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Interiorização da Produção Cafeeira

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Trabalho avaliativo de História – 8º ano

Nome:_______________________________________________________ Nº:___

INSTRUÇÕES PARA A REDAÇÃO


1. O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado (use uma folha de seu
caderno).
2. O texto definitivo deve ser escrito na folha oficial, em até 25 linhas.
4. Receberá nota zero, em qualquer das situações expressas a seguir, a redação que:
4.1. tiver até 15 linhas escritas, sendo considerada “texto insuficiente”.
4.2. fugir ao tema proposto.
4.3. copiar trechos de algum dos textos apoio (isso se configura PLÁGIO).
4.4. escrever de forma ilegível na maior parte do texto (é permitido utilizar letra
de FORMA)

OBS: É permitido a leitura do livro didático de História, porém não é permitido copiar
trechos.

TEXTO DE APOIO I:
Café no Brasil: dois séculos de história1
As primeiras mudas de café foram trazidas da Guiana Francesa e plantadas no Pará, por
volta de 1730. Porém, o cafeeiro não conseguiu se fixar na região amazônica, devido às
condições naturais não favoráveis.
Tampouco teve sucesso no Nordeste. Chegou ao Rio de Janeiro aproximadamente em
1760, espalhando-se pela região e transformando a província de Vassouras na capital do
café brasileiro, no começo do séc. XIX.
Até 1860, a produção de café do Rio de Janeiro era líder no país, atingindo 78,5% da
produção total. São Paulo ficava em segundo lugar com 12,1%. A partir de 1880, a
situação econômica do café do Vale do Paraíba, começa a ficar ruim, devido à pouca
utilização de novas técnicas na produção, ao processo abolicionista, crise de
superprodução em 1897 e à política deflacionista de 1898 a 1902.
O café encontrou uma série de limitações de terra, tanto para a sua expansão, como para
o rendimento econômico. A erosão e a exaustão diminuíram ainda mais a oferta de terras,
provocando deslocamentos para o Oeste Paulista.
Em relação à questão do uso de trabalho compulsório, a proibição do tráfico negreiro
encareceu e dificultou a aquisição de escravos. Com a elevação do preço da mão-de-obra,
o café tendeu a especialização, reduzindo os cultivos alimentares e aumentando os gastos
com a compra de meios de subsistência para a força de trabalho.
No Oeste Paulista, o café encontrou amplas extensões de terra, boas condições climáticas,
fertilidade e topografia favoráveis. As técnicas aplicadas eram mais eficientes que em

1
Texto de Julio Hidemitsu Corrêa, 1999. Publicado em Formação Economia, Campinas.
outras regiões e pôde-se arranjar melhor os escravos dentro dos cafezais. Porém, em 1880,
o trabalho escravo entra em crise, abrindo espaço para a transição ao trabalho livre. De
1886 em diante, o crescente fluxo migratório solucionou o problema de escassez de mão-
de-obra. Devido a estes fatores, a produtividade física era maior. A alta produtividade
exigia mais plantios, fazendo o café se deslocar para o interior. Isso aumentou os custos
de transporte, acarretando implantação de ferrovias.
Com a chegada do café no Oeste Paulista, se acentuou a concentração de propriedade. A
expansão das fazendas deu-se com base na grande propriedade. A organização era
diferenciada, pois era centrada nas grandes fazendas, próximas às ferrovias, e a
organização da produção era feita com base no trabalho livre, de imigrantes europeus.

TEXTO DE APOIO II:


Jornal O Tempo: Conheça a história do café em Maciço de Baturité, na região serrana
do Ceará
Pouco mais de 100 km separam Fortaleza do Maciço de Baturité, que abriga a mais
extensa Área de Proteção Ambiental (APA) do Estado do Ceará, com 32.690 hectares.
Ali, a produção de café remonta a 1820, quando as primeiras mudas foram plantadas pelas
mãos do fazendeiro Manoel Felipe Castelo Branco. O produto se adaptou bem ao solo
por causa da altitude e do clima mais ameno – as cidades localizadas no alto da serra se
encontram entre 800 m e 900 m acima do nível do mar; o ponto mais alto, o pico Alto,
em Guaramiranga, chega a 1.100 m. De dia, a temperatura atinge os 22°C, 23°C. À noite,
pode chegar a 16 °C. Ou seja, leve casaco!
Dos 13 municípios localizados no entorno da cadeia montanhosa, quatro fazem parte da
Rota Verde do Café: Guaramiranga, Mulungu, Pacoti e Baturité. Desde que o Sebrae-CE
iniciou um projeto na região, algumas das antigas fazendas abrem suas portas para os
turistas. Uma delas é o Sítio Águas Finas, em Guaramiranga, de propriedade de Francisco
Uchôa, coronel aposentado do Exército. Com um boné na cabeça, que não tira por nada
(“É para não mostrar a careca”, diz), ele recepciona os turistas e os conduz por uma trilha
de 21 hectares, sete dos quais ocupados pela plantação de café (cerca de 7.000 pés). O
passeio dura cerca de duas horas.
A maior parte da plantação é de café arábica, também conhecido como “típica”, originário
da Etiópia. A colheita é seletiva (são recolhidos apenas grãos maduros), e a secagem é
feita em terreno suspenso. para que o café permaneça distante da umidade do solo.
Outra característica é que o cultivo se dá à sombra de ingazeiras, daí o nome de café
sombreado. A árvore ajuda no plantio, pois seu fruto, o ingá, atrai a broca, praga
considerada a maior inimiga do café. A existência de tais árvores, porém, é fruto de um
grande trabalho de replantio, segundo o historiador Levi Jucá. “A região ficou
completamente devastada após 50 anos de cultivo a pleno sol. O solo se esgotou e, com
isso, a produção decaiu na virada para o século XX”.
FOLHA OFICIAL DE REDAÇÃO
ATENÇÃO: A partir da leitura dos textos de apoio anteriores e com base nos
conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto sobre o tema “Qual
a relação do café com a escravidão, com a migração e com a história local de
Baturité?”.

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