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Questões de Português e Interpretação

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Escola Dom Palmeira Professora: Joselice Diniz Disciplina: Português

Aluno(a): _________________________________________
DESCRITOR 8
1- Leia o fragmento: Os filhos podem dormir com os pais?
Maria Tereza – Se é eventual, tudo bem. Quando é sistemático, prejudica a intimidade do casal. De qualquer
forma, é importante perceber as motivações subjacentes ao pedido e descobrir outras maneiras aceitáveis de
atendê-las. Por vezes, a criança está com medo, insegura, ou sente que tem poucas oportunidades de contato com
os pais. Podem ser criados recursos próprios para lidar com seus medos e inseguranças, fazendo ela se sentir mais
competente.
Posternak – Este hábito é bem freqüente. Tem a ver com comodismo – é mais rápido atender ao pedido dos
filhos que agüentar birra no meio da madrugada; e com culpa – “coitadinho, eu saio quando ainda dorme e volto
quando já está dormindo”. O que falta são limites claros e concretos. A criança que “sacaneia” os pais para dormir
também o faz para comer, escolher roupa ou aceitar as saídas familiares. ISTOÉ, setembro de 2003 -1772.

O argumento usado para mostrar que os pais agem por comodismo encontra-se na alternativa:
(A) a birra na madrugada é pior. (C) o fato é muitas vezes eventual.
(B) a criança tem motivações subjacentes. (D) os limites estão claros.

2- Leia o texto: O LEÃO E O RATO


Diz que um leão enorme ia andando chateado, não muito rei dos animais, porque tinha acabado de brigar
com a mulher e esta lhe dissera poucas e boas.
Ainda com as palavras da mulher o aborrecendo, o leão subitamente se defrontou com um pequeno rato, o
ratinho menor que ele já tinha visto.
Pisou-lhe a cauda e, enquanto o rato forçava inutilmente para fugir, o leão gritou: “Miserável criatura,
estúpida, ínfima, vil, torpe: não conheço na criação nada mais insignificante e nojento. Vou lhe deixar com vida
apenas para que você possa sofrer toda a humilhação do que lhe disse, você, desgraçado, inferior, mesquinho,
rato!” E soltou-o.
O rato correu o mais que pôde, mas, quando já estava a salvo, gritou pro leão: “Será que Vossa Excelência
poderia escrever isso para mim? Vou me encontrar agora mesmo com uma lesma que eu conheço e quero repetir
isso para ela com as mesmas palavras”. FERNANDES, Millôr. Fábulas Fabulosas.
O rato queria repetir as mesmas palavras para a lesma, porque:
(A) achou bonitas as palavras que o leão lhe disse e queria agradar a lesma.
(B) conhecia a lesma e sabia que ela gostava de palavras bonitas e difíceis.
(C) foi humilhado pelo leão e descontava sua raiva na lesma, que era menor que ele.
(D) tinha brigado também com a mulher, que por raiva, lhe dissera poucas e boas.

3- Leia o texto abaixo e responda.


Nos últimos 120 anos, a temperatura média da superfície da Terra subiu cerca de 1 grau Celsius. Os efeitos
disso sobre a natureza são muito graves e afetam bichos, plantas e o próprio ser humano. Esse aquecimento
provoca, por exemplo, o derretimento de geleiras nos pólos. Por causa disso, o nível da água dos oceanos aumentou
em 25 centímetros e o mar avançou até 100 metros sobre o continente nas regiões mais baixas. Furacões que
geralmente se formam em mares de água quente estão cada vez mais fortes. Os ciclos das estações do ano e das
chuvas estão alterados também.
A poluição do ar é uma das principais causas do aquecimento. A superfície terrestre reflete uma parte dos
raios solares, mandando-os de volta para o espaço. Uma camada de gases se concentra ao redor do planeta,
formando a atmosfera, e alguns deles ajudam a reter o calor e a manter a temperatura adequada para garantir a vida
por aqui.
Nas últimas décadas, muitos gases poluentes vêm se acumulando na atmosfera e produzindo uma espécie de
capa que concentra cada vez mais calor perto da superfície da Terra, aumentando ainda mais a temperatura global.
É o chamado efeito estufa.
Outro problema que afeta diretamente o clima é a devastação das matas, que ajudam a manter a umidade e a
temperatura do planeta. Infelizmente, o desmatamento já eliminou quase metade da cobertura vegetal do mundo.
[Link]
Porque o nível da água nos oceanos aumentou até 25 centímetros?
(A) Por causa da mudança do ciclo das estações do ano.
(B) Por causa do derretimento das geleiras nos pólos.
(C) Porque o mar avançou 100 metros sobre o continente.
(D) Porque os furacões estão cada vez mais fortes.
4- Leia a Entrevista: “EXISTEM CRIMES PIORES”, DIZ PAI DE JOVEM AGRESSOR, Sergio Torres
Da sucursal do Rio

