Desapropriação por Utilidade Pública: Requisitos
Desapropriação por Utilidade Pública: Requisitos
Este periódico destaca teses jurisprudenciais e não consiste em repositório oficial de jurisprudência.
PRIMEIRA TURMA
DESTAQUE
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 1/50
expropriante, após expedição do ato declaratório e superada a fase administrativa de composição
amigável, provocar o poder judiciário mediante ação de desapropriação com o objetivo de fixar o
montante devido a título de justa indenização.
Assim, a par de instruir a petição inicial com exemplar do jornal no qual publicado o
decreto de utilidade pública e de indicar a oferta do preço, incumbe ao expropriante atender aos
requisitos genéricos previstos nos arts. 319 e 320 do CPC/2015, notadamente a juntada dos
documentos indispensáveis à propositura da ação.
Por sua vez, como a incorporação do bem ao patrimônio público exige, nos termos do art.
5º, XXIV, da Constituição Federal, prévia e justa indenização em dinheiro - cujo adimplemento
somente ocorre quando definitivamente fixado o valor da compensação financeira e quitado o
respectivo precatório -, a legislação autoriza o expropriante, em casos urgentes, a pleitear sua
imissão provisória na posse da área objeto de desapropriação, de modo a permitir a tempestiva
satisfação do interesse público que fundamenta tal forma de intervenção estatal na propriedade
privada.
Ademais, em ações dessa natureza, o instituto da imissão provisória na posse não detém
autonomia, porquanto possui natureza jurídica de pedido de tutela antecipada voltado a permitir,
antes da transferência definitiva da propriedade ao patrimônio estatal ao final da demanda, a
realização das obras e serviços inadiáveis.
Assim, embora o depósito da quantia estimada pelo ente público para o pagamento de
indenização constitua pressuposto legal para o deferimento de pedido de imissão provisória na
posse, sua ausência não implica a extinção da ação expropriatória sem resolução do mérito, mas, tão
somente, o indeferimento da tutela antecipada, cuja rejeição não obsta a continuidade do processo
para viabilizar a incorporação do bem ao patrimônio estatal.
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 2/50
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
LEGISLAÇÃO
SAIBA MAIS
Informativo de Jurisprudência n. 192
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 3/50
DESTAQUE
Para cumprimento dos requisitos arrolados no art. 16, caput, I e II, e § 4º, II, da LRF é
necessário instruir a petição inicial da ação expropriatória de imóveis com a estimativa do impacto
orçamentário-financeiro e apresentar declaração a respeito da compatibilidade das despesas
necessárias ao pagamento das indenizações ao disposto no plano plurianual, na lei de diretrizes
orçamentárias e na lei orçamentária anual.
Nos termos do art. 182, caput, da Constituição Federal, incumbe aos municípios, mediante
os diversos instrumentos jurídicos previstos em lei, a execução da política urbana com o escopo de
ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e garantir o bem-estar de seus
habitantes.
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 4/50
necessárias ao pagamento das indenizações ao disposto no plano plurianual, na lei de diretrizes
orçamentárias e na lei orçamentária anual.
Isso porque a avaliação empreendida pelo poder público constitui fase necessária à
verificação da proposta de compensação financeira a ser apresentada ao particular e, uma vez
apurado tal montante, é possível estimar o impacto orçamentário-financeiro da desapropriação e
examinar a adequação das despesas necessárias ao pagamento da indenização ao disposto nas leis
orçamentárias, razão pela qual essas providências devem anteceder a proposta oferecida pelo
expropriante em sede administrativa ou judicial.
Do mesmo modo, a análise antecipada das repercussões dos atos expropriatórios sobre as
finanças públicas vai ao encontro dos deveres de responsabilidade e de planejamento na gestão
fiscal estampados no art. 1º, § 1º, da Lei Complementar n. 101/2000, os quais objetivam afastar os
riscos e corrigir desvios capazes de afetar o equilíbrio das contas públicas e, por isso, demandam
atuação preventiva voltada a debelar eventuais efeitos nocivos decorrentes de despesas cuja
execução não se compatibiliza com as leis orçamentárias.
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 5/50
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
LEGISLAÇÃO
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 6/50
SEGUNDA TURMA
DESTAQUE
Nos termos do art. 85, § 1º, do Código de Processo Civil - CPC, "são devidos honorários
advocatícios (...) nos recursos interpostos, cumulativamente". A fixação de honorários recursais em
favor do patrono da parte recorrida está adstrita às hipóteses de não conhecimento ou de não
provimento do recurso, com o nítido propósito de desestimular a interposição de recurso infundado
pela parte vencida.
