Escola: _________________________ Disciplina: Português Professora: Joselice
Descritor 11
1- Leia o texto: Quintais, Adriana Lisboa
Na casa do meu avô, havia quatro quintais.
No principal, o portão se abria para a rua, e ali ficava a casa propriamente dita, e por cima do muro
baixo a gente via as cabeças das pessoas que passavam pela rua, sempre tão devagar. Às vezes vinha
dar na varanda o cheiro do rio, um cheiro de pano e de barro. Na garagem descoberta, sobre os
cascalhos, dormia a Variant marrom do meu avô.
À esquerda, separado por um muro com uma passagem, ficava o universo dos abacateiros e o
quartinho que o meu avô chamava de Petit Trianon. Nós apanhávamos abacates para fazer boizinhos
com palitos de fósforo. O Petit Trianon eu não me lembro para que servia, ficava quase sempre
fechado. Mas eu tinha pesadelos com ele.
À esquerda, separado por outro muro com outra passagem, ficava um universo híbrido em que
cabiam orquídeas numa estufa, galinhas, goiabeiras [...]
À direita do quintal principal, ficava o último, e quase proibido. Havia o muro, mas na passagem
tinha um portãozinho baixo de madeira, que às vezes a gente pulava por prazer. [...]
No trecho do terceiro parágrafo “Mas eu tinha pesadelos com ele.”, a palavra grifada se refere
ao:
(A) muro com uma passagem. (C) quartinho.
(B) avô. (D) cheiro de chuva.
2- Leia o texto: É preciso se levantar cedo?
A partir do momento em que a lógica popular desenrola diante de nós sua sequência de
surpresas, é inevitável que vejamos surgir a figura do grande contador de histórias turco, Nasreddin
Hodja. Ele é o mestre nessa matéria. Aos seus olhos a vida é um despropósito coerente, ao qual é
fundamental que nós nos acomodemos.
Deste modo, quando era jovem ainda, seu pai um dia lhe disse:
– Você devia se levantar cedo, meu filho.
– E por quê, pai?
– Porque é um hábito muito bom. Um dia eu me levantei ao amanhecer e encontrei um saco de
ouro no meu caminho.
– Alguém o tinha perdido na véspera, à noite?
– Não, não – disse o pai. – Ele não estava lá na noite anterior. Senão eu teria percebido ao voltar
para casa.
– Então – disse Nasreddin –, o homem que perdeu o ouro tinha se levantando ainda mais cedo.
Você está vendo que esse negócio de levantar cedo não é bom para todo mundo.
(CARRIÈRE, Jean-Claude. O círculo dos mentirosos: contos filosóficos do mundo inteiro. São Paulo: Códex, 2004.)
O diálogo entre pai e filho permite entender que
(A) pai e filho não se dão bem. (C) pai e filho encontraram um saco de ouro.
(B) pai e filho têm os mesmos hábitos. (D) pai e filho pensam de forma diferente.
3- Leia o texto: O NAMORO NA ADOLESCÊNCIA
Um namoro, para acontecer de forma positiva, precisa de vários ingredientes: a começar pela
família, que não seja muito rígida e atrasada nos seus valores, seja conversável e, ao mesmo tempo,
tenha limites muito claros de comportamento. O adolescente precisa disto, para se sentir seguro. O
outro aspecto tem a ver com o próprio adolescente e suas condições internas que determinarão suas
necessidades e a própria escolha. São fatores inconscientes, que fazem que a Mariazinha se encante
com o jeito tímido do João e não dê pelota para o herói da turma, o Mário. Aspectos situacionais, como
a relação harmoniosa ou não entre os pais do adolescente, também influenciarão
no seu namoro. Um relacionamento onde um dos parceiros vem de um lar em crise é, de saída, dose de
leão para o outro, que passa a ser utilizado como anteparo de todas as dores e frustrações.
