Apresentações
JK
26 anos
solista
bi
amigos: Namjoon, Hoseok, Yoongi e Sohee
Jimin
24 anos
fanboy (muito)
bigênero e assexual
amigos: Taehyung e Seokjin
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Narração
Jimin ama os domingos.
Principalmente quando eles são acompanhados da vovó.
Enquanto terminava de ajudar a preparar o almoço, Park contava as
novidades.
A demissão, as brigas familiares, a camisa nova, os álbuns que comprou, o
sermão que levou do amigo...
Interrompendo a conversa entre os cozinheiros, Kim anunciou - Vovó,
Jungkook chegou.
A menção do nome fez o mais novo travar.
Não... o destino não seria tão filho da puta assim.
Está tudo bem.
Não é como se o neto da avó do seu amigo fosse ser o ídolo pelo qual Park
é obcecado, né?
A mais velha soltou os preparos culinários e se afastou, murmurando algo
como "meu neto finalmente acabou os shows" e "Jimin, ainda bem que você
veio hoje"
Certo, talvez o destino seja muito filho da puta.
Observando uma figura famosa - e bastante conhecida por si - entrar na sala
ampla, Park soltou os utensílios de cozinha na bancada
- Taehyung...
- Diga, querida.
- Eu acho que estou alucinando.
Kim soltou uma risada fraca Eu ainda perguntei se os remédios estavam em
dia... vem - sem se importar, puxou delicadamente o amigo e levou-o para
perto do outro Jungkook... este é Jimin, meu amigo, e Jimin, este é
Jungkook, meu primo.
Porra... primo?
Taehyung era um desgraçado.
O coração do mais novo batia descompassadamente. Rápido, frenético.
Deus...
Seu ídolo estava ali. Na sua frente.
Em uma distância de três passos.
Ao vivo e a cores. Respirando.
Jungkook notou que o menor estava estático e nervoso, por isso, o
cumprimentou primeiro É um prazer te conhecer, Jimin, achei interessante o
desenho da camisa.
Silêncio.
Jeon encarou o primo e recebeu um balançar de ombros. Certo. Talvez
pudesse distrair a mente do fã, né? A situação beirava ao desconforto.
Jungkook fechou a distância de três passos e deu um sorriso amigável -
Sabe, acho que namorados usam aliança. Eu deveria comprar uma para nós?
A visão de Jimin ficou turva e suas pernas perderam o equilíbrio.
Muita informação.
Antes que caísse, braços tatuados rodearam sua cintura e a parte de trás dos
joelhos, levantando o corpo amolecido.
Talvez seja uma alucinação causada pela interrupção do tratamento médico.
Com certeza era isso.
- Leve-o para o quarto da vovó.
- Eu matei um fã.
- Foi apenas um desmaio, Jay, Jimin vai se recuperar.
- Esse é o seu nível de preocupação?
Taehyung riu - Sinceramente, achei que ele ia vomitar em você. E eu estava
rezando por isso.
A consciência do mais novo se apagou antes que a conversa entre os primos
e o preparo da lasanha fosse finalizado.
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E
u não sou apaixonada e nem nada do tipo.
Sinceramente, acho que nunca me apaixonei.
Não... deixe-me corrigir. Acho que nunca me apaixonei romanticamente.
O fato é, talvez eu seja apaixonado pelo Jungkook.
Mas a parte engraçada é que não sinto nada por ele.
Nada, nadinha mesmo.
Posso ser pedido em casamento e vou rejeitar, porque não é esse o amor que
sinto.
Jungkook é muito importante pra mim e, me ajudou muito em algumas
fases ruins da minha vida.
E é só isso.
Agora são 18:37h.
E estou há duas horas e trinta e sete minutos atrasada.
Mesmo que eu esteja chateado, não quis deixar Jungkook me esperando.
Por mais que ele mereça...
Cheguei ofegante na sala de ensaio, e ele estava deitado no chão, suado e
com as mãos dentro da luva de boxe Jimin? Você tá bem?
- Subi as escadas correndo - maldito seja Bang PD e a falta de elevador -
Desculpa a demora.
- Achei que não fosse vir mais, tá tarde.
- Fiquei preso no museu com o Namjoon.
Preso é não é bem a palavra certa.
Ficamos cercados e tivemos que nos esconder na salinha de limpeza. E que,
por sinal, deveria ser interditada até a
vigilância sanitária aparecer.
-Eu sei, conversei com ele.
Na verdade, Jungkook brigou com ele.
Tipo, brigou mesmo
Eu escutei algo como "você expôs a Jimin e colocou ela em uma situação
de perigo" е alguns "vai se foder" na ligação.
Fiquei surpreso com o tom de voz.
Nunca achei que ele fosse intimidante ou até mesmo que ficasse bravo.
Pra mim, Jeon é um cacto. Não irei elaborar.
