Envolvimento dos Pais na Educação Infantil
Envolvimento dos Pais na Educação Infantil
A presente pesquisa tem como tema actividades docentes para contribuir no envolvimento dos
pais e encarregados de educação no processo de ensino e aprendizagem dos alunos da 6ª classe
da escola nº 211 em Ndalatando. Quando os pais envolvem-se na educação dos filhos, melhora a
qualidade da educação e o aproveitamento escolar dos alunos. O envolvimento dos pais e
encarregados de educação na escola depende das estratégias utilizadas pela própria escola.
Todos os pais e encarregados de educação podem e têm condições para participar na escola.
Cabe à escola ou concretamente os Docentes incentivá-los.
E para isso deve definir um conjunto de estratégias para fomentar, atrair o envolvimento e a
participação dos pais na escola. Já é sabido que a família é a base da sociedade, a primeira
escola da criança, lugar onde são ensinados os primeiros valores sociais religiosos e culturais.
E para a educação ser completa, a escola necessita do apoio da família para realizar seu papel no
desenvolvimento do educando, preparando-o para a vida social e profissional, em que o mesmo
possa se tornar cidadão crítico e participativo como agente de transformação na sociedade,
cientes de seus direitos deveres. Porém, para que isso ocorra, é necessário que haja a junção
dessas duas instituições, sendo ambas as principais responsáveis pela formação sócio-política e
cultural de todo indivíduo.
No entanto é possível perceber que a cada dia que passa está havendo uma grande distância
entre as duas. E esse afastamento tem prejudicado bastante o desenvolvimento dos alunos e
levado muitos ao desinteresse pela vida escolar. Nessa situação a escola culpa a família pela
imparcialidade em relação a aprendizagem dos alunos, e a família responsabiliza a escola pelo
fracasso dos filhos. Nessa situação a mais prejudicada é a criança.
Sabendo que a família e a escola são fundamental importância para a formal formação são as
principais instituições para o desenvolvimento do indivíduo. Mas, a cada dia que passa está
havendo um afastamento da família em relação a escola e a vida escolar de seus filhos.
O autor afirma ainda que muitos pais em decorrência das suas profissões passam o dia no
trabalho, chegam em casa tarde e cansados, sem disposição para manter um bom contacto com
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seus filhos e justificam com isso a sua ausência nessse processo. A educação constitui uma das
componentes fundamentais do processo de socialização de qualquer indivíduo, tendo em vista a
integração plena no seu ambiente. No actual contexto em que a crise dos sistemas educativos
parece ser uma realidade consensual, importa fazer emergir novos paradigmas educativos mais
consentâneos com as necessidades educativas das sociedades mutantes em que vivemos.
A família e a escola são dois primeiros ambientes sociais que proporcionam à criança estímulos,
ambientes e modelos vitais que servirão de referência para as suas condutas, sendo
consequentemente instituições fundamentais no crescimento da criança. Partimos do princípio
de que a partir do momento em que a criança nasce, recebe formação e interage com o meio que
a rodeia, é na família que se estabelece os primeiros contactos com o “novo mundo’’,
desempenhando funções e responsabilidades distintas que competem à escola.
Uma das primeiras funções da família é a criação de ambientes sociais e familiares que
valorizem a educação e a cultura. Esta função de educar os filhos consiste em prepará-los para
agir com responsabilidade no mundo social que é bastante desafiador. No entanto, as diferenças
entre estes dois sistemas (escola e família) não anulam a existência de objectivos comuns,
pressupondo, porém, a necessidade de uma estreita colaboração que reflicta em acções conjuntas
e coordenadas. Cabe aos pais e à escola a tarefa de transformar a criança imatura e inexperiente
num cidadão maduro, participativo, actuante, consciente dos seus deveres e direitos. É nesse
sentido que nenhum esforço educativo terá êxito se não contar com a colaboração dessas duas
esferas educativas.
Neste contexto o autor deste trabalho na pesquisa inicial detectou às seguintes insuficiências:
Para dar solução ao problema identificado, foi proposto como objectivo geral: Apresentar
actividades docentes que contribuam para o envolvimento dos pais e encarregados de educação
no processo de ensino e aprendizagem dos alunos da 6ª classe da escola nº 211 em Ndalatando.
O presente trabalho está estruturado em três capítulos, sem contar com os elementos pré e pós-
textuais. Deste modo, no primeiro capítulo, apresentam-se os fundamentos teóricos que
sustentam o envolvimento dos pais e encarregados de educação no processo de ensino e
aprendizagem dos alunos. Assim como definições, conceitos e outros elementos que ajudarão
na compreensão do tema em estudo.
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CAPÍTULO I. QUADRO TEÓRICO
Para uma melhor compreensão da investigação, definem-se neste epígrafo os termos e conceitos
fundamentais, com o apoio na revisão bibliográfica feita de diferentes obras.
Docentes: é: relativo a professores; que ensina. Contexto escolar em suas instalações. Pessoa
que se dedica profissionalmente no acto de ensinar. FIGUEREIDO (1973, p. 482)
Actividades Docentes: “ abarca as actividades organizadas e dirigidas pelo professor com vista
a desenvolver o intereses dos alunos pelo saber, elas procuram a formação integral do aluno em
aspectos relacionados ao seu horizonte cultural”. ÁLVAREZ DE ZAYAS, (1998, p.22).
Envolvimento dos Pais à escola: Segundo MARQUES (2000), o envolvimento dos pais refere-
se a todas as formas de relacionamento entre a escola e os pais que não exigem a participação
na tomada de decisões. De acordo com a tipologia de Joyce Epstein, o envolvimento dos pais
inclui a troca de informações e o apoio dos pais na realização das actividades escolares.
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Processo de ensino-aprendizagem Segundo CONTRERAS, (2004) entende-se como “sistema
de comunicação intencional que se produz em um marco institucional e no que se geram
estratégias encaminhadas a provocar a aprendizagem.”
A família é a primeira escola da criança, mas quando o meio familiar falha ou é deficiente
incumbe à escola manter vivas ou mesmo fornecer, as potencialidades de aprendizagem.
Segundo DELORS (1995, pg11) existe uma necessidade de dar particular atenção a todos os
aspectos da educação destinada a crianças, que devem beneficiar de esforços concertados por
parte de todos os educadores.
