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Introdução à Bolsa de Valores e Derivativos

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Ogro Trading System - E-book

Nivelamento Teórico

Nível Estratégico

Nível Tático

Nível Operacional
Atividade 1 de 4

Nivelamento Teórico

BOLSA DE VALORES

O QUE É?
Imagine um gigantesco mercado virtual onde empresas e investidores se encontram para
negociar ações, títulos e outros ativos financeiros.

Esse é o universo da Bolsa de Valores, um ambiente dinâmico onde capitais são


movimentados diariamente, impulsionando a economia e criando oportunidades para quem
busca multiplicar seu patrimônio.

COMO FUNCIONA?
Na Bolsa de Valores empresas abrem capital, vendendo pequenas frações de suas ações
para o público investidor. Essas ações, também chamadas de "cotas", representam a
propriedade parcial da empresa e concedem aos seus detentores direitos sobre seus lucros e
decisões.

Quem são os principais players?


1 Empresas: As protagonistas do show, buscando capital para financiar
seus projetos e impulsionar seus negócios.

2 Investidores: Indivíduos ou Instituições que compram e vendem ações,


buscando lucrar com a valorização das empresas ou com dividendos
(parte dos lucros das empresas distribuídos aos acionistas).

3 Corretoras: Intermediárias entre investidores e a Bolsa, executando as


ordens de compra e venda de ações.

Quais os principais tipos de ativos


negociados?

A Bolsa de Valores oferece um leque de opções de ativos financeiros


para diversificar seus investimentos. Elencamos os principais tipos nos
três esquemas ilustrativos abaixo que você pode acessar clicando nas
setas laterais da figura abaixo.
Derivativos

Derivativos são instrumentos financeiros, cujo valor deriva do preço de


um ativo subjacente, seja ele físico como milho ou financeiro como o
Dólar.

O investimento em derivativos é feito por meio de contratos e, muitos


deles, são negociados em bolsa de valores. Eles incluem:
1 Contrato a termo: Um contrato a termo, no contexto
financeiro, é um acordo entre duas partes para a
compra ou venda de um ativo específico em uma data
futura previamente exigida. Nele, as partes concordam
com os termos, incluindo preço, quantidade e data de
entrega. Pode ser negociado em bolsa ou no mercado
de balcão organizado e só pode ser liquidado na data
do vencimento.

2 Contrato futuro: Funciona de forma muito semelhante


aos contratos de termo. A diferença está na
liquidação, já que sofre um ajuste diário com base nas
expectativas do mercado . Outra diferença está no
fato de que só podem ser negociados na B3.

3 Contrato de opções: Instrumento financeiro que


confere aos detentores o direito, mas não a obrigação,
de comprar (opção de compra - call) ou vender (opção
de venda - put) um ativo a um preço predeterminado
(preço de exercício) em ou antes dos dados de
vencimento do contrato. Se o detentor não quiser
exercer seu direito, ele pagará um prêmio.

4 Contrato Swap: Acordo financeiro entre duas partes


para trocar fluxos de pagamentos ao longo do tempo.
Geralmente, esses pagamentos envolvem taxas de
juros, moedas, commodities ou outros instrumentos
financeiros. O principal objetivo dos contratos swap é
permitir que ambas as partes envolvidas alcancem
seus objetivos financeiros ou de gestão de risco.
Como dissemos anteriormente, contratos futuros, por sua vez,
são acordos entre partes para comprar ou vender um ativo a
um preço predefinido em uma data futura. Esses contratos
são padronizados e negociados em bolsas de valores,
proporcionando liquidez e transparência ao mercado. Essa
padronização facilita a entrada e saída de posições, tornando
os contratos futuros acessíveis a diversos participantes do
mercado.

Por que investir em


derivativos? Hedge x Especulação

Investir em derivativos atende a dois objetivos primordiais: proporcionar


uma estratégia de proteção, conhecida como hedge, e servir como meio
de especulação para buscar ganhos nas negociações.

Na perspectiva do hedge, o propósito dos derivativos é resguardar


o capital dos envolvidos diante de variações abruptas nos preços.
Essa prática é particularmente valiosa em contextos nos quais a
volatilidade do mercado é uma preocupação. No setor agrícola, por
exemplo, destaca-se a utilização desse mecanismo para garantir
preços durante a safra.
Por outro lado, investidores que se aventuram nos derivativos em
busca de retornos financeiros operam predominantemente com
especulação. As transações de compra e venda fundamentam-se
nas perspectivas individuais do investidor sobre o preço daquele
ativo em um intervalo específico. Envolve a busca por lucros a partir
das flutuações de preços.

É com este viés que iremos fazer as operações no nosso curso.

Minicontratos

Minicontratos são instrumentos financeiros que oferecem a


oportunidade de participação nos mercados futuros com uma
abordagem mais acessível para investidores individuais.

Esses contratos, representando uma fração do tamanho dos contratos


padrão, são negociados em bolsas de valores e permitem a exposição a
ativos diversos, como índices de ações e moedas, com investimentos
proporcionalmente menores.

No contexto brasileiro, dois tipos de minicontratos são notáveis: o Mini


Índice e o Mini Dólar, que representam 20% do tamanho dos contratos
cheios.

O Mini Índice está vinculado ao Índice Bovespa (Ibovespa), refletindo a


performance das principais ações negociadas na Bolsa de Valores de
São Paulo (B3). Cada ponto de variação no Mini Índice representa R$
0,20.

Já o Mini Dólar está atrelado à taxa de câmbio do Dólar Norte-


Americano em relação ao Real. Cada ponto de variação no Mini Dólar
corresponde a R$ 10,00. Ambos os contratos são negociados de forma
semelhante aos contratos futuros tradicionais.

A atratividade dos minicontratos reside na sua acessibilidade,


permitindo que investidores com capital menor participem de forma
eficiente nos mercados futuros.

Os minicontratos de Índice vencem apenas nos meses pares, geralmente


na quarta-feira mais próxima do dia 15. Já os minicontratos de Dólar
vencem mensalmente, todo 1º dia útil do mês.
Em ambos os casos, a sigla é seguida por uma letra que representa o
mês e um número que representa o ano (dois dígitos).

Benefícios e riscos

Quais os benefícios de investir na Bolsa de Valores?


Potencial de alta rentabilidade: A Bolsa de Valores oferece a oportunidade de multiplicar
seu capital a longo prazo, superando outras formas de investimento tradicionais.

Diversificação de investimentos: A variedade de ativos permite diversificar seu portfólio,


reduzindo os riscos e aumentando as chances de sucesso.

Liquidez: Ações e outros ativos da Bolsa são facilmente negociáveis, permitindo que você
resgate seu capital quando precisar.
Participação no crescimento das empresas: Ao investir em ações, você se torna parte do
sucesso das empresas e contribui para o desenvolvimento da economia.

Quais os riscos de investir na Bolsa de Valores?


Volatilidade do mercado: Os preços das ações podem oscilar significativamente em um
curto período de tempo, gerando perdas para os investidores.