- Sinto muito pelas coisas que falei.
- Você não precisa se desculpar.
- Preciso sim, fui sem noção - Jungkook respirou fundo antes de continuar -
Olha, não é uma justificativa mas eu já tive problema com staff antes, o
Taehyung sabe da história, pode perguntar pra ele. Fiquei um pouco
assustado, mas nunca achei ruim as coisas que você fez pra mim.
- Sinceramente... você foi um pouco grotesco nas mensagens.
- Sim, reconheço isso.
- Se eu fosse rancorosa o suficiente teria sabotado todas as suas comidas
com sal em excesso, limão estragado e terra.
Jungkook riu - Eu não duvido disso.
Ficamos em silêncio por alguns segundos antes dele levantar e arrumar a
própria bolsa.
Ué?
- Jungkook?
- Sim?
- Você não tem uma gravação pra fazer?
Como se tivesse lembrado de algo, ele me dá um sorriso tímido e coça a
parte de trás da nuca - Hm... eu menti.
Ah, sim.
- Eu queria me desculpar então usei as meninas para nos encontrarmos. Mas
não é tudo mentira, eu vou gravar com elas amanhã.
- Bom, está tudo bem, já te desculpei.
- Hm... então eu meio que vou indo... a gente se fala amanhã, certo?
- Certo... estamos bem?
- Sim, estamos bem.
Seokjin deve estar trabalhando e o Taehyung dificilmente atende o celular.
Posso simplesmente pedir um uber.
Merda, 3% de bateria.
Um barulho de motor chamou minha atenção.
Atrás de mim, uma moto com os faróis desligados.
Puta merda... o ponto de ônibus nunca esteve tão longe.
O motorista acelerou.
Merda, merda, merda.
A moto parou na minha frente e antes que qualquer coisa acontecesse,
deixei os pensamentos intrusivos me dominarem.
Acertei um soco na viseira escura do
motociclista.
Porra.. - o suposto ladrão resmungou antes de tirar o capacete.
Oush, esse ladrão eu conheço.
- Você me deu um soco?!
- Você começou a me seguir!
- Eu vim oferecer carona, Jimin - Jungkook começou a rir - Você é maluca.
Começamos a rir. Nós dois, juntos, no meio da rua.
Talvez eu deva mesmo voltar para a terapia.
- Vem, eu te levo embora. - Jeon desligou a moto e baixou o pedal.
Será que ... bom, não custa tentar, né?
- Posso dirigir?
- Não.
- Mas eu tenho carteira.
Jungkook resmungou algo como "vou processar a autoescola" antes de
descer e se aproximar, prendendo o capacete em mim e me dando um
peteleco na testa Sobe na garupa, Park.
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Certo.
Jeon Jungkook está sentado do meu lado, com o braço esticado e segurando
o cabo do talher - que ele trouxe até a minha boca - como se a vida dele
dependesse disso.
E se eu... cuspisse? Nas novelas isso é bem dramático.
- Solta o garfo, Jimin
Não vou mentir.
Eu abri sim todas as gavetas do banheiro dele. E posso afirmar que ele é o
homem com a pele mais hidratada do mundo.
- Jimin, devolve meu garfo.
Merda, parece que tô passando fome.
- E então? O que achou? - Jungkook me encarou como se soubesse que eu
iria elogiar a comida dele.
Eu ia, mas lembrei que ainda estou chateado.
- É... ta comestível.
Muito comestível.
Um raio poderia cair na minha cabeça agorinha e eu morreria em paz.
Jeon é um ótimo cozinheiro.
Cozinheiro, artista, compositor e etc...
Continuei - Se o Bam estivesse aqui,
nem ele comeria isso.
Jungkook riu como se eu tivesse contado uma piada - Primeiro, você é uma
péssima mentirosa, sabia? Faltou engolir o talher. Segundo, o Bam não
comeria isso porque ele tem a própria dieta. E terceiro, ele tá aqui.
- Primeiro, você enfiou esse macarrão ridículo cheio de tempero na minha
boca. Segundo, como eu iria imaginar que ele tem dieta? E terceiro, como
assim o Bam tá aqui?
Jungkook riu de novo. Pelo visto sou muito engraçado. Então, ele
simplesmente coloca dois dedos na boca e assobia.
E de repente... não é que o Bam tá aqui mesmo? Quer dizer, não aqui, aqui.
Ele tá em cima do dono, lambendo todo o rosto dele.
Bam é enorme e muito cheiroso. É loucura dizer que é a cara do pai? Tudo
bem que o pai biológico, animal, é um cachorro mesmo... mas ele é a cara
do dono.
Não literalmente, óbvio, se não o Jungkook seria um cachorro. Ou o
cachorro seria ele? Um Junchorro ou cachokook?
Antes que eu pudesse me preparar, o Jungkook de quatro patas veio
correndo na minha direção e pulou em cima de mim.
