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Tipos de Rochas: Ígneas, Sedimentares e Metamórficas

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Aula 5

Geociências
 Divididas em 3 grandes grupos: ígneas, sedimentares e metamórficas, caracterizados com base
nos processos envolvidos em sua formação.
Distribuição dos tipos de rochas:
 Crosta: 95% rochas ígneas e metamórficas e 5% a rochas sedimentares
 Área de exposição rochosa nos continentes e assoalhos oceânicos: 75% sedimentares e
25% cristalinas. As rochas sedimentares formam uma delgada lâmina que recobre as rochas
ígneas e metamórficas.
 Várias possibilidades de
transformação de um tipo de rocha em
outro;
 Cadeia de processos inicialmente
percebida por James Hutton, por volta
de 1790;
 Existe desde os primórdios da história
geológica da Terra e, através dele, a
crosta está em constante
transformação e evolução.
 Formadas pela cristalização dos
magmas;
 Trazem informações sobre as
regiões profundas da crosta e do
manto.
 Produto da consolidação de
sedimentos na superfície terrestre;
 Fornecem informações sobre as
variações ambientais ao longo do
tempo geológico;
 Fósseis são preservados nessas rochas.
 Produto da transformação de qualquer
tipo de rocha quando exposta a
ambientes com condições físicas
(pressão e temperatura) ou
composição química distintas daquela
onde a rocha de formou originalmente.
 O estudo dessas rochas permite a
identificação de grandes eventos
geotectônicos ocorridos no passado.
 Ígneo: do latim ignis, “fogo”;
 Precursora de praticamente todas as
rochas conhecidas;
 Correspondem a 90% do volume da
crosta;
 Alojam depósitos minerais;
 Variedade de tipos e feições
decorrentes de vários fatores: região
de origem do magma e modificações
sofridas pelo magma durante o
percurso do local de geração até a
consolidação.
 Se originam da fusão parcial de rochas na
astenosfera ou na parte inferior da litosfera.
 Estão em altas temperaturas, entre 700°C e
1200°C.
 Apresentam 3 partes, em proporções
variadas:
 Líquida, com rochas fundidas;
 Sólida, com minerais já cristalizados e
fragmentos de rochas;
 Gasosa, com voláteis dissolvidos na parte
líquida, predominantemente H20 e CO2,
também CH4, SO4 e outros.
A composição dos magmas depende de
vários fatores:
A) Composição da rocha geradora;
B) Condições em que ocorreu a fusão e a
taxa de fusão do magma;
C) Processos que atuam sobre o magma
do local de origem até o local de
consolidação.
Principais componentes: Oxigênio (O) e
Silício (Si), além de Alumínio (Al), Cálcio
(Ca), Ferro (Fe), Magnésio (Mg), Sódio
(Na), Potássio (K), Manganês (Mn), Titânio
(Ti e Fósforo (P).
 Composição silicática (SiO4), majoritariamente.

Variação composicional descrita pelo teor de sílica:


 Granítico ou riolítico – a partir de 66%
 Andesítico – 52 a 66%
 Basáltico – 45 a 52%
Quanto maior o teor de sílica, maior a acidez do
magma.
Fusão parcial do manto superior ou da crosta
oceânica: tende a gerar magmas mais pobres em sílica
(magmas basálticos).
Fusão parcial de rochas da crosta continental: tende
a gerar magmas mais ricos em sílica (magmas
graníticos).
Magmas graníticos e basálticos são preponderantes
em volume!
Parâmetros: composição química (sobretudo o teor de
sílica), quantidade de água, grau de cristalinidade, teor de
gases dissolvidos e temperatura.
Tendência em relação à viscosidade (maior ou menor
facilidade de fluir, medida em poises):
 Magmas pouco viscosos, ricos em sílica e por isso
ácidos: têm dificuldade para extravasar, formando
frequentemente “rolhas” que entopem os condutos
vulcânicos, o que aumenta a pressão e acúmulo de
gases. Quando a pressão interna supera o peso das
rochas sobrejacentes ou ocorre descompressão súbita
por avalanche, por exemplo, ocorrem explosões.
Exemplo: magmas graníticos ou riolíticos.
 Magmas mais viscosos, pobres em sílica e por isso
básicos: mais fluidos, extravasam com facilidade e
formam corridas de lava. Exemplo: magmas basálticos.