Geralmente, esta carga é demais para o outro parceiro, que também enfrenta suas crises pelas próprias
condições de adolescente. Entrar em contato com outra pessoa, senti-la, ouvi-la, depender dela
afetivamente e, ao mesmo tempo, não massacrá-la de exigências, e não ter medo de se entregar, é
tarefa difícil em qualquer idade. Mas é assim que começa este aprendizado de relacionar-se
afetivamente e que vai durar a vida toda. (Marta Suplicy)
De acordo com o texto, a frase: “Mas é assim que começa este aprendizado de relacionar-se
afetivamente e que vai durar a vida toda.” refere-se à seguinte fase do aprendizado:
(A) as fases do namoro: começo, meio e fim.
(B) a forma positiva de como o namoro deve acontecer.
(C) ao namoro que inicia na adolescência.
(D) aos ingredientes necessários ao namoro.
4- Leia o texto: A exploração da madeira na Amazônia
Cerca de 600 mil pessoas vivem da madeira na região Norte, destruindo anualmente milhares de
quilômetros quadrados de florestas, ao que se soma a destruição na região Centro-Oeste e o pouco que
resta da mata Atlântica. Em 1999, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe),
ocorreram, entre julho e dezembro, mais de 1000 focos de incêndio por dia na Amazônia, dois terços
deles em Mato Grosso, no Pará e em Rondônia. A isto se soma o envenenamento dos rios provocado
pelas descargas de mercúrio dos garimpos. Os números da destruição de nossas florestas têm crescido
a cada ano e algumas áreas do país já sofreram o fenômeno da desertificação.
(Português: linguagens, 7ª série/William Roberto Cereja, Thereza Analia Cochar Magalhães. – São Paulo: Atual, 1998.)
Sabemos que fatos como este continuam acontecendo e que cada vez mais nosso planeta está
sendo ameaçado. A consequência que o fenômeno da desertificação acarretará às gerações
futuras e ao nosso planeta é:
(A) o aumento gradual de focos de incêndio por dia na Amazônia.
(B) a destruição anual de milhares de quilômetros quadrados de florestas.
(C) o aumento da produção de madeira legal na região Norte do país.
(D) a destruição dos garimpos em Mato Grosso, Pará e em Rondônia.
5- Leia o texto: O Xá do Blá-blá-blá
Era uma vez, no país de Alefbey, uma triste cidade, a mais triste das cidades, uma cidade tão
arrasadoramente triste que tinha esquecido até seu próprio nome. Ficava à margem de um mar
sombrio, cheio de peixosos – peixes queixosos e pesarosos, tão horríveis de se comer que faziam as
pessoas arrotarem de pura melancolia, mesmo quando o céu estava azul.
Ao norte dessa cidade triste havia poderosas fábricas nas quais a tristeza (assim me
disseram) era literalmente fabricada, e depois embalada e enviada para o mundo inteiro, que parecia
sempre querer mais. Das chaminés das fábricas de tristeza saía aos borbotões uma fumaça negra, que
pairava sobre a cidade como uma má notícia.
RUSHDIE, Salman. Haroun e o Mar de Histórias. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.
O trecho do texto que indica uma consequência é:
(A) “uma triste cidade, a mais triste das cidades”.
(B) “Ficava à margem de um mar sombrio, cheio de peixosos “.
(C) “que faziam as pessoas arrotarem de pura melancolia”.
(D) ”Ao norte dessa cidade triste havia poderosas fábricas”.