Risco de perdas: Nem todo investimento na Bolsa de Valores é garantia de lucro. É


fundamental estudar e analisar os riscos antes de investir.

Necessidade de conhecimento: Investir na Bolsa exige estudo, análise e


acompanhamento constante do mercado.

Emoções: Tomar decisões racionais e consistentes pode ser desafiador em um mercado


dinâmico e volátil.

A Corretora

O primeiro passo para começar a investir na Bolsa de Valores é abrir


uma conta em uma corretora de valores confiável.

Mas antes de mergulharmos no processo de abertura de conta, é crucial


compreender o papel de uma corretora no mercado financeiro.

Basicamente, a corretora proporciona acesso ao mercado de capitais,


como a B3, nossa bolsa brasileira. A B3 é responsável por certificar um
grupo de corretoras, que organizam a relação com os clientes.
Quando você abre uma conta em uma corretora, é como se estivesse abrindo uma conta
bancária, enviando seus recursos para lá, com a margem liberada para acessar os ativos e
derivativos do mercado.

Além disso, a corretora garante que você esteja apto a participar do mercado de capitais,
permitindo o acesso aos recursos da Bolsa de Valores.

RLP

Vamos discutir o conceito do RLP (Provedor de Liquidez Remunerado), um dispositivo criado


pela Bolsa que tem como objetivo fornecer liquidez para o mercado.

O RLP permite que um participante forneça liquidez de forma neutra, tanto para compras
quanto para vendas. Isso significa que, ao agredir o mercado, ou seja, ao realizar uma
operação de compra ou venda, o RLP estará disponível para oferecer liquidez, garantindo um
preço único para a transação.

Para ilustrar melhor, imagine que você queira comprar dólar e no livro de ofertas há 10
contratos de venda disponíveis. Sem o RLP, você teria que consumir várias faixas de preço
para completar sua ordem, pois a oferta está distribuída em diferentes níveis de preço. No
entanto, com o RLP ativado, um provedor de liquidez estará presente para casar sua ordem
de compra com a oferta disponível, garantindo um preço único de mercado.

Existem prós e contras no uso do RLP.

Contras: Por um lado, ao utilizar o RLP, você perde o impacto direto no mercado, já que suas
ordens são casadas pelo provedor de liquidez.
Prós: No entanto, em contrapartida, a plataforma pode oferecer isenção de custos, como
corretagem, em troca do serviço de arbitragem das ordens.

É importante ressaltar que essa decisão depende da estratégia de cada investidor: alguns

preferem pagar pelos custos operacionais para ter um maior impacto no mercado, enquanto
outros optam por usufruir das isenções oferecidas pelo RLP.

Se você está considerando ativar ou desativar o RLP, recomendamos entrar em contato com
sua corretora para obter informações sobre como proceder. Geralmente, as corretoras têm
uma seção específica em seus sistemas para gerenciar essa configuração. Lembre-se de que
é essencial verificar essa configuração para garantir que esteja alinhada com sua estratégia
de investimento.

Margem de Garantia

Hoje vamos abordar um tema crucial: margem de garantia. Muitos


alunos, especialmente durante o processo de entrada no mercado, têm
dúvidas sobre qual é o montante necessário para começar a operar.

A margem de garantia é fundamental, pois assegura que o mercado


esteja financeiramente estável para que os participantes possam
cumprir com seus compromissos ao realizar operações.

Para utilizar a margem de garantia, é necessário fazer um depósito e


destinar essa margem de garantia dentro da corretora, seja para
investimentos de longo prazo ou para operações de Day Trade.
Se você decidir destinar essa margem para operações de Day Trade, a
corretora irá liberar seus limites operacionais, permitindo que você
opere até onde seu capital permitir, sempre mantendo a participação
saudável no mercado.

Perfil do Investidor

Esta aula é fundamental, pois sem compreender seu perfil de investidor,


você não terá acesso aos derivativos, como o dólar futuro, por
exemplo.

Os derivativos são contratos de mercado extremamente agressivos,


oferecendo tanto grandes oportunidades de ganho quanto riscos
consideráveis de perda. A alavancagem é um dos principais atrativos e
também um dos maiores riscos dos derivativos.

Para ter acesso aos derivativos, é necessário fazer um teste de perfil de


investidor, geralmente disponibilizado pela corretora. Esse teste
categoriza o investidor em diferentes perfis, como conservador,
moderado ou agressivo. Apenas os perfis mais agressivos têm acesso
aos derivativos e à possibilidade de realizar operações de Day Trade.
Ao abrir sua conta na corretora, será solicitado que você faça esse teste
de perfil de investidor. É importante completá-lo corretamente, pois
sem isso, a corretora não permitirá que você opere derivativos. Se tiver
alguma dificuldade, não hesite em buscar auxílio sobre como acessar e
preencher o teste com sua corretora ou nos nossos canais de
esclarecimento de dúvidas.

Plataformas de Negociação

As plataformas de negociação ou home brokers (HB) são ferramentas


essenciais para quem deseja operar na bolsa de valores.

Elas fornecem aos traders o acesso à bolsa, permitindo que executem


ordens de compra e venda de ativos, acompanhem o mercado em
tempo real e utilizem ferramentas de análise para tomar decisões de
investimento.

Ao escolher uma plataforma de negociação, é importante considerar


diversos fatores, como:

1 Confiabilidade: A plataforma deve ser oferecida por


uma instituição financeira regulamentada e confiável.

2 Funcionalidades: A plataforma deve oferecer as


funcionalidades necessárias para o tipo de operação
que o trader deseja realizar.
3 Interface: A interface deve ser amigável e fácil de
usar.

4 Custo: O custo da plataforma deve ser compatível


com o orçamento do trader.

5 Suporte: A plataforma deve oferecer suporte técnico


de qualidade.

As principais plataformas do mercado são:


Tipos de Ordens

As ordens são instruções dadas pelos investidores às corretoras para


executar transações no mercado financeiro. Cada tipo de ordem possui
características específicas, adequadas a diferentes estratégias de
negociação.

Ordem a Mercado: A ordem a mercado é uma instrução para comprar


ou vender um ativo imediatamente, pelo melhor preço disponível no
mercado. Essa ordem é executada instantaneamente, garantindo a
execução da operação, mas sem garantir o preço exato de compra ou
venda.

Ordem Limitada: Na ordem limitada, o investidor define um preço


específico para comprar ou vender um ativo. A ordem só será executada
se o preço do ativo atingir ou melhorar o preço estipulado pelo
investidor. Assim, o investidor tem maior controle sobre o preço de
execução da ordem, mas a operação pode não ser executada
imediatamente se o preço não atingir o valor determinado.

Ordem stop: Uma ordem stop é uma instrução para comprar ou vender
um ativo quando o preço do ativo atinge um determinado nível,
chamado de preço de disparo ou stop. Uma vez que o preço de disparo é
alcançado, a ordem stop se transforma em uma ordem de mercado e é
executada ao melhor preço disponível no mercado. As ordens stop são
usadas principalmente para limitar perdas em uma posição existente
(ordem stop de perda).