Os minerais se cristalizam em momentos
diferentes a depender das condições de
temperatura. Isso resulta na separação dos minerais
conforme eles se formam, criando composições
diferentes no magma residual.
1) À medida que o magma esfria, os minerais
começam a cristalizar em ordens específicas,
dependendo de seus pontos de fusão;
2) Separação: os primeiros minerais a cristalizar,
como olivina e piroxênio, são mais densos e podem
se depositar no fundo da câmara magmática,
enquanto o magma restante se torna cada vez mais
rico em outros elementos;
3) Magma residual: o magma que sobra pode ter
uma composição diferente, levando à formação de
minerais diferentes em etapas posteriores.
Em função da velocidade de resfriamento e do local de
consolidação do magma, na superfície ou em
profundidade, podemos fazer a distinção entre dois
grupos de rochas ígneas:
 Vulcânicas ou extrusivas: formadas a partir da
solidificação do magma expelido durante erupções
vulcânicas.
 Plutônicas ou intrusivas: formadas a partir da
solidificação do magma no interior da superfície da
Terra.
 Intrusivas plutônicas ou abissais: formadas em grandes
profundidades.
 Intrusivas hipoabissais ou subvulcânicas: formadas a
pouca profundidade.
A composição química das rochas é estimada por
meio de seus minerais constituintes e da
proporção entre eles.
Dentre os parâmetros químicos o teor de sílica é
muito importante:
 Rochas ácidas: teor superior a 66%
 Rochas intermediárias: teor entre 66% e 52%
 Rochas básicas: teor entre 52% e 45%
 Rochas ultrabásicas: teor inferior a 45%
 Minerais ricos em sílica (SiO₂) alumínio,  Minerais ricos em magnésio e ferro;
sódio e potássio;
 Teor de sílica (SiO₂): 45% a 55%
 Teor de sílica (SiO₂): >65%
 Em geral, têm cor escura;
 Em geral, têm cor clara;
 Possuem maior densidade;
 Possuem menor densidade;
 Típicos de rochas ígneas, presentes em
 Por possuir menor teor de ferro e rochas basálticas e gabros;
magnésio, diferem dos minerais máficos,
 Se formam em temperaturas mais altas
que são escuros e densos;
durante a cristalização do magma e têm
 Importantes na formação de rochas papel importante na classificação das
ígneas como o granito, riolito e sienito; rochas ígneas;
 Exemplos: quartzo, feldspatos alcalinos,  Exemplos: olivina, piroxênio, anfíbolas e
pagioclásios félsicos e muscovita. biotita.
 Resfriamento muito rápido: consolidação tão
rápida que não há tempo suficiente para o
surgimento dos germes cristalinos ou o
desenvolvimento adequado de minerais a
partir deles, originando então o vidro
vulcânico. Exemplo: obsidiana.
 Resfriamento rápido: grande número de
germes de cristalização é formado em curto
intervalo de tempo, sem que haja difusão
adequada dos elementos químicos em sua
direção. Formam-se cristais diminutos e em
grande quantidade. Exemplo: basalto.
 Resfriamento lento: acontece em
profundidade, em que rochas encaixantes
constituem isolantes térmicos, diminuindo a
perda de calor do magma. Na cristalização, a
difusão dos elementos químicos no magma é
mais eficiente, por isso desenvolvem-se
minerais de dimensões maiores. Exemplo:
granito.
 Textura: características e relações entre os minerais,
observadas as dimensões absolutas e relativas, seus
hábitos e formas.
 Estrutura: arranjo de porções distintas de uma rocha,
por exemplo, se é bandada ou maciça, além das
feições macroscópicas (características visíveis a olho
nu, como cor e textura geral) e mesoscrópicas
(detalhes que exigem uma observação mais atenta,
como alinhamentos e bandamentos, visíveis com uma
lupa ou exame minucioso).
Os contrastes mais evidentes se referem à consolidação
em ambiente vulcânico (na superfície ou nos condutos
próximos) ou no interior da crosta.
Textura afanítica: granulação muito fina, cristais quase imperceptíveis
a olho nu.
Textura fanerítica: minerais têm dimensões perceptíveis a olho nu.
Vidro vulcânico: resfriamento rápido da lava não permite a
organização dos elementos químicos em estruturas cristalinas.