De acordo com a interpretação dada pelo STJ, a majoração dessa verba ocorre sempre que
inaugurada nova instância recursal, e não em todos os recursos que tramitam nessa mesma
instância (por exemplo, é cabível a majoração no julgamento monocrático do recurso especial, mas
isso não ocorre em caso de julgamento de agravo interno e embargos de declaração no apelo nobre;
de outro lado, é novamente aplicável a majoração quando interpostos embargos de divergência no
recurso especial, etc.).
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 7/50
Processo Civil de 2015, que inaugure o grau recursal, revelando-se indevida sua fixação em agravo
interno e embargos de declaração, por se tratar da mesma instância recursal.
Por outro lado, verifica-se no caso que não houve majoração dos honorários nesta
instância recursal, nem na decisão monocrática, nem no julgamento do agravo interno. Assim, por se
tratar de matéria de ordem pública, cognoscível de ofício, é possível sua majoração neste momento
processual.
Nesse sentido: "(...) Quando devida a verba honorária recursal, mas, por omissão, o Relator
deixar de aplicá-la em decisão monocrática, poderá o colegiado, ao não conhecer do respectivo
Agravo Interno ou negar-lhe provimento, arbitrá-la ex officio, por se tratar de matéria de ordem
pública, que independe de provocação da parte, não se verificando reformatio in pejus. (...)" (AgInt
nos EAREsp 762.075/MT, relator Ministro Felix Fischer, relator para acórdão Ministro Herman
Benjamin, Corte Especial, julgado em 19/12/2018, DJe de 7/3/2019).
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 8/50
DESTAQUE
No mesmo sentido: "(...) A questão decidida na ação ajuizada com o objetivo de antecipar a
penhora na execução fiscal tem natureza jurídica de incidente processual inerente à própria
execução, não guardando autonomia a ensejar condenação em honorários advocatícios em desfavor
de qualquer das partes. (...)" AgInt no REsp 1.960.482/DF, relatora Ministra Regina Helena Costa,
Primeira Turma, DJe 25/3/2022.
SAIBA MAIS
Informativo de Jurisprudência n. 675
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 9/50
PROCESSO AgInt no REsp 1.921.489-RJ, Rel. Ministro Mauro
Campbell Marques, Segunda Turma, por unanimidade,
julgado em 28/2/2023, DJe 7/3/2023.
DESTAQUE
A responsabilidade pelo adimplemento dos débitos tributários que recaiam sobre o bem
imóvel é do arrematante havendo expressa menção no edital de hasta pública nesse sentido.
A jurisprudência deste STJ assevera que "havendo expressa menção no edital de hasta
pública nesse sentido, a responsabilidade pelo adimplemento dos débitos tributários que recaiam
sobre o bem imóvel é do arrematante" (AgRg no AREsp 248.454/SP, Rel. Ministro Arnaldo Esteves
Lima, Primeira Turma, DJe de 12/9/2013).
Assim, se depois de formalizada a arrematação ela é considerada perfeita, ainda que haja
morosidade dos mecanismos judiciais na expedição da carta de arrematação, para a devida
averbação no Registro Geral de Imóvel - RGI, o entendimento é no sentido de que os débitos fiscais
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 10/50
deverão ser suportados pelo arrematante.
Isso porque a regra contida no art. 130, parágrafo único, do Código Tributário Nacional -
CTN não afasta a responsabilidade do arrematante no que concerne aos débitos de IPTU posteriores
à arrematação, ainda que postergada a respectiva imissão na posse.
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
LEGISLAÇÃO
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 11/50
TERCEIRA TURMA
DESTAQUE
A controvérsia está em saber se a diferença de metragem entre aquela que foi definida no
contrato de compra e venda, quando o imóvel ainda estava na planta, e a que consta no registro da
matrícula do imóvel e na promessa de compra e venda conceitua-se como venda ad mensuram de
forma a incidir o disposto no art. 500, § 1º, do Código Civil.
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 12/50
No entanto, a aplicação do referido diploma legal não tem o condão de enquadrar a
compra e venda sub judice na qualificação "ad mensuram".
Outrossim, o simples fato de ter sido uma compra na planta não altera a situação,
porquanto as medidas constantes no instrumento particular de promessa de compra e venda eram
somente enunciativas, ou seja, o que sobreleva é o bem em si (sala comercial), e não propriamente a
metragem, até porque não restou demonstrado que o preço foi calculado com base na área de
construção.
Em que pese a segunda parte do § 1º do art. 500 do Código Civil ressalvar, ao comprador, o
direito de provar que, em tais circunstâncias, não teria realizado o negócio, no caso, não há
evidências de que o negócio não teria sido realizado pela ínfima diferença a menor na metragem
que, aliás, de modo algum inviabiliza ou prejudica a utilização do imóvel para o fim esperado.