Numa perspectiva similar, UNGARETTI (1998 pg.53) refere que na nossa sociedade
encontramos muitas vezes argumentos utilizados pelos professores para explicarem o fracasso
escolar. Muitos afirmam que os pais, as mães e os encarregados de educação não se interessam
nem pela escola e nem pelo aproveitamento escolar dos filhos.
Defendemos que é necessário que esse tipo de pensamento em fazer os pais aproximarem da
escola não seja apenas uma forma de informar os pais a vida da escola mas, de conhecer o
comportamento dos filhos em casa.
Os professores, para além de informar os pais sobre a avaliação dos seus filhos devem informar
do sucesso e da progressão dos filhos. Com esse tipo de relacionamento entre a escola e a
família cria uma certa forma laços fortes de cooperação e interacção com benefícios para ambas.
Fazer uma ligação e uma inter - relação entre a escola e a família de forma estreita, significa
construir e desenvolver comunidades nas quais poderemos satisfazer as necessidades básicas ao
aspirar uma melhor qualidade de vida para as gerações futuras. Para isso precisamos não só os
princípios de convivência comunitária como também, exercitar esses princípios por meio de
relações mais frutíferas e comprometidas com o desenvolvimento educacional e social.
Segundo DIOGO (1998 pg 12), o envolvimento da família na escola representa uma mais-valia
tanto para a escola como para a comunidade, para os alunos, para os professores e para a
sociedade em geral. A participação da família no processo educativo dos seus filhos tem que ser
uma actividade dinâmica e criativa, capaz de incentivar a mesma participação que se quer
profícua para todos os elementos da sociedade.
Efectivamente, os pais devem reconhecer que as tarefas da escola não se limitam a pura
transmissão de conhementos, como também proporciona um engajamento dos educandos á vida.
A escola, por sua vez, deve entender que sozinha não consegue responder as demandas da
sociedade. (DIOGO 1998, pg 17)
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Segundo DIOGO (1998:17) o envolvimento das famílias melhora a imagem da escola, aproxima
a escola da comunidade, tornando a sociedade mais democrática. Uma sociedade que promove
educação para todos, e ao mesmo tempo, o melhor para cada um. Podemos dizer que tanto a
escola como a comunidade são espaços de socialização e de aprendizagem.
Para RIBEIRO (1989:68), família é definida como o meio natural da criança, oferecendo apoio e
o estímulo indispensável ao desenvolvimento. Proporciona um clima afectivo e a base de
estabilidade necessária a um processo de crescimento que se deseja pleno. A família
desempenha, um papel insubstituível na educação. A educação constitui um dos seus direitos e
deveres indeclináveis, enquanto primeira entidade interessada e primeira responsável pela
formação dos seus filhos.
A colaboração da escola com a família, pressupõe a defesa da ideia da escola como um sistema,
onde o processo educativo fruto da interacção de todos os intervenientes relacionados com o
mundo da criança e dos jovens. Os pais encarregados de educação devem interessar-se pelos
desejos, aspirações, dificuldades dos seus filhos e estarem sempre em diálogo com eles que pode
constituir um poderoso estímulo para motivar os filhos nos estudos. Os filhos sentem-se
motivados, melhoram o aproveitamento escolar e também o comportamento disciplinar. ( idem).
Segundo HENDERSON (1987), citado POR MARQUES (2001), a participação dos pais e
encarregados de educação na escola é uma variável muito importante na eficácia das escolas, na
melhoria da qualidade do ensino e reflecte-se positivamente nos resultados dos alunos.
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De acordo com EPSTEIN (1985), citado por MARQUES (2001), também facilita os papéis do
professor quando os pais e encarregados de educação participam como auxiliares e fazem
trabalhos voluntários na realização das actividades escolares.
Na perspectiva de SILVA (1993), citado por COSMO E TRINDADE (2002), quando a maior
participação dos pais e encarregados de educação facilita a integração escolar dos filhos,
contribui para o aumento do rendimento escolar do aluno e aumenta as expectativas do professor
em relação ao aluno.
Pode-se dizer que a família não é apenas o berço da cultura e a base para um futuro melhor, mas
compreendendo-se como centro da vida social. Como se sabe que a educação bem-sucedida em
uma criança num ambiente familiar poderá servir como apoio ao seu comportamento produtivo
quando adulto.
O que não pode ser negado é a família, tanto no nível das relações sociais, nas quais ela se
insere, quanto no nível emocional dos seus membros. É na família mediadora entre indivíduo e
sociedade, que aprendemos a perceber o mundo e nos situarmos nele. É a formação da primeira
identidade social. Esta é o primeiro “nós” a quem aprendemos a nos referir. (REIS, 1998, p.99)
Entende-se que a família é a base que permite a construção de uma formação completa do
indivíduo em que perpassa a construção do caráter e personalidade. Isso gera resultado direto na
educação das crianças. Nota-se, que uma grande parcela de pais não percebe que tanto a
educação formal quanto a não formal, precisa da responsabilidade deles. Faz-se pensar na
importância, da participação dos mesmos, de forma ativa na atividade desenvolvida dentro da
escola. Sabendo-se que é nela que seus filhos terão que passar uma parte de sua vida. Pois a
participação nesse processo será indispensável tanto para vida educacional quanto social do
indivíduo.
Nesta direção, serão abordadas as funções da escola no processo educacional da criança, bem
como algumas propostas para que a escola e a família iniciem juntas, principalmente no que
condiz como devem acontecer as reuniões escolares.
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Ela desempenha um papel decisivo na educação formal e informal, é em seu espaço que são
absorvidos os valores éticos e humanitários, e onde se aprofundam os laços de solidariedade. É
também em seu interior se constrói as marcas entre as gerações e são observados valores
culturais. (KALOUSTIAN 1988, p.22)
Tal informação faz-se notar que são primordiais para que se possa entender que cabe a família,
independentemente de suas obrigações profissionais, algumas ações formativas, não somente
voltada para construções de valores, mas outras práticas essenciais para formação da criança.
Diante deste problema questiona-se: o que poderá ser feito para que a família e a escola possam
caminhar juntas no processo de ensino e aprendizagem do educando? Ao ponderar a
necessidade de uma postura democrática participativa por parte da escola, acredita-se que a
solução para tal embate seja atrair a família para a escola, através de instrumentos
comunicativos que realmente sejam efetivos, que sirvam somente de informação para coletivizar
conhecimentos, onde ambos possam comparar, construir e reformular seus métodos de ensino
conseguindo com isto, efetivar suas funções de educadores.
