INSTITUTO DE DESENVOLVIMENTO
EDUCACIONAL , CULTURAL E
ASSISTENCIAL NACIONAL
CURSO DE FORMAÇÃO DE AGENTES COMUNITÁRIO DE SAÚDE
O Agente Comunitário de Saúde Ontem e Hoje.
INSTRUTORA
Maria Adriana de Oliveira Viana Amaro
Enfermeira
Especialista em Saúde da Família
• O Programa de Agentes Comunitários de
Saúde (PACS) foi criado oficialmente pelo
Ministérios da Saúde em 1991, para somar-se
aos esforços voltados à redução dos graves
índices de mortalidade infantil e materna na
região Nordeste do Brasil.
• As Secretarias Estaduais de Saúde da região
foram convidadas pelo Ministério da Saúde
para traçar as diretrizes para a formação de
agentes comunitários. Em função de seu
projeto bem sucedido, o Estado do Ceará foi a
referência das lições apreendidas para adesão
de todo o Nordeste ao programa.
• Normas e princípios foram definidos para
garantir o perfil necessário ao agente de
saúde: ter pelo menos 18 anos, saber ler e
escrever, ter liderança e ser morador de sua
comunidade há pelo menos dois anos.
• A seleção dos ACS atendia a critérios
específicos. Eles deveriam ser escolhidos no
próprio município por processo seletivo, que
incluía uma etapa de entrevista em que se
buscava identificar e valorizar a qualidade
mais importante da função: o espírito de
solidariedade, capaz de ajudar aos moradores
na conquista de mais saúde e melhor
qualidade de vida.
• Aos agentes comunitários era atribuída a
responsabilidade de acompanhamento de 150
a 200 famílias, concentradas em uma micro
área.
• . Essa medida foi fundamental para fortalecer
a importância dos princípios de vigilância à
saúde e de responsabilização territorial.
• A implantação do PACS nos municípios, estava
condicionada ao cumprimento de algumas
exigências:
• • Ter uma unidade básica de saúde à qual o
ACS estivesse vinculado;
• • Ter um profissional enfermeiro, que
assumisse a função de docente/supervisor;
• • Ter Conselho Municipal de Saúde
implantado;
• • Ter o fundo municipal de saúde criado e
implantado, para receber recursos do
Programa.
• Nesse cenário, o PACS contribuiu de maneira
significativa para a interiorização de
profissionais enfermeiros. Inicialmente, o
programa esteve centrado nos pequenos
municípios, que se caracterizavam pela
precariedade de seus indicadores e pela
insuficiência de oferta e de organização de
seus serviços.
• No final de 1991, início de 1992, o PACS
estendeu-se em caráter de emergência para
os Estados do Norte do País, como estratégia
de combate da epidemia de cólera que
ameaçava a região. Nessa época havia menos
de 20 mil agentes incorporados aos
municípios.
• O contexto precisa ser lembrado: era um
período de ebulição do movimento de
descentralização e municipalização dos
serviços de saúde, conforme estabelecia o
SUS, e, portanto, cenário de muitos debates
que evidenciavam a construção de consensos
e explicitavam muitos conflitos, com
inevitáveis reflexos do PACS.
• A cada mudança política, marcada por trocas
sucessivas de ministros, retomava-se o
debate, pois não havia consenso quanto a
continuidade do programa. Em 1992, sua
expansão ficou suspensa por alguns meses e
sua continuidade só foi garantida em função
da epidemia da cólera que ameaçava o país.
• É justo referir que, nesse período inicial de
concepção e implantação do programa, o
Fundo das nações Unidas para a Infância
(UNICEF), desempenhou importante papel de
defesa e fortalecimento de seus princípios.
• Em 1993, o PACS foi posto em xeque: ou seria
reorientado ou abandonado. As experiências
exitosas acumuladas pelo programa em
diversos municípios e as medidas gerenciais
tomadas em parceria com as secretaria
Estaduais de Saúde permitiram o
redirecionamento do programa, com o
propósito de corrigir problemas e valorizar as
suas potencialidades.
• O ACS passou a ser um elemento de
identificação e de tradução da realidade social
de sua comunidade. Além de trazer para os
serviços de saúde, números mais precisos das
condições epidemiológicas de sua localidade,
ele possui como ninguém conhecimento da
comunicação e da dinâmica de sua
comunidade.