Tipos de Gráfico

Os preços dos ativos se movimentam por duas razões: oferta e


demanda.

O desequilíbrio entre essas duas forças dita a direção dos preços. Por
exemplo, se a demanda for maior que a oferta, o preço deve aumentar;
em contrapartida, se a oferta for maior que a demanda, o preço deve
cair.

Esses movimentos são refletidos nos gráficos estudados pelos analistas


técnicos.

Os tipos gráficos mais conhecidos são:


Gráfico de Linha
Este é o tipo mais simples de gráfico. Ele traça uma linha que conecta os
preços de fechamento de um determinado período de tempo. É útil para
identificar tendências de longo prazo.
Fonte: Tradingview

Gráfico de Candlesticks
Este é um dos tipos mais populares de gráficos na análise técnica. Cada
vela representa os preços de abertura, fechamento, máxima e mínima
para um determinado período de tempo. As velas são coloridas para
indicar se o preço de fechamento foi mais alto ou mais baixo que o
preço de abertura.
Fonte: Tradingview

Elaboração: Leandro Petrokas

Cada candle representa a variação do ativo em um determinado período de


tempo. Ele é composto por duas partes: o corpo (entre a abertura e o
fechamento) e as sombras. Sua coloração pode variar conforme a preferência
do analista, entre azul (alta) e vermelho (baixa), verde (alta) e vermelho (baixa)
ou branco (alta) e preto (baixa).

Gráfico de Barra
Este tipo de gráfico mostra os preços de abertura, fechamento, máxima
e mínima para cada período de tempo. Cada barra vertical representa
um período específico, e a relação entre a abertura e o fechamento é
indicada por uma linha horizontal na barra.

Fonte: Tradingview

O gráfico de barras também nos proporciona quatro informações:


Elaboração: Leandro Petrokas

A reta para a esquerda representa a abertura, enquanto a para a direita, o


fechamento. A máxima e a mínima são representadas pelo ponto mais alto e pelo

ponto mais baixo da barra, respectivamente.

Outra informação importante é o tamanho da barra (distância entre o máximo e


o mínimo). Uma barra pequena em relação ao tamanho médio das barras do

ativo analisado pode indicar um mercado calmo, enquanto uma barra grande, é
um sinal de maior volatilidade.

Assim como no caso dos candles, as colorações das barras indicam altas e
quedas.

Gráfico Renko
O gráfico Renko se concentra no movimento de preços em vez do
tempo. Sua principal característica é que cada caixa representa um
movimento de preço específico, em vez de um período de tempo fixo.
Fonte: Tradingview

Ele forma um box (caixa) quando o preço se desloca "n" ticks, ou seja,
um número predeterminado de ticks, que no caso das ações, são
representados por centavos.

Um box é formado somente quando atinge o número de ticks


necessários, não importando quanto tempo ele leva para isso — eles
podem se formar em minutos, dias ou mais.

Gráfico de Ponto e Figura


Este tipo de gráfico demonstra a variação dos preços em relação aos
movimentos do mercado. O X representa uma oscilação de alta e o O,
uma oscilação de baixa.

Fonte: Tradingview

Com ele, os analistas podem identificar que os preços sobem até


determinado patamar, quando, a partir dele, começa uma reversão da
tendência, independente da mudança no dia, semana ou outro período
analisado.

Em outras palavras, ele filtra o movimento dos preços independente do


tempo.

Assim como no Renko, nele também é definido o tamanho do box


(quantos pontos ou centavos equivalem a cada X e O). É necessário que
se configure o box de reversão, determinando o número mínimo de
boxes que indica uma mudança de tendência, ou seja, uma mudança de
coluna.

Tempo gráfico (timeframe)

No universo do day trade, o tempo gráfico ou timeframe desempenha


um papel muito importante na análise e execução das operações. Os
diferentes intervalos de tempo oferecem perspectivas variadas do
movimento de preços de um ativo, permitindo que os traders
identifiquem padrões, tendências e oportunidades de negociação. Desde
gráficos de curto prazo, como os de 1 minuto e 5 minutos, até os de
prazo mais longo, como os anuais, cada período de tempo revela
informações valiosas sobre a dinâmica do mercado.
Os gráficos de curto prazo, como os de 1 e 5 minutos, são amplamente
utilizados por traders que buscam operações rápidas e ágeis.

Eles oferecem uma visão detalhada e em tempo real do movimento dos


preços, permitindo a identificação de padrões de curto prazo e façam
entradas e saídas precisas em suas operações.
No entanto, esses intervalos de tempo também podem ser mais voláteis
e suscetíveis a ruídos do mercado, exigindo uma análise cuidadosa e
rápida.
Por outro lado, os gráficos de prazo mais longo, como os semanais,
fornecem uma perspectiva mais ampla e estável do mercado. Eles são
úteis para identificar tendências de médio prazo e padrões de preço
significativos, permitindo que os traders capturem movimentos de preço
mais substanciais e duradouros.

Como faremos operações de day trade, neste curso utilizaremos o


gráfico de 5 minutos.

Tipos de Operações

Day Trade
O Day Trade é uma estratégia de negociação financeira que se destaca pela rapidez e
agilidade. Nessa abordagem, os investidores realizam operações especulativas de compra e
venda de ativos no mesmo dia, capitalizando as variações de curto prazo no mercado.

O foco principal do Day Trade é aproveitar as flutuações diárias dos preços, buscando lucros
rápidos. Utilizando tempos gráficos menores, os day traders analisam gráficos, indicadores
técnicos e padrões para tomar decisões ágeis.

Uma característica marcante do Day Trade é a alavancagem, que permite aos traders
operarem com um montante superior ao seu capital. Embora essa prática amplie os
potenciais ganhos, também aumenta os riscos, exigindo disciplina e controle emocional.
Essa modalidade de operação exige atenção constante, pois as posições são abertas e
fechadas no mesmo dia, evitando exposição a riscos associados a movimentos do mercado
fora do horário comercial regular.
O Scalping é uma modalidade de day trade com operações ainda mais rápidas que duram em
média de 5 a 10 segundos.

Position Trade
O Position Trade, por sua vez, é uma estratégia de investimento que se estende por um
período mais longo de tempo.
Uma modalidade deste tipo de operação é o Swing Trade. Essa modalidade oferece uma
flexibilidade maior, permitindo que os investidores mantenham posições por períodos mais
extensos, sem a pressão de encerrar tudo no mesmo dia. Essa liberdade de tempo pode ser

benéfica para aqueles que buscam oportunidades em meio à volatilidade do mercado.

Assim como no Day Trade, a gestão de riscos desempenha um papel crucial, e os traders
geralmente utilizam ordens de stop-loss para limitar possíveis perdas.

O Swing Trade é uma estratégia que equilibra a busca por oportunidades de curto prazo com

uma visão mais ampla do mercado. Os investidores que optam por essa abordagem buscam
capturar movimentos mais substanciais, enquanto aproveitam a flexibilidade temporal que
ela oferece.