 Granulação fina: < 1mm
 Granulação média: até alguns mm
 Granulação grossa: 0,5 a 3 cm
 Granulação muito grossa: ordem de vários cm, dm e até m. Exemplo:
pegmatitos, causados pela grande riqueza de fluidos e presença de
elementos químicos de alta mobilidade.
Textura equigranular: todos os constituintes têm dimensões da
mesma ordem de grandeza.
Textura porfirítica: uma geração de cristais se sobressai por
dimensões superiores às dos demais constituintes. Os fenocristais
correspondem aos minerais de tamanhos avantajados e a matriz aos
demais cristais de dimensões inferiores.
 Maciça: magmas se alojam e consolidam em regimes
livres de tensões.
 Estruturas indicativas de fluxos: formados durante o
movimento do magma ou lava antes da solidificação
completa. Podem ser, por exemplo, do tipo fluidal, de
bandeamento ou vesicular.
 Estruturas indicativas de escape de gases: vesículas
(vazias) ou amígadas (preenchidas por variedades
cristalinas). Podem ser:
 Escoriáceas: rochas com alto volume de vesículas
(orifícios).
 Púmice ou pedra-pomes: tipo particular de rocha
vulcânica vítrea, formada a partir de uma espuma
vulcânica com alto índice de vazios produzidos pelo
escape súbito de gases.
A classificação das rochas ígneas é definida pela proporção observada entre seus constituintes minerais
majoritários, ou por meio de outros critérios quando os minerais individuais não forem visíveis.
 Rochas ultramáficas: com mais de 90% dos
minerais máficos (composição rica em minerais de
silicato contendo magnésio e ferro) formam 2
grupos:
 Peridotitos
 Ricos em olivina e proporções variadas de piroxênios;
 Rochas constituintes do manto da Terra;
 Fonte de magmas basálticos

 Piroxênitos
 Compostos predominantemente por minerais do grupo
dos piroxênios, como augita, hiperstênio ou diopsídio.
Podem conter um pouco de olivina
 Ocorrem em corpos máficos-ultramáficos estratiformes,
formados pelo acúmulo de piroxênio cristalizado na
câmara magmática.
 Imagem: peridotita e perixonita
 A maioria das rochas ígneas da crosta apresenta M<90.
 Neste caso, elas são classificadas pelas proporções que
presentam entre seus constituintes félsicos: feldspatos
alcalinos (A), plagioclásio (P), quartzo (Q) e feldspatoides.
 Observações:
 Quartzo, sílica cristalina livre, é incompatível com a
presença de feldspatoides, que possuem quantidade reduzida
de sílica em comparação com os feldspatos.
 Feldspatoides se formam em rochas ígneas que cristalizam a
partir de magmas deficientes em sílica. Por isso não
ocorrem em associação com o quartzo, já que esse mineral,
quando presente, consumiria o excesso de sílica do magma.
 Processo de colocação e consolidação do
magma no interior da crosta;
 Nome remete a Plutão, deus do inferno e das
profundezas;
 Os corpos rochosos só podem ser vistos hoje,
milhões de anos após a consolidação, por conta
do soerguimento e erosão.
Tipos:
 Corpos intrusivos plutônicos ou abissais, com
profundidade maior que 2 km: batólitos e stocks.
 Corpos intrusivos subvulcânicos ou
hipoabissais, em profundidade rasa: diques,
sills, lacólitos e necks vulcânicos.
 Batólitos: corpos ígneos plutônicos de
grande dimensão, com formas irregulares e
que apresentam área exposta superior a 100
km2.
 Stocks: área inferior a 100km2.
Ambos são corpos intrusivos discordantes,
que cortam as estruturas das rochas
encaixantes.
Batólitos constituem as raízes das cadeias de
montanhas, podendo atingir 20 a 30km de
diâmetro.
Diques:
 Formados quando o magma invade as rochas
encaixantes pelas fraturas e falhas, em formato
tabular,
 Por cortarem a estruturação original das rochas são
denominados corpos discordantes;
 Ocorrem isolados ou em conjuntos chamados
enxames.
 O tamanho depende do volume de magma
disponível e do tamanho da fratura que percola;
 Em geral, são constituídos por magmas básicos
(basálticos), mais fluidos;
 Podem ser grandes, como o “Grande Dique” da
Rodésia, com 500km de comprimento e 8km de
espessura, e também pequenos, com metros ou
centímetros. Imagem: dique no Alasca.
