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Demonstrações Financeiras Básicas

curso de contabilidade parte 3

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Noções Básicas de Contabilidade Geral

MÓDULO III
Demonstrações Financeiras e Notas Explicativas

Fortaleza (CE), dezembro de 2018


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Noções Básicas de Contabilidade Geral


Módulo III
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Sumário

1. DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS ................................................................................................................4

1.1. Conceito ................................................................................................................................................4

1.2. Balanço Patrimonial ............................................................................................................................4

1.3. Demonstração do Resultado do Exercício .......................................................................................8

1.4. Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados ....................................................................10

1.5. Demonstração dos Fluxos de Caixa ................................................................................................12

1.6. Demonstração do Valor Adicionado ...............................................................................................16

2. NOTAS EXPLICATIVAS................................................................................................................................19

2.1. Função .................................................................................................................................................19

2.2. Conteúdo.............................................................................................................................................19

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1. DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

1.1. Conceito

As demonstrações financeiras são uma representação estruturada da posição


patrimonial e financeira em determinada data e das transações realizadas por uma
entidade no período findo nessa data. Elas evidenciam, dentre outras informações da
entidade, a composição patrimonial de seus bens e direitos, a sua estrutura financeira
relacionada à composição de capitais, próprio e de terceiros, sua liquidez de curto e
longo prazo e o seu desempenho, sob a forma de lucro ou prejuízo, em cada exercício
encerrado.

Com relação ao conjunto de demonstrações financeiras obrigatórias, o Art. 176,


da Lei n° 6.404/76, determina:

Ao fim de cada exercício social, a diretoria fará elaborar, com base na escrituração
mercantil da companhia, as seguintes demonstrações financeiras, que deverão exprimir
com clareza a situação do patrimônio da companhia e as mutações ocorridas no
exercício:
I – balanço patrimonial;
II – demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados;
III – demonstração do resultado do exercício;
IV – demonstração dos fluxos de caixa; e,
V – se companhia aberta, demonstração do valor adicionado.

As demonstrações financeiras serão sempre apresentadas comparativamente, ou


seja, uma demonstração financeira encerrada no exercício de X1 será apresentada em
conjunto com a do exercício de X0 e assim sucessivamente. O objetivo é permitir que os
seus usuários consigam comparar a evolução dos diversos grupos de contas patrimoniais
e de resultado, de um exercício para o outro.

Os procedimentos práticos relacionados à elaboração e apresentação das


demonstrações financeiras encontram-se dispostos na NBC TG 26 (R5) - Apresentação das
Demonstrações Contábeis, de 24/11/2017, do CFC, a qual, na prática, determina, dentre
outros, o conteúdo mínimo obrigatório para cada demonstração e a forma como devem
ser apresentadas.

1.2. Balanço Patrimonial

O Balanço Patrimonial é a demonstração financeira que apresenta a composição


do patrimônio de uma entidade em uma determinada data, ou seja, a composição de

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seus ativos, passivos e patrimônio líquido, dispostos em ordem decrescente, de grau de


liquidez, para os bens e direitos e de grau de exigibilidade, para as obrigações,
conforme disposições constantes do § 1º do Art. 178 da Lei nº 6.404/76 e do parágrafo
60, da NBC TG 26 (R5) - Apresentação das Demonstrações Contábeis, de 24/11/2017, do
CFC.

A elaboração do Balanço Patrimonial se dá a partir dos saldos das contas,


extraídos do Livro Razão. Deve ser feito um primeiro balancete de verificação, no qual
todas as contas são apresentadas, tanto as patrimoniais, quanto as de resultado. Na
sequência, é feita a apuração do resultado do exercício, mediante encerramento dos
saldos das contas de despesas e receitas movimentadas no exercício. O resultado
representará o lucro ou o prejuízo da entidade no período, conforme demonstrado de
forma simplificada a seguir.

1. A Empresa Simplificada S/A apurou os saldos de suas contas patrimoniais e


de resultado, na posição de 31/12/X1:

