Controle Estatístico
do Processo (CEP)
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CONTROLE ESTATÍSTICO DO
PROCESSO
É UM MÉTODO QUE PERMITE CONTROLAR
CONTÍNUAMENTE AS CARACTERÍSTICAS
CHAVES DE UM PRODUTO E PROCESSO,
VISANDO A SUA MELHORIA.
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ORIGEM
Bell Telephone e
Western Electric (1924)
Necessidade: Aprimorar a
uniformidade de peças
manufaturadas em uma
linha de produção.
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ORIGEM
William Edwards Deming aprofundou os
estudos com Shewhart, divulgou seus
métodos através de programas de
treinamentos com engenheiros,
inspetores e outros profissionais de
empresas norte-americanas envolvidas
na fabricação de produtos militares,
durante a segunda Guerra Mundial.
4
Empresas
[Link]
5
Conceitos Básicos
1) Controle
É o acompanhamento contínuo de um fluxo
de atividades, onde podem ser realizados
ajustes, para que o resultado do esforço
esteja em conformidade com um padrão
definido.
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Conceitos Básicos
2) Qualidade
É o grau de utilidade de um produto para
os fins que se destina e que é possível de
ser avaliada através de um conjunto de
características apropriadas.
7
Conceitos Básicos
3) Controle de Qualidade
É o procedimento de verificação sistemática
da obediência de um produto ou processo ao
seu padrão, e de realização dos ajustes
necessários para se atingir esse objetivo.
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Passos do Planejamento e Controle da
Qualidade
Definir as características Decidir como medir cada
de qualidade característica
Controlar a qualidade Estabelecer padrões de
contra os padrões qualidade
Encontrar e corrigir Continuar a fazer
causas de má qualidade melhoramentos
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CEP
• Objetivo: incorporar o uso de variáveis
aleatórias independentes e identicamente
distribuídas
• Princípio geral: determinar quando o processo
se afasta do estado de controle e as ações
corretivas que devem ser tomadas
• Variação = maior inimiga da qualidade
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Variabilidade
“Todo processo apresenta
variações”
• Segundo Deming, não se melhora a
qualidade através da inspeção. Ela já
vem com o produto quando este deixa a
máquina antes de inspecioná-lo
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CONTROLE DO PROCESSO
Resultado Resultado Variação do
Esperado = Planejado ± Processo
Variação do R Esperado ~
= R Planejado
Processo
CONTROLAR SIGNIFICA ESTAR ATENTO
AS VARIAÇÕES
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Causas Comuns
• Fonte de variação que afeta todos os
valores individuais do processo
• Um processo é dito sob controle ou
estatisticamente estável quando
somente causas comuns estiverem
presentes e controladas
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Causas Especiais
• Afetam o comportamento do processo de
maneira imprevisível
• Não se pode obter um padrão
• Produz resultados totalmente discrepantes
em relação aos demais valores
• Origem: interações entre mão-de-obra,
máquinas, materiais e métodos
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Distribuição Normal
3 = 99,73% : 2,7 defeitos por 1.000 peças produzidas
6 = 99,99966% : 3,4 defeitos por 1.000.000 peças
produzidas (3,4 ppm)
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Carta de Controle
• Gráfico temporal de estatísticas do
processo calculadas com base em valores
medidos
• É a ferramenta básica do CEP
• Verifica se o processo é estatisticamente
estável
• Permite o aprimoramento contínuo do
processo, mediante a redução da
variabilidade
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Carta de Controle
• Linha Central: representa o valor
médio do característico de qualidade
exigido
• Linha Superior: representa o limite
superior de controle (LSC)
• Linha Inferior: representa o limite
inferior de controle (LIC).
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Carta de Controle
18
Carta de Controle
• São empregados para evitar, reduzir ou
eliminar não conformidades em tempo real
durante o processo de produção
• Utiliza os dados de uma série de amostras
para estimar onde o processo está
centralizado e quanto está variando em
torno do centro
• Utiliza as estatísticas: média estimada e
variabilidade do processo
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Classificação das Cartas de
Controle
• para Variáveis: aspectos como peso,
comprimento, densidade, etc.
Exemplo: gráfico da média e gráfico R
• para Atributos: comportamento de números e
proporções
Exemplo: gráfico p
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Carta de Controle de Variáveis
• Gráficos provenientes de medidas realizadas
através da amostra
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Coletar k
amostras
de tamanho n
Procedimento para a
Calcular média
e
desvio-padrão
construção dos Gráficos
de Controle
Estabelecer
os limites de
controle do
processo
Criar carta de
controle da
média
Identificar,
Há pontos Sim
eliminar e
que ultrapassam
prevenir causas
os limites?
especiais
Não Sim
Criar carta de Há pontos Não
que ultrapassam Supervisionar
controle da
o processo
dispersão os limites?