Imposto de Renda

A tributação sobre operações financeiras é um elemento importante a


ser considerado por investidores, e ela varia conforme o tipo de
operação realizada. Vamos abordar a tributação específica para o Day
Trade e outros tipos de operações. Clique no ícone + (mais) para
expandir as informações:

Day trade

As operações de compra e venda ocorrem no mesmo dia. A tributação sobre os


lucros obtidos nesse tipo de operação é de 20%, e há também uma retenção na
fonte de 1%. O imposto deve ser pago mensalmente até o último dia útil do mês
subsequente ao mês em que os lucros foram auferidos. A retenção na fonte,
por sua vez, é realizada no momento da liquidação da operação.

Demais tipos de operações

A compra e venda dos ativos ocorrem em prazos superiores a um dia, a


tributação segue uma alíquota fixa de 15% sobre os ganhos de capital e há
também uma retenção na fonte de 0,005%. O imposto deve ser recolhido
mensalmente até o último dia útil do mês subsequente ao mês em que os
ganhos foram obtidos. A retenção na fonte ocorre no momento da liquidação
da operação.

Análise Técnica

A análise técnica é uma poderosa ferramenta utilizada por traders e


investidores para entender e prever os movimentos do mercado
financeiro.

Ela vai além da simples observação de gráficos de preços, envolvendo a


identificação de padrões recorrentes que refletem a psicologia dos
participantes do mercado.

Ao buscar esses padrões, os analistas técnicos buscam compreender não


apenas o que o mercado está fazendo, mas também por que está se
comportando de determinada maneira.

Ao aplicar o tripé do trading, os analistas técnicos buscam encontrar


oportunidades de negociação que ofereçam uma relação favorável
entre risco e retorno, ao mesmo tempo em que consideram a
probabilidade de sucesso da operação. Isso significa que eles procuram
por operações em que o potencial de ganho supera o risco assumido e
onde há uma alta probabilidade de que o movimento esperado ocorra.

Tendências
No mercado financeiro, os pivôs se configuram como sinais importantes
para a identificação e confirmação de tendências de alta e baixa.

Pivot de Alta:
Quando há a formação de topos e fundos ascendentes.

Pivot de Baixa:

Quando há a formação de topos e fundos descendentes.


Confirmando a Tendência:

A confirmação da tendência de alta ocorre quando o preço rompe o


pivô de alta, formando um novo topo mais alto que o anterior,
consolidando a ascensão. O mesmo ocorre com a tendência de baixa,
quando o preço rompe o pivô de baixa, formando um novo fundo,
menor que o ante

Suportes e resistências

Os suportes e as resistências nada mais são do que determinados níveis


de preços difíceis de serem rompidos pelo mercado, tanto para baixo,
no caso dos suportes, quanto para cima, no caso das resistências.

Em outras palavras, podemos entendê-los como pisos (suportes) e tetos


(resistências), dado que os suportes sinalizam uma zona de preços na
qual uma ação raramente cai, e as resistências, uma zona de preços na
qual uma ação raramente sobe.

Em termos simples, os suportes e resistências são a “psicologia dos


mercados”. O famoso “compra a R$ 5, vende a R$ 7”, regiões de preço
“representativas”, onde compradores e vendedores estão mais atentos
para intervirem.
Observe como a linha inferior (setas verdes) indica uma região de suporte, ou seja, de
concentração de compradores, sinalizando um nível de preço onde o interesse em comprar o
ativo é forte o suficiente para superar uma pressão vendedora.

Por outro lado, a linha superior (setas vermelhas) faz referência a uma zona de resistência, ou
seja, de concentração de vendedores, em que, dado determinado nível de preço, o interesse
em vender o ativo é superior à pressão compradora.

É importante lembrarmos que os suportes e resistências não se referem a um preço fixo, mas
sim a uma região onde, no passado, o preço marcou como suporte ou resistência.

Além disso, quanto maior o número de vezes que os suportes e resistências forem testados,
mais fortes e significativos eles são considerados.

Em sequência, na próxima página, temos o exemplo do gráfico de Ambev (ABEV3).


Veja como podemos observar uma forte resistência na região dos
R$17,26, demarcada pela linha preta, que foi testada cinco vezes,
conforme sinalizado pelas setas vermelhas.

Isso indica uma importante região de venda.

Agora, na página seguinte, veja o gráfico do Bradesco (BBDC4).


Podemos notar um forte suporte em R$ 19,50 (demarcado pela linha
preta).

O preço ficou testando essa região por dois meses, em diversos dias,
antes de iniciar um forte movimento de alta.

Em termos práticos, era uma excelente região de compra.


Princípio da Bipolaridade

Pelo princípio da bipolaridade, temos que quando determinado nível de


resistência ou suporte é rompido, o papel entre eles é invertido.

Ou seja, se o preço cai abaixo de um nível de suporte, esse nível se


transforma em uma resistência. Por outro lado, se o preço sobe acima
de um nível de resistência, ele se torna um suporte.

Pode parecer confuso no começo, mas ao exemplificarmos, esse


conceito ficará mais fácil.

A princípio, você deve saber que a bipolaridade é um conceito simples e


poderoso, uma vez que abre margem para ótimas oportunidades de
trades.

Vamos ao exemplo de Vale (VALE3), a seguir.


A seta vermelha indica um ponto de resistência. Observe como o ativo
marcou um topo e na sequência teve uma leve queda.

Depois, os compradores tiveram força suficiente para romper essa


região para cima, e quando o preço voltou, testando a região de
resistência como suporte, ela foi respeitada dando início a mais um
movimento de alta.

Logo, como pudemos ver, a conclusão é simples: resistência rompida


tende a virar um suporte importante.

Teoria de Dow
Fonte: Investopedia

Charles H. Dow é conhecido como o pai da análise técnica por ter iniciado,
desde o século XIX, estudos buscando técnicas para identificar padrões de
comportamento do preço dos ativos que poderiam prever o momento futuro.
Os princípios dessa teoria fundamentam o arcabouço da análise técnica, e
devem fazer parte do dia a dia de todos aqueles que a utilizam. Abaixo

trazemos o primeiro princípio para iniciarmos o tema de tendências.

1º PRINCÍPIO:

"O mercado tem três tendências."


O primeiro princípio de Dow aborda as tendências de movimento do
mercado. Ele as dividem em três tipos: as tendências primárias,
secundárias e terciárias. Clique nas setas laterais da figura abaixo para
ter mais detalhes sobre as tendências.

A tendência primária é a principal, de longo prazo, e representa a alta


ou a baixa dos preços. A secundária pode ser entendida como
movimentos de equilíbrio ou correção da alta ou baixa da tendência
primária. E por fim, a terciária representa as pequenas variações de
preços diante da tendência secundária.

Na vídeo-aula a seguir, André Machado explica a aplicação do 3º


princípio da Teoria de Dow na prática.

2º PRINCÍPIO:

"O volume deve acompanhar a tendência."

Em seu segundo princípio, Dow relaciona volume e tendência.

