Caderno de Questões
Disciplina: História Trimestre: 2.o P 232028
Professor(es): Cássio / Marina / Pérsio Data da prova: 31/08/2023
Série: 2.a Período: M
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30 2 10 outro exemplar. Não serão aceitas reclamações posteriores.
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do Aluno
Instruções
1. Leia com atenção as questões da prova. A compreensão delas é parte da avaliação.
2. A folha de respostas deve ser preenchida a tinta azul ou preta, com letra legível, de forma
completa e organizada. Evite rasuras.
3. Respeite os espaços reservados para as respostas e siga a ordem numérica na folha de
respostas.
4. A aplicação da prova tem duração de 2h30. Organize-se para que a folha de respostas
esteja preenchida dentro do tempo previsto.
Boa prova!
Cássio, Marina e Pérsio.
Parte I: Testes (valor: 5,0)
1.
"A fome já me tem mudo
que é muda a boca esfaimada
mas se a frota não traz nada
por que razão leva tudo?"
Os versos críticos de Gregório de Matos descrevem a crise na colônia no final do século XVII,
cujas raízes eram:
a. a tradicional dependência econômica em relação à Holanda, sócia na produção açucareira.
b. a centralização administrativa e o rígido monopólio impostos por Portugal, para superar a
crise econômica após o domínio espanhol.
c. a ascensão do açúcar brasileiro no mercado internacional, derrotando o concorrente holandês.
d. a extinção de Companhias de Comércio particulares, devido à pressão colonial que
desorganizara o comércio externo.
e. as pressões inglesas diante da independência econômica e concorrência de Portugal.
2. No século XVIII, teve início a exploração da região mineradora no Brasil, provocando
transformações importantes na economia colonial, tais como o(a)
a. desenvolvimento de um intenso mercado interno na colônia, dinamizado por comerciantes e
tropeiros atraídos pela chance de enriquecimento.
b. criação de um grande centro produtor de manufaturas, na zona aurífera, o qual fornecia
produtos para o consumo das outras capitanias.
c. valorização da moeda local, possibilitando, à Coroa portuguesa, obter um grande aumento
da arrecadação tributária que pesava sobre a colônia.
d. investimento de capitais estrangeiros na atividade agroexportadora açucareira, para fazer
frente ao rápido processo de crescimento da mineração.
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3.
"Art. 2 - O pretendido direito de dispensar as leis ou de execução das leis pela
autoridade real, como foi usurpado e exercido ultimamente, é contrário às leis."
"Art. 3 - O imposto em dinheiro para uso da Coroa, sob pretexto de prerrogativas reais
sem que haja concordância por parte do Parlamento, é contrário às leis."
Os trechos anteriores foram retirados da DECLARAÇÃO DOS DIREITOS, elaborada em 1689,
após a Revolução Gloriosa, que implantou:
a. uma monarquia absolutista.
b. uma república constitucional.
c. uma monarquia parlamentar.
d. uma república federativa.
e. um principado vitalício.
4. O historiador Eric Hobsbawm analisando a revolução industrial afirma que:
“... as condições adequadas estavam visivelmente presentes na Grã-Bretanha, onde
mais de um século se passara desde que o primeiro rei tinha sido formalmente julgado e
executado pelo povo e desde que o lucro privado e o desenvolvimento econômico tinham
sido aceitos como os supremos objetivos da política governamental...”
HOBSBAWM, Eric. A era das revoluções (1789-1848). Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1998, p. 47.
As “condições adequadas” para a realização da Revolução Industrial na Grã-Bretanha significa a
existência de:
a. colônias na América, força de trabalho servil, domínios na Índia e no Egito, expansão do
mercado, jazidas de ferro e carvão.
b. sistema republicano, revolução agrícola, força de trabalho servil e submissa, expansão do
mercado, jazidas de ferro e carvão.
c. indústria automobilística, descoberta de valor de uso para o petróleo, comunicação pelo
rádio e telefone, jazidas de ferro e carvão.
d. supremacia militar por meio da marinha e do exército jacobino, colônias na América,
domínios no Oriente, jazidas de ferro e carvão.
e. transformações na agricultura, força de trabalho livre e disponível, melhorias nos sistemas de
transportes e comunicação, jazidas de ferro e carvão.
