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Assistência Domiciliar: Cuidados e Modalidades

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Assistência Domiciliar

SUS ( SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE) FLUXOS ASSISTENCIAIS


SAD - Melhor em Casa Se necessário AD2 e AD3 tem destinos emergenciais
• Rede de urgência e emergência ( RUE pré definidos, onde acontecem os acompanhamentos e
• Samu ( UTI móvel ) assistências.

• Esse tipo de atendimento deve ser solicitado,


onde deve constar aspectos clínicas, históricos,
exames e justificativas QUESTÕES
T

• Pelo judiciário
• Família 1- assistência domiciliar do programa melhor em casa,
• Pacientes do sus, e um sevico que oferece cuidados médicos e
multidisciplinares a pacientes com condições de saúde
O SAD é indicado a pacientes que necessitam do leito, que permitem o tratamento em casa, o objetivo é
pacientes acamados, pacientes que necessitam dos reduzir internações hospitalares atendendo doenças
cuidados de enfermagem crônicas em reabilitação ou que necessitem de
cuidados contínuos.
• monitoração contínua
• Tratamento cirúrgico urgente 2- São três modalidades principais:
• Assistência continua AD1 - voltada para pacientes com menor
• Assistência definitiva, temporário ou em estado complexidade, que precisam de acompanhamentos
de fragilidade periódicos mas não exigem cuidados contínuos

AD2 - Pacientes com necessidades mais complexas,


que exigem cuidados mais frequentes,
acompanhamentos regulares e visitas constantes
PACIENTE DE ATENÇÃO DOMICILIAR 1
AD3 - Pacientes com alta complexidade, com
É aquele que recebe cuidados com menos frequência condições graves como ventilação mecânica,
• rotina alimentação parental, e cuidados intensivos,
• Partos e recém nascidos
• Crônicos controlados e paliativos 3- avaliação e planejamento do cuidado, administração
• Problemas controlados de medicamentos, cuidados com feridas e curativos,
• Mobilidade reduzida monitoração , cuidados paliativos, orientação aos
familiares
PACIENTE DE ATENÇÃO DOMICILIAR 2
4- C
• Portadores de doenças agudas
• Casos de desnutrição enérgico proteica 5- Ambiente familiar mais confortável o que contribui
• Doenças degenerativas para o conforto emocional ao paciente, ele participa
• Acompanhamento semanal dos planos de cuidados e rotinas e a educação no
• Doenças agudas, esporádicas e crônicas cuidado da própria saúde

E
PACIENTE DE ATENÇÃO DOMICILIAR 3
6- cuidados integrados e personalizados a rotina do
• Precisa de um cuidado multiprofissional paciente, onde pode abordar diversas necessidades do
• Ventilação mecânica mesmo onde gera a maior continuidade do cuidado.
• Nutrição parenteral Além de respeitar a individualidade e preferência da
• Transfusão sanguínea família e paciente, oferecendo um maior apoio
• Parasentesse ( drenagem do líquido abdominal psicológico
5. O aspecto afetivo e a capacidade de lidar com emoções
QUESTÕES& impactam a eficácia do atendimento domiciliar ao permitir
que o técnico em enfermagem ofereça um cuidado mais
1-Qual das seguintes habilidades é fundamental para humanizado e empático, criando uma relação de confiança
o profissional de saúde em domicílio? com o paciente e a família. Isso melhora a comunicação,
a. Conhecimento técnico adequado. facilita a adaptação às necessidades emocionais e culturais
b. Flexibilidade para lidar com imprevistos. do lar e ajuda a manejar situações de estresse com calma.
c. Cuidado especial com a higiene e segurança do Como resultado, o cuidado se torna mais acolhedor,
ambiente. colaborativo e eficaz, promovendo o bem-estar do paciente e
d. Todas as alternativas estão corretas.
& fortalecendo o vínculo entre profissional e família.

2- Qual das seguintes características é uma das


principais que o técnico em enfermagem deve
desenvolver para garantir a qualidade da assistência
prestada ao paciente e seus familiares no domicílio?
&
a. Responsabilidade.
b. Criatividade.
c. Ambição.
d. Desempenho rápido.
e. Competitividade.

[Link] ter sólidos conhecimentos em cuidados


médicos, administração de medicamentos,
procedimentos de enfermagem e manejo de situações
de emergência, além de dominar as ferramentas de
monitoramento de saúde.
2. Autonomia e proatividade: Como trabalha
fora de um ambiente hospitalar, o profissional precisa
ser capaz de tomar decisões rápidas, resolver
problemas de forma independente e agir com
proatividade para garantir a segurança e o bem-estar
do paciente.
3. Empatia e sensibilidade: O ambiente
domiciliar é mais íntimo, por isso é fundamental que o
profissional tenha empatia e uma abordagem sensível
às necessidades emocionais do paciente e da família.
4. Comunicação eficaz: Saber se comunicar de
forma clara e precisa com o paciente, familiares e
outros membros da equipe de saúde é crucial para o
sucesso do tratamento em casa.
5. Organização e responsabilidade: No
ambiente domiciliar, o profissional precisa ser
organizado para gerenciar materiais e medicamentos,
além de ser responsável por acompanhar o progresso
do paciente e ajustar o cuidado conforme necessário.
6. Respeito à individualidade: Trabalhar em
domicílio requer respeito pela privacidade e os hábitos
do paciente, além de adaptar o cuidado de acordo
com as condições específicas de cada lar.

4. A educação corporativa e comportamental


desempenha um papel crucial na formação de
técnicos em enfermagem que atuam na atenção
domiciliar, impactando diretamente a forma como eles
interagem com as dinâmicas e valores familiares
específicos de cada lar. Algumas influências

&
importantes incluem:

1. Aprimoramento da comunicação interpessoal

2. Flexibilidade e adaptação cultural

3. Inteligência emocional e resolução de conflitos


Manutenção a Saúde
AUTOCUIDADO REABILITAÇÃO DO PACIENTE
Autocuidado Ao colocar o paciente na AD, verificamos as suas
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o necessidades de reabilitação para traçar um plano de
autocuidado é a capacidade individual de promover e cuidados.
manter a saúde, prevenir e lidar com doenças com ou A equipe interdisciplinar elege as intervenções e
sem o apoio de um profissional. intensificação da reabilitação. O prognóstico é discutido
Além disso, o autocuidado é considerado pela OMS com os cuidadores após a avaliação do potencial de
um direito do cidadão. reabilitação.
Estão envolvidos na reabilitação: fisioterapeutas,
enfermeiros, técnicos em enfermagem, fonoaudiólogos,
médico, terapeuta ocupacional e nutricionista.
BENEFÍCIOS
Controle do nível adequado do bem-estar físico e ● Plegias;
psicológico; ● Distúrbios fonoaudiológicos;
● Redução da morbimortalidade e da utilização e dos ● Necessidade de cuidados de reabilitação
custos dos serviços de saúde; fisioterápica;
● Autonomia e independência individual saudável. ● Adaptação de órteses e próteses em AD.