Sills (soleiras):
 Corpos intrusivos tabulares que se alojam com
atitude horizontal, paralelamente às estruturas
originais das rochas sedimentares encaixantes
e por isso chamado de corpos concordantes;
 Tamanho variável, feição comum e espessura
relativamente constante;
 Formados por lavas fluidas, majoritariamente
por magma basáltico;
 Sua ocorrência, por ser um corpo concordante,
exige que a camada de rocha sedimentar seja
soerguida a uma altura igual à da espessura do
sill.
Lacólitos:
 Corpos ígneos intrusivos com forma de cogumelo;
 Se inserem concordantemente entre camadas de
rochas sedimentares, arqueando as camadas
sobrejacentes para criar seu espaço de
alojamento, nisso se diferenciado dos sills.;
 São formados por magmas graníticos, mais
viscosos;
 Constituem em geral corpos pequenos, largura
inferior a poucos km.
Necks vulcânicos:
 Corpos intrusivos circulares discordantes;
 Formados pela consolidação do magma dentro
de chaminés vulcânicas, condutos por onde o
magma sobe e chega à superfície através do
vulcão;
 Após a erosão do edifício vulcânico, sobressai
o neck vulcânico;
 A partir da parte central da chaminé, o magma
pode percolar lateralmente, preenchendo
fraturas e gerando diques radicais.
Observações em torno do grão:
 Rocha mãe > intemperismo > partículas (partes
pequenas) > transporte mecânico > partícula
sedimentar > grão
 Denota transporte mecânico;
 Pode sofrer mudanças físicas (texturais) ou químicas
(mineralógicas);
 “Maturação” depende do grau de sensibilidade do
mineral que o constitui, como dureza;
 Sofre mudanças de ordem física e química:
 Mudanças físicas durante o transporte sedimentar,
como redução de tamanho e arredondamento;
 Mudanças químicas como alterações nas superfícies
de fratura e clivagem até a completa transformação
ou mesmo dissolução do mineral.
Sinônimos de grão:
 Detrito: aquilo que é possível de sofrer atrito;
 Clasto: etimologicamente, que se quebra, ampliado para
qualquer sedimento que experimentou transporte mecânico;
 Epiclasto: sedimento transportado por força dos agentes da
dinâmica externa da Terra, como correntes, geleiras e ventos;
 Vulcanoclato: sedimentos transportados por fenômenos da
dinâmica interna, manifestados sob a forma de explosão
vulcânica. Podem ser:
 Piroclastos: derivados de pedaços de lava incandescente
 Autoclastos: arrancados do edifício vulcânico consolidado
 Clásticas: formadas por detritos de rochas e
minerais transportados. Exemplo: arenito.
 Químicas: formadas por íons em solução
precipitados. Exemplo: evaporitos (imagem: salar
de Uyuni, Bolívia).
 Biogênicas, biológicas ou bioquímicas: formadas
por ação de organismos aquáticos ou acúmulo de
seus esqueletos. Exemplo: coquina (imagem;
formada pelo acúmulo de conchas cimentadas).
 Orgânicas: formadas por acúmulo de matéria
orgânica e restos vegetais formando argilas
orgânicas e carvão. Exemplo: carvão mineral.
Com base na granulometria dos sedimentos,
as rochas sedimentares clásticas podem ser
denominadas de:
• Conglomerado – formado principalmente
por cascalhos arredondados (brecha é
similar ao conglomerado, mas formada por
cascalhos angulosos);
• Arenito – constituído principalmente por
grãos de quartzo (grãos de areia);
• Siltito – constituídos principalmente de
grãos finos de quartzo e argilominerais
(grãos de silte);
• Folhelho e argilito – formados
principalmente de argilominerais, com
(grãos de argila).
 Processos geológicos envolvidos
em torno do grão:
 Intemperismo
 Erosão
 Transporte
 Deposição
 Diagênese
 Conjunto de processos que causam a decomposição e
desintegração das rochas na superfície terrestre.
 Tipos:
 Físico: fragmentação das rochas em partículas
menores sem alteração química (ex.: gelo/desgelo,
abrasão por vento ou água).
 Químico: alteração na composição química das
rochas devido a reações químicas, como hidrólise,
oxidação ou dissolução.
 Biológico: ação de organismos vivos (raízes de
plantas, microorganismos) que degradam as
rochas.