Certo, Bam é forte igual ao pai.
Bati a cabeça com força no chão e Jeon veio me ajudar. Rindo.
Ele tá bem risonho hoje. Ou eu posso ter imaginado coisas.
- Para de rir.
- Não tô rindo - Jungkook disse, rindo e se abaixando do meu lado.
- Esse cachorro é igual a você, já pensou em fazer um teste de DNA?
- Não acho que seja necessário... como você disse mesmo? Cachokook?
Porra... pensei em voz alta de novo.
Minha cabeça foi erguida com cuidado
- Por que você tá me encarando como se quisesse me matar?
Jungkook soltou um riso fraco - Não quero te matar.
- Quer me beijar então, é?
- Talvez.
Oush?
Certo, talvez.
Talvez Jeon queira me beijar.
Espera aí... Como assim talvez?
Jungkook desceu o olhar pra minha boca - Talvez eu queira te beijar.
Veja bem, algumas pessoas não lidam muito bem com surpresas ou falas
muito diretas. Eu sou uma delas.
Então fiz a única coisa possível no momento, e dei um soco no homem à
minha frente.
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Às vezes tenho a sensação de que a qualquer momento vou despertar de um
coma profundo.
Pois, veja bem, tudo está perfeito demais.
Eu trabalho para o meu ídolo, eu vejo, converso, como, saio, e recebo fotos
dele.
Estou viajando com ele e, neste exato momento, estamos parados na frente
do nosso quarto.
É... nosso quarto.
Eu nunca viajei e já vi muitos filmes de terror.
Assisti o suficiente para ter medo de dormir sozinho em um quarto de hotel.
- Por que só tem uma cama?
É claro, tudo seria ainda mais perfeito se eu não fosse tão incompetente as
vezes.
- Talvez eu tenha errado na escolha do quarto.
Jungkook riu daquele jeito que eu gosto, gosto muito. A cabeça jogada para
trás, e o nariz franzido - Talvez, é?
O cômodo é simplesmente lindo. A cama é enorme e macia. A janela -
vidro do teto ao chão - permite a visão de toda a cidade. As luzes amarelas
entregaram conforto aos olhos. Do lado da cama, um banheiro transparente
e um chuveiro enorme.
Puta que pariu.
Um banheiro de vidro.
Minha visão ficou turva.
E eu quase cai, quase.
Uma mão segurou a parte de trás do meu braço.
- Esses seus desmaios são muito dramáticos, sabia? Você poderia ser atriz
Jungkook encarou o cômodo transparente
- Suas escolhas de quarto são péssimas.
Me virei pra ele
- Não me demita.
- Você já me deu dois socos... um banheiro de vidro não é nada.
Jungkook me empurrou até que a parte de trás das minhas pernas encostasse
no colchão Faremos o seguinte, a gente descansa e depois passeia, pode
ser? Você não dormiu nada no avião, o segurança me contou.
O Sr. Muralha é um fofoqueiro
Veja bem, na minha cabeça se o avião caísse eu conseguiria sobreviver. Mas
eu preciso estar acordado pra isso. Imagina eu pego no sono, então o avião
cai em uma ilha canibal e perco a oportunidade de fugir? Pior ainda, o
piloto pode desmaiar e bater de frente com outro avi-
- Jimin, você escutou o que eu disse?
Não - Claro.
Jeon cruzou os braços - E o que eu disse?
Puts...
- Consigo ver a fumaça saindo do seu cérebro - Jungkook se aconchegou no
lado direito da cama, e deu duas batidinhas no colchão - Deita e para de
pensar.
- Eu não vou deitar com você.
- E vai deitar onde?
- Vou ficar em pé. Os vampiros dormem em caixões e vivem por anos,
posso dormir em pé como um morcego e - antes que eu terminasse, minhas
costas foram puxadas para trás e um edredom fofinho foi jogado em mim.
Jungkook me rodou e me empanou no tecido como se eu fosse um frango.
Estou preso.
- Dorme e fica quieta.
- Você é muito grotesco, sabia? Um ogro - silêncio - Shrek, me solta desse
cobertor - mais silêncio - Jungkook?
Um ronco.
Dois roncos.
O desgraçado dormiu.
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Minhas pernas estão mortas e estou rouco.
E talvez, veja bem, talvez eu esteja um pouco embriagado.
Tô deitado na cama, com o corpo encostado na montanha de travesseiros
atrás de mim enquanto Jungkook tira os meus sapatos e massageia meus
pés.
- Você me escutou?
Não - Sim.
Jungkook riu
- E o que eu disse?
- Algo sobre sexo.
- Eu perguntei se você tá com fome, princesa.
Princesa.
O apelido começou no segundo dia de viagem e eu seria um mentiroso se
dissesse que não gostei.
Porque eu gostei, gostei muito.
Aconteceu de uma forma tão natural...