A escola deve buscar parceria com as famílias através de palestras, confraternizações, onde os
pais, alunos, professores e toda comunidade escolar deve manter uma interação com atividades
reflexivas, num objetivo de estreitar o relacionamento tanto família escola, como também fazer
com que os pais e filhos se interajam nas relações afetivas. Além de envolver toda equipe
escolar planejadas para destacar que a integração dos esforços das famílias e da escola, onde
deve-se ser a base para mudança no processo constante de educar os filhos.
É necessário considerar que um dos fatores mais importantes para o sucesso na vida escolar da
criança está ligado a participação e interação dos pais na vida escolar. Segundo Nogueira (1998)
a participação dos pais na escola dos filhos tem influenciado de modo produtivo e afetivo o
desempenho escolar dos mesmos observa-se com isso que a família precisa se esforçar para
estar presente em todos os momentos da vida dos filhos.
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Exige também a permanente atenção não só na aprendizagem cognitiva, mas também nas
dificuldades comportamentais dos educandos. E está sempre preparada para intervir da melhor
forma possível, visando o bem dos mesmos, sendo a família o porto seguro e o espaço
indispensável para a garantia da sobrevivência e da proteção integral de toda criança,
independente da estrutura que apresenta. (KALOUSTIAN, 1998)
De acordo com TIBA (2007, p.29) “é preciso muito amor para não desistir de educar”. Com isso
verifica-se que para a concretização desta grande tarefa é necessário muita paciência e
persistência, sabendo que apesar do trabalho haverá uma recompensa.
KALOUSTIAN (1998) ressalta que se deve levar a criança e os jovens a compreenderem que
direito vem acompanhado de deveres, que para ser respeitado é necessário primeiro respeitarem,
que essa é a regra da sociedade.
Compreende-se com isso que educar não é uma tarefa fácil quando se trata de educar, não existe
formulas ou receitas prontas, assim como não se encontram em nenhum lugar, soluções
milagrosas para toda essa problemática. É possível perceber que o que esteja causando toda esta
situação ainda, mais difícil seja o fato da sociedade moderna está vivendo um momento de
profundas mudanças, extremamente significativas.
Segundo FREIRE (2000, p.30) “A mudança é uma constatação natural da cultura e da história”.
O que ocorre é que as etapas, nas culturas em que as mudanças ocorrem de maneiras aceleradas
é o que se verifica hoje.
O mesmo ressalta que o mundo hoje está num período em que as tecnologias estão mais
avançadas e com elas as nossas crianças, acompanham essa modernidade com uma aceleração
tão rápida. Se os educadores e os pais, não acompanharem de perto essas mudanças ficarão para
traz, esse também é um problema que afeta a escola, pois muitas dessas transformações vão se
tornando difíceis de serem aceitas ou compreendidas dentro das mudanças da sociedade. Ambas
tentam encontrar caminhos em meio a esse emaranhado de escolhas que são os novos contextos
sociais, econômicos e culturais que se filtram na sociedade. Recomenda-se o que foram
iniciados acima, os pais que não têm condições emocionais de garantir sua parcela de
responsabilidade, se culpam pelo mau rendimento escolar dos filhos, ou algum transtorno de
conduta do filho, farão de tudo para encontrar argumentos e pensar factos, com o objetivo de
responsabilizar os professores que reprovam os seus filhos, ou toda a escola pelo fracasso dos
filhos.
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Assim observa-se que em muitos casos a escola e seus professores acabam sendo
sistematicamente desautorizada quanto à tentativa de educar, procurar estabelecer limites e
responsabilidades, ou seja, estabelecer um acordo na forma de como irão educar suas crianças e
adolescentes. (ZIMMERMANN, 2003, p.14).
Observa-se que muitos dos conflitos hoje em sala de aula dificilmente serão superados sem a
ajuda dos pais. Para isso ocorrer é indispensável que a família realmente participe da vida
escolar dos seus filhos.
Pais e mães devem comparecer a escola não apenas para a entrega das avaliações, ou quando a
situação já se encontrar fora do controle. A presença e o envolvimento dos pais no ambiente
escolar devem ser permanentes e acima de tudo, a formação para que a criança e o jovem
possam se sentir amparada, acolhida e amada tanto pela família como pela escola. E do mesmo
modo deve-se lutar para que os pais e a escola estejam em completa harmonia em suas
atividades diárias, já que seus objetivos são os mesmos de educar e preparar o educando para
atuar de forma positiva na sociedade em que vive.
A significativa participação dos pais na vida escolar de seus filhos tem sido observada e levada
em consideração em pesquisas e estudos como um dos indicadores mais significativos na
determinação da qualidade do ensino, levando a conclusão que aprendem mais os alunos cujos
pais participam mais da vida da escola. (LUCK, 2010, p. 86).
Nesta direção, CHALITA (2011, P.120) destaca que “a responsabilidade de educar não é apenas
da escola, é de toda a sociedade, a começar pela família”. Dessa forma pode-se constatar que a
participação da família na escola é de facto importante para o desenvolvimento educacional,
social e emocional da criança.
Por outro lado, justifica-se pelo estudo de VASCONCELLOS (1989), que cada vez mais os
alunos vêm para escola com menos limites trabalhados pela família, ainda para PAROLIM
(2007, p.14): “Sabendo-se que a família está precisando da parceria das escolas, que ela sozinha
não dá conta da educação dos filhos.”
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Levando em conta que pais e educadores são responsáveis pela formação social, cultural, afetiva
e cognitiva do indivíduo, sendo importante frisar e reconhecer que o papel assumido por cada
um refletirá em ações desenvolvidas pelas mesmas.
Diante de tudo, considera-se o aluno como sujeito capaz de se realizar na sua aprendizagem,
tendo este, bom resultado com a interação que realiza com o outro, por meio do ambiente em
que está inserido. Entendendo-se o seu papel como participante ativo do processo de ensino-
aprendizagem. A família por sua vez tem o papel de fornecer informações formais, pois daí
sabe-se que é na família que nascem as primeiras manifestações de aprendizagem das crianças.
Considerando o alicerce fundamental onde vão ser inseridos diversos conhecimentos como a
linguagem e expressão, sua estrutura e cultura, formando assim um conjunto de saberes que vão
codificar, mais tarde esse aprendizado. A partir de suas expressões e relatos a criança expressa
suas experiências do ambiente familiar e nas relações sociais vivenciadas. Para Vygotsky “a
criança inicia seu aprendizado antes de chegar a escola, vai introduzindo elementos novos no
seu desenvolvimento”. A criança aprende através do diálogo, observação e imitação.
