0% acharam este documento útil (0 voto)
21 visualizações5 páginas

Orientações para Memorial Jurídico 2024.2

Enviado por

aguiarborges6
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
21 visualizações5 páginas

Orientações para Memorial Jurídico 2024.2

Enviado por

aguiarborges6
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

CASE JURÍDICO 2024.

2
1º, 2º, 3º e 4º Períodos

Núcleo de Práticas Jurídicas- NPJ


Orientações Gerais

a) O discente deverá elaborar, de forma individual, memorial


representando os interesses da jornalista Maria Souza;

b) "Memoriais" é termo de sentido amplo, utilizado para denotar os materiais


escritos enviados para avaliação, não devendo ser compreendido em sua
acepção jurídica;

c) O Case Jurídico deverá ser entregue mediante upload do arquivo


contendo o Memorial até o dia 25/11/2024 às 23:59h via sistema
BONSAE, nas respectivas turmas de matrícula do discente.;

i. Caberá ao aluno verificar o acesso ao aplicativo BONSAE antes da


data final para envio, caso o aluno não consiga acesso, deverá entrar
em contato através do e-mail institucional, com a Secretaria
Acadêmica, ou enviar e-mail para
npj@[Link], ATÉ 09/09/2024;

ii. O trabalho deverá estar no formato PDF - Portable Document Format;

iii. Incumbe àquele que produzir o documento digital zelar pela


qualidade dos arquivos enviados, especialmente quanto à
legibilidade e respeito às normas metodológicas;

d) Após o envio dos memoriais, nenhuma modificação ou errata poderá ser


apresentada;

e) Cada memorial deverá conter, no mínimo, 02 páginas e no máximo, 05


páginas destinadas aos argumentos do discente, excluindo-se desse limite
capa, sumário, referências, lista de abreviaturas e eventuais anexos;

f) É vedada qualquer identificação nos memoriais;

g) Será disponibilizado um modelo de memorial, que deverá ser seguido pelas


equipes, sob pena de dedução de pontos. Não será permitido o uso de notas
de rodapé, pelo que as referências deverão seguir o padrão Autor-Data da
ABNT.

h) Será permitido o uso de recursos visuais por meio de imagens esquemáticas


que auxiliem a compreensão do texto, tabelas, formas geométricas
preenchidas ou não e frases destacadas do corpo do texto, limitado a 1/4 da
folha A4. É proibida a alteração da cor de fundo da peça (deve ser branca) e
o emprego de imagens a ponto de levar ao mesmo resultado.

i) Em relação aos modelos dos memoriais:

i. Lista de aspectos de possível alteração pelas equipes:

1. Espaçamento das linhas e parágrafos (entre 1 e 2)

2. Fonte do corpo textual (Times New Roman ou Arial, 11)

ii. Atenção, em especial, aos seguintes aspectos que devem ser


observados pela equipe, sem detrimento de outros do modelo:

1. Formato da numeração dos tópicos (1. INTRODUÇÃO; 2.


ITEM 1; 2.1. ITEM SECUNDÁRIO 1 […]), conforme indicado
no modelo

2. Conteúdo da introdução dos memoriais

3. Data de envio; todos os discentes devem utilizar essa data no


memorial, ainda que enviem em data distinta

4. Margens:

5. Superior e esquerda: 3 cm

6. Inferior e direita: 2 cm

j) Avaliação dos memoriais e recursos

i. A avaliação do memorial será enviada aos discentes de forma


individualizada, através do sistema BONSAE, sendo facultado ao
discente apresentar recurso fundamentado acerca da avaliação até
03 dias úteis após a divulgação dos resultados.

ii. Na avaliação dos memoriais enviada às equipes participantes, será


feita menção a eventual punição aplicada ao memorial por
desrespeito às regras constantes deste edital, inclusive do modelo
de formatação divulgado pela comissão.

iii. O recurso com mero questionamento em relação à nota atribuída e


com ausência de fundamentação será inadmitido pelos avaliadores.

k) Os discentes que desejarem orientação individual sobre o Case Jurídico


deverão agendar atendimento online ou presencial (sempre nos horários de
plantão do NPJ) devendo ser solicitado previamente através do e-mail:
npj@[Link];

i. O atendimento poderá ser realizado sem prévio agendamento nos


horários de plantão do NPJ, desde que não exista prévio
agendamento de outro discente.

l) Alternativamente, os discentes poderão encaminhar seus questionamentos


para o e-mail < npj@[Link] >, os e-mails serão
respondidos dentro do prazo de 5 (cinco) dias úteis após o recebimento dele,
desconsiderando o dia de recebimento na contagem do referido prazo;
m) O uso de trechos copiados de artigos ou livros pesquisados, sem citação e a
devida referência bibliográfica configura ocorrência de plágio/cópia
acadêmica e não pode ser aceito, pois se trata de violação da Lei 9.610/1998,
configurando ainda crime, nos termos do artigo 184 do Código Penal, sendo
verificada a ocorrência do fato será a documentação encaminhada a
autoridade policial competente.

n) Orientações sobre o Memorial:

O que é um Memorial?

Um memorial é um documento formal utilizado em competições de Moot Court e em


processos judiciais, no qual são apresentados argumentos jurídicos detalhados,
fundamentados em fatos e leis aplicáveis, em defesa de uma das partes envolvidas no caso.
O objetivo principal do memorial é persuadir os juízes quanto à interpretação legal
favorável à parte que o apresenta. Ele deve conter uma estrutura clara, incluindo
introdução, apresentação dos fatos, questões jurídicas, argumentos e pedidos específicos .