Jungkook me acordou e disse "príncipe, vou buscar o café da manhã" e
simplesmente saiu do quarto. Liguei pro Taehyung na hora.
- Você tá rindo pro teto... quer comer alguma coisa?
É agora ou nunca
- Deixa eu morder seu nariz?
Jungkook deitou do meu lado
- Me dê um bom motivo pra isso.
- Eu gosto dele
- E do que mais?
-É sério que você quer uma lista? - Ergui uma das minhas sobrancelhas,
incrédula.
Jeon me encarou e - num movimento aleatório- sentou nas minhas coxas me
prendendo abaixo de si.
Jungkook com quatro copos de cerveja é um safado.
- Uma lista ? Acho que sim.
Maldito seja
- Eu gosto da sua voz, acho bem... hm... top?
Jungkook riu
- Isso foi uma pergunta?
Amo a voz dele e o safado sabe.
Hoje fomos num karaokê privado... quer dizer, um karaokê que Jungkook
alugou e privou para nós, e o fiz cantar "Hate You" três vezes.
Neguei com a cabeça e antes que eu continuasse a maldita lista, Jeon
segurou meu maxilar e manuseou meu rosto para o outro lado, arrastando o
nariz sob a pele do meu pescoço
- Por que você parou de falar?
Veja bem, eu não sou religioso... não mesmo.
Mas tenho certeza absoluta que apenas deus e seus derivados sairiam da
minha boca caso eu decidisse abri-la
O nariz de Jungkook tocou minha clavícula.
Ai, meu deus.
Não tô conseguindo pensar muito bem.
Quer dizer, eu já não penso direito...
- Tô esperando, Jimin.
- E-eu gosto do seu cabelo.
Do cabelo, dos ombros, dos olhos, das mãos...
Jungkook está perto, muito perto.
- Vou desmaiar.
- Você não vai desmaiar.
Merda, pensei em voz alta de novo.
- Respira, Jimin.
Respirar nunca foi tão difícil... ainda mais quando eu tenho um homem -
enorme e musculoso - em cima de mim. Maldito seja...
- Quero te beijar.
São muitas informações pra minha cabeça
-E por que não beija?
Jeon apoiou as mãos do lado da minha cabeça e beijou minha testa
- Não quero te deixar desconfortável.
- Eu já beijei na vida, sabia? Inclusive até namorei mas aí ele me traiu
porque aparentemente não sabia viver sem sexo... eu dei um soc-
Jungkook se abaixou e sua boca tocou a minha, me calando. Um selar
tímido e rápido, como um teste ou uma confirmação de que eu deixaria
acontecer.
- Você fala muito.
- E você é muito lento - minhas mãos subiram para a sua nuca e eu o trouxe
para mim.
Nossas bocas se encontraram em um selar casto.
Outro.
Mais um, dois... até que a língua molhada de Jungkook lambeu meu lábio
inferior como um pedido para que eu abrisse a boca. Jeon era obsceno.
Completamente.
A mão tatuada desceu para a curva da minha coluna e meu corpo foi
impulsionado para cima. Dedos gelados e suaves deixaram uma carícia
gostosa na minha pele.
Nosso beijo era audível.
Era lento e saboroso.
Jungkook chupava minha língua e mordia minha boca como se fosse a
última coisa que ele faria.
Beijá-lo era bom, muito bom. Minhas unhas arranhavam sua nuca enquanto
meus dedos puxavam o cabelo macio do homem em cima de mim.
A falta de ar nos interrompeu e Jungkook encostou a testa na minha, com os
olhos fechados e respirando fundo.
Alguns minutos de silêncio se passaram até que sua voz se fez presente
- Pode morder.
Algumas oportunidades a vida só dá uma vez e essa era uma delas.
Não pensei duas vezes antes de levar minha boca até o nariz do tatuado e
mordê-lo levemente.
Depois do ato, Jungkook riu e me beijou de novo.
É, acho que consigo lidar com isso... ou quase.
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Sinto que aos poucos vou enlouquecendo.
Talvez seja culpa do trabalho, da agenda massiva, dos problemas da
empresa... Ou talvez seja culpa do meu quase namorado e seus pensamentos
malucos.
Sim, é isso. Ou talvez seja a convivência.
Penso em Jimin o dia inteiro, e em todo minuto.
No estúdio, em casa, na sala de ensaio, no carro, nas reuniões... e a culpa é
dela.
Penso nele mesmo quando o tenho na minha frente, como agora.
- O papai não te deu ração? Papai Kook é muito maldoso, hm?
Acabamos de assistir três filmes de ação e não me lembro de nenhum deles.
Jimin não sabe, mas eu e Bam montamos um plano.
E consiste em usá-lo como distração enquanto busco as flores e a aliança no
quarto para fazer o pedido.