O microempresário Ludovico Ramalho Bruno, 46, disse acreditar que o filho Rubens Arruda, 19, estava
alcoolizado ou drogado quando participou do espancamento da empregada doméstica Sirlei Pinto. “Uma pessoa
normal vai fazer uma agressão dessa?”, perguntou ele após ter sido vítima de um tiroteio na delegacia.
Dono de uma firma de passeios turísticos, Bruno afirmou que o filho não deveria ser preso, para não conviver
com criminosos na cadeia. “Foi uma coisa feia que eles fizeram? Foi. Não justifica o que fizeram. Mas prender,
botar preso, juntar eles com outros bandidos... Essas pessoas que têm estudo, que têm caráter, junto com um cara
desses? Existem crimes piores.”
Se forem indiciados, os acusados vão responder por tentativa de latrocínio (pena de 7 a 15 anos de prisão em
caso de detenção) e lesão corporal dolosa (de 1 a 8 anos de prisão).
Folha: O sr. acredita na acusação contra o seu filho?
Ludovico Ramalho Bruno: Eles não são bandidos. Tem que criar outras instâncias para puni-los. Queria dizer à
sociedade que nós, pais, não temos culpa nisso. Eles cometeram erro? Cometeram. Mas não vai ser justo manter
crianças que estão na faculdade, estão estudando, trabalham, presos. É desnecessário, vai marginalizar lá dentro.
Foi uma coisa feia o que eles fizeram? Foi. Não justifica o que fizeram. Mas prender, botar preso, juntar eles com
outros bandidos... Essas pessoas que têm estudo, têm caráter, junto com uns caras desses? Existem crimes piores.
Folha: O sr. já falou com ele?
Bruno: Não. É um deslize na vida dele. E vai pagar caro. Está detido, chorando, desesperado. Daqui vai ser
transferido. Peço ao juiz que dê a chance para cuidarmos dos nossos filhos. Peguei a senhora que foi agredida,
abracei, chorei com ela e pedi perdão. Foi a primeira coisa que fiz quando vi a moça, foi o mínimo que pude fazer.
Não é justo prender cinco jovens que estudam, que trabalham, que têm pai e mãe, e juntar bandidos que a gente não
sabe de onde vieram. Imagina o sofrimento desses garotos.
Folha: O sr. acha que eles tinham bebido ou usado droga?
Bruno: Estamos com epidemia de droga. A droga tomou conta do Brasil. O inimigo do brasileiro é a droga. Tem
que legalizar isso. Botar nas farmácias, nos hospitais. Com esse dinheiro que vai ser arrecadado, pagar clínicas,
botar os viciados lá, controlar a droga.
Folha: Mas o sr. acha que eles poderiam estar embriagados ou drogados?
Bruno: Mas é lógico. Uma pessoa normal vai fazer uma agressão dessa? Lógico que não. Lógico que estavam
embriagados, lógico que poderiam estar drogados. Eu nunca vi [o filho usar droga]. Mas como posso falar de um
jovem de 19 anos que está na rua com uma epidemia de droga, com essas festas rave, essas loucuras todas.
Folha: Como é seu filho em casa?
Bruno: Fica no computador, vai à praia, estuda, trabalha comigo. Uma pessoa normal, um garoto normal.
(Folha de [Link], 26/06/2007 p. C4)
Assinale a opção que indica o principal argumento usado pelo pai para rejeitar o encarceramento do filho
junto com bandidos.
(A) O filho cometeu apenas um deslize. (C) O filho trabalha, estuda, tem família.
(B) O filho tem hábitos de uma pessoa normal. (D) O filho sofre com a epidemia das drogas.