5. Os pensadores do liberalismo econômico, como Adam Smith, Malthus e outros, defendiam:
a. intervenção do Estado na economia.
b. o mercantilismo como política econômica nacional.
c. socialização dos meios de produção.
d. liberdade para as atividades econômicas.
e. o fim da Revolução Industrial.
6.
“O que queres dizer com Revolução? A guerra? Isso não foi parte da Revolução; foi
apenas um efeito e consequência dela. A Revolução estava nas mentes das pessoas e foi
levada a cabo de 1750 a 1775, no curso de quinze anos, antes que uma gota de sangue
fosse derramada em Lexington [Batalha inicial da Guerra de Independência].”
John Adams para Jefferson, 1815.
O texto
a. considera que a independência dos Estados Unidos se fez sem ideias.
b. afirma que a guerra entre Estados Unidos e Inglaterra foi uma Revolução.
c. sustenta que na independência dos Estados Unidos não houve ruptura.
d. defende que a criação dos Estados Unidos foi precedida de uma Revolução.
e. demonstra que os norte-americanos não aceitaram as concessões inglesas.
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7. O início da Revolução Francesa, em sua face popular urbana, teve início com:
a. a rebelião da nobreza contra o fim de seus privilégios em 1787.
b. a revolta do terceiro estado durante a Assembléia dos Estados Gerais em 1789.
c. a tomada da Bastilha pelos Sans Culottes, em julho de 1789.
d. a rebelião camponesa conhecida como “O Grande Medo”, em 1789.
e. o retorno do exílio de Robespierre, o maior líder popular da França, em 1791.
8. Foi consequência da crise da mineração em Minas Gerais no fim do século XVIII:
a. uma maior intervenção metropolitana nos assuntos coloniais e o consequente aumento da
extração aurífera.
b. a maior tomada de consciência por parte dos colonos da exploração metropolitana,
materializada na Inconfidência Mineira.
c. o aumento da população na região das Minas Gerais.
d. o deslocamento do interesse metropolitano para suas colônias asiáticas.
e. o fim da exploração portuguesa e o consequente enriquecimento dos donos de minas
coloniais.
9. Sobre as influências filosóficas e ideológicas da Inconfidência Mineira (1789), é correto
afirmar que:
a. os ideais napoleônicos de ampla extensão da educação básica foram a principal meta de
governo dos insurretos.
b. o Congresso de Viena foi a principal fonte de inspiração para os inconfidentes brasileiros,
que viam os governos da Europa central como as formas mais desenvolvidas de organização
política.
c. as campanhas de libertação das colônias latino-americanas e o nacionalismo foram as
principais matrizes ideológicas da Inconfidência.
d. foram consequência direta do processo de independência de São Domingos.
e. a independência dos EUA e o pensamento liberal e antiabsolutista muito influenciaram os
ideais dos inconfidentes brasileiros.
10. Sobre a Revolução Francesa é correto afirmar que:
a. destruiu o feudalismo e o absolutismo, lançando as bases para o desenvolvimento pleno do
capitalismo, difundindo seus ideais por toda a Europa.
b. pôs fim ao Estado absolutista dos reis da dinastia Stuart, depois de uma guerra civil.
c. permitiu, pela primeira vez na história da humanidade, a adoção, de forma clara, dos ideais
iluministas na Constituição.
d. sepultou definitivamente a restauração, motivando uma vaga de progressismo e de ímpeto
revolucionário, que passou à história como "A Primavera dos Povos".
e. na produção, provocou abalos nas condições sociais, onde todas as relações estagnadas
ficaram podres, sendo que as novas envelheciam antes mesmo de se consolidar.
11.
“No Antigo Regime, portanto, o poder do dinheiro impôs-se à nobreza. Sem ele, não há
futuro. Já se foram os tempos em que o caçula da Gasconha vinha tentar fortuna na Corte:
o nobre pobre já não tem acesso a ela; mesmo o ingresso no exército restringiu-se bastante
para ele, pois um regimento custa de 25 a 50.000 libras. (...) Ocorre um fato ainda mais
interessante: os nobres deixam-se levar pelo espírito burguês, se interessam pelo progresso
capitalista.”
LEFEBVRE, Georges. 1789: O surgimento da Revolução Francesa. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1989, p.40-41.
