Jurisprudência sobre Demissão e Arbitragem
Jurisprudência sobre Demissão e Arbitragem
Este periódico destaca teses jurisprudenciais e não consiste em repositório oficial de jurisprudência.
SÚMULAS
SÚMULA N. 657
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 1/37
PRIMEIRA SEÇÃO
DESTAQUE
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 2/37
IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. AUSÊNCIA DE VÍCIOS NO PROCESSO ADMINISTRATIVO
DISCIPLINAR. NEGATIVA DE PROVIMENTO DO RECURSO. [...] 2. Inexiste previsão na Lei n.
8.112/1990 de intimação do acusado após a elaboração do relatório final da comissão processante,
sendo necessária a demonstração do prejuízo causado pela falta de intimação, o que não ocorreu no
presente caso. [...]" (RMS n. 28.774, Relator(a): Ministro MARCO AURÉLIO, Relator(a) para acórdão:
Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, julgado em 22/9/2015, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-
180 DIVULG 24/8/2016 PUBLIC 25/8/2016).
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Informativo de Jurisprudência n. 523
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 3/37
SEGUNDA SEÇÃO
DESTAQUE
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 4/37
julgado em 5/11/2019, DJe 7/11/2019).
Nesse sentido, "Não há incompatibilidade entre os arts. 51, VII, do CDC e 4º, § 2º, da Lei n.
9.307/1996. Visando conciliar os normativos e garantir a maior proteção ao consumidor é que
entende-se que a cláusula compromissória só virá a ter eficácia caso este aderente venha a tomar a
iniciativa de instituir a arbitragem, ou concorde, expressamente, com a sua instituição, não havendo,
por conseguinte, falar em compulsoriedade. Ademais, há situações em que, apesar de se tratar de
consumidor, não há vulnerabilidade da parte a justificar sua proteção" (REsp 1.189.050/SP, relator
Ministro Luis Felipe Salomão, Quarta Turma, julgado em 1º/3/2016, DJe 14/3/2016.)
Impor tal ônus ao consumidor, do ponto de vista pragmático, seria o mesmo que, por vias
oblíquas, lhe impor a adoção compulsória da arbitragem, fazendo letra morta tanto do art. 51, VII, do
CDC, quanto da jurisprudência sedimentada nesta Corte Superior.
Desse modo, conclui-se que: a) é nula a cláusula de contrato de consumo que determina a
utilização compulsória da arbitragem; e b) o ajuizamento, pelo consumidor, de ação perante o Poder
Judiciário caracteriza a sua discordância em submeter-se ao juízo arbitral, não podendo prevalecer a
cláusula que impõe a sua utilização.
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 5/37
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
LEGISLAÇÃO
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Informativo de Jurisprudência n. 508
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 6/37
TERCEIRA SEÇÃO
DESTAQUE
A criação de regra que destoe das condições gerais e obrigatórias previstas nos incisos do
art. 115 da LEP pressupõe, necessariamente, que a imposição esteja acompanhada de
fundamentação que justifique adequadamente a adequação da restrição imposta ao executado à sua
situação concreta.
A condição especial que veda ao apenado ingerir bebidas alcoólicas de qualquer espécie,
com base na justificativa genérica de que a proibição visaria à manutenção da saúde mental do
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 7/37
reeducando ou à prevenção do cometimento de novo delito, não atende ao comando da decisão
emanada desta Corte (HC 751.948/MG).
Ademais, não se nega que o apenado não deve ingerir álcool durante o trabalho ou antes
de conduzir veículo automotor, neste último caso, sob pena de incorrer no delito descrito no art. 306
do Código de Trânsito Brasileiro. No entanto, não parece, a princípio, irrazoável que o executado,
estando dentro de sua residência, no período noturno ou em dias de folga, venha a ingerir algum
tipo de bebida alcóolica (como uma cerveja, por exemplo), cujo consumo não é vedado no
ordenamento jurídico brasileiro. Aconselhando-se, por óbvio, a moderação, tendo em conta os
conhecidos efeitos deletérios do excesso de consumo de álcool para a saúde.