5- Leia o texto: GATO PORTÁTIL


Bichanos de apartamento não estão condenados a viver confinados. “Embora seja comum os gatos ficarem
nervosos e terem medo de sair de casa nas primeiras vezes, é possível acostumá-los a ser sociáveis, a passear e até a
viajar com seus donos numa boa”, a passear e até a viajar com seus donos numa boa”, afirma Hannelore Fuchs,
veterinária especialista em comportamento, de São Paulo. “Basta começar cedo o treinamento e fazê-lo aos
poucos.” Hannelore conta que tem um gato que adora passear de carro e que vira e mexe vai para a praia com ela.
“Isso promove o enriquecimento do cotidiano do bicho, o que é sempre extremamente positivo”, assegura. “Na
Europa e nos Estados Unidos, onde os gatos estão cada vez mais populares, essa já é uma prática bastante
difundida.” Revista Cláudia, novembro de 2006

É um argumento que apóia a tese defendida pelo autor desse texto:


(A) Basta começar cedo o treinamento e fazê-lo aos poucos.
(B) Os gatos ficam nervosos e têm medo de sair de casa.
(C) Na Europa e nos Estados Unidos os gatos são populares.
(D) Hannelore é veterinária especialista em comportamento.

6- Leia o texto: O namoro na adolescência


Um namoro, para acontecer de forma positiva, precisa de vários ingredientes: a começar pela família, que
não seja muito rígida e atrasada nos seus valores, seja conversável, e, ao mesmo tempo, tenha limites muito claros
de comportamento. O adolescente precisa disto, para se sentir seguro. O outro aspecto tem a ver com o próprio
adolescente e suas condições internas, que determinarão suas necessidades e a própria escolha. São fatores
inconscientes, que fazem com que a Mariazinha se encante com o jeito tímido do João e não dê pelota para o herói
da turma, o Mário. Aspectos situacionais, como a relação harmoniosa ou não entre os pais do adolescente, também
influenciarão o seu namoro. Um relacionamento em que um dos parceiros vem de um lar em crise, é, de saída, dose
de leão para o outro, que passa a ser utilizado como anteparo de todas as dores e frustrações. Geralmente, esta carga
é demais para o outro parceiro, que também enfrenta suas crises pelas próprias condições de adolescente. Entrar em
contato com a outra pessoa, senti-la, ouvi-la, depender dela afetivamente e, ao mesmo tempo, não massacrá-la de
exigências, e não ter medo de se entregar, é tarefa difícil em qualquer idade. Mas é assim que começa este
aprendizado de relacionar-se afetivamente e que vai durar a vida toda. SUPLICY, Marta. A condição da mulher. São Paulo: Brasiliense, 1984

Para um namoro acontecer de forma positiva, o adolescente precisa do apoio da família. O argumento que
defende essa ideia é:
(A) a família é o anteparo das frustrações. (C) o adolescente segue o exemplo da família.
(B) a família tem uma relação harmoniosa. (D) o apoio da família dá segurança ao jovem.

7- Leia o texto: EDUCAÇÃO DE HOJE ADIA O FIM DA ADOLESCÊNCIA


Há pouco tempo recebi uma mensagem que me provocou uma boa reflexão. O interessante é que não foi o
conteúdo dela que fisgou minha atenção, e sim sua primeira linha, em que os remetentes se identificavam. Para ser
clara, vou reproduzi-la: “Somos dois adolescentes, com 21 e 23 anos...”.
Minha primeira reação foi sorrir: agora, os jovens acreditam que a adolescência se estende até, pelo menos,
aos 23 anos?! Mas, em seguida, eu me dei conta do mais importante dessa história: que a criança pode ser criança
quando é tratada como tal, e o mesmo acontece com o adolescente. Os dois jovens adultos se veem como
adolescentes, porque, de alguma maneira, contribuímos para tanto.
A adolescência tinha época certa para começar até um tempo atrás, ou seja, com a puberdade, época das
grandes mudanças físicas. E terminar também: era quando o adolescente, finalmente, assumia total
responsabilidade sobre sua vida e tornava-se adulto. Agora, as crianças já começam a se comportar e a se sentir
como adolescentes muito tempo antes da puberdade se manifestar e, pelo jeito, continuam se comportando e
vivendo assim por muito mais tempo. Qual é a parcela de responsabilidade dos adultos e educadores?
Fonte: Disponível em: [Link] Acesso em: 30 mai 2012. Adaptado.
A oração grifada no texto estabelece com a oração seguinte uma relação de:
(A) adição. (C) oposição.
(B) condição. (D) explicação.