Cumpre salientar que o fato de incidir o direito consumerista na relação sub judice não
significa a procedência da pretensão de resolver do negócio jurídico, com a devolução dos valores
pagos e com a aplicação da multa contratual, pois não se está diante de efetivo vício, ou defeito de
qualidade, ou quantidade do produto capaz de abalar o equilíbrio do contrato e prejudicar o
consumidor.
Com efeito , é até possível dizer que a mínima diferença em discussão nem sequer reúne
condições para caracterizar efetivo "vício de quantidade" do produto, uma vez que está aquém da
margem fixada pela lei.
Não é demasiado anotar que o contrato firmado entre as partes prevê, no seu parágrafo
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 13/50
segundo da cláusula décima sétima, que serão toleradas pequenas diferenças nas dimensões do
projeto, consoante, expressamente, asseverado na sentença.
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
LEGISLAÇÃO
SAIBA MAIS
Informativo de Jurisprudência n. 693
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 14/50
PROCESSO REsp 2.031.816-RJ, Rel. Ministra Nancy Andrighi,
Terceira Turma, por unanimidade, julgado em
14/3/2023.
DESTAQUE
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 15/50
estacionamento de shopping center, tem de reduzir a velocidade ou até mesmo parar seu veículo e
se submeter à cancela - barreira física imposta pelo fornecedor e em seu benefício - incide a
proteção consumerista, ainda que o consumidor não tenha ultrapassado referido obstáculo e mesmo
que este esteja localizado na via pública.
Esta Corte analisou situação parecida, na qual o consumidor que se encontrava dentro de
estacionamento de shopping center, ao parar na cancela para sair do referido estabelecimento, foi
surpreendido pela abordagem de indivíduos com arma de fogo que tentaram subtrair seus
pertences (REsp 1.269.691/PB, Quarta Turma, DJe 5/3/2014).
Da mesma maneira como sucede com a saída, o consumidor também está sujeito a tal
vulnerabilidade ao ingressar no estabelecimento. É necessário que aquele, a fim de utilizar o serviço
oferecido pela recorrente, permaneça - ainda que por pouco tempo - desprotegido ao esperar a
emissão do ticket e o levantamento da cancela.
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 16/50
sendo área aberta, gratuita e de livre acesso por todos".
Com efeito, não cabe dúvida de que a empresa que agrega ao seu negócio um serviço
visando à comodidade e à segurança do cliente deve responder por eventuais defeitos ou
deficiências na sua prestação. Afinal, serviços dessa natureza não têm outro objetivo senão atrair um
número maior de consumidores ao estabelecimento, incrementando o movimento e, por via de
consequência, o lucro, devendo o fornecedor, portanto, suportar os ônus respectivos.
Nos termos expostos, pode-se concluir que o shopping center que oferece estacionamento
responde por roubo perpetrado por terceiro à mão armada ocorrido na cancela para ingresso no
estabelecimento, uma vez que gerou no consumidor expectativa legítima de segurança em troca dos
benefícios financeiros que percebera indiretamente.
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
LEGISLAÇÃO
SAIBA MAIS
Informativo de Jurisprudência n. 648
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 17/50
PROCESSO REsp 2.037.088-SP, Relator Ministro Marco Aurélio
Bellizze, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em
7/3/2023, DJe 13/3/2023.
DESTAQUE
O art. 382, § 4º, do Código de Processo Civil não pode ser interpretado em sua acepção
literal, de modo a obstar qualquer manifestação da parte adversa no procedimento de antecipação
de provas, em detida observância do contraditório.
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 18/50
que: "o processo civil será ordenado, disciplinado e interpretado conforme os valores e as normas
fundamentais estabelecidos na Constituição da República Federativa do Brasil, observando-se as
disposições deste Código".
É possível que as normas processuais estipulem o modo como o contraditório deve ser
exercido, diferindo-o eventualmente. É possível que, em função das especificidades de determinado
procedimento, possam restringir as matérias passíveis de serem nele arguidas. A restrição do
direito de defesa, estabelecida em lei, encontra justificativa, portanto, nas particularidades e,
principalmente, na finalidade do procedimento por ela regulado. Não há, obviamente, nenhuma
vulneração ao princípio do contraditório em tais disposições legais. Todavia, eventual restrição legal
a respeito do exercício do direito de defesa da parte não pode, de maneira alguma, conduzir à
intepretação que elimine, por completo, o contraditório.
A vedação legal quanto ao exercício do direito de defesa somente pode ser interpretada
como a proibição de veiculação de determinadas matérias que se afigurem impertinentes ao
procedimento nela regulado. Logo, as questões inerentes ao objeto específico da ação em exame e do
correlato procedimento estabelecido em lei poderão ser aventadas pela parte em sua defesa,
devendo-se permitir, em detida observância do contraditório, sua manifestação, necessariamente,
antes da prolação da correspondente decisão.