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O texto anterior retrata a realidade social do Antigo Regime do século XVIII na França. A partir
da leitura do texto pode-se concluir que
a. o autor evidencia a solidez da sociedade estamental francesa e a inquestionável hegemonia
da nobreza feudal durante o Antigo Regime.
b. o texto revela a aliança entre nobres e burgueses, visando à manutenção de seus privilégios
econômicos, como a isenção de impostos.
c. o texto mostra a ascensão da burguesia e de seus valores sociais e econômicos, em
detrimento da decadente nobreza de caráter feudal.
d. o Antigo Regime não sofreu influências do capitalismo e, assim, não transformou as relações
feudais de produção, o que garantiu à nobreza e ao clero meios seguros de lucratividade.
e. o autor quer evidenciar o esforço político dos governantes do Antigo Regime francês para
buscar uma maior igualdade econômica entre nobres, burgueses e camponeses.
12. Um dos grandes méritos da Revolução Francesa (1789–1799) foi a conquista da
cidadania. O indivíduo, antes súdito, torna-se cidadão. Entre os acontecimentos que propiciaram
esta conquista, até hoje preciosa aos países democráticos, podemos citar a
a. condenação e execução de Luís XVI pelos girondinos, que criaram uma Constituição para
limitar o poder monárquico.
b. Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, que estabeleceu a igualdade jurídica e
econômica de todos.
c. diminuição dos impostos feudais pagos pelo segmento urbano denominado de sans culottes.
d. igualdade de direitos feudais entre a nobreza palaciana e a burguesia em ascensão.
e. deposição do rei e o voto universal, estabelecidos na fase da Convenção Nacional.
13. Na Revolução Francesa, a Convenção Jacobina pode ser caracterizada
a. pela radicalização do processo revolucionário, que coloca o "terror" na ordem do dia e pelas
pressões as camadas populares urbanas (os sans culottes).
b. pela anulação das medidas mais radicais e de maior alcance social, levadas a efeito durante
o governo provisório.
c. pelo predomínio político da alta burguesia, que toma medidas marcadas pela moderação e
pela exclusão das massas populares.
d. pelo controle político da burguesia industrial que promove a abolição da escravidão nas
colônias e das indenizações exigidas dos camponeses.
e. pela conspiração dos camponeses, de inspiração socialista contra a Convenção.
14. O golpe do 18 de Brumário de 1799, no contexto da Revolução Francesa, derrubou o
Diretório, instituiu o sistema do Consulado e elevou Napoleão Bonaparte à liderança política da
França revolucionária. Napoleão manteve-se no poder por um período que se estendeu de 1799
até 1815, período esse denominado de Era Napoleônica, durante o qual ocorreu a:
a. retomada do poder político pelos segmentos da nobreza provincial francesa com a
promulgação do Império (1804) como a força política legítima de governo da França do
período napoleônico.
b. união de segmentos sociais distintos na defesa do governo aristocrático e absolutista de
Napoleão, tais como o campesinato e a nobreza, com o objetivo de evitar uma invasão
estrangeira da França revolucionária.
c. interferência direta das Monarquias Absolutas europeias na França, através da ação política
da Santa Aliança, ao encerrarem o processo revolucionário com seu apoio à ascensão de
Napoleão.
d. consolidação interna dos valores e interesses da burguesia, e a disseminação dos valores
revolucionários a diversos países da Europa por meio da expansão territorial e das guerras
napoleônicas.
e. formação de diversas coligações que uniriam a França revolucionária e a Inglaterra liberal
contra os Estados aristocráticos, em defesa das conquistas liberais promovidas no processo
da Revolução Francesa.
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15. O mapa abaixo mostra a Europa no contexto do Império Francês sob Napoleão.
As linhas indicadas pelas setas pretas no mapa indicam:
a. as rotas de invasão da Rússia.
b. os países liberais na Europa.
c. os ataques ingleses contra a França.
d. os países absolutistas europeus.
e. o bloqueio continental.