PROMOÇÃO REABILITAÇÃO NEUROFUNCIONAL E


A educação em saúde promove ações de autocuidado, MOTORA
pois contribui com a autonomia do indivíduo.
Isso também ajuda na integração entre o paciente e o As condições mais comuns de serem abordadas pelo
profissional que o assiste. técnico em enfermagem no domicílio são:
● higiene brônquica;
● transferências;
● posicionamento sentado e deitado;
● autocuidado;
● motricidade (ganhos funcionais e prevenções de
complicações);
● disfagia;
● distúrbios de comunicação.

PILARES TRANSIÇÃO DE CUIDADOS


A transição de cuidados (TC) envolve ações para
manutenção da continuidade da assistência à saúde.
Ocorre quando o paciente transita entre diferentes
profissionais, serviços de saúde, ambientes ou níveis
de atendimento.
A TC aumenta a qualidade de atendimento, reduz os
eventos adversos, aumenta a satisfação dos usuários,
aplica as terapias propostas e reduz os custos
institucionais.

Principais atividades da equipe de saúde na transição


do cuidado:
● planejamento de cuidados para a alta;
● auxílio na reabilitação social;
● educação em saúde;
● articulação com os demais serviços;
● acompanhamento pós-alta.
AÇÕES DE ORGANIZAÇÃO

● Construir um plano de cuidados adequado que abranja


as necessidades do paciente e dos seus familiares;
● Promover a educação do cuidador até que ele
demonstre total compreensão;
● Garantir que o cuidador saiba identificar sinais de alerta
que indicam piora da condição clínica do paciente;
● Garantir o uso das medicações prescritas, orientando o
uso correto de cada uma;
● Comunicação efetiva entre os profissionais de saúde;
● Realizar alta hospitalar segura;
● Qualificação dos profissionais de saúde envolvidos no
cuidado ao paciente em relação à transmissão de
cuidados.

EQUIPE DOMICÍLIAR DE HOSPITALAR

● Notificação de data de alta prevista;


● Ofertar sumário de alta completo;
● Fornecimento de cópia da nota da alta;
● Conferir as medicações de uso no domicílio com os
prescritos;
● Orientação de cuidados sobre o quadro clínico;
● Traçar plano de retorno com especialistas;
● Realizar contato telefônico 72 horas após alta;
● Acompanhar paciente.

QUESTÕES
1. Qual é uma recomendação importante para garantir
uma transição adequada do paciente para a atenção
domiciliar?
d. Coordenar os cuidados entre o provedor de atenção
domiciliar e a equipe de cuidados de saúde que atendeu o
paciente no hospital.
Isso garante continuidade no cuidado e evita falhas de
comunicação.
2. Qual é a principal ação para garantir uma alta
hospitalar segura?
e. Todas as alternativas estão corretas.
Avaliar o paciente, fornecer informações claras, coordenar
os cuidados e incentivar a participação da família são
ações essenciais para uma alta hospitalar segura.
3. Qual a importância da qualificação dos
profissionais de saúde em relação à transição do cuidado?

&
e. Todas as alternativas anteriores estão corretas.
A qualificação melhora a adesão às orientações médicas,
aumenta a eficiência no atendimento, reduz o tempo de
internação e otimiza recursos.
4. Como a família pode influenciar positivamente na
transição do cuidado do paciente?
d. Fornecendo informações precisas sobre o histórico
médico e medicamentos do paciente.
A família pode auxiliar ativamente ao compartilhar
informações importantes e garantir a continuidade do
cuidado.
5. Por que a educação e preparação do usuário e
cuidador são vitais para a transição do cuidado?
b. Para que o paciente e o cuidador possam gerenciar o
cuidado em casa com confiança e eficácia.
A preparação adequada permite que o paciente e o
cuidador reconheçam sinais de alerta e administrem o
cuidado de maneira eficaz.
Síndromes Convulsivas
Graves
Os transtornos convulsivos são eventos comuns na
infância e podem apresentar algumas variações. SÍNDROME DE LENNOX GASTAUT
Mais frequente no sexo masculino;
● As causas podem envolver lesões estruturais decorrentes
de hipóxia perinatal, malformações cerebrais, displasias e
EPILEPSIA NEONATAL distúrbios de migração neuronal;
● As crises têm início antes dos 8 anos de idade, com pico
● Síndrome rara que envolve causas genéticas; entre 3 e 4 anos.
● As crises iniciam entre o segundo e terceiro dia de
vida;
● Classificada entre as epilepsias e síndromes
epilépticas
generalizadas idiopáticas.
SINDROME DE LENDAU KEFFNER SLK
Também conhecida como síndrome da epilepsia-afasia;
Epilepsia neonatal não familiar ● O diagnóstico ocorre entre 3 e 7 anos de idade e é mais
● Conhecida como crise convulsiva idiopática benigna presente no sexo masculino;
do neonato ou crises do quinto dia; ● Pode envolver alterações genéticas, infecções e/ou
● É uma síndrome epiléptica rara; traumatismos;
● A primeira crise ocorre entre o quarto e o sexto dia ● Pode comprometer o comportamento verbal e social.
de vida.