 Processo de remoção de materiais
intemperizados pela ação de agentes
externos, como água, vento, gelo ou
gravidade.
 Diferença em relação ao intemperismo: o
intemperismo quebra e altera a rocha; a
erosão remove os sedimentos gerados.
 Exemplo: o escoamento superficial de uma
chuva que arrasta partículas do solo.
 É o movimento dos sedimentos pela
ação de agentes como água, vento, gelo
ou gravidade, após a erosão.
 Diferença de erosão e transporte é que
erosão remove os sedimentos do local de
origem, e o transporte desloca os
sedimentos por certa distância.
 Modos de transporte:
 Água: sedimentos suspensos, rolando no
leito do rio ou dissolvidos;
 Vento: movimento de partículas finas, como
areias em desertos;
 Gelo: arraste de sedimentos em geleiras;
 Gravidade: movimentos de massa, como
deslizamentos.
 Ocorre quando o agente
transportador perde energia e os
sedimentos são depositados.
 Ambientes de deposição:
 Continentais: rios, lagos, desertos, bacias
sedimentares.
 Costeiros: praias, deltas.
 Marinhos: plataformas continentais, fundos
oceânicos.
• É o conjunto de transformações de ordem físico-
químicos que o depósito sedimentar sofre após sua
deposição, prosseguindo indefinidamente.
• Principais Etapas:
• Compactação: sedimentos são comprimidos devido
ao peso das camadas superiores, reduzindo
porosidade.
• Cimentação: precipitação de minerais (como
quartzo ou calcita) entre os grãos, formando um
cimento natural.
• Recristalização: minerais originais podem
recristalizar devido a pressões e temperaturas mais
altas.
• Exemplo: transformação de areia em arenito.
Compactação:
 Mecânica ou química;
 Abrange mudança no empacotamento intergranular e
quebra ou deformação de grãos individuais.
Dissolução e compactação química:
 Pode ocorrer com ou sem efeito significativo de
pressão e soterramento;
 Compactação química reduz o volume total da rocha,
diminui sua porosidade e aumenta a resistência.
Cimentação:
 Precipitação química de minerais a partir de íons em
solução na água intersticial;
 Ocorre em conjunto com o processo de dissolução,
pelo qual a concentração iônica da água é
gradualmente aumentada.
Recristalização diagenética:
 Modificação da mineralogia e textura cristalina de
componentes sedimentares pela ação de soluções intersticiais
em condições de soterramento;
 Dois tipos de modificações mais comuns:
 Transformação da aragonita em calcita – Neomorfismo: não
ocorre nenhuma mudança essencial na composição química,
apenas de estrutura cristalina (imagem);
 Transformação do carbonato (aragonita e/ou calcita) em sílica
– Substituição: a composição química é drasticamente
modificada.

Os processos diagenéticos modificam a textura e mineralogia


dos grãos, alteram a forma e a taxa de porosidade e criam novos
componentes mineralógicos, sob a forma de cimentos.
Deposicionais:
 Arcabouço: fração clástica principal e frações mais
grossas;
 Matriz: material clástico mais fino;
 Poros originais: volume, geometria e distribuição de
poros que o agregado sedimentar tinha no momento da
deposição; é uma fração efêmera, modificável pelo
soterramento.
Diagenéticos:
 Cimento: fechamento de poros pela precipitação de
minerais;
 Porosidade secundária: resulta da interação química do
arcabouço e da matriz com a água intersticial, favorecida
ou não por condições de temperatura e pressão.
A porosidade típica das rochas
sedimentares clásticas permite o acúmulo
de água, com a formação de aquíferos, e
também o acúmulo de gás e petróleo.
Rochas metamórficas:
 Se originam de outras rochas preexistentes, em
resposta a mudanças nas condições de temperatura
e pressão no interior da crosta terrestre;
 É o grupo de rocha de mais difícil compreensão,
já que seus processos formadores desenvolvem-se
em ambientes inacessíveis à observação direta;
 O que conhecemos sobre metamorfismo deve-se à
interpretação de feições observadas nas rochas
expostas à superfície e estudos em laboratório.
 É um conjunto de transformações com
mudanças na estrutura, textura, composição
mineralógica ou química pelas quais uma
rocha preexistente chamada protolito
adapta-se a novas condições físico-químicas
no interior da crosta;
 As mudanças mineralógicas resultam de
reações no estado sólido;
 Os principais parâmetros envolvidos no
metamorfismo são temperatura e pressão.