Nome da conta Valor


 Caixa R$ 100.000,00
 Bancos conta movimento R$ 1.000.000,00
 Aplicações de liquidez imediata R$ 500.000,00
 Duplicatas a receber (curto prazo) R$ 1.000.000,00
 Estoques de mercadorias (curto prazo) R$ 5.000.000,00
 Investimentos em coligadas R$ 5.000.000,00
 Veículos R$ 500.000,00
 Máquinas e equipamentos R$ 300.000,00
 Móveis e utensílios R$ 50.000,00
 Edificações R$ 1.000.000,00
 Terrenos R$ 300.000,00
 Depreciação acumulada R$ 200.000,00
 Duplicatas a pagar (curto prazo) R$ 200.000,00
 Duplicatas a pagar (longo prazo) R$ 300.000,00
 ICMS a recolher R$ 50.000,00
 Financiamentos a pagar (curto prazo) R$ 100.000,00
 Financiamentos a pagar (longo prazo) R$ 200.000,00
 Salários a pagar R$ 500.000,00
 Capital R$ 11.000.000,00
 Reservas de lucros R$ 80.000,00
 Receitas de vendas R$ 5.000.000,00
 Receitas financeiras R$ 100.000,00
 ICMS sobre vendas R$ 400.000,00
 Custo das mercadorias vendidas (CMV) R$ 2.000.000,00
 Despesas de salários R$ 500.000,00
 Despesas de depreciação R$ 50.000,00
 Despesas financeiras R$ 30.000,00

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2. Na sequência:

a) apurou o balancete de verificação:

 Caixa R$ 100.000,00
 Bancos conta movimento R$ 1.000.000,00
 Aplicações de liquidez imediata R$ 500.000,00
 Duplicatas a receber R$ 1.000.000,00
 Estoques de mercadorias R$ 5.000.000,00
 Investimentos em coligadas R$ 5.000.000,00
 Veículos R$ 500.000,00
 Máquinas e equipamentos R$ 300.000,00
 Móveis e utensílios R$ 50.000,00
 Edificações R$ 1.000.000,00
 Terrenos R$ 300.000,00
 ICMS sobre vendas R$ 400.000,00
 Custo das mercadorias vendidas (CMV) R$ 2.000.000,00
 Despesas de salários R$ 500.000,00
 Despesas de depreciação R$ 50.000,00
 Despesas financeiras R$ 30.000,00
 Total devedor R$ 17.730.000,00
 Depreciação acumulada R$ 200.000,00
 Duplicatas a pagar R$ 500.000,00
 ICMS a recolher R$ 50.000,00
 Financiamentos a pagar R$ 300.000,00
 Salários a pagar R$ 500.000,00
 Capital R$ 11.000.000,00
 Reservas de lucros R$ 80.000,00
 Receitas de vendas R$ 5.000.000,00
 Receitas financeiras R$ 100.000,00
 Total credor 17.730.000,00

b) encerrou as contas de resultado:

i. devedoras:

D Apuração do Resultado do Exercício R$ 2.980.000,00


C Custo das Mercadorias Vendidas (CMV) R$ 2.000.000,00
C ICMS sobre Vendas R$ 400.000,00
C Despesas de Salários R$ 500.000,00
C Despesas de Depreciação R$ 50.000,00
C Despesas Financeiras R$ 30.000,00

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ii. credoras:

D Receitas de Vendas R$ 5.000.000,00


D Receitas Financeiras R$ 100.000,00
C Apuração do Resultado do Exercício R$ 5.100.000,00

c) apurou o saldo de razão da conta de Apuração do resultado do


exercício:

Título da conta: Apuração do resultado do exercício


Débitos Créditos
2.000.000,00 5.000.000,00
400.000,00 100.000,00
500.000,00
50.000,00
30.000,00
Saldo final = R$ 2.120.000,00 (credor)

d) transferiu o resultado credor para Lucro Antes do Imposto de Renda (IR)


e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL)1:

D Apuração do Resultado do Exercício R$ 2.120.000,00


C Lucro Antes do IR e CSLL R$ 2.120.000,00

e) calculou e contabilizou:

i. 25% de IR (R$ 2.120.000,00 X 25%) = R$ 530.000,00:

D Lucro Antes do IR e CSLL R$ 530.000,00


C Imposto de Renda a Recolher R$ 530.000,00

ii. 9% de CSLL (R$2.120.000,00 X 9%) = R$ 190.800,00:

D Lucro Antes do IR e CSLL R$ 190.800,00


C CSLL a Recolher R$ 190.800,00

f) transferiu o saldo líquido para Lucro Líquido do Exercício: R$


2.120.000,00 – (R$ 530.000,00 + R$ 190.800,00) = R$ 1.399.200,00:

1
Para efeito de simplificação, o Lucro Antes do Imposto de Renda e Contribuição Social (lucro contábil)
está sendo considerado como sendo igual ao lucro tributável.