SÍNDROME DE DRAVET
ENCÉFALOPATIA MIOCLONICA PRECOCE ● Conhecida como epilepsia mioclônica severa da infância
ou epilepsia mioclônica grave do lactente;
● Também conhecida como síndrome de Aicardi; ● Possui origem genética;
● Classificada entre as epilepsias e síndromes ● É mais comum em pacientes do sexo masculino.
epilépticas generalizadas sintomáticas;
● Atinge ambos os sexos;
● É definida por crises epilépticas de início
precoce (primeiras horas ou dias de vida). SÍNDROME DE DOOSE
O termo mioclonia significa: uma contração muscular
involuntária nas mãos e pés, devido a uma descarga É mais comum no sexo masculino, exceto quando as crises
cerebral. iniciam antes de 1 ano, período em que a incidência torna-se
igual entre os gêneros;
Encefalopatia epiléptica infantil com surto-supressão ● Pode ocorrer deterioração cognitiva e comportamental na
● A encefalopatia epiléptica infantil com surto- evolução do quadro do paciente, em especial após as crises
supressão é também chamada de síndrome de mioclônicas.
Ohtahara;
● As crises podem ocorrer nos primeiros meses de
vida;
● Em alguns casos, o resultado terapêutico com SÍNDROMES CONVULSIVAS GRAVES
Fenobarbital evolui para epilepsia refratária.
Existem outros transtornos que apresentam etiologias e
manifestações semelhantes, como:
● epilepsia rolândica;
SÍNDROME DE WEST ● epilepsia occipital tipo Panayiotopoulos;
As causas podem estar relacionadas à lesões ● epilepsia occipital tipo Gastaut;
cerebrais por asfixia perinatal ou malformações ● epilepsia ausência da infância;
cerebrais; ● síndrome de Rasmussen;
● O prognóstico, em geral, é de elevada morbidade ● epilepsia mioclônica juvenil.
neurológica e mortalidade nos primeiros dois anos de
vida.
CUIDADOS DE ENFERMAGEM SOFRIMENTO MENTAL
Abordagem humanizada; ● As crianças vivenciam várias emoções diariamente, e a
2. Impedir contusões, aspiração e obstrução maneira como lidam poderá garantir uma saúde mental e
de vias aéreas; física adequada;
3. Atenção para lesão de coluna cervical; ● Alguns exemplos de emoções principais são alegria,
4. Identifique as incapacidades do paciente felicidade, tristeza, raiva, frustração e satisfação, além de
e como essas alterações podem outras;
prejudicá-lo; ● O desequilíbrio emocional facilita o surgimento de
5. Atenção para o ambiente e os seus doenças mentais;
perigos; ● A saúde mental contempla, entre tantos fatores, a nossa
6. Mantenha o paciente em decúbito dorsal, com a cabeça capacidade de sensação de bem-estar e harmonia, a nossa
lateralizada, sem forçar excessivamente qualquer posição; habilidade de lidar positivamente com adversidades e
7. Aspire secreções, caso necessário; conflitos, o reconhecimento e respeito dos nossos limites e
8. Limpe secreções salivares; deficiências e a nossa satisfação em viver, compartilhar e
9. Verifique os sinais vitais e continue o monitoramento. nos relacionar com os outros.

É importante que o profissional da saúde fique atento aos


sinais que podem indicar alterações relacionadas à saúde
mental em crianças e adolescentes, como:
● agitação psicomotora extrema, com alteração do senso
SEQUELAS E DIFICULDADES DE LOCOMOÇÃO de percepção;
● ilusões e alucinações (visuais, auditivas ou gustativas),
Pode haver comprometimento do aparelho locomotor, que é
evidenciando risco de violência para si e outros;
composto pelos sistemas osteoarticular, muscular e
● auto e heteroagressão;
nervoso;
● catatonia (rigidez muscular, imobilidade aos estímulos
● Esse comprometimento pode produzir quadros clínicos de
externos, adoção de posturas bizarras, alternância rápida
limitações físicas com grau e gravidade variáveis,
de agitação psicomotora e imobilidade);
dependendo da localização no organismo e do tipo de lesão;
● quadro confusional agudo ou desorganização do
● As alterações podem decorrer de lesões nervosas,
pensamento;
neuromusculares e osteoarticulares ou, ainda, por
malformação congênita ou adquirida;
● humor marcadamente eufórico, excitação, planos
● Dependendo da situação clínica, a pessoa pode fazer uso
grandiosos, conduta bizarra ou estranha;
de próteses, cadeiras de rodas e outros aparelhos, a fim de
● ideias delirantes de cunho persecutório, que provoquem
desenvolver habilidades e ter condições de locomoção para
risco para si e/ou outros;
exercer atividades rotineiras.
● possível distúrbio metabólico decorrente de doença
orgânica ou quadro de intoxicação por drogas lícitas ou
Lesão medular
ilícitas;
● É chamada de lesão raquimedular;
● situações de risco de suicídio (ideação suicida).
● Causa danos ao tecido nervoso que está contido dentro
do
● É importante verificar se as queixas estão associadas com
canal existente na coluna vertebral, resultando na perda dos
problemas vivenciados na família. Muitas vezes as crianças
movimentos e da sensibilidade, parcial ou total, do tronco e
reagem a dificuldades familiares com comportamentos
dos membros (braços ou pernas);
diferentes;
● A tetraplegia e paraplegia são duas amplas categorias
● Famílias expostas a situações de risco, como violência em
funcionais de lesões medulares, podendo existir outras
qualquer de suas formas, ou pais ou cuidadores com
variações de comprometimento.
transtornos mentais são alertas para uma maior
vulnerabilidade na vida da criança.
Deficiência física
● São aquelas pessoas que apresentam alterações
completas ou parciais de um ou mais segmentos do corpo;
● Pode acontecer sob a forma de paraplegia, paresia,
monoplegia, monoparesia, tetraplegia, tetraparesia,
hemiplegia, hemiparesia, amputação ou ausência de
membro, paralisia cerebral ou por membros com
deformidade congênita.

Talidomida
Algumas pessoas têm deficiências causadas por
malformações congênitas originadas pela ingestão da droga
talidomida durante a gravidez. As características mais
conhecidas são as atrofias bilaterais dos membros
superiores ou dos inferiores, podendo também atingir
alguns órgãos.
QUESTÕES
1. d. A realização de cirurgia como primeira opção de
tratamento para a síndrome convulsiva grave.

2. d. Doenças respiratórias.