Mas como eu disse, estou enlouquecendo. Então ignoro tudo que foi
planejado e digo
- Eu quero que você namore comigo.
Jimin interrompe a carícia que estava fazendo no Bam e senta no meu colo,
rindo. Seus braços contornam meu pescoço e sinto um beijo na ponta do
meu nariz.
- Não era pra ser uma pergunta?
- Perguntas são respondidas com sim ou não. Não quero te dar a
possibilidade de pensar em negar o pedido.
Abraço sua cintura e deito a cabeça na curvatura do seu pescoço.
E então, como se eu tivesse contado uma piada, ela ri de novo.
Devo ser muito engraçado, de fato. Na verdade, a situação toda deve ser
muito cômica.
Mas não consigo achar graça nenhuma.
Estou mentalmente desesperado com a mínima possibilidade dele negar o
pedido.
Sinto como se eu fosse um fã.
Talvez seja exatamente isso.
Sou genuinamente obcecado por tudo e qualquer coisa que Jimin faça.
Suas mãos fazem um carinho no meu cabelo
- E como faço pra aceitar o pedido, hm?
- Você tem que me perguntar.
- Princesa, você aceita namorar comigo?
Jimin nega com a cabeça, e percebo que ela está brincando.
- Aceita sim.
Jimin ri e beija meu nariz de novo
- Você não pode aceitar por mim.
Seguro seu rosto com uma das mãos
- Não posso, é?
- Se eu aceitar... vou ganhar photocard exclusivo?
Uma risada me escapa
- Príncipe, você vai literalmente namorar comigo.
- E o que tem? Eu sou colecionador, sabia?
Decido entrar na brincadeira
- Tudo bem, você aceita o pedido e em troca te dou os photocards desse tal
Jungkook.
Jimin ri, daquele jeito que eu gosto muito, fechando os olhos
- Bom, já que você insiste..
Jimin inicia um beijo.
E esqueço completamente de buscar nossa aliança quando sua língua se
encontra com a minha. Quando seus dedos se enroscam no meu cabelo e
suas unhas arranham minha nuca.
Quando suas pernas apertam meu quadril sinto que devo interromper, mas
Bam decide agir antes de mim e pula em cima de nós.
E enquanto a risada de Jimin é tudo que posso escutar neste apartamento
enorme, tenho a confirmação de que contratar o fã maluco foi a melhor
coisa que fiz.
2° Temporada
.
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2
3
4
5
Minhas mãos tocaram as barras de ferro desgastado
- O senhor não vai nem me oferecer nem um cafezinho?
- Você está detido em uma delegacia, não em uma clínica de relaxamento.
Rapaz... que grosseria do cão.
Tudo bem, eu poderia estar pior... pelo menos estou sem algemas e não
verdadeiramente presa.
Jungkook deve chegar logo e... merda, merda, merda.
- Policial Seung, nós somos amigos, me libera, juro que não vou fazer de
novo.
Silêncio.
- O senhor não vai me responder?
Preciso sair antes que Jungkook saiba do que aconteceu. Será que vou ficar
solteiro?
- Por quanto tempo vou ficar detido?
Silêncio.
Ai, foda-se tudo. Taehyung sempre me enfia nas piores coisas possíveis.
Óbvio que eu poderia ter negado a aposta, mas ele falou que duvidava e ai...
merda. Pelo menos ele deve estar com o Bammie.
Puta merda, o Bam estava comigo. O desespero nublou minha mente
-Cadê meu cachorro? Ele é tímido, não gosta de desconhecidos.
Seung revirou os olhos
- garoto. Cachorros não são tímidos
- Como você sabe? O senhor é um?
- Você me chamou de cachorro?
Cala boca, cala boca, cala boca
-O senhor tem uma carinha de Pinscher, com todo respeito, claro.
O outro policial engasgou em uma risada antes de se desculpar e sair para o
banheiro. Bufei. Preciso sair dessa sala fedida e com cheiro de lodo. O chão
era nojento e, com certeza, deixou de ser limpo há muito tempo.
Seung se aproximou da grade com um pacote de bolachas salgadas e um
copo de plástico
- cachorro está bem. Tá' na salinha com ar-condicionado.
O café era aguado e a bolacha horrível, mas era melhor do que nada
- Por que ele está no ar-condicionado e eu estou aqui nesse lugar insalubre?
- Ele não pichou o muro.
- O senhor não tem como saber.
Ficamos em silêncio por alguns minutos. Meu cérebro pensando em como
escapar do policial... talvez puxá-lo pelo colarinho e roubar as chaves ou
dar um chute no sac...
Seung abriu a cela, me liberando e puxando uma cadeira para que eu me
sentasse ao seu lado
- Achei que seus surtos psicológicos tivessem melhorado, Jimin.
- Eu não sou louca.
- Não disse que era.
Como se precisasse...