16. A guerra que Napoleão Bonaparte movia na Europa contra a Inglaterra, em princípio do
século XIX, provocou a vinda da Família Real Portuguesa para o Brasil. Com isso
a. formou-se no Brasil uma elite progressista agrupada no Partido Brasileiro e dotada de
profundos ideais republicanos.
b. desapareceram os atritos entre Metrópole e Colônia, pois D. João VI adotou a política de
priorizar os interesses brasileiros em detrimento dos demais países.
c. fez-se necessária a aberturas dos portos do Brasil às nações amigas, prejudicando os
interesses ingleses e dos proprietários rurais produtores de bens para exportação.
d. alterou-se a relação de poder entre a Metrópole e a Colônia, pois a sede da monarquia
portuguesa instalou-se no Rio de Janeiro.
e. acelerou-se consideravelmente o processo de emancipação da Colônia, sob a liderança
democrática de D. João VI.
17. A tabela que se segue apresenta a entrada de navios no porto do Rio de Janeiro nas duas
primeiras décadas do século passado.
Navios
Anos portugueses estrangeiros
1805 810 –
1806 652 –
1807 779 –
1808 765 90
1809 1.214 422
1810 1.313 340
1811 1.311 354
Dados estatísticos extraídos do livro "História Político-Econômica e Industrial do Brasil", Heitor Ferreira Lima-SP-1970-
Pág.136.
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Analisando-se os dados fornecidos, é correto concluir:
a. O período entre 1805 e 1807 foi caracterizado pela presença exclusiva de embarcações
lusitanas no porto do Rio de Janeiro.
b. A entrada de navios estrangeiros no porto do Rio de Janeiro cresceu continuamente a partir
de 1808.
c. A partir da Abertura dos Portos por D. João VI, o comércio entre Portugal e Brasil sofre
visível redução.
d. A assinatura do Tratado de Comércio e Navegação com a Inglaterra, em 1810, retraiu o fluxo
de navios portugueses para o Brasil.
e. O comércio externo brasileiro, no início do século passado, encontrava-se dominado pela
Grã-Bretanha.
18. A abertura dos portos, em 1808, que favoreceu os proprietários rurais produtores de
bens destinados à exportação,
a. revogou os decretos que proibiam a instalação de manufaturas na Colônia.
b. contrariou os interesses dos comerciantes portugueses e provocou grandes protestos no
Rio de Janeiro e em Lisboa.
c. limitou o tráfico negreiro aos portos de Belém e São Luís, favorecendo a cultura do algodão.
d. produziu como efeito imediato uma aceleração do processo de industrialização, atendendo
aos reclamos dos ingleses.
e. ampliou o controle econômico metropolitano sobre a Colônia através da criação do
"exclusivo comercial".
19. A transferência da Corte Portuguesa para o Brasil resultou em inúmeras mudanças para a
vida da colônia, exceto:
a. a extinção do monopólio, através do decreto da Abertura de Portos, em 1808.
b. o Alvará de Liberdade Industrial anulado em grande parte pela concorrência inglesa.
c. os Tratados de 1810, assinados com a Inglaterra, que aboliram vantagens e privilégios, bem
como a preponderância comercial deste país entre nós.
d. as iniciativas que favoreceram a vida cultural da colônia, como o ensino superior, a imprensa
régia e a Missão Francesa.
e. a tentativa do governo de conciliar os interesses dos grandes proprietários rurais brasileiros
e comerciantes reinóis.
20. A reconstrução da Europa, após as guerras napoleônicas, foi direcionada pelo Congresso
de Viena. É correto afirmar que ele estabeleceu:
a. a manutenção dos territórios europeus conquistados pela França, desde o início da Revolução.
b. a redistribuição territorial na Europa como fator de equilíbrio entre as grandes potências.
c. a criação da Itália e da Alemanha como estados independentes.
d. a intervenção das potências europeias na América para interromper os processos de
independência.
e. a restauração da monarquia na França, sob a liderança de Napoleão Bonaparte.
21. O Caudilhismo é um elemento típico da vida política da América Latina. No século XIX os
caudilhos foram responsáveis
a. pelo quadro de anarquia reinante na América Espanhola recém-independente, criando
enormes dificuldades para a consolidação dos novos Estados surgidos após a independência.
b. pela defesa dos interesses estrangeiros nos países hispano-americanos, que mantiveram
suas estruturas econômicas tradicionais e ingressaram tardiamente na Revolução industrial.
c. pelo avanço dos ideais de justiça social e democracia pregados pelo liberalismo criollo, o
que levou às infindáveis lutas entre conservadores e progressistas na América Espanhola.
d. pela discussão do problema da escravidão africana na América Espanhola, provocando
protestos do Brasil que, por ser um país escravista, via nesta discussão uma ameaça.
e. pelos projetos de desenvolvimento econômico mais importantes da América Espanhola, o
que levou à intervenção dos Estados Unidos, interessado em acabar com a concorrência.