6- Leia o texto: Estimulantes, o alívio imediato
Às vezes, o cansaço é tão grande que a vontade que dá é a de tirar um cochilo ali mesmo: na
mesa do escritório, bem na frente do computador. Se os alimentos energéticos reduzem
o cansaço físico, os estimulantes combatem a fadiga mental. Os principais representantes do gênero
são o chá e o café. “Uma xícara de chá ou de café logo após a refeição não só melhora a digestão,
como também proporciona um pique extra para enfrentar o período da tarde”, garante Tamara
Mazaracki. Tanto o chá como o café são ricos em cafeína, um estimulante que reduz a fadiga e melhora
a concentração. Mas, para algumas pessoas, três ou quatro xícaras de café por dia já são suficientes
para causar efeitos prejudiciais ao organismo, como ansiedade e irritação. Na dúvida, vale a pena
conferir: uma xícara de chá contém de 50 a 80 mg de cafeína, enquanto uma lata de refrigerante, de 40
a 75 mg. Uma xícara de café forte pode chegar a 200 mg da substância. Ao chá e café, a nutricionista
Gisele Lemos acrescentaria o bom e velho chocolate. “Os alimentos estimulantes são considerados
infalíveis, porque proporcionam um revigoramento mental, quase instantâneo”, justifica. Já a
nutricionista Letícia Pacheco recomenda o ainda pouco conhecido suco de clorofila. Vale lembrar que
qualquer vegetal verde tem clorofila em sua composição. Por isso mesmo, a lista de opções é grande e
inclui folhas de couve, talos de brócolis e hortelã. Você pode misturá-las com frutas, como limão,
abacaxi ou laranja. Viva Saúde. n 76. Escala. p. 17.
De acordo com esse texto, o suco de clorofila é recomendado, porque:
(A) reduz a fadiga mental das pessoas. (C) é composto de vegetais verdes.
(B) possui várias opções de preparos. (D) é pouco conhecido pelas pessoas.
7- Leia o texto abaixo.
Marcelo vivia fazendo perguntas a todo mundo:
— Papai, por que é que a chuva cai?
— Mamãe, por que é que o mar não derrama?
— Vovó, por que é que o cachorro tem quatro
pernas?
As pessoas grandes às vezes respondiam.
Às vezes, não sabiam como responder.
(Fonte: Ruth Rocha. Marcelo, marmelo, martelo e outras histórias)
A respeito do texto acima, é possível afirmar que:
(A) Marcelo não tinha muitas dúvidas.
(B) Marcelo só fazia perguntas a seus pais, visto que confiava nas pessoas grandes.
(C) as pessoas grandes sempre respondiam a Marcelo, pois sabiam todas as respostas.
(D) a expressão “é que” poderia ser retirada, sem alteração do sentido, em suas três ocorrências.
8- Leia o texto: A ONÇA DOENTE
A onça caiu da árvore e por muitos dias esteve de cama seriamente enferma. E como não pudesse
caçar, padecia de fome das negras.
Em tais apuros imaginou um plano.
– Comadre irara – disse ela – corra o mundo e diga à bicharia que estou à morte e exijo que venham
visitar-me.
A irara partiu, deu o recado e os animais, um a um, principiaram a visitar a onça.
Vem o veado, vem a capivara, vem a cutia, vem o porco-do-mato.
Veio também o jabuti.
Mas o finório jabuti, antes de penetrar na toca, teve a lembrança de olhar para o chão.
Viu na poeira só rastos entrantes, não viu nenhum rasto sainte. E desconfiou:
– Hum!... Parece que nesta casa quem entra não sai. O melhor, em vez de visitar a nossa querida onça
doente, é ir rezar por ela...
E foi o único que se salvou.
LOBATO, Monteiro. Fábulas. São Paulo: ed. Brasiliense, 1998.
Da leitura do texto, pode-se entender que a onça encontrava-se doente porque:
(A) havia caído da árvore. (C) não podia caçar.
(B) estava com muita fome. (D) estava em apuros.
9- Leia o texto: Monumentos recentes
Os homens passam, as ideias ficam. Para não deixar os homens passarem, a sociedade faz deles
monumentos. São transformados em estátua, em placa e em nome de rua, os homens considerados
importantes em seu tempo. O monumento é uma escolha da época.
Muitas vezes, a sociedade escolhe os homens por causa das ideias, que, antes dos autores, já
eram considerados grandes.