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D Lucro Antes do IR e CSLL R$ 1.399.200,00


C Lucro Líquido do Exercício R$ 1.399.200,00

g) transferiu o Lucro Líquido do Exercício para Reservas de Lucros:

D Lucro Líquido do Exercício R$ 1.399.200,00


C Reservas de Lucros R$ 1.399.200,00

3. Após encerrar as contas de resultado e apurar o lucro do exercício, a


Empresa Simplificada S/A elaborou o seguinte balanço patrimonial:

Empresa Simplificada S/A - Balanço Patrimonial Encerrado - 31/12/X1


Ativo 14.550.000,00 Passivo 2.070.800,00
Circulante 7.600.000,00 Circulante 1.570.800,00
Disponibilidades 1.600.000,00 Fornecedores 200.000,00
Financiamentos
Duplicatas a receber 1.000.000,00 bancários 100.000,00
Estoques 5.000.000,00 Salários a pagar 500.000,00
Permanente 6.950.000,00 Impostos a recolher 770.800,00
Investimentos 5.000.000,00 Exigível a longo prazo 500.000,00
Imobilizado 2.150.000,00 Fornecedores 300.000,00
(Depreciação Financiamentos
acumulada) -200.000,00 bancários 200.000,00
Patrimônio líquido 12.479.200,00
Capital 11.000.000,00
Reservas de lucros 1.479.200,00
Passivo + Patrimônio
Ativo 14.550.000,00 Líquido 14.550.000,00

1.3. Demonstração do Resultado do Exercício

A Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) abrange as contas de receitas e


ganhos, e despesas, custos e perdas movimentados durante o período a que se referem
as Demonstrações Financeiras, independentemente do momento de seus respectivos
ingressos ou desembolsos de caixa.

O Art. 187, da Lei n° 6.404/76, transcrito a seguir, apresenta a composição


obrigatória da DRE, a qual, ao final, evidencia o resultado líquido da entidade, ou seja,
se houve lucro ou prejuízo no período, decorrente da diferença entre as receitas e
despesas:

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Art. 187. A demonstração do resultado do exercício discriminará:


I – a receita bruta das vendas e serviços, as deduções das vendas, os abatimentos e os
impostos;
II – a receita líquida das vendas e serviços, o custo das mercadorias e serviços vendidos
e o lucro bruto;
III – as despesas com as vendas, as despesas financeiras, deduzidas das receitas, as
despesas gerais e administrativas, e outras despesas operacionais;
IV – o lucro ou prejuízo operacional, as outras receitas e as outras despesas;
V – o resultado do exercício antes do Imposto sobre a Renda e a provisão para o
imposto;
VI – as participações de debêntures, empregados, administradores e partes
beneficiárias, mesmo na forma de instrumentos financeiros, e de instituições ou fundos
de assistência ou previdência de empregados, que não se caracterizem como despesa;
VII – o lucro ou prejuízo líquido do exercício e o seu montante por ação do capital
social.

A DRE é uma demonstração dedutiva, que parte das receitas principais da


empresa, ou seja, das decorrentes de sua atividade operacional e, na sequência,
apresenta as não relacionadas à sua atividade fim, ou não oriundas do curso normal de
suas atividades. Nela se incluem as receitas e os ganhos de caráter financeiro,
apresentados com seus respectivos custos, despesas e perdas. É, portanto, uma
demonstração de confrontação de contas de resultado credoras e devedoras
relacionadas a um mesmo período, que permite ao usuário identificar a performance
alcançada pela empresa, segregada por tipo de resultado (operacional – ganhos e perdas
não decorrentes de sua atividade normal – e financeiro), conforme descritos a seguir:

a) A Receita Bruta de Vendas compreende as vendas de mercadorias e/ou


serviços relacionados à atividade operacional da empresa; essas, após as
deduções de vendas, abatimentos concedidos e impostos sobre vendas
evidenciam a sua Receita Líquida;
b) O Resultado Bruto corresponde à Receita Líquida menos os custos
operacionais (CMV ou custo dos serviços vendidos);
c) O Resultado Operacional equivale ao Resultado Bruto deduzido das
Despesas Operacionais; essas representam os gastos não computados no
custo das mercadorias ou serviços vendidos, mas se relacionam à atividade
administrativa da empresa, a exemplo das despesas com pessoal
administrativo, manutenção de escritórios, honorários da diretoria, etc.;
d) Os ganhos e as perdas não decorrentes das operações normais da empresa,
como por exemplo: os ganhos ou perdas provenientes de vendas de itens do
imobilizado, perdas com sinistros, roubos etc.;
e) O resultado financeiro líquido decorre da diferença entre as receitas
financeiras e as despesas financeiras auferidas e incorridas no período,
como por exemplo: as rendas provenientes das vendas a prazo, das

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aplicações bancárias e as despesas com dívidas bancárias e compras a


prazo, dentre outras receitas e despesas.

