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Entenda a Doença Renal e Tratamentos

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Juliana
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Compreendendo a Doença Renal

A maioria das pessoas nasce com dois rins, cada um do tamanho de um punho fechado. Eles estão localizados dos
dois lados da coluna, logo acima do cóccix. Cada rim pesa apenas 113 gramas, mas tem um papel importantíssimo
e crítico na sua saúde. Quando o funcionamento do seu rim começa a falhar, você precisa ser encaminhado e
tratado por um especialista em rim. Seus rins são órgãos vitais. Pense neles como os limpadores de seu corpo:
filtram os resíduos, toxinas e fluidos excedentes do sangue. Este, por sua vez, flui para seus rins através das artérias
renais e sai pelas veias renais. Renal é o termo médico que significa “relacionado com os rins”. Todo dia, os rins
produzem em torno de 1 a 2 litros de urina, que contém resíduos e fluidos excedentes. A urina sai dos rins através
de tubos chamadosureteres e é mantida na bexiga. Depois, deixa a bexiga através de outro tubo, chamado de
uretra, quando você urina. Isso é chamado de sistema urinário.

Topo Sintomas da Insuficiência Renal


Em alguns pacientes os rins tornam-se comprometidos e são incapazes de desempenhar suas funções normais.
Você pode estar com o rim comprometido e nem perceber. Por isso a doença renal é frequentemente chamada de
doença silenciosa. Apenas quando o rim está gravemente comprometido é que você vai se sentir doente. Na maioria
dos pacientes as doenças renais afetam ambos os rins. Quando sua função renal está abaixo de 15% a 20% você
pode começar a sentir sintomas como sensação de cansaço ou fraqueza ou perda de apetite. Então você precisará
de algum tipo de tratamento para substituir algumas das funções de um rim saudável. Monitorar sua função renal é
muito importante para saber qual é a velocidade do desenvolvimento de sua doença. Você e seu médico
(nefrologista) serão capazes de dizer como sua condição está se desenvolvendo ao monitorar os seguintes exames:

● Creatinina sérica – Um exame de sangue que mede a quantidade de creatinina, um
resíduo encontrado no sangue. Um nível mais alto no sangue significa que os rins estão
removendo menos resíduos do corpo.

● Taxa de filtração glomerular – Uma medida da função renal calculada com a coleta de
urina. Isso determina como seus rins estão filtrando os resíduos. Um número mais baixo significa que
sua função renal está piorando. A taxa de filtração glomerular também pode ser estimada por
equações que usam creatinina sérica, idade, raça, sexo e peso corporal. As equações
mais comuns são a fórmula de Cockroft-Gault e a fórmula de Modificação da Dieta na Doença
Renal (MDRD, na sigla em inglês).
Os resultados desses exames ajudarão seu médico a decidir que medidas adotar para manter você o mais saudável
possível.
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Diabetes e Doença Renal


O que é diabetes?
Diabetes é uma doença que provoca alto nível de glicose (açúcar) no sangue. Normalmente seu corpo transforma
os carboidratos que você ingere em glicose. Seu sangue carrega a glicose para as células, onde é usada como
energia ou armazenada para ser usada mais tarde. A insulina, um hormônio produzido pelo pâncreas, ajuda a
glicose a se mover do sangue para as células. Se você tem diabetes, ou seu pâncreas não produz mais insulina
suficiente, ou a insulina que ele produz não chega às células, portanto seu corpo não consegue transportar a glicose
do sangue para as células e então ela se acumula. Quando os níveis de glicose no seu sangue permanecem altos, a
glicose excedente afeta muitas partes de seu corpo. Altos níveis de glicose no sangue podem comprometer os
pequenos vasos sanguíneos dos rins de forma que estes não conseguem mais remover fluidos e resíduos. Muitas
pessoas com diabetes também têm pressão alta.
Diabetes é uma das causas mais comuns de doença renal. Se o diabetes não for tratado por um período muito
longo, você poderá desenvolver complicações e uma dessas complicações pode ser a doença renal.
Nefropatia diabética é o termo médico para o dano renal causado pelo diabetes. Pode demorar 20 anos ou mais
até que uma pessoa com diabetes desenvolva doença renal.
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Pressão Arterial Alta e Doença


Renal
Geralmente a pressão alta não causa sintomas durante muitos anos. Você pode até não saber que a tem. Na
verdade, muitas vezes ela é descoberta em consulta a um médico por alguma outra razão. Pressão arterial alta não
pode ser diagnosticada com apenas uma medição da pressão. A pressão normal é menor do que 120/80 mmHg. Se
sua pressão arterial permanecer mais alta do que 130/85 mmHg em dois dias ou mais, você deve consultar um
médico.
Muitos dos novos casos de insuficiência renal a cada ano são causados por pressão arterial mais alta do que o
normal, também conhecida comohipertensão. A pressão arterial alta sem controle pode causar doença renal e
também fazê-la progredir mais rapidamente. Doença renal também pode causar pressão arterial alta.
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Outras Causas
Outras condições que podem levar à insuficiência renal incluem glomerulonefrite devido à inflamação ou
comprometimento das unidades filtradoras do rim, doenças hereditárias como doença renal policística, lúpus e
outras condições que afetam o sistema imunológico do corpo, obstruções que incluem pedras nos rins, tumor ou
aumento da próstata, infecções e alguns medicamentos.
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Tratamentos para Insuficiência


Renal
Os dois tratamentos usados quando os rins falham são a diálise e o transplante. O tratamento com diálise que pode
ser feito em casa ou em uma clínica remove fluidos excedentes e resíduos de seu corpo. Transplante de rim significa
receber um novo rim para substituir seus rins comprometidos. Tanto a diálise quanto o transplante são tratamentos
efetivos para insuficiência renal. Se você não fizer nada, sua saúde continuará a piorar. Se não tratada, a
insuficiência renal pode levar à morte.

Diálise
Diálise Peritoneal

Com a Diálise Peritoneal (DP), resíduos, toxinas e fluidos são removidos de seus rins usando um filtro natural do seu
corpo chamado de membrana peritoneal. A DP pode ser feita durante o dia ou à noite.
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Hemodiálise

A hemodiálise é uma opção para pacientes com doença renal que decidem fazer o tratamento em uma unidade de
diálise de uma clínica ou hospital, em vez de fazê-lo em casa. Se você escolher a hemodiálise em uma clínica como
opção de tratamento, você terá que ir à clínica ou ao hospital de 3 a 4 vezes por semana por aproximadamente 4
horas cada vez. Hemodiálise é o processo de remoção de resíduos e excesso de fluidos fora do corpo. O sangue é
removido de seu corpo e bombeado por uma máquina através de um dialisador

Leia Mais

Transplante de rins
O transplante de rim é uma cirurgia realizada por um cirurgião na qual um rim saudável de outra pessoa (doador) é
colocado no seu corpo para substituir seus rins que não funcionam mais.

O que é Diálise Peritoneal (DP)


A Diálise Peritoneal (DP) filtra seu sangue e remove fluidos excedentes usando um dos filtros naturais de seu próprio
corpo, a membrana peritoneal. A membrana peritoneal é o revestimento que circunda o peritôneo, ou cavidade
abdominal, que contém seu estômago, baço, fígado e intestinos. Uma solução de Diálise Peritoneal (DP) é colocada
no peritôneo. A membrana peritoneal filtra os resíduos e fluidos de seu sangue para a solução. A solução que
contém os resíduos é drenada de seu peritôneo após várias horas e substituída por uma solução limpa. Este
processo é chamado de troca. Um enfermeiro experiente em Diálise Peritoneal (DP) irá treiná- lo para realizar a
diálise peritoneal na unidade de diálise como paciente ambulatorial. Uma vez treinado, você deverá retornar à clinica
pelo menos uma vez por mês , ou conforme solicitação do seu médico ou enfermeiro.
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Cateter de Diálise Peritoneal

Um pequeno tubo flexível chamado cateter é colocado através da parede abdominal para o interior da cavidade
peritoneal. O cateter é chamado de acesso porque fornece uma maneira de colocar a solução de Diálise Peritoneal
(DP) no interior do peritôneo. A solução flui para dentro e para fora da cavidade peritoneal através do cateter. O
cateter é colocado através de uma pequena intervenção cirúrgica ambulatorial. A abertura do cateter cicatrizará
durante algumas semanas antes de iniciar a diálise. Normalmente o cateter não dói e permanece no local ao longo
do tempo da Diálise Peritoneal (DP).
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A Troca

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Como a Diálise Peritoneal (DP)


afeta seu estilo de vida?
A maioria das pessoas aprecia a flexibilidade e a independência que se tem com a Diálise Peritoneal (DP). Seu
nutricionista pode ajudar você a controlar sua dieta. É muito importante seguir o plano de alimentação recomendado
por seu nutricionista para evitar desnutrição. Além disso, uma dieta pobre pode causar depressão, cansaço e uma
qualidade de vida prejudicada. Pessoas em Diálise Peritoneal (DP) podem levar uma vida normal. É fácil ajustar o
esquema de tratamento de acordo com seu trabalho, escola ou planos de viagem porque você é o responsável pelo
seu próprio tratamento.

Sobre o transplante de rim


Um transplante de rim é uma cirurgia realizada por um cirurgião na qual um rim saudável de outra pessoa (doador) é
colocado no seu corpo para substituir seus rins que não funcionam mais. Rins transplantados vêm de duas fontes:

● Doadores vivos – podem ser parentes ou não parentes

● Doadores mortos – pessoas que decidem doar seus órgãos ao morrer
O transplante é apenas um tratamento para doença renal, não a cura. Nem todos podem receber um rim
transplantado. Médicos, assistentes sociais e um coordenador de transplantes avaliarão sua saúde geral. Para que
você seja considerado para um transplante, vários exames serão realizados. Os exames servirão para avaliar seu
coração, pulmões e outras funções de seu corpo. O tempo que o paciente terá que esperar vai depender dos
seguintes itens:

● Número de rins disponíveis

● Raridade de seu tipo de sangue

● Sua saúde geral

● Quanto tempo você está na lista
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Como é feito o transplante de rim

Novo rim

O novo rim será colocado próximo ao osso dos quadris.