Como escrever um Memorial?

Escrever um memorial eficaz é essencial em competições de Moot Court e em processos


judiciais reais. Primeiramente, é necessário analisar profundamente o caso,
compreendendo os fatos principais, as questões jurídicas e as partes envolvidas. Em
seguida, realize uma pesquisa jurídica abrangente, incluindo legislação, jurisprudência e
doutrinas relevantes, utilizando fontes primárias e secundárias.

A estruturação do memorial deve ser clara e coerente. Comece com uma introdução breve
do caso e dos argumentos principais, seguida pela exposição dos fatos de maneira
cronológica e objetiva. Identifique claramente as questões jurídicas a serem decididas e
desenvolva argumentos bem fundamentados para cada questão, utilizando precedentes e
princípios legais. Cada argumento deve seguir uma lógica clara e ser suportado por
evidências jurídicas. Finalize com a seção de pedidos, especificando as conclusões e medidas
solicitadas ao tribunal.

A redação deve ser clara e persuasiva, utilizando linguagem formal, mas acessível, evitando
jargões complexos. Certifique-se de que cada argumento flua logicamente para o próximo,
criando uma narrativa coesa. Utilize parágrafos curtos e subtítulos para facilitar a leitura.
As citações e referências devem seguir o formato exigido pela competição ou tribunal,
citando todas as fontes corretamente para dar credibilidade aos argumentos.

A revisão e edição cuidadosa são essenciais. Revise o texto para corrigir erros gramaticais,
ortográficos e de formatação, e verifique a clareza e a coerência dos argumentos. Considere
pedir a colegas ou mentores que revisem o memorial e ofereçam feedback.

Seguir essas etapas ajudará a elaborar um memorial bem-estruturado e persuasivo,


aumentando as chances de sucesso tanto em competições de Moot Court quanto em
processos judiciais reais.

Aracaju/ SE, agosto de 2024


Caso Fictício: Privacidade Digital e Vigilância Governamental

Em janeiro de 2024, o Congresso Nacional aprovou a Lei nº 15.432, conhecida como Lei de
Segurança Digital e Vigilância Governamental. A lei permite que agências governamentais
monitorem as comunicações digitais de cidadãos, incluindo mensagens de texto, e-mails e
atividades nas redes sociais, sem a necessidade de uma ordem judicial prévia, quando
houver suspeita razoável de atividades terroristas ou ameaças à segurança nacional. A lei
define atividades suspeitas como "qualquer comunicação ou ação que, direta ou
indiretamente, sugira a intenção de cometer atos de terrorismo, violência contra o Estado
ou outras atividades que ameacem a segurança nacional".

Maria Souza, uma jornalista investigativa conhecida por suas reportagens críticas ao
governo, teve suas comunicações monitoradas e seus dispositivos eletrônicos apreendidos
pela Agência Nacional de Segurança (ANS) com base na nova lei. Maria foi informada de
que suas atividades eram suspeitas devido às suas interações frequentes com fontes
anônimas e seu envolvimento em protestos contra políticas governamentais. Em resposta,
Maria Souza ingressou com uma ação judicial contra a ANS e o Estado brasileiro,
argumentando que a Lei de Segurança Digital e Vigilância Governamental é
inconstitucional. Ela alegou que a lei viola seu direito à privacidade, liberdade de expressão
e devido processo legal, conforme garantidos pelos artigos 5º, incisos X, XII e LIV, da
Constituição Federal.

Os argumentos das partes foram diversos e complexos. Maria Souza, como requerente,
argumentou que a lei é inconstitucional por permitir vigilância sem ordem judicial, violando
o direito à privacidade e ao devido processo legal. Ela também sustentou que a definição de
atividades suspeitas é vaga e ampla, permitindo abusos e perseguição política, além de
afirmar que a vigilância de comunicações digitais sem transparência e supervisão judicial
constitui uma ameaça à liberdade de expressão e à imprensa livre. Por outro lado, a Agência
Nacional de Segurança (ANS) e o Estado Brasileiro, como requeridos, argumentaram que a
lei é necessária para proteger a segurança nacional e prevenir atos de terrorismo. Eles
defenderam que a vigilância é realizada com base em suspeitas razoáveis e que medidas
estão em vigor para evitar abusos, alegando ainda que a privacidade e a liberdade de
expressão podem ser limitadas em situações de ameaça à segurança nacional, conforme
permitido pela Constituição.

Na primeira instância, a ação foi julgada procedente, com a decisão de que a Lei de
Segurança Digital e Vigilância Governamental é inconstitucional, pois viola os direitos
fundamentais à privacidade e à liberdade de expressão. No entanto, em reexame necessário,
o Tribunal Regional Federal reformou a sentença, declarando que a lei é constitucional, pois
as medidas de vigilância são necessárias e proporcionais para proteger a segurança
nacional.

Diante da decisão, Maria Souza interpôs Recurso Extraordinário ao Supremo Tribunal


Federal (STF), que foi admitido e teve repercussão geral reconhecida. O julgamento está
pautado para novembro de 2024.

Os discentes devem apresentar memoriais de julgamento, em sentido estrito, em nome


de Maria Souza.
Barema de Pontuação

Ponto de Avaliação Variação da Nota Nota Atribuída

Conhecimento dos fatos da lide: 0,00 – 0,2

Conhecimento jurídico e
0,00 – 0,5
domínio da linguagem técnica:

Profundidade dos argumentos


0,00 – 0,5
apresentados

Clareza e organização das


0,00 – 0,5
ideias

Citação de fontes: 0,00 – 0,3

Total 0,00 – 2,00

Você também pode gostar