- Acho mais fácil os policiais se prenderem para não ter que lidar com ela
do que o contrário, Jungkook... - a voz de Sohee era calma, controlada,
diferente de mim - Meu Deus relaxa homem
- Jimin está preso!
Meu namorado. Preso. Algemado. Na cadeia.
-E vai continuar preso até chegarmos... ou você tem super-poder e vai
sobrevoar o trânsito?
Minha paciência estava no limite. Eu estava no limite. Respirei fundo, uma,
duas, três vezes até que Sohee decidisse falar novamente:
- É de Minmin que estamos falando. Ela com certeza tá' bem. Lembra
quando ele sofreu uma tentativa de assalto e acabou roubando o assaltante?
Sorri com a lembrança. Jimin era imprevisível e tenho minhas dúvidas de
que seja realmente maluco, tipo, literalmente maluco. Também desconfio
que tenha parado com os medicamentos para a ansiedade de novo.
Não sei quanto tempo demoramos para chegar, mas assim que vi o grande
prédio azul, saltei para fora do carro. Mil e um cenários foram formados em
minha mente, mas como Sohee havia dito, era de Minmin que estávamos
falando.
Jimin estava em frente ao computador da recepção, com um grupo de sete
policiais atrás de si e vidrados na tela
- e aí o meu personagem vira um lobo!
Um coro masculino de vários "whoah" se reverberou. Que porra ta
acontecendo aqui?
Me aproximei do grande balcão de madeira, Jimin me notou e seu lindo
rosto se iluminou com a minha presença
- Oi, amor, você está bem?
Era inacreditável... não sei como ainda me surpreendo
- Você foi preso e está me perguntando se estou bem?
Eu te disse que ele estaria bem. - Sohee riu atrás de mim antes de se apoiar
no móvel de madeira
- oi, Ji, o que você tá lendo aí?
- Estávamos lendo abelhinha Seung, um dos policiais que reconheci pelo
crachá, disse
- Senhor Jeon. Boa tarde
Abelhinha? O que diabos é isso? Cumprimentei os outros trabalhadores,
confuso com o que estava acontecendo. Jimin contornou o balcão e se
aproximou, me dando um abraço apertado e um beijo no nariz
- Oi.
Contornei sua cintura com os braços
- Oi.
- Vem sempre aqui?
- Só quando minha namorada vai presa.
O corpo de Jimin tremeu acompanhando sua risada e um beijo foi
depositado em meu maxilar
- Bammie tá lá fora brincando com os cachorros policiais.
-Não pense que vamos deixar de conversar sobre isso, Jimin.
- Não fique de mau humor.
Soltei seu corpo devagar, mas rápido o suficiente para causar estranheza
- Eu não acredito que você tá bravo de verdade.
Meu limite explodiu
- Você foi preso, entende isso? A vida não é uma brincadeira boba, Jimin,
pare de agir como se estivesse salva de tudo. Eu não sou seu pai, não tenho
que ficar vigiando suas ações com medo do você fazer algo. Seja e aja
como um adulto pelo menos uma vez, você consegue?
Me arrependi assim que explodi. Porra, que inferno de dia.
Jimin fechou a cara, e a delegacia ficou em silêncio. Sohee e os policiais se
entreolharam sem saber como reagir.
Dei um passo mas ele recuou. Bam apareceu de repente, e foi direto para
ela, como se soubesse que eu havia feito merda. Jimin o abraçou, e o
prendeu na coleira. Sua voz baixou um tom, visivelmente chateado.
- Vamos embora, chefe.
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O quão doente eu teria que ser para ficar com ciúmes de uma situação
irreal? Talvez essa seja a graça da ficção e de tudo que envolva o mundo
literário. O ponto é, eu não deveria deixar que meus sentimentos pelo
personagens se manifestassem para a realidade, mas aconteceu, e agora,
além de estar bravo por ter sido tratado igual a uma criança que quebrou o
vaso de plantas favorito da avó, estou bravo por uma traição imaginária.
O tecido de couro sintético está grudado na minha pele suada enquanto
espero meu terceiro copo de milkshake ficar pronto. O ar-condicionado do
estabelecimento com certeza não tá funcionando, ou talvez esteja e a
jaqueta seja realmente muito boa. As notificações de Jungkook pararam de
aparecer na tela do meu celular e uma sensação incômoda se alojou no meu
peito.
Se eu deixasse de lado meu egoísmo por alguns segundos, poderia até
concordar que Taehyung estava certo sobre as ações de seu primo. Mas hoje
eu não estou afim de fazer essa caridade. Não fui preso, não literalmente.
No início de nosso relacionamento tive muito medo de como íamos viver
juntos. Eu e Jungkook somos muito diferentes. O jeito de agir, pensar,
demonstrar... e até mesmo de lavar a louça. Ele é controlado, calmo e
racional enquanto eu só falto passar uma faca no pescoço a cada problema
que aparece na minha vida.