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
LEGISLAÇÃO
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Legislação Aplicada / LEI 7.210/1984 (LEP) - Lei de Execução Penal.
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 8/37
PRIMEIRA TURMA
DESTAQUE
Servidora pública que pede exoneração e fica inerte por mais de 3 anos até ingressar com
ação judicial requerendo declaração de nulidade do ato administrativo e a consequente reintegração
ao cargo, não tem direito à indenização de valores retroativos à exoneração, por configurar
enriquecimento sem causa.
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 9/37
direitos, com o pagamento dos vencimentos e vantagens que lhe seriam pagos durante o período em
que esteve indevidamente desligado. Contudo, o caso em análise comporta peculiaridades que o
distinguem desse entendimento.
Com efeito, após a exoneração, a recorrida permaneceu inerte por quase 3 anos sem
questionar o ato na seara administrativa ou judicial, tendo, inclusive, conforme comprovado pelo
Estado recorrente, desenvolvido atividades na esfera privada durante alguns períodos deste
interregno.
Outrossim, somente com a perícia judicial realizada nos autos, houve o reconhecimento de
que no momento do pedido de exoneração a recorrida encontrava-se privada momentaneamente de
capacidade, o que ampara a boa-fé da Administração Pública naquele momento em que aceitou o
pedido de exoneração de ofício, em respeito à legalidade administrativa.
Portanto, a pretensão, após esse longo período que ultrapassa 20 anos, de receber todas as
vantagens que lhe seriam devidas caso não tivesse sido exonerada, sem a devida contraprestação,
caracteriza inequívoco enriquecimento sem causa por parte da servidora pública.
Efetivamente, o direito a reintegração ao cargo já determinado pela Corte local, não deve
acompanhar indenização correspondente aos vencimentos pelo tempo não trabalhado, ante as
peculiaridades do caso concreto.
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Informativo de Jurisprudência n. 722
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 10/37
PROCESSO REsp 1.856.024-SC, Rel. Ministro Gurgel de Faria,
Primeira Turma, por unanimidade, julgado em
22/8/2023.
DESTAQUE
A controvérsia consiste em saber qual a interpretação que deve ser conferida à norma do
art. 3º do Decreto-Lei n. 58/1937, redigida com o seguinte texto: "A inscrição torna inalienáveis, por
qualquer título, as vias de comunicação e os espaços livres constantes do memorial e da planta."
De um lado, os particulares aduzem que a expressão "inalienável" não implica dizer que a
área referida no comando normativo teria integrado o domínio público, ou seja, não transfere o bem
para a municipalidade. De outra banda, a Fazenda Pública defende que inalienabilidade mencionada
no dispositivo legal transfere automaticamente para o Poder Público a área.
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 11/37
Flores).
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
LEGISLAÇÃO
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Informativo de Jurisprudência n. 678
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 12/37
SEGUNDA TURMA
DESTAQUE
A substituição de carta de fiança bancária por seguro garantia em execução fiscal não
necessita de acréscimo de 30% sobre o valor do débito.
Com efeito, mediante o simples confronto analítico entre o mencionado dispositivo legal e
a situação fática dos autos, atestada pelo Tribunal de origem, percebe-se que o comando normativo,
contido no art. 656, § 2º, do CPC/1973, não é suficiente para alterar o entendimento firmado pelo
Juízo a quo, tendo em vista que disciplina a substituição da penhora em dinheiro por carta de fiança
ou seguro garantia, questão jurídica diversa da tratada no presente recurso especial, referente à
possibilidade de substituição da carta de fiança bancária originalmente apresentada por seguro
garantia judicial.
Ademais, a própria Lei de Execuções Fiscais (Lei n. 6.830/1980) em seu art. 9º, II,
equiparou o oferecimento da fiança bancária à apresentação inicial de seguro garantia e, no § 3º do
mesmo dispositivo, prescreveu que a garantia do feito executivo pode ser uniformemente alcançada
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 13/37
por meio do depósito em dinheiro, da fiança bancária, do seguro garantia e da penhora.