Para ele, o volume confirma a tendência, uma vez que realça ou atenua
os movimentos dos preços, sendo uma informação adicional à análise.
Em uma tendência de alta, o volume deve aumentar na alta (na
valorização dos ativos) e diminuir nas reações de desvalorização. Já
numa tendência de baixa, o volume deve aumentar com a baixa
(desvalorização dos ativos) e diminuir nos espasmos de vida que trazem
esperança aos compradores.

Como veremos à frente, aumentos expressivos de volume podem indicar


maior grau de confiabilidade na tendência, enquanto movimentos de
preço sem volume, menor grau.

3º e 4º PRINCÍPIOS:

"As tendências primárias têm 3 fases."

As tendências primárias são movimentos extensos do mercado, com


durações que podem se estender por meses ou até anos. Mas o que
torna essas tendências realmente intrigantes é sua natureza cíclica,
dividida em três fases distintas.

5º PRINCÍPIO:

"Os preços descontam tudo."


Charles Dow nos dizia que todos os fatores que influenciam um ativo já
estão incorporados ao seu preço. Em outras palavras, todas as
informações relevantes ao ativo — mesmo que conhecidas por apenas
um investidor — são imediatamente refletidas (descontadas) em seu
preço.

Porém, apesar da eficiência do mercado, também sabemos que eventos


imprevisíveis existem. Para Dow, eles são nomeados como "atos de
Deus". Mas mesmo que não possamos prever tsunamis ou terremotos,
por exemplo, uma vez que esses eventos aconteçam, pelo pressuposto
da eficiência do mercado, os preços se ajustam rapidamente,
incorporando essas ocorrências e seus efeitos. Como todos os fatores
que afetam a demanda e a oferta já estão refletidos nos preços,
devemos nos preocupar apenas com seus movimentos.

6º PRINCÍPIO:

"As duas médias devem se confirmar."

O primeiro princípio da Teoria de Dow é o princípio da Confirmação,


que se fundamenta pela ideia de que os índices do mercado deveriam
caminhar na mesma direção, um confirmando o outro; o que se traduz
em um maior grau de confiabilidade na análise.

Na época de elaboração de seus princípios, a economia norte-


americana era impulsionada principalmente pela atividade industrial, o
que levou Charles Dow a criar e observar os movimentos do Dow Jones
Industrial Average (média ponderada das empresas do setor industrial) e
do índice Dow Jones Transportation Average (média ponderada das
empresas do setor de transportes) para determinar tendências.

Em sua visão, um aumento dos lucros do setor industrial significava um


aumento de sua produção, o que, por consequência, tinha impacto
positivo no setor de transportes, uma vez que há necessidade de
transportar os produtos fabricados.

Caso os dois índices estivessem apontando na mesma direção, seja de


baixa ou de alta, a tendência do mercado era consistente e confiável. Se,
por outro lado, existisse alguma divergência na direção, uma possível
mudança de tendência iria acontecer.

Pelo princípio da confirmação, ao observarmos índices de setores


distintos, partindo do pressuposto que exista uma relação entre eles,
podemos aumentar o grau de confiabilidade de nossas análises,
validando-as ou indicando possíveis armadilhas.
7º PRINCÍPIO:

"O mercado pode se desenvolver em linha."

Existem momentos em que o mercado não apresenta uma tendência


definida, se movimentando lateralmente, não formando topos e fundos
ascendentes ou descendentes.

A presença de linha ou consolidação é consequência do balanceamento


entre as forças de oferta e procura, que se equilibram.

8º PRINCÍPIO:

"As médias devem ser calculadas com preço


de fechamento."

O oitavo princípio da Teoria de Dow é autoexplicativo e diz que as


médias devem ser sempre calculadas levando-se em conta o preço de
fechamento e não o preço de abertura.
9º PRINCÍPIO:

"A tendência está valendo até que haja


sinais de reversão."

O último princípio nos ensina que as tendências do mercado apresentam


inércia e tendem a seguir em sua direção atual até que uma força
externa suficientemente forte as faça mudar de curso.

Em uma tendência forte, o mercado apresenta grande inércia, resistindo


a reversões e continuando sua trajetória até que novas informações ou
eventos significativos surjam para desafiá-la.

Em uma tendência fraca, o mercado apresenta menor inércia, sendo


mais suscetível a reversões e mudanças de direção em resposta a novos
eventos ou informações.

Linhas de Tendência

LTA (linha de tendência de alta): funciona como suporte, formada por


fundos ascendentes. Quantos mais fundos forem ligados, mais forte é a
LTA. No gráfico ao lado é representada pela linha amarela.
LTB (linha de tendência de baixa): funciona como resistência, formada por
topos descendentes. Quantos mais topos forem ligados, mais forte é a LTB.
No gráfico ao lado é representada pela linha amarela.

Canais
Canais de Alta

Anuncia uma tendência de alta em qualquer período gráfico e sua


formação deve ser feita a partir de uma LTA que é espelhada para
cima, formando assim um canal de alta.

Para existir um canal de alta, devem ser ligados ao menos três


pontos.

Quantos mais pontos marcarem as duas “margens” do canal, mais


forte ele é.

Canais de Baixa

Anuncia uma tendência de baixa em qualquer período gráfico e sua formação deve ser
feita a partir de uma LTB que é espelhada para baixo, formando assim um canal de
baixa.

Para existir um canal de baixa, devem ser ligados ao menos três pontos.

Quantos mais pontos marcarem as duas “margens” do canal, mais forte ele é.
Ondas de Elliott

Outra teoria bem interessante é a de Ondas de Elliott que busca


entender e descrever os movimentos de preços nos mercados financeiros
por meio da identificação de padrões repetitivos. Esses padrões,
conforme proposto por Ralph Nelson Elliott, são organizados em ondas
que podem ser classificadas como impulsivas ou corretivas.
1. Tendência Principal e Ondas Impulsivas:

A tendência principal representa a direção geral do movimento


de preços em um determinado ativo ou mercado. Pode ser
ascendente (alta), descendente (baixa) ou lateral (sem uma
direção clara).

Ondas impulsivas (1,3,5) são aquelas que seguem a direção da


tendência principal. Em uma tendência de alta, as ondas
impulsivas são geralmente caracterizadas por movimentos
ascendentes mais fortes, refletindo o ímpeto de compra
predominante. Em uma tendência de baixa, as ondas impulsivas
são marcadas por movimentos descendentes mais
pronunciados, refletindo a pressão de venda dominante.

2. Ondas Corretivas:
As ondas corretivas (2,4), por outro lado, movem-se contra a
direção da tendência principal. Elas representam períodos de
ajuste ou correção nos preços após os movimentos impulsivos.
Nas correções, os preços podem retrair parte do movimento
anterior, mas a ideia geral é que a tendência principal retomará
após a conclusão das ondas corretivas.

3. Movimentos finais:

As ondas de movimentos finais (A, B, C), ocorrem no final de um


ciclo de movimento de preços, marcando a conclusão de uma
tendência específica. Elas representam o último impulso ou
correção antes de ocorrer uma reversão significativa ou uma
mudança na direção da tendência.

