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Esporotricose em Cães e Gatos: Sintomas e Prevenção

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Beatriz e Isabela

Esporotricose
em Cães e
Gatos
O que é, sintomas, causas,
como prevenir e tratamento.

Amahpet - Turma 11

Zoonose
O que é?

• Infecção fúngica subcutânea causada por Sporothrix, considerada uma zoonose.


• Alta prevalência em áreas tropicais e subtropicais; no Brasil, casos aumentaram
e é de notificação obrigatória.
• O fungo está presente no solo, plantas e material em decomposição.
• Transmissão ocorre principalmente por gatos domésticos, através de
arranhões, mordidas ou lesões abertas.
• Lesões cutâneas afetam cabeça e nariz, raramente tórax e membros; pode
atingir linfonodos (forma linfocutânea).
• Em gatos, casos graves incluem lesões generalizadas e comprometimento
sistêmico, frequentemente fatais.
• Vigilância e notificação são essenciais para o controle, além de medidas
preventivas no manejo de animais e do ambiente.
Em Caninos
Menor incidência: Embora cães possam contrair
esporotricose, a incidência é menor em comparação aos
felinos.

Lesões localizadas: Em cães, as lesões geralmente são menos


graves e tendem a ser localizadas. Aparecem principalmente
em áreas de ferimentos pré-existentes.

Menor transmissibilidade: Cães transmitem o fungo com


menos frequência para outros animais ou humanos, pois suas
lesões têm menos secreção contaminante.

Disseminação sistêmica rara: É muito menos comum em cães


do que em gatos.
Em Felinos
Maior suscetibilidade: Gatos são mais suscetíveis à
esporotricose, especialmente em áreas endêmicas, devido ao
comportamento de brigas e arranhões, que facilitam a entrada
do fungo.

Quadro clínico grave: Em felinos, a doença costuma ser


mais grave e com maior potencial de disseminação. As
lesões são geralmente:
• Ulcerativas, profundas e com secreção purulenta.
• Localizadas principalmente na cabeça, patas e cauda.

Transmissibilidade: Felinos são considerados uma fonte


importante de transmissão para outros animais e humanos, já
que o fungo pode ser transmitido por meio de arranhões,
mordidas ou secreções das lesões.

Disseminação sistêmica: É mais comum em gatos, podendo


afetar órgãos internos, dificultando o tratamento.
Forma de Transmissão
A principal forma de transmissão do agente causador da esporotricose ocorre pelos gatos
doentes. A transmissão zoonótica ocorre por meio de:
•arranhaduras
•mordeduras
•contato com exsudato de lesões cutâneas de gatos infectados
* por contato direto em caso de contato físico com o animal infectado ou contato com
secreção.

Lesões em gatos

° Multiplas lesões (orelhas, face, região nasal,


membros, cauda)
° Lesões cutâneas (nódulos e úlceras) na região
cefálica.
° Edema em plano nasal, obstrução parcial das
narinas, rinorreia e erosão em lábio superior.

Lesões em cães

° Lesões cutâneas (nódulos e úlceras


principalmente região nasal)
°Nódulos ou úlceras na pele, especialmente nas
extremidades, como patas, face e tronco.
°As lesões podem evoluir para abscessos ou
feridas abertas persistentes.
Como prevenir?
Prevenção em Humanos: Controle ambiental
°Evitar contato direto com gatos infectados: Limpeza e desinfecção:
°Use luvas ao manusear animais suspeitos ou com lesões. °Higienize regularmente locais onde animais infectados circulam, usando
°Não toque nas feridas ou secreções sem proteção. desinfetantes apropriados.
Higiene pessoal: °Remoção de materiais contaminados:
°Lave bem as mãos após lidar com animais ou materiais contaminados.
°Cubra lesões na pele para evitar infecções secundárias.
°Cuidados ao trabalhar com solo ou plantas:

Prevenção em Animais (principalmente gatos)


°Diagnóstico precoce e tratamento
°Leve animais com lesões suspeitas ao veterinário rapidamente.
°Isolamento de animais infectados:
°Evite contato de gatos doentes com outros animais ou humanos.
°Cuidados no manejo:
°Use equipamentos de proteção ao tratar feridas ou administrar medicamentos.
Tratamento
Uso prolongado de antifúngicos Tratamento associado à ressecção cirúrgica

O tratamento deve ser continuado por, no mínimo, um mês após Em alguns casos, pode ser necessária a remoção cirúrgica das
a cura clínica, seguindo o protocolo corretamente para evitar lesões fúngicas para auxiliar na recuperação.
recidivas.

Antibioticoterapia Conscientização do tutor

Deve-se iniciar a antibioticoterapia para tratar a infecção O tutor deve ser alertado sobre a responsabilidade na prevenção
bacteriana da doença e sobre o potencial zoonótico da esporotricose, para
evitar a transmissão para os seres humanos e outros animais.

É de extrema importância adotar medidas de biossegurança na manipulação dos pacientes


acometidos por se tratar de uma zoonose. É necessário o uso de equipamento de proteção,
sedação para manipulação de pacientes não cooperativos, limpeza e desinfecção de gaiolas,
roupas e utensílios com hipoclorito de sódio a 1% por no mínimo 10 minutos.
Obrigada pela
atenção!

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