares.[11]
Pode ser que a crítica da moralidade tenha início com uma argumentação contra as instituições
morais e os códigos de ética existentes; tal argumentação pode se originar da atividade espontânea da
própria consciência moral. Mas quando essa argumentação torna-se uma tentativa de encontrar um
3 of 15 04/01/2025, 23:04
Ética – Wikipédia, a enciclopédia livre [Link]
critério universal de moralidade – sendo que essa tentativa começa a ser, com efeito, um esforço de
tornar a moralidade uma disciplina científica – e especialmente quando a tentativa é vista, tal como
deve ser vista afinal, como fadada ao fracasso (dado que a consciência moral supera todos os padrões
de moralidade e realiza-se inteiramente nos juízos particulares), pode-se dizer então que tem início a
ética como um processo de reflexão sobre a natureza da consciência moral.[11]
História da ética
A verdade é que nenhum tipo de sistema de ética poderia ter sido construído até que se direcionasse
a atenção à vagueza e inconsistência das opiniões morais comuns da humanidade. Para esse
propósito, era necessário que um intelecto filosófico de primeira grandeza se concentrasse sobre os
problemas da prática. Em Sócrates, encontra-se pela primeira vez a requerida combinação de um
interesse proeminente pela conduta com um desejo ardente por conhecimento. Os pensadores pré-
socráticos devotaram-se todos principalmente à pesquisa ontológica; mas, pela metade do século V
a.C. o conflito entre seus sistemas dogmáticos havia levado algumas das mentes mais afiadas a
duvidar da possibilidade de se penetrar no segredo do universo físico. Essa dúvida encontrou
4 of 15 04/01/2025, 23:04
Ética – Wikipédia, a enciclopédia livre [Link]
Ética sofistica
Embora Sócrates tenha sido o primeiro a chegar a uma concepção adequada dos problemas da
conduta, a ideia geral não surgiu com ele. A reação natural contra o dogmatismo metafísico e ético
dos antigos pensadores havia alcançado o seu clímax com os sofistas. Górgias e Protágoras são
apenas dois representantes do que, na verdade, foi uma tendência universal a abandonar a teorização
dogmática e estritamente ontológica e a se refugiar nas questões práticas – especialmente, como era
natural na cidade-estado grega, nas relações cívicas do cidadão.
A educação oferecida pelos sofistas não tinha por objetivo nenhuma teoria geral da vida, mas
propunha-se ensinar a arte de lidar com os assuntos mundanos e administrar negócios públicos. Em
seu encômio às virtudes do cidadão, apontaram o caráter prudencial da justiça como meio de obter
prazer e evitar a dor. Na concepção grega de sociedade, a vida do cidadão livre consistia
principalmente em suas funções públicas, e, portanto, as declarações pseudoéticas dos sofistas
satisfaziam as expectativas da época. Não se considerava a ἀρετἠ (virtude ou excelência) como uma
qualidade única, dotada de valor intrínseco, mas como virtude do cidadão, assim como tocar bem a
flauta era a virtude do tocador de flauta. Percebe-se aqui, assim como em outras atividades da época,
a determinação de adquirir conhecimento técnico e de aplicá-lo diretamente a assuntos práticos;
assim como a música estava sendo enriquecida por novos conhecimentos técnicos, a arquitetura por
teorias modernas de planejamento e réguas T (ver Hipódamo), o comando de soldados pelas novas
técnicas da "tática" e dos "hoplitas", do mesmo modo a cidadania deve ser analisada como inovação,
sistematizada e adaptada conforme exigências modernas. Os sofistas estudaram esses temas
superficialmente, é certo, mas abordaram-nos de maneira abrangente, e não é de se estranhar que
tenham lançado mão dos métodos que se mostraram bem-sucedidos na retórica e tenham-nos
aplicado à "ciência e arte" das virtudes cívicas.
O Protágoras de Platão alega, não sem razão, que ao ensinar a virtude eles simplesmente faziam
sistematicamente o que todos os outros faziam de modo caótico. Mas no verdadeiro sentido da
palavra, os sofistas não dispunham de um sistema ético, nem fizeram contribuições substanciais,
salvo por um contraste com a especulação ética. Simplesmente analisaram as fórmulas
convencionais, de maneira bem semelhante a de certos moralistas (assim chamados) "científicos".