Reconhece-se, assim, à parte o direito material à prova, cuja tutela pode se referir tanto ao
modo de produção de determinada prova (produção antecipada de prova, prova emprestada e a
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 19/50
prova "fora da terra"), como ao meio de prova propriamente concebido (ata notarial, depoimento
pessoal, confissão, exibição de documentos ou coisa, documentos, testemunhas, perícia e inspeção
judicial).
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
LEGISLAÇÃO
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 20/50
QUARTA TURMA
DESTAQUE
É inadmissível a penhora de bem já hipotecado por força de cédula de crédito rural, salvo:
a) em face de execução fiscal; b) após a vigência do contrato de financiamento; c) quando houver
anuência do credor; ou d) quando ausente risco de esvaziamento da garantia, tendo em vista o valor
do bem ou a preferência do crédito cedular.
Dispõe o art. 11 da LC 93/1998 que "Os beneficiários do Fundo não poderão alienar as
suas terras e as respectivas benfeitorias no prazo do financiamento, salvo para outro beneficiário
enumerado no parágrafo único do art. 1º e com a anuência do credor".
O Decreto-Lei 167/1967, que dispõe sobre títulos de crédito rural, prevê, em seu art. 69, a
impenhorabilidade dos bens objeto de hipoteca constituídos pela cédula de crédito rural com
relação a outras dívidas: "Os bens objeto de penhor ou de hipoteca constituídos pela cédula de
crédito rural não serão penhorados, arrestados ou sequestrados por outras dívidas do emitente ou
do terceiro empenhador ou hipotecante, cumprindo ao emitente ou ao terceiro empenhador ou
hipotecante denunciar a existência da cédula às autoridades incumbidas da diligência ou a quem a
determinou, sob pena de responderem pelos prejuízos resultantes de sua omissão".
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 21/50
A regra é a impenhorabilidade do imóvel dado em garantia em financiamento de imóvel
rural. O Superior Tribunal de Justiça, no entanto, admite a relativização do bem gravado com cédula
de crédito rural quando: a) em face de execução fiscal; b) após a vigência do contrato de
financiamento; c) quando houver anuência do credor; ou d) quando ausente risco de esvaziamento
da garantia, tendo em vista o valor do bem ou a preferência do crédito cedular.
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
LEGISLAÇÃO
DESTAQUE
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 22/50
A pretensão de indenização por danos morais fundada em atos ofensivos praticados após
a rescisão do contrato de trabalho, ante a imputação da prática de crimes de apropriação indébita e
de desvio de recursos, submete-se a prazo prescricional trienal.
Isso, porque constata-se que a causa de pedir da ação de indenização está fundada na falsa
imputação de condutas criminosas, o que teria causado danos à honra pessoal e profissional. Assim
sendo, não há, de fato, que se falar em responsabilidade civil contratual, uma vez que, em que pese a
relação das partes seja marcada pela prévia existência de contrato de trabalho extinto, na hipótese,
busca-se indenização decorrente de suposto ato ilícito extracontratual.
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
LEGISLAÇÃO
SAIBA MAIS
Informativo de Jurisprudência n. 530
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 23/50
PROCESSO AREsp 1.192.906-SP, Relator Ministro Raul Araújo,
Quarta Turma, por maioria, julgado em 14/3/2023.
DESTAQUE
Nessa hipótese, ao tratar das causas que impedem ou suspendem a prescrição, dispõe o
Código Civil em seu artigo 200 que "Quando a ação se originar de fato que deva ser apurado no juízo
criminal, não correrá a prescrição antes da respectiva sentença definitiva".
A previsão do referido dispositivo legal visa a beneficiar, via de regra, as vítimas de crimes
que buscam indenização de natureza civil pelos prejuízos causados pelo ato criminoso por meio do
ajuizamento de ação civil ex delicto, hipóteses nas quais, muitas vezes, é necessário apurar o fato na
esfera penal, principalmente no que tange à certeza e autoria do crime, anteriormente à veiculação
da pretensão indenizatória.
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 24/50
dependência entre a pretensão de indenização por danos morais com o fato apurado no juízo
criminal, aplicam-se analogicamente as regras do art. 200 do CC, ainda que não se trate de ação civil
ex delicto - inclusive quanto ao prazo prescricional -, devendo ser afastada a inação da parte autora
que aguardou o desfecho da ação na esfera penal para propor ação de reparação de danos na esfera
civil, diante da possibilidade de que o trâmite simultâneo dos processos em ambas as esferas
resultasse em indesejável contradição.