A partir de 2003 foram erguidas em Belo Horizonte algumas estátuas que, por uma curiosa
característica, chamam a atenção do povo: são do tamanho de pessoas vivas em situações
absolutamente comuns. Uma passeia numa praça; outra descansa em um banco; duas outras
conversam. Os novos habitantes de bronze das ruas olham os cidadãos nos olhos, de perto, sem
barreiras físicas como pedestais ou cercas.
Folder. Monumentos em Belo Horizonte. Museu histórico Abílio Barreto. Fragmento.
De acordo com esse texto, as novas estátuas de Belo Horizonte chamam atenção do povo
porque:
A) foram consideradas homens importantes em seu tempo.
B) foram erguidas em Belo Horizonte só a partir de 2003.
C) são do tamanho de pessoas vivas em situações comuns.
D) são monumentos recentes escolhidos pela sociedade.
10- Leia o texto: Aulas com pipas!
Sabia que é possível aprender muita coisa enquanto você se diverte com esse brinquedo?
Papagaio, pandorga, arraia, cafifa ou, simplesmente, pipa. Não importa o nome que receba esse
brinquedo, feito com varetas de madeira leve, papel fino e linha: qualquer pessoa tem tudo para se
encantar com ele! Pudera: colocar uma pipa para bailar no ar é a maior diversão! E sabia que, na sala
de aula, a pipa tem muito a ensinar?
Nas aulas de português, as pipas inspiravam poesias e redações e a professora de história
aproveitava para, obviamente, falar um pouco sobre a história das pipas. Quer saber o resultado de
tanta integração? Excelentes notas no final do ano e um grande festival de pipas para comemorar!
Ah! E se você há muito tempo gosta de soltar
papagaios por aí, responda depressa: está tomando os cuidados necessários para não sofrer um
acidente?
Então, anote algumas dicas: nunca use cerol – uma mistura de cola e vidro moído, extremamente
cortante e perigosa – e procure soltar suas pipas em lugares apropriados, longe de fios elétricos.
Disponível em: <[Link] Acesso em 22/11/04. Adaptado.
Ao terminar o ano, a consequência de tanto entusiasmo pelo brinquedo foi
(A) a melhoria da disciplina na escola. (C) o crescimento das notas dos estudantes.
(B) a pesquisa de outros nomes para pipa. (D) o aumento de cuidados com as pipas.
11- Leia o texto: O galo e a raposa
O galo e as galinhas viram de longe uma raposa que chegava.
Empoleiraram-se na árvore mais próxima para escapar da inimiga.
Usando de esperteza, a raposa chegou perto da árvore e dirigiu-se a eles:
– Ora, meus amigos, podem descer daí. Não sabem que foi decretada a paz entre os animais?
Desçam e vamos festejar este dia tão feliz!
Mas o galo, que também não era tolo, respondeu:
– Que boas notícias! Mas estou vendo daqui de cima alguns cães que estão chegando. Decerto
eles também vão querer festejar...
A raposa mais que depressa foi saindo:
– Olha, é melhor que eu vá andando...Os cães podem não saber da novidade e me matar...
ROCHA, Ruth. Fábulas de Esopo. São Paulo: FTD, 1999, p. 7.
O galo e as galinhas subiram na árvore porque:
(A) gostam de ficar empoleirados. (C) seus amigos estavam lá em cima.
(B) queriam escapar da raposa. (D) um cachorro vinha na direção deles.
12- Leia o texto abaixo.
Jornal DN, 9 ago. 2008
A fala do personagem no segundo quadrinho indica que ele quer:
(A) ficar meditando sobre seu trabalho. (C) saborear o almoço que lhe foi servido.
(B) ganhar tempo até começar a trabalhar. (D) trabalhar depois do almoço.