Ética socrática
A essa arena de senso-comum e vagueza, Sócrates trouxe um novo espírito crítico, e mostrou que
esses conferencistas populares, a despeito de sua fértil eloquência, não podiam defender suas
suposições fundamentais nem sequer oferecer definições racionais do que alegavam explicar. Não só
eram assim "ignorantes" como também perenemente inconsistentes ao lidar com casos particulares.
Desse modo, com o auxílio de sua famosa "dialética", Sócrates primeiramente chegou ao resultado
negativo de que os pretensos mestres do povo eram tão ignorantes quanto ele mesmo afirmava ser, e,
em certa medida, justificou o encômio de Aristóteles de ter prestado o serviço de "introduzir a
indução e as definições" na filosofia. No entanto, essa descrição de sua obra é muito técnica e muito
positiva, se avaliada com base nos primeiros diálogos de Platão, em que o verdadeiro Sócrates
5 of 15 04/01/2025, 23:04
Ética – Wikipédia, a enciclopédia livre [Link]
Era essencialmente uma ética de virtudes, que visava o desenvolvimento da bondade amor e
sabedoria humanas, baseado no conceito de virtudes e Bem.[12][13][14][15] As características
historicamente importantes de sua filosofia moral, tomando-se conjuntamente seus ensinamentos e
o seu caráter pessoal, podem ser sintetizados da seguinte maneira: (1) uma busca apaixonada por um
conhecimento que não está disponível em lugar algum, mas que, se encontrado, aperfeiçoará a
conduta humana; (2) simultaneamente, uma exigência de que os homens deveriam agir na medida
do possível conforme uma teoria coerente; (3) uma adesão provisória à concepção recebida sobre o
que é bom, com toda a sua complexidade e incoerência, e uma prontidão permanente em sustentar a
harmonia de seus diversos elementos, e em demonstrar a superioridade da virtude mediante um
apelo ao padrão do interesse próprio; (4) firmeza pessoal em adotar essas convicções práticas. É só
quando se tem em vista todos esses pontos que se pode compreender como, das conversações
socráticas, brotaram as diferentes correntes do pensamento ético grego.
Quatro escolas diferentes têm sua origem imediata no círculo que se reuniu em torno de Sócrates – a
escola megárica, a platônica, a cínica e a cirenaica. A influência do mestre manifesta-se em todas
6 of 15 04/01/2025, 23:04
Ética – Wikipédia, a enciclopédia livre [Link]
apesar das grandes diferenças que as separam; todas concordam em sustentar que a possessão mais
importante do homem é a sabedoria ou o conhecimento, e que o conhecimento mais importante a ser
adquirido é o conhecimento do Bem. Aqui, no entanto, termina a concordância. A parte mais
filosófica do círculo socrático constituiu um grupo do qual Euclides de Mégara foi provavelmente o
primeiro líder. Esse grupo admitia que o Bem era objeto de uma investigação ainda inconclusa e
foram levados a identificá-lo com o segredo do universo e, desse modo, a passar da ética à metafísica.
Outros, cujas exigências por conhecimento eram mais facilmente satisfeitas e estavam ainda sob a
impressão causada pelo lado positivo e prático dos ensinamentos do mestre, tornaram a busca um
assunto bem mais simples. Consideraram que o Bem já era conhecido e sustentaram que a filosofia
consistia na aplicação rígida desse conhecimento às ações. Entre esses estavam Antístenes, o cínico, e
Aristipo de Cirene. Ambos admitiram o dever de viver consistentemente conforme a teoria, em vez de
conduzi-la por impulso ou pelo costume. Por sua noção de um novo valor conferido à vida por meio
dessa racionalização, e por seus esforços em manter uma firmeza inabalável, calma e tranquila, de
têmpera socrática, é que Antístenes e Aristipo são reconhecidos como "homens socráticos", apesar de
terem dividido a doutrina positiva do mestre em sistemas diametralmente opostos. Acerca de seus
princípios conflitantes, pode-se dizer que, enquanto Aristipo efetivou a transição lógica mais óbvia
para reduzir os ensinamentos de Sócrates a uma clara unidade dogmática, Antístenes certamente
extraiu a inferência mais natural que se poderia tirar da vida socrática.