Com isso o professor se torna como porta-voz de outros conhecimentos que ao ser inserido nos
conteúdos o papel do professor é torna-se como mediador, que articula, orienta e organiza todo
o processo de formação do aluno, assumindo a postura numa parceria onde junto com o aluno
encontra-se em constantes aprendizagens.
Com tudo, ressalta o pressuposto de VYGOTSKY que ao relacionar a família e a escola como o
centro de aprendizagem, onde são construídas as relações com os outros que se dá desde o
momento que se nasce. Entende-se, a necessidade de admitir-se que família não é uma
companhia limitada, ou uma empresa para ser administrada como agente ativo ou passivo. A
partir desse contexto da importância dos pais na vida escolar dos filhos e do relacionamento
existente entre pais e filhos, escola e família foi realizado um estudo com a intenção de levantar
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possibilidade de afirmar a importância da participação dos pais no acompanhamento escolar dos
seus filhos.
Uma criança por exemplo, que em sala de aula não consegue ficar parada, mostrando-se
nervosa, brigona e agressiva com seus colegas, pode ser resultado de uma relação conflituosa
com a família. Este fenômeno tão comum leva a criança a pedir ajuda, demonstrando isso de
várias maneiras, inclusive chamando atenção para si no ambiente escolar. (WEIL, 1884, P.47).
Por essa linhagem, percebe-se que a escola fica diante de vários problemas educacionais
causados pela quebra das regras estabelecidas revelados com o não cumprimentos das regras de
condutas e a falta de limites nas relações interpessoais dos alunos sendo isso considerados como
a responsabilidade da família, e esta nutre uma expectativa de que a escola forneça as crianças
ensinamentos considerados muitas vezes equivocados.
1.4 Importância do envolvimento dos pais e encarregados de educação na vida escolar dos
filhos
Segundo SILVA (1993), citado por COSMO E TRINDADE (2002) o envolvimento dos pais e
encarregados de educação na escola facilita a integração escolar, contribui para o aumento do
rendimento escolar dos alunos, para a valorização da escola e aumento das expectativas
positivas dos professores face aos alunos, cujos pais participam no seu processo de ensino /
aprendizagem. Isso quer dizer que a família tem um papel muito importante, pois quando elas
participam na vida escolar dos filhos e ajudam-los nos trabalhos escolares, em casa, estes têm
melhores resultados do que os colegas cujos pais se mantêm afastados da escola.
Também facilita os papéis do professor quando eles participam como auxiliares e fazem
trabalhos voluntários na realização das actividades escolares (festas, intercâmbios, visitas de
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estudos e entre outras), e quando auxiliam os filhos nas actividades de aprendizagem e na sua
realização em casa.
Para EPSTEIN (1987), citado por MARQUES (1999), além de facilitar o trabalho do professor,
contribui para a melhoria da imagem do professor. Esta participação traz benefícios para os pais,
na medida em que, estes reconhecem e valorizam o seu papel, aumentam os sentimentos de auto
- estima e melhoram o acesso às informações sobre os filhos e a escola, aumenta a sua
motivação para participar na formação permanente dos seus filhos e nas tarefas conjuntas com
os professores.
Uma boa colaboração entre a família e a escola traduz-se sempre em vantagens para as duas
instituições. Infelizmente, essas vantagens são ignoradas por parte de alguns agentes educativos.
O envolvimento parental traz também muitas vantagens aos professores que procura agradar os
pais através de prestação de um serviço de qualidade, esforçando-se para que a satisfação dos
alunos diminua. É notório que a escola passará a contar com mais recursos comunitários na
materialização das diversas actividades projectadas pela escola. Isso é um ganho. De igual
modo, as comunidades locais beneficiam também com oportunidades que lhes são oferecidas
pela escola para intervirem activamente nos seus destinos, desenvolvendo competências no
âmbito de cidadania.
Ainda referente aos benefícios da colaboração dos pais na escola, DAVIES (1989) considerou
que o envolvimento dos pais na vida escolar dos seus filhos proporciona múltiplos e diversos
benefícios: para o desenvolvimento e aproveitamento escolar das crianças, para os pais, para os
professores, escolas e para o desenvolvimento de uma sociedade democrática. Assim, afirmou
que quando os pais participam na vida escolar:
- O trabalho do professor torna-se mais fácil, porque recebe apoio da parte da família e
esta partilha as suas preocupações e aflições;
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- Os pais, por seu lado, quando cooperam, assumem atitudes mais favoráveis aos
professores e passam a encorajá-los com mais simpatia, gerando o sentimento de pertença à
escola. Dessa forma, o envolvimento dos pais e de outros cidadãos nos assuntos escolares pode
conferir aos pais de baixo estatuto socioeconómico conhecimentos, experiências e confiança nas
suas capacidades.
Podemos considerar, pois, que a conquista desses benefícios é uma meta que todos os
educadores, pais e professores devem almejar para o bem de todos sujeitos afectos à escola
particularmente aos seus educandos.
Para Marques (1993) o envolvimento dos pais não só traz benefícios ao aproveitamento escolar
dos alunos, como aumenta a motivação dos alunos pelos estudos, ajuda os pais a compreender
melhor o esforço realizado pelos filhos, melhora a imagem social da escola, reforça o prestígio
profissional dos professores, ajuda os pais a desempenharem melhor os seus papéis, ou seja,
incentivam os pais a serem melhores pais, estimulam os professores a serem melhores
professores.
No âmbito de uma teoria de participação, Paternan citado Por PIRES (2003) apresenta três
níveis de participação em conformidade com a capacidade de decisão garantida aos
participantes:
No âmbito do processo de planificação da vida escolar, Serra, citado Por Pires (2003),
apresenta quatro formas de participação:
Segundo DIOGO, (1998: 157) havendo uma comunicação entre a escola e a família o
relacionamento entre ambos torna-se mais fácil e agradável. Para que isso aconteça, é
necessários termos educadores e pais com um amadurecimento intelectual, emocional e
comunicacional que facilita todo o processo de organizar a aprendizagem.
Para DIOGO “ a comunicação escola/família surge como uma via de aumentar a compreensão
das famílias sobre a escola, na medida em que viabiliza juízos mais fundamentais sobre a
realidade dos estabelecimentos do ensino “ .