3. Diferença entre tetraplegia e paraplegia:


• b. Na paraplegia há perda dos movimentos e
sensibilidade apenas nos membros inferiores, enquanto na
tetraplegia há perda nos membros superiores e inferiores.

4. Impacto das síndromes convulsivas graves e


sofrimento mental na dinâmica familiar:
• Essas condições afetam intensamente a dinâmica
familiar, pois demandam um acompanhamento constante,
cuidado específico e monitoramento das convulsões. A
rotina da família pode ser impactada pela necessidade de
vigilância frequente, administração de medicamentos,
adaptação do ambiente para segurança e suporte emocional
para o paciente e seus familiares. Além disso, os familiares
podem enfrentar desgaste físico e emocional, influenciando
suas atividades diárias, relações sociais e bem-estar mental.
O suporte psicológico e social é essencial para auxiliar tanto
o paciente quanto a família a lidar com o estresse e a
complexidade do cuidado.

5. Principais intervenções e estratégias para apoiar


crianças e adolescentes com dificuldades de locomoção:
• Para apoiar crianças e adolescentes com
dificuldades de locomoção, profissionais de saúde devem:
• Adaptar o ambiente domiciliar para facilitar o
acesso e reduzir obstáculos, garantindo segurança e
mobilidade;
• Introduzir dispositivos de assistência, como
cadeiras de rodas, barras de apoio e elevadores, que
auxiliam na locomoção e na independência;

R
• Oferecer suporte fisioterapêutico para estimular a
mobilidade e prevenir atrofias musculares;
• Instruir e orientar os cuidadores e familiares sobre
as melhores práticas de manejo, transferência e mobilidade;
• Proporcionar apoio psicológico para a criança e
sua família, ajudando-os a enfrentar as limitações e
desafios;
• Promover atividades que incentivem a inclusão
social e o desenvolvimento das habilidades da criança
dentro de suas possibilidades.
Doenças Congênitas
Surgem a partir de um grupo de alterações na
estrutura ou nas funções do corpo. TRATAMENTOS
Ocorrem ainda dentro do útero e é possível observá- Realizado de acordo com as complicações vindas das
las antes, durante ou após o nascimento. anomalias.
Podem danificar diversos órgãos e sistemas do corpo Em casos de fendas labiais ou palatinas e cardiopatias
humano e acontecer por diversas causas. congênitas, é possível realizar procedimentos cirúrgicos.
A assistência com profissional especializado ajuda na melhora
e no desenvolvimento neuropsicomotor.

DOENÇAS CONGÊNITAS
As causas incluem aspectos: PREVENÇÃO
● genéticos;
● infecciosos;
Inclui medidas individuais e coletivas em três níveis:
● nutricionais;
● primário — cujo objetivo é evitar problemas embrionários e
● ambientais.
fetais;
Pode ainda ser uma combinação desses aspectos.
● secundário — realizar intervenções precoces levando à
As doenças ou anomalias congênitas mais comuns
redução do número de crianças nascidas com anomalias
envolvem a microcefalia, encefalopatia,
congênitas;
mielomeningocele e a paralisia cerebral.
● terciária — detectar e manejar cedo as anomalias
identificadas no nascimento para melhorar a qualidade de
vida.

SINAIS E SINTOMAS CUIDADO DE ENFERMAGEM


Realizar os cuidados durante alimentação, manutenção da
respiração, cuidados com drenos e ostomias.
Aferir os sinais vitais de seis em seis horas, realizar banho
diário, inspecionar a pele e manter a criança confortável.
Cuidar dos materiais e equipamentos utilizados na criança.

MICROCEFALIA
O diagnóstico é realizado de acordo com a etapa da edução do tamanho da cabeça do recém-nascido devido ao
vida na qual a criança se encontra. não desenvolvimento cerebral.
No pré-natal, esse diagnóstico é feito no momento do ● Microcefalia: perímetro cefálico com mais de 2 desvios-
parto ou depois dele. padrão, abaixo da média para idade gestacional e sexo;
● Microcefalia grave: perímetro cefálico a 3 desvios-padrão
abaixo da média para idade gestacional e sexo.

Sinais e sintomas da microcefalia


DIAGNÓSTICOS Possui diferentes alterações, como:
● atraso no desenvolvimento;
● problemas de visão;
● problemas de audição;
● convulsões;
● dificuldades para se alimentar;
● problemas motores e de equilíbrio.
FATORES DE RISCO DA MICROCEFALIA
● Alterações genéticas;
Podem ser genéticos, patogênicos ou alterações
● Deficiência de vitaminas na
cromossômicas;
gestação;
● Fatores ambientais, como infecções gestacionais por sífilis,
● Mulher diabética em uso de
toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus, herpes e vírus zika;
anticonvulsivantes;
● Doenças ou condições da mãe, como diabetes e
● Ingestão de álcool durante a
desnutrição;
gestação no
● Origem familiar podendo, ou não, ocorrer anomalias
primeiro trimestre;
cerebrais e alterações neurológicas.
● Agentes anestésicos;
● Alimentos contaminados com
inseticidas.

TRATAMENTO DA MIELOMENINGOCELE
● Realiza-se cirurgia para remover a bolsa, presente nas
costas;
● Em alguns casos, a cirurgia pode ser realizada durante a
gestação;
● Em outras situações, o quadro não se reverte mesmo com a
PREVENÇÃO MICROCEFALIA cirurgia.

Os fatores de risco podem ser prevenidos das seguintes


formas:
● controle de doenças e condições maternas; CUIDADOS DE ENF DA MIELOMENINGOCELE
● controle dos mosquitos, como Aedes aegypti;
● vacinação para evitar infecção gestacional; ● Realizar os cuidados durante alimentação, manutenção da
● prevenção de infecções sexualmente transmissíveis; respiração, cuidados com drenos e ostomias.
● abstinência de substâncias, como álcool, tabaco e Realizar os curativos diário em área de cirurgia, verificar
medicamentos. presença de sinais de infecção
Aferir os sinais vitais de seis em seis horas, realizar o banho
diário, inspecionar a pele e manter a criança confortável.
Cuidar dos materiais e equipamentos utilizados na criança.
CUIDADOS DE ENF MICROCEFALIA
Realizar os cuidados durante a alimentação, manutenção da
respiração, cuidados com drenos e ostomias.
ENCEFALOPATIA
Aferir os sinais vitais de seis em seis horas, realizar o banho ● A encefalopatia é qualquer doença cerebral que causa
diário, inspecionar a pele e manter a criança confortável. alteração da função cerebral ou de sua forma estrutural;
Cuidar dos materiais e equipamentos utilizados na criança. ● É uma complicação de doenças hepáticas;
● Toxinas alimentares que não conseguem ser eliminadas
pelo fígado.