Aristipo argumentava que, se tudo o que é belo ou admirável no comportamento deriva essas
qualidades de sua utilidade, isto é, de sua aptidão em produzir um bem maior; e, se a ação virtuosa é
essencialmente uma ação realizada com previsão – com a apreensão racional de que a ação é o meio
adequado para a aquisição daquele bem –; então aquele bem só pode ser o prazer. Aristipo
sustentava que os prazeres e dores corporais são os mais incisivos, mas não parece ter defendido essa
ideia em termos de uma teoria materialista, pois admitia a existência de prazeres exclusivamente
mentais, tais como alegrar-se com a prosperidade da terra natal. Admitia plenamente que esse bem
poderia se realizar apenas em partes sucessivas, e deu ênfase até exagerada à regra de buscar o prazer
do momento e não se preocupar com o futuro. Para Aristipo, a sabedoria manifestava-se na seleção
tranquila, resoluta e habilidosa dos prazeres que as circunstâncias ofereciam de momento a
momento, sem se deixar perturbar pela paixão, pelo preconceito ou pela superstição; e a tradição
representa-o como alguém que realizou esse ideal em grau impressionante. Entre os preconceitos dos
quais o homem sábio estaria livre, Aristipo inclui a obediência às convenções ditadas pelo costume
que não tivessem penalidades vinculadas à sua transgressão; no entanto, sustentava, assim como
Sócrates, que essas penalidades tornavam razoável adotar uma postura de conformismo. Assim, logo
nos primórdios da teoria ética, já aparecia uma exposição completa e minuciosa do hedonismo.
Bem diferente era a compreensão de Antístenes e dos cínicos a respeito do espírito socrático. Eles
igualmente sustentavam que nenhuma pesquisa especulativa seria necessária à descoberta do bem e
da virtude, e defenderam que a sabedoria socrática não se exibiu numa busca habilidosa pelo prazer;
mas, ao contrário, numa indiferença racional em relação ao prazer – numa nítida compreensão de
que não há valor algum no prazer nem em outros objetos dos desejos mais comuns acalentados pelos
homens. Antístenes, com efeito, declarou taxativamente que o prazer é um mal: "É melhor a loucura
que ceder ao prazer". Ele não desconsiderou a necessidade de complementar o insight meramente
intelectual com a "força de espírito socrática"; mas parecia-lhe que, por uma combinação de insight e
autocontrole, a pessoa poderia conquistar uma independência espiritual absoluta que nada deixaria
faltar a um perfeito bem-estar (ver também Diógenes de Sínope). Pois, quanto à pobreza, à labuta
extenuante, ao desapreço e aos outros males que apavoram os homens, esses seriam úteis,
argumentava ele, como meios de avançar na liberdade e virtude espiritual. Entretanto, na concepção
cínica de sabedoria, não há um critério positivo além da mera rejeição dos preconceitos e dos desejos
irracionais. Vimos que Sócrates não alegava ter descoberto uma teoria abstrata sobre a boa ou sábia
conduta; ao mesmo tempo, entendia essa falta, em sentido prático, como motivo para a execução
7 of 15 04/01/2025, 23:04
Ética – Wikipédia, a enciclopédia livre [Link]
confiante dos deveres costumeiros, sustentando sempre que sua própria felicidade estava
condicionada a essa prática. Os cínicos, de modo mais ousado, descartaram tanto o prazer como o
mero costume por considerarem ambos irracionais; mas, ao fazerem isso, deixaram a razão liberada
sem nenhum objetivo definido além de sua própria liberdade. É absurdo, tal como Platão apontou,
dizer que o conhecimento é o bem e, depois, quando nos indagam "conhecimento de quê?" não ter
outra resposta positiva senão "do bem"; mas os cínicos não parecem ter feito nenhum esforço sério
de escapar a esse contrassenso.[11]
Platão
A ética de Platão não pode ser tratada adequadamente como um produto acabado; mas sim como um
movimento contínuo, a partir da posição de Sócrates, em direção ao sistema mais completo e
articulado de Aristóteles, exceto por sugestões de teor ascético e místico em algumas partes dos
ensinamentos de Platão que não encontram correspondência em Aristóteles, e que, de fato,
desaparecem da filosofia grega logo após a morte de Platão, para bem mais tarde ressurgirem e serem
entusiasticamente desenvolvidas pelo neopitagorismo e pelo neoplatonismo. O primeiro ponto em
que se pode identificar uma concepção ética platônica distinta da de Sócrates está presente no
Protágoras. Nesse diálogo, Platão envida esforços genuínos, embora nitidamente tenteadores, em
definir o objeto daquele conhecimento que ele e seu mestre consideravam ser a essência de toda a
virtude. Esse conhecimento seria na verdade uma mensuração de prazeres e dores por meio da qual o
sábio evita erroneamente subestimar as sensações futuras em comparação com o que se costuma
chamar de "ceder ao medo e ao desejo". Esse hedonismo tem intrigado os leitores de Platão. Mas não
há razão para perplexidades, pois o hedonismo é o corolário mais óbvio daquela doutrina socrática
segundo a qual cada uma das diferentes noções de bem – o belo, o prazeroso e o útil – deve ser de
alguma forma interpretada em termos das outras. No que diz respeito a Platão, no entanto, essa
conclusão só podia ser mantida enquanto ele não tivesse executado o movimento intelectual de levar
o método socrático para além do campo do comportamento humano e desenvolvê-lo num sistema
metafísico.