8- Leia o texto: Quem não tem namorado


Quem não tem namorado é alguém que tirou férias remuneradas de si mesmo. Namorado é a mais difícil das
conquistas. Difícil porque namorado de verdade é muito raro. Necessita de adivinhação, de pele, saliva, lágrima,
nuvem, quindim, brisa ou filosofia. Paquera, Gabeira, flerte, caso, relação amorosa, envolvimento, até paixão é
fácil. Mas namorado mesmo é muito difícil.
Namorado não precisa ser o mais bonito, mas ser aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado
dele a gente treme, sua frio, e quase desmaia pedindo proteção. A proteção dele não precisa ser parruda ou
bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição.
Fonte: ttp://textos_legais.[Link]/voce_tem_namorado.htm Adaptado (ultimo acesso em 01/11/2011)
O texto relata um forte pensamento sobre o namoro, os riscos e uma boa limitação. Ainda se pode perceber
que o autor:
(A) elogia a forma de namoro do mundo de hoje.
(B) critica o namoro de uma forma equivocada levando em consideração o amor verdadeiro.
(C) informa que o namoro é perigoso e não verdadeiro.
(D) esclarece que o namoro é ilusão mais que pode ser verdadeiro.

9- Leia o texto: Que mudanças no clima afetaram a humanidade?


Não é exagero dizer que a história da humanidade sempre esteve ligada às transformações climáticas.
Sobretudo até o século 20, quando ainda não havia tecnologia suficiente para tornar mais toleráveis as variações
bruscas ou prolongadas de tempo e temperatura. Essas alterações fizeram o homem descer das árvores, extinguiram
civilizações, impulsionaram migrações e decidiram guerras. Para exemplificar o que foi dito, vale relembrar dois
fatos históricos: em 2007, a concentração de poluentes no ar eleva a temperatura do planeta para os níveis mais
altos dos últimos 150 mil anos; em junho de 1944, as forças aliadas precisaram esperar semanas pelo melhor clima
para o desembarque na Normandia, decisivo na derrota Nazista; em 1812, o inverno rigorosíssimo aniquila as
tropas de Napoleão Bonaparte que haviam invadido a Rússia; em 1788, a seca causa a quebra de safras e espalha a
fome. O fato contribui, ainda que secundariamente, para a Revolução Francesa em 1789, como lenda.
Mundo estranho. Edição 65, julho 2007. p. 48.
Um dos argumentos que sustenta a ideia defendida nesse texto é:
(A) mudanças climáticas decidiram guerras. (D) migrações e climas são fenômenos
(B) até o século XX a tecnologia controlava o clima. independentes.
(C) mudanças climáticas afetam apenas a Europa.

10- Leia o texto: Ai, que sono!


A cabeça fica pesada, os olhos não param abertos, os movimentos se tornam vagarosos... Aos poucos, você
vai se desligando de tudo e quase nem ouve mais a TV nem as vozes das pessoas ao redor. Está na hora de ir para a
cama!
Dormir é gostoso. Tanto que dá a maior preguiça acordar de manhã. Cair no sono também é importante para
a saúde, porque ajuda a descansar e recarregar as energias.
Além disso, enquanto dormimos, muitas coisas acontecem em nosso corpo.
Os sentidos funcionam, mas o cérebro reage menos aos estímulos. Porém, se você tiver uma sensação na pele
ou sentir um cheiro, isso pode influenciar seus sonhos.
As pálpebras se fecham para evitar a entrada de luz. Nós somos programados para descansar quando está
escuro.
A respiração fica mais lenta. Com os órgãos funcionando devagar precisamos de menos oxigênio.
Os ouvidos praticamente se desligam. Só ouvimos sons bem altos, como o do despertador tocando.
O organismo libera maior quantidade de substâncias que estimulam o crescimento e renovam as células.
A temperatura do corpo cai e sentimos um pouquinho de frio. Recreio. n. 468, p. 12.