MIELOMENINGOCELE
● A mielomeningocele, ou espinha bífida, é uma má CAUSAS DA ENCEFALOPATIA
formação do sistema nervoso central;
● Ocorre o fechamento parcial do tubo neural do embrião Diversos problemas podem desencadear uma encefalopatia,
com exposição da coluna vertebral; não havendo uma única causa definida.
● 75% dos casos são lombo sacra; Ela pode ser desenvolvida a partir de infecções, isquemias,
● Segunda causa de deficiência motora infantil; hipertensão, traumas etc.
● O diagnóstico é realizado por meio de ultrassonografia
fetal. PARALISIA CEREBRAL
● Doença permanente do sistema nervoso central, iniciada na
fase neonatal;
● Resultado de lesões não reversíveis;
CAUSAS DA MIELOMENINGOCELE ● Chamada também de encefalopatia crônica não
progressiva (ECNP), a paralisia cerebral (PC) leva a
disfunções da motricidade;
● Manifesta-se antes dos 18 meses de idade.
SINAIS CLÍNICOS DA PARALISIA CEREBRAL QUESTÕES
1. Qual é a principal característica da Síndrome de
Turner?

• Resposta correta: b.

2. Quais intervenções de enfermagem podem auxiliar


crianças e adolescentes com Síndrome de Turner?

• Respostas corretas: a.

3. • Resposta correta: e. Parto prematuro ou


prolongado.
• Partos prematuros ou prolongados
aumentam o risco de hipóxia e outros fatores que
podem contribuir para a paralisia cerebral.

4. A assistência domiciliar melhora a qualidade de vida


ao fornecer um ambiente seguro e confortável,
promover autonomia e adaptar os cuidados às
necessidades individuais. Isso inclui fisioterapia,
acompanhamento de profissionais de saúde, educação
para os cuidadores e adequação do ambiente físico.
Além disso, o cuidado domiciliar reduz a necessidade
de internações hospitalares frequentes, favorecendo o
FATORES DE RISCO DA PARALISIA CEREBRAL desenvolvimento social e emocional dos pacientes.

● Baixo peso ao nascer; 5 Os principais desafios incluem a capacitação de


● Isquemia cerebral; cuidadores para lidar com as necessidades
● Asfixia perinatal; específicas dos pacientes, a coordenação entre
● Prolapso de cordão umbilical; equipes multidisciplinares, a disponibilidade de
● Pré-eclâmpsia grave;

D
equipamentos adequados e a adaptação do ambiente
● Doença viral; familiar. Também é importante garantir o suporte
● Hemorragias antes do parto; emocional e psicológico aos cuidadores e familiares,
● Anormalidades morfológicas da além de enfrentar questões logísticas e financeiras
placenta. para manter o serviço contínuo e de qualidade

CUIDADOS DE ENF NA PARALISIA CEREBRAL


Realizar os cuidados durante alimentação, manutenção da
respiração, cuidados com drenos, ostomias.
Realizar aspiração de vias aéreas, cuidados com o ventilador.
Aferir os sinais vitais de seis em seis horas, realizar o banho
diário, inspecionar a pele, manter a criança confortável e realizar
reposicionamento no leito de duas em duas horas.
Cuidar dos materiais e equipamentos utilizados com a criança
garantindo sua funcionalidade.
Vias Aéreas
PROCEDIMENTOS TECNICOS E ASSISTENCIAIS
Procedimentos técnico-assistenciais:
● higiene corporal, oral e nasal;
● cuidados com traqueostomia (TQT).
Seguem uma descrição padronizada e estruturada,
chamada de procedimento operacional padrão (POP).

A ESTRUTURA MÍNIMA DO POP


● Objetivo;
● Responsabilidade;
● Descrição do procedimento técnico; ● Via aérea artificial, onde é colocada uma cânula de aço,
● Material necessário; alumínio, plástico ou silicone;
● Ação corretiva; ● Troca-se a cânula conforme as características
● Cuidados especiais em AD. individuais do paciente e o material do dispositivo;
A construção do POP é de responsabilidade da equipe de ● A presença da cânula pode ocasionar lesões, infecção
AD, para atingir um bom resultado. local e ressecamento das secreções pulmonares.

● Receber treinamento adequado para a sua realização;


● Ter clareza a respeito do procedimento; CUIDADOS DE ENFERMAGEM TQT
● Reunir todo o material necessário para sua realização;
● Seguir o passo a passo correto; O técnico de enfermagem deverá:
● Higienizar as mãos sempre antes e após o procedimento. ● manter a subcânula limpa;
● realizar os cuidados com a pele;
● checar a área onde a TQT está inserida;
● manter a região seca;
● acompanhar e comunicar ao responsável
pela AD sobre o aumento de secreção, coloração e odor
diferentes do habitual;

● limpar a endocânula usando soro fisiológico ou agua e


sabão com gaze estéril;
● retirar a endocânula com cuidado e, após a limpeza,
inserir até o travamento do dispositivo;
● manter a fixação da cânula em boas condições, ajustada
ao pescoço do paciente.

TROCA DE FIXAÇÃO TQT


A fixação deve ser trocada diariamente, após o banho,
sempre que estiver molhada ou suja. Para isso, o técnico
em enfermagem precisa usar:
O QUE É TRAQUEOSTOMIA (TQT) ● luvas;
● fixador novo;
● gaze estéril;
● soro fisiológico.
● Informar ao paciente o que será realizado;
● Segurar a TQT com a mão não-dominante durante a
troca;
● Limpar a região do pescoço ao redor da TQT com soro
fisiológico;
● Soltar umas das extremidades e passar o fixador novo;
● Realizar o mesmo na outra extremidade da cânula;
● Prender o fixador deixando 1 cm de folga entre o cordão
e
a pele do paciente;
● Por duas gazes dobradas ao meio em cada lado da TQT;
● Realizar aspiração endotraqueal caso necessário. HIGIENE CORPORAL
A higiene proporciona relaxamento, conforto, manutenção
da integridade física e estimula a circulação sanguínea.
Um ótimo momento para realizar a inspeção corporal é
durante a sua realização. O técnico de enfermagem é o
responsável por realizar a higiene diária.