Esse movimento pode ser expresso da seguinte maneira. "Se soubéssemos", dizia Sócrates, "o que é a
justiça, seríamos capazes de apresentar uma definição da justiça"; o verdadeiro conhecimento deve
ser um conhecimento do fato geral, comum a todos os casos individuais aos quais são aplicados a
noção geral. Mas isso também é verdade em relação a outros objetos de pensamento e discurso; a
mesma relação entre noções gerais e exemplos particulares se estende por todo o universo físico; só
se pode pensar e falar sobre ele por meio de tais noções. O conhecimento verdadeiro ou científico,
portanto, deve ser um conhecimento geral, relacionado primariamente não aos indivíduos, mas aos
fatos ou qualidades gerais que os indivíduos exemplificam; de fato, a noção de um indivíduo, quando
examinada, mostra-se como um agregado daquelas qualidades gerais. Mas, novamente, o objeto do
verdadeiro conhecimento deve ser o que realmente existe; assim, a realidade do universo deve se
apoiar em fatos ou relações gerais, e não nos indivíduos que exemplificam tais fatos e relações.
Até aqui os passos são suficientemente claros; mas ainda não se vê como esse realismo lógico (como
foi posteriormente chamada essa posição) resulta no caráter essencialmente ético do platonismo. A
filosofia de Platão está voltada para o universo inteiro do ser; no entanto, o objeto último de sua
contemplação filosófica ainda é "o bem", agora considerado como o fundamento último de todo o ser
e de todo o conhecimento. Ou seja, a essência do universo é identificada com esse fim – a causa
"formal" das coisas é identificada com a sua causa "final", conforme a posterior terminologia
aristotélica. Como isso ocorre?
Talvez a melhor maneira de explicá-lo esteja num retorno à aplicação original do método socrático
aos assuntos humanos. Uma vez que toda a atividade racional tem em vista alguma finalidade, as
8 of 15 04/01/2025, 23:04
Ética – Wikipédia, a enciclopédia livre [Link]
diferentes artes e funções da indústria humana são naturalmente definidas por uma declaração sobre
seus usos ou finalidades; analogamente, ao oferecer uma explicação sobre os vários artistas e
funcionários, apresentamos necessariamente as suas finalidades – "aquilo em que eles são bons".
Numa sociedade organizada segundo os princípios socráticos, todos os seres humanos seriam
designados para alguma utilidade; a essência de suas vidas consistiria em fazer aquilo em que são
bons (o seu εργον próprio). Mas, novamente, é fácil estender essa concepção para todo o campo da
vida organizada; um olho que não alcança a sua finalidade de enxergar está destituído da essência do
olho. Em resumo, pode-se dizer acerca de todos os órgãos e instrumentos que eles são o que
pensamos deles à medida que cumprem a sua função e alcançam sua finalidade. Assim, se o universo
for concebido organicamente como um arranjo complexo de meios para fins, entende-se por que
Platão pode sustentar que todas as coisas realmente são (ou "realizam sua ideia"), à medida que
alcançam o fim ou o bem especial para o qual foram dispostas. Mesmo Sócrates, apesar de sua
aversão à física, foi levado pela reflexão piedosa a expor uma visão ideológica do mundo físico, um
mundo organizado em todas as suas partes pela sabedoria divina para a realização de alguma
finalidade divina; e a viragem metafísica que Platão imprimiu a essa visão foi provavelmente
antecipada por Euclides de Mégara, que sustentava que o único ser real é "aquilo que chamamos por
diversos nomes: Bem, Sabedoria, Razão ou Deus", aos quais Platão, alçando a identificação socrática
da beleza com a utilidade a um significado mais elevado, acrescentou o nome do Belo Absoluto, ao
explicar como o amor à beleza mostra-se em última instância como um anseio pela finalidade e pela
essência do ser.