13- Leia o texto: Passeio pelo campo
Começaram as férias. Valentina se prepara para passar uns dias na casa de seus avós. Por isso,
está um pouco inquieta, afinal, viajará sozinha, experiência que realiza pela primeira vez.
Os pais a acompanham até a rodoviária, de onde se despedem com beijos, abraços e muitas
recomendações:
– Comporte-se bem! Avise assim que chegar... Ajude seus avós nas tarefas de casa!
O ônibus parte rapidamente. Valentina, emocionada, olha pela janela e acena para seus pais, que
respondem da plataforma da estação.
Fica olhando... cada vez os vê menores, como pontinhos agitando as mãos, em alegre despedida.
À medida que se distancia, ficam para trás a cidade, seus altos edifícios e grandes casas, as
enormes chaminés das fábricas, suas amplas avenidas e uma multidão de pessoas, que se dirigem a
todas as partes. REPETTO, Juan Carlos Porta. Passeio pelo campo. Curitiba: Módulo. p. 2, 3 e 4. Fragmento.
Nesse texto, a menina vê os pais cada vez menores porque:
(A) ela fechava os olhos com sono.
(B) ela se afastava da estação.
(C) os altos edifícios ficaram na frente dos seus pais.
(D) os pais estavam sentados no banco da estação.
14- Leia o texto: Essas meninas
As alegres meninas que passam na rua, com suas pastas escolares, às vezes com seus
namorados. As alegres meninas que estão sempre rindo, comentando o besouro que entrou na classe e
pousou no vestido da professora; essas meninas; essas coisas sem importância.
O uniforme as despersonaliza, mas o riso de cada uma as diferencia.
Riem alto, riem musical, riem desafinado, riem sem motivo; riem.
Hoje de manhã estavam sérias, era como se nunca mais voltassem a rir e falar coisas sem
importância. Faltava uma delas. O jornal dera notícia do crime. O corpo da menina encontrado naquelas
condições, em lugar ermo. A selvageria de um tempo que não deixa mais rir.
As alegres meninas, agora sérias, tornaram-se adultas de uma hora para outra; essas mulheres.
ANDRADE, Carlos Drummond de. Contos plausíveis. Rio de Janeiro: Record, 1998, p. 72.
Qual é a relação de causa e onsequência destacada nesse conto?
(A) O tempo gera o envelhecimento das meninas.
(B) O uniforme gera a despersonalização das meninas.
(C) O riso provoca a diferenciação das meninas.
(D) O crime provoca o amadurecimento das meninas.
15- Leia o texto: Hein?... Hã?... Como?...
... Apareceu uma velhinha, bem velhinha, toda enrugada, vestida de preto, com uma vela na mão.
O autor se apresentou:
– Boa noite, minha senhora. Desculpe invadir sua casa. É que eu bati na porta e ninguém
atendeu. Como ela estava aberta ...
– Como? – disse a velha com a mão no ouvido.
– Desculpe entrar assim sem pedir licença...
– Doença?
– Não, não licença?
– Mas... quem está doente?
– Não – sorriu o homem –, a senhora entendeu errado...
– Resfriado???
– Ora... quer dizer... bem, eu estava lá fora e...
– Chi! Catapora?
– Senhora, por favor, não confunda...
– Caxumba!!! Cuidado, menino, isso é perigoso... Sabe, eu sei fazer um chazinho muito bom pra
caxumba...
– Minha senhora...
– Se demora? Nada. Faço num minutinho.
– Puxa! Eu só queria falar com a moça que entrou aqui, ora essa...
– Quê? Está com pressa? É pena. Não faz mal. Olhe: vá para a casa, vitamina C e cama.
– Mas não é isso! A senhora está ouvindo mal!
– Hã? ... Ah! Tchau, tchau – disse a velhinha, sorrindo com um lencinho branco na mão.
O escritor foi embora chateado.
AZEVEDO, Ricardo. Um Homem no sótão. Fragmento.
