QUEM FOI
David Ricardo (1772-1823) foi um economista britânico, um dos mais influentes de sua
época.
David Ricardo nasceu em Londres, Inglaterra, no dia 18 de abril de 1772, 4 anos antes da
publicação do livro “A Riqueza das Nações". Seu pai era um judeu holandês que fez fortuna
na Bolsa de Valores. Desde os 14 anos de idade já demonstrava grande aptidão para o
negócio do pai e com ele aprendeu os conceitos básicos de finanças.
Com 21 anos, por desentendimentos religiosos, rompeu com sua família, converteu-se ao
protestantismo unitarista e casou-se com uma “quacre”.
Continuou com suas atividades na bolsa e logo fez fortuna, passando a se dedicar à
literatura e à ciência, especialmente à matemática, química e geologia.
Em 1799, com a leitura da obra de Adam Smith, principal teórico da escola clássica, “A
Riqueza das Nações”, Ricardo passou a se interessar pela economia. Escreveu: “O Alto
Preço do Ouro, uma Prova da Depreciação das Notas de Banco”.
Na obra, mostrou que a inflação que então ocorria se devia à política do Banco da
Inglaterra, de não restringir a emissão de moeda. Seu ponto de vista foi aceito por um
comitê da Câmara dos Comuns, o que lhe deu grande prestígio.
Em 1814, Ricardo aposentou-se de suas atividades profissionais e refugiou-se em sua
propriedade rural em Gloucestershire. Nessa época escreveu “Ensaio Sobre a Influência
de um Baixo Preço do Cereal Sobre os Lucros do Capital” (1815).
Em 1817 publicou sua principal obra, Princípios de Economia Política e Tributação, no
qual são analisadas as leis que determinam a distribuição de tudo o que poderia ser
produzido pelas “três classes da comunidade”: os proprietários da terra, os trabalhadores e
os donos do capital.
Nascimento, nacionalidade
Ingresso na bolsa de valores
casamento
como fez a fortuna
efeito manada
ondas de elliot
convicção e princípios
lei que dá o direito aos católicos um assento no Parlamento
era difícil para ricardo escrever e relação com James Mill
uso de premissas básicas/observação pessoal e vício ricardiano
A TEORIA DO VALOR DE TROCA E OS PREÇOS RELATIVOS
Valor de Troca
Para David Ricardo, o valor de troca se referia ao preço relativo de uma mercadoria no
mercado, ou seja, o quanto uma mercadoria podia ser trocada por outra no mercado. Ele
argumentava que o valor de troca de uma mercadoria era determinado principalmente pela
quantidade de trabalho necessária para produzi-la. Isso ficou conhecido como a teoria do
valor-trabalho de Ricardo.
Ricardo acreditava que o trabalho era a fonte subjacente de todo o valor nas mercadorias.
Ele argumentava que, em uma economia de livre concorrência, os preços das mercadorias
seriam determinados pelo tempo médio de trabalho necessário para produzi-las. Isso
significava que as mercadorias que exigissem mais trabalho teriam um valor de troca mais
alto do que aquelas que exigissem menos trabalho.
No entanto, Ricardo reconhecia que outros fatores, como a escassez e a demanda, também
poderiam afetar os preços das mercadorias no curto prazo. Ele distinguiu entre o valor de
troca (determinado pelo trabalho) e o valor de uso (a utilidade que as pessoas obtêm das
mercadorias). Para ele, o valor de troca era importante para entender a distribuição de
riqueza na sociedade, enquanto o valor de uso estava relacionado às necessidades e
preferências individuais.
É importante notar que a teoria do valor-trabalho de Ricardo teve um papel significativo no
desenvolvimento posterior da teoria econômica, mas foi criticada por outros economistas,
como Karl Marx, que a desenvolveu de maneiras diferentes e mais abrangentes. O valor de
troca como conceito econômico ainda é objeto de debate na economia contemporânea, com
diferentes escolas de pensamento apresentando diferentes abordagens para explicar os
preços das mercadorias.
Preços Relativos
Ricardo argumentou que os preços relativos são determinados pelas quantidades relativas
de trabalho necessário para produzir diferentes mercadorias. Ele formulou o princípio da lei
dos preços relativos, que afirma que as taxas de troca entre mercadorias se ajustam para
refletir as quantidades relativas de trabalho incorporadas nessas mercadorias.
De acordo com a teoria ricardiana, se uma mercadoria A requer mais trabalho para ser
produzida do que uma mercadoria B, então o preço relativo de A em relação a B será mais
alto. Isso significa que uma unidade da mercadoria A terá um valor de troca maior do que
uma unidade da mercadoria B. Isso, por sua vez, incentivará os produtores a realocar
recursos para a produção de A em detrimento de B, buscando lucros mais elevados.
Essa teoria dos preços relativos desempenhou um papel importante na análise das
vantagens comparativas e na teoria do comércio internacional. Ricardo argumentou que os
países deveriam se especializar na produção daquelas mercadorias em que tinham uma
vantagem comparativa, ou seja, onde podiam produzir com um custo de oportunidade mais
baixo em termos de outros bens. Isso permitiria que os países trocassem mercadorias com
base em seus preços relativos, resultando em benefícios mútuos para todas as nações
envolvidas no comércio.
Em resumo, para David Ricardo, os preços relativos eram determinados pelas quantidades
relativas de trabalho incorporadas nas mercadorias e desempenhavam um papel
fundamental na alocação de recursos e no comércio internacional. Sua teoria dos preços
relativos foi uma contribuição significativa para o campo da economia e influenciou
profundamente o pensamento econômico subsequente.