Platão, portanto, aderiu a essa vasta orientação filosófica, e identificou as noções últimas da ética
com as da ontologia. É necessário analisar agora que atitude adotará em relação às investigações
práticas que foram o seu ponto de partida. Quais serão agora suas concepções de sabedoria, virtude,
prazer e de suas relações com o bem-estar?
9 of 15 04/01/2025, 23:04
Ética – Wikipédia, a enciclopédia livre [Link]
ao paradoxo de que a verdadeira arte de viver é, na verdade, uma "arte de morrer" para os sentidos, a
fim de existir em estreita união com a bondade e a beleza absoluta. Por outro lado, dado que o
filósofo deve ainda viver e atuar no mundo sensível, a identificação socrática entre sabedoria e
virtude é plenamente mantida por Platão. Somente aquele que capta o bem em abstrato pode
reproduzi-lo como bem transitório e imperfeito na vida humana, e é impossível que, dispondo desse
conhecimento, não aja de acordo com ele, seja em assuntos privados, seja em assuntos públicos.
Assim, no verdadeiro filósofo, encontra-se necessariamente o homem bom em sentido prático, e
também o estadista perfeito, caso a organização da sociedade permita-lhe exercer a sua habilidade
estadística.
Os traços característicos dessa bondade prática no pensamento maduro de Platão refletem as noções
fundamentais de sua concepção de universo. A alma do homem, em seu estado bom e normal, deve
estar organizada e harmonizada conforme a orientação da razão. Surge então a questão: "Em que
consiste essa ordem ou harmonia?" Para esclarecer a resposta elaborada por Platão, convém notar
que, embora mantivesse a doutrina socrática de que a virtude mais elevada é indissociável do
conhecimento do bem, Platão reconhecia uma espécie inferior de virtude, possuída por homens que
não eram filósofos. É evidente que, se o bem a ser conhecido é o fundamento último de todas as
coisas, ele só pode ser alcançado por um restrito e seleto grupo. No entanto, não se pode restringir a
virtude apenas a esse grupo. Que abordagem, então, deve ser dada às virtudes "cívicas" ordinárias –
coragem, temperança e justiça? Parece claro que os homens que cumprem os seus deveres, resistindo
às seduções do medo e do desejo, devem ter, se não conhecimento, ao menos opiniões corretas
quanto ao bem e ao mal na vida humana; mas de onde viriam essas "opiniões" corretas? Vêm em
parte, diz Platão, da natureza e da "alocação divina"; mas, para seu adequado desenvolvimento, são
necessários "o costume e a prática". Daí a importância basilar da educação e da disciplina para a
virtude cívica; e mesmo para os futuros filósofos é indispensável essa cultura moral, em que também
cooperam o treinamento físico e estético (uma preparação apenas intelectual não basta). O
conhecimento perfeito, por outro lado, não pode ser implantado numa alma que não tenha passado
por uma preparação que inclui bem mais que o treinamento físico. O que é essa preparação? Um
passo importante na análise psicológica foi dado quando Platão reconheceu que o efeito dessa
preparação era produzir a "harmonia" acima mencionada entre as diferentes partes da alma, de
modo que os impulsos se subordinassem à razão. Platão distinguiu esses elementos não racionais
num componente concupiscível (το επιθυµητικον) e num componente irascível (το θυµοειδες ou
θυµος) – e afirmou que a separação entre esses dois elementos, e entre esses e a razão, é estabelecida
pela experiência que o indivíduo tem de sua vida interior.