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22. A característica peculiar do processo de independência do Haiti foi
a. o surgimento do primeiro movimento de independência realizado por iniciativa de um padre
bem próximo da causa indígena.
b. a participação maciça dos escravizados e ex-escravizados, que defendiam a liberdade, a
igualdade e o direito à propriedade de terras.
c. a defesa dos ideais liberais pela grande maioria da população, a instituição do federalismo e
da república populista.
d. a exigência de maior autonomia, com consulta prévia aos habitantes antes da escolha das
autoridades governamentais.
e. o caráter liberal da liderança criolla, nas cidades, que recebeu apoio da população das áreas
rurais.
23. O processo de independência política do Brasil atrelou-se às transformações do mundo
ocidental no final do século XVIII e início do XIX. É correto afirmar que entre essas transformações
está
a. a estagnação industrial estimulada pelo pacto colonial, como instrumento de reserva de
mercado.
b. a ilustração que promoveu o reforço da religiosidade expressa no Barroco.
c. a emancipação política das numerosas colônias latino-americanas apoiadas pelo congresso
de Viena.
d. o conjunto das rebeliões coloniais que receberam influências do pensamento liberal, apesar
das diferenças entre as áreas coloniais e a Europa.
e. a atuação dos movimentos locais das elites coloniais, não se subordinando ao processo
geral da crise do Antigo Regime.
24.
“Que tardamos? A época é esta: Portugal nos insulta; a América nos convida; a Europa
nos contempla; o príncipe nos defende. Cidadãos! soltai o grito festivo... Viva o Imperador
Constitucional do Brasil, o Senhor D. Pedro I.”
Proclamação. Correio Extraordinário do Rio de Janeiro. 21 de setembro de 1822.
Este texto mostra o rompimento total e definitivo com a antiga metrópole como necessário para
a construção do Império Brasileiro. Nele também está implícito um dos fatores que contribuíram
para o processo de construção da independência do Brasil.
Esse fator foi:
a. a ajuda das potências europeias em função de seus interesses econômicos.
b. o ideal republicano em consonância com o das antigas colônias espanholas.
c. a intransigência das Cortes de Lisboa na aceitação das liberdades brasileiras.
d. o movimento separatista das províncias do norte em processo de união com Portugal.
e. a força dos liberais radicais nordestinos que conseguiram liderar o processo.
25. Todas as alternativas apresentam afirmações corretas sobre a Independência do Brasil,
exceto:
a. O discurso liberal de D. Pedro I e a expectativa positiva quanto a uma constituição brasileira
estavam presentes em 1822.
b. A declaração de independência estava diretamente relacionada às determinações das
Cortes de Lisboa enviadas a D. Pedro.
c. As ideias monárquicas enraizadas fizeram com que as classes dominantes brasileiras
apoiassem o príncipe.
d. Existiam setores das classes dominantes brasileiras que defendiam a república e o
federalismo.
e. A ampla participação popular na constituinte de 1823 determinou os rumos da organização
do estado nacional brasileiro.
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26. Assinale a opção que apresenta um fato que caracterizou o processo de reconhecimento
da Independência do Brasil pelas principais potências mundiais:
a. Reconhecimento pioneiro dos Estados Unidos, impedindo a intervenção da força da Santa
Aliança no Brasil.
b. Reconhecimento imediato da Inglaterra, interessada exclusivamente no promissor mercado
brasileiro.
c. Desconfiança dos brasileiros, reforçada após o falecimento de D. João VI, de que o
reconhecimento reunificaria os dois reinos.
d. Reação das potências europeias às ligações privilegiadas com a Áustria, terra natal da
Imperatriz.
e. Expectativa das potências europeias, que aguardavam o reconhecimento de Portugal, fiéis à
política internacional traçada a partir do Congresso de Viena.