Seus vasos sanguíneos e ureter são conectados ao rim transplantado. Seus
próprios rins em geral não são removidos.

O sangue do doador é testado para garantir que esteja livre de doenças que poderiam ser transmitidas em um
transplante renal. O centro de transplantes também testará seu sangue para verificar se o rim doado é aceitável para
você (compatível). A cirurgia de transplante pode então ser realizada. Após a cirurgia você passará vários dias no
hospital e várias semanas em casa em recuperação. Pode levar alguns dias e até algumas semanas até que seu
novo rim comece a funcionar. Você deve continuar com a diálise até que seu novo rim comece a funcionar.
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Prevenindo a rejeição ao rim com
medicamentos
Você terá que tomar medicamentos para prevenir a rejeição durante todos os dias pelo tempo em que seu rim
transplantado funcionar. A rejeição significa que seu corpo está tentando se livrar de algo estranho, algo que não lhe
pertence – incluindo seu novo rim. Medicamentos imunossupressores ajudarão seu corpo a prevenir a rejeição, mas
também reduzirão sua resistência a infecções. Isso significa que será mais fácil você adoecer. Essas drogas podem
produzir efeitos colaterais como:

● Ganho de peso

● Alterações na pele

● Inchaço do rosto

● Alterações de humor

● Indisposição gástrica
Discuta sobre quaisquer efeitos colaterais com seu médico. Se você não tomar seus medicamentos como prescritos,
seu rim transplantado para de funcionar. Você pode achar que os medicamentos não estão fazendo efeito porque
você não sente diferença entre tomá-los ou não. Mas tomar esses medicamentos é uma maneira de garantir que seu
rim transplantado permaneça saudável. Embora alguns pacientes tomem seus medicamentos, alguns novos
transplantes são rejeitados ou nunca começam a funcionar. Se isso acontecer, você precisa retornar à diálise. Você
e seu médico devem decidir se você deve voltar para a lista de espera de transplante.
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Como o transplante afeta seu estilo


de vida?
Após seu transplante, você terá muito poucas restrições alimentares. Entretanto, ainda assim é importante que você
mantenha uma dieta saudável e balanceada. Com a aprovação de seu médico, você poderá participar da maioria
dos esportes e viajar livremente. Embora você possa se sentir bem após o transplante de rim, ainda será muito
importante consultar-se com seu médico regularmente e tomar os medicamentos conforme prescritos.
Vantagens:

● É o mais próximo de ter seus próprios rins

● Não precisa de diálise depois que os rins começam a funcionar

● Vida mais longa do que com diálise

● Menos fluidos e restrições alimentares

● Sentir-se mais saudável e ter mais energia

● Trabalhar em período integral sem se preocupar com a agenda da diálise
Desvantagens:

● Ansiedade na espera de um rim compatível

● Riscos associados com cirurgias de grande porte

● Risco de rejeição – seu transplante pode não durar a vida toda

● Necessidade de medicamentos diários – que podem provocar efeitos colaterais

● Suscetibilidade a infecções

● Possíveis alterações na sua aparência devido aos efeitos colaterais dos medicamentos
INTRODUÇÃO ÀS DOENÇAS RENAIS
O ser humano possui dois rins que têm cor vermelho-escuro e forma de um grão de feijão. Em
uma pessoa adulta os rins medem 12cm cada um e pesam 130 a 170g cada um. Localizam-se
nas costas um de cada lado da coluna e são protegidos pelas últimas costelas.
Passam pelo rim aproximadamente 1.200 a 2.000 litros de sangue por dia que chegam através
das artérias renais. No interior dos rins, as artérias dividem-se em vasos, cada vez menores,
até formarem um enovelado de vasos muito finos que constituem o glomérulo. O glomérulo é o
verdadeiro filtro do rim, por onde o sangue passa e é filtrado, eliminando todas as substâncias
indesejáveis através da urina. Existem aproximadamente um milhão de glomérulos em cada
rim.
A urina é formada pela eliminação da água desnecessária, dos sais e outros produtos que não
devem ser acumulados no nosso sangue. A quantidade diária de urina formada a partir de
1.200 a 2.000 litros de sangue que passam pelo filtro renal, é da ordem de 1,2 a 1,5 litros de
urina por dia. Partindo do rim, a urina inicia a sua caminhada para o exterior, descendo pelo
ureter, chegando à bexiga e saindo pela uretra. Na urina é eliminado diariamente, além da
água, sódio, cálcio, fósforo, uréia, ácido úrico e inúmeros outros produtos do catabolismo do
nosso organismo. O trabalho metabólico aproveita o que serve para o organismo e rejeita o que
não deve ser assimilado (produto catabólico) e envia ao rim para ser eliminado por ser
desnecessário.
Para que servem os rins?
Entre as muitas funções do rim salientam-se as seguintes:

O rim é
responsável pela eliminação dos resíduos tóxicos
produzidos pelo nosso organismo como a uréia e o
ácido úrico. É a sua função de filtração, de
limpeza ou de depuração.

O rim controla o
volume dos líquidos, portanto qualquer excesso de
água no corpo é eliminado pela urina; é o chamado
efeito diurético.

O rim exerce
controle sobre os sais de nosso corpo, eliminando os
seus excessos ou poupando-os nas
situações de carência.

A partir do
controle do volume (líquidos) e dos sais, ele exerce
grande influência sobre a pressão arterial e
venosa do nosso organismo.

O rim produz e
secreta hormônios: a eritropoetina, a vitamina D e a
renina. A eritropoetina interfere na produção
dos glóbulos vermelhos e a sua falta pode
levar a

Como se reconhece que o rim está doente?


O rim pode ser atingido por doença de origem imunológica, inflamatória, infecciosa, neoplásica,
degenerativa, congênita e hereditária.
A primeira atitude da pessoa é observar a urina, seu volume, sua cor, seu cheiro e a maneira
como é eliminada (jato). O volume de urina pode estar aumentado ou diminuído. Grandes
volumes diários de três a quatro litros ocorrem na diabete e podem ser a manifestação inicial
de outras doenças renais. A cor pode se manifestar turva, esbranquiçada ou sanguinolenta.
O ato de urinar pode ter alterações como dor, ardência, urgência, ou urinar em pequenas
quantidades em inúmeras micções diurnas ou noturnas. Pode ocorrer também a presença de
inchaço nos pés, mãos e olhos. Quando o rim está inflamado, infectado ou aumentado por
tumor ou obstrução ocorre dor nas costas ou flancos. Um dos sintomas iniciais de doença renal
pode ser a presença freqüente de micção noturna, ou seja, a pessoa é acordada durante a
noite porque está com vontade de urinar.
Quando há cálculos a dor é aguda, intensa e em cólica. Os principais fatores de risco para
doença renal são: hipertensão (pressão alta), diabetes, idade acima de 60 anos, estória de
doença renal na família e presença de doença cardíaca ou cardiovascular. Outros sintomas
que não são específicos de doença renal, mas que podem aparecer em estágios mais
avançados da doença renal crônica, quando já ocorre redução importante da função renal são:
cansaço e fraqueza por anemia, falta de apetite, náuseas e vômitos.
Outros sinais que podem aparecer são a pele pálida e seca, sinais de anemia, e aumento da
pressão arterial.
Caso haja suspeita que a pessoa tenha doença renal os exames iniciais são o exame de urina
e a dosagem da creatinina no sangue. O exame de urina pode evidenciar perda de proteína,
glicose, sangue, pus e bactérias. A creatinina é uma substância que existe no sangue e
constitui um produto do metabolismo muscular, sendo razoavelmente constante. Suas taxas
variam de acordo com a massa muscular do indivíduo. Quando ocorre aumento nas taxas de
creatinina significa que há uma diminuição da capacidade de filtração dos rins. Outro exame
simpels que pode ser realizado é a ecografia dos rins ou do abdome que pode demonstrar a
presença de cálculos, sinais de obstrução das vias urinárias, alterações na forma e tamanho do
rim.
As principais doenças do rim e suas características mais comuns

Nefrite
Caracteriza-se pela presença de albumina e sangue na
urina, edema e hipertensão.

Infecção Urinária

O paciente se queixa de dor, ardência e urgência


para urinar. O volume urinado torna-se pequeno e freqüente, tanto de dia
como de noite. A urina é turva e mal cheirosa podendo surgir sangue no
final da micção. Nos casos em que a infecção atingiu o rim,
surge febre, dor lombar e calafrios, além de ardência e urgência
para urinar.

Cálculo Renal

A cólica renal, com dor no flanco e costas é muito


característica, quase sempre com sangue na urina e em certos casos pode
haver eliminação de pedras.

Obstrução Urinária
Ocorre quando há um impedimento da passagem da
urina pelos canais urinários, por cálculos, aumento da próstata, tumores,
estenoses de ureter e uretra. A ausência ou pequeno volume da
urina é a queixa característica da obstrução urinária.

Insuficiência Renal Aguda

É causada por uma agressão repentina ao rim,


por falta de sangue ou pressão para formar urina ou obstrução aguda da via
urinária. A principal característica é a total ou parcial ausência de
urina.

Insuficiência Renal Crônica

Surge quando o rim sofre a ação de uma doença que


deteriora irreversivelmente a função renal, apresentando-se com
retenção de uréia, anemia, hipertensão arterial, entre outros.
Tumores Renais

O rim pode ser acometido de tumores benignos e


malignos. E as queixas são de massas palpáveis no abdômen, dor, sangue na
urina e obstrução urinária.

Doenças Multissistêmicas

O rim pode se ver afetado por doenças


reumáticas, diabete, gota, colagenoses e doenças imunológicas. Podem
surgir alterações urinárias em doenças do tipo nefrite, geralmente com a
presença de sangue e albumina na urina.