 Algumas características dos protolitos, como
composição química, estruturas e texturas primárias e
até alguns de seus minerais originais podem ser
preservadas durante as transformações metamórficas.
Essas feições representam a memória da rocha que
existiu antes do metamorfismo.
 As feições adquiridas (associações minerais, texturas e
estruturas) permitem deduzir as condições físico-
químicas atuantes durante o metamorfismo e
reconstruir a evolução dessas rochas no interior da
crosta.
 O campo do metamorfismo abrange temperaturas e
pressões maiores que as do campo diagenético (200
– 300°C até 900 – 1000°)
 A maioria dos processos metamórficos ocorre
associada às margens de placas convergentes,
onde se desenvolvem as grandes cadeiras de
montanhas;
 No fundo dos oceanos, nas margens construtivas,
rochas metamórficas desenvolvem-se nas
proximidades das dorsais meso-oceânicas em
consequência do alto fluxo de calor;
 O manto terrestre é constituído, em sua maioria, por
rochas metamórficas. Os peridotitos mantélicos
sofrem constante deformação e recristalização em
consequência do lento fluxo convectivo do manto, que
se processa essencialmente no estado sólido.
1) Natureza do protolito:
 Características mineralógicas, químicas, texturais e estruturais da rocha precursora
serão determinantes para o desenvolvimento das feições adquiridas no
metamorfismo;
 A composição mineralógica e, por conseguinte, a química irão definir que
associações de minerais poderão se formar à medida que variam a temperatura, a
pressão e a composição da fase fluida ao redor;
 Forma, dimensões dos corpos das rochas e características texturais e estruturais
também terão influência durante o metamorfismo.
 Rochas sedimentares, mais porosas e ricas em água, são metamorfizadas de maneira
mais eficiente e homogênea.
 Corpos de rochas ígneas maciças, como diques e sills de diabásio intrusivos em
rochas sedimentares frequentemente se deformam de forma heterogênea. No núcleo,
as feições do protolito se preservam.
2) Temperatura
 A condução térmica é a principal responsável pela
distribuição do calor na maior parte dos terrenos
metamórficos;
 A mudança de temperatura em um ambiente geológico
provoca reações químicas entre os minerais presentes nas
rochas, reequilibrando-os sob as novas condições;
 As reações metamórficas iniciam-se a temperaturas
superiores a 200°C;
 Em temperaturas muito elevadas, o metamorfismo se
desenvolve até o limite do campo de geração das rochas
ígneas, quando então ocorrem processos de fusão parcial
originando rochas mistas denominadas migmatitos. Essas
rochas apresentam porções metamórficas recristalizadas em
estado sólido e porções ígneas cristalizadas a partir do
material fundido.
3) Pressão litostática e dirigida
 Pressão litostática é função da coluna de rochas
sobrejacente e de sua densidade;
 A presença de fase fluida intersticial atua como
componente de pressão no sentido contrário, tendendo
a aliviar a pressão listostática e favorecendo o
desenvolvimento de fraturas;
 A pressão litostática não causa deformação mecânica
acentuada durante o metamorfismo, por ter intensidade
uniforme (imagem superior);
 A pressão dirigida é produzida pela movimentação das
placas litosféricas e atua de forma vetorial, produzindo
tensões e deformações (imagem inferior).
4) Fluidos
 Sistemas metamórficos contém uma fase fluida,
constituída sobretudo por H2O e/ou CO2.
 Os minerais podem conter diminutas inclusões
fluidas que representam amostras do fluido que
foram aprisionados durante a sua cristalização.
 A pressão dos fluidos é a pressão exercida pelos
fluidos intersticiais sobre os minerais e pode se
equiparar à pressão litostática.
 Se a pressão dos fluidos superar a resistência
mecânica da rocha, ocorrerá seu fraturamento
hidráulico e perda de fluidos por meio de
fraturas. Esse processo é importante para a
formação dos depósitos minerais, pois
possibilita a concentração de minério nos veios.
5) Tempo
 Fator importante no
metamorfismo, mas de difícil
aferição;
 Reações metamórficas são lentas
e contínuas;
 Estudos geocronológicos e
modelagens teóricas mostram
eventos de 10 a 50 milhões de
anos para terrenos metamórficos.