27. Em 1823, o capitão mulato Pedro Pedroso comandou tropas formadas por mestiços e
negros que entoavam, pelas ruas de Recife, a seguinte quadra:
"MARINHEIROS E CAIADOS*
TODOS DEVEM SE ACABAR
PORQUE SÓ PARDOS E PRETOS
O PAÍS DEVEM HABITAR"
(*marinheiros = estrangeiros/portugueses; Caiados = brancos)
Tal episódio, associado à Confederação do Equador, movimento revoltoso ocorrido durante o
Primeiro Reinado, demonstra:
a. o caráter democrático presente no processo de constituição do Estado nacional brasileiro.
b. o peso das massas populares na condução da vida política do país logo após a
independência.
c. a força do movimento abolicionista e sua capacidade de mobilização dos segmentos sociais.
d. a radicalização do movimento com a participação popular, gerando temor na elite agrária.
e. a forte presença dos ingleses na organização do Estado brasileiro pós-independência.
28. Durante o período Imperial, de acordo com a Constituição de 1824, no Brasil era o
sistema eleitoral que restringia a participação política da maioria, pois
a. garantia a vitaliciedade do mandato dos deputados, tornando raras as eleições.
b. convocava eleições apenas para o cargo de Primeiro Ministro, conforme regulamentação do
Parlamentarismo.
c. concedia o direito de votar somente a quem tivesse certa renda, sendo os votantes
selecionados segundo critérios censitários.
d. promovia eleições em Portugal, com validade para o Brasil.
e. permitia apenas às camadas da elite portuguesa o direito de eleger seus representantes,
limitando a influência da aristocracia rural brasileira.
29. Do ponto de vista político podemos considerar o período regencial como:
a. uma época conturbada politicamente, embora sem lutas separatistas que comprometessem
a unidade do país.
b. uma fase extremamente agitada com crises e revoltas em várias províncias, geradas pelas
contradições existentes no país.
c. um período em que as reivindicações populares, como direito de voto, abolição da
escravidão e descentralização política foram amplamente atendidas.
d. uma transição para o regime republicano que se instalou no país a partir de 1840.
e. uma etapa marcada pela estabilidade política, já que a oposição ao imperador Pedro I
aproximou os vários segmentos sociais, facilitando as alianças na regência.
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30. As chamadas revoluções de 1848, também conhecidas como “primavera dos povos”,
representaram à sua época, para a Europa, a
a. eclosão e o triunfo temporário de movimentos de caráter liberal, republicano e nacionalista
em Paris e outros centros urbanos europeus, com apoio da burguesia.
b. ascensão temporária do socialismo em diversos países europeus, promovida por
sublevações populares encabeçadas por partidos socialistas e anarquistas.
c. queda de regimes monárquicos autoritários mediante a aliança provisória da burguesia e da
nobreza, com apoio do clero e de setores populares.
d. definitiva unificação de reinos multifacetados como a Itália e a Alemanha, sob um poder
centralizador, após um período de intensas guerras internas.
e. tomada de poder pelas classes populares, motivadas pela publicação do Manifesto
Comunista, pondo fim ao despotismo esclarecido ao lançar as bases da democracia.
Parte II: Questões Dissertativas (valor: 5,0)
1. (valor: 2,5)
“A nossa revolução de Independência é menos brilhante, menos rica de ideias e frases
universais, e mais determinada pelas circunstâncias locais. Nossos caudilhos não têm uma
noção clara de sua obra. Em compensação, possuem um sentido mais profundo da
realidade e escutam melhor o que lhes diz o povo. (...) A independência sul-americana é
iniciada por um grande movimento continental: San Martín liberta metade do continente,
Bolívar, a outra metade. Criam-se grandes Estados, confederações. Pensa-se que a
emancipação da Espanha não acarretará o desmembramento do mundo hispânico. Em
pouco tempo, a realidade faz em pedaços todos estes projetos. O processo de
desagregação do império espanhol mostrou-se mais forte que a clarividência do grande
libertador. Em suma, no movimento de independência lutam duas tendências opostas: uma
de origem europeia, liberal e utópica, que concebe a América Espanhola como um todo
unitário, assembleia de povos livres; outra, tradicional, que rompe com os laços com a
metrópole apenas para acelerar o processo de desagregação do Império.”