Doenças Congênitas e Hereditárias

Um exemplo dessas doenças é a presença de


múltiplos cistos no rim (rim policístico).
Nefropatias Tóxicas

Causadas por tóxicos, agentes físicos, químicos e


drogas. Caracterizam-se por manifestações nefríticas e insuficiência
funcional do rim.

Perguntas que você pode fazer ao seu médico


O inchume nos olhos ou nas pernas sempre é indício de doença renal?
Os meus rins estão doentes porque eu urino sangue?
A infecção urinária sempre é do rim?
Tenho um parente com rim policístico. Eu posso ter essa doença também, devido ao
parentesco?
A insuficiência renal atinge os dois rins?
O tratamento da insuficiência renal crônica pode melhorar os meus rins?

Leia Mais: INTRODUÇÃO ÀS DOENÇAS RENAIS - ABC da Saúde


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Para que servem os rins?


Entre as muitas funções do rim salientam-se as seguintes:

O rim é responsável pela


eliminação dos resíduos tóxicos produzidos pelo
nosso organismo como a uréia e o ácido úrico. É a
sua função de filtração, de limpeza ou de depuração.
O rim controla o volume
dos líquidos, portanto qualquer excesso de água no
corpo é eliminado pela urina; é o chamado efeito
diurético.

O rim exerce controle sobre


os sais de nosso corpo, eliminando os seus
excessos ou poupando-os nas situações de carência.

A partir do controle do
volume (líquidos) e dos sais, ele exerce grande
influência sobre a pressão arterial e venosa do nosso
organismo.

O rim produz e secreta


hormônios: a eritropoetina, a vitamina D e a
renina. A eritropoetina interfere na produção dos glóbulos
vermelhos e a sua falta pode levar a uma anemia de
difícil tratamento. A vitamina D, calciferol, controla a
absorção intestinal de cálcio. E a renina, junto
com a aldosterona, controla o volume dos líquidos e
a pressão arterial de nosso organismo.

Leia Mais: INTRODUÇÃO ÀS DOENÇAS RENAIS - ABC da Saúde


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LEIA TAMBÉM
CÂNCER DE RIM É o tumor maligno mais comum de rim do adulto. É mais freqüente entre 50 e
70 anos. Os homens são afetados duas vezes mais do que as mulheres

INSUFICIÊNCIA RENAL AGUDA A insuficiência renal aguda deve ser evitada para que as lesões
renais não se tornem irreversíveis.
DOENÇA RENAL CRÔNICA Consiste em lesão renal e geralmente perda progressiva e irreversível
da função dos rins

Pressão arterial é a força com a qual o coração bombeia o


HIPERTENSÃO ARTERIAL (Pressão Alta)
sangue através dos vasos. É determinada pelo volume de sangue que sai do coração e a
resistência que ele encontra para circular no corpo

NEFRITE É o resultado de um processo inflamatório difuso dos glomérulos renais tendo por
base um fenômeno imunológico. É responsável por 50% das doenças renais.

INFECÇÃO URINÁRIA (Urologia)É a infecção bacteriana mais comum no ser humano sendo só
ultrapassada pela gripe de origem viral. Trata-se da presença de bactérias na urina. Essas
bactérias multiplicam-se com o passar do tempo, enquanto um tratamento adequado não é
instituído.

CÁLCULOS RENAIS O depósito organizado de sais minerais nos rins ou em qualquer parte do
aparelho urinário é o que se chama de cálculo urinário.

INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA É o resultado das lesões renais irreversíveis e progressivas


provocadas por doenças que tornam o rim incapaz de realizar as suas funções

ORIENTAÇÕES PARA PACIENTES COM INSUFICIÊNCIA RENAL Infelizmente, uma em cada 5.000
pessoas adoece dos rins por motivos diversos. Quando o rim adoece, ele não consegue
realizar as tarefas para as quais foi programado, tornando-se insuficiente.

RIM E DIABETE MELITO A doença renal no diabético se inicia pelo descontrole crônico da
glicemia. A hiperglicemia exagerada ultrapassa a capacidade do rim de poupar glicose,
permitindo perdê-la pela urina.

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Nefrologist
a explica os
perigos e
tratamento
s das
doenças
renais
Problema aumenta os riscos de doenças do coração,
vasculares, anemia, além de doenças ósseas
silenciosa 20/02/2014 | 17h18

Consumo excessivo de sal é uma das causas das doenças renais


As doenças renais surgem de forma silenciosa. Quando apresentam os sintomas, já
podem estar em estado avançado — quando os tratamentos possíveis são a diálise
ou um transplante de rim. O nefrologista Peter Fitzpatrick, diretor médico dos
Serviços de Diálises da Clínica Mayo, de Jacksonville, Flórida, explica a doença
renal e como é tratada.
Como a doença renal afeta o organismo?
A doença renal impacta o organismo de diversas maneiras. Especialmente quando
há uma liberação de proteínas na urina (proteinúria), ela aumenta os riscos de
desenvolvimento de cardiopatia coronariana. A doença renal também aumenta os
riscos de morte e, ainda, de complicações cardiovasculares durante uma cirurgia.
Pode ocorrer uma calcificação excessiva nas artérias, causando doença arterial
periférica e complicações de má circulação. É muito comum que pessoas com
doença renal tenham anemia. E a anemia pode levar a sintomas de fadiga e
dificuldades respiratórias, com o esforço físico, e também pode causar
insuficiência cardíaca congestiva. Pessoas com problemas nos rins podem
experimentar falta de apetite, náuseas, subnutrição e perda de massa muscular.
Como os rins exercem um papel importante no metabolismo da vitamina D e na
regulação dos níveis de fósforo e cálcio, os pacientes com insuficiência renal
também correm o risco de desenvolver doenças dos ossos, que podem resultar em
fraturas e dor óssea. O funcionamento da glândula endócrina também é afetado e
pode causar problemas à fertilidade, ao desempenho sexual e à função da tireoide.
O sistema nervoso pode ser afetado, levando a sintomas como entorpecimento nas
extremidades (neuropatia), confusão ou letargia.
Existem outros fatores de risco?
Além da hipertensão, o fator de risco mais comum para o desenvolvimento de
insuficiência renal é o diabetes. Frequentemente, o diabetes e a hipertensão
ocorrem juntos, aumentando muito o risco de desenvolver insuficiência renal. Com
a atual epidemia de obesidade, que estamos observando, a hipertensão e o
diabetes estão se tornando muito comuns. Outros fatores de risco incluem
distúrbios no sistema autoimune, tais como lúpus, uso prolongado de AINEs (anti-
inflamatórios não esteroides), histórico familiar de doença renal e baixo peso ao
nascimento.
Qual é a relação entre hipertensão arterial e insuficiência renal?
A hipertensão é uma das causas mais comuns de insuficiência renal e, uma vez que
a função do rim é reduzida, a hipertensão arterial pode ser mais difícil de
controlar. Assim, controlar a hipertensão arterial antes que resulte em perda da
função do rim é um aspecto importante da preservação da função dos rins.
Quais os testes de sangue e de urina disponíveis para detectar a doença
renal? Quem precisa fazer esses exames e com qual frequência?
Exames padrão de laboratório são usados para detectar doenças renais. Eles
incluem avaliação do nível de creatinina para a função dos rins. Outros exames são
a urinálise (exame físico, químico ou microscópico da urina) e o da relação
albumina/creatinina, para buscar marcadores de lesão dos rins, especificamente
proteínas e células sanguíneas na urina. Um ultrassom dos rins também pode ser
necessário, se forem encontradas anormalidades nos testes padrão de laboratório.
Pessoas com boa saúde, em geral, devem fazer exames de detecção a cada um ou
dois anos, como parte de seus exames médicos de rotina. Pessoas em risco de
desenvolver doença renal, como os diabéticos ou hipertensos, devem fazer esses
testes pelo menos uma vez por ano.
O que é diálise e qual é sua finalidade?
A diálise é uma terapia médica para tratar pessoas com insuficiência renal. A
diálise realiza algumas das funções dos rins normais, predominantemente a
eliminação de substâncias tóxicas do sangue e o excesso de líquidos no corpo.
Quantos tipos de diálises existem?
De uma maneira geral, há dois tipos de diálises. A hemodiálise é feita com uma
máquina de diálise que bombeia o sangue do paciente para um de dialisador, às
vezes chamado de rim artificial e, depois da filtragem, de volta para o corpo do
paciente. Outro tipo de diálise é chamado de diálise peritonial. A diálise peritonial
é feita com a infusão de um fluido especial de diálise no abdômen do paciente,
onde ele fica por algumas horas e, então, é drenado para fora e, em seguida, o
processo se repete com a infusão de mais fluídos. As substâncias tóxicas e o líquido
em excesso no organismo passam das membranas que estão no abdômen para o
fluído e, então, são removidos quando o fluido é drenado. Essa forma de diálise é a
mais feita em casa pelo paciente, mas também pode ser feita no hospital.
São eficazes?
Os dois tipos de diálise são muito eficazes para insuficiência renal. Pacientes que,
sem o tratamento, poderiam morrer de insuficiência renal podem continuar
vivendo de forma produtiva. É preciso deixar claro que a diálise não cura a doença
do rim, é apenas uma substituta para a função normal do órgão. Da mesma forma,
a diálise não trata qualquer dos outros problemas de saúde que o paciente possa
ter, tais como doenças cardíacas ou diabetes. De fato, a causa de morte mais
comum entre pacientes de diálise são as complicações de doenças cardíacas ou
vasculares.
Há efeitos colaterais nesse tratamento?
Sim. Os efeitos colaterais mais comuns da diálise são relacionados a problemas
com a remoção dos fluidos. Alguns pacientes podem experimentar quedas de
pressão arterial ao fazer uma diálise. Outros pacientes reclamam que se sentem
abatidos, fatigados ou excessivamente cansados depois do tratamento. Esses
efeitos colaterais tendem a ser menos comum na diálise peritonial. Outros efeitos
colaterais possíveis se devem a problemas como o de se conseguir acessar o fluxo
sanguíneo do paciente. Os acessos da diálise podem se tornar infectados ou
coagulados.
Quais são seus conselhos para os pacientes que fazem diálises?
Eu aconselharia a cada paciente de doença renal a discutir as opções de diálise
com um nefrologista antes de realmente precisar da diálise. Essa discussão deveria
se dar em um período de, pelo menos, nove a 12 meses antes de a diálise se tornar
necessária. Os pacientes precisam decidir se querem fazer hemodiálise ou diálise
peritonial ou, ainda, se um transplante pode ser a melhor opção para eles. Se a
hemodiálise for escolhida, eu recomendaria muito a realização de uma fístula para
acesso à diálise. Uma fístula precisa ser criada por um cirurgião vascular, que irá
conectar, cirurgicamente, uma artéria a uma veia no braço do paciente, para criar
um vaso de alto fluxo. A fístula é a forma mais confiável e sem problemas de criar
um acesso para a hemodiálise.
Uma vez iniciada a diálise é muito importante que o paciente aceite restrições
alimentares e à ingestão de líquidos. A maioria dos problemas com remoção de
líquidos é causada pelo fato de o paciente comer muito sal e beber muito líquido.
Eu recomendaria aos pacientes de diálise trabalhar de perto com nutricionista
especializado, porque ele pode otimizar a dieta e ajudá-los a se manter o mais
saudável possível.
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O rim é um órgão localizado na porção posterior do abdômen, paralelamente