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Elaboração da Carta de
Controle de Variáveis
1° Passo: Estimar a média (μ) e o desvio
padrão (δ) do processo
• Todas as causas especiais identificáveis do
processo deverão ser mantidas dentro de
condições normais
• No mínimo 20 amostras deverão ser coletadas
μ = Σ(xi) δ= Σ(xi - μ)2
n n-1
23
Elaboração da Carta de
Controle de Variáveis
2° Passo: Utilizar a média (μ) e o
desvio padrão (δ) estimado para
estabelecer os limites do controle do
processo
δm = δ
n
LSC= μ + 3δm LIC= μ - 3δm
24
Elaboração da Carta de
Controle de Variáveis
3° Passo: Com os dados, construir o gráfico da
média
4° Passo: Caso exista algum ponto que
atravesse os limites, a causa especial deve
ser buscada e eliminada
5° Passo: Construir o gráfico com os limites de
controle da dispersão da amostra
25
Carta de Controle de Variáveis
26
Exemplo de Carta de Controle
A temperatura de uma caldeira foi monitorada
durante 8 horas por dia.
Dia
Hora
1 2 3 4 5
1 296 312 294 299 293
2 283 300 322 292 309
3 301 303 299 303 313
... ... ... ... ... ...
7 289 298 311 307 286
8 312 307 301 316 306
Média 297.3 303.7 304.5 300.6 298.3
27
Exemplo de Carta de Controle
Suponha que a temperatura foi avaliada
durante 30 dias consecutivos.
28
Exemplo de Carta de Controle
29
Exemplo de Carta de Controle
95.5%
30
Análise da Carta de
Controle de Variáveis
• Se uma amostra apresentar-se fora dos
limites de controle, há 99,74% de
probabilidade de que uma causa especial
está atuando
• O fato das medidas de uma amostra
estarem dentro dos limites não garante,
por si só, o controle do processo
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Análise da Carta de Controle de
Variáveis
“Sob Controle Estatístico”
1. Todos os pontos estão entre os limites de
controle superior e inferior e não seguem
qualquer padrão especial
2. Há o mesmo número aproximado de pontos
acima e abaixo da reta central do gráfico
3. A maioria dos pontos está próxima a linha
média, apesar de alguns poucos pontos
localizarem-se próximo aos limites de controle
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Análise da Carta de Controle de
Variáveis
“Fora Controle Estatístico”
1. Um ou mais pontos localizam-se além dos limites
de controle superior e inferior: presença de causa
especial que precisa ser identificada e corrigida ou
eliminada
33
“Fora de Controle Estatístico”
2. Quando de 6 a 8 pontos estão acima ou
abaixo da linha média: possível mudança
na média
34
“Fora de Controle Estatístico”
3. Uma seqüência, crescente ou decrescente,
de seis ou mais pontos indica a tendência
de mudança da média
35
“Fora de Controle Estatístico”
4. Uma seqüência de seis ou mais pontos de
mesmo valor indica um arredondamento
forçado ou deficiência dos instrumentos
de medição
36
“Fora de Controle Estatístico”
5. Uma seqüência de 14 ou mais pontos
alternando-se acima e abaixo da reta da
média: discrepância de medidas ou
medição “viciada”
37
“Fora de Controle Estatístico”
• 2 pontos (de 3) muito próximos ao
limite superior ou ao limite inferior
38
“Fora de Controle Estatístico”
• 8 pontos em seqüência, alternados
acima e abaixo da linha central e
nenhum deles próximo ao centro
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Resumo: Gráfico de Controle
Variação anormal Fora de
devida a causas assinaláveis controle
LSC
Média
Variação normal
devida ao acaso
LIC
Variação anormal
devida a causas assinaláveis
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15
Número de amostras
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Gráficos das Amplitudes e Médias
(a média do processo está
se deslocando para cima)
Distribuição
Amostral
LSC
Gráfico x Revela o
deslocamento
LIC
LSC
Não revela o
Gráfico R
deslocamento
LIC
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Gráficos das Amplitudes e Médias
Distribuição
Amostral (a variabilidade do processo
está aumentando)
LSC
Gráfico x Não revela o
aumento
LIC
LSC
Gráfico R Revela o aumento
LIC
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Carta de Controle de
Atributos
• Há certas características de produtos ou
serviços que não podem ser controladas
através de medições
• Unidades produzidas são classificadas como
aceitáveis ou inaceitáveis, conformes ou não
conformes
• Utiliza somente uma carta de controle
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Carta de Controle de
Atributos
• Procedimento de coleta de dados: quantidade
superior a 20 amostras, com causas especiais
identificáveis mantidas sob controle
• Quanto menor for a razão de não-conformidades,
maiores deverão ser as amostras para que haja
sensibilidade na detecção
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Carta de Controle de
Atributos
• Linha média: p = Σ pi
k
pi = defeitos = razão de defeitos na amostra i
n
LSC = p + 3 p(1-p)
n
LIC = p - 3 p(1-p)
n
45
Capabilidade do Processo
• É a medida da aceitabilidade da variação do
processo
• Para estudar a capabilidade é necessário que o
processo esteja sob controle estatístico
• É necessário que seja estabelecido que o processo
é estável através das cartas de controle para
depois iniciar os estudos de capabilidade
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Capabilidade do Processo
• Determina a habilidade em satisfazer as
especificações e os limites de tolerância
• Fornece o diagnóstico do estado de controle
dos processos de produção, ou seja, se são
ou não capazes de satisfazer as solicitações
dos clientes
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Cálculo da Capabilidade
Conceito de tolerância
Dificilmente os processos produtivos
geram produtos com dimensões
exatamente iguais às NOMINAIS
Certo nível de variabilidade é inevitável!