PAZ, Octávio. O Labirinto da Solidão. 2 ed. RJ: Paz e Terra, 1984, pp. 109 e 110.
a. (valor: 1,5) A frase “Pensa-se que a emancipação da Espanha não acarretará o
desmembramento do mundo hispânico” descreve o projeto de independência de um dos
dois libertadores sugeridos no texto. Qual é esse libertador? Explique esse projeto,
inclusive, se foi ou não vencedor.
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b. (valor: 1,0) Transcreva o trecho do texto que mostre a tendência vencedora no movimento
de independência da América Espanhola.
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2. (valor: 2,5) (UNICAMP/Modificada)
"A Independência do Brasil, proclamada por Pedro I, foi, para Portugal, um fato
gravíssimo porque destruía os alicerces da economia nacional. Ou voltava o Brasil a ser
colônia, alimentando a metrópole com suas riquezas, ou tinha-se de organizar a metrópole
para a sua autossuficiência."
O texto acima, do historiador português Antônio Sérgio, trata do aspecto econômico da
independência brasileira, que representou, para a metrópole, o fim definitivo do Pacto Colonial.
a. (valor: 1,0) Por que o autor afirma que a Independência do Brasil foi um "fato gravíssimo”
que destruía a economia portuguesa?
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b. (valor: 1,5) A Proclamação da Independência do Brasil foi produto de um acordo que
tinha o príncipe regente D. Pedro como uma das partes. Explique por que o ponto mais
importante desse acordo era a manutenção da monarquia no Brasil.
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Folha de Respostas
Disciplina: História Trimestre: 2.o P 232028
Data da prova: 31/08/2023
Páginas Quadro dos Testes
Obs.: 1. Faça marcas sólidas nas bolhas sem exceder os limites.
1 2. Rasura = Anulação.
Nota
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Assinatura Assinatura
do Aluno: do Professor:
Parte I: Testes (valor: 5,0)
01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30
a.
b.
c.
d.
e.
Parte II: Questões Dissertativas (valor: 5,0)
1. (valor: 2,5)
a. (1,5)____________________________________________________________________
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b. (1,0)____________________________________________________________________
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2. (valor: 2,5)
a. (1,0)____________________________________________________________________
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b. (1,5)____________________________________________________________________
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Prova Trimestral
G232028
2.a Série
História
Cássio / Marina / Pérsio
31/08/2023
Parte I: Testes (valor: 5,0)
1. b 11. c 21. a
2. a 12. b 22. b
3. c 13. a 23. d
4. e 14. d 24. c
5. d 15. e 25. e
6. d 16. d 26. e
7. c 17. a (anulado) 27. d
8. b 18. b 28. c
9. e 19. c 29. b
10. a 20. b 30. a
Parte I: Questões dissertativas (valor: 5,0)
A avaliação das questões escritas levará em consideração.
• A exatidão histórica do conteúdo apresentado, bem como sua relação com o contexto
histórico da questão.
• Se a resposta atendeu o que foi solicitado e na forma que foi solicitado.
• Se a resposta foi apresentada em forma de texto.
• Se o texto apresentado possui um começo, meio e fim, logicamente encadeado.
• Se as rasuras foram evitadas.
• Se os espaços indicados foram obedecidos.
1. (valor: 2,5)
a. (1,5) O libertador é Simón Bolívar. O projeto de Bolívar era manter a unidade dos povos
da América Espanhola por meio de uma confederação. O projeto de Bolívar não foi
efetivado, já que as elites locais não tinham interesse em manter qualquer unidade.
b. (1,0) “...outra, tradicional, que rompe com os laços com a metrópole apenas para
acelerar o processo de desagregação do Império.”
2. (valor: 2,5)
a. (1,0) Porque, como o Brasil era a colônia mais importante de Portugal, a economia
portuguesa estava baseada na exploração dos produtos brasileiros, que eram enviados
para Portugal e revendidos para a Europa, de acordo com as regras do Pacto Colonial.
b. (1,5) A monarquia garantia os interesses na classe dominante brasileira, interessada na
manutenção da ordem social baseada no latifúndio e na escravidão, além de
representar a manutenção da unidade territorial do Brasil.