Durante o sono, a respiração é mais lenta, porque:


(A) a temperatura do corpo diminui. (C) o corpo precisa de menos oxigênio.
(B) as pálpebras se fecham. (D) os ouvidos se desligam.

11- Leia o texto: Uma nova geografia


As fronteiras entre os países sempre foram estabelecidas por guerras ou por tratados diplomáticos. Em
tempos atuais, são definidas também pelo aquecimento global. Uma nova demarcação entre Itália e França deverá
ser aprovada no Parlamento italiano no final deste mês. Com o derretimento das geleiras, verificou-se que “nem
sempre a linha do cume coincide com a montanha que está por baixo”, afirmou o deputado Franco Narducci, autor
do projeto de lei. Onde não há mais neve a divisão será o topo da rocha. [...]
Uma comissão de especialistas italianos e suíços verificou recentemente a diminuição das galerias em torno
do monte Cervino, também chamado de Matterhorn no lado suíço. A linha exata formada pelas montanhas será
estabelecida por imagens aéreas. O deputado Narducci irá propor a mesma negociação para França e Áustria, diz a
CNN. [..] Revista da Semana. Ed. 83. São Paulo: Abril, abr. 2009. p. 26.
De acordo com esse texto, o aquecimento global redefine fronteiras entre países da Europa por causa:
(A) da linha formada pelas montanhas. (C) do derretimento das geleiras.
(B) das ações dos políticos dos países. (D) dos tratados diplomáticos.

12- Leia o texto: Português popular


O Brasil anda mesmo em alta no mundo, e a Língua Portuguesa não fica atrás em popularidade.
Segundo a coluna do jornalista Anselmo Góis, no jornal O Globo, o Comitê Olímpico Internacional (COI)
ofereceu aos seus 300 funcionários duas opções “linguísticas”: a chance de aprender a língua russa – por causa dos
Jogos de Inverno em Sogi, que serão realizados em 2014 – e o português – haja vista a proximidade dos Jogos
Olímpicos de 2016 com sede no Rio de Janeiro. Resultado: apenas 5 pessoas, em meio aos 300 funcionários do
COI, escolheram estudar russo. Em contrapartida, os outros 200 preferiram estudar a língua falada no Brasil.
Nosso idioma vai muito bem, obrigado. Língua Portuguesa, ano 4, n. 53, mar. 2010, p. 11.
Nesse texto, qual é o argumento utilizado pelo autor para sustentar sua tese?
(A) “O Brasil anda mesmo em alta no mundo, e a Língua Portuguesa não fica atrás em popularidade.”.
(B) “... o Comitê Olímpico Internacional (COI) ofereceu aos seus 300 funcionários duas opções ‘linguísticas’:...”.
(C) “... haja vista a proximidade dos Jogos Olímpicos de 2016 com sede no Rio de Janeiro.”.
(D) “... apenas 5 pessoas, em meio aos 300 funcionários do COI, escolheram estudar russo.”

13- Leia o texto: Golfinho também é gente


Apesar do título acima, esclareço logo que eu não acho que golfinhos sejam “humanos”.
Mas podem ser “pessoas”. Se considerarmos uma pessoa como um ser autônomo e ciente de sua identidade,
então, os golfinhos têm todo o direito de pleitear essa distinção. Em um estudo que fiz em 2001 com minha colega
Diana Reiss – Ph.D. em cognição e comportamento animal –, provamos que os golfinhos-nariz-de-garrafa
reconhecem a si mesmos em espelhos. Essa é uma capacidade rara no mundo animal, um clube que, além de
humanos, só havia admitido os chimpanzés-anãos. Pelo menos até onde a ciência sabia. MARINO, Lori. Galileu: março, 2010.

O argumento que sustenta a tese de que os golfinhos podem ser pessoas é:


(A) os golfinhos reconhecem a si mesmos em espelhos.
(B) os golfinhos têm direito de reivindicar a classificação de pessoas.
(C) uma coisa rara no mundo animal é a capacidade de reconhecer-se no espelho.
(D) uma pessoa é um ser autônomo e ciente de sua identidade.