Nessa tripartição da alma, Platão encontrou uma concepção sistemática das quatro espécies de
virtudes reconhecidas pela moral estabelecida da Grécia – mais tarde chamadas de Virtudes
Cardinais. Dessas, as duas mais fundamentais eram a sabedoria – que em sua forma superior
identifica-se com a filosofia – e aquela atividade harmoniosa e regulada de todos os elementos da
alma, que Platão toma como a essência da retidão nas relações sociais (δικαιοσινη). O sentido desse
termo é essencialmente social; e só se pode explicar o uso desse termo por Platão numa referência à
analogia que ele traça entre o homem individual e a comunidade. Numa polis justamente ordenada,
tanto o bem-estar social como o bem-estar individual dependeriam da interação harmoniosa
daqueles diversos elementos, cada um deles desempenhando a sua função própria, a qual, em sua
aplicação social, é mais naturalmente denominada δικαιοσινη. Vemos, além disso, como na
concepção platônica as virtudes fundamentais da Sabedoria e da Justiça estão interconectadas. A
sabedoria mantém necessariamente a atividade ordenada, e essa última consiste na regulação pela
sabedoria; enquanto que as duas outras virtudes especiais – a Coragem (ανδρεια) e a Temperança
(σωφροσινη) – são apenas lados ou aspectos diferentes dessa ação sabiamente regulada de uma alma
composta.
10 of 15 04/01/2025, 23:04
Ética – Wikipédia, a enciclopédia livre [Link]
Essas são as formas como o bem essencial se manifesta na vida humana. Resta saber se a
apresentação dessas formas fornece uma explicação completa do bem-estar humano ou se também se
deve incluir o prazer. Nesse ponto, o pensamento de Platão parece ter sofrido várias oscilações.
Depois de aparentemente sustentar que o prazer é o bem (Protágoras), ele passa para o extremo
oposto, rejeitando qualquer assimilação entre bem e prazer (Fédon, Górgias); pois (1), sendo algo
concreto e transitório, o prazer não é o bem verdadeiramente essencial que o filósofo está a buscar;
(2) as sensações mais prontamente reconhecidas como prazeres estão associadas à dor, num vínculo
completamente estranho à natureza do bem, uma vez que esse último jamais se associa ao mal. No
entanto, essa era uma concepção que discordava tanto do socratismo que Platão não poderia
permanecer nela. Que o prazer não fosse um bem absoluto não era justificativa para não incluí-lo
entre os bens da vida humana concreta; além disso, somente os prazeres brutos e vulgares estão
indissociavelmente ligados às dores da carência. Desse modo, na República, ele não receia tomar o
prazer como parâmetro para responder à questão sobre a superioridade intrínseca da vida filosófica
ou virtuosa, e argumenta que só o homem filosófico (ou bom) desfruta o prazer genuíno, ao passo
que o sensualista gasta a sua vida oscilando entre a carência dolorosa e o estado neutral de falta-de-
dor, que ele equivocadamente toma por prazer positivo. Ainda mais enfaticamente, declara-se nas
Leis que, quando se está "dissertando para homens, não para deuses", deve-se mostrar que a vida que
se estima como a melhor e mais nobre é também aquela em que o prazer supera em maior proporção
a dor. Mas, embora Platão mantenha que essa conexão inquebrantável entre o melhor e o mais
prazeroso seja verdadeira e importante, é apenas em benefício do vulgo que ele dá essa ênfase ao
prazer; pois, na comparação mais filosófica apresentada no Filebo entre as alegações do prazer e as
da sabedoria, as primeiras são completamente subjugadas.
Aristóteles
Aristóteles, em sua obra Ética a Nicômaco, afirma que a
felicidade (eudemonia) não consiste nem nos prazeres, nem nas
riquezas, nem nas honras, mas numa vida virtuosa. A virtude
(areté), por sua vez, se encontra num justo meio entre os
extremos, que será encontrada por aquele dotado de prudência
(phronesis) e educado pelo hábito no seu exercício.
Para os filósofos cínicos, a felicidade era identificada com o poder sobre si mesmo ou auto-
suficiência (em grego, autárkeia) e é alcançada eliminando-se da vontade todo o supérfluo, tudo
aquilo que fosse exterior. Defendiam um retorno à vida da natureza, errante e instintiva, como a dos
cães. Desacreditavam as conquistas da civilização, suas estruturas jurídicas, religiosas e sociais.
Para os estoicos, a felicidade consiste em viver de acordo com a lei racional da natureza e aconselha
11 of 15 04/01/2025, 23:04
Ética – Wikipédia, a enciclopédia livre [Link]
a indiferença (apathea) em relação a tudo que é externo. O homem sábio obedece à lei natural
reconhecendo-se como uma peça na grande ordem e propósito do universo, devendo assim manter a
serenidade e indiferença perante as tragédias e alegrias.
