Energia eólica é uma das fontes renováveis de energia,
limpas e sustentáveis. Ela é a energia cinética derivada da força
dos ventos, que pode ser utilizada para várias finalidades,
incluindo a produção de eletricidade a partir de aerogeradores.
Os ventos são os responsáveis por movimentar as
hélices das turbinas eólicas e gerar a força mecânica que,
depois, será convertida em energia elétrica por meio de um
gerador de energia.
A capitação e utilização da energia eólica para geração
elétrica é feita por meio de aerogeradores (turbinas eólicas).
Uma torre de energia eólica funciona transformando a energia
cinética dos ventos em força mecânica e depois, em energia
elétrica.
O funcionamento de um aerogerador (gerador eólico)
começa pelas suas hélices (ou pás), que giram ao contato com
a força dos ventos, mas sempre de forma controlada. O
movimento das hélices faz girar o rotor e o eixo principal, o qual
está conectado a uma caixa multiplicadora (gearbox) que
aumenta a velocidade de rotação.
Por fim, essas energia mecânica da rotação chega ao
gerador, no qual dois imas criam o processo de indução
eletromecânica para produzir eletricidade em corrente
continua. Nesse caso, a turbina eólica deve conter um
conversor (inversor) para adapta-la em correntes alternadas,
tipo utilizado na rede elétrica e pelos aparelhos eletrônicos.
Nos grandes parques eólicos, a energia dos
aerogeradores é enviada às subestações de transformadores
que elevam a sua voltagem para ela ser transportada aos
centros urbanos por meio das linhas de transmissão de alta
tensão.
Podemos classificar os aerogeradores em dois tipos
principais
De eixo horizontal
De eixo vertical
Quanto maior for a altura da torre e tamanho do
gerador eólico, mais energia ele será capaz de gerar.
Atualmente, a maior turbina eólica em operação no mundo, a
Haliade-X, possui capacidade de produção de
14 Megawatts (MW) e pode gerar até 74 GWh de energia por
ano, enquanto o maior gerador operando em terra tem potência
de 4,8 MW.
No Brasil, o maior parque eólico da atualidade é o
Lagoa dos Ventos, da empresa Eneal, com 230 turbinas,
totalizando 716 MW de potência, capazes de gerar 3,3 TWh
(terawatts-hora) de energia
Os primeiros moinhos de vento surgiram na Asia e no
Oriente Médio, possuíam eixo vertical e eram utilizados para o
bombeamento de água e/ou moagem de grãos
Viajantes e mercadores levaram a tecnologia para a
Europa, onde os primeiros desses cataventos para geração de
força mecânica datam do século XI. Mais tarde, no século XIII,
os holandeses desenvolveram os primeiros moinhos de eixo
horizontal, mais potentes e que iriam se popularizar pelo
mundo até o avanço da Revolução Industrial, quando as
GERAÇÃO DE ENERGIA
O surgimento da energia eólica para geração de
eletricidade ocorreu em 1887, na cidade de Glasgow, Escócia,
onde o Professor James Blythe, da antiga Universidade de
Anderson, criou o primeiro moinho eólico capaz de gerar
energia elétrica.
O catavento tinha apenas 10 metros de altura e
possuía eixo vertical, sendo utilizado por Blyth para carregar os
acumuladores que abasteciam a sua casa de campo.
Foi somente a partir dos anos 1970, com a crise do
petróleo no Oriente Médio, que a energia eólica realmente
começou a tomar força. Em 1975, a Nasa e o governo norte-
americano começaram a desenvolver as primeiras turbinas
eólicas de uso comercial, que inspiraram boa parte da
tecnologia utilizada até hoje.
No Brasil, a primeira torre de energia eólica foi
instalada em 1992, na ilha de Fernando de Noronha.
O Brasil apresenta um enorme potencial eólico,
estimado em aproximadamente 500 GW, mas que começou a
ser explorado há pouco tempo. Os primeiros esforços do
governo nesse sentido surgiram somente em 2001, quando foi
lançado o Programa Emergencial de Energia Eólica (Proeólica)
devido à crise energética da época.
Em 2002, foi a vez do Programa de Incentivo às Fontes
Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa), que reforçou os
interesses nessa fonte de energia limpa. Mas foi somente em
2009, com o primeiro leilão de energia exclusivo para a fonte
eólica, que a tecnologia dos aerogeradores começou a ganhar
impulso no Brasil
Hoje, o país é o sétimo do mundo com maior capacidade
acumulada de energia eólica, segundo o Ranking Mundial do
Global Wind Energy Council (GWEC). Além dos parques de
geração centralizada, essa energia também é utilizada no Brasil
em projetos de geração distribuida, porém em número muito
pequeno
Energia eólica
Estado Capacidade instalada (MW)
1º RN 5154,2
2º BA 4879,6
3º PI 2275,9
4º CE 2179,3
5º RS 1835,9
6º PE 798,4
7º MA 426
8º SC 238,5
9º PB 157,2
10º SE 34,5
11º RJ 28,1
12º PR 2,5
Risco às aves locais, que chocam com as pás das turbinas e
morrem
Interferência com a rota migratória de alguns pássaros.
Supressão vegetal para a construção das grandes torres e
redes de distribuição
Modificação da paisagem natural com grandes torres
Emissão de ruído pelas turbinas