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
LEGISLAÇÃO
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 25/50
DESTAQUE
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 26/50
O art. 843 e seu parágrafo estabelecem que, na hipótese de penhora de bem indivisível, há
preferência do coproprietário ou cônjuge executado na arrematação do bem. Com isso, possibilita-se
a penhora da integralidade do bem, ainda que o executado seja proprietário de uma fração ou quota-
parte, evitando-se, a um só tempo, a dificuldade de alienação da quota-parte do devedor e a
constituição forçada de condomínio entre o adquirente e o cônjuge ou coproprietário.
Veja-se que, para o recurso à autointegração do sistema pela analogia, faz-se necessário
que se estenda a uma hipótese não regulamentada a disciplina legalmente prevista para um caso
semelhante. Com efeito, a regra prevista pelo ordenamento em casos como que tais é a alienação dos
bens ou direitos em hasta pública para qualquer interessado que atenda aos editais de chamamento,
orientando-se a disciplina processual civil expressamente nesse sentido. Ao não ser atribuída uma
prerrogativa adicional aos emitentes de cédula de crédito bancário com garantia representada por
alienação fiduciária de bem imóvel, conclui-se que não houve de fato omissão regulamentadora,
senão a intenção legislativa de manter a regra geral nessas condições.
Ademais, permitir que os devedores fiduciantes adquirissem por valor inferior implicaria
prejuízo a todos os demais credores da massa, que teriam diminuída a importância recebida após a
realização do ativo.
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 27/50
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
LEGISLAÇÃO
DESTAQUE
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 28/50
Cinge-se a controvérsia a definir se valores depositados em plano de previdência privada
aberta - no caso, o VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) - devem, em alguma medida, compor ou
não o acervo hereditário.
Esses planos de previdência privada aberta, operados por seguradoras autorizadas pela
Susep, podem ser objeto de contratação por qualquer pessoa física ou jurídica, tratando-se de
regime de capitalização no qual cabe ao investidor, com ampla liberdade e flexibilidade, deliberar
acerca dos valores de contribuição, depósitos adicionais, resgates antecipados ou parceladamente
até o fim da vida. Dessa forma, sua natureza jurídica ora se assemelha a seguro previdenciário
adicional, ora a investimento ou aplicação financeira.
Não se pode descurar que, para o mercado, muitos desses fundos constituem mais uma
aplicação financeira que propriamente uma previdência privada. Isso devido à natureza jurídica
desses contratos antes que se concretize sua condição previdenciária, ou seja, antes que o investidor
passe a receber as prestações periódicas.
Como regra, o VGBL tem natureza preponderantemente de seguro. Não há, por assim
dizer, a lógica de que todo e qualquer aporte em plano VGBL configuraria, sempre e sempre, mera
aplicação financeira.
Nesse julgado se decidiu que os planos de previdência privada aberta têm natureza
multifacetária e, assim, natureza securitária (e de previdência complementar), o que se evidencia no
momento em que o investidor passa a receber, a partir de determinada data futura e em prestações
periódicas, os valores que acumulou ao longo da vida, como forma de complementação do valor
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 29/50
recebido da previdência pública e com o propósito de manter determinado padrão de vida. No
entanto, não se pode excluir a natureza de investimento no período que antecede a percepção dos
valores, ou seja, durante as contribuições e formação do patrimônio, uma vez que, nesse tipo de
plano, estão asseguradas múltiplas possibilidades de depósitos, de aportes diferenciados e de
retiradas, inclusive antecipadas.
No caso em análise, a morte da titular, que é o evento de risco no seguro e que gera o
pagamento do prêmio contratado, ocorreu durante o período que antecedeu a percepção dos
valores a título de previdência complementar, antes, portanto, de sua conversão em renda e
pensionamento.
Por fim, deve-se considerar que o valor do contrato implicou significativo aporte de capital
e potencialmente feriria o limite disponível para que a titular pudesse livremente dele dispor.
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
LEGISLAÇÃO
SAIBA MAIS
Informativo de Jurisprudência n. 709
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 30/50
PROCESSO REsp 2.028.234-SC, Rel. Ministro Antonio Carlos Ferreira,
Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 7/3/2023.
DESTAQUE
Qualquer que seja a natureza do título - sanando dúvida que pairava sob a legislação
anterior -, o credor deverá levá-lo a protesto para a comprovação da impontualidade e, assim,
autorizar a deflagração do processo de quebra. Os títulos de crédito, contudo, tal como as duplicatas
que instruíram o processo de falência, possuem disciplina especial que preveem, em distintas
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 31/50
hipóteses, a necessidade do protesto como meio comprobatório de algum fato juridicamente
relevante ou mesmo do inadimplemento. Assim, a duplicata comporta três modalidades de protesto,
cada qual em diferente oportunidade e com efeitos próprios: (I) o protesto por falta de devolução;
(II) o protesto por falta de aceite; e (III) o protesto por falta de pagamento (art. 13 da Lei n.