à coluna vertebral. A maioria de nós possui dois rins, um em cada lado da
coluna, mas há pessoas que nascem apenas com um.
Os rins são órgãos essenciais à vida, sendo responsáveis por diversas
funções, entre elas, filtragem do sangue, controle dos níveis de eletrólitos
(sódio, potássio, cálcio, fósforo, magnésio…), da pressão arterial, da
quantidade de água do corpo, estimulo à produção de glóbulos vermelhos,
produção de vitamina D, etc.
Muitas doenças dos rins apresentam pouco ou nenhum sintoma nas suas
fases iniciais. Boa parte dos pacientes só descobre ser portador de doença
renal em estágios avançados, quando já não há muito o que fazer para
salvar a função dos rins.
A melhor maneira de se identificar precocemente as doenças renais é
através de exames de sangue e urina. A dosagem da creatinina sanguínea
nos permite calcular a taxa de filtração sanguínea dos rins, enquanto que o
exame simples de urina, chamado de Urina 1 ou EAS, pode identificar a
presença de sangue, proteínas, glicose ou outras substâncias que apontam
para uma possível doença renal.
Para saber mais sobre esses dois exames, leia:
- CREATININA e UREIA
- EXAME DE URINA | Leucócitos, nitritos, hemoglobina…
O grande problema é que, apesar de serem exames baratos e amplamente
disponíveis para a população, o desconhecimento dos sintomas que indicam
doenças renais faz com que boa parte das pessoas não procurem
atendimento médico para avaliação dos seus rins.
Portanto, a seguir vamos falar de dez sinais e sintomas comuns das doenças
dos rins. Se você reconhecer qualquer um desses sintomas, procure um
médico para fazer uma avaliação dos rins.

Sinais e sintomas de doenças renais


Sintomas dos rins #1 – Sangue na urina (hematúria)
Hematúria é o nome que damos à presença de sangue na urina, seja ela
visível a olho nu ou apenas detectável em análises de urina.
A presença de sangue visível na urina recebe o nome de hematúria
macroscópica. Urinar sangue costuma assustar os pacientes, pois é senso
comum que este é um sinal de que há algo errado nas vias urinárias.
Dificilmente uma pessoa com sangue na urina não toma a iniciativa de
procurar atendimento médico.
O grande problema é quando a perda de sangue é imperceptível. A
hematúria microscópica é aquela que só é identificada através de exames de
urina. Este tipo de sangramento na urina pode passar despercebido por
anos, já que não é detectável a olho nu.
A presença de sangue na urina, seja visível ou não, pode ser causada por
várias doenças, entre elas:
- Câncer renal.
- Câncer de bexiga.
- Câncer de próstata (leia: CÂNCER DE PRÓSTATA | Sintomas e tratamento).
- Cálculo renal (leia: CÁLCULO RENAL | PEDRA NOS RINS | Sintomas da cólica
renal).
- Infecção urinária (leia: INFECÇÃO URINÁRIA | CISTITE).
- Hiperplasia benigna da próstata (leia: HIPERPLASIA PROSTÁTICA BENIGNA |
Sintomas e tratamento).
- Doenças do glomérulo (leia: GLOMERULONEFRITE | O que é, sintomas e
tratamento).
- Anemia falciforme.
- Doença policística renal (leia: RINS POLICÍSTICOS | Doença policística
renal).
- Trauma renal.
- Medicamentos.
- Tuberculose urinária (leia: TUBERCULOSE | Sintomas e tratamento).
- Esforço físico.
- Excesso de cálcio na urina.
- Endometriose (leia: ENDOMETRIOSE | Sintomas e tratamento).
Para saber mais detalhes sobre hematúria, leia: HEMATÚRIA | URINA COM
SANGUE
Sintomas dos rins #2 – Urina espumosa
É perfeitamente normal que surja um pouco de espuma no vaso sanitário
quando urinamos devido ao turbilhonamento do jato de urina na água.
Entretanto, se você notar uma mudança no padrão da espuma da urina,
principalmente se houver aumento na quantidade e no tempo que ela leva
para desaparecer, isso pode indicar doença dos rins.
O aumento da espuma costuma surgir quando há perda de proteínas na
urina, uma alteração chamada de proteinúria. A proteinuria é um sinal de
doença renal e costuma surgir nas seguintes doenças:
- Diabetes Mellitus (leia: DIAGNÓSTICO E SINTOMAS DO DIABETES
MELLITUS).
- Lúpus (leia: LÚPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO).
- Doenças do glomérulo (leia: GLOMERULONEFRITE | O que é, sintomas e
tratamento).
- AIDS (leia: SINTOMAS DO HIV E AIDS (SIDA)).
- Eclâmpsia (leia: ECLÂMPSIA E PRÉ-ECLÂMPSIA).
- Obesidade (leia: OBESIDADE E SÍNDROME METABÓLICA).
- Hipertensão arterial (leia: HIPERTENSÃO ARTERIAL | Sintomas e
tratamento).
- Mieloma múltiplo (MIELOMA MÚLTIPLO | Sintomas e tratamento).
Para saber mais detalhes sobre proteinúria, leia: PROTEINÚRIA, URINA
ESPUMOSA E SÍNDROME NEFRÓTICA.
Sintomas dos rins #3 – Edemas (inchaços)
Os rins são os órgãos que controlam o volume de água e sódio (sal) em
nosso organismo. Na insuficiência renal em fases avançadas há uma redução
da eliminação de sódio pelos rins e acúmulo de água, o que leva à formação
de edemas (leia: INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA | Sintomas e tratamento).
Os edemas também ocorrem quando há grandes perdas de proteínas na
urina, um quadro chamado de síndrome nefrótica.
Os inchaços costumam surgir nos pés e tornozelos, subindo em direção às
coxas conforme a doença progride. Em casos mais graves, pode haver
retenção de líquidos nos pulmões, o que pode levar a um quadro chamado
de edema agudo do pulmão.
Para saber mais detalhes sobre doenças que causam edema, leia: INCHAÇOS
E EDEMAS | Causas e tratamento.
Sintomas dos rins #4 – Hipertensão
A retenção de sódio e água não provoca só edemas, mas também leva à
hipertensão arterial. Tanto a insuficiência renal crônica quanto as
glomerulonefrites frequentemente cursam com elevação da pressão arterial.
É sempre bom lembrar que a hipertensão arterial é uma das doenças mais
comuns na população e que mais de 95% dos pacientes com hipertensão
não apresentam doença renal. Deve-se suspeitar de doença dos rins no
paciente que desenvolve hipertensão subitamente, geralmente associada a
um ou mais dos sinais e sintomas descritos neste texto. Pacientes cuja a
hipertensão arterial sempre foi bem controlada com medicamento, mas que
de repente apresentam piora da mesma, também devem ser investigados
para doença renal.
Outra causa de hipertensão de origem renal é uma doença chamada
estenose da artéria renal, que nada mais é do que uma obstrução parcial da
artéria renal, responsável por levar sangue ao rins.
Para saber mais sobre doenças que podem levar à hipertensão arterial, leia:
CAUSAS DE HIPERTENSÃO ARTERIAL (PRESSÃO ALTA).
Sintomas dos rins #5 – Anemia
O rins produzem um hormônio chamado eritropoietina, que é responsável
por estimular a medula óssea a produzir hemácias (glóbulos vermelhos).
Quando a função renal fica comprometida, como em fases avançadas da
insuficiência renal crônica, há uma queda na produção de eritropoietina,
fazendo com que o paciente desenvolva anemia.
Para saber mais sobre anemia, leia: ANEMIA | Sintomas e causas
Sintomas dos rins #6 – Cansaço
O cansaço na insuficiência renal pode ter várias causas. A mais comum é a
presença da anemia, explicada acima. Porém, o acúmulo de toxinas no
organismo, assim como o aumento da acidez no sangue (chamado de
acidose), também podem causar inapetência.
O paciente insuficiente renal crônico em fases avançadas cansa-se com
facilidade e tem pouco ânimo. Se o paciente for idoso, o mesmo pode torna-
se apático.
A retenção de líquidos nos pulmões citada no item 3. também pode causar
cansaço e falta de ar.
Para saber mais sobre causas de cansaço, leia: CANSAÇO | FADIGA |
Principais causas
Sintomas dos rins #7 – Perda do apetite, náuseas e vômitos
Do mesmo modo que o aumento da acidez e a retenção de toxinas no
sangue causam cansaço, eles também são responsáveis pela perda de
apetite. Em fases avançadas, a insuficiência renal faz com o paciente
apresente um gosto metálico na boca e um hálito ruim. É comum o paciente
não tolerar mais carnes e começar a emagrecer por desnutrição.
Náuseas e vômitos, principalmente na parte da manhã, também podem ser
um sinal de doença renal terminal.
Quando o paciente insuficiente renal apresenta os sintomas descritos acima,
o médico nefrologista costuma indicar o início da hemodiálise (leia:
HEMODIÁLISE | Como funciona, cateter e fístulas).
Sintomas dos rins #8 – Dor nas costas ou dor nos rins
É muito comum o pacientes, principalmente os mais idosos, associarem uma
dor na região lombar com uma possível doença renal. Na verdade, a maioria
das doenças renais, incluindo a insuficiência renal crônica, não causa dor nas
costas. Dor lombar é na imensa maioria dos casos causada por problemas
osteoarticulares da coluna.
Existem, porém, algumas exceções. A presença de uma pedra em um dos
rins ou nas vias urinárias pode causar uma intensa dor lombar, que costuma
irradiar para virilha. A dor lombar do cálculo renal é excruciante e não tem
relação com movimentos do tronco. Essa característica é importante para
distingui-la das dores de coluna que não costumam ser tão intensas e
pioram quando o paciente move o tronco.
Outra causa de dor lombar de origem renal é a infecção urinária,
principalmente a pielonefrite (leia: PIELONEFRITE | INFECÇÃO URINÁRIA |
Sintomas e tratamento).
A doença policística renal também pode causar dor lombar, devido a cistos
gigantes que comprimem estruturas adjacentes. O sangramento, rutura ou
infecção de um cisto também costuma causar dor.
Para saber mais sobre dor nos rins, leia: DOR NOS RINS
Sintomas dos rins #9 – Acordar a noite para urinar
Acordar durante a noite para urinar é um sintoma muito comum de doenças
da próstata (leia: SINTOMAS DA PRÓSTATA), todavia, também pode ser um
sinal inicial de doença renal.
Quando a insuficiência renal crônica começa a progredir, o rim começa a
perder capacidade de concentrar a urina. É fácil notar que a primeira urina
da manhã é sempre mais concentrada, pois como ficamos várias horas sem
ingerir líquidos, o rim reduz a eliminação de água na urina durante a noite.
Os pacientes com doença renal perdem essa capacidade de concentrar a
urina e acabam precisando interromper o sono para urinar.
Sintomas dos rins #10 – Ausência de urina
A maioria das pessoas acha que urinar é um sinal inequívoco de saúde dos
rins. O raciocínio é simples: se eu urino é porque meus rins funcionam bem.
Isto é um equívoco. Na urina há muito mais do que água e é impossível a
olho nu saber se as toxinas do corpo estão sendo eliminadas pelo rins.
Urinar significa apenas que os rins ainda conseguem excretar água. Na
verdade, a maioria dos pacientes com insuficiência renal crônica avançada
que precisa iniciar hemodiálise ainda urina pelo menos um litro por dia. A
maioria destes só deixa de urinar um ou dois anos depois de terem iniciado
programa regular de hemodiálise. Portanto, urinar, mesmo grandes volumes,
não é uma garantia de que os rins estejam saudáveis.
A interrupção da urina ocorre geralmente por obstrução das vias urinárias,
como nas doenças da próstata. Algumas glomerulonefrites cursam com
insuficiência renal aguda, causando uma redução rápida do volume de urina
(leia:INSUFICIÊNCIA RENAL AGUDA | Sintomas e tratamento).