Para os céticos da antiguidade, nada podemos saber, pois sempre há razões igualmente fortes
para afirmar ou negar qualquer teoria, além do que toda teoria é indemonstrável (um dos
argumentos é que toda demonstração exige uma demonstração e assim ad infinitum). Defender
qualquer teoria, então, traz sofrimentos desnecessárias e inúteis. Assim, os céticos advogavam a
"suspensão do juízo" (epokhé). Por exemplo, aquele que não imagina que a dor é um mal não sofre
senão da dor presente, enquanto que aquele que julga a dor um mal duplica seu sofrimento e mesmo
sofre sem dor presente, sendo a mera ideia do mal da dor às vezes mais dolorosa que a própria dor.
[17]
Espinoza, em sua obra Ética, afirma que a felicidade consiste em compreender e criar as
circunstâncias que aumentem nossa potência de agir e de pensar, proporcionando o afeto de alegria e
libertando-nos das determinações alheias (paixões), isto é, afirmando a necessidade de nossa própria
natureza (conatus). Unicamente a alegria nos leva ao amor ("alegria que associamos a uma causa
exterior a nós") no cotidiano e na convivência com os outros, enquanto a tristeza jamais é boa,
intrinsecamente relacionada ao ódio ("tristeza que associamos a uma causa exterior a nós"), a tristeza
sempre é destrutiva.[18][19] Espinosa dizia, quanto aos dominados pelas paixões: "Não rir nem
chorar, mas compreender".[20]
Kant
Kant achava que a igualdade básica entre os homens era fundamental para o desenvolvimento de
uma ética universal. Kant precisava chegar a uma moral igual para todos, uma moral racional, a
única possível para todo e qualquer ser racional. Sua filosofia se volta sempre, em primeiro lugar,
para o homem, e se chama filosofia transcendental porque busca encontrar no homem as condições
de possibilidade do conhecimento verdadeiro e do agir livre. No centro das questões éticas, aparece o
dever, ou obrigação moral. Se a moral é a racionalidade do sujeito, a vontade verdadeiramente boa
deve agir sempre conforme o dever e por respeito ao dever, porque é dever, eis o único motivo válido
da ação moral.[21]
Para Kant, os conteúdos éticos nunca são dados do exterior. "Age de tal maneira que possas ao
mesmo tempo querer que a máxima da tua vontade se torne lei universal". É moralmente necessário
que todos ajam assim.[21]
Visão
12 of 15 04/01/2025, 23:04
Ética – Wikipédia, a enciclopédia livre [Link]
Juízo de valor são frases que usam palavras como bom, mau, Protesto contra o aborto.
certo, errado, moral, imoral, etc..
“ A ética é ainda indispensável ao profissional, porque na ação humana "o fazer" e "o
agir" estão interligados. O fazer diz respeito à competência, à eficiência que todo
profissional deve possuir para exercer bem a sua profissão. O agir se refere à conduta
do profissional, ao conjunto de atitudes que deve assumir no desempenho de sua
profissão.[22] ”
▪ A principal lei ética na robótica é:
▪ Um robô jamais deve ser projetado para machucar pessoas ou lhes fazer mal.
▪ Na biologia:
▪ Um assunto que é bastante polémico é a clonagem: uma parte dos ativistas considera que,
pela ética e bom senso, a clonagem só deve ser usada, com seu devido controle, em
animais e plantas somente para estudos biológicos - nunca para clonar seres humanos.
▪ Na Programação
13 of 15 04/01/2025, 23:04
Ética – Wikipédia, a enciclopédia livre [Link]
▪ Nunca criar programas (softwares) para prejudicar as pessoas, como para roubar ou
espionar.
Ver também
▪ Ética no direito
▪ Bioética
▪ Ética na Internet
▪ Ética da discussão
▪ Longoprazismo
▪ Ética empresarial
▪ Metaética
▪ Ética jornalística
▪ Sócrates
▪ Ética na educação
▪ Religião
Referências
1. Fieser, James. Ethics ([Link] Internet Encyclopedia of Philosophy.
2. Curso Ética e Relacionamento no Trabalho ([Link]
7/mod_resource/content/6/%C3%89tica%20e%20Relacionamento%20no%[Link]) (PDF).