• Ainda em 1993, ocorre mais um passo
importante para o fortalecimento do processo
de municipalização dos serviços de saúde: é
publicada a Norma Operacional Básica de
1993 (NOB-SUS/93), que estabelece critérios
para a responsabilização dos municípios na
gestão municipal.
• O reconhecimento da crise de modelo
suscitou a necessidade emergencial de uma
nova estratégia estruturante, contemplando a
incorporação de recursos humanos e
tecnologias contextualizadas nas novas
práticas assistenciais propostas.
• Estratégia de Saúde da Família (ESF) Saúde da
Família é uma estratégia que prioriza as ações
de promoção, proteção e recuperação da
saúde dos indivíduos e da família, do recém-
nascido ao idoso, sadios ou doentes, de forma
integral e contínua.
• A Saúde da Família tem como objetivo a
reorganização da prática assistencial, em
novas bases e critérios, em substituição ao
modelo tradicional de assistência - orientado
para a cura de doenças e hospitalização
• A Atenção Primária à Saúde (APS) e o PSF se
baseiam na modificação positiva do modo de
vida da população, a partir do controle dos
fatores ambientais, sociais e da mudança do
estilo e conduta de vida das pessoas,
eliminação dos riscos e orientação de hábitos
mais saudáveis.
• Outro aspecto importante para a mudança do
modelo de assistência à saúde é o
envolvimento da equipe de saúde com o dia a
dia da comunidade. Essa equipe tem o
compromisso de organizar o serviço de saúde,
no encaminhamento de problemas que não
pode resolver e na sua atuação em situações
que sinta segurança e capacidade para
intervir.
• A Saúde da Família vem demonstrando ser
mais do que um programa específico. Ela é a
estratégia que define o modelo de assistência
à saúde que mais se aproxima dos princípios
indicados na Constituição Federal.
• A ESF deve considerar
vários componentes ou
requisitos, além do
estabelecido na legislação
vigente, tais como:
• Territorialização: cada equipe deve ter como
responsabilidade de atenção um território, ou
seja, possuir uma área e uma população
definida;
• Hierarquização - referência e contra-
referência: relação entre serviços
básicos,especializados e hospitais, que garantam
a completa atenção da saúde onde e quando
requeira a população;
• Atenção ativa: a equipe terá que ir à
comunidade, à família, para identificar
problemas e necessidades de saúde e encontrar
soluções, em conjunto com as próprias famílias
e população. Deverá ainda orientar, informar e
promover educação sanitária;
• Globalidade: a atenção à saúde deverá ser
voltada para todos: doentes, sadios, homens,
mulheres, crianças, adolescentes e idosos;
• Continuidade: a população é acompanhada
pela mesma equipe permanentemente;
• Participação: a participação de toda a
sociedade e dos setores da economia no
desempenho da ESF é de suma importância para
a identificação de problemas, planejamento e
controle da atividades, tendo em conta que os
serviços de saúde não podem dar solução a
todos os problemas de forma isolada.
• Em 1995, o PACS e o PSF passam a ser
considerados pelo presidente da república
como projetos prioritários do governo federal.
• A definição de responsabilidade territorial e
adscrição de famílias, introduzida no PACS e
ampliada no PSF, confere ao programa uma
característica especial na organização dos
serviços: a potencialidade de resgatar vínculos
de compromisso e de co responsabilidade
entre os serviços de saúde, os profissionais e a
população.
• Funcionamento - Recomenda-se que as
Unidades Básicas de Saúde tenham seu
funcionamento com carga horária mínima de
40 horas/semanais, no mínimo 5 (cinco) dias
da semana e nos 12 meses do ano,
possibilitando acesso facilitado à população.
• Tipos de Equipes - Equipe de Saúde da Família
(eSF) é considerada a estratégia prioritária de
atenção à saúde e visa à reorganização da
Atenção Básica no país, de acordo com os
preceitos do SUS. Outros arranjos de equipes
são possíveis, desde que sigam as normativas
vigentes.
• Em 1995, o PACS e o PSF passam a ser
considerados pelo presidente da república
como projetos prioritários do governo federal.
INSTITUTO DE DESENVOLVIMENTO EDUCACIONAL ,
CULTURAL E ASSISTENCIAL NACIONAL
ATÉ A PRÓXIMA AULA