Leia o texto original no site [Link]úde: 10 SINTOMAS DOS RINS - [Link]úde


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AVISO: Ao reproduzir este texto, favor não retirar os links do mesmo.
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A doença policística renal do adulto (chamada em Portugal de doença
poliquística renal) é, como o próprio nome diz, uma doença caracterizada
pelo crescimento de múltiplos cistos nos rins ao longo da vida adulta.
Neste texto vamos abordar os seguintes pontos sobre a doença policística
renal:

● Causas da doença policística renal.

● Sintomas dos rins policísticos.

● Relação entre rins policísticos e câncer

● Diagnóstico de rins policístico.

● Tratamento da doença policística renal
O que causa os rins policísticos?
A doença policística renal tem origem genética. É uma doença autossômica
dominante, ou seja, se um dos seus pais tem rins policísticos, a sua chance
de ter os genes defeituosos também é de 50%.
Todavia, não basta ter os genes da doença policística renal para que os
cistos comecem a se proliferar descontroladamente. Os rins policísticos se
manifestam de forma muito distinta entre cada indivíduo, sugerindo que
fatores ambientas ainda não reconhecidos possam também ser importantes
para o grau de progressão da doença.
85% dos pacientes com rins policísticos têm uma mutação no gene chamado
PKD1. Os restantes 15% herdam a mutação no gene chamado PKD2. A
mutação do PKD1 costuma provocar uma doença mais agressiva, com maior
e mais rápido crescimento dos cistos nos rins. Este grupo costuma perder a
função completa dos rins ao redor dos 55 anos de idade. A doença policística
renal causada pela mutação no PKD2 é mais branda e de progressão mais
lenta. Estes pacientes acabam só precisando de hemodiálise depois dos 70
anos de idade. Muitos falacem por outras doenças sem nem sequer terem
tomado conhecimento de que tinham uma doença nos rins.
A doença policística renal acomete, em média, 1 a cada 1000 pessoas. É,
portanto, uma doença muito comum. Atualmente, cerca de 5% dos pacientes
que entram em hemodiálise, o fazem devido à insuficiência renal crônica
causada pela doença policística renal (leia: O QUE É HEMODIÁLISE).
Sintomas dos rins policísticos
A doença policística renal costuma progredir de forma silenciosa por
décadas, só provocando sintomas em fases tardias. Os cistos em si não
causam sintomas até estarem bem grandes, quando, eventualmente, podem
causar dor ou se romperem.
A maioria das pessoas descobre a doença por acaso, em exames de rotina
como o ultrassom abdominal, que podem facilmente identificar a existência
de múltiplos cistos nos rins. Pacientes com rins policísticos também podem
desenvolver cistos em outros órgãos, como fígado e o pâncreas. Nestes,
porém, os cistos não costuma causar maiores problemas.
Os dois sintomas mais comuns dos rins policísticos são a dor lombar e
sangramento na urina (HEMATÚRIA | URINA COM SANGUE), que surgem em
cerca de 50% dos casos.
A doença policística renal também pode provocar:
- Hipertensão arterial (leia: HIPERTENSÃO ARTERIAL | Sintomas e
tratamento).
- Cálculo renal (leia: CÁLCULO RENAL | Causas e sintomas).
- Perda de proteínas na urina (leia: PROTEINÚRIA, URINA ESPUMOSA E
SÍNDROME NEFRÓTICA).
- Insuficiência renal crônica (leia: INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA).
- Infecção urinária (leia: INFECÇÃO URINÁRIA | Pielonefrite).
- Aneurisma cerebral (leia: ANEURISMA CEREBRAL | Sintomas e tratamento).
A insuficiência renal crônica é a complicação mais temida dos rins
policísticos, pois costuma levar à hemodiálise. A insuficiência renal é uma
doença de progressão lenta e começa a ser detectável quando os cistos já
são tão numerosos e grandes, que ocupam o lugar do tecido renal normal.
Os cistos começam a comprimir o tecido renal sadio, destruindo-o com o
passar do tempo.
A insuficiência renal crônica pode ser detectada através da dosagem da
creatinina sanguínea (leia: CREATININA e UREIA). Todo paciente com rins
policísticos deve ter sua creatinina dosada pelo menos uma vez por ano.
Além da creatinina, outro modo de se prever a evolução da doença é através
da medição anual do volume renal pela ressonância magnética. Rins com
volumes maiores que 1,5 litros apresentam pior prognóstico, assim como
aqueles que apresentam rápido crescimento dos cistos de um ano para o
outro.
Em relação ao aneurisma cerebral, cerca de 5 a 10% dos pacientes com rins
policísticos tem este problema. O risco é maior se também houver na família
algum caso de aneurisma cerebral.
Rins policísticos e câncer do rim
Ao contrário do que se costuma pensar, na doença policística não há um
maior risco de desenvolver câncer do rim ou de qualquer outro órgão que
também venha a ter cistos. O problema é que quando ocorre um câncer no
rim é muito difícil identificá-lo no meio de tantos cistos. Os cistos não viram
câncer, mas podem acabar escondendo-o, principalmente porque alguns
cânceres podem também ter um aspecto de cisto. O ultrassom feito por um
bom radiologista costuma conseguir diferenciá-los com facilidade. Quando
há dúvidas, o médico pode solicitar uma tomografia computadorizada ou
uma ressonância magnética.
Diferenças entre rins policísticos e cisto nos rins.
Possuir alguns cistos isoladamente, principalmente após os 50 anos de
idade, não é um sinal de doença e não costuma provocar nenhuma
repercussão clínica, diferentemente da doença policística, que pode levar à
lesão dos rins e insuficiência renal crônica. É comum encontrarmos 1 ou 2
cistos nos rins de pessoas mais velhas, sem que isso tenha qualquer
relevância clínica. (leia: CISTO RENAL | Significado, riscos e sintomas).
Ao contrário dos cistos simples, que costumam aparecer em pessoas acima
de 50 anos, a doença policística renal inicia-se ainda quando jovem, com o
aparecimento de múltiplos pequenos cistos (às vezes tão pequenos que
podem inicialmente passar despercebidos pelo ultrassom), que vão
crescendo e se multiplicando lentamente ao longo dos anos.
Critérios e diagnóstico de rins policístico:
Para facilitar a distinção entre doença policística renal em fases iniciais e
cistos simples, estabeleceu-se alguns critérios diagnósticos:
- Para indivíduos até os 30 anos é normal ter até 1 cisto em cada rim.
- Para indivíduos entre 30 e 60 anos é normal ter até 2 cistos em cada rim.
- Para indivíduos a partir dos 60 anos é normal ter até 4 cistos em cada rim.
Se o paciente tiver mais cistos do que o normal e houver história familiar
positiva para rins policísticos, o diagnóstico de doença policística renal está
feito. Se não houver parentes com rins policísticos, o próximo passo é a
realização de tomografia computadorizada ou ressonância magnética,
exames que conseguem detectar cistos ainda muito pequenos, que podem
passar despercebidos pelo ultrassom. Outra opção é realizar a investigação
genética através do sangue, procurando identificar do genes PKD1 ou PKD2
mutantes, causadores da doença. Essa pesquisa genética, todavia, ainda é
cara e não está disponível em todos os laboratórios.
Quando se faz o diagnóstico de doença renal policística é importante
investigar os familiares de 1º grau maiores que 18 anos, para descobrir
outros casos silenciosos precocemente.
Tratamento da doença policística renal
Infelizmente ainda não há cura nem tratamento eficaz contra a doença. O
que se faz é tentar retardar o crescimento dos cistos e a evolução para
insuficiência renal terminal. O passo mais importante é o controle da pressão
arterial. Quanto mais alta for a pressão, mais rápido a doença se desenvolve.
O ideal é mantê-la abaixo de 130 x 80 mmHg.
Os medicamentos mais indicados para tratar hipertensão na doença
policística renal são os inibidores da ECA (captopril, enalapril, ramipril,
lisinopril…) ou antagonistas da angiotensina 2 (losartan, telmisartana,
candesartan, irbesartan…) (leia: TRATAMENTO DA HIPERTENSÃO | Captopril,
Losartan, Enalapril). Se não houver contra-indicações, deve-se dar
preferência a este grupo de anti-hipertensivos.
Parece que beber bastante líquido retarda a progressão dos cistos, pois a
desidratação seria um fator de estímulo ao crescimento dos cistos. Não
adianta exagerar. Basta beber o suficiente para que a urina fique bem
clarinha. O importante é evitar aquela urina bem amarelada e com odor forte
(leia: URINA COM CHEIRO FORTE E MAL CHEIROSA). Em geral, 2 litros por dia
conseguem esse objetivo.
Alguns trabalhos mostram que o consumo de cafeína também pode acelerar
o crescimento dos cistos. Por isso, até que se prove sua segurança,
aconselhamos os pacientes a evitar alimentos e bebidas ricos em cafeína.
Existem atualmente dois medicamentos sendo mais estudados para o
tratamento da doença policística renal. Um deles é Tolvaptan, um inibidor
dos receptores da vasopressina (hormônio antidiurético). O outro é a
Rapamicina (Sirolimus) um imunossupressor muito usado no transplante
renal. Ambos aprestam bons resultados preliminares, mas ainda não há
estudos definitivos que comprovem sua eficácia e segurança em humanos
com rins policísticos.
Nos pacientes que desenvolvem insuficiência renal crônica terminal há duas
opções: hemodiálise ou transplante renal.