Na elaboração da DRE do exemplo da Empresa Simplificada S/A, foram utilizadas


todas as contas de resultado, inclusive as relacionadas com a apuração de seu lucro,
conforme a seguir:

Empresa Simplificada S/A - Demonstração do Resultado do Exercício - 31/12/X1


 Receita Bruta de Vendas R$ 5.000.000,00
 ICMS sobre Vendas R$ (400.000,00)
 Receita Líquida de Vendas R$ 4.600.000,00
 Custo das Mercadorias Vendidas (CMV) R$ (2.000.000,00)
 Lucro Bruto R$ 2.600.000,00
 Despesas de Salários R$ (500.000,00)
 Despesas de Depreciação R$ (50.000,00)
 Lucro Operacional (A) R$ 2.050.000,00
 Receitas Financeiras R$ 100.000,00
 Despesas Financeiras R$ (30.000,00)
 Resultado Financeiro Líquido (B) R$ 70.000,00
 Lucro Antes do IR e CSLL (A + B) R$ 2.120.000,00
 IR sobre o Lucro do Exercício R$ (530.000,00)
 CSLL do Exercício R$ (190.800,00)
 Lucro Líquido do Exercício R$ 1.399.200,00

1.4. Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados

A Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA) evidencia a


movimentação da conta Lucros ou Prejuízos Acumulados do período a que se referem as
Demonstrações Financeiras.

Conforme o Art. 186, da Lei n° 6.404/76:

A demonstração de lucros ou prejuízos acumulados discriminará:


I - o saldo do início do período, os ajustes de exercícios anteriores e a correção
monetária do saldo inicial;
II - as reversões de reservas e o lucro líquido do exercício;
III - as transferências para reservas, os dividendos, a parcela dos lucros incorporada ao
capital e o saldo ao fim do período.
§ 1º Como ajustes de exercícios anteriores serão considerados apenas os decorrentes de
efeitos da mudança de critério contábil, ou da retificação de erro imputável a
determinado exercício anterior, e que não possam ser atribuídos a fatos subsequentes.
§ 2º A demonstração de lucros ou prejuízos acumulados deverá indicar o montante do
dividendo por ação do capital social e poderá ser incluída na demonstração das
mutações do patrimônio líquido, se elaborada e publicada pela companhia.

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Com base na opção contida no § 2º, do Art. 186, da Lein° 6.404/76, transcrito
acima, as entidades, em geral, elaboram e publicam a Demonstração das Mutações do
Patrimônio líquido (DMPL) em substituição à DLPA, sendo que, no caso das companhias
de capital aberto a elaboração de publicação da DMPL é obrigatório, conforme
determina a Instrução CVM n° 59/1986.

A DMPL é uma demonstração mais abrangente que a DLPA, por apresentar todas
as mutações ocorridas no Patrimônio Líquido da entidade, entre os saldos inicial e final
do período a que se refere, para cada item componente daquele subgrupo.

Para a sua elaboração, a entidade deverá identificar todos os fatos contábeis


relacionados à movimentação de seu Patrimônio Líquido no período, agrupando-os por
item componente, discriminando:

a) o saldo inicial, equivalente ao saldo final do exercício anterior;


b) a descrição da mutação;
c) o valor da mutação; e
d) o saldo final.

No exemplo da Empresa Simplificada S/A, citado anteriormente, a mutação do


Patrimônio Líquido, de um exercício para o outro, foi decorrente apenas do lucro líquido
auferido no exercício, o qual foi integralmente transferido para Reservas de Lucros,
conforme abaixo:

Empresa Simplificada S/A - Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido - 31/12/X1


Lucros ou
Reservas de Prejuízos
Eventos Capital lucros Acumulados Total
31/12/X0 11.000.000,00 80.000,00 11.080.000,00
Lucro Líquido do 1.399.200,00
Exercício 1.399.200,00
Transferência do
Lucro Líquido do
Exercício p/Reservas (1.399.200,00)
de Lucros 1.399.200,00 0,00
31/12/X1 11.000.000,00 1.479.200,00 0,00 12.479.200,00

Supondo o exemplo a seguir, relativo à Entidade Completa S/A que, em 31/12/X0,


apresentava um Patrimônio Líquido com a seguinte composição:

. Capital R$ 1.000.000,00
. Reservas de Capital R$ 700.000,00
. Reservas de Lucros R$ 500.000,00