4. Variação de Acordo com o Tempo Gráfico:

A aplicação da Teoria de Ondas de Elliott pode variar conforme


o intervalo de tempo (timeframe) utilizado para análise. Em
prazos mais curtos, como intraday, as ondas podem ser mais
sutis e representar movimentos de curto prazo. Em prazos mais
longos, as ondas podem abranger períodos mais extensos e
refletir tendências de longo prazo.

Padrões de Fibonacci

O método Fibonacci, foi um estudo desenvolvido por Leonardo de Pisa, um matemático


italiano, que se baseia em uma sequência em que cada número corresponde à soma dos dois
anteriores, sendo os primeiros o 0 e o 1.
Desta forma, a sequência começa dessa forma:

“0,1,1,2,3,5,8,13,21,34,55,89,144,233,377,610,987,1597,2584,4181...”

Segundo a teoria, os números da sequência estabelecem a “proporção


áurea”, muito comum na arte e na arquitetura, por ser considerado
agradável aos olhos. Quando dividimos um número da sequência pelo
número anterior, temos um resultado próximo a 1.618.

No mercado, os pontos principais de Fibonacci são:

Elas são representadas pelas seguintes porcentagens: 0,00%, 38,2%,


50,0%, 61,8% e 100,0%.
Retração de Fibonacci

Os ativos frequentemente fazem correções e retrocedem uma


percentagem do movimento anterior.

O padrão de correção ocorre geralmente entre 61,8% e 38,2%. A


correção não pode ultrapassar o limite de 61,8% do movimento total.

As retrações de 23,6% e 76,4% também podem ser utilizadas mas são


consideradas fracas.

Expansão de Fibonacci

Método utilizado frequentemente para se projetar um alvo do


movimento vigente.

Também pode ser usada para complementar as Ondas de Elliot.

Indicadores e Osciladores

Os indicadores nos apresentam a tendência e os pontos de reversão, que


acabam sendo momentos interessantes para compra ou venda de um
ativo. Geralmente a fórmula é baseada em preço e volume.
Os osciladores tem como principal função nos alertar possíveis pontos
de reversão de tendência.

Geralmente são apresentados por gráficos de linha que oscilam dentro


de um intervalo fixo. Além disso, nota-se a presença de níveis de
sobrecompra e sobrevenda.

Médias Móveis

São as médias de cotações passadas dos ativos.

São utilizadas para diminuir os “ruídos” gerados por fortes oscilações e


facilitar a leitura dos candles.

O valor mais utilizado é o de fechamento.

As médias mais utilizadas são:

1. aritmética;

2. exponencial.

Nas estratégias apresentadas nos próximos módulos, serão usadas as


médias de 200, 50 e 20 períodos.

Veja as médias móveis existentes e a fórmula de cálculo de cada uma


delas:
MÉDIAS MÓVEIS ARITMÉTICAS: A média móvel aritmética é formada
através do somatório de um conjunto X de valores numéricos dividido
pela quantidade de elementos somados.

MÉDIAS MÓVEIS EXPONENCIAIS: A média móvel exponencial dá mais


importância aos preços mais recentes! Deve se definir a quantidade de
períodos anteriores que serão considerados para se calcular a MME,
quanto mais períodos, menos sensível ele será aos novos movimentos.

VWAP

A VWAP, sigla em inglês para Volume Weighted Average Price,


traduzido em português como Preço Médio Ponderado por Volume, é
um indicador técnico que calcula o preço médio de um ativo em um
determinado período de tempo, considerando o volume de negociação
de cada transação.

Em outras palavras, a VWAP não é simplesmente a média aritmética


dos preços, mas sim uma média ponderada, onde preços com maior
volume de negociação têm um peso maior no cálculo final.

1 Análise da liquidez: A VWAP pode ser utilizada para avaliar a liquidez


de um ativo, ou seja, a facilidade com que ele pode ser comprado ou
vendido sem grandes impactos no preço. Uma VWAP alta geralmente
indica maior liquidez, enquanto uma VWAP baixa pode indicar menor
liquidez.
2 Identificação de pontos de interesse: A VWAP pode ser utilizada para
identificar pontos de interesse no gráfico, como áreas de suporte e
resistência. Áreas onde o preço tende a se aproximar da VWAP podem
indicar zonas de compra ou venda potenciais.

3 Comparação entre ativos: A VWAP pode ser utilizada para comparar a


performance de diferentes ativos, mesmo que sejam de classes
distintas. Essa comparação é possível pela padronização do preço
médio, levando em consideração o volume de negociação.

4 Confirmação de tendências: A VWAP pode ser utilizada para confirmar


tendências de mercado. Se o preço estiver acima da VWAP, pode
indicar uma tendência de alta, enquanto se o preço estiver abaixo da
VWAP, pode indicar uma tendência de baixa.

Candlesticks

Na análise técnica, os padrões de candlesticks surgem como


instrumentos para a interpretação do comportamento do mercado.

Através da análise da forma e da posição dos candles nos gráficos, os


traders são capazes de identificar potenciais reversões de tendência,
entradas e saídas de operações e até mesmo confirmar a força ou
fraqueza das tendências.

Vamos relembrar as principais partes de um candle?


Elaborado por Leandro Petrokas

Para facilitar seu aprendizado, disponibilizamos os cards abaixo para


que você possa relembrar os padrões de candlesticks quando precisar.

Clique nos cards para acessar mais detalhes sobre os padrões de


candlesticks.

Indica força no mercado.


Caracterizado por um corpo
extenso e ausência de sombra
superior ou inferior, revela a
dominação de um lado do
mercado, seja comprador ou
vendedor.
Caracterizado por um corpo
pequeno e sombras superiores e
inferiores longas, revela
indecisão do mercado ou
equilíbrio entre as forças
compradoras e vendedoras.

Sinaliza um possível ponto de


reversão da tendência de alta.
Caracterizado por um corpo real
relativamente longo com uma
sombra superior extensa, revela
a hesitação dos compradores em
empurrar o preço para níveis
mais altos.
Sinaliza uma possível retomada
da tendência de alta.
Caracterizado por um corpo real
relativamente longo com uma
sombra inferior extensa, revela a
persistência dos compradores em
superar o suporte do mercado.

Sinaliza indecisão e equilíbrio


entre as forças compradoras e
vendedoras. Caracterizado por
um corpo pequeno ou ausente e
sombras superior e inferior de
tamanho similar, revela a
hesitação do mercado em definir
uma direção clara.
Sinaliza um possível reversão de
tendência. Um candle de corpo
maior que "engolfa"
completamente o candle anterior
de corpo menor.

Sinaliza uma possível reversão


de tendência, seja de alta
para baixa ou vice-versa.
Atividade 2 de 4

Nível Estratégico
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Nível Estratégico

O nível estratégico refere-se ao desenvolvimento de uma visão para o longo prazo, que é
essencial para o sucesso em qualquer área, incluindo o trading. Ao contrário dos day traders,
que buscam lucros rápidos e operam frequentemente, uma abordagem estratégica exige
uma perspectiva mais ampla e um planejamento cuidadoso.