14- Leia o texto: Presente sem preço


Quantas vezes você já ouviu que o dinheiro compra tudo menos a felicidade?
Na hora de buscar presentes de fim de ano, pense nisso e use a criatividade e a participação. Conversávamos
sobre isso [...] e surgiram várias ideias interessantes.
Por exemplo, bombons reembalados por uma criação sua e materiais comprados em papelaria ganharão
enorme personalidade. Um simples óleo de massagem de menos de R$10,00 pode valer muito mais se vier com a
massagem, que você oferece, assim como um livro para a criança deve vir acompanhado da respectiva leitura. Que
tal comprar apenas um baralho, chamar os amigos e dar o conjunto (baralho + amigos) de presente para que quem o
receba ganhe horas de diversão em boa companhia? Ou compre um DVD e acrescente no embrulho uma pipoca de
micro-ondas, que vale a combinação de ver o filme junto? Quando você participa, o presente, como diz a
propaganda, não tem preço. CHARLAB, Sérgio. Seleções Reader´s Digest, Dezembro 2009. P. 5.

Nesse texto, qual é a ideia defendida pelo autor?


(A) A criatividade e a participação devem fazer parte do presente.
(B) A propaganda defende que presente tem que ser caro.
(C) O dinheiro compra tudo menos a felicidade.
(D) O livro deve vir acompanhado da respectiva leitura.

15- Leia o texto: XENOFOBIA ARBÓREA - Artur da Távola


Cuidado, irmãos, estão se propondo a mexer nas árvores do Rio de Janeiro com um argumento - espantem-se
- nacionalista... A Fundação Parques e Jardins, bem intencionada, é certo, descobriu (só agora...) que das 600 mil
árvores existentes na cidade, apenas 16% são nativas. 84% são o que eles chamam de “origem exótica”, o que quer
dizer: vieram de outros países.
E daí?, dá vontade de perguntar. Estão há séculos em nosso meio ambiente e só embelezam. Imaginem o que
seria do Rio sem amendoeiras, palmeiras imperiais, mangueiras, jaqueiras, flamboaiãs, os ciprestes da Lagoa
Rodrigo de Freitas (no lado da Borges de Medeiros) e os Fícus, por exemplo, do Morro da Viúva, verdadeiras
maravilhas. Isso só para citar - de passagem - algumas espécies chamadas exóticas.
Parece que o pessoal de Parques e Jardins não está radical, xenófobo nem furibundo com a
desnacionalização. O que pretende é equilibrar espécies nativas, próprias ao nosso ecossistema. Mas na fala deles
há expressões perigosas: substituir 500 mil árvores exóticas por nativas, li na ótima reportagem de Túlio Brandão
para O Globo. Ora, isso será um “arboricídio”! Usam também uma expressão que me assustou, pois parece oriunda
de um radicalismo político injustificável no caso de árvores: “colonialismo verde”, “invasão estrangeira”.
Isso assusta. De repente um paisagista ou botânico radical, com algum poder nas mãos resolve mexer em
algo que é infelizmente desordenado, mas é das mais lindas características de nosso Rio: suas árvores centenárias,
apenas porque são de origem estrangeira. Cuidado, portanto, fiquemos alerta, mesmo acreditando nas boas
intenções dos nacionalistas verdes.
Deviam, sim, estar preocupados com a erva de passarinho que invade milhares de árvores na cidade e vai
secando-as aos poucos. Pessoa que vive a olhar para as árvores da cidade, afirmo que o Departamento de Parques e
Jardins está a deixar a erva de passarinho, aquela praga, sufocar centenas, senão milhares de árvores no Rio.
Sejamos razoáveis. O Rio não tem que discutir se a árvore é nacional ou estrangeira.
Árvore de rua tem uma obrigação: fazer sombra, ter uma copa protetora do calor que, isso sim é do interesse
da população. E embelezar. Fonte: [Link]/Cronicas (adaptado)
Segundo o texto, mais importante que eliminar as árvores estrangeiras é:
(A) defender as árvores nacionais. (C) equilibrar espécies nativas.
(B) acabar com a "erva de passarinho". (D) fazer um ato em prol da ecologia.

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