Por fim, a Portaria n. 440/2016, editada pela Advocacia-Geral da União para regulamentar
as condições de aceitação da fiança bancária e de seguro garantia pela Procuradoria-Geral Federal,
em seu art. 2º, § 3º, expressamente prescreveu que é indevida a exigência de acréscimo percentual
ao valor do débito para o oferecimento de ambas as garantias, ao passo em que o art. 3º, § 1º, da
mencionada norma infralegal possibilitou a substituição recíproca entre o seguro garantia e a carta
de fiança bancária.
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
LEGISLAÇÃO
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Informativo de Jurisprudência n. 773
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 14/37
TERCEIRA TURMA
DESTAQUE
A questão central diz respeito à indenização devida pela empresa concedente em favor da
concessionária de veículos automotores, na hipótese de não renovação de contrato celebrado por
tempo determinado. De forma mais específica importa saber se ela deve ser ressarcida pelas
despesas havidas para edificar, em terreno alheio, o prédio que lhe serviu de domicílio.
A Concessão Comercial tratada pela Lei Ferrari impõe aos distribuidores diversas
obrigações, tais como a aquisição de quotas mínimas de produtos, a compra e manutenção em
estoque de bens e peças de reposição, o fornecimento de assistência técnica e garantia aos
adquirentes etc.
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 15/37
Esses distribuidores são obrigados a atender rígidos padrões determinados pelo
concedente, que envolvem treinamento regular de pessoal, especificações de arquitetura,
mobiliário, layout da loja, número de funcionários, adoção de sistemas específicos de contabilidade,
envio de minuciosos relatórios, balancetes e informações detalhadas acerca das operações, o
mercado e dados pessoais dos clientes, até a permissão para que a montadora examine, audite e
copie todos os registros, contratos, contas, livros contábeis e documentos pertinentes às vendas e
serviços realizados.
Todas essas obrigações demandam, como é cediço, muito trabalho e capital, de modo que
a Lei Ferrari, para assegurar a recuperação do investimento realizado pelo concessionário, lhe
garantiu diversos direitos, como o de vender os produtos com exclusividade em sua área de atuação
ou, pelo menos, de não ser prejudicado pela outorga de uma nova concessão na mesma área
territorial; a prerrogativa de usar gratuitamente a marca do concedente, de receber uma cota
mínima de veículos para revenda, de não concorrer com vendas diretas da própria montadora, etc.
Entre as medidas protetivas mencionadas em lei ainda se inclui uma disciplina bastante
minudente acerca da indenização cabível em caso de rompimento imotivado (arts. 21, 24 e 26) ou
de não renovação contratual (art. 23).
Em síntese, deve-se concluir que o art. 23, II, da Lei n. 6.729/1979, excluiu da indenização
devida ao concessionário em caso de não renovação do contrato todos os imóveis que serviram à
concessão.
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 16/37
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
LEGISLAÇÃO
DESTAQUE
A proteção da marca, seja ela de alto renome ou não, busca evitar a confusão ou a
associação de uma marca registrada a uma outra, sendo imprescindível que, para que exista a
violação ao direito marcário, haja confusão no público consumidor ou associação errônea em
prejuízo do seu titular.
A marca Vogue, a despeito de ser famosa, não se encontrava entre as marcas de alto
renome no Brasil e, portanto, não se beneficia da proteção daí decorrente, mormente quanto à
exceção ao princípio da especialidade.
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 17/37
administrativa proferida pelo INPI reconhecendo formalmente a marca Vogue como de alto renome,
estendendo a proteção de sua marca a todos os ramos de atividade.
Esse fato, contudo, não tem o condão de interferir no julgamento do presente caso, pois,
consoante já decidido pela Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça, mesmo que o princípio
da especialidade não se aplique às marcas de alto renome, a proteção legal não abrange nomes de
edifícios e empreendimentos imobiliários, pois não gozam de exclusividade.
Como bem destacado no voto proferido pelo Ministro Moura Ribeiro, no REsp
1.804.960/SP, é comum que os aludidos bens recebam idêntica denominação e, por isso, proliferem
as homonímias sem que um condomínio possa impedir o outro de receber idêntica denominação, de
forma que seus nomes, na verdade, não qualificam produtos ou serviços, apenas conferem uma
denominação para individualização do bem.