Mudança de Mindset para o Longo Prazo

Para adotar uma mentalidade de longo prazo, é crucial ajustar a forma como você pensa e
age em relação aos investimentos. Aqui estão algumas abordagens e ferramentas que

podem ajudar:

1. Planejamento Financeiro e Aumento Gradual:

Começar Pequeno: Inicie com uma alocação modesta de capital e aumente


gradualmente à medida que ganha experiência e confiança. Isso ajuda a minimizar
riscos e permite que você ajuste sua estratégia conforme necessário.

Aumento Gradual: Evite fazer grandes mudanças em sua alocação de capital de


uma só vez. Em vez disso, aumente de forma gradual, acompanhando de perto o
desempenho e os ajustes necessários.

2. Controle Emocional:
Enganar o Cérebro/Emocional: Ajuste seu comportamento para evitar reações
emocionais às flutuações diárias do mercado. Mantenha a consistência nas suas
operações e decisões, mesmo quando o mercado parecer volátil.

Planejamento: Use ferramentas como planilhas de alocação gradual de contratos


para visualizar e planejar seu progresso ao longo do tempo.

3. Análise e Aprendizado com Erros:

Não Terceirizar a Culpa: Assuma a responsabilidade pelos seus erros e veja-os


como oportunidades de aprendizado. Cada erro deve ser analisado de forma
crítica para evitar repetições no futuro.

Cada Stop é uma Aula: Encare cada stop (ordem de venda para limitar perdas)
como uma lição valiosa que pode ajudar a melhorar sua estratégia.

4. Investimento Contínuo:

Reinvestir os Ganhos: À medida que seus ganhos aumentam, é fundamental


reinvestir parte desses lucros para continuar crescendo e fortalecendo sua posição
no mercado.

5. Consistência:

Comportamento e Processo: A consistência não é um objetivo a ser alcançado, mas


sim um comportamento contínuo. Em vez de buscar atingir um "Everest" financeiro,
foque em manter um processo consistente e disciplinado no seu trading.

As 5 Regras do Trader

1 Opere para operar bem, não para fazer dinheiro!

2 Proteja ferozmente seu capital!

3 Quando seu trade system der o sinal, não exite!


4 Pior que estar errado, é continuar errado.

5 Se o mercado (ou você) estiver confuso, siga a regra #2.


Atividade 3 de 4

Nível Tático
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Nível Tático

O nível tático em trading refere-se à aplicação prática e detalhada das estratégias e técnicas
para a execução eficaz de operações no mercado. É o ponto onde a teoria se transforma em
ação. No contexto de um sistema de trading robusto e profissional, o nível tático inclui:

1. Manutenção da Consistência:
Adotar uma abordagem consistente ao seu sistema de trading é crucial. Isso significa
não mudar de estratégia após cada perda ou drawdown, embora o aperfeiçoamento
contínuo seja sempre bem-vindo. A consistência ajuda a construir disciplina e confiança
no sistema.

2. Utilização de um Checklist:
Um checklist tático é uma ferramenta essencial que ajuda a garantir que todas as
etapas e critérios necessários sejam seguidos antes de executar uma operação. Mesmo

para traders que utilizam análise discricionária, o checklist assegura que você siga uma
abordagem estruturada e não se baseie apenas em intuições. Ele deve incluir a
verificação de:

Regras e Filtros: Avaliação de tendências, médias móveis, horários de operação,

relações entre variáveis, datas importantes, setups específicos, confirmações por


volume, e análise de diferentes timeframes. Além disso, deve-se considerar o
risco/retorno, stops baseados em Fibonacci, e stops técnicos, especialmente em
operações contra a tendência.
Análise do Contexto: Observação do contexto do mercado, retrações ou alvos de
Fibonacci. É importante entender que tomar stops pode ser parte do processo e
mapear o mercado antecipadamente é essencial.

Registro Diário: Manter um diário detalhado onde cada operação é registrada com
o checklist completo, incluindo tanto os trades realizados quanto os que foram
evitados por hesitação. Esse registro ajuda a identificar padrões e causas de
hesitação, distinguindo entre falhas no checklist e medos pessoais.

Rastreador de Tendências

As médias móveis são ferramentas amplamente utilizadas em análise


técnica de mercados financeiros para identificar e seguir tendências. Elas
ajudam a suavizar os preços ao longo do tempo e são úteis para
entender a direção geral do mercado. Veja como trabalhar médias
móveis como rastreadores de tendência.

1 Média Móvel Branca (Média de 200 Períodos)

Esta média móvel é conhecida como a Média Móvel de


Longo Prazo e é calculada usando 200 períodos. Em
gráficos diários, por exemplo, isso representa os
preços dos últimos 200 dias.

A média móvel branca é usada para identificar a


tendência primária ou de longo prazo. Ela proporciona
uma visão geral da direção principal do mercado.
Quando o preço está acima desta média, sugere uma
tendência de alta de longo prazo; quando está abaixo,
indica uma tendência de baixa. Devido ao seu longo
período, ela responde lentamente às mudanças no
preço e é mais estável.

2 Média Móvel Azul (Média de 50 Períodos)

Esta é a Média Móvel Intermediária e considera os


últimos 50 períodos. Em gráficos diários, isso
representa os preços dos últimos 50 dias.

A média móvel azul é usada para identificar a


tendência secundária ou intermediária. Ela é útil para
captar as mudanças de tendência que podem ocorrer
dentro da tendência primária identificada pela média
móvel branca. Quando o preço está acima da média
móvel de 50 períodos, pode indicar que a tendência
secundária é de alta; abaixo dela, a tendência é de
baixa. A média móvel azul oferece um equilíbrio entre
a suavização da tendência e a resposta a mudanças
recentes.

3 Média Móvel Verde/Vermelha (Média de 20 Períodos)

Esta é a Média Móvel Curta e usa 20 períodos. Em


gráficos diários, isso corresponde aos últimos 20 dias
de negociação.

A média móvel verde/vermelha é usada para


identificar a tendência terciária ou de curto prazo. É
muito utilizada em sistemas de trading para tomada de
decisão devido à sua capacidade de reagir
rapidamente às mudanças de preço. Quando o preço
cruza acima da média móvel de 20 períodos, pode ser
um sinal de compra (verde); quando cruza abaixo, pode
ser um sinal de venda (vermelho). Ela é sensível e
permite identificar oportunidades de trading com
mais precisão.
4 Média Móvel Amarela (Média de 8 Períodos)

Esta é a Média Móvel Rápida e considera os últimos 8


períodos. Em gráficos diários, isso representa os
preços dos últimos 8 dias.

A média móvel amarela é utilizada para análise de


micro tendência ou tendências muito curtas. Ela é
especialmente útil para traders que buscam sinais de
curto prazo e oportunidades de entrada e saída
rápidas. Por ser a média móvel mais rápida, ela
responde imediatamente às flutuações do mercado e é
útil para operações de day trading ou scalping.

Fibonacci: uma ferramenta


emocional - Retração

A ferramenta de Retração de Fibonacci disponível em sua plataforma


de trading, irá traçar automaticamente as linhas horizontais que
representam os níveis de retração de Fibonacci (0%, 23,6%, 38,2%, 50,0%,
61,8%, 78,6% e 100%).