MARQUES (1999: 12), acredita que quando existe uma interacção entre a escola e a família,
com certeza que há uma maior cooperação e entendimento entre ambas, o que é necessário e
fundamental. Os pais começam a valorizar o trabalho do professor, apreciam melhor o papel da
escola e a importância da educação.
Pois o envolvimento e a participação dos pais na vida escolar do filho contribuem para o
desenvolvimento pessoal dos próprios pais. No sentido de desenvolvê-los competências e
aumentar a sua informação e motivação perante o meio que o rodeia.
O referido autor, acaba por reforçar a ideia que na interacção entre a escola e a família é
necessário haver uma cooperação no sentido de se criar uma rede de apoio aos alunos e à
própria escola. Os pais envolvidos na vida da escola reconhecem que o trabalho do professor é
difícil e importante.
Uma vez que quando os pais e os professores trabalham em conjunto, resultam evidentes
benefícios, não só para os alunos, mas também para a escola e para as famílias.
Conforme podemos AFERIR CARNEIRO (2001: 108), os pais estão cada vez mais,
confrontados com a necessidade de estabelecer um diálogo com a escola dos seus filhos,
obrigação que tende a desaparecer no dia a dia. A aproximação desta relação permite trabalhar a
actualização de conhecimentos e a partilha de saberes, com os filhos e com os professores sobre
temas actuais.
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É importante que os pais valorizem os trabalhos dos professores enquanto agente educativo,
responsável por um grupo de crianças e adolescentes acreditando nas suas qualidades humanas e
técnicas, em vez de evidenciarem com mais frequência e relevância, os aspectos negativos.
A escola com ajuda da família consegue vencer e ter sucesso escolar, embora a escola e a
família, lugares de socialização, por onde transitam as crianças e os jovens.
É de realçar que DIAS (2000:37), mencionam que quando existe uma interacção entre os
encarregados de educação e o gestor ou director da escola existe um melhor entendimento e
conhecimento dos comportamentos e atitudes dos alunos em contextos escolares e familiares.
Pois é necessário existir uma comunicação recíproca entre os actores educativos no sentido de
informá-los o comportamento do aluno na escola e em casa.
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1.5 A família e as transformações sociais
A família passou por muitas transformações ao longo do tempo. Antes o conceito de família
formada pelo pai, pela mãe e pelos filhos, mas devido a mudanças que ocorreram na sociedade
esse conceito foi se abrangendo e com isso foram surgindo outros tipos de famílias e aceito pela
legislação e garantida a sua proteção e respeito. Devido a essas mudanças ocorridas na
sociedade o conceito de família não se baseia mais em uma visão apenas de reprodução, mas
sim de valorização e respeito à afetividade humana. Na Carta Magna de 1988, estão instituídas
as famílias o direito que regulamenta a família como base da sociedade. Não priorizando mais o
patrimônio e sim as pessoas envolvidas.
Sobre a autoria do papel das famílias, que como anota Rui Barbosa era sacerdote, o senhor e o
magistrado estavam, portanto, os membros da primitiva família romana (esposa, filhos,
escravos), sobre os quais o paterno exercia os poderes espiritual e temporal, à época unificados.
No exercício do poder temporal, o paterno julgava os próprios membros da família, sobre os
quais tinha o poder de vida e morte, agindo em tais ocasiões, como verdadeiros magistrados.
Como sacerdote submetia o paterno, os membros da família à religião que elegia. (BRASIL,
1988).
Com o objetivo de estruturar a família, o direito romano regia a família por meio de costumes
sem a atuação do poder judiciário. Com isso a estrutura familiar era constituída pelo casamento,
e só havia família se houvesse casamento. A partir do cristianismo a igreja católica passou a
administrar as regras acerca do casamento.
O trabalho de investigação levado a cabo por DIOGO (1998) veio apresentar algumas
dificuldades que insistem o envolvimento das famílias na escola na realidade portuguesa.
-A primeira barreira tem a ver com a dificuldade que uma boa parte dos pais encarregados de
educação tem em abordar objectivamente a problemática do seu envolvimento na vida escolar;
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-A segunda barreira que a pesquisa de Diogo revelou foi o facto de os factores estruturais da
organização social /trabalho, horário) representarem demasiada importância na vida dos pais e
encarregados de educação e, por conseguinte, impedirem a sua participação na escola;
-Por último, a quarta barreira é devido ao reduzido peso que os pais e encarregados de educação
atribuem aos condicionantes de ordem familiar no acompanhamento dos trabalhos escolares dos
filhos.
Para MARQUES (1999), muitos professores, directores de turmas afirmam que apesar dos seus
esforços muitos pais se deslocam à escola, mostrando um grande alheamento pela educação e
formação dos seus filhos.
São vários factores que impedem o envolvimento parental na escola, nomeadamente: a relação
entre a escola e a família, a organização e funcionamento dos estabelecimentos do ensino, a
formação e atitude dos professores e o nível socioeconómico e as habilitações académicas dos
pais.
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CAPITULO II. METODOLOGIA
Como parte fundamental de toda investigação, este capítulo expressa como foi realizado o
processo investigativo, isto se faz pela necessidade de se fundamentar como o pesquisador
chegou a conhecer a realidade e as características do problema detectado. Faz-se referência ao
tipo de investigação e em seguida definir a população e amostra, a técnica de amostragem, assim
como os métodos e técnicas da investigação utilizadas durante toda a investigação.
A Escola do Ensino primário nº: 211 Cónego Manuel Das Neves, está situada na Província do
Cuanza Norte no municipio de Cazengo em Ndalatando, com o subsistema de ensino da
iniciação até a 6ª classe.
Está Localizado a Norte a Rua de Moçambique, a Sul rua avenida da Republica mais conhecida
por rua da Missão, a Este a rua da Mão, a Leste pelo pavilhão Ginno desportivo.
É uma Escola do ensino primário, tem uma população estudantil de 2413, onde 1298 são do
sexo masculino e 1115 sexo femenino. Subdivididos em três períodos lectivos, e a escola conta
70 funcionários dentre os quais 5 administrativos sendo 52 professores, onde 16 são sexo
masculino e 35 sexo femenino. A escola possui 14 salas de aulas, um gabinete do director Geral
e dos subdirectores, uma secretaria, uma sala dos professores, 4 casas de banho sendo tres (3)
para os alunos, uma para os professores e administrativos. A escola conta com 2 turmas da 6ª
classe. Cada uma conta com 60 alunos, totalizando 120 alunos da 6ª Classe. A escola tem água
canalizada, e plantas dentro do pátio, está vedada com morro a sua volta.