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. Ajustes de Avaliação Patrimonial R$ 500.000,00


. Patrimônio Líquido em 31/12/X0 R$ 2.700.000,00

Em 31/12/X1, foram apurados os seguintes fatos contábeis relacionados ao seu


Patrimônio Líquido, incluindo o resultado do exercício:

a) Prejuízo contábil de R$ 100.000,00;


b) Ajuste positivo de instrumentos financeiros da categoria ao valor justo por
meio de outros resultados abrangentes no valor de R$ 200.000,00; e
c) Ajuste negativo de instrumentos financeiros da categoria ao valor justo por
meio de outros resultados abrangentes no valor de R$ 60.000,00.

Sua DMPL em 31/12/X1 seria conforme abaixo:

Entidade Completa S/A - Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido - 31/12/X1


Ajustes de Lucros ou
Reservas Reservas de
Eventos Capital avaliação Prejuízos Total
de capital lucros
patrimonial Acumulados
31/12/X0 1.000.000,00 700.000,00 500.000,00 500.000,00 0,00 2.700.000,00
Prejuízo do
Exercício (100.000,00) (100.000,00)
Compensação
do Prejuízo
do Exercício (100.000,00) 100.000,00 0,00
Ajustes
positivos em
Ajustes de
Avaliação
Patrimonial 200.000,00 200.000,00
Ajustes
negativos em
Ajustes de
Avaliação
Patrimonial (60.000,00) (60.000,00)
31/12/X1 1.000.000,00 700.000,00 400.000,00 640.000,00 0,00 2.740.000,00

1.5. Demonstração dos Fluxos de Caixa

A Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC) apresenta os fluxos de caixa de uma


entidade ocorridos durante o período relacionado ao exercício a que se referem as
Demonstrações Financeiras.

Entendem-se por fluxos de caixa as entradas e saídas efetivas de caixa e


equivalentes de caixa (Disponibilidades) ocorridas durante todo o exercício, os quais
devem ser apresentados, de forma segregada, em atividades operacionais, atividades de
investimento e atividades de financiamento.

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Conforme a NBC TG 03 (R3):

Atividades operacionais são as principais atividades geradoras de receita da entidade e


outras atividades que não são de investimento e tampouco de financiamento;
Atividades de investimento são as referentes à aquisição e à venda de ativos de longo
prazo e de outros investimentos não incluídos nos equivalentes de caixa; e, Atividades
de financiamento são aquelas que resultam em mudanças no tamanho e na composição
do capital próprio e no capital de terceiros da entidade.

Dessa forma, com base nessas definições normativas, quando:

a) Uma empresa comercial vende mercadorias à vista, o valor recebido em


caixa compõe o fluxo de caixa de suas atividades principais; o mesmo
raciocínio vale para as suas compras de mercadorias à vista, pois a sua
atividade principal geradora de receitas é a compra de mercadorias para
revenda;
b) Uma instituição financeira compra um equipamento para o seu imobilizado
de uso, ou o vende, pagando-o ou recebendo-o à vista, a respectiva saída
ou entrada de caixa irá compor o fluxo de caixa de suas atividades de
investimento, pois a compra ou venda de imobilizado de uso não são suas
atividades principais;
c) Um cliente contrai uma dívida bancária. A entrada do dinheiro irá compor o
fluxo de caixa de suas atividades de financiamento, pois isso acarretará o
aumento de seu passivo, ou de seu capital de terceiros; já para o banco, o
desembolso de caixa irá compor o fluxo de caixa de suas atividades
principais.

Existem dois métodos de elaboração da DFC: o direto e o indireto. O método


direto consiste em realizar uma conciliação de todas as entradas e saídas de caixa e
equivalentes de caixa ocorridas no exercício. Na prática, é o equivalente a uma
demonstração analítica da evolução do caixa total da entidade ocorrida no exercício,
extraída do Livro Razão, de todas as contas que o compõem, separados por cada tipo de
fluxo – operacionais, de investimento e de financiamento.

O método indireto parte do saldo de caixa do exercício anterior e, com base no


lucro ou prejuízo líquido apurado na DRE, exclui as receitas não realizadas em caixa e as
despesas não desembolsadas de caixa. O resultado, igualmente ao encontrado pelo
método direto, corresponde ao saldo de caixa no final do exercício a que se referem às
Demonstrações Financeiras.

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Geralmente, as empresas elaboram e divulgam a DFC pelo método indireto, por


ser este de mais fácil execução, no que concerne à recuperação das informações que lhe
são necessárias, se comparado ao método direto.