Independente dessas desavenças nós nunca brigamos, quer dizer, nunca
brigamos feio. Nos conhecemos há quatro anos e estamos prestes a
completar três loucos anos de namoro. Seria mentira dizer que nunca pensei
em terminar porque penso. Não por falta de amor ou algo do tipo, mas sim
porque não vejo como eu posso ser alguém para a vida de Jungkook.
A situação na delegacia só confirmou meu ponto
- Pedido de Dedin!
- Perdão, oi? Você quis dizer Jimin?
- Não, quis dizer Dedin a atendente me encarou como se eu fosse um saco
de merda.
- Sou Jimin, vocês devem ter errado na hora de concluir o pedido.
A atendente, que reconheci pelo crachá como Hana, suspirou antes de me
entregar o milkshake
- Sinto muito, Jimin, aqui está.
Voltei para o meu lugar escondido atrás da parede vermelha desgastada e
decorada com cd's antigos. Precisava voltar para casa e conversar logo com
Jungkook. Talvez colocar um fim para que possamos seguir em frente
rapidamente. Não é como se eu fosse inesquecível ou algo do tipo.
- Peço a atenção de todos por um momento, por favor
uma voz robótica e rouca saiu pela caixa de som central do shopping, acho
que deve ser usada apenas para situações de emergência... ai meu Deus, era
só isso que me faltava, ser morta
-meu namorado Jimin tá se escondendo em uma das dezenas de loja que
existem aqui...
Puta. [Link]
Meu Deus, eu vou me matar.
Não, vou matar o Jungkook e depois me matar ..
- e gostaria de propor um jogo, quem o encontrar ganhará quinze mil reais.
Óbvio, não quero obrigar vocês, mas estou realmente preocupado com ela.
Jimin está vestido de preto, com jaqueta de couro e uma bolsa de pano com
um coelho rosa pendurado, ele atende por Minmin também. Quando e se
encontrarem, levem-o à entrada principal, por favor.
Puta merda... que vergonha.
Hana me encarou de trás do balcão com as sobrancelhas erguidas, como se
só agora meu nome estivesse gravado na porra de sua cabeça. Desgraçada.
Puxei minha bolsa e arremessei o pote de guardanapos nela impedindo-a de
gritar.
Preciso correr.
Atravessei a porta e tirei a jaqueta do corpo, jogando em um canto qualquer.
Jungkook me deve outra a partir de agora. O shopping estava um caos,
nunca na vida poderia imaginar que meu namorado fosse capaz de fazer
isso. Realmente, é a convivência, aos poucos ele estava enlouquecendo
também.
Passei por um, dois, três corredores até que esbarrei em um grupo de
adolescentes. Ai, caralho... respira, Jimin. Dei um passo para trás, na
esperança de dar a volta e escapar pela saída de emergência, mas uma das
crianças me impediu
- Qual seu nome?
Porra, sei lá, pensa, pensa...
- Dedin.
- Você é adulto e se chama Dedin?
- Você tá usando um tênis de cada cor e eu não falei nada.
O grupo me olhou de cima a baixo, como se minha aparência pudesse
confirmar que meu nome era real
- Tá liberado, tio, achamos que você era o tesouro de quinze mil.
Tesouro? Adolescente é muito sem noção mesmo, né?
- Quem dera eu valesse tudo isso, boa sorte na caça de vocês, queridinhos.
Virei de costas e segui meu caminho, mas um grito de "é ele sim!" me
desesperou. Travei no lugar, tentando pensar o que pode ter... puta merda, a
desgraça do coelho rosa pendurado na bolsa me denunciou. Comecei a
correr, mas outras pessoas se juntaram ao grupo e vieram atrás de mim.
Parecia um filme pós-apocalíptico.
Cometi o erro de olhar para trás ao mesmo tempo que virei em mais um
corredor e tombei em uma pessoa. Fechei os olhos com o impacto, minhas
costas tocando o chão frio e sujo. Pontinhos em preto e branco tomaram
minha visão.
Um corpo grande e musculoso estava sob mim, seu rosto entre meu pescoço
e ombro. Maldito.
- Sou casada, saia de cima de mim, ogro.
- Casada, é? - Seu tom de voz era leve e bem humorado, como se tudo não
passasse de uma piada.
Poderia até dizer que não me era estranho... meu Deus? Meu Deus!
- Jungkook?!
Um beijo foi depositado na ponta do meu nariz e minha visão finalmente se
estabilizou, revelando meu namorado com o maior sorriso do mundo
- Oi, princesa.
Tempo depois
Estávamos parados há mais de dez minutos dentro do carro. A frente da
nossa casa escurecendo conforme o Sol terminava de se pôr. Desliguei o
rádio, pensando na melhor forma de iniciar uma conversa. Sinto como se
estivéssemos por um fio. Como se, de repente, tudo pudesse acabar.