O importante é que a variabilidade
90 mm +- 0,1 mm natural do processo esteja dentro
do limite TOLERÁVEL
(Faixa aceitável de dimensões:
de 89,9 mm até 90,1mm)
48
Capabilidade do Processo
No cálculo da capabilidade leva-se em conta a
variabilidade do processo, ou seja, o desvio
padrão que pode ser calculado ou estimado.
Utiliza-se dois índices Cp e Cpk.
• Se Cp ou Cpk > 1,0: o processo é capaz
• Se Cp ou Cpk = 1,0: o processo é
marginalmente capaz
• Se Cp ou Cpk < 1,0: o processo não é capaz
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Capabilidade do Processo
LIE LSE LIE LSE LIE LSE
Cp = 1 Cp > 1 Cp < 1
Cp = LST – LIT / 6s
Cpk = min[(X – LIT) / 3s ; (LST – X) / 3s]
LIE = Limite inferior especificado LIT = Limite inferior tolerado
LSE = Limite superior especificado LST = Limite superior tolerado
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Capabilidade do Processo
O índice Cp, mais simples, não leva em
consideração a centralização do processo:
• Considera como taxa de tolerância à variação
do processo
• Não é sensível aos deslocamentos (causas
especiais)
• Quanto maior o índice, menos provável que o
processo esteja fora das especificações
• Um processo com uma curva estreita (Cp
elevado) pode não estar de acordo com as
necessidades do cliente se não for centrado
dentro das especificações
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Capabilidade do Processo
O índice Cpk leva em consideração a
centralização do processo:
• É o ajuste do índice Cp para uma distribuição
não-centrada entre os limites de especificação
• É sensível aos deslocamentos (causas
especiais) dos dados
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Interpretação dos Índices de
Capabilidade
53
Interpretação dos Índices de
Capabilidade
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Fábrica de Arroz
Experimento Máquina 1
Experimento Máq.1 • Cliente requisitou:
Saco 1 200 Faixa de Especificação: 194 g a 218g
Saco 2 206
Saco 3 212 • Distribuição Normal
Saco 4 210 Média = 206g
Saco 5 202 Desvio padrão = 3,38g
Saco 6 208
Saco 7 204 • Cp = (LST – LIT)/6s = (218-194)/20,28 = 1,18
Saco 8 205 • Cpk = min[(206-194) /10,14 ; (218-206)/10,14]
Saco 9 207 Cpk = min[1,18 ; 1,18]
Saco 10 206 Cpk = 1, 18 > 1
Média 206 Portanto, o processo capaz
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Fábrica de Arroz
Experimento Máquina 2
Experimento Máq.2 • Cliente requisitou:
Saco 1 204
Faixa de Especificação: 194 a 218g
Saco 2 210
Saco 3 216
• Distribuição Normal
Saco 4 214
Média = 210g
Saco 5 206
Desvio padrão = 3,38g
Saco 6 212
Saco 7 208 • Cp = (LST – LIT)/6s = (218-194)/20,28 = 1,18
Saco 8 209 • Cpk = min[(210-194)/10,14 ; (218-210)/10,14]
Saco 9 211 Cpk = min[1,58 ; 0,79]
Saco 10 210
Cpk = 0,79 < 1
Média 210
Portanto, o processo incapaz
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