Leia o texto original no site [Link]úde: RINS POLICÍSTICOS | Doença


policística renal - [Link]úde [Link]
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AVISO: Ao reproduzir este texto, favor não retirar os links do mesmo.

CANCER DE RIM

Consumo excessivo de sal é uma das causas das doençasComo funciona o rim?

O rim é um órgão duplo localizado na região frontal do abdômen e atrás do peritônio (uma membrana com duas
camadas que recobrem partes dos órgãos intestinais com a função de impedir infecções e armazenar gordura e
diminuir). Ambos posicionam-se abaixo da coluna, sendo o direito abaixo do fígado e o esquerdo abaixo do baço.
Há várias funções em que o Rim consegue atuar: filtrar as irregularidades no sangue (como a uréia, e creatina,
excretando-as pela água e urina), equilibrar o nível de acidez no sangue, produzir hormônios (que estimulam a
pressão arterial e a produção de hemácias no sangue) e regular a quantidade de água presente no organismo.

Como é o câncer de rim?

Como os rins encontram-se numa região pouco aparente do abdômen (chamada de retroperitôneo), seus sintomas
demoram a surgir na fase inicial e o desenvolvimento da doença é lento. Grande parte dos tumores renais (de 40% a
60%) são descobertos incidentalmente através de exames solicitados para analisar outros problemas - como dor nas
costas e na região abdominal. Apenas 10% dos pacientes apresentam os sintomas comuns ao câncer de rim
quando se tem um desenvolvimento tumoral aparente: dor nas costas, sangramento na urina e palpação do tumor
no abdômen.

Ao realizar o diagnóstico, cerca de 1/3 dos pacientes já apresentam metástases que afetam órgãos à distância como
pulmões, ossos, fígado e outros. Em outros números, cerca de 54% dos tumores renais estão ligados ao rim, 20%
apresentam um avanço localizado e 25% apresentam metástases da doença.
No caso do câncer renal, o tamanho dos tumores é um fator de risco de gravidade da doença, logo, o quanto antes
diagnosticado, maior a chance de cura do paciente. Os tumores com tamanhos menores que 3 ou 4 centímetros de
diâmetro têm bom prognóstico, quando comparado com tumores de dimensões maiores.

Indivíduos entre 50 e 70 anos de idade são considerados um grupo de risco para o desenvolvimento de um câncer
de rim. O tumor renal representa de 2 a 3% de todas as neoplasias malignas no mundo e de acordo com o Instituto
Nacional de Câncer, há uma estimativa que a incidência na população brasileira, seja de 7 a 10 casos por 100 mil
habitantes/ano.

No Hospital de Câncer de Barretos, no ano de 2009, foram registrados 116 casos de câncer de rim, sendo 72
incidências em homens e 44 delas em mulheres.
renais

PREVENÇÃO, DETECTAÇÃO E FATORES DE RISCO PARA O CANCER DE RIM

Quais são as formas de prevenção ao câncer de rim?

Não fumar
Praticar atividade física
Controle do Índice de Massa Corpórea (peso)

Quais são os fatores de risco para desenvolver o câncer no rim?

Fumantes
Idosos tabagistas do sexo masculino representam um grupo com maior risco para desenvolvimento do câncer renal.

Uso de Diuréticos
Mulheres em uso de diuréticos são consideradas um grupo de risco para tumores renais.

Alto Índice de Massa Corpórea (IMC)


Fator de risco para ambos os sexos

Hipertensão arterial
Fator de risco para ambos os sexos

Pacientes com hemodiálise


Quem realiza hemodiálise (processo artificial de filtragem das impurezas do sangue) tem de 5 a 20 vezes mais
chance de desenvolver os tumores renais do que a população em geral.

Existem doenças genéticas que se tornam fatores de risco?


Entre as doenças genéticas que se tornam fatores de risco para o câncer de rim é possível citar duas:

Esclerose tuberculosa ou complexo esclerose tuberculosa (TSC):

Doença degenerativa que causa o aparecimento de tumores benignos em vários órgãos, como o cérebro, os rins,
coração, olhos, pulmões e a [Link] outros sintomas, estão também o desenvolvimento mental tardio,
anormalidades na pele, problemas de comportamento e doença nos pulmões e rins.

Doença de Von Hippel-Landau:


Doença genética que causa o aparecimento de vários tumores em áreas especificamente irrigadas com sangue. A
enfermidade aparece entre a terceira e a quarta década de vida, podendo gerar carcinomas renais de células claras
(RCC) e outros problemas adrenais, pancreáticas e escrotais.

TIPOS DE TUMORES RENAIS

Quais tipos de tumores renais existem?


O câncer de rim pode se distribuir em cinco tipos principais de neoplasias:

Carcinoma Renal de Células Claras (70 a 90% dos casos)


Também conhecido como RCC (Renal Cell Carcinoma) é o tipo de câncer mais comum originado geralmente no
tubo (tubo contorcido proximal) responsável por filtrar as impurezas do sangue. O Carcinoma de Células Claras
raramente afeta os dois rins simultaneamente.

Carcinoma Papilar (10 a 15% dos casos)


O segundo tipo de tumor mais comum relacionado ao rim, é pequeno e pouco palpável. Tem a possibilidade de
bloquear a urina, obstrução das vias urinárias e causar dor.

Carcinoma Renal Cromófobo ( 4 a 5% dos casos)


São células cancerígenas que levam esse nome por não aparecer nos exames sem cor alguma, apenas reagindo a
corantes em azul escuro ou roxo.

Ductos Coletores (1%)


É tipo de câncer raro que se origina em uma das estruturas do rim, chamado Tubo de Bellini.

Sarcomatóides (1%)
Trata-se de um tumor também raro, mas agressivo, com características bem similares as do Carcinoma Renal de
Células Claras.

SINTOMAS E DIAGNOSTICO

Quais são os sintomas do câncer de rim?

O tumor renal possui manifestações diversas chamadas síndromes paraneoplásicas, causadas pela produção de
substâncias semelhantes a hormônios e enzimas do corpo humano. Ocorre em até 20% dos indivíduos portadores
de câncer renal e as alterações mais freqüentes são:

Sangue na urina (hematúria)


Dor Abdominal:
Dor Lombar
Além desses sintomas, o tumor renal tem manifestações diversas, realizada pela produção de substâncias
semelhantes a hormônios chamadas de síndromes paraneoplásicas. Essas reações ocorrem em até 20% dos
indivíduos que são portadores de câncer renal:

Hipertensão arterial

Alterações do fígado

Elevação dos níveis cálcio sanguíneo

Aumento do volume/tamanho das mamas

Alterações hormonais

Síndrome de Cushing – Essa síndrome é caracterizada pelo excesso da cortisona (um dos hormônios produzidos
pela glândula supra-renal) tendo sintomas como insônia, sede e fome exagerada, pele fina, gordura depositada no
rosto, atrás do pescoço e no tronco.

Como é o diagnóstico do câncer de rim?

Ultrassom: O diagnóstico de ultrassom é realizado através de exames de imagem do abdômen. Na presença de


nódulo ou massa renal visualizados ao utltrassom, é obrigatória a realização de uma tomografia computadorizada.
Essa técnica é bastante confiável para sugerir se o tumor é maligno ou benigno.