Jimin respirou fundo e encarou a janela antes de cortar o silêncio
- Você ainda tá bravo comigo?
- Eu não estava bravo com você, e sim com a situação. A empresa tá um
caos e a primeira coisa que vejo quando pego o celular é que meu namorado
foi detido pela polícia. É óbvio que eu ficaria nervoso. Primeiramente, por
que você fez aquilo?
- Taehyung...
Uma dor se alojou na parte de trás da minha cabeça
- O que tem?
- Ele apostou comigo e ainda duvidou. Você sabe que odeio quando
duvidam de mim.
Preciso ter uma conversa séria com o meu primo, de novo
- E aí você simplesmente aceitou?
- Sim.
Jimin ainda não tinha me encarado, mas percebi que estava nervoso, seus
dedos brincando um com o outro e seu corpo tenso
- Já passou pela sua cabeça que algumas coisas não devem ser feitas mesmo
que duvidem de você?
Ele soltou uma risada cínica
- Disse o homem que anunciou uma caça ao tesouro pelo microfone do
shopping.
Touché
- Se você não tivesse se escondido eu não teria sido obrigado a fazer isso.
- E não passou pela sua cabeça o fato de eu não querer falar com você?
- Nós precisamos conversar. Odeio ficar brigado com você, se tivesse me
respondido quando eu pedi nós já tínhamos resolvido tudo. Fui babaca e
não devia ter falado daquele jeito na delegacia, ainda mais na frente de
outras pessoas, foi errado e peço desculpas por isso. Mas não aja como se
você estivesse certa, Jimin.
Meu namorado finalmente olhou para mim, as sobrancelhas erguidas como
se eu tivesse falado a maior bobagem do mundo
- Do jeito que você tá dizendo parece até que eu cometi um crime.
- Pichação é literalmente crime.
É isso que Jimin não consegue entender. Não estou bravo com ela, mas sim
com seu jeito irresponsável e impulsivo de agir em alguns momentos.
Como se tudo não passasse de uma grande brincadeira.
- O que você quer que eu diga?! Desculpa por ser preso? Desculpa por ser
um namorado doente, estúpido, imaturo, e péssimo? Desculpa, pronto. Sou
doente mesmo, Jungkook. Você sempre soube. E do jeito que sou azarada, é
capaz de eu morrer atropelada por um bando de cavalo. O que vai fazer?
Me culpar por estar no caminho deles?
Em que momento saímos de uma conversa normal para o tópico de uma
possível morte? E detalhe, uma morte ocasionada por cavalos? Não vou
questionar.
- ...e é por isso que d-devíamos terminar.
O quê?
-O que você acabou de falar?
Jimin começou a chorar, os lábios tremendo e a respiração frenética
- Tá vendo? Você nem prestou atenção no que eu disse! Nós somos muito
diferentes, Jungkook. Enquanto você tá lá, trabalhando, sendo o maior astro
da Coreia, eu tô comprando photocard, mandando os outros se matarem no
Twitter e sendo preso!
- Terminou?
- Sim.
Puxei o banco para trás e estiquei minha mão para ele
- Vem aqui
Jimin me encarou com os olhos molhados e o nariz vermelho antes de
colocar sua palma sob a minha.
Suas pernas se aconchegaram no meu colo, o rosto molhado escondido na
curva do meu pescoço, seu corpo tremendo na tentativa de acompanhar a
respiração descompassada e ansiosa. Minha mão esquerda afagava seus
cabelos úmidos de suor enquanto a direita acariciava suas costas em um
movimento lento e calmo de sobe e desce.
Minutos se passaram. Não sei dizer se foram cinco, dez, vinte... Jimin
levantou o rosto e aproveitei para beijar sua testa, sua bochecha, seu nariz ...
- Tô' toda ranhenta.
Mais outro beijo
- Eu te amo, entendeu? Não importa se você, sei lá, rouba camelos ou se é
maluco. Você é meu, príncipe. Não vamos terminar, nem agora e nem
nunca.
- Isso foi muito dark romance da sua parte, sabia?
Não aguentei mais segurar minha risada
- Dark romance, é?
Jimin contornou meu pescoço com os braços e mordeu meu nariz
- Sinto muito por ter sido preso, vou voltar para a terapia, eu juro...
Colei nossas bocas impedindo-o de continuar falando. Não me importo com
terapia ou com qualquer uma dessas coisas. No momento, a única coisa que
se passa na minha cabeça é Jimin. Sua boca, seus suspiros, suas coxas me
apertando, seu pescoço cheiroso. Jimin, Jimin, e Jimin.
Interrompi nosso beijo ofegante
- Seria um péssimo momento te pedir em casamento agora?
- Sim... e eu também não iria aceitar.
O quê?
- Como assim?
- Vi no Tiktok que dá azar casar em ano ímpar.
1 ano depois