MATERIAIS

● Luvas de procedimentos;
● Saco plástico;
● Jarro com água morna;
● Duas bacias (em caso de banho no leito);
● Sabonete líquido;
● Xampu e condicionador (se disponível e for preciso);
ASPIRAÇÃO DE VIAS AÉREAS ● Hidratante corporal;
● Roupas de cama limpas;
É a remoção de secreção das vias respiratórias, cujo ● Camisola ou pijama;
objetivo é: ● Fralda descartável (se necessário);
● remover secreções acumuladas na TQT; ● Toalhas.
● promover conforto;
● auxiliar a oxigenação;
● prevenir infecções e obstruções.
PROCEDIMENTOS
MATERIAIS
● Higienizar o cabelo e couro cabeludo, enxaguar com
● Luva estéril; água e secar com uma toalha;
● Sonda de aspiração estéril compatível com o tamanho da ● Lavar o rosto, orelhas e pescoço com água e sabonete e
cânula endotraqueal; enxaguar com água;
● Seringa de 10 ml com água destilada ou soro fisiológico; ● Secar com a toalha;
● Luva de procedimento; ● Higienizar o tórax e o abdome e, em seguida, os
● Fonte de vácuo ou aspirador de secreções; membros
● Látex de aspiração; superiores: axila, braço, antebraço e mão;
● Água filtrada; ● Higienizar membros inferiores seguindo coxa, perna e
● Caneta azul ou preta. pé;
● Lateralizar o paciente para higienizar o dorso e as
SEQUÊNCIA nádegas;
● Higienizar a região supra-púbica e inguinal;
1. Conectar a sonda de aspiração na borracha do aspirador; ● Terminar sempre pela higiene íntima.
2. Ligar o aspirador;
3. Calçar a luva estéril;
4. Lubrificar o cateter com solução salina ou água
destilada;
5. Introduzir o cateter de aspiração sem sucção;
6. Retirar o cateter com movimentos circulares e aspirar as
secreções;
7. Utilizar de 5 a 10 segundos;
8. Limpar a borracha do aspirador, aspirando água estéril
para lavar a extensão e proteger a ponta distal da
borracha;
9. Anotar os aspectos das secreções.
HIGIENE ORAL
Proporciona a limpeza de toda cavidade oral, dentes e
língua para prevenir infecções. Os materiais que serão
utilizados são:
● bacia ou cuba rim;
● toalha de rosto;
● escova de dentes e creme dental;
● fio dental;
● luvas;
● água corrente.
FISOTERAPIA NA ATENÇÃO DOMICILAR
PROCEDIMENTOS
Os pacientes de AD em geral e, principalmente, os que
1. Posicionar o paciente; estão em ventilação mecânica, necessitam receber
2. Em pacientes inconscientes, colocá-los em decúbito acompanhamento com o fisioterapeuta.
lateral; Esse profissional realiza diversas abordagens com o
3. Colocar a toalha na parte superior do tórax e pescoço; paciente, seja para a parte motora ou para a respiratória.
4. Realizar a limpeza da boca toda do paciente, com a
escova
e pasta de dente;
5. Utilizar bacia ou cuba rim para o paciente "bochechar",
se
CUIDADOS DE ENF
possível;
6. Limpar a língua; ● Informar ao profissional o quadro do paciente;
7. Enxugar os lábios com uma toalha; ● Indicar onde está o material necessário para realizar a
8. Realizar o procedimento após o café, almoço e jantar. sessão (luvas, ambu, sondas);
● Auxiliar na movimentação do paciente;
● Ficar atento a possíveis mudanças do quadro normal do
paciente;
● Deixar o material de aspiração já preparado;
● Realizar aspiração do paciente quando solicitado.

HIGIENE NASAL
Proporciona a limpeza das fossas nasais, previne
complicações respiratórias e promove o aumento da
eficiência respiratória. Os materiais que serão utilizados
são:
● luvas de procedimentos;
● máscara;
● seringa com soro fisiológico 0,9% em temperatura
ambiente.

PROCEDIMENTO

1. Lavar as mãos;
2. Utilizar equipamentos de proteção individual;
3. Explicar o procedimento ao paciente ou acompanhante;
4. Posicionar o paciente com cabeceira elevada;
5. Colocar uma toalha abaixo do rosto do paciente;
6. Instilar solução fisiológica em uma das narinas, sem usar
pressão excessiva;
7. Em seguida, repetir o procedimento na outra narina.
QUESTÕES QUESTÕES
1. A resposta correta é: 1. Qual é uma das principais indicações para o suporte
c. Maior conforto e qualidade de vida para o paciente e sua nutricional por gastrostomia?
família. • Resposta: a. Síndrome do intestino curto.
A assistência domiciliar permite que o paciente permaneça 2. Qual é um dos principais problemas associados
em um ambiente familiar, o que contribui para o bem-estar aos cuidados com gastrostomias?
emocional e a recuperação, evitando o estresse e os riscos • Resposta: c. Infecções.
associados à hospitalização prolongada. 3. Quais são os principais problemas nos cuidados
2. A resposta correta é: com gastrostomias?
a. Preparar todo o material necessário com antecedência. • Os principais problemas incluem infecções no
Antes de iniciar o banho de leito, é importante garantir que local da inserção do tubo, obstruções e deslocamentos do
todos os materiais estejam à mão, facilitando o processo e tubo, além de irritação da pele ao redor da gastrostomia e
evitando interrupções que poderiam comprometer a dificuldades na administração da nutrição.
segurança e o conforto do paciente. 4. Por que é importante seguir os certos da
3. Quando e como a higiene oral deve acontecer? medicação segura na administração de medicamentos?
A higiene oral deve ser realizada diariamente, • Resposta: b. Porque seguir esses procedimentos
preferencialmente após as refeições e antes de dormir. O minimiza o risco de erros na administração de
procedimento envolve a escovação dos dentes, uso do fio medicamentos e garante uma medicação segura e eficaz
dental (se possível), e enxágue da boca com uma solução para o paciente.
apropriada para remover resíduos e prevenir infecções. Em 5. Quais são as boas práticas de administração de
casos de pacientes com limitações, o uso de uma escova medicamentos em domicílio?
macia e a supervisão da equipe ou do cuidador são • Resposta: c. Utilizar equipamentos adequados
necessários para garantir uma higiene eficaz e segura. para a administração do medicamento, como seringas,
4. Como a aspiração de vias aéreas pode impactar agulhas e dispositivos de infusão; utilizar técnicas
a saúde respiratória de pacientes em assistência assépticas para evitar a contaminação do medicamento;
domiciliar? informar ao paciente sobre o medicamento que está sendo
A aspiração de vias aéreas auxilia na remoção de administrado e seus possíveis efeitos colaterais.
secreções que podem dificultar a respiração, evitando o 6. Qual é a importância do monitoramento da
acúmulo que pode levar a infecções e complicações automedicação?
pulmonares. A técnica correta ajuda a prevenir obstruções • Resposta: c. Para garantir a segurança do
respiratórias, reduz o risco de aspiração e melhora a paciente e evitar riscos à saúde.
oxigenação do paciente, promovendo uma melhor 7. Como a capacitação dos profissionais de saúde
qualidade de vida e reduzindo internações. em diferentes vias de administração de medicamentos
5. Por que é essencial que a equipe de saúde tenha pode impactar a eficácia e segurança do tratamento em
conhecimento técnico e habilidade ao prestar assistência a domicílio?
pacientes com traqueostomia em um ambiente domiciliar? • A capacitação permite que os profissionais
O cuidado de pacientes com traqueostomia exige apliquem corretamente as técnicas de administração de