Neste treinamento, será apresentado apenas o exemplo de DFC pelo método


indireto, com base na DRE e balanço patrimonial da Empresa Simplificada S/A, conforme
abaixo:

1. Elaboração do Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais:


a) Lucro Líquido do Exercício, extraído da DRE = R$ 1.399.200,00;
b) Despesas incorridas no exercício de X1, a serem liquidadas somente no
exercício de X2, que, por conseguinte, não implicaram em saídas de
caixa em X1:
i. Despesas de Salários = R$ 100.000,00;
ii. ICMS sobre Vendas = R$ 200.000,00; e
iii. Despesas Financeiras = R$ 30.000,00.
c) Despesa de Depreciação incorrida no exercício de X1, que não
representa desembolso de caixa = R$ 50.000,00;
d) Pagamento de Fornecedores = R$ 1.800.000,00;
e) Recebimento de Vendas a Prazo = R$ 1.000.000,00

Lucro líquido do Exercício R$ 1.399.200,00


(+) Adições R$ 1.380.000,00
 Despesas de Salários R$ 100.000,00
 ICMS sobre Vendas R$ 200.000,00
 Despesas Financeiras R$ 30.000,00
 Despesa de Depreciação R$ 50.000,00
 Recebimento de Vendas a Prazo R$ 1.000.000,00
(-) Exclusões R$ (1.800.000,00)
 Pagamento de Fornecedores R$ (1.800.000,00)
(=) Fluxo de Caixa Operacional R$ 979.200,00

2. Elaboração do Fluxo de Caixa das Atividades de Investimento:


a) Aquisição à vista de Imobilizado de Uso = R$ 900.000,00 (B);
b) Venda à vista de Imobilizado de Uso, pelo valor residual (sem registro de
ganhos) = R$ 300.000,00 (A).

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Fluxo de Caixa Líquido de Investimentos (A – B) R$ (600.000,00)


 Venda de Imobilizado de Uso R$ 300.000,00
 Aquisição de Imobilizado de Uso R$ (900.000,00)

3. Elaboração do Fluxo de Caixa das Atividades de Financiamento:


a) contratação de Financiamentos Bancários = R$ 200.000,00 (C)
b) liquidação de Financiamentos Bancários = R$ 300.000,00 (D)

Fluxo de Caixa Líquido de Financiamentos (C – D) R$ (100.000,00)


 Contratação de Financiamentos Bancários R$ 200.000,00
 Liquidação de Financiamentos Bancários R$ (300.000,00)

Supondo que em 31/12/X0 a Empresa Simplificada S/A apresentasse o seguinte


Balanço Patrimonial:

Empresa Simplificada S/A - Balanço Patrimonial - 31/12/X0


Ativo 10.770.800,00 Passivo 2.770.800,00
Circulante 5.220.800,00 Circulante 1.070.800,00
Financiamentos
Disponibilidades 1.320.800,00 Bancários 500.000,00
Duplicatas a Receber 900.000,00 Salários a Pagar 500.000,00
Estoques 3.000.000,00 Impostos a Recolher 70.800,00
Permanente 5.550.000,00 Exigível a Longo Prazo 1.700.000,00
Financiamentos
Investimentos 4.000.000,00 Bancários 1.700.000,00
Imobilizado 1.700.000,00 Patrimônio Líquido 8.000.000,00
(Depreciação
Acumulada) -150.000,00 Capital 8.000.000,00
Passivo + Patrimônio
Ativo 10.770.800,00 Líquido 10.770.800,00

É possível elaborar a DFC e verificar a respectiva variação de Caixa e Equivalentes


de Caixa ocorrida entre os dois exercícios (X1 e X0), ou seja, é possível demonstrar o
aumento ou a redução de Disponibilidades entre os Balanços Patrimoniais de 31/12/X0,
apresentado neste tópico, e de 31/12/X1, constante do tópico 1.2, conforme a seguir:

Empresa Simplificada S/A - Demonstração dos Fluxos de Caixa - 31/12/X1


Lucro líquido do Exercício (A) R$ 1.399.200,00
(+) Adições R$ 1.380.000,00
 Despesas de Salários R$ 100.000,00
 ICMS sobre Vendas R$ 200.000,00
 Despesas Financeiras R$ 30.000,00
 Despesa de Depreciação R$ 50.000,00

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 Recebimento de Vendas a Prazo R$ 1.000.000,00