Esta investigação foi consumada utilizando uma pesquisa do tipo descritiva, já que descreve as
características da mesma população ou fenómenos. Uma das suas peculiaridades está na
utilização de técnica padronizada na colecta de dados, tais como questionário, entrevista e
observação (GIL, 2008).
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A pesquisa que se apresenta é mista do ponto de vista da forma de abordagem; tendo em conta
que segundo MORESI (2003, p. 70):
“ a abordagem numa pesquisa parte do fundamento de que há uma relação dinâmica entre
o mundo real e o sujeito, uma interdependência viva entre o sujeito e o objecto, um
vínculo indissociável entre o mundo objectivo e a subjectividade do sujeito”.
Esta pesquisa envolve abordagens qualitativas nos quais os resultados foram analisados sem
necessidade de traduzi-los em números para sua interpretação e apresentação, também possue
abordagens quantitativos, cujos resultados são apresentados através de gráficos e tabelas após de
um processamento estatístico descritivo.
Nos conceitos de população e amostra, há que se ter em conta quando se afronta um processo de
investigação por se constituir alvo do trabalho de investigação e o outro a parte que se toma para
investigar este todo.
Segundo NEVES, (2005, p. 5),“o estudo de uma população pode tomar por base todos os seus
elementos ou apenas uma parte deles, com o propósito de adquirir conhecimentos, observando
todos os seus elementos, e fazer juízos acerca de características importantes desse universo”.
21
Tendo em conta a afirmação de GIL, (2008, p.57), quando diz que “o universo ou população é
um conjunto definido de elementos ou seres que possuem determinadas características”, a
amostra é uma pequena parte de uma população que pode ser muito grande, dificultando a
pesquisa.
Se tomou como amostra os 60 alunos da turma A, que representam (50%) de uma população de
120 aluno distribuídas em duas turmas da 6ª classe, por ser onde incide o investigador, a demais
de duas (2) professoras que representa (100%) e três (3) pais e encarregado de educação.
A técnica de amostragem utilizada foi a não probabilística intencional, tendo em conta que
oferece a mesma oportunidade a todas as unidades da população de ser eleita uma amostra, por
isso o investigador escolhe intencionalmente e de acordo com o interesse do seu estudo um tipo
ou grupo de elementos a serem estudados, os que satisfazem as outras condições de realização
da investigação (MARCONI e LAKATOS, 2003).
Para dizer o que é método, o autor deste trabalho adopta o que assevera FONTES (2014), ao
falar sobre o que é o método científico:
Agir com um dado método supõe uma prévia análise dos objectivos que se pretendem atingir, as
situações a enfrentar, assim como dos recursos e o tempo disponível, e por último das várias
alternativas possíveis.
Trata-se pois, de uma acção planeada, baseada num quadro de procedimentos sistematizados e
previamente conhecidos e que permite ao ter planificado os passos a seguir para fazer um
trabalho científico com a qualidade requerida.
Enquanto técnicas do grego techné (arte de saber fazer), são processos práticos que
implementam o método (GARCIA, 2008) e para MORONE (2012, p. 78), as técnicas “são os
22
procedimentos e instrumentos que se utilizam para aceder ao conhecimento. Inquéritos,
entrevistas, observações e tudo o que se deriva delas”.
Métodos da investigação
Os métodos teóricos de investigação são aqueles que “permitem elaborar e desenvolver a teoria
científica pedagógica e o enfoque geral para abordar os problemas, se caracterizam por um alto
nível de abstracção, partindo de fenómenos concretos” (ANTÓNIO, 2008, p. 24).
Assim sendo, os métodos do nível teóricos aplicados nesta investigação foram a análise-
síntese, levou-se a efeito a revisão bibliográfica, análise de programas, orientações
metodológicas e planos de aulas, dirigido a conhecer a essência da aprendizagem e sintetizar as
dimensões para medir sua efectividade.
Segundo GIL (2008, p. 10), diz que “o método indutivo procede inversamente ao dedutivo:
parte do particular e coloca a generalização como um produto posterior do trabalho de colecta
de dados particulares”.
23
Foi preciso auxiliar-nos do método histórico-lógico que possibilitou caracterizar o
desenvolvimento histórico do problema, permitindo a precisão de valorizações, julgamentos,
critérios fundamentados sobre a motivação no processo ensino e aprendizagem.
Técnica da investigação
Observação: a observação de aulas permitiu comprovar a orientação que se tem aplicado para
conscientizar a participação dos pais no desempenho alcançado pelos alunos no processo de
ensino e aprendizagem. Foi realizada na etapa exploratória e logo durante a própria
investigação.
24
identificar e obter provas a respeito de objectivos sobre os quais os indivíduos
não têm consciência, mas que orientam seu comportamento”.MARCONI e
LAKATOS (2003, p.79)
A observação também obriga o pesquisador a ter um contacto mais directo com a realidade,
onde o pesquisador procura recolher e registar os factos da realidade sem a utilização de meios
técnicos especiais, ou seja, sem planejamento ou controlo (OLIVEIRA, 2002).
Realizou uma análise documental, visto que esta técnica contribui para uma percepção mais
completa do fenómeno que se estuda, e de acordo com QUINTANA, (2006) constitui o ponto de
entrada à investigação. Os documentos fonte podem ser de natureza diversa: pessoais,
institucionais ou grupais, formais ou informais. Esta técnica permitiu obter informação a
respeito dos resultados obtidos em cursos anteriores e as generalidades fundamentais, assim
como o desenvolvimento que se vão alcançando nas aulas até o momento da investigação.
Outra das formas que complementariam estas colectas de dados é a entrevista. Esta técnica é
definida por HAGUETTE, (1997, p. 86) como um “processo de interacção social entre duas
pessoas na qual uma delas, o entrevistador, tem por objectivo a obtenção de informações por
parte do outro, o entrevistado”.A entrevista como colecta de dados sobre um determinado tema
científico é a técnica mais utilizada no processo de trabalho de campo. Através dela os
pesquisadores buscam obter informações, ou seja, colectar dados objectivos e subjectivos.
Outra das técnicas utilizadas como via de recolha de dados foi inquérito aos alunos, o que
possibilitou fazer uma valorização integral na etapa inicial e de validação foi inquérito aos
alunos, o que possibilitou fazer uma valoração integral na etapa inicial e de validaçaão a respeito
da orientação da aprendizagem, assim como as relações entre as formas em que recebem as
25
orientações para o estudo das diferentes disciplinas durante a aplicação do sistema de tarefas
docentes. Como instrumento utiliza-se um questionário que envolve uma combinação de
perguntas abertas, fechadas e de múltiplas escolhas.