O diálogo entre a velhinha e o homem foi difícil porque:
(A) a velhinha era míope. (C) o homem falava baixo.
(B) o homem perguntava demais. (D) a velhinha era surda.
16- Leia o texto abaixo, de Cecília Meireles:
A raiz suspirava porque:
(A) a árvore perdeu a beleza.
(B) a vida da flor foi breve.
(C) o trabalho foi em vão.
(D) o vento causou sofrimento.
17- Leia o texto: Você sabia que a Floresta Amazônica não é responsável por grande parte do
oxigênio que respiramos?
É bem provável que você tenha ouvido por aí: “A Amazônia é o pulmão do mundo.” Bobagem!
Embora as florestas tenham, sim, grande importância na produção do oxigênio, como é o caso da
Floresta Amazônica, o grande pulmão do mundo, para usar a mesma expressão, está nas águas – ou
melhor, nos seres que habitam rios e mares.
Um bom exemplo são os locais de encontro entre rios e mares, os chamados estuários, ambientes
muito ricos em vida. Ali encontram-se as macrófitas aquáticas, plantas que se parecem com o capim
terrestre; o fitoplâncton, que são algas microscópicas que vivem próximas às superfícies da água; as
plantas herbáceas, que são rasteiras, maleáveis e se parecem com ervas. Pois bem!
Essas espécies são algumas das grandes produtoras do oxigênio que respiramos e não as
enormes árvores das florestas. [...]
Quanto menores são os organismos, mais rápido é o seu metabolismo, as reações químicas que
ocorrem dentro do corpo. No caso dessas espécies, essas reações estão diretamente ligadas à
fotossíntese, processo pelo qual, utilizando se da luz do Sol, os vegetais produzem o seu próprio
alimento e liberam oxigênio. QUESADO, Letícia Barbosa. Ciência hoje das crianças, janeiro/fevereiro de 2010. Fragmento.
De acordo com esse texto, plantas de rios e mares produzem mais oxigênio porque são:
A) encontradas próximas às superfícies da água.
B) menores e seu metabolismo é mais rápido.
C) parecidas com o capim terrestre.
D) rasteiras e parecidas com ervas.
18- Leia o texto: Nino quer um AMIGO
– Nino, por que você está sempre tão sério e cabisbaixo?
Nino vivia triste. Ele se sentia sozinho. Ninguém queria ser amigo dele. Pobre menino.
Um dia, na praia, ele ficou esperançoso de encontrar um amigo.
– Ah, um menino. Quem sabe..., e tentou chegar perto dele.
Mas o menino virou para o lado, cavou um buraco.
E ainda jogou areia no Nino.
Coitado dele. [...]
Até que um dia, ele tinha desistido de procurar.
Pensando em por que quanto mais tentava encontrar um amigo, mais sozinho se sentia...
Ficou distraído, pensando, e adormeceu.
Quando acordou, olhou-se no espelho.
Enquanto escovava os dentes, percebeu que fazia muitas caretas.
Achou engraçado. Enxugou a boca e continuou brincando com o espelho.
Era riso daqui, riso de lá. Era língua do Nino e língua do espelho. Piscadela aqui, piscadela ali.
Começou ali uma verdadeira folia. Era um jogo de reconhecimento entre Nino e sua imagem no
espelho. E não é que Nino era bem engraçadinho? Ele mesmo nunca tinha reparado nisso antes.
Que cara legal era o Nino.
Que garoto charmoso, bem-humorado!
Nino ficou encantado com seu espelho.
Fez-se ali uma grande amizade.
E, depois dessa amizade, surgiram muitas outras.
Nino hoje é um cara cheio de grandes amigos. Incluindo ele mesmo.
Valeu, Nino.
CANTON, Kátia. Nova Escola. v. 4, 2007.
De acordo com esse texto, Nino era triste, porque era
(A) muito feio. (C) medroso.
(B) muito tímido. (D) sozinho.