(-) Exclusões R$ (1.800.000,00)
 Pagamento de Fornecedores R$ (1.800.000,00)
Fluxo de Caixa Operacional (B) R$ 979.200,00
(+) Venda de Imobilizado de Uso R$ 300.000,00
(-) Compra de Imobilizado de Uso R$ (900.000,00)
Fluxo de Caixa de Investimentos (C) R$ (600.000,00)
(+) Contratação de Financiamentos Bancários R$ 200.000,00
(-) Liquidação de Financiamentos Bancários R$ 300.000,00
Fluxo de Caixa de Financiamentos (D) R$ (100.000,00)
Saldo de Caixa e Equivalentes de Caixa em 31/12/X0 (E) R$ 1.320.800,00
Saldo de Caixa e Equivalentes de Caixa em 31/12/X1 (E + D + C R$ 1.600.000,00
+B + A)
Aumento de Caixa e Equivalentes de Caixa no Exercício R$ 279.200,00

1.6. Demonstração do Valor Adicionado

A Demonstração do Valor Adicionado (DVA) é de elaboração e apresentação


obrigatória para as empresas constituídas sob a forma jurídica de sociedades por ações
com capital aberto, conforme determina a NBC TG 09 - Demonstração do Valor
Adicionado, de 21/11/2008, do CFC. Sua principal finalidade é evidenciar a riqueza
criada pela entidade, ou seja, o valor que foi adicionado sobre os insumos e serviços
adquiridos de terceiros durante o exercício e ainda de que forma esse valor foi
distribuído (destinado). O valor dessa riqueza deverá ser detalhado, no mínimo, na
forma abaixo:

a) benefícios diretos e indiretos a empregados e encargos sociais;


b) impostos, taxas e contribuições;
c) juros e aluguéis;
d) proventos aos sócios/investidores (JCP e dividendos); e
e) lucro retido no exercício ou prejuízo do exercício.

O valor adicionado que é demonstrado na DVA corresponde à diferença entre a


receita de vendas de bens ou serviços da entidade e os seus custos de insumos totais
(bens e serviços) adquiridos de terceiros e consumidos no mesmo período. Dessa forma,
o valor de estoques produzidos, mas, não vendidos, não é considerado para efeito de
cálculo do valor adicionado.

A título de exemplo, uma empresa comercial que adquire mercadorias para


revenda, em uma aquisição por R$ 100,00, com revenda posterior por R$ 180,00,
agregou R$ 80,00. Esse valor representa o valor adicionado pela empresa, sendo

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considerado, sob o aspecto macroeconômico, como a sua parcela de contribuição para a


formação do Produto Interno Bruto (PIB) do País em que está situada.

O modelo apresentado a seguir se baseia no Modelo I de DVA para empresas em


geral, constante da NBC TG 09:

Demonstração do Valor Adicionado – empresas em geral


Descrição Valor
1 – Receitas
 Valor relativo às receitas oriundas das atividades
operacionais da entidade, tais como vendas de
mercadorias, produtos e serviços prestados, já deduzido
da provisão líquida para créditos de liquidação duvidosa
(constituições menos reversões do período).
2 – Insumos Adquiridos de Terceiros
 Valor relativo ao custo das mercadorias, produtos e
serviços vendidos, incluindo:
o Serviços fornecidos por terceiros, tais como energia
elétrica, água, etc.;
o Impostos incidentes – ICMS, IPI, PIS, e COFINS.
 Inclui também as perdas líquidas por redução ao valor
recuperável de ativos não financeiros (constituições menos
reversões do período).
3 – Valor Adicionado Bruto (1 – 2)
4 – Despesas de Depreciação, Amortização e Exaustão
contabilizadas no período
5 – ValorAdicionado Líquido, produzido pela entidade (3 – 4)
6 – ValorAdicionado Recebido em Transferência
 Valor relativo à riqueza não produzida pela própria
entidade, e sim por terceiros, mas que a ela é transferida,
como por exemplo receitas financeiras, de equivalência
patrimonial, dividendos, aluguel, royalties, etc.
7 – ValorAdicionado Total a Distribuir (5 + 6)
8 – Distribuição do Valor Adicionado (8 – 7) = 0
 Pessoal
o Remuneração Direta;
o Benefícios Indiretos;
o Encargos Sociais.
 Impostos, taxas e contribuições, federais, estaduais e
municipais;
 Remuneração de capitais de terceiros (juros, aluguéis,
etc.);
 Remuneração de capitais próprios (JCP e dividendos
distribuídos aos sócios);
 Lucros retidos ou prejuízo do exercício.