Brasília: Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte -SENAT. 2016. p. 8
3. SINGER, Peter (1999). A Companion of Ethics. Massachusetts: Blackwell Publishers. p. v
4. Proscurcin Jr. (2014). Der Begriff Ethos bei Homer. p. 162-63
5. Funke, Gerhard; Reiner, Hans. «Ethos» ([Link]
y/[Link]#__elibrary__%2F%2F*%5B%40attr_id%3D%[Link]%27%5D__161732259996
2). In Ritter, Johann; Gründer, Karlfried; Gabriel, Gottfried. Historisches Wörterbuch der
Philosophie online. Schwabe Online.
6. Aristóteles. Ética a Nicômaco. Livro 2 (1103a17)
7. «Ethics: an overview» ([Link] (em inglês). Cornell University of
Law School. Consultado em 11 de abril de 2008
8. Gert, Bernard. The Definition of Morality ([Link]
The Stanford Encyclopedia of Philosophy. 2016.
9. Gilles Deleuze, Espinosa: Filosofia Prática, p.23-35. Editora Escuta
10. «O que é Ética» ([Link] Consultado
em 11 de abril de 2008
11. Ethics, in The Encyclopaedia Britannica: a dictionary of arts, sciences, literature and general
information. 11.ª ed. New York, 1911. pp. 808-845.
12. Xenofonte. Memorabilia. "Todos os que sabiam que tipo de homem era Sócrates e que buscam a
virtude continuam até hoje a sentir sua falta além de todos os outros, como o chefe dos
ajudantes na busca da virtude. Para mim, descrevi-o como ele era: tão religioso que nada fez
sem o conselho dos deuses; de modo que ele não causou nenhum dano, por menor que fosse, a
qualquer homem, mas conferiu os maiores benefícios a todos que lidavam com ele... Para mim,
então, ele parecia ser tudo o que um homem verdadeiramente bom e feliz deveria ser". Ver mais
da descrição de Sócrates por seu outro discípulo Xenofonte neste artigo da Internet
Encyclopedia of Philosophy ([Link]
13. Platão. República 517b-c ([Link]
99.01.0168%3Abook%3D7%3Asection%3D517c).
14. Platão. Fedro 256 ([Link]
174%3Atext%3DPhaedrus%3Asection%3D256b). "Suas felicidades dependem de seu auto-
controle; se os melhores elementos da mente que conduzem à ordem e à filosofia prevalecerem,
então passarão sua vida aqui em alegria e harmonia - mestres deles próprios e ordeiros -
escravizando os vícios e emancipando os elementos virtuosos da alma"
14 of 15 04/01/2025, 23:04
Ética – Wikipédia, a enciclopédia livre [Link]
Ligações externas
▪ «O Que é Ética, Clóvis de Barros Filho, Espaço Ética» ([Link]
a). [ligação inativa]
▪ «Comissão ética em pesquisa» ([Link]
. [ligação inativa]
▪ " «Estética e ética em Kant" » ([Link]
3%89TICA%20EM%[Link]) (PDF). [ligação inativa]
▪ «Ethics Resource Center» ([Link] (em inglês)
▪ «UB Center» ([Link] (em inglês)
▪ «Ethics updates» ([Link] (em inglês)
▪ «Institute for Global Ethics» ([Link] (em inglês)
▪ «The Internet Encyclopedia of Philosophy» ([Link] (em inglês)
▪ «Online Journal of Ethics» ([Link]
Excellence/Center_for_Business_Ethics/Resources_Achievements/Online_Journal/[Link])
(em inglês). [ligação inativa]
▪ «MEC - Ética - Programa de Desenvolvimento Profissional Continuado» ([Link]
b/pcn/05_08_etica.pdf) (PDF) (em inglês)
▪ «The Galilean Library» ([Link] (em
inglês). [ligação inativa]
▪ «Stanford Encyclopedia of Philosophy» ([Link]
c+principles+ethics) (em inglês)
▪ «Ethics Resource Center» ([Link] (em inglês)
▪ * A ética da polaridade de Ramon Llull (1232-1316), por Ricardo da Costa, In: COSTA, Marcos
Roberto N. e DE BONI, Luis A. (orgs.)., A Ética Medieval face aos desafios da
contemporaneidade, Porto Alegre: EDIPUCRS, 2004, p. 487-502 ([Link]
artigo/etica-da-polaridade-de-ramon-llull-1232-1316-o-conhecimento-necessario-dos-vicios-e-virt
udes)
▪ Ethics ([Link] - Catholic Encyclopedia
Obtida de "[Link]
15 of 15 04/01/2025, 23:04