5.474/1968).
Acerca do protesto especial em referência, dispõe o art. 23 da Lei n. 9.492/1997 que "Os
termos dos protestos lavrados, inclusive para fins especiais, por falta de pagamento, de aceite ou de
devolução serão registrados em um único livro e conterão as anotações do tipo e do motivo do
protesto, além dos requisitos previstos no artigo anterior. Parágrafo único. Somente poderão ser
protestados, para fins falimentares, os títulos ou documentos de dívida de responsabilidade das
pessoas sujeitas às consequências da legislação falimentar".
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 32/50
protesto por falta de pagamento ou o protesto especial para fins falimentares.
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
LEGISLAÇÃO
SAIBA MAIS
Informativo de Jurisprudência n. 596
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 33/50
DESTAQUE
A Lei de Sociedades Anônimas (Lei n. 6.404/1976) estabelece, em seu art. 278, que o
"consórcio não tem personalidade jurídica e as consorciadas somente se obrigam nas condições
previstas no respectivo contrato, respondendo cada uma por suas obrigações, sem presunção de
solidariedade", e que a "falência de uma consorciada não se estende às demais, subsistindo o
consórcio com as outras contratantes; os créditos que porventura tiver a falida serão apurados e
pagos na forma prevista no contrato de consórcio".
Na hipótese, o consórcio decorre de contrato firmado entre suas participantes, cujo ajuste
não cria ente com personalidade jurídica distinta de seus membros. Dessa forma, a imputação
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 34/50
responsabilizatória ocorre diretamente sobre as consorciadas contratantes e, por esse motivo,
revela-se imprescindível a análise de seus atos formativos para verificar a disciplina concreta acerca
das obrigações assumidas, porquanto, repita-se, a solidariedade, em regra, é afastada.
Nesse sentido, ainda que o credor não conste do quadro geral, ele tem a faculdade de
habilitar seu crédito de forma retardatária ou cobrá-lo posteriormente, mas terá de fazê-lo, nesta
última hipótese, nas condições determinadas no plano de recuperação judicial.
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 35/50
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
LEGISLAÇÃO
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 36/50
QUINTA TURMA
DESTAQUE
No caso, percebe-se que a pena-base restou fixada acima do mínimo legal pela análise
desfavorável dos motivos do crime. Destacou-se que o crime de ameaça ocorreu em decorrência do
sentenciado reprovar a conduta da vítima - sua ex-esposa, de ter acionado a Justiça para pôr fim ao
casamento e requerer pensão alimentícia para os filhos do casal e demais direitos relativos a tal
demanda. A intenção do agente seria ameaçar a vítima para que ela desistisse de acioná-lo
judicialmente.
Tal elemento é concreto e não é ínsito ao tipo penal em questão, podendo ser sopesado
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 37/50
como circunstância judicial desfavorável, na medida em que demonstra uma maior reprovabilidade
da conduta, motivada pelo anseio de enfraquecimento e de desrespeito ao direitos conferidos à
mulher pela Lei Maria da Penha. Dessa forma, devidamente motivada a exasperação da pena-base,
não se constata qualquer ilegalidade a ser sanada.
DESTAQUE
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 38/50
No caso, os policiais civis, dando cumprimento ao mandado de busca e apreensão
expedido em procedimento investigatório, se depararam com um sobrado com duas escadas
externas, sem nenhuma indicação a respeito da numeração das casas (1 ou 2), razão pela qual a
equipe se dividiu e ingressou em ambos os imóveis.
SAIBA MAIS
Informativo de Jurisprudência n. 738
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 39/50
PROCESSO Processo em segredo de justiça, Rel. Ministro Messod
Azulay Neto, Quinta Turma, por unanimidade, julgado em
6/3/2023, DJe 14/3/2023.
DESTAQUE
No caso, verifica-se que a prova que se buscava afastar já foi produzida, com a respectiva
audiência realizada.
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 40/50
repetidamente questionadas sobre os fatos).
INFORMAÇÕES ADICIONAIS
LEGISLAÇÃO
SAIBA MAIS
Informativo de Jurisprudência n. 755
Jurisprudência em Teses / DIREITO PENAL - EDIÇÃO N. 153: DOS CRIMES CONTRA A DIGNIDADE
SEXUAL - III
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 41/50
DESTAQUE
Não se aplica limite temporal à análise do requisito subjetivo para concessão de saída
temporária, devendo ser considerado todo o período de execução da pena, a fim de se averiguar o
mérito do apenado.
Nos termos do art. 123 da LEP, a autorização da visita periódica ao lar "será concedida por
ato motivado do Juiz da execução, ouvidos o Ministério Público e a administração penitenciária e
dependerá da satisfação dos seguintes requisitos: I - comportamento adequado; II - cumprimento
mínimo de 1/6 (um sexto) da pena, se o condenado for primário, e 1/4 (um quarto), se reincidente;
III - compatibilidade do benefício com os objetivos da pena".
