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Lidar com a dor do câncer na família

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vivianepadua617
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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Ela me olhou melancolicamente, engoliu em seco e se

levantou da cadeira.

— Câncer de pâncreas, — ela engole seco e


coloca a mão em meu ombro — não diga a
Ivy
Ela me implora para que eu não diga nada
para minha irmã, fico choque que não
consegui chorar, eu não consegui sentir
nada quando ela falou que estava com
câncer.
Voltamos par casa, o silencio novamente
reinava dentro do carro, fiquei pensando
como eu ia lidar com isso, não quero perder
minha tia.
Chegamos em casa e saio do carro e bato a
porta do carro com força e rapidamente
subo para o meu quarto.
Ivy não tinha chegado da escola ainda,
entro em meu quarto fecho a porta, ando
até minha escrivaninha e me sento na
cadeira ligo meu notebook e logo depois
pesquiso sobre o câncer que minha tia tem,
fiquei nervosa e aflita, Por um momento,
pensei que o câncer de minha tia não
poderia ser curado
o câncer de minha tia era mais grave do que
pensava, o câncer se desenvolvia
lentamente e silenciosamente.
Fico horas pesquisando, mas não achava
nem um relato de sobrevivente ou talvez
uma esperança. Não vou aguentaria ver
minha tia morrer pouco a pouco, às vezes
abrir os olhos pode ser a coisa mais
dolorosa que você já teve que fazer.
Simplesmente não queria aceitar a
realidade, minha tia pode morrer a qualquer
momento e eu não posso nem sequer contar
para minha irmã.
Duas horas se passaram já está na hora de minha irmã voltar
para casa e eu fingir que estou superanimada, escuto minha
irmã gritando — Cheguei — escuto ela gritando e subindo as
escadas, a porta de seu quarto se abre e não se fecha,
levantei-me da cama, abri a porta do meu quarto e desci
rapidamente. Minha tia estava na cozinha, eu a ignorei
completamente e fui até a porta da frente para recuperar o
fôlego.
Atravesso e me sento na calçada do meu novo vizinho, e fico
olhando para o chão me perguntando por que diabos não
consegui chorar quando minha tia me disse aquilo? As vezes
expressar meus sentimentos é como tentar desenhar uma linha
reta pelo asfalto de uma estrada perfeitamente curva!
Fico pensando como minha tia está se sentindo, queria
simplesmente passar toda a dor que ela está sentindo para
mim.
Fiquei olhando para o chão e ouvi uma voz.
— Olááá? — Ele acenou para mim.
No segundo em que ouvi alguém dizer "Olá", me virei.
— Teria como você parar — olhei para trás.
Meu campo de visão ainda estava em passado e eu só
conseguia ver os olhos castanhos da pessoa à minha frente.
— O destino fez nos encontrarmos novamente. — Cruza os
braços.
Olhei para ele e finalmente vi aqueles olhos castanhos.
— Flynn? — me levando — o que você está fazendo aqui?
— Sou o novo vizinho, você mora aqui por perto? — olha em
volta.
— Ali, — aponto — por que me cutucou?
— Você estava olhando para o chão pensei que estava
drogada.
Paro um momento para raciocinar
— Você é o vizinho barulhento que não me deixou dormir
semana passada! — bato no ombro dele.
— Ai! — olha para mim — Aliás por que estava sentada aqui?
Aconteceu alguma coisa?
— ...
Um silencio absurdo, porém genuíno.
— Por que toda vez que nos trombamos sempre
permanecemos em silencio? — ele perguntou.
— Provavelmente porque seus olhos estão sempre dizendo a
verdade. — Olhei profundamente em seus olhos.
Seus olhos castanhos estão gravados em minha cabeça como
quando alguém acidentalmente pisa em cimento fresco e deixa
uma pegada por toda a eternidade ou até que alguém a
destrua.

— Eu vou embora, — suspiro — vê se me deixa dormir dessa


vez em!
Ele assentiu com um sorriso e um gesto acenando.
Novamente atravesso a rua entro em casa e subo para meu
quarto, minha tia parecia já ter ido dormir e minha irmã
provavelmente saiu.
Entro em meu quarto me jogo na cama olho para o relógio que
estava em cima de minha cama:
— Sete e meia? — me pergunto.
Escuto a porta do quarto de minha irmã se abrir lentamente:
— Boo! — Ela tenta me assustar.
— Qual é? Você sabe que não me assusto facilmente! — jogo
uma blusa no rosto dela.
— Vamos sair? — ela pergunta e faz uma carinha de cachorro
sem dono.
— Não faça essa cara! — viro meu rosto — Quem vai?
— Hannah, Jin e uns amigos da Hannah.
— O local? — pergunto.
— A Hannah falou que é rodízio.
Eu afirmo com a cabeça e ela começa a pular e cantar de
felicidade. Vou para o banheiro, ligo o chuveiro e tomo banho,
visto um vestido preto e um salto da mesma cor do vestido,
solto meu cabelo. Pego a escova e arrumo meu cabelo. Quando
término de me arrumar, ouço duas buzinas e corro até a janela:
— BORA! — Hannah gritou.
Espera a Hannah não tem mais ou menos dezessete anos?
— Como diabos ela está dirigindo um carro? — murmurei.
— Terminei! — Ivy fala e desce as escadas.
Desci com Ivy e corri para o carro onde Hannah buzinava
como uma lunática que acabou de cometer um assalto.
— Quantos anos você tem Hannah? — Pergunto desconfiada.
— Dezessete anos, farei dezoito no mês que vem. — Ela fala
virando o carro.
— O pai dessa vagabunda é policial. — Ivy comentou.
A pizzaria é muito elegante, com lustres enormes, mesas
grandes e chiques tem garçons andando por todo lado estou
me sentindo em um filme.
Olho em volta e observo o ambiente em que me encontro, me
deparo com o Jin sentado em uma mesa junto com o Flynn,
Eros também está aqui. Andamos até a mesa e nos sentamos
me sento entre Eros e ao me lado tinha uma cadeira vazia Ivy
parecia estar esperando alguém.
***

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