Ressonância nuclear magnética: Esse exame é raramente utilizado na avaliação dos tumores, sendo utilizadas
para verificar alterações vasculares e cistos renais complexos, por exemplo.

Tomografia computadorizada do tórax: Atécnica de tomografia computadorizada é bastante útil para verificar o
estadiamento da doença (extensão para outros órgãos) e checar as metástases pulmonares.

Cintilografia óssea: Avaliação de metástases ósseas.

Biópsia: A realização de uma biópsia antes da retirada do tumor, também conhecida como biópsia pré-renal.

TRATAMENTO

Como é o tratamento para o câncer de rim?

O tratamento ideal do câncer de rim deve ser realizado com um planejamento preciso, adequado ao tipo de câncer e
a condição de saúde do paciente. Veja abaixo alguns dos métodos:

Nefrectomia Radical: A principal forma de tratamento definitivo para o câncer de rim era a nefrectomia radical: uma
cirurgia responsável pela retirada do rim, a glândula adrenal, seus revestimentos e os linfonodos regionais.
Gradualmente, essa técnica tem sido substituída pela retirada do tumor com preservação da restante do órgão
(procedimento conhecido nefrectomia parcial). A técnica tem sido eficiente principalmente em tumores menores que
4 cm, mas não exclui a possibilidade de ser utilizada em tumores maiores – desde que o procedimento seja
compatível com o formato do tumor.
Nefrectomia Radical Laparoscópica: Esse método é tão efetivo quanto as cirurgias abertas e possui a vantagem
se ser um procedimento menos invasivo, com menos danos estéticos ao corpo, menor tempo de interação e menor
chance de infecção. No entanto, a cirurgia laparoscópica com nefrectomia parcial, é restrita a uma série de casos em
que sua utilização pode gerar complicações ainda maiores que a cirurgia aberta.

Outros métodos: Há também métodos novos de tratamento de rim, como a crioterapia (destruição tumoral através
do congelamento) ou a radiofreqüência (que realiza o mesmo procedimento, mas através de ondas de calor). Ambos
são métodos minimamente invasivos, realizados com a utilização de agulhas e indicados em situações especiais.

Diferentemente de outros cânceres, o tumor renal caracteriza-se pela baixa resposta á quimioterapia e à radioterapia
após a cirurgia. Como alternativa, utiliza-se a Imunoterapia com Interferom ou Interleucina: um método que
apresenta resposta alta, mas também possui um alto índice de toxidade.

Há também as drogas inibidoras da Angiogênese (crescimento dos vasos sanguíneos a partir de outros): um método
adotado para pacientes com metástases à distância, fazendo com bloqueio de crescimento de novos vasos, realize
o controle e a regressão da doença.

Porque o câncer renal é mais freqüente em homens do que mulheres?

Isso ocorre devido a presença de hormônios femininos (como o estrógeno) que resultam em proteção frente ao risco
do câncer renal. Mulheres que utilizam anticoncepcionais orais apresentam proteção, mas somente para indivíduos
fumantes. Outro fator que corrobora é a estimativa de que entre o número de obesos e tabagistas da população em
geral, o número de homens é maior do que os das mulheres.

Como ocorre o estadiamento do câncer de rim?

Como foi mencionado anteriormente, o câncer de rim tem sua evolução de forma lenta e, muitas vezes, descobre-se
seu desenvolvimento em um estágio avançado. Leia abaixo os estádios do câncer de rim.

Estádio I - Tumor restrito ao rim, sem invasão da cápsula renal.

Estádio II - Tumor que invade a cápsula e a gordura peri-renal.

Estádio III Tumor nos estádios 1 e 2 e possibilidade deinvasão na cápsula e a gordura peri-renal

Estádio IIIa - Invasão da veia renal ou cava

Estádio IIIb - Metástases em glânglios linfáticos retroperitoneais

Estádio IV - Tumor com metástases hermatogênicas

Prognóstico

Como viver após o câncer renal?


O câncer no rim causa grande desgaste aos pacientes, devido a
sintomas como o cansaço constante, e devido também a técnicas de
tratamento, que pode remover ou destruir o câncer, além de abalar o
psicológico e o emocional. Após a remoção do tumor, a angustia acaba não
cessando, pois a preocupação com uma recidiva ou metástase permanece
constantes, o que se torna um sentimento comum entre os pacientes. Devido a
isso, adquirir um novo modo de vida é fundamental.

Acompanhamento:

Após o término do tratamento o paciente deve manter constante


acompanhamento médico, devido a possibilidades de retorno do tumor.
Nas consultas o médico tem que obter o histórico do paciente, examina-lo e
possuir todas as informações sobre qualquer sintoma, além de haver a
possibilidade de pedido de alguns exames.

Mudança na rotina:

De uma forma ou de outra o paciente deve mudar sua rotina, se não for
para aumentar as perspectivas de vida, ele deve fazer isso pelo menos para
sentir-se bem.
O ideal para sentir-se melhor após passar por um conturbado período,
como o tratamento do câncer, é manter uma vida menos sedentária com
práticas de exercícios, por mais que se sinta cansado, o que é um sintoma
comum se tratando do câncer de rim; possuir uma boa alimentação com
alimentos mais saudáveis, e consultar um nutricionista, se necessário; não fazer
muita ingestão de álcool; parar de fumar; não se estressar com grande facilidade;
entre outras coisas, além de consultar um médico sempre que necessário.

Fonte:
[Link]
de-rim/1531/242/
Quais são as formar de prevenção?

Para se prevenir do câncer de rim, a receita é a mesma que a de quase


qualquer doença: hábitos saudáveis. Não fumar, praticar uma atividade física, o
controle do peso e uma alimentação balanceada, com pouca gordura. Pacientes
de hemodiálise, portadores de hipertensão arterial, fumantes e pessoas com
Índice de Massa Corpórea (IMC) acima da média estão no grupo de risco do
desenvolvimento do câncer de rim e devem redobrar os cuidados.

Você não pode mudar o fato de você ter tido câncer, mas pode mudar o
seu modo de vida. Faça escolhas saudáveis, sinta-se bem, reveja seus
objetivos, encare a vida de uma nova forma.

Faça Escolhas Saudáveis

O diagnóstico de câncer faz com que a maioria dos pacientes passe a


ver a vida sob outra perspectiva. Muitos começam a se preocupar com
a saúde, tentam alimentar-se melhor, levar uma vida menos sedentária,
tentam maneirar no álcool ou param de fumar.
Não se estresse com pequenas coisas. É o momento de reavaliar a vida e
fazer mudanças. Se preocupe com sua saúde.

Alimente-se Bem

Tente não se preocupar com a mudança no paladar ou o possível ganho de


peso devido ao tratamento. Se você tem dificuldades para se alimentar,
procure mudar seus hábitos alimentares. Coma menos e mais vezes por dia. As
coisas tendem a melhorar com o tempo. Se você sentir necessidade procure um
nutricionista.

Uma das melhores coisas a se fazer agora é reorganizar seus hábitos


alimentares. Opte por alimentos mais saudáveis e tente manter um peso
adequado. Você se surpreenderá com os benefícios que isso irá lhe trazer.

Exercícios, Cansaço e Repouso

A sensação de estar sempre cansado pode ser comum após o


tratamento. Porém é um tipo de cansaço diferente, que não melhora
após um período de descanso. É uma espécie de fadiga e uma das maneiras de
reduzir essa sensação é justamente buscar se exercitar, mesmo sendo difícil.
Comece aos poucos, no seu ritmo, e vá aumentando os exercícios conforme vá se
sentindo com mais disposição. Converse com seu médico sobre o melhor momento
para iniciar a prática de exercícios, pode também consultar com um
fisioterapeuta especializado que poderá lhe orientar de maneira
adequada.

Benefícios das atividades físicas:

Melhora o condicionamento cardiovascular.

Aliado a uma boa dieta, ajuda na perda de peso.

Melhora a musculatura.

Reduz a fadiga.

Pode diminuir a ansiedade e depressão.

Pode fazer com que você se sinta mais feliz e melhor consigo mesmo.

Reduz as chances de um novo câncer.

Recidiva

A maioria dos pacientes quer saber o que podem fazer para diminuir ou
até mesmo evitar que a doença volte. Embora estas mudanças possam
ajudar nessa prevenção, não há como garantir a sua eficácia. No
entanto, pode ser interessante tomar algumas medidas que podem ajudar
a reduzir esse risco.

Parar de fumar é uma das coisas que ajudam não só a evitar o risco de
um novo câncer, como, também, aumentar o tempo de vida, mesmo
daqueles que já tem metástase. Se preocupar com a alimentação
também é válido.

Fonte:
[Link]
de-rim/1531/242/
[Link]
Postado por George R Lai às 09:09
[Link]

ESTADIAMENTO

O estadiamento descreve aspectos do câncer, como localização, se disseminou, e se está


afetando as funções de outros órgãos do corpo. Conhecer o estágio do tumor ajuda na
definição do tipo de tratamento e a prever o prognóstico do paciente.
Dois sistemas são utilizados no estadiamento do câncer de rim: Robson e TNM. O sistema
TNM é o mais utilizado.
Existem dois tipos de estadiamento para o câncer de rim:

● Clínico - É a melhor estimativa da extensão da doença, baseado nos
resultados do exame físico, biópsia, e exames de imagem.

● Patológico - Baseado nos mesmos fatores do estágio clínico, acrescentado
dos achados durante o procedimento cirúrgico.
Os estágios clínicos e patológicos podem ser diferentes em alguns casos, por exemplo,
durante a cirurgia o médico pode encontrar doença em uma área que não aparecia nos
exames de imagem, o que implica num estadiamento patológico mais avançado.
Sistema de Estadiamento TNM
O sistema de estadiamento utilizado para o câncer de pulmão de não pequenas células é o
sistema TNM da American Joint Committee on Cancer. O sistema TNM utiliza três critérios
para avaliar o estágio do câncer: o próprio tumor, os linfonodos regionais ao redor do tumor,
e se o tumor se espalhou para outras partes do corpo.
TNM é abreviatura de tumor (T), linfonodo (N) e metástase (M):

● T – Indica o tamanho do tumor primário e se disseminou para outras
áreas.