Dessa forma, tanto as faltas graves consistentes em evasões, fugas, flagrante quanto o
registro de comportamento evidenciam que a conduta do apenado durante a execução penal não
atende aos parâmetros necessários para demonstrar seu senso de disciplina e responsabilidade,
bem como a compatibilidade do benefício com os objetivos da pena imposta.
Nessa esteira, esta Corte tem entendido que "Não se aplica limite temporal à análise do
requisito subjetivo, devendo ser analisado todo o período de execução da pena, a fim de se averiguar
o mérito do apenado" (AgRg no HC 734.258/SC, Relator Ministro Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma,
DJe 10/6/2022).
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 42/50
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LEGISLAÇÃO
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Informativo de Jurisprudência n. 558
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 43/50
SEXTA TURMA
DESTAQUE
Médico não pode acionar a polícia para investigar paciente que procurou atendimento
médico-hospitalar por ter praticado manobras abortivas, uma vez que se mostra como confidente
necessário, estando proibido de revelar segredo do qual tem conhecimento, bem como de depor a
respeito do fato como testemunha.
O art. 207 do Código de Processo Penal dispõe que "são proibidas de depor as pessoas que,
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 44/50
em razão de função, ministério, ofício ou profissão, devam guardar segredo, salvo se, desobrigadas
pela parte interessada, quiserem dar o seu testemunho". O médico que atendeu a paciente se
encaixa na proibição legal, uma vez que se mostra como confidente necessário, estando proibido de
revelar segredo de que tem conhecimento em razão da profissão intelectual, bem como de depor
sobre o fato como testemunha.
Sobre o sigilo profissional, este STJ já teve a oportunidade de decidir que, "O interesse
público do sigilo profissional decorre do fato de se constituir em um elemento essencial à existência
e à dignidade de certas categorias, e à necessidade de se tutelar a confiança nelas depositada, sem o
que seria inviável o desempenho de suas funções, bem como por se revelar em uma exigência da
vida e da paz social." (RMS 9.612/SP, Ministro Cesar Asfor Rocha, Quarta Turma, DJ 9/11/1998).
Ademais, também como razões de decidir, o Código de Ética Médica (Resolução CFM n.
2.217/2018) enuncia que é vedado ao médico "revelar fato de que tenha conhecimento em virtude
do exercício de sua profissão". Não obstante existam exceções à mencionada regra, nos casos de
"motivo justo, dever legal ou consentimento, por escrito, do paciente", o art. 73, parágrafo único, da
citada Resolução, prevê, de forma expressa, que a vedação em questão permanece "na investigação
de suspeita de crime", contexto em que o médico "estará impedido de revelar segredo que possa
expor o paciente a processo penal" (art. 73, parágrafo único, "c", da Resolução CFM n. 2.217/2018).
Com efeito, o médico não possui, via de regra, o dever legal de comunicar a ocorrência de
fato criminoso ou mesmo de efetuar prisão de qualquer indivíduo que se encontre em situação de
flagrante delito. E, ainda, mesmo nos casos em que o médico possui o dever legal de comunicar
determinado fato à autoridade competente, como no contexto de doença cuja notificação seja
compulsória (art. 269 do CP), ainda assim é vedada a remessa do prontuário médico do paciente
(art. 2º da Resolução n. 1.605/2000 do CFM).
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 45/50
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Informativo de Jurisprudência n. 710
DESTAQUE
É cabível a remição da pena pela aprovação no Exame Nacional do Ensino Médio - ENEM,
ainda que o apenado já tenha concluído o ensino médio antes do encarceramento, excluído o
acréscimo de 1/3 (um terço) com fundamento no art. 126, § 5º, da Lei de Execução Penal.
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 46/50
Inicialmente, destaca-se que a aprovação no ENEM, a despeito de "não mais ocasionar a
conclusão do ensino médio, configura aproveitamento dos estudos realizados durante a execução da
pena, conforme dispõem o art. 126 da LEP e a Recomendação n. 44/2013 do CNJ" (AgRg no HC
629.666/SC, Relator Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, DJe 11/2/2021).
Por outro lado, o Superior Tribunal de Justiça vinha entendendo não ser possível a
remição da pena amparada na certificação pelo ENEM quando o sentenciado já houvesse concluído
essa etapa educacional antes da execução penal.
O fato de o paciente já haver concluído o ensino médio antes do início da execução da pena
impede "apenas o acréscimo de 1/3 (um terço) no tempo a remir em função da conclusão da etapa
de ensino, afastando-se a incidência do art. 126, § 5º, da Lei de Execução Penal" (REsp
1.854.391/DF, Rel. Ministra Laurita Vaz, Sexta Turma, DJe 6/10/2020).