Neste sentido, CAMPOS, (2000, p.58) expõe que “o questionário é um dos suportes de registro
de informação nos inqueridos, considerando-os como um instrumento de notação e constitui
uma fase fundamental do desenvolvimento de um questionario para obter informação acerca nos
inquéritos.
26
CAPÍTULO III: APRESENTAÇÃO, ANÁLISE, DISCUSSÃO DOS RESULTADOS E
PROPOSTAS
O presente capítulo tem como objectivo mostrar os resultados e proposta da pesquisa aplicada
aos professores, alunos, e aos pais e encarregados de educação, com a finalidade de desenhar um
programa educativo que contribua no melhoramento do desempenho do professor para elevar a
participação dos pais e encarregados de educação no processo de ensino e aprendizagem dos
alunos da 6ª classe da escola nº 211 em ndalatando.
Relacionado com as observações das aulas, foi possível assistir a seis delas. É oportuno
esclarecer que as aulas apesar de desenvolveram-se da maneira tradicional continham algumas
actividades docentes.
27
c. A maneira que é abordado os pais e encarregdos de educação é insuficiente para
despertar o interesse na vida escolar dos filhos.
d. Para ampliar sobre o tema, também pesquisamos sobre a literatura e outros materiais que
usaram para a preparação das reuniões de pais e encarregados de educação.
e. Acredita-se que é necessário procurar outras fontes onde apareçam exercícios que
contextualizem a aprendizagem dos alunos da 6ª classe da escola nº 211 em Ndalatando.
Em relação a esta variável, verifica-se que a frequência maior dos pais e encarregados de
educação que contacta a escola é de 40% e a que não contacta é de 60%. Podemos realçar que a
frequência dos pais e encarregado de educação na escola é suma importância no processo de
ensino-aprendizagem dos seus educandos, visto que isso pode incutir neles maior
responsabilidade quanto ao seu desempenho nas actividades escolares.
Na terceira pergunta está relacionada com assuntos que mais conversam com os pais quando por
ventura aparecem na escola, qual dos assuntos? Quando o filho comete indisciplina, quando fala
repetidas vezes, Qundo tem problemas com outros colegas, quando tem problemas com os
professores. Detectou-se:
28
Quando questionados sobre assuntos que, mais frequentemente, levam a conversar com os pais e
encarregados, a primeira Professora respondeu que é a indisciplina dos filhos, a segunda
professora respondeu que é quando os educandos têm problemas com colegas.
Com relação a quarta pergunta sobre quando se deve ter contacto com os pais- se é Início do ano
para conhecer melhor os alunos, Final do trimestre para reflectir acerca dos resultados, Sempre
que for necessário para troca de opiniões, quando os pais solitam. Detectou-se:
Relativamente aos contactos com os pais dos alunos, todas as a professoras afirmaram que
geralmente contactam os pais no início do ano lectivo para conhecer melhor os alunos, e no final
do trimestre para melhor reflectirem acerca dos resultados obtidos.
Na quinta pergunta que está relacionada com o aproveitamento das potencialidades do conteúdo
para envolver a participação nas tarefas de aprendizagem, detectou-se:
Ter pouco aproveitamento das potencialidades dos conteúdos das diferentes disciplina para o
envolver a participação nas tarefas de aprendizagem
O autor deste trabalho afirma que não ha utilização de actividade docentes em conjunto com a
utilização de técnicas dimamizadoras, do livro de texto e outros materiais podem estimular e
envolver a participação dos pais na aprendizagem dos alunos.
Os resultados deste inquérito serviram para obter informação sobre como os pais participam no
processo educativo dos seus educandos.
A primeira pergunta estava direccionada aos alunos, se seus pais participam no processo
educativo, ajudando-os, acompanhando-os nas tarefas para casa, dando múltiplas orientações.
29
Os pais participam no processo educativo dos
seus educandos
7%
11%
42%
A segunda pergunta tem a ver com o tipo de profissão dos pais e encarregados de educação dos
inqueridos, verifica-se que cerca de 44 alunos que representa 60% afirmam que seus pais
desempenham funções domésticas e de campo e 16 alunos que corresponde 40% desempenham
funções em Instituições do Estado. Isto significa que a maioria dos pais apresentam um nível de
escolaridade muito baixo, o que pode influenciar negativamente no processo educativo dos
educandos.
16 alunos
40%
NAO
44 alunos
60%
Istituiçoes publicas
Actividades de campo
As profissões dos pais e encarregados de educação têm uma relação forte com o desempenho do
aluno, na medida em que garantem-lhes uma certa estabilidade tanto financeira, por poderem
usufruir de maiores apoios materiais durante a sua vida estudantil, como a estabilidade em
30
termos de estímulo para que possam futuramente granjear uma óptima profissão.
Com estes questionários, e entrevista a 3 dos encarregados, pretendemos averiguar até que ponto
o envolvimento dos pais e encarregados de educação contribui para o aproveitamento escolar
dos seus educandos.
Na primeira questão que tem que ver com se a Direção ou os professores tem reuniões eventuais
com pais e encarregados de educação para abordar aspecto virados ao aproveitamento dos seus
educandos. Os resultados obtidos mostram que a maioria dos pais e encarregados de educação
entrevistados responderam que não tem havido reuniões periódicas com os pais e encarredos
dos alunos.
A segunda pergunta envolvia constatar se os pais tem sido convidados em actividades docentes
como as festas organizadas pela escola. Os pais e encarregados de educação disponíveis para a
entrevista alegam que não há realização de actividades que englobam e motivam os pais e
encarregados de educação a participarem no processo de aprendizagem dos seus educandos . As
actividades em que os pais menos participam são as palestras e visitas de estudo. Com isso, é de
realçar que a escola deve desenvolver actividades atraentes como convívios entre pais e
professores, com o intuito de desenvolver maior interesse nos pais, na medida em que estes são
parceiros importantes no processo de ensino aprendizagem dos alunos. É fundamental que a
escola desenvolva actividades que envolvam os pais e encarregados de educação para que se
possa criar laços sólidos entre a escola e a família, no sentido de promover maior sucesso no
processo de ensino e aprendizagem do aluno. (Diogo 1998).