● N – Descreve se existe disseminação da doença para os linfonodos
regionais ou se há evidência de metástases em trânsito.

● M – Indica se existe presença de metástase em outras partes do corpo.
Tumor - Pelo sistema TNM, o T acompanhado de um número (0 a 4) é usado para descrever
o tumor primário, particularmente o seu tamanho. Pode também ser atribuída uma letra
minúscula "a" ou "b" com base na ulceração e taxa mitótica.
Linfonodo - O N no sistema TNM representa os linfonodos regionais, e também é atribuído a
ele um número (0 a 3), que indica se a doença disseminou para os gânglios linfáticos. Pode
também ser atribuída uma letra minúscula "a", "b", ou "c", conforme descrito abaixo.
Metástase - O M no sistema TNM indica se a doença se espalhou para outras partes do corpo

EXAMES DE IMAGEM
Os exames de imagem ajudam a localizar a lesão e são extremamente úteis para
determinar a extensão da doença o que se denomina estadiamento do câncer de rim. Os
principais exames são:

● Tomografia Computadorizada
A tomografia computadorizada é uma técnica de diagnóstico por imagem que utiliza a
radiaçãoX para visualizar pequenas fatias de regiões do corpo, por meio da rotação do tubo
emissor de RaiosX ao redor do paciente. O equipamento possui uma mesa de exames onde
o paciente fica deitado para a realização do exame. Esta mesa desliza para o interior do
equipamento, que é aberto, não gerando a sensação de claustrofobia.
Alguns exames de tomografia são realizados em duas etapas: sem e com contraste. A
administração intravenosa de contraste deve ser realizada quando se deseja delinear
melhor as estruturas do corpo, tornando o diagnóstico mais preciso.
Muitas vezes a tomografia computadorizada é utilizada para guiar precisamente o
posicionamento de uma agulha de biópsia em uma área suspeita de câncer.

● Ressonância Magnética
A ressonância magnética é um método de diagnóstico por imagem, que utiliza ondas
eletromagnéticas para a formação das imagens. A ressonância magnética produz imagens
que permitem determinar o tamanho e a localização de um tumor de rim, bem como a
presença de metástases.
Assim como na tomografia, também pode ser usado um contraste via intravenosa para a
obtenção de maiores detalhes do corpo, porém com menos frequência.

● Ultrassom
Ao contrário da maioria dos exames de diagnóstico por imagem, a ultrassonografia é uma
técnica que não emprega radiação ionizante para a formação da imagem. Ela utiliza ondas
sonoras de frequência acima do limite audível para o ser humano, que produzem imagens
em tempo real de órgãos, tecidos e fluxo sanguíneo do corpo.
O ultrassom pode ser útil para determinar se uma massa renal é sólida ou preenchida com
líquido. Os padrões de eco produzidos pela maioria dos tumores renais tem aparência
diferente dos de tecido renal normal.
Muitas vezes a ultrassonografia é utilizada para guiar precisamente o posicionamento de
uma agulha de biópsia em uma área suspeita de câncer.

● Tomografia por Emissão de Pósitrons
A tomografia por emissão de pósitrons mede variações nos processos bioquímicos, quando
alterados por uma doença, e que ocorrem antes que os sinais visíveis da mesma estejam
presentes em imagens de tomografia computadorizada ou ressonância magnética. O exame
PET é uma combinação de medicina nuclear e análise bioquímica, que permite uma
visualização da fisiologia humana por detecção eletrônica de radiofármacos emissores de
pósitrons de meia-vida curta.
Os radiofármacos, ou moléculas marcadas por um isótopo radioativo, são administrados ao
paciente, por via venosa, antes da realização do exame. Como as células cancerígenas se
reproduzem muito rapidamente, e consomem muita energia para se reproduzirem e se
manterem em atividade, o exame aproveita essa propriedade. Moléculas de glicose, que são
energia pura, são marcadas por um radioisótopo e injetadas nos pacientes. Como as células
de tumores são ávidas da energia proveniente da glicose, esta vai concentrar-se nas células
cancerígenas, onde o metabolismo celular é mais intenso. Alguns minutos depois da
administração de glicose é possível fazer um mapeamento do organismo, produzindo
imagens do interior do corpo.
O exame PET permite detectar pequenos acúmulos de células cancerígenas e se o câncer se
disseminou para os linfonodos ou outras estruturas e órgãos do corpo.

● Urografia Excretora
A urografia excretora é um exame de raiosX do sistema urinário, que é realizado após a
injeção de um corante especial na veia. Este corante é removido da corrente sanguínea
pelos rins e, em seguida, concentra-se nos ureteres e na bexiga. Este exame é útil na busca
de anormalidades da pelve renal e ureter.

● Angiografia
Assim, como a urografia excretora, a angiografia é um tipo de exame raiosX, que também
utiliza um corante como contraste. Um cateter é inserido numa artéria (artéria renal) da
perna, que leva o corante ao rim. Este corante é usado para identificar e mapear os vasos
sanguíneos que alimentam um tumor renal. A angiografia pode ser feita como uma parte da
tomografia ou da ressonância magnética, diminuindo a quantidade de contraste utilizado, o
que é útil uma vez que o corante pode danificar a função renal.

● Radiografia de Tórax
Este exame é realizado quando o médico suspeita de infecção pulmonar, ou para avaliar a
presença de gânglios linfáticos na região do tórax.

● Cintilografia Óssea
A cintilografia óssea é uma forma de diagnóstico por imagem que avalia funcionalmente os
órgãos e não apenas sua morfologia.
Para a realização do exame é administrado ao paciente uma injeção intravenosa do
radiofármaco99mTc-MDP (tecnécio), que após algumas horas é atraído pelo tecido ósseo com
doença. Para registrar as áreas de captação do material radioativo é utilizada uma câmera
especial, que detecta a radioatividade e cria uma imagem do esqueleto. A captação óssea
nas imagens é proporcional à atividade metabólica no osso, se devendo principalmente à
adsorção do radiofármaco. A cintilografia pode detectar variações de até 5% no
metabolismo ósseo, geralmente precedendo as alterações radiológicas, oferecendo alta
sensibilidade e baixa dose de radiação mesmo na varredura de todo o esqueleto.
As áreas de dano ósseo aparecem como pontos escuros na imagem do esqueleto. Esses
pontos podem sugerir a presença de câncer metastático. No entanto, outras doenças, como
por exemplo, a artrite apresenta o mesmo padrão de imagem. Para diferenciar o resultado
de outras doenças são solicitados exames adicionais de imagem, como radiografias simples,
tomografia computadorizada ou ressonância magnética.
A injeção do material radioativo é a única parte desconfortável desse exame. O material
radioativo é eliminado pela urina e a quantidade de radioatividade utilizada é baixa, não
oferendo risco para você ou às pessoas próximas.
Este exame só é realizado se o paciente apresenta dores ósseas que possam ser causadas
por uma infecção, nos ossos ou metástases de outros órgãos aos ossos.
Os exames normalmente utilizados para o diagnóstico do câncer de rim são:

● Exames de Laboratório
Os exames de laboratório não são normalmente utilizados para diagnosticar o câncer de
rim, mas podem às vezes ser um primeiro sinal que pode haver um problema renal. Eles
também são realizados para dar uma noção do estado de saúde geral do paciente e para
ajudar a determinar se a doença se disseminou.

● Exame de Urina
O exame de urina é realizado, às vezes, como parte do exame físico completo, mas não
pode ser feito como parte de exames médicos de rotina. É provável que seja um dos
primeiros exames a serem realizados se existe uma suspeita de câncer de rim.

● Hemograma Completo
O hemograma completo é um exame que mede as diferentes células no sangue, como
glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas. Este exame se encontra frequentemente
alterado em pessoas com câncer de células renais. A anemia é muito comum. Menos
frequentemente, a pessoa pode ter muitas células vermelhas, denominado policitemia,
porque o câncer de rim produz um hormônio (eritropoietina) que faz com que a medula
óssea produza mais glóbulos vermelhos.

● Bioquímica Sanguínea

A análise química do sangue é feita geralmente em pacientes com câncer de rim, que pode
afetar os níveis de certas substâncias químicas no sangue. Por exemplo, elevados níveis de
enzimas do fígado são às vezes encontrados, embora as razões para isto não sejam
conhecidas. Altos níveis de cálcio no sangue podem indicar que o câncer se disseminou para
os ossos.
As biópsias não são frequentemente utilizadas para diagnóstico de tumores renais. Os
exames de imagem geralmente fornecem informações ao cirurgião. No entanto, a punção
aspirativa por agulha fina (PAAF) ou a core biopsy é muitas vezes realizada para obter uma
pequena amostra de células de uma área suspeita, quando os resultados dos exames de
imagem não são conclusivos o suficiente para justificar a remoção de um rim. A biópsia
também pode ser feita para confirmar o diagnóstico de câncer se o estado geral de saúde
do paciente não permite a realização de uma cirurgia ou outros tratamentos locais, como a
ablação por radiofrequência, embolização arterial ou crioterapia.
A PAAF e a core biopsy são dois tipos de biópsias renais percutâneas, isto é uma agulha é
inserida através da pele para coletar uma amostra de tecido. Qualquer um destes
procedimentos é guiado por ultrassom ou tomografia computadorizada.
Estadiamento Fuhrman
O estadiamento de Fuhrman é o obtido após uma biópsia ou durante a cirurgia. Os cânceres
de células renais são geralmente classificados numa escala de 1 a 4. O grau 1 têm núcleos
de células que diferem muito pouco dos núcleos das células normais. No outro extremo, o
grau 4 tem núcleos de células cancerígenas renais bem diferentes dos núcleos das células
renais normais.
O estágio da doença descreve o tamanho do câncer e sua disseminação.

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