Ela é utilizada para calcular e mapear os pontos de correção/retração


da tendência.

Posicione os Pontos de Retração da seguinte forma:


Ponto inicial: O ponto inicial da retração é definido
pela máxima da tendência anterior (em caso de
tendência de alta) ou pela mínima (em caso de
tendência de baixa).

Ponto final: O ponto final da retração é definido pela


mínima da tendência anterior (em caso de tendência
de alta) ou pela máxima (em caso de tendência de
baixa).

Fibonacci: uma ferramenta


emocional - Projeção

A ferramenta de Projeção de Fibonacci disponível em sua plataforma de


trading, irá traçar automaticamente as linhas horizontais que
representam os níveis de projeção de Fibonacci (100%, 78,6%, 50,0%,
38,2%, 23,6% e 0%).

Após um movimento de recuo significativo (retração de Fibonacci), a


projeção de Fibonacci pode ser utilizada para identificar possíveis alvos
de preços para a retomada da tendência original.

Posicione os Pontos de Projeção da seguinte forma:


Ponto inicial: O ponto inicial da projeção é definido
pela mínima da correção (recuo) significativa, ou seja,
o ponto mais baixo que o preço atingiu após a última
máxima (tendência de alta) ou mínima (tendência de
baixa).

Ponto final: O ponto final da projeção é definido pela


máxima do movimento anterior à correção, ou seja, o
ponto mais alto que o preço atingiu antes do recuo
(tendência de alta) ou mínima (tendência de baixa).

Tomar stop não é normal

Tomar stop faz parte de qualquer estratégia e do dia-a-dia de um


trader.

Mas se você está usando um trade system extremamente rigoroso, fazendo entradas
conservadoras, usando de muita disciplina, acompanhando indicadores, correlações, notícias,

tendências primárias, secundárias e terciárias, então tomar stop não é normal.


Atividade 4 de 4

Nível Operacional
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Nível Operacional

O nível operacional é onde a teoria e o planejamento se encontram com a prática do mercado.


Envolve a execução das operações de trading de acordo com as estratégias definidas, a
gestão eficaz dos riscos, o controle das emoções e a análise contínua para melhorar o

desempenho. É fundamental para transformar as estratégias e planos em resultados reais e


sustentáveis no trading.

Começar com um contrato e apenas R$1.000 na conta

Explicação: Inicie suas operações com um número reduzido de contratos e um capital


pequeno para limitar o risco e aprender a dinâmica do mercado sem comprometer
grandes quantias.

2. Eliminar vícios: Os 4 medos que prejudicam o day trader

Medo de perder oportunidade

Explicação: Evite agir impulsivamente para não perder oportunidades. Foque na


análise e em seguir seu plano em vez de tentar prever e corrigir o mercado em
tempo real.

Muitos stops (stops curtos) e desejo de ganhar


Explicação: Evite realizar stops muito curtos, que podem levar a saídas
prematuras. Tenha paciência para esperar uma operação mais sólida e não se
deixar levar pelo desejo de ganhar a todo custo.

Efeito Tostines (perdas seguidas e tentativa de recuperação)

Explicação: Não tente recuperar rapidamente perdas seguidas, pois isso pode
levar a decisões impulsivas. Foco na consistência e no planejamento.

Preocupação excessiva com ganhos ao invés da proteção do capital

Explicação: Priorize a proteção do seu capital acima de tudo. O objetivo é


minimizar perdas e garantir uma gestão sólida do risco.

3. Gerenciamento de perdas e stops

Perdeu, esqueça! Corrija o erro dos stops

Explicação: Se uma operação resultou em perda, aceite e aprenda com o erro.


Ajuste sua estratégia de stops para melhorar suas operações futuras.

Medo de deixar dinheiro na mesa (efetuar uma realização prematura)

Explicação: Evite realizar ganhos prematuramente por medo de perder. Utilize


estratégias que permitem capturar ganhos de forma eficiente.

Teoria da perspectiva e stops

Explicação: Evite o comportamento de realizar muitos stops e ter perdas maiores


que ganhos. Use uma estratégia de stops bem definida para equilibrar perdas e
ganhos.

Medo de perder dinheiro

Explicação: Reconheça que perdas são parte do trading. A gestão adequada de


risco é crucial para minimizar impactos negativos.

Medo de estar errado

Explicação: Evite hesitações e entradas atrasadas devido ao medo de estar


errado. Confie em sua análise e siga seu plano.

4. Gestão de risco
Terceirizar a gestão de risco no Profit com bloqueio (mandatório)

Explicação: Utilize ferramentas de gestão de risco automatizadas, como o bloqueio


de perdas no software Profit, para evitar decisões impulsivas.

Número de stops diário (2 stops)

Explicação: Defina um número máximo de stops diários (por exemplo, 2) para


forçar a paciência e evitar operações excessivas.

Após o primeiro stop: marcar topo e fundo e definir como zona de exclusão (Regra #5)

Explicação: Depois de um stop, identifique zonas de exclusão com base em topos e


fundos recentes para evitar operar em áreas de alta volatilidade.

Após o segundo stop: bloquear a conta

Explicação: Após um segundo stop, considere bloquear a conta para evitar


maiores perdas e reavaliar sua estratégia.

5. Gerenciamento de ganhos

Meta batida: parar na primeira operação

Explicação: Se atingir a meta de ganhos na primeira operação, encerre o dia para


garantir lucro e evitar riscos adicionais.

Meta não batida, mas teve ganho: continuar ou parar?

Explicação: Se ainda houver ganhos, decida se continua operando ou encerra o dia.


Utilize indicadores, como o "tijolinho verde", para ajudar na decisão.

6. Uso de ferramentas e estratégias

Fibonacci: primeira etapa

Explicação: Utilize a ferramenta de Fibonacci para definir níveis de suporte e


resistência e planejar suas entradas e saídas.

Saída no primeiro alvo e stop gain


Explicação: Considere sair da operação ao atingir o primeiro alvo e usar um stop
gain para proteger lucros.

Chegou no primeiro alvo: continuar barra a barra?

Explicação: Após atingir o primeiro alvo, analise se continua operando com base
em movimentação de preço, ou encerre conforme sua estratégia.

Medo persistente de stop

Explicação: Se o medo de stop persiste, ajuste a gestão de stop para ser mais
objetiva e menos subjetiva.

7. Objetivo final

Deixar de ser refém do medo, da volatilidade e do trailing stop

Explicação: Trabalhe para superar o medo e a volatilidade do mercado e adote


estratégias de trailing stop que permitam uma gestão mais eficaz das operações.

Setup Gift, Halt 20, Pull Back e Pull


Back Oculto
Setup dos Tubarões
Setup de Reversão
Setup Clássico Perto
Setup Clássico Metade
Setup de Range
Setup Clássico Afastado
Setup Volta em V
Setup Power-Breakout
Trade da Tarde ou Setup Breakout
Os 10 mandamentos do trader

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