Quando questionamos os pais sobre a sua participação no aproveitamento dos seus educandos,
67,7% responderam que, com a sua participação no processo da aprendizagem dos mesmos, o
resultado tem sido bom; e 32,3% responderam o resultado tem sido muito bom.
Vale afirmar que os pais, ao participarem no processo de ensino - aprendizagem dos seus
educandos, estão a contribuir para o sucesso escolar deles, ou seja, o envolvimento dos pais
na vida da escola dos filhos é relevante, porque influencia positivamente, de um modo geral, no
desempenho e no comportamento dos alunos. Isso ainda pode contribuir para a melhoria do
trabalho do professor e também na consciencialização do próprio pai sobre a sua
responsabilidade na vida escolar dos seus educandos.
Assim, de acordo com MARQUES (1999), o envolvimento dos pais e encarregados de educação
na escola é extremamente importante, visto que os pais começam a valorizar o trabalho do
31
professor e da escola e contribui para o seu próprio desenvolvimento.
Sugestão Metodológica: O professor deverá passar uma tarefa para casa que demande que os
pais participem da realização desta atividade, ou que os pais escrevam seus conhecimentos a
respeito do tema, assinatura dos pais no final tarefa, provas.
Actividade nº 2: extra-docente
Objectivo: Abrir espaço para uma comunicação constante e efetiva com as famílias para que
elas sejam mais participativas na escola.
Sugestão metodológica: levar as informações sobre a realidade do que acontece dentro da sala
de aula através da comunicação do trabalho pedagógico por via sms. Uma mensagem de texto
contendo informações do aproveitamento académico do aluno aos pais poderá abrir as portas da
relação pais e escola. Manter um diálogo próximo e constante com os pais é uma excelente
estratégia para ajudar a diminuir a ansiedade, dúvidas, medos, fofocas e receio sobre o ambiente
escolar.
Objectivo: Promover a educação dos pais sobre temas actuais (infecções sexualmente
transmissíveis e saúde sexual reprodutiva, violência doméstica, violência infantil), utilizando
uma linguagem símples de fácil compreensão aos pais.
Sugestão Metodológica: Utilizar projectora para exibir as temáticas. Os temas deverão ser
principalmente nos dias do patrono da escola, no dia do professor, como forma de melhorar a
aproximação entre a escola, os professores, os alunos, as famílias, e comunidade local. A escola
32
tem o papel extremamente importante na diminuição do abandono escolar, da repetência, da
redução da taxa de analfabetismo.
33
CONCLUSÃO
O trabalho de pesquisa, que desenvolvemos e que teve como modelo metodológico um estudo
de caso, constitui uma oportunidade para aprofundar os conhecimentos sobre a interacção que
deve existir entre a família e a escola. Dada à importância e às particularidades do tema,
procuramos centrar o nosso estudo apenas nalguns aspectos essenciais, deixando em aberto
alguns tópicos que servirão de estímulo para investigação futura. Neste momento de balanço
final, registamos as principais conclusões que retirámos ao longo do desenvolvimento do
trabalho.
Uma vez que a legislação vigente dá oportunidade para uma maior participação das famílias,
particularmente dos pais e encarregados de educação na escola e reconhecendo a sua
importância e o reflexo positivo nos resultados de aprendizagem dos alunos, podemos dizer que
o envolvimento de todos os actores educativos é muito importante, principalmente dos pais e
encarregados de educação nos diferentes níveis de decisão: desde receptores de informações,
conselheiros participantes voluntários na escola ou nas actividades escolares até à resolução de
problemas e tomada de decisão. Considerando a problemática da participação dos pais na
escola, actualmente, a grande questão não é saber se há um lugar para os pais na escola, mas sim
saber qual è o lugar que estes podem ocupar. Contudo a maior parte dos professores-directores
de turma afirmam que a participação dos pais e encarregados de educação é deficiente.
Relativamente ao primeiro objectivo, que pretendia identificar os tipos de relação existente entre
a escola e a família, constatamos que entre a escola e os pais, encarregados de educação não
existe uma relação cooperativa no sentido de promover/fomentar novas práticas e estratégias
capazes de trazer novos padrões de qualidade para a educação. Os pais e encarregados de
educação apenas são convocados para participarem em reuniões individuais, objectivando a
resolução de algum problema que afecta o seu filho. Averiguamos, tambem, que os pais não têm
o hábito de entrar em contacto com a escola sem serem chamados.
No que concerne ao segundo objectivo do nosso trabalho, que referia realizar um dignostico
sobre o estado actual de envolvimento dos pais e encarregados de educação no processo de
ensino e aprendizagem dos alunos da 6ª classe da escola nº 211 em Ndalatando, concluímos que
os pais/encarregados de educação desenvolvem um envolvimento superficial com a escola onde
34
estudam os seus filhos. O envolvimento dos pais/encarregados de educação na escola esta
dependente das solicitações dos professores, quando surgem problemas.
O autor verifica tambem que não existe nenhuma iniciativa que visa maior envolvimento dos
pais por parte dos próprios pais/encarregados de educação, ou dos professores, alunos e/ou da
direcção da escola. Notamos que a escola tende a trabalhar sem a prestigiosa colaboração dos
pais ainda que ela esteja inserida numa comunidade muito próxima a nível geofísico.
E se caso houver maior encorajamento por parte dos professores ou da escola, no seio das
famílias, estas mostram mais interesse, dão mais valor e tem uma atitude positiva face ao
ambiente escolar e à escolarização dos seus filhos. A escola deve proporcionar aos pais um
espaço de convívio, mostrando-lhes que ali é um espaço aberto para todos, no qual os
professores, os alunos, a direcção da escola e os órgãos de gestão em particular se juntem para
concretizar os seus projectos educativos e trabalhar em parceria para alcançar a uma meta.
35
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38
APÊNDICE 1
4-Tem por hábito ir a escola para falar com o (a) professor (a) sem ser convocado?
39
APÊNDICE 2
a)-Inicio do ano para conhecer melhor os alunos. b) Final do trimestre para reflectir acerca
dos resultados. c)- Sempre que for necessário para troca de opiniões. d)- Quando os pais
solicitam
obtidos e comportamentos.
5- Como caracteriza a sua relação com os pais dos alunos? Muito bom ; Bom
;Fraco ; Mau .
6- Que tipo de estratégias de comunicação costuma utilizar na sua relação com a família?
11- Na sua opinião o que pode contribuir para aumentar a colaboração família /
escola?
40
APÊNDICE 3
Questionário aos Alunos
41
42