Quando uma rocha é submetida ao metamorfismo, os minerais originais são substituídos por
minerais estáveis nas novas condições de pressão e temperatura através de diversos
processos:
 Reações metamórficas: substituição da associação mineral de um protolito pela
associação metamórfica estável sob as novas condições, reduzindo a energia livre do
sistema em resposta às novas condições físico-químicas.
 Paragênese mineral (formação conjunta): associação de minerais em equilíbrio
termodinâmico, que se formaram juntos naquele ambiente específico. Em função das
condições de metamorfismo, um mesmo protolito pode gerar paragêneses distintas.
 Metamorfismo isoquímico: rocha se comporta como um sistema fechado, sem ganho nem
perda de constituintes químicos.
 Metassomatismo: rocha é submetida a variações composicionais intensas, em sistema
aberto.
A partir de:
 Principais parâmetros físicos envolvidos;
 Mecanismo responsável pela conjunção
desses parâmetros;
 Localização e extensão da crosta terrestre;
 Tempo de ação dos processos
metamórficos;
 Tipos de rochas metamórficas que se
formam.
 Extensas regiões crustais e níveis profundos;
 Relacionado geralmente a cinturões orogênicos nos limites
das placas convergentes;
 Transformações se processam pela ação combinada da
temperatura, pressão litostática (igual em todas as direções)
e pressão dirigida (vetorial), que persistem durante
centenas de milhares a alguns milhões de anos;
 Protolitos fortemente deformados (dobrados e falhados) ao
mesmo tempo em que sofrem recristalização;
 Responsável pela formação da maioria das rochas
metamórficas na crosta;
 Rochas metamórficas resultantes: ardósias, filitos, micaxistos,
gnaisses, anfibólios, granulitos, migmatitos.
 Desenvolve-se nas rochas encaixantes ao redor
de intrusões magmáticas, formando auréolas de
metamorfismo de contato;
 Principais transformações se devem ao calor
emanado do magma;
 Metamorfismo transcorre sem deformação
acentuada;
 Rocha resultante é denominada genericamente
como hornfels ou cornubianito. Apresenta
textura granular fina, isótropa e estrutura
maciça.
 Desenvolve-se em faixas longas e estreitas nas adjacências
de falhas ou zonas de cisalhamento;
 A energia mecânica envolvida produz intensa cominuição
(quebra) dos minerais na zona de maior deformação,
reduzindo a granulação das rochas em escalas diversas;
 Uma rocha formada nessas condições recebe o nome de
milonito;
 Provoca transformações texturais e estruturais, como
microbandeamento ou laminações tectônicas;
 Em zonas de cisalhamento profundas, os minerais passam a
se comportar de forma dúctil, sofrendo deformação
plástica e estiramento. A cominuição ocorre por
recristalização dinâmica, em que os minerais recristalizam
continuamente em grãos mais finos.
As rochas metamórficas são classificadas como foliadas e não-
foliadas.
 Foliadas: resultam do crescimento de minerais segundo a
direção de menor esforço como resposta à pressão dirigida.
A nova estrutura planar decorre do realinhamento de
minerais placoides (micas) ou da alternância de leitos e
camadas com diferentes composições mineralógicas da
rocha, como no caso do gnaisse. Exemplos: ardósia, filito,
xisto e gnaisse.
 Não–foliadas: apresentam apenas textura granular grossa,
não havendo orientação dos minerais. Trata-se, em geral, de
rochas monominerálicas com estrutura maciça, como o
quartzito. Exemplos: mármore e quartzito.
Maciça:
 Rochas sem atuação de pressão dirigida;
 Quando as paragêneses metamórficas são formadas
durante a atuação da pressão dirigida, as rochas
adquirem estruturas orientadas e desenvolvem
foliações de diversos tipos.
Xistosa:
 Foliação definida pela orientação de minerais placoides
(micas, clorita, talco) ou prismático (anfibólios)
 Quando a foliação é incipiente, definida pela
orientação de minerais micáceos finos e indistintos a
olho nu, a rocha apresenta fissilidade (propriedade
associada à quebra) denominada clivagem ardosiana;
 Gnaisses desenvolvem orientação dos feldspatos e
quartzo, seus constituintes fundamentais, definindo a
estrutura ou foliação gnáissica;
 Em gnaisses é comum o bandeamento ou estrutura
bandada com faixas de coloração alternadas.

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