D
conhecimento técnico preciso para evitar complicações, medicamentos, reduzindo riscos de erros, aumentando a
como infecções e obstruções das vias respiratórias. segurança do paciente e promovendo uma administração
Profissionais capacitados asseguram a realização correta eficaz do tratamento.
dos procedimentos, como a limpeza e aspiração, 8. Qual é a importância da adesão e continuidade
garantindo a segurança e o conforto do paciente em um do tratamento de pacientes em assistência domiciliar?
ambiente domiciliar, o que diminui riscos de emergências e • A adesão e continuidade do tratamento
melhora a qualidade do cuidado. garantem a eficácia do plano terapêutico, ajudando a
prevenir complicações e promovendo uma recuperação
mais rápida e eficaz, além de aumentar a qualidade de vida
do paciente ao evitar hospitalizações desnecessárias
Dispositivos e materiais
de Alimentação
ALIMENTAÇÃO TROCA E FIXAÇÃO DA SNE
A forma de se alimentar depende da saúde e dos seus ● Troca diária para evitar a retirada acidental da SNE;
agravos, de cursos de doenças e das fases da própria vida. ● Utilizar adesivo hipoalergênico;
A terapia nutricional (TN) envolve necessidades restritivas ● Limpar a pele com água e sabão;
e suplementares. A via de consumo alimentar pode ser ● Verificar a marca de inserção da sonda.
enteral ou parenteral. ● Colocar o novo adesivo e registrar.

● A nutrição infantil sofre variações de acordo com o sexo


e a idade; GASTROSTOMIA GTT
● A ingestão hídrica será avaliada pelo nutricionista de
acordo com cada indivíduo; ● É uma abertura feita cirurgicamente no estômago para o
● A necessidade proteica de neonatos é maior; meio externo;
● Os adolescentes necessitam de mais energia; ● Facilita a alimentação enteral para o paciente e a
● A nutrição enteral requer cuidados com a fórmula que administração de líquidos e medicamentos quando não é
será administrada, seja ela por meio de bolus ou mais possível fazê-la por via oral;
gravitacional. ● Indicada para o uso prolongado da nutrição enteral, após
a avaliação da equipe multiprofissional;

● A troca pode ocorrer após três meses, podendo


prorrogar até um ano, de acordo com o material e o tipo de
sonda;
● Deve ser substituída se houver rompimento do balão,
processos infecciosos, obstrução, perda ou exteriorização;
● A troca domiciliar é responsabilidade do enfermeiro.

