INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO CIÊNCIA E TECNOLOGIA – IFMA
CAMPUS BURITICUPU
PROF.: CARLOS EDUARDO DATA: CURSO/ANO:
DISCENTE: NOTA:
RADIOATIVIDADE
Alguns átomos, principalmente os de grande massa, se desintegram espontaneamente, manifestando
radioatividade. Pierre Curie e Marie Curie, o casal Curie, estudou a radioatividade dos sais de urânio. Verificaram
que todos os sais de urânio tinham a propriedade de impressionar chapas fotográficas.
Os átomos dos elementos radioativos são muito instáveis. Por este motivo, a radioatividade se manifesta
pela emissão de partículas do núcleo do átomo ou de radiação eletromagnética.
Só é radioativo o elemento que tem seu núcleo instável. A estabilidade do núcleo atômico é determinada
pelo número de massa (A), ou seja, quantidade de prótons mais nêutrons. A estabilidade só é rompida nos átomos
com número de massa muito grande. A partir do polônio (Po-84), todos os elementos têm instabilidade.
Há alguns átomos mais leves com núcleos instáveis, em proporções mínimas. São os chamados isótopos
radioativos ou radioisótopos.
1. DESINTEGRAÇÃO RADIOTIVA
Desintegração ou Decaimento Nuclear – processo onde os núcleos instáveis emitem partícula e ondas
eletromagnéticas para conseguir estabilidade.
1.1 DESINTEGRAÇÃO ALFA (𝜶)
Consiste na emissão da partícula alfa (α). Esta partícula é carregada positivamente, sendo sua carga 2+. É
formada por dois prótons e 2 nêutrons expelidos do núcleo.
Primeira lei da radioatividade / Lei de Soddy
“Quando um núcleo emite uma partícula alfa (α), seu número atômico diminui duas unidades e seu número de
massa diminui 4 unidades. ”
235
92𝑈 → 42𝛼 + 231
90𝑇ℎ
1.2 DESINTEGRAÇÃO BETA (𝜷)
Consiste na emissão de partícula beta (β). É formada por um elétron que é “atirado” em altíssima velocidade
para fora do núcleo. Na verdade, o elétron não está no núcleo. O elétron é emitido por causa do núcleo instável.
Segunda lei da radioatividade / Lei de Soddy-Fajans-Russel
“Quando um núcleo emite uma partícula beta (β), seu número atômico aumenta uma unidade e seu número de
massa não se altera. ”
210 0
83𝐵𝑖 → −1𝛽 + 210
84𝑃𝑜
1.3 DESINTEGRAÇÃO GAMA (𝜸)
As emissões gama (γ) não são partículas. São ondas eletromagnéticas, assim como a luz ou ondas
luminosas. Possui um poder de penetração maior que a alfa e beta. Conseguem atravessar até 20cm no aço e 5
cm no chumbo (Pb). Por este motivo, estas emissões são muito perigosas do ponto de vista fisiológico. Podem
danificar tecidos vivos e até matar.
A emissão gama (γ) não altera nem o número atômico e nem o número de massa. Ela pode ser emitida
juntamente com as partículas α e β.
226
88𝑅𝑎 → 42𝛼 + 00𝛾 + 222
86𝑅𝑛
237 209
Exemplo: Na série radioativa que se inicia com o 93𝑁𝑝 e termina com o 83𝐵𝑖 , o número de partículas α e β
emitido é de, respectivamente?
2. MEIA VIDA DOS COMPOSTOS RADIOTIVOS
Podemos afirmar que todos os elementos radioativos vão se desintegrando com o passar do tempo. Mas
quanto tempo leva para que um isótopo radioativo desintegre-se completamente?
Para responder a questões como essa é que surgiu o conceito de meia-vida ou período de
semidesintegração, geralmente simbolizado por P ou por t½. A meia-vida corresponde ao tempo necessário
para que metade dos núcleos radioativos desintegre-se, ou seja, é o tempo que leva para uma amostra
radioativa reduzir-se à metade.
A meia-vida vale não só para a redução do número de mol do isótopo radioativo, mas também para o
número de átomos. Além disso, esse período de semidesintegração varia para cada elemento, podendo ir
desde frações de segundos até bilhões de anos.
Visto que o decaimento radioativo é um processo que envolve apenas o núcleo atômico, a meia-vida não
varia com a pressão ou com a temperatura e nem depende da quantidade inicial da amostra. Essa grandeza
pode ser usada para determinar a idade de fósseis vegetais e animais, de rochas e até da Terra.
Exemplo: Um fóssil animal foi analisado e determinou-se que ele apresenta um teor de carbono-14 igual a
12,5% do teor de carbono encontrado nos seres que estão vivos. Qual a idade do fóssil, sendo que o período
de meia-vida do carbono-14 é de 5730 anos?
3. PROCESSOS NUCLEARES
O século XX foi um grande período para a ciência. Foi nesse período que grandes descobertas nas mais
variadas áreas do conhecimento foram apresentadas para a população do mundo. Na física e na química não foi
diferente.
Os estudos sobre a pequena partícula chamada átomo geraram grandes avanços para a sociedade, desde a
medicina até a produção de energia. Mas nem tudo foi positivo. Em um momento histórico de grandes disputas
entre duas potências mundiais, os Estados Unidos e a União Soviética, um dos reflexos desses estudos dos
átomos foram a criação das bombas nucleares, as mesmas que atingiram Hiroshima e Nagasaki no final da
Segunda Guerra Mundial.
Existem duas maneiras de gerar uma bomba nuclear: fissão e fusão nuclear.
2.1 FISSÃO NUCLEAR
Fissão é o processo de forçar a divisão de um átomo para formar dois outros,
mais leves. A reação também libera energia e um nêutron livre. É a partir do
processo de fissão que podem ser criadas as bombas como as de Hiroshima e
Nagasaki.
2.2 FUSÃO NUCLEAR
Fusão é o processo de colidir dois átomos propositalmente para formar um terceiro,
mais pesado. A reação libera energia e, dependendo de quais forem os reagentes, um
nêutron livre.