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Informativo de Jurisprudência n. 764
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 47/50
RECURSOS REPETITIVOS - AFETAÇÃO
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 48/50
TEMA A Primeira Seção acolheu a proposta de afetação dos
REsps 1.945.110/RS e 1.987.158/SC ao rito dos recursos
repetitivos, a fim de uniformizar o entendimento a
respeito da seguinte controvérsia: definir se é possível
excluir os benefícios fiscais relacionados ao ICMS, - tais
como redução de base de cálculo, redução de alíquota,
isenção, imunidade, diferimento, entre outros - da base
de cálculo do IRPJ e da CSLL (extensão do entendimento
firmado no ERESP 1.517.492/PR que excluiu o crédito
presumido de ICMS das bases de cálculo do IRPJ e da
CSLL).
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 49/50
CORTE ESPECIAL - JULGAMENTO NÃO CONCLUÍDO
A controvérsia está em definir se o advogado tem legitimidade ativa para execução dos
honorários sucumbenciais de causas julgadas antes da entrada em vigor do Estatuto da Advocacia,
em 1994, em que atuou como empregado da parte vencedora sob regime da Consolidação das Leis
do Trabalho (CLT).
O Ministro Luis Felipe Salomão apresentou voto divergente no sentido de que não deve
haver distinção entre o caso analisado e o precedente EAg 884.487/SP. Ponderou que a Corte,
naquela oportunidade, não fez distinção quanto ao vínculo entre advogados e seus constituintes,
mas tão somente analisou a natureza jurídica dos honorários de sucumbência, concluindo
pertencerem ao advogado.
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Informativo de Jurisprudência n. 475
[Link]/jurisprudencia/externo/informativo/ 50/50
According to the Lei de Execução Penal, sentence remission for prisoners who pass educational exams like the ENEM during incarceration is granted, even if the prisoner has already completed the educational stage prior to imprisonment. However, the 1/3 increase in remission time applicable to those completing a new educational stage does not apply if the stage was completed before incarceration .
The Brazilian Constitution mandates that expropriation of urban properties must be accompanied by prior and fair compensation in cash. This requirement is designed to compensate individuals for personal losses incurred for the benefit of the public, ensuring that such actions are contingent upon the fulfillment of constitutional compensation conditions .
Non-compliance with the Lei de Responsabilidade Fiscal in urban property expropriation cases can invalidate the expropriation act and render the associated expenses irregular and harmful to public assets. The public administration must ensure formal adequacy in expropriation actions, including budget impact estimates and declarations of expense compatibility with fiscal plans .
Maintaining professional confidentiality in Brazil's healthcare professions is critical to ensuring public trust in these services, enabling effective patient care, and upholding the dignity of professional practices. Breaching this confidentiality in legal proceedings without proper justification compromises these objectives and may result in legal and ethical sanctions .
The STJ's interpretation that additional attorney's fees are due only when a new level of appeal is initiated discourages frivolous appeals by penalizing unsuccessful appellants with extra costs. This impacts legal strategy by making parties more cautious when considering appeals, ensuring that only substantial grievances are pursued, thereby preserving judicial efficiency and protecting parties from unduly increased litigation costs .
In Brazilian law, the absence of a deposit for a preliminary possession order in expropriation proceedings does not result in the termination of the expropriation action without examining the merits. Rather, it leads to the denial of the preliminary injunction, which does not prevent the continuation of the process aimed at incorporating the property into the state's assets .
The protest requirement for initiating a bankruptcy proceeding under Brazilian commercial law does not necessitate a special protest for bankruptcy purposes. It suffices to have a duly protested triplicate or an indication-based protest, provided it is accompanied by proof of delivery of goods, aligning with the causal nature of the title .
The inclusion or exclusion of tax benefits like ICMS exemptions in federal tax base calculations, such as IRPJ and CSLL, is a contentious issue in Brazilian tax law. Excluding these benefits from tax calculations can lead to lower tax obligations, impacting revenue and compliance strategies. The determination to exclude ICMS credits from federal tax bases extends to other tax benefits, influencing future tax policy and legal interpretations .
Under Brazilian law, the liability of consortia members for debts is determined by the terms of the consortial contract, with no presumption of joint liability. Each member is liable only according to the contract terms. The bankruptcy of one member does not affect the others, and debts are generally apportioned without imputed collective liability absent contractual stipulations to the contrary .
A medical professional in Brazil may legally disclose confidential information if there is a just reason, legal duty, or written consent from the patient. However, even in cases involving suspicion of a crime, the professional is prohibited from revealing information that may expose the patient to legal proceedings unless legally required .