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Com base na DRE encerrada em 31/12/X1,apresentada no tópico 1.3, a DVA da


Empresa Simplificada S/A seria:

Empresa Simplificada S/A


Demonstração do Valor Adicionado - 31/12/X1
Descrição Valor
1 – Receita Bruta de Vendas 5.000.000,00
2 – Insumos Adquiridos de Terceiros 2.000.000,00
3 – Valor Adicionado Bruto (1 – 2) 3.000.000,00
4 – Despesas de Depreciação, Amortização e Exaustão 50.000,00
5 – Valor Adicionado Líquido, produzido pela entidade (3 – 4) 2.950.000,00
6 – Valor Adicionado Recebido em Transferência 100.000,00
7 – Valor Adicionado Total a Distribuir (5 + 6) 3.050.000,00
8 – Distribuição do Valor Adicionado (8 – 7) = 0 3.050.000,00
 Salários (500.000,00)
 Impostos Federais (720.800,00)
 Impostos Estaduais (400.000,00)
 Remuneração de Capitais de Terceiros (Despesas Financeiras) (30.000,00)
 Lucros Retidos (1.399.200,00)

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2. NOTAS EXPLICATIVAS

2.1. Função

A função principal das Notas Explicativas que acompanham as Demonstrações


Financeiras de uma entidade é apresentar informações complementares, inclusive de
caráter qualitativo, buscando detalhar ou explicar os valores quantitativos dos diversos
Grupos e Subgrupos contábeis.

Por exemplo, em seu Balanço Patrimonial a empresa apresenta os saldos


contábeis sintéticos de seu Subgrupo Imobilizado de Uso e faz menção à nota explicativa
correspondente, na qual irá detalhar, dentre outras informações:

a) composição analítica, segregada em Máquinas e Equipamentos, Móveis e


utensílios, Edificações, Terrenos, etc.;
b) taxas de depreciação anuais;
c) adições e baixas do período;
d) vida útil média do Imobilizado de Uso;
e) perdas acumuladas por redução ao valor recuperável;
f) depreciação acumulada.

2.2. Conteúdo

Cada NBC apresenta as disposições práticas relacionadas às divulgações mínimas


exigidas em Notas Explicativas para o assunto que lhe é inerente. Por exemplo, as
orientações sobre o conteúdo das notas explicativas sobre Ativos Intangíveis encontram-
se disponíveis na NBC TG 04 (R4). Todavia, além da observância de cada norma
específica, ficam as entidades obrigadas a cumprir as disposições gerais sobre o
conteúdo de Notas Explicativas constantes da NBC TG 26 (R5), as quais derivam do § 5º,
do Art. 176, da Lei 6.404/76, transcrito a seguir:

§ 5o As notas explicativas devem: (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009)


I – apresentar informações sobre a base de preparação das demonstrações financeiras e
das práticas contábeis específicas selecionadas e aplicadas para negócios e eventos
significativos; (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)
II – divulgar as informações exigidas pelas práticas contábeis adotadas no Brasil que não
estejam apresentadas em nenhuma outra parte das demonstrações financeiras;
(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)

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III – fornecer informações adicionais não indicadas nas próprias demonstrações


financeiras e consideradas necessárias para uma apresentação adequada; e (Incluído
pela Lei nº 11.941, de 2009)
IV – indicar: (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)
a) os principais critérios de avaliação dos elementos patrimoniais, especialmente
estoques, dos cálculos de depreciação, amortização e exaustão, de constituição de
provisões para encargos ou riscos, e dos ajustes para atender a perdas prováveis na
realização de elementos do ativo; (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)
b) os investimentos em outras sociedades, quando relevantes (art. 247, parágrafo
único); (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)
c) o aumento de valor de elementos do ativo resultante de novas avaliações (art. 182, §
3o ); (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)
d) os ônus reais constituídos sobre elementos do ativo, as garantias prestadas a
terceiros e outras responsabilidades eventuais ou contingentes; (Incluído pela Lei nº
11.941, de 2009)
e) a taxa de juros, as datas de vencimento e as garantias das obrigações a longo prazo;
(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)
f) o número, espécies e classes das ações do capital social; (Incluído pela Lei nº 11.941,
de 2009)
g) as opções de compra de ações outorgadas e exercidas no exercício; (Incluído pela Lei
nº 11.941, de 2009)
h) os ajustes de exercícios anteriores (art. 186, § 1o); e (Incluído pela Lei nº 11.941, de
2009)
i) os eventos subsequentes à data de encerramento do exercício que tenham, ou
possam vir a ter, efeito relevante sobre a situação financeira e os resultados futuros da
companhia. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009).

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