OSTOMIAS
A ostomia (ou estomia) de eliminação é um procedimento
cirúrgico que exterioriza parte do sistema digestório
(colostomia, ileostomia) e urinário (cistostomia).
SONDA NASOENTERAL SNE É criada uma abertura para a eliminação de fezes, de gases
e de urina para o meio externo.
● Dispositivo maleável, com fio guia metálico, flexível e
radiopaco;
● É introduzida pela narina até o intestino pelo enfermeiro;
● Administração de dietas e medicamentos de acamados,
com reflexos diminuídos, inconscientes ou com dificuldade
de deglutição;
HIGIENE A PROTEÇÃO
● Contraindicada em fraturas faciais.
● Observar a cor, o brilho, a umidade, o tamanho e a forma
do estoma;
● Limpar a pele ao redor com água e sabonete neutro, sem
esfregar;
CUIDADOS COM A SONDA NASOENTERAL SNE ● Esvaziar a bolsa quando estiver com 1/3 de sua
capacidade;
● Trocar as bolsas de colostomia a cada cinco dias;
O técnico em enfermagem ajuda o enfermeiro durante o
● Certificar de que a placa esteja bem adaptada à pele e
procedimento:
não
● posicionando o paciente em posição de Fowler 60o;
deixar pregas para evitar vazamentos;
● lubrificando a sonda;
● Para maior proteção da pele, utilize cremes barreiras,
● protegendo a face do paciente das suas próprias mãos;
pós,
● colocando toalhas ou papel toalha no tórax do paciente;
pastas ou protetores spray.
● guardando o fio guia enrolado e identificado;
● conferindo o posicionamento da sonda;
● fixando o dispositivo na pele do paciente.
HIGIENIZAÇÃO DE FRASCOS E QUESTOES
EQUIPAMENTOS
1. Qual é uma das principais indicações para o suporte
Todos os utensílios utilizados para o preparo e a nutricional por gastrostomia?
administração das dietas (frascos, equipamentos, seringas) • Resposta: a. Síndrome do intestino curto.
devem ser limpos para diminuir a chance de contaminação, 2. Qual é um dos principais problemas associados
de diarreia e de infecção. aos cuidados com gastrostomias?
É preciso trocar esses materiais e desprezá-los uma vez • Resposta: c. Infecções.
por dia, lavar com esponja e escova e sabão, após cada 3. Quais são os principais problemas nos cuidados
dieta. com gastrostomias?
Para finalizar, enxágue novamente com água fervida. • Os principais problemas incluem infecções no
Guardar secos na geladeira, em saco plástico fechado ou local da inserção do tubo, obstruções e deslocamentos do
em pote com tampa. tubo, além de irritação da pele ao redor da gastrostomia e
dificuldades na administração da nutrição.
4. Por que é importante seguir os certos da
medicação segura na administração de medicamentos?
PREVENCOES DE LESÕES • Resposta: b. Porque seguir esses procedimentos
minimiza o risco de erros na administração de
medicamentos e garante uma medicação segura e eficaz
Além de prevenir lesões, o reposicionamento do paciente
para o paciente.
no leito irá:
5. Quais são as boas práticas de administração de
● Manter e restaurar sua força e seu tônus muscular;
medicamentos em domicílio?
● Prevenir atrofias e contraturas;
• Resposta: c. Utilizar equipamentos adequados
● Prevenir deterioração de capacidades funcionais;
para a administração do medicamento, como seringas,
● Distribuir o peso corporal sobre superfície de apoio;
agulhas e dispositivos de infusão; utilizar técnicas
● Garantir circulação venosa livre.
assépticas para evitar a contaminação do medicamento;
É essencial utilizar travesseiros ou coxins, luvas de
informar ao paciente sobre o medicamento que está sendo
procedimento, protetores de calcâneos de duas em duas
administrado e seus possíveis efeitos colaterais.
horas.
6. Qual é a importância do monitoramento da
automedicação?
• Resposta: c. Para garantir a segurança do
paciente e evitar riscos à saúde.
7. Como a capacitação dos profissionais de saúde
em diferentes vias de administração de medicamentos
pode impactar a eficácia e segurança do tratamento em
domicílio?
• A capacitação permite que os profissionais
apliquem corretamente as técnicas de administração de
medicamentos, reduzindo riscos de erros, aumentando a

T
segurança do paciente e promovendo uma administração
eficaz do tratamento.
8. Qual é a importância da adesão e continuidade
do tratamento de pacientes em assistência domiciliar?
• A adesão e continuidade do tratamento
garantem a eficácia do plano terapêutico, ajudando a
prevenir complicações e promovendo uma recuperação
mais rápida e eficaz, além de aumentar a qualidade de vida
do paciente ao evitar hospitalizações desnecessárias
Medicações Pediátricas
ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAÇÕES NOVE CERTOS
PEDIÁTRICAS
As crianças são mais propensas a receberem medicações
erradas.
Os maiores erros estão relacionados ao preparo e à
administração de medicamentos.

Para prevenir esses erros de prescrição, são utilizadas:


● prescrição informatizada;
● informação de dosagens;
● concentração ou volumes em quantidade métrica.

VIAS DE ADMINISTRAÇÃO
As crianças são mais propensas a receberem medicações
erradas.
Os maiores erros estão relacionados ao preparo e à
administração de medicamentos.

Para prevenir esses erros de prescrição, são utilizadas:


● prescrição informatizada;
● informação de dosagens; GRADUAÇÕES DE SERINGAS
● concentração ou volumes em quantidade métrica.
● 20 mL: graduação mínima de 1 mL, numeração a cada 5 mL;
● 10 mL: graduação mínima de 0,2 mL, numeração a cada 1
mL;
● 5 mL: graduação mínima de 0,2 mL, numeração a cada 1
mL;
FASES DA ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAÇÕES ● 3 mL: graduação mínima de 0,1 mL, numeração a cada 1
mL;
● Preparo: consiste em preparar e administrar o ● 1 mL: graduação mínima de 0,02 mL, numeração a cada 0,1
medicamento para a criança, considerando o mL.
conhecimento da ação medicamentosa e as necessidades
de diluições;
● Administração: aplicação do medicamento no paciente;
● Monitoramento: monitorar o efeito do medicamento no
paciente.
RECONSTITUIÇÃO e DILUIÇÃO
ratam-se de processos semelhantes com objetivos diferentes.
● Reconstituição: transformar um medicamento em pó
liofilizado em forma líquida;
CUIDADOS ANTES DE ADMINISTRAR ● Diluição: alterar a concentração de medicamento, já em
estado líquido, podendo ser uma solução, uma suspensão ou
● História da criança, como alergias ou outras reações;
um pó reconstruído.
● Idade;
Nos dois processos são utilizados diluentes SF 0,9%, água
● Peso, utilizado para o cálculo das doses;
estéril e glicose 5%.
● Formas de administração;
● Vias de administração.
Para evitar erros de administração de medicações, é
essencial seguir os nove “certos” para administração de
medicações. GESTAO DE MEDICAMENTOS CONTROLADOS
Os medicamentos controlados, potencialmente perigosos
(MPP) ou de alta vigilância (MAV):
● maior risco de causar danos permanentes ou a morte, em
caso de falha na sua administração.
LISTA DE MAV ENCONTRADOS NO
DOMICILIO

É de extrema importância evitar que esses medicamentos


sejam ingeridos por outros membros da família.
É essencial atentar que outras crianças do domicílio podem
ingeri-los por acidente, então devemos deixá-los em local fora
do seu alcance.
O técnico de enfermagem precisa ter conhecimento das
medicações e das suas potencialidades.

GESTAO DE ESTOQUE LEITO


Todo material e medicação fornecidos ao paciente necessita
de controle.
Dentro do ambiente domiciliar, o responsável por esse
gerenciamento é a atenção domiciliar.

Tudo que é dispensado para um domicílio segue um padrão de


contagem para determinado período.
O técnico de enfermagem é responsável por conferir se os
materiais e medicações serão suficientes para o período
vigente.

É de extrema importância que o técnico confira todos os


materiais em estoque na residência para evitar faltas.
No caso de falta de material ou medicação, deve ser
informada à equipe de atenção domiciliar para que o paciente
não seja prejudicado.

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