Diante disso, vê-se que o empreendimento imobiliário Vogue Square é constituído por
escritórios, lojas, hotel, academia e centro de convenções, de modo que não se vislumbra a
possibilidade de indução dos consumidores ao erro, da caracterização de concorrência parasitária
ou do ofuscamento da marca da autora, tratando-se apenas da individualização de um
empreendimento imobiliário.
Saliente-se que os estabelecimentos ali situados conservam seus nomes originais, sem
nenhuma vinculação de produtos ou serviços à marca Vogue, havendo, na verdade, uma busca pela
clientela de cada um dos comerciantes ali situados de acordo com suas próprias expertises, sem
nenhuma associação à referida marca, ou seja, os frequentadores do empreendimento lá não vão
com o objetivo de consumir nenhum produto ou serviço relacionado à Vogue, mas, sim, aqueles
prestados separadamente por cada um dos fornecedores que ali se encontram, com suas
particularidades, marcas próprias e segmentos específicos.
A diluição da referida marca decorre do uso de sinal distintivo por terceiros fora do campo
de especialidade de determinadas marcas de grande relevância ou famosas (mas que não foram
reconhecidas como de alto renome pelo INPI), de maneira que seu valor informacional deixa de ser
suficientemente significativo, tornando o signo cada vez menos exclusivo.
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 18/37
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
LEGISLAÇÃO
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 19/37
QUARTA TURMA
DESTAQUE
As Turmas de Direito Privado do STJ têm decidido que cabe ao correntista, em caso de
eventuais saques irregulares na conta, feitos com o cartão e a senha cadastrada pelo consumidor, a
prova de que o banco agiu com negligência, imperícia ou imprudência na entrega do dinheiro.
Para o STJ, basta à instituição financeira comprovar que o saque foi feito com o cartão do
cliente e a respectiva senha, não tendo que demonstrar que foi ele pessoalmente que efetuou a
retirada.
Ressalta-se que, ainda que comprovado que não foi o autor, nem outra pessoa por ele
autorizada, que realizou os saques, ainda assim, ressalvada a excepcionalidade de saques atípicos,
não poderia a instituição financeira ser responsabilizada.
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 20/37
cartão e senha bancária de modo a impedir que terceiros tenham, de alguma forma, acesso a este.
Desse modo, na situação analisada, não é possível responsabilizar o banco por saques
realizados ao longo de quatro meses na mesma agência bancária, usando o cartão físico com chip do
autor e sua senha pessoal.
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Informativo de Jurisprudência n. 225
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 21/37
DESTAQUE
Isso, porque, nos termos do § 3º do art. 477 do CPC/2015, é ônus da parte que requer a
intimação do perito para prestar esclarecimentos acerca do laudo apresentar, no momento do
requerimento, os quesitos complementares.
O simples fato de ter sido determinada nova data para a realização da audiência não
resulta na reabertura automática de prazo que, sem respaldo legal e por liberalidade do magistrado,
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 22/37
foi concedido à agravante, não constituindo, portanto, direito líquido e certo.
Ainda, não há falar em preclusão pro judicato no caso. Isso, porque a decisão que, por
liberalidade, concedeu prazo para a apresentação de quesitos complementares, sem respaldo legal,
não está sujeita à vedação de novo pronunciamento judicial acerca da questão, uma vez que tal
impedimento limita-se às decisões definitivas ou com força de definitivas, assim entendidas como
aquelas que põem fim à relação ou etapa processual, o que não se verifica na hipótese.
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
LEGISLAÇÃO
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 23/37
QUINTA TURMA
DESTAQUE
Para fixação de indenização mínima por danos morais, nos termos do art. 387, IV, do CPP,
não se exige instrução probatória acerca do dano psíquico, do grau de sofrimento da vítima,
bastando que conste pedido expresso na inicial acusatória, garantia suficiente ao exercício do
contraditório e da ampla defesa.
Sob análise mais acurada a respeito da alteração promovida pela Lei n. 11.719/2008 ao
art. 387, IV, do Código de Processo Penal e dos julgados do STJ, necessária a revisão do
posicionamento até então adotado pela Quinta Turma desta Corte.
A nova redação do art. 387, IV, do Código de Processo Penal tornou possível, desde a
sentença condenatória, a fixação de um valor mínimo para reparação dos danos causados pela
infração, afastando, assim, a necessidade da liquidação do título. O objetivo da norma foi o de dar
maior efetividade aos direitos civis da vítima no processo penal e, desde logo, satisfazer certo grau
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 24/37
de reparação ou compensação do dano, além de responder à tendência mundial de redução do
número de processos.
Dessa forma, passa-se a adotar o posicionamento da Sexta Turma desta Corte, que não
exige instrução probatória acerca do dano psíquico, do grau de sofrimento da vítima, nos termos do
art. 387, IV, do CPP, bastando que conste o pedido expresso na inicial acusatória, garantia bastante
ao exercício do contraditório e da ampla defesa.
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 25/37
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
LEGISLAÇÃO
SAIBA MAIS
Informativo de Jurisprudência n. 588
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 26/37
SEXTA TURMA
DESTAQUE
O STJ entende que "[...] é inconcebível admitir como prova técnica oficial um laudo que
emanou exclusivamente de órgão que atua como parte acusadora no processo criminal, sem
qualquer tipo de controle judicial ou de participação da defesa [...] (HC 154.093/RJ, Rel. Ministro
Jorge Mussi, Quinta Turma, julgado em 9/11/2010, DJe 15/4/2011).
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 27/37
pronúncia, pois juntados aos autos somente na fase em que a defesa iria apresentar as razões ao seu
recurso em sentido estrito dirigido contra a pronúncia. O controle judicial não foi realizado na
produção das referidas perícias, tampouco seguiram o regramento previsto no CPP. Assim,
manifestou-se a ilegalidade na própria produção da prova, sendo anuladas e desentranhadas dos
autos.
Todavia, os referidos laudos periciais não foram utilizados pelo magistrado para
fundamentar a pronúncia, mesmo porque foram juntados aos autos em momento a ela posterior. O
fato de a pronúncia ter mencionado imagens que já constavam dos autos não configura nulidade ou
cerceamento de defesa, uma vez que as conclusões contidas nesses laudos não lastrearam a
sentença que finalizou a primeira fase do procedimento do júri.
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 28/37
DESTAQUE
Acerca do tema, a Terceira Seção do STJ analisou situação similar, ao julgar o RHC
83.233/SP, no qual o Ministério Público requisitou diretamente à Receita Federal do Brasil o envio
da declaração de imposto de renda de determinadas pessoas, o que foi considerado ilícito por esta
Corte Superior.
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 29/37
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
LEGISLAÇÃO
SAIBA MAIS
Informativo de Jurisprudência n. 724
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 30/37
RECURSOS REPETITIVOS - AFETAÇÃO
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 31/37
PROCESSO ProAfR no REsp 2.048.422-MG, Rel. Min. Sebastião Reis
Júnior, Terceira Seção, por unanimidade, julgado em
15/8/2023, DJe 23/8/2023. (Tema 1206).
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 32/37
PROCESSO ProAfR no REsp 2.039.614-PR, Rel. Ministro Gurgel de
Faria, Primeira Seção, por unanimidade, julgado em
15/8/2023, DJe 24/8/2023. (Tema 1207).
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 33/37
PROCESSO ProAfR no REsp 2.049.870-MG, Rel. Ministra Laurita Vaz,
Terceira Seção, por unanimidade, julgado em 15/8/2023,
DJe 25/8/2023. (Tema 1208).
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 34/37
PROCESSO ProAfR no REsp 2.039.132-SP, Rel. Ministro Francisco
Falcão, Primeira Seção, por unanimidade, julgado em
22/8/2023, DJe 28/8/2023. (Tema 1209).
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 35/37
PROCESSO ProAfR no REsp 1.873.187-SP, Rel. Ministro Raul Araújo,
Segunda Seção, por unanimidade, julgado em 15/8/2023,
DJe 29/8/2023. (